Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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A questão refere-se ao texto 2
Texto 2
Isolamento
Gabriela Borges
Helô D’Angelo é uma das maiores quadrinistas brasileiras da nova geração. Jornalista de formação, ganhou destaque com suas HQs políticas, principalmente durante as eleições de 2018. Atenta aos detalhes e inspirada pelo tédio, ano passado começou um registro sensível sobre a pandemia no Brasil com base no que via, escutava e imaginava sobre seus vizinhos. Daí nasceu Isolamento, seu segundo livro, que narra a vida de doze moradores de um predinho, que vivem o que muitos de nós vivemos durante a pandemia: o drama do pai e sua filha, afastados por suas escolhas políticas; o médico que precisa sair para trabalhar; a mulher presa no home office; o casal apaixonado; o cachorro que se torna a única companhia da dona.
O mais interessante na narrativa criada pela autora é a estrutura, que une na mesma página a história de todos os apartamentos. É como se estivéssemos observando de longe o que se passa na janela alheia. Quem nunca? Rafael Coutinho, grande quadrinista brasileiro, escreveu o prefácio e reconhece o talento de Helô ao criar um suprapersonagem, o prédio, “que nos faz dançar no grid que ela propõe, na unidade de página que agita nossos olhos atrás de detalhes o tempo todo, voltando aos núcleos iniciais, procurando o gato, a mudança do casal, o velho reacionário que foi tomar cerveja escondido com seu comparsa do 4º”. Helô brinca que é uma verdadeira fofoca em quadrinhos. A gente gargalha em algumas páginas e chora de emoção em outras.
Outro ponto importante são as informações extras à história, que contextualizam o que acontecia no Brasil durante a construção do livro. Uma escolha esperta da autora, que torna a obra um registro importante feito durante a própria pandemia por uma jovem artista paulistana, desses que vamos reler com as gerações futuras, para tentar explicar – e até mesmo entender – tudo o que estamos vivendo.
Isolamento foi publicada inicialmente no formato webcomic, no perfil no Instagram da autora, para então virar um livro de 208 páginas coloridas, publicado de maneira independente por meio de uma campanha no Catarse. Já experiente em financiamento coletivo, Helô é autora também da graphic novel Dora e a Gata, de 2019.
Disponível em: <https://diplomatique.org.br/>. Acesso em: 16 fev. 2024. [Texto adaptado]
A questão refere-se ao texto 2
Texto 2
Isolamento
Gabriela Borges
Helô D’Angelo é uma das maiores quadrinistas brasileiras da nova geração. Jornalista de formação, ganhou destaque com suas HQs políticas, principalmente durante as eleições de 2018. Atenta aos detalhes e inspirada pelo tédio, ano passado começou um registro sensível sobre a pandemia no Brasil com base no que via, escutava e imaginava sobre seus vizinhos. Daí nasceu Isolamento, seu segundo livro, que narra a vida de doze moradores de um predinho, que vivem o que muitos de nós vivemos durante a pandemia: o drama do pai e sua filha, afastados por suas escolhas políticas; o médico que precisa sair para trabalhar; a mulher presa no home office; o casal apaixonado; o cachorro que se torna a única companhia da dona.
O mais interessante na narrativa criada pela autora é a estrutura, que une na mesma página a história de todos os apartamentos. É como se estivéssemos observando de longe o que se passa na janela alheia. Quem nunca? Rafael Coutinho, grande quadrinista brasileiro, escreveu o prefácio e reconhece o talento de Helô ao criar um suprapersonagem, o prédio, “que nos faz dançar no grid que ela propõe, na unidade de página que agita nossos olhos atrás de detalhes o tempo todo, voltando aos núcleos iniciais, procurando o gato, a mudança do casal, o velho reacionário que foi tomar cerveja escondido com seu comparsa do 4º”. Helô brinca que é uma verdadeira fofoca em quadrinhos. A gente gargalha em algumas páginas e chora de emoção em outras.
Outro ponto importante são as informações extras à história, que contextualizam o que acontecia no Brasil durante a construção do livro. Uma escolha esperta da autora, que torna a obra um registro importante feito durante a própria pandemia por uma jovem artista paulistana, desses que vamos reler com as gerações futuras, para tentar explicar – e até mesmo entender – tudo o que estamos vivendo.
