Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Leia atentamente o texto a seguir, para responder a questão número 2.
ANTÍFONA
Ó formas alvas, brancas, formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do amor, constantemente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas.
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Nos versos “Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...” e “Harmonias da Cor e do Perfume...” está presente a figura de linguagem indicada abaixo:
I. Dados analisados pela Habitat for Humanity International indicam que a moradia não figura entre as prioridades climáticas da maioria dos países.
II. A ausência do tema da moradia nas metas climáticas é apresentada como uma lacuna relevante nas políticas públicas.
Pode-se afirmar que:
Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/811281320356756620/. Acesso em 15 fev. 2026.
Sobre os recursos linguísticos, semânticos e discursivos mobilizados na tirinha acima, analise as assertivas abaixo:
I. A palavra "vocezão" é formada pelo acréscimo do sufixo aumentativo "-ão" ao pronome "você", operação incomum na língua portuguesa, uma vez que pronomes pessoais não costumam receber esse tipo de flexão, o que gera o efeito de estranhamento e humor.
II. O termo "tuzão", criado pelo personagem como segunda tentativa de rima, utiliza um processo morfológico diferente do utilizado em "vocezão", o que corrobora com o efeito cômico.
III. A expressão "morre de paixão" constitui exemplo de linguagem conotativa, empregada no sentido figurado para expressar intensidade sentimental, afastando-se do sentido literal do verbo "morrer".
IV. A fala final do segundo personagem — "É o novo Drummond" — estabelece uma relação intertextual com o poeta Carlos Drummond de Andrade, reconhecido pela qualidade de sua produção poética, funcionando como ironia que contrapõe à construção deselegante do personagem à excelência do poeta.
V. O humor da tirinha fundamenta-se exclusivamente em aspectos fonéticos, mais especificamente na busca por palavras que rimem com "paixão", desconsiderando quaisquer questões semânticas ou pragmáticas.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
Considere os fragmentos:
Texto I
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
[...]
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá."
(Gonçalves Dias - "Canção do Exílio", 1843)
Texto II
"Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
[...]
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!"
(Murilo Mendes - "Canção do Exílio", 1925-1931)
Sobre a relação intertextual entre os dois poemas, analise as assertivas abaixo:
I. O Texto II estabelece uma relação de intertextualidade com o Texto I, retomando o tema do exílio e a estrutura inicial "Minha terra tem...", mas subverte o ufanismo romântico ao introduzir elementos estrangeiros ("macieiras da Califórnia", "gaturamos de Veneza") e uma crítica à valorização do que é importado em detrimento do nacional.
II. Ambos os poemas expressam nostalgia da terra natal, mas enquanto Gonçalves Dias idealiza a natureza brasileira com elementos nativos (palmeiras, sabiá), Murilo Mendes denuncia a perda da identidade nacional, evidenciando que até mesmo a fauna e a flora brasileiras foram substituídas por espécies e produtos estrangeiros.
III. A referência ao "sabiá com certidão de idade" no Texto II constitui uma ironia que questiona a autenticidade do símbolo nacional romântico, sugerindo que o sabiá original de Gonçalves Dias se tornou um clichê desgastado pelo tempo.
IV. O Texto II reproduz integralmente o nacionalismo ufanista do Texto I, mantendo a mesma idealização da pátria e o mesmo tom de saudade ingênua, sem qualquer crítica social ou ironia.
V. A intertextualidade presente no Texto II caracterizase como paródia, pois retoma um texto célebre para ressignificá-lo criticamente, expondo contradições da sociedade brasileira, como a exportação das riquezas nacionais e a importação de bens culturais estrangeiros.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
"Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro"
A escolha desse poema é adequada para discutir com os alunos:
FRAGMENTO I
"A PEC do fim da escala 6x1, que está na CCJ, aguarda ter o relator designado. O presidente da comissão, Leur Lomanto Júnior (União-BA), adiantou que conduzirá a análise ouvindo a classe empresarial, sindicatos, trabalhadores e 'quem emprega'." Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/com-ofim-do-carnaval-governo-retoma-ofensiva-pelo-fim-daescala-6x1/. Acesso: 19 de fev. 2026.
FRAGMENTO II
"O debate em torno da extinção da jornada 6x1 é bemvindo, mobilizado pela opinião pública, mas a pressa em conduzi-lo não pode comprometer os requisitos que a abordagem ao tema exige: uma condução técnica, qualificada e não contaminada por interesses eleitoreiros. Trata-se de um desafio, em se tratando que a proposta de emenda à Constituição está longe de ser consenso entre os parlamentares." Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2026/02/7357 814-fim-da-escala-6x1-exige-debateresponsavel.html#google_vignette. Acesso: 19 fev. 2026.
Sobre os fragmentos anteriores apresentados, considerando seus contextos de produção, recursos linguístico-discursivos e estratégias textuais, analise as assertivas abaixo:
I. O Fragmento I apresenta predominantemente tipologia expositivo-informativa, com marcas de imparcialidade aparente, enquanto o Fragmento II caracteriza-se pela tipologia argumentativa, com marcas explícitas de posicionamento crítico em relação à celeridade do processo legislativo.
II. No Fragmento I, o uso das aspas na expressão "quem emprega" constitui recurso metalinguístico que reproduz o discurso direto da autoridade citada, conferindo credibilidade à informação sem que o enunciador assuma juízo de valor sobre a terminologia empregada.
III. No Fragmento II, o operador argumentativo "mas" introduz uma ressalva que relativiza o caráter positivo do debate ("é bem-vindo"), construindo uma orientação argumentativa que desloca o foco da legitimidade do debate para os riscos de sua condução apressada.
IV. A expressão "em se tratando que", presente no Fragmento II, está correta em relação à norma-padrão da língua portuguesa, sendo equivalente às formas "em se tratando de" ou "tratando-se de".
V. Considerando os multiletramentos e a leitura crítica, é correto afirmar que o Fragmento I, ao listar os atores sociais que serão ouvidos ("classe empresarial, sindicatos, trabalhadores e 'quem emprega'"), opera uma distinção implícita entre "trabalhadores" e "quem emprega" que pode refletir determinada concepção sobre as relações de trabalho.
Estão CORRETAS apenas as assertivas:
Essa estrutura evidencia o domínio de:
Essa orientação privilegia, respectivamente, os seguintes elementos da narrativa:
O objetivo central dessa atividade, alinhada ao letramento midiático, é desenvolver a capacidade de:
"Enquanto os defensores do projeto apontam geração de empregos, os críticos alertam para os danos ambientais. Diante desse impasse, cabe à sociedade civil organizada pressionar por audiências públicas que garantam transparência ao debate."
Para compreender adequadamente o posicionamento do autor, o leitor precisa acionar, predominantemente, a estratégia de: