Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q2538713 Português
MUNDO ESTÁ FALHANDO NA PROTEÇÃO E NA
RESTAURAÇÃO DE FLORESTAS, APONTA RELATÓRIO
DA REDE WWF


    outubro, 24 2023

    Instituição estabelece plano de ação para colocar o planeta de volta no caminho certo para reduzir o desmatamento e a conversão e cumprir as metas globais até 2030.

   

    Por WWF-Brasil

  Novos dados alarmantes de relatórios inéditos mostram que o mundo não está no caminho certo para proteger e restaurar as florestas até 2030 e o fracasso em cumprir as metas florestais globais terá impactos catastróficos para o nosso planeta. O relatório Forest Pathways 2023, lançado nesta terça-feira (24) pelo WWF, argumenta que se os líderes e as empresas mantiverem as suas promessas de ação, ainda será possível inverter esta tendência e garantir um futuro com florestas mais prósperas que beneficiem a humanidade e o nosso planeta.

  Os dados da nova FDA (sigla em inglês para Avaliação da Declaração Florestal) mostram que a conversão e o desmatamento atingiram 6,6 milhões de hectares em 2022, com a perda de floresta tropical primária em 4,1 milhões de hectares. Uma porcentagem alarmante de 96% do desmatamento global ocorre em regiões tropicais. A Ásia Tropical é a única região que está perto do caminho para atingir o desmatamento bruto zero.

  O WWF alerta que as florestas tropicais estão começando a funcionar como fonte de carbono, e não como sumidouro, sob as pressões de um clima cada vez mais extremo, quente e seco. O desmatamento e a degradação generalizadas e crescentes nas três maiores bacias florestais tropicais do planeta – a Amazônia, o Congo e o Sudeste Asiático – poderão provocar uma catástrofe climática global.

Programa de áreas protegidas e restauração no Brasil

    O Programa de áreas protegidas (ARPA), uma iniciativa entre governo federal, órgãos estaduais, instituições privadas e sociedade civil, é destaque no relatório como um sucesso em questão de preservação de florestas. Entre os anos de 2008 e 2020, cerca de 264 mil hectares não foram desmatados, pois estavam em áreas protegidas pelo Programa.

    Já o Pacto Trinacional da Mata Atlântica é citado como case de restauração. A iniciativa foi reconhecida como uma das 10 bandeiras mundiais de restauração da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas em 2022. As mais de 390 instituições envolvidas já alcançaram cerca de 1 milhão de hectares em restauração, geraram 126 mil empregos, apoiaram mais de 4.400 famílias e envolveram 7.500 crianças em programas de educação ambiental.

     A restauração é apontada no relatório como um potencial a ser desenvolvido para o caminho do desenvolvimento verde, gerando até 2,5 milhões de empregos até 2030, se o Brasil implementar efetivamente essa agenda.
    Para Edegar de Oliveira, diretor de Conservação e Restauração do WWF-Brasil, muito ainda precisa ser feito, pois a floresta já está afetada especialmente pelo desmatamento e pela degradação. “A floresta amazônica já vem dando sinais de declínio em algumas áreas, como por exemplo no sul e no sudeste do bioma. Algumas áreas já não absorvem carbono como antes, não por acaso essas localidades são mais quentes, desmatadas e com a floresta mais degradada. É urgente pararmos o desmatamento e investirmos em restauração de áreas, do contrário a seca que vemos agora, pode ser mais recorrente nos próximos anos”, alerta Oliveira.

    Alerta global

    [...]

     Os relatórios surgem antes da Cúpula das Três Bacias (que será realizada no Congo entre os dias 26 e 28 de outubro), que representa uma oportunidade importante para os governos apresentarem uma agenda robusta e orientada para a ação que demonstre responsabilidade e transparência, no prazo necessário para enfrentar a urgência na escala necessária. Isso inclui aumentar e canalizar o financiamento de uma forma transparente e equitativa para florestas tropicais de elevada integridade, e para que os governos e as empresas voltem ao bom caminho, cumpram os seus compromissos públicos de travar a perda de florestas, proteger, gerir e restaurar de forma sustentável as florestas, de forma a começar a fazer um progresso anual contínuo e significativo em direção às metas florestais globais.

Fonte: Disponível em
O seguinte excerto, “A restauração é apontada no relatório como um potencial a ser desenvolvido para o caminho do desenvolvimento verde, gerando até 2,5 milhões de empregos até 2030, se o Brasil implementar efetivamente essa agenda”, possui a mesma interpretação se os períodos e as estruturas de orações forem reorganizados em:
Alternativas
Q2538711 Português
MUNDO ESTÁ FALHANDO NA PROTEÇÃO E NA
RESTAURAÇÃO DE FLORESTAS, APONTA RELATÓRIO
DA REDE WWF


    outubro, 24 2023

    Instituição estabelece plano de ação para colocar o planeta de volta no caminho certo para reduzir o desmatamento e a conversão e cumprir as metas globais até 2030.

   

    Por WWF-Brasil

  Novos dados alarmantes de relatórios inéditos mostram que o mundo não está no caminho certo para proteger e restaurar as florestas até 2030 e o fracasso em cumprir as metas florestais globais terá impactos catastróficos para o nosso planeta. O relatório Forest Pathways 2023, lançado nesta terça-feira (24) pelo WWF, argumenta que se os líderes e as empresas mantiverem as suas promessas de ação, ainda será possível inverter esta tendência e garantir um futuro com florestas mais prósperas que beneficiem a humanidade e o nosso planeta.

  Os dados da nova FDA (sigla em inglês para Avaliação da Declaração Florestal) mostram que a conversão e o desmatamento atingiram 6,6 milhões de hectares em 2022, com a perda de floresta tropical primária em 4,1 milhões de hectares. Uma porcentagem alarmante de 96% do desmatamento global ocorre em regiões tropicais. A Ásia Tropical é a única região que está perto do caminho para atingir o desmatamento bruto zero.

  O WWF alerta que as florestas tropicais estão começando a funcionar como fonte de carbono, e não como sumidouro, sob as pressões de um clima cada vez mais extremo, quente e seco. O desmatamento e a degradação generalizadas e crescentes nas três maiores bacias florestais tropicais do planeta – a Amazônia, o Congo e o Sudeste Asiático – poderão provocar uma catástrofe climática global.

Programa de áreas protegidas e restauração no Brasil

    O Programa de áreas protegidas (ARPA), uma iniciativa entre governo federal, órgãos estaduais, instituições privadas e sociedade civil, é destaque no relatório como um sucesso em questão de preservação de florestas. Entre os anos de 2008 e 2020, cerca de 264 mil hectares não foram desmatados, pois estavam em áreas protegidas pelo Programa.

    Já o Pacto Trinacional da Mata Atlântica é citado como case de restauração. A iniciativa foi reconhecida como uma das 10 bandeiras mundiais de restauração da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas em 2022. As mais de 390 instituições envolvidas já alcançaram cerca de 1 milhão de hectares em restauração, geraram 126 mil empregos, apoiaram mais de 4.400 famílias e envolveram 7.500 crianças em programas de educação ambiental.

     A restauração é apontada no relatório como um potencial a ser desenvolvido para o caminho do desenvolvimento verde, gerando até 2,5 milhões de empregos até 2030, se o Brasil implementar efetivamente essa agenda.
    Para Edegar de Oliveira, diretor de Conservação e Restauração do WWF-Brasil, muito ainda precisa ser feito, pois a floresta já está afetada especialmente pelo desmatamento e pela degradação. “A floresta amazônica já vem dando sinais de declínio em algumas áreas, como por exemplo no sul e no sudeste do bioma. Algumas áreas já não absorvem carbono como antes, não por acaso essas localidades são mais quentes, desmatadas e com a floresta mais degradada. É urgente pararmos o desmatamento e investirmos em restauração de áreas, do contrário a seca que vemos agora, pode ser mais recorrente nos próximos anos”, alerta Oliveira.

    Alerta global

    [...]