Isolamento foi publicada inicialmente no formato webcomic, no perfil no Instagram da autora, para então virar um livro de 208 páginas coloridas, publicado de maneira independente por meio de uma campanha no Catarse. Já experiente em financiamento coletivo, Helô é autora também da graphic novel Dora e a Gata, de 2019.
Disponível em: <https://diplomatique.org.br/>. Acesso em: 16 fev. 2024. [Texto adaptado]
A questão refere-se ao texto 2
Texto 2
Isolamento
Gabriela Borges
Helô D’Angelo é uma das maiores quadrinistas brasileiras da nova geração. Jornalista de formação, ganhou destaque com suas HQs políticas, principalmente durante as eleições de 2018. Atenta aos detalhes e inspirada pelo tédio, ano passado começou um registro sensível sobre a pandemia no Brasil com base no que via, escutava e imaginava sobre seus vizinhos. Daí nasceu Isolamento, seu segundo livro, que narra a vida de doze moradores de um predinho, que vivem o que muitos de nós vivemos durante a pandemia: o drama do pai e sua filha, afastados por suas escolhas políticas; o médico que precisa sair para trabalhar; a mulher presa no home office; o casal apaixonado; o cachorro que se torna a única companhia da dona.
O mais interessante na narrativa criada pela autora é a estrutura, que une na mesma página a história de todos os apartamentos. É como se estivéssemos observando de longe o que se passa na janela alheia. Quem nunca? Rafael Coutinho, grande quadrinista brasileiro, escreveu o prefácio e reconhece o talento de Helô ao criar um suprapersonagem, o prédio, “que nos faz dançar no grid que ela propõe, na unidade de página que agita nossos olhos atrás de detalhes o tempo todo, voltando aos núcleos iniciais, procurando o gato, a mudança do casal, o velho reacionário que foi tomar cerveja escondido com seu comparsa do 4º”. Helô brinca que é uma verdadeira fofoca em quadrinhos. A gente gargalha em algumas páginas e chora de emoção em outras.
Outro ponto importante são as informações extras à história, que contextualizam o que acontecia no Brasil durante a construção do livro. Uma escolha esperta da autora, que torna a obra um registro importante feito durante a própria pandemia por uma jovem artista paulistana, desses que vamos reler com as gerações futuras, para tentar explicar – e até mesmo entender – tudo o que estamos vivendo.
Isolamento foi publicada inicialmente no formato webcomic, no perfil no Instagram da autora, para então virar um livro de 208 páginas coloridas, publicado de maneira independente por meio de uma campanha no Catarse. Já experiente em financiamento coletivo, Helô é autora também da graphic novel Dora e a Gata, de 2019.
Disponível em: <https://diplomatique.org.br/>. Acesso em: 16 fev. 2024. [Texto adaptado]
Segundo o jurista Gustavo Martins de Almeida, advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), a integridade da obra segue protegida. “Após os 70 anos [da morte], a obra pode ser livremente reproduzida. No entanto, há um direito moral que implica na integridade da obra, isto é: seu conteúdo não poderá ser alterado”, explica.
“Precisam ser resguardados os direitos morais, ou seja, a obra tem de continuar sendo creditada ao autor e a sua integridade, mantida”, completa o jornalista Leonardo Neto, especializado em mercado editorial e curador de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo. “Nenhuma modificação que possa prejudicar a obra ou atingir a reputação ou honra do autor pode ocorrer.”
Ramos Filho frisa que toda reedição tem o acompanhamento da família, com o objetivo de zelar pela qualidade final. “Sabemos que [agora] muitas editoras vão publicar sem maiores cuidados, pensando só no lucro. É claro que nós não gostamos disso”, comenta ele.
“A lei do domínio público, eu usaria uma palavra muito forte para definir o que eu penso, acho que é uma excrescência”, afirma Ramos Filho. Seus argumentos são de que a legislação só serve para aumentar os lucros daqueles que exploram as obras do autor.
Ele diz que aprova o fato de que a partir de agora qualquer pessoa pode acessar livremente a obra a partir de uma biblioteca on-line, completamente grátis. “Para isso, não precisaria nem esperar 70 anos, 50 já estava bom. Acho importante que as pessoas possam acessar a obra do autor sem pagar, é importante para que ele seja lido e divulgado. Isso é domínio público.”
