Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3014221 Português
Em se tratando da Língua e suas modalidades, analise os itens e assinale a alternativa correta.

I- Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto, a intenção do falante, ou do escritor e o tópico do que se diz, ou escreve.
II- A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. Do vocabulário, um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal, como o faz um escritor de uma carta, para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. A esse respeito, a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão, uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. O grau de coloquialismo, ou formalismo, envolvem decisões estilísticas e de domínio do léxico, que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade.
III- Falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos.
IV- Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão, pois nem sempre se traduz automaticamente, com palavras apropriadas, o que se pensa, o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias, que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar linguisticamente. 
Alternativas
Q3014220 Português
Sobre foco narrativo e tipos de narrador, analise os itens e assinale a alternativa correta.

I- O narrador, de acordo com seu foco narrativo, fará o direcionamento da história, pois o ponto de vista determina como o enredo deve ser estruturado. Assim, o narrador pode ser um participante dos acontecimentos ou apenas um intérprete dos fatos narrados, ser um narrador em primeira, ou terceira pessoa, parcial, ou imparcial, centrado nos fatos, ou nos personagens, focado em seus pensamentos, ou em suas ações.
II- Os tipos de narrador são o narrador personagem (em primeira pessoa), que participa da história; o narrador observador (em terceira pessoa), que apenas narra o que vê; e o narrador onisciente (também em terceira pessoa), que tem total conhecimento de personagens e fatos.
III- Narrador personagem: é um narrador em primeira pessoa, portanto, é um personagem da história. Assim, ele não só relata os fatos, como também participa dos acontecimentos narrados.
IV- Narrador observador: é um narrador em terceira pessoa e narra apenas o que vê, o que observa, isto é, não participa da história e nem tem conhecimento total dos fatos e personagens.
Alternativas
Q3014219 Português
Quanto aos gêneros literários, analise os itens e assinale a alternativa correta.

I- Gênero dramático: A tragédia e a comédia são os principais subgêneros dramáticos.
II- O gênero dramático está relacionado a textos produzidos para serem interpretados por atores. Tais textos são compostos por atos, cenas, rubricas (instruções do dramaturgo) e falas.
III-Tragédias: são textos dramáticos de caráter funesto, trágico.
IV- Comédia é um dos gêneros teatrais escrito geralmente em versos, que tem início na Grécia Antiga. Trata-se de um gênero crítico burlesco e humorado, que satiriza diversos aspectos da sociedade desde os costumes, hábitos, moral, figuras nobres, instituições políticas, etc.
Alternativas
Q3014218 Português
Sobre tipologias textuais, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.

( ) As tipologias textuais são textos orais, ou escritos, que possuem uma estrutura fixa e objetivos bem definidos: relatar um acontecimento, descrever uma pessoa, defender, ou apresentar uma ideia, ensinar a fazer algo.
( ) Os principais exemplos de textos narrativos são: crônicas, contos, romances, fábulas, novelas. Esses tipos de narração contêm todos os elementos da narrativa: um enredo contado por alguém (narrador), um espaço e um tempo definido, além de incluir personagens na trama.
( ) Tipologia descritiva (descrição): representa o ato de descrever algo e que pode ser uma pessoa, um objeto, uma paisagem, um local. Quando utilizamos a tipologia descritiva, buscamos apresentar as principais características de algo, e isso pode ser feito de duas maneiras: descrição objetiva e descrição subjetiva.
( ) Na descrição objetiva não há um juízo de valor, uma opinião, ou mesmo impressões subjetivas sobre o que está sendo observado. A imparcialidade (visão neutra) é uma das principais características desse tipo de descrição. Ela busca apontar de maneira muito realista e verossímil os atributos de algo (alto, baixo, claro, escuro, longo, curto).
( ) Na descrição subjetiva, a opinião, as apreciações e as emoções de quem está descrevendo aparecem de forma muito nítida, que pode surgir pelo uso de muitos adjetivos. Nesse caso, o objetivo é valorizar a forma do texto com o intuito de influenciar os leitores através de um juízo de valor sobre o que está sendo observado. 
Alternativas
Q3014169 Português
Despedida:



Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.


Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.


Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.


A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?


Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra…)


Quero solidão.



Cecília Meireles
(https://www.pensador.com/frase/NjYzNTc/)
Analise:

“Todos os dias, bebo uma xícara de chá de hortelã.”

Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem da oração acima:
Alternativas
Q3014165 Português
Despedida:



Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.


Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.


Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.


A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?


Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra…)


Quero solidão.



Cecília Meireles
(https://www.pensador.com/frase/NjYzNTc/)
Assinale a alternativa correta, de acordo com a obra acima: 
Alternativas
Q3014125 Português
Em relação aos mecanismos de coesão textual, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) “Estou com muito calor, mas ela não.” é um exemplo de uso de conjunção.
( ) “Fui embora, pois não estava me sentindo amada.” é um exemplo de causa.
( ) “Caso ele não venha, irei trabalhar sozinho.” é um exemplo de uso de referência.
( ) “Perguntaram a fim de saber que horas seria a aula.” é um exemplo de uso de finalidade. 
Alternativas
Q3014119 Português
Lixo eletrônico: pedras artificiais no meio do ambiente


No meio do caminho tinha uma pilha
tinha uma bateria no meio do caminho
tinha smartphones, computadores, televisores, rádios e
outros aparelhos eletrônicos no meio do caminho.



       Você pode pensar que algo está errado com esse poema de Carlos Drummond de Andrade. No entanto, ele foi simplesmente atualizado. As pedras drummondianas foram substituídas por aparelhos eletrônicos descartados de maneira inadequada no meio ambiente.    

     Se o poeta estivesse vivo, se depararia com uma produção anual global de 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico e elétrico, uma média de 7,3kg por pessoa, conforme relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2020.

       O e-lixo, termo atribuído a todo componente eletrônico descartado na natureza sem tratamento, não polui apenas o meio ambiente, mas também acarreta problemas de saúde pública, expondo as pessoas a substâncias perigosas e cancerígenas, como mercúrio, chumbo e cádmio. A presença de lixo eletrônico em aterros contamina o solo e os lençóis freáticos, ameaçando os sistemas de fornecimento de alimentos e recursos hídricos.

       A reciclagem e a implementação de sistemas de logística reversa surgem como as melhores soluções para minimizar os efeitos pós-consumo. A coleta seletiva e a reutilização de materiais eletrônicos têm o potencial de gerar renda e proporcionar uma melhor qualidade de vida para todos. Contudo, a melhor forma de mudar essa situação é por meio da educação ambiental, que deve começar bem cedo. Seja dentro de casa ou nas escolas, crianças e jovens precisam aprender a separar os recicláveis e rever a própria maneira como consumem, produzem e depois descartam seus resíduos.


(Fernando Uliana Barboza – Eco Debate. Adaptado).
Analisar as perguntas a seguir:

I. Qual o significado do termo “e-lixo”?
II. Por quais objetos as pedras drummondianas foram substituídas?
III. Qual a melhor forma de mudar a situação atual provocada pelo acúmulo de lixo eletrônico e elétrico?

É CORRETO afirmar que é(são) respondida(s) pelo texto:
Alternativas
Q3014001 Português
Texto 1A9


        Em uma sociedade em que a imagem pública e a privada constituem fatores preponderantes de prestígio, credibilidade e liderança, esses elementos estão, cada vez mais, permeando nossas vidas, nossas formas de agir e de decidir, que estão sob a vigilância de olhares sociais atentos e fiscalizadores. Os ritos e as cerimônias são elementos estratégicos a serviço da construção e da consolidação das imagens das organizações, que se apoiam na credibilidade e na aceitação social das ações e realizações desenvolvidas. 
        O rito consiste em um conjunto de atos formalizados, expressivos e portadores de uma dimensão simbólica. É caracterizado por uma configuração espaço-temporal específica, por sistemas de linguagem e comportamentos específicos e por signos emblemáticos cujo sentido codificado constitui um dos bens comuns do grupo. O uso do rito é paralelo ao aparecimento da humanidade. 
    Em todas as sociedades, os grupos sociais participam de acontecimentos ou eventos especiais e únicos. Porém, para cada um desses grupos, os eventos têm um significado diferente. No Brasil, por exemplo, a Copa do Mundo e uma formatura são eventos com rituais reconhecidos por diferentes classes sociais e culturais. Um rito bem executado é mais que uma mera apresentação teatral. Usa elementos e símbolos e evoca a cultura e as crenças dos povos envolvidos. 
        Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume a repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta, consistem no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. Este protocolo é uma forma de comunicação na qual os participantes do processo denotam uma mensagem diplomática. Remete, ainda, ao protocolo elementar significativo de boas relações entre povos, governos ou grupos.

Internet: <uel.br> (com adaptações).
Assinale a opção em que é corretamente apresentado o significado da palavra “preponderantes” (primeiro período do primeiro parágrafo).
Alternativas
Q3013995 Português
Texto 1A8


        Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
        A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai. 
        O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
        Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro.
        A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira. 
        Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
        A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer. 


Abrahão C. de Freitas. Guerra passional em torno da língua.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
No último parágrafo do texto 1A8, o autor qualifica como “perfeitamente compreensível” 
Alternativas
Q3013857 Português

Texto 1A9


        Em uma sociedade em que a imagem pública e a privada constituem fatores preponderantes de prestígio, credibilidade e liderança, esses elementos estão, cada vez mais, permeando nossas vidas, nossas formas de agir e de decidir, que estão sob a vigilância de olhares sociais atentos e fiscalizadores. Os ritos e as cerimônias são elementos estratégicos a serviço da construção e da consolidação das imagens das organizações, que se apoiam na credibilidade e na aceitação social das ações e realizações desenvolvidas.
        O rito consiste em um conjunto de atos formalizados, expressivos e portadores de uma dimensão simbólica. É caracterizado por uma configuração espaço-temporal específica, por sistemas de linguagem e comportamentos específicos e por signos emblemáticos cujo sentido codificado constitui um dos bens comuns do grupo. O uso do rito é paralelo ao aparecimento da humanidade. 
        Em todas as sociedades, os grupos sociais participam de acontecimentos ou eventos especiais e únicos. Porém, para cada um desses grupos, os eventos têm um significado diferente. No Brasil, por exemplo, a Copa do Mundo e uma formatura são eventos com rituais reconhecidos por diferentes classes sociais e culturais. Um rito bem executado é mais que uma mera apresentação teatral. Usa elementos e símbolos e evoca a cultura e as crenças dos povos envolvidos.
        Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume a repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta, consistem no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. Este protocolo é uma forma de comunicação na qual os participantes do processo denotam uma mensagem diplomática. Remete, ainda, ao protocolo elementar significativo de boas relações entre povos, governos ou grupos.

Internet: <uel.br> (com adaptações).
Assinale a opção em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o último período do terceiro parágrafo do texto 1A9. 
Alternativas
Q3013853 Português

Texto 1A8


        Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
        A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
        O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
        Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro. 
        A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
        Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
        A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.


Abrahão C. de Freitas. Guerra passional em torno da língua.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
No último período do terceiro parágrafo do texto 1A8, o vocábulo “corriqueiras” é empregado com o mesmo sentido de
Alternativas
Q3013852 Português

Texto 1A8


        Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
        A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
        O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
        Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro. 
        A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
        Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
        A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.


Abrahão C. de Freitas. Guerra passional em torno da língua.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
No último período do quinto parágrafo do texto 1A8, é estabelecida uma relação de
Alternativas
Q3013851 Português

Texto 1A8


        Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
        A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
        O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
        Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro. 
        A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
        Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
        A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.