     Os relatórios surgem antes da Cúpula das Três Bacias (que será realizada no Congo entre os dias 26 e 28 de outubro), que representa uma oportunidade importante para os governos apresentarem uma agenda robusta e orientada para a ação que demonstre responsabilidade e transparência, no prazo necessário para enfrentar a urgência na escala necessária. Isso inclui aumentar e canalizar o financiamento de uma forma transparente e equitativa para florestas tropicais de elevada integridade, e para que os governos e as empresas voltem ao bom caminho, cumpram os seus compromissos públicos de travar a perda de florestas, proteger, gerir e restaurar de forma sustentável as florestas, de forma a começar a fazer um progresso anual contínuo e significativo em direção às metas florestais globais.

Fonte: Disponível em
A tipologia textual é uma categoria de classificação diferente da classificação de gêneros textuais. O texto I, como gênero textual, recebe a classificação de notícia, já o tipo textual predominante é:
Alternativas
Q2538483 Português
Pantanal

    Se, quando pensa em Pantanal, o que vem à sua mente são cenas de peões montados a cavalo, rebanhos enormes, descampados alagados e fazendas a perder de vista, não está totalmente errado. É possível, sim, encontrar cenas como as mostradas na novela transmitida em rede nacional na década de 90. Mas a região pantaneira não se resume a apenas isso.
    Com 210 mil km², o bioma ocupa um espaço equivalente à soma das áreas de Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda. A graça da região é justamente o efeito surpresa. O cenário muda a todo tempo e o que você vai encontrar depende do momento em que chegar lá. A região mistura um pouquinho de Amazônia, de Cerrado, de Mata Atlântica, de Chaco paraguaio… Mas quem manda mesmo na paisagem é o sobe e desce dos rios.
    A partir de novembro chove mais e o nível das águas vai subindo, subindo e subindo, até encharcar o solo, alagar as regiões mais planas e cobrir a vegetação. É só depois de março que as águas começam a baixar de novo e os animais voltam a dar as caras, zanzando sem muita preocupação nas margens dos rios e nas estradas.
    O espetáculo da natureza se revela com jacarés, capivaras, lobinhos, tucanos, veados e tuiuiús, entre outras mais de 900 espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. O Pantanal não apenas encanta pelos cenários em constante transformação, mas também pela riqueza da sua biodiversidade, proporcionando uma experiência única e fascinante para aqueles que têm o privilégio de explorar essa imensidão.

Revista Azul, nº 101. Adaptado
O texto mostra que o Pantanal: 
Alternativas
Q2538482 Português
Pantanal

    Se, quando pensa em Pantanal, o que vem à sua mente são cenas de peões montados a cavalo, rebanhos enormes, descampados alagados e fazendas a perder de vista, não está totalmente errado. É possível, sim, encontrar cenas como as mostradas na novela transmitida em rede nacional na década de 90. Mas a região pantaneira não se resume a apenas isso.
    Com 210 mil km², o bioma ocupa um espaço equivalente à soma das áreas de Bélgica, Suíça, Portugal e Holanda. A graça da região é justamente o efeito surpresa. O cenário muda a todo tempo e o que você vai encontrar depende do momento em que chegar lá. A região mistura um pouquinho de Amazônia, de Cerrado, de Mata Atlântica, de Chaco paraguaio… Mas quem manda mesmo na paisagem é o sobe e desce dos rios.
    A partir de novembro chove mais e o nível das águas vai subindo, subindo e subindo, até encharcar o solo, alagar as regiões mais planas e cobrir a vegetação. É só depois de março que as águas começam a baixar de novo e os animais voltam a dar as caras, zanzando sem muita preocupação nas margens dos rios e nas estradas.
    O espetáculo da natureza se revela com jacarés, capivaras, lobinhos, tucanos, veados e tuiuiús, entre outras mais de 900 espécies de mamíferos, aves, répteis e anfíbios. O Pantanal não apenas encanta pelos cenários em constante transformação, mas também pela riqueza da sua biodiversidade, proporcionando uma experiência única e fascinante para aqueles que têm o privilégio de explorar essa imensidão.