O problema, para o herdeiro, é a comercialização. “A partir de janeiro, qualquer editora vai poder publicar Graciliano sem pagar os 10% que pagavam de direito autoral para a família. O livro vai custar mais barato por causa disso? Não. As editoras vão poder publicar o autor, não vão pagar direito autoral e vão continuar cobrando a mesma coisa pelo livro”, avalia. “É isso que nos revolta. Mas, tudo bem: é lei, e lei a gente pode até não aceitar, mas a gente acata.”
“A lei de domínio público, da maneira como está posta, é uma falácia”, enfatiza.
Segundo o jurista Gustavo Martins de Almeida, advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), a integridade da obra segue protegida. “Após os 70 anos [da morte], a obra pode ser livremente reproduzida. No entanto, há um direito moral que implica na integridade da obra, isto é: seu conteúdo não poderá ser alterado”, explica.
“Precisam ser resguardados os direitos morais, ou seja, a obra tem de continuar sendo creditada ao autor e a sua integridade, mantida”, completa o jornalista Leonardo Neto, especializado em mercado editorial e curador de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo. “Nenhuma modificação que possa prejudicar a obra ou atingir a reputação ou honra do autor pode ocorrer.”
Ramos Filho frisa que toda reedição tem o acompanhamento da família, com o objetivo de zelar pela qualidade final. “Sabemos que [agora] muitas editoras vão publicar sem maiores cuidados, pensando só no lucro. É claro que nós não gostamos disso”, comenta ele.
“A lei do domínio público, eu usaria uma palavra muito forte para definir o que eu penso, acho que é uma excrescência”, afirma Ramos Filho. Seus argumentos são de que a legislação só serve para aumentar os lucros daqueles que exploram as obras do autor.
Ele diz que aprova o fato de que a partir de agora qualquer pessoa pode acessar livremente a obra a partir de uma biblioteca on-line, completamente grátis. “Para isso, não precisaria nem esperar 70 anos, 50 já estava bom. Acho importante que as pessoas possam acessar a obra do autor sem pagar, é importante para que ele seja lido e divulgado. Isso é domínio público.”
O problema, para o herdeiro, é a comercialização. “A partir de janeiro, qualquer editora vai poder publicar Graciliano sem pagar os 10% que pagavam de direito autoral para a família. O livro vai custar mais barato por causa disso? Não. As editoras vão poder publicar o autor, não vão pagar direito autoral e vão continuar cobrando a mesma coisa pelo livro”, avalia. “É isso que nos revolta. Mas, tudo bem: é lei, e lei a gente pode até não aceitar, mas a gente acata.”
“A lei de domínio público, da maneira como está posta, é uma falácia”, enfatiza.
I. Aumenta lucros das editoras, além de permitir publicações menos cuidadosas.
II. Deixa de existir a obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais aos herdeiros, e o adaptador da obra passa a receber parte dos lucros.
III. O acesso livre à obra se torna completamente grátis a partir de uma biblioteca on-line.
Um equívoco frequente é o de associar o bem comum apenas à prosperidade material, com base na mera soma dos bens disponíveis que compõem uma sociedade – quase como se fôssemos usar o PIB per capita como critério para avaliar o bem comum. Como veremos, os bens materiais compõem, sim, o bem comum, mas são apenas uma parte dele – e nem mesmo a parte mais importante. Outro engano consiste em acreditar que o bem comum é “a felicidade do maior número de indivíduos”, como defendem os utilitaristas: essa mentalidade justificaria inclusive desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior. Isso talvez fosse o “bem da maioria”, mas não o “bem comum”. Este é um projeto coletivo que inclui a todos.
Excluindo algumas possibilidades, fica mais fácil definir o que é o bem comum. Ele é uma situação, um estado de coisas que facilita – ou pelo menos não dificulta – a cada indivíduo a possibilidade de perseguir, se assim o desejar, o próprio desenvolvimento integral (isto é, do caráter, profissional, econômico, social etc.) e sua realização por meio da busca da excelência.
E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa. Pensemos na ausência de referências morais e estéticas, no caos normativo e institucional, na insegurança jurídica ou naquela que deixa o cidadão temeroso de sair à rua, na indigência intelectual e científica, na desconfiança generalizada, na miséria que impede suas vítimas de se dedicar a qualquer outra coisa que não seja sua sobrevivência. A preocupação com o bem comum exige um combate sem trégua a essas situações.
Como o sentido da vida em sociedade deve ser o de proporcionar a cada um maiores chances de realização, o bem comum pressupõe uma série de valores imateriais – a presença de valores culturais e artísticos, um ambiente de paz e justiça, conhecimentos científicos e tecnológicos e um clima geral de estímulo pela busca da excelência – assim como bens materiais que tornam possível o desenvolvimento ancorado nesse clima e nesses valores.
Nesse sentido, os primeiros têm uma evidente precedência. São mais importantes e são os que tornam realmente bem estruturada uma sociedade. Facilitam, por sua vez, o aumento paulatino e equilibrado da prosperidade material. E, dentre aqueles componentes imateriais do bem comum, parece-nos que o mais decisivo, o que teria maior impacto no bem-estar geral, seria a existência, na sociedade, de uma convicção amplamente difundida de que há uma excelência moral que deve ser perseguida; mais, que merece ser perseguida. Convicção amplamente difundida e, pelo menos, concretizada na vida de muitos cidadãos. A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana é o melhor alicerce para se construir uma sociedade promissora.
O alcance de um elevado nível de bem comum não é, ao contrário do que poderia parecer a muitos, uma incumbência fundamentalmente do governo. O Estado tem um papel importante – sem ele, por exemplo, seria impossível construir o ambiente de paz e justiça que elencamos como valor importante para o bem comum –, mas os cidadãos e as organizações da sociedade civil, no seu conjunto, têm um impacto maior nesta tarefa. Se pensarmos na influência da família, das escolas, dos meios de comunicação, das artes; se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.
Um equívoco frequente é o de associar o bem comum apenas à prosperidade material, com base na mera soma dos bens disponíveis que compõem uma sociedade – quase como se fôssemos usar o PIB per capita como critério para avaliar o bem comum. Como veremos, os bens materiais compõem, sim, o bem comum, mas são apenas uma parte dele – e nem mesmo a parte mais importante. Outro engano consiste em acreditar que o bem comum é “a felicidade do maior número de indivíduos”, como defendem os utilitaristas: essa mentalidade justificaria inclusive desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior. Isso talvez fosse o “bem da maioria”, mas não o “bem comum”. Este é um projeto coletivo que inclui a todos.
Excluindo algumas possibilidades, fica mais fácil definir o que é o bem comum. Ele é uma situação, um estado de coisas que facilita – ou pelo menos não dificulta – a cada indivíduo a possibilidade de perseguir, se assim o desejar, o próprio desenvolvimento integral (isto é, do caráter, profissional, econômico, social etc.) e sua realização por meio da busca da excelência.
E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa. Pensemos na ausência de referências morais e estéticas, no caos normativo e institucional, na insegurança jurídica ou naquela que deixa o cidadão temeroso de sair à rua, na indigência intelectual e científica, na desconfiança generalizada, na miséria que impede suas vítimas de se dedicar a qualquer outra coisa que não seja sua sobrevivência. A preocupação com o bem comum exige um combate sem trégua a essas situações.
Como o sentido da vida em sociedade deve ser o de proporcionar a cada um maiores chances de realização, o bem comum pressupõe uma série de valores imateriais – a presença de valores culturais e artísticos, um ambiente de paz e justiça, conhecimentos científicos e tecnológicos e um clima geral de estímulo pela busca da excelência – assim como bens materiais que tornam possível o desenvolvimento ancorado nesse clima e nesses valores.
Nesse sentido, os primeiros têm uma evidente precedência. São mais importantes e são os que tornam realmente bem estruturada uma sociedade. Facilitam, por sua vez, o aumento paulatino e equilibrado da prosperidade material. E, dentre aqueles componentes imateriais do bem comum, parece-nos que o mais decisivo, o que teria maior impacto no bem-estar geral, seria a existência, na sociedade, de uma convicção amplamente difundida de que há uma excelência moral que deve ser perseguida; mais, que merece ser perseguida. Convicção amplamente difundida e, pelo menos, concretizada na vida de muitos cidadãos. A convicção de que as virtudes são o que há de mais valioso na vida humana é o melhor alicerce para se construir uma sociedade promissora.