Abrahão C. de Freitas. Guerra passional em torno da língua.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita em que se unem o primeiro e o segundo períodos do quarto parágrafo do texto 1A8. Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção gramatical, a coerência e os sentidos do texto.  
Alternativas
Q3013850 Português

Texto 1A8


        Já se foi o tempo em que acordar tarde e tomar um café da manhã reforçado na cobertura de um duplex era símbolo de status e ascensão social. Hoje em dia, emergente de verdade toma é um brunch no roof top de seu residence club.
        A classe média, quando chega ao paraíso, adora gourmetizar o idioma, recheando o bom e velho português tupiniquim com um punhado de expressões de outras línguas para dar um ar de sofisticação e requinte a boa parte daquilo que diz, faz e pensa. Alguns exemplos são crush, delivery, fashion, haters, job, like, e por aí vai.
        O discurso empresarial e corporativo também está repleto desses enunciados carregados de expressões tomadas de empréstimo a outras línguas. Nesse quesito, o inglês é o campeão de audiência nas interações verbais de uma parte considerável das profissões urbanas. Palavras e expressões como briefing, workshop, call, mindset e deadline já se tornaram corriqueiras no vocabulário de muitos profissionais brazucas.
        Não que isso seja um problema ou uma ameaça à integridade do português brasileiro. Nosso país, desde a sua origem, sempre teve um caráter plurilinguístico. O fundo lexical do nosso português está repleto de vocábulos e expressões vindos de uma porção de idiomas que, ao longo do tempo, foram incorporados ao falar brasileiro. 
        A questão a ser abordada não é o quanto o uso de estrangeirismo pode ser nocivo à língua, mas até que ponto a hegemonia político-social de determinado grupo de falantes pode exercer um domínio ideológico e cultural sobre as dinâmicas linguísticas praticadas por boa parte de nossa população. A censura linguística de comunidades subalternizadas pode ser muito mais nociva à língua do que o uso de palavras e(ou) expressões de origem estrangeira.
        Nesse contexto, a negação dos acréscimos linguísticos vindos de grupos étnicos e sociais diversos não se justifica, porque propõe o apagamento intencional e deliberado de nossas raízes históricas, linguísticas e culturais.
        A presença de estrangeirismos nas vitrines das lojas e nos hábitos linguísticos de determinada comunidade de falantes, embora provoque reações afetivas e passionais tão variadas quanto contraditórias, é perfeitamente compreensível, porque as línguas são espaços de comunicação nos quais os processos de interlocução não se esgotam no simples ato de dizer.


Abrahão C. de Freitas. Guerra passional em torno da língua.
Escrita Viva — Conhecimento Prático — Língua Portuguesa e Literatura,
ano 8, ed. 103, p. 30-37 (com adaptações).
No último parágrafo do texto do 1A8, o autor qualifica como “perfeitamente compreensível” 
Alternativas
Q3012813 Português
Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade


        A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

        Anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as Car T - Cells – células produzidas em laboratório, derivadas das mais importantes células de defesa do nosso organismo – são os principais tipos de imunoterapia usados hoje para o combate às células tumorais.

        É importante revelar que, mesmo com o crescimento do método, o tratamento não consegue ter eficácia para todos os pacientes. Mas, quando o sistema imunológico responde, o efeito pode ser significativo e duradouro, em função da memória imunológica que o sistema passa a ter contra o tumor.

        O assunto foi abordado por diversos convidados em simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM). A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida, visando à redução de custos, ao acesso a grande parcela da sociedade e ao fato de não ser eficaz para todos os pacientes.


Fonte<https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do
cancer-custo-acesso-e
efetividade/#:~:text=A%20imunoterapia%20%C3%A9%20um%20tipo,eficie
nte%20e%20com%20menos%20toxicidade.>. Com adaptações.


Dentre as opções a seguir, o único vocábulo que NÃO foi utilizado no texto como um mecanismo anafórico é:
Alternativas
Q3012811 Português
Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade


        A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

        Anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as Car T - Cells – células produzidas em laboratório, derivadas das mais importantes células de defesa do nosso organismo – são os principais tipos de imunoterapia usados hoje para o combate às células tumorais.

        É importante revelar que, mesmo com o crescimento do método, o tratamento não consegue ter eficácia para todos os pacientes. Mas, quando o sistema imunológico responde, o efeito pode ser significativo e duradouro, em função da memória imunológica que o sistema passa a ter contra o tumor.

        O assunto foi abordado por diversos convidados em simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM). A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida, visando à redução de custos, ao acesso a grande parcela da sociedade e ao fato de não ser eficaz para todos os pacientes.