Revista Azul, nº 101. Adaptado
Em “A região mistura um pouquinho de Amazônia, de Cerrado, de Mata Atlântica, de Chaco paraguaio…”, o uso de reticências (os três pontinhos) no final da frase, expressa:
Alternativas
Q2538308 Português

Analise a charge a seguir:


     Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que apresenta um assunto que tenha sido mencionado no texto e esteja presente na charge.

Alternativas
Q2538249 Português
Urubus urbanos

    Por mais curioso que pareça, é cada vez mais comum olhar para o alto de casas e prédios em ambientes urbanos e deparar-se com urubus acomodados nos telhados. Essas aves, frequentemente interpretadas como sinal de mau agouro, desempenham uma função ecológica nesse contexto urbano.
    A primeira questão que deve ficar clara é que se deve evitar pensamentos supersticiosos em relação aos urubus. Ter um urubu sobre o telhado de sua casa não significa mau agouro, mas sim que provavelmente há algum tipo de carcaça nas proximidades.
    Devido à sua natureza necrófaga, alimentando-se de materiais em decomposição, os urubus exercem uma função específica no ecossistema urbano. O aumento na produção de lixo nas grandes cidades se torna um dos principais atrativos para essas aves.
    A partir da observação do crescimento da quantidade de urubus presentes nas grandes cidades, constata-se que essas aves se adaptaram ao ambiente urbano. O fenômeno começou há pouco mais de uma década, com o número de urubus nas cidades aumentando progressivamente. Até certo momento, os moradores mal percebiam esse aumento; as pessoas achavam curioso quando viam um urubu pousado no telhado do vizinho.
    À medida que essas aves foram se tornando mais à vontade, os moradores passaram a se assustar. Trata-se de um animal com um bico curvo e afiado, pronto para o ataque. Contudo, a questão é que devemos entender que o planeta pertence a todas as espécies vivas que o habitam. Dessa forma, não temos o direito de questionar a presença dos urubus, apenas pensar em soluções que tornem a convivência mais tranquila. 

Cultura Mix - “Significado de Urubu no Telhado”. Com adaptações.
“Essas aves, frequentemente interpretadas como sinal de mau agouro, desempenham uma função ecológica nesse contexto urbano.” No trecho, a palavra sublinhada estabelece uma relação de antonímia com: 
Alternativas
Q2538247 Português
Urubus urbanos

    Por mais curioso que pareça, é cada vez mais comum olhar para o alto de casas e prédios em ambientes urbanos e deparar-se com urubus acomodados nos telhados. Essas aves, frequentemente interpretadas como sinal de mau agouro, desempenham uma função ecológica nesse contexto urbano.
    A primeira questão que deve ficar clara é que se deve evitar pensamentos supersticiosos em relação aos urubus. Ter um urubu sobre o telhado de sua casa não significa mau agouro, mas sim que provavelmente há algum tipo de carcaça nas proximidades.
    Devido à sua natureza necrófaga, alimentando-se de materiais em decomposição, os urubus exercem uma função específica no ecossistema urbano. O aumento na produção de lixo nas grandes cidades se torna um dos principais atrativos para essas aves.
    A partir da observação do crescimento da quantidade de urubus presentes nas grandes cidades, constata-se que essas aves se adaptaram ao ambiente urbano. O fenômeno começou há pouco mais de uma década, com o número de urubus nas cidades aumentando progressivamente. Até certo momento, os moradores mal percebiam esse aumento; as pessoas achavam curioso quando viam um urubu pousado no telhado do vizinho.
    À medida que essas aves foram se tornando mais à vontade, os moradores passaram a se assustar. Trata-se de um animal com um bico curvo e afiado, pronto para o ataque. Contudo, a questão é que devemos entender que o planeta pertence a todas as espécies vivas que o habitam. Dessa forma, não temos o direito de questionar a presença dos urubus, apenas pensar em soluções que tornem a convivência mais tranquila. 