O alcance de um elevado nível de bem comum não é, ao contrário do que poderia parecer a muitos, uma incumbência fundamentalmente do governo. O Estado tem um papel importante – sem ele, por exemplo, seria impossível construir o ambiente de paz e justiça que elencamos como valor importante para o bem comum –, mas os cidadãos e as organizações da sociedade civil, no seu conjunto, têm um impacto maior nesta tarefa. Se pensarmos na influência da família, das escolas, dos meios de comunicação, das artes; se pensarmos no valor que um exemplo de heroísmo no cotidiano de pessoas comuns pode ter, perceberemos facilmente a responsabilidade imensa que todos têm na construção do bem comum.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
Lifelong learning: aprender coisas novas melhora a saúde e o bem-estar
Cada dia, mais e mais novidades aparecem no mundo e se adaptar é uma necessidade. Assim, a habilidade de aprender é vital para acompanhar o ritmo das mudanças. O lifelong learning (em tradução livre, aprendizado ao longo da vida) é um conceito que ilustra essa ideia, principalmente quando se fala da vida profissional. Mas essa postura não é positiva só nessa área. Os benefícios de manter uma postura aberta à prática da aprendizagem contribui também para o bem-estar e para a saúde cognitiva.
Ter a mentalidade do lifelong learning é importante. Vale lembrar que a capacidade de aprendizagem é natural do ser humano e está presente em todas as fases da vida. “A aprendizagem é algo inerente ao ser humano, é algo que na psicologia a gente chama de um processo psicológico básico”, explica a professora e especialista em Educação, Estefanni Alves.
Blenda Oliveira, doutora em psicologia, reforça que o processo de aprendizagem é contínuo, mas esclarece sobre questões relacionadas à facilidade ou à dificuldade em alguma atividade. “As condições de aprendizagem da gente vão ficando um pouco mais estreitas”, inicia. “Não porque você não tem condições de aprender, você sempre vai ter condições de aprender, mas você vai ficando mais seletivo com a sua aprendizagem”, explica. Isso significa que pode ser necessário mais tempo para aprender ou se acostumar com uma atividade que nunca foi feita antes.
O modo como as pessoas aprendem muda ao longo da vida. Depois da adolescência, há uma capacidade mais consolidada de pensar e estabelecer raciocínio lógico a partir de hipóteses. Professores que dão aulas a adultos levam essa característica em consideração.
A aprendizagem estimula o cérebro. “A cada nova aprendizagem, novas conexões sinápticas são estabelecidas e mais forte esse cérebro vai ficando”, explica Estefanni. “Tal qual um músculo, ele precisa ser trabalhado para manter as suas funções”, resume.
A professora aponta também a importância do estímulo do cérebro para maior saúde do cérebro na fase idosa. “Hoje existe essa atenção porque se sabe que manter a parte cognitiva em funcionamento mais estimulado é proveitoso no enfrentamento de doenças senis, do campo do Alzheimer, por exemplo.”
E para além de saber algo novo, aprender também pode significar mais bem-estar e vontade de viver. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com/saude-e-bem-estar. Acesso em: 13 fev. 2024. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto.
I - O lifelong learnig é um conceito que se aplica, exclusivamente, à vida profissional.
II - A habilidade de aprender é imprescindível para que se possam acompanhar as mudanças no mundo.
III - Os adolescentes têm mais capacidade para formular hipótese e usar o raciocínio lógico.
IV - As pessoas, com o passar do tempo, tornam-se mais exigentes em relação à própria aprendizagem.
V - As novas conexões sinápticas não se restringem a uma fase da vida, elas ocorrem em todos os momentos nos quais há aprendizagem.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
Lifelong learning: aprender coisas novas melhora a saúde e o bem-estar
Cada dia, mais e mais novidades aparecem no mundo e se adaptar é uma necessidade. Assim, a habilidade de aprender é vital para acompanhar o ritmo das mudanças. O lifelong learning (em tradução livre, aprendizado ao longo da vida) é um conceito que ilustra essa ideia, principalmente quando se fala da vida profissional. Mas essa postura não é positiva só nessa área. Os benefícios de manter uma postura aberta à prática da aprendizagem contribui também para o bem-estar e para a saúde cognitiva.
Ter a mentalidade do lifelong learning é importante. Vale lembrar que a capacidade de aprendizagem é natural do ser humano e está presente em todas as fases da vida. “A aprendizagem é algo inerente ao ser humano, é algo que na psicologia a gente chama de um processo psicológico básico”, explica a professora e especialista em Educação, Estefanni Alves.