Fonte<https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do
cancer-custo-acesso-e
efetividade/#:~:text=A%20imunoterapia%20%C3%A9%20um%20tipo,eficie
nte%20e%20com%20menos%20toxicidade.>. Com adaptações.


A linguagem conotativa, simbólica é empregada no texto para auxiliar o leitor na construção dos sentidos sobre a eficácia dos tratamentos de imunoterapia contra o câncer. Esse uso metafórico da linguagem torna-se mais explícito:
Alternativas
Q3012809 Português
Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade


        A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

        Anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as Car T - Cells – células produzidas em laboratório, derivadas das mais importantes células de defesa do nosso organismo – são os principais tipos de imunoterapia usados hoje para o combate às células tumorais.

        É importante revelar que, mesmo com o crescimento do método, o tratamento não consegue ter eficácia para todos os pacientes. Mas, quando o sistema imunológico responde, o efeito pode ser significativo e duradouro, em função da memória imunológica que o sistema passa a ter contra o tumor.

        O assunto foi abordado por diversos convidados em simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM). A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida, visando à redução de custos, ao acesso a grande parcela da sociedade e ao fato de não ser eficaz para todos os pacientes.


Fonte<https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do
cancer-custo-acesso-e
efetividade/#:~:text=A%20imunoterapia%20%C3%A9%20um%20tipo,eficie
nte%20e%20com%20menos%20toxicidade.>. Com adaptações.


“A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida…” (último parágrafo). O trecho destacado guarda uma relação semântica íntima com outro trecho presente no texto:a
Alternativas
Q3012807 Português
Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade


        A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

        Anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as Car T - Cells – células produzidas em laboratório, derivadas das mais importantes células de defesa do nosso organismo – são os principais tipos de imunoterapia usados hoje para o combate às células tumorais.

        É importante revelar que, mesmo com o crescimento do método, o tratamento não consegue ter eficácia para todos os pacientes. Mas, quando o sistema imunológico responde, o efeito pode ser significativo e duradouro, em função da memória imunológica que o sistema passa a ter contra o tumor.

        O assunto foi abordado por diversos convidados em simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM). A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida, visando à redução de custos, ao acesso a grande parcela da sociedade e ao fato de não ser eficaz para todos os pacientes.


Fonte<https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do
cancer-custo-acesso-e
efetividade/#:~:text=A%20imunoterapia%20%C3%A9%20um%20tipo,eficie
nte%20e%20com%20menos%20toxicidade.>. Com adaptações.


Acerca do texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3012806 Português
Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade


        A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente. A ideia é que, com o uso de medicamentos, o organismo do paciente elimine a doença de forma mais eficiente e com menos toxicidade.

        Anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as Car T - Cells – células produzidas em laboratório, derivadas das mais importantes células de defesa do nosso organismo – são os principais tipos de imunoterapia usados hoje para o combate às células tumorais.

        É importante revelar que, mesmo com o crescimento do método, o tratamento não consegue ter eficácia para todos os pacientes. Mas, quando o sistema imunológico responde, o efeito pode ser significativo e duradouro, em função da memória imunológica que o sistema passa a ter contra o tumor.

        O assunto foi abordado por diversos convidados em simpósio promovido pela Academia Nacional de Medicina (ANM). A mensagem que o evento deixa é de que imunoterapia é considerada um grande passo para o tratamento contra o câncer, mas ainda há uma longa trilha a ser vencida, visando à redução de custos, ao acesso a grande parcela da sociedade e ao fato de não ser eficaz para todos os pacientes.


Fonte<https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do
cancer-custo-acesso-e
efetividade/#:~:text=A%20imunoterapia%20%C3%A9%20um%20tipo,eficie
nte%20e%20com%20menos%20toxicidade.>. Com adaptações.


“A imunoterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que visa combater o avanço da doença pela ativação do próprio sistema imunológico do paciente” (1º parágrafo). A contração destacada introduz uma expressão com valor semântico de:
Alternativas
Respostas
23961: B
23962: A
23963: D
23964: B
23965: A
23966: B
23967: A
23968: D
23969: D
23970: C
23971: A
23972: D
23973: A
23974: A
23975: C
23976: B
23977: A
23978: B
23979: D
23980: B