Blenda Oliveira, doutora em psicologia, reforça que o processo de aprendizagem é contínuo, mas esclarece sobre questões relacionadas à facilidade ou à dificuldade em alguma atividade. “As condições de aprendizagem da gente vão ficando um pouco mais estreitas”, inicia. “Não porque você não tem condições de aprender, você sempre vai ter condições de aprender, mas você vai ficando mais seletivo com a sua aprendizagem”, explica. Isso significa que pode ser necessário mais tempo para aprender ou se acostumar com uma atividade que nunca foi feita antes.
O modo como as pessoas aprendem muda ao longo da vida. Depois da adolescência, há uma capacidade mais consolidada de pensar e estabelecer raciocínio lógico a partir de hipóteses. Professores que dão aulas a adultos levam essa característica em consideração.
A aprendizagem estimula o cérebro. “A cada nova aprendizagem, novas conexões sinápticas são estabelecidas e mais forte esse cérebro vai ficando”, explica Estefanni. “Tal qual um músculo, ele precisa ser trabalhado para manter as suas funções”, resume.
A professora aponta também a importância do estímulo do cérebro para maior saúde do cérebro na fase idosa. “Hoje existe essa atenção porque se sabe que manter a parte cognitiva em funcionamento mais estimulado é proveitoso no enfrentamento de doenças senis, do campo do Alzheimer, por exemplo.”
E para além de saber algo novo, aprender também pode significar mais bem-estar e vontade de viver. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com/saude-e-bem-estar. Acesso em: 13 fev. 2024. Adaptado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se referem.
Texto 01
Lifelong learning: aprender coisas novas melhora a saúde e o bem-estar
Cada dia, mais e mais novidades aparecem no mundo e se adaptar é uma necessidade. Assim, a habilidade de aprender é vital para acompanhar o ritmo das mudanças. O lifelong learning (em tradução livre, aprendizado ao longo da vida) é um conceito que ilustra essa ideia, principalmente quando se fala da vida profissional. Mas essa postura não é positiva só nessa área. Os benefícios de manter uma postura aberta à prática da aprendizagem contribui também para o bem-estar e para a saúde cognitiva.
Ter a mentalidade do lifelong learning é importante. Vale lembrar que a capacidade de aprendizagem é natural do ser humano e está presente em todas as fases da vida. “A aprendizagem é algo inerente ao ser humano, é algo que na psicologia a gente chama de um processo psicológico básico”, explica a professora e especialista em Educação, Estefanni Alves.
Blenda Oliveira, doutora em psicologia, reforça que o processo de aprendizagem é contínuo, mas esclarece sobre questões relacionadas à facilidade ou à dificuldade em alguma atividade. “As condições de aprendizagem da gente vão ficando um pouco mais estreitas”, inicia. “Não porque você não tem condições de aprender, você sempre vai ter condições de aprender, mas você vai ficando mais seletivo com a sua aprendizagem”, explica. Isso significa que pode ser necessário mais tempo para aprender ou se acostumar com uma atividade que nunca foi feita antes.
O modo como as pessoas aprendem muda ao longo da vida. Depois da adolescência, há uma capacidade mais consolidada de pensar e estabelecer raciocínio lógico a partir de hipóteses. Professores que dão aulas a adultos levam essa característica em consideração.
A aprendizagem estimula o cérebro. “A cada nova aprendizagem, novas conexões sinápticas são estabelecidas e mais forte esse cérebro vai ficando”, explica Estefanni. “Tal qual um músculo, ele precisa ser trabalhado para manter as suas funções”, resume.
A professora aponta também a importância do estímulo do cérebro para maior saúde do cérebro na fase idosa. “Hoje existe essa atenção porque se sabe que manter a parte cognitiva em funcionamento mais estimulado é proveitoso no enfrentamento de doenças senis, do campo do Alzheimer, por exemplo.”
E para além de saber algo novo, aprender também pode significar mais bem-estar e vontade de viver. [...]
Disponível em: https://vidasimples.com/saude-e-bem-estar. Acesso em: 13 fev. 2024. Adaptado.
Todo mundo manda em mim
Se pergunto o motivo,
Me respondem “porque sim”.
Isso é falta de respeito,
"Porque sim" não é resposta,
Atitude autoritária
Coisa que ninguém gosta!
Adulto deve explicar
Pra criança compreender
Esses "podes" e "não podes",
Pra aceitar sem se ofender!
Criança exige carinho,
E sim! Consideração!
Criança é gente, é pessoa,
Não bicho de estimação!