Cultura Mix - “Significado de Urubu no Telhado”. Com adaptações.
“O fenômeno começou há pouco mais de uma década, com o número de urubus nas cidades aumentando progressivamente.” No trecho, a palavra sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q2538207 Português
Analise a charge e as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

   Imagem associada para resolução da questão
I. Tanto a charge quanto o texto de Claudia Tajes abordam o mesmo assunto: mensagens de texto apagadas.
E
II. A charge sugere a satisfação do diabo com aquilo que a autora considera extrema falta de empatia: apagar mensagens de texto.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2538047 Português

Eu e Deus



Por Paulo Germano 







(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/paulo-germano/noticia/2023/10/paulo-germanoeu-e-deus-clnivyfu40031015dpthm2lzp.html – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Leia a charge a seguir e as assertivas acerca de sua relação com o texto anterior: 




Imagem associada para resolução da questão




I. Tanto a charge quanto o texto retratam uma criança com uma dúvida.


E


II. Os dois textos mostram adultos reforçando a fé da criança.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q2537987 Português
A Ética nossa de cada dia


Por Rogério Gava







(Disponível em: https://www.integracaodaserra.com.br/cronica-rogerio-gava-a-etica-nossa-de-cada-dia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a charge a seguir e as assertivas acerca de sua relação com o texto anterior:




Imagem associada para resolução da questão




I. A charge ilustra uma situação descrita pelo texto.


E


II. Em ambas as situações, tem-se o mesmo desfecho.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO Provas: IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Advogado | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Assistente Social | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Engenheiro Florestal | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Auditor Fiscal | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Controlador Interno | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Arquiteto | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Biólogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Enfermeiro | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Engenheiro Ambiental | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Engenheiro com Especialidade em Segurança do Trabalho | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Farmacêutico | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Fisioterapeuta | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Fonoaudiólogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Gestor Ambiental | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Anestesista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Cardiologista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Cirurgião Geral | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico do Trabalho | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Ortopedista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Pediatra | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Pneumologista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Psiquiatra | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Ultrassonografista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Veterinário | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Nutricionista | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Odontólogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Orientador Escolar (Pedagogo) | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Pedagogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Procurador do Munícipio | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Médico Clínico Geral | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Professor N II (Educação Física) | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Professor N II (Pedagogo) 30H | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Professor N II (Pedagogo) 40H | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Profissional de Educação Física | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Psicopedagogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Psicólogo | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2024 - Prefeitura de Ouro Preto do Oeste - RO - Supervisor Escolar (Pedagogo) |
Q2537741 Português
O QUE HÁ EM MIM É SOBRETUDO CANSAÇO


O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço…


CAMPOS, Álvaro de. O que há em mim é sobretudo cansaço. Disponível em: https://ensina.rtp.pt/artigo/alvaro-de-campos-o-que-ha-em-mim-e-sobretudocansaco/. Acesso em: 21 de mai. de 2024

Considere o trecho do texto:


Há sem dúvida quem ame o infinito,

Há sem dúvida quem deseje o impossível,

Há sem dúvida quem não queira nada [...]



Assinale a alternativa que indica a figura de linguagem utilizada.

Alternativas
Q2537647 Português
Na frase “a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta” temos a figura de linguagem: 
Alternativas
Q2537645 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
 O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

[...]


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
No trecho “As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas.”, a palavra destacada, no contexto, significa:
Alternativas
Q2537644 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
 O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

[...]


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
Em “Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca.”, os termos destacados podem ser substituídos, sem prejuízo de sentido no contexto, em: 
Alternativas
Q2537643 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
 O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

[...]


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
No trecho “Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.”, o termo destacado apresenta o valor semântico de: 
Alternativas
Q2537642 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
 O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

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Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
Podemos inferir que o objetivo do adjetivo destacado presente no subtítulo do texto “A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural” é para:
Alternativas
Q2537641 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


Davi sofre racismo no BBB: a “energia” que não bate no reality tem cor e é preta

A forma como alguns dos participantes do reality tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural

POR LINIKER XAVIER

A trajetória de Davi Brito Santos de Oliveira no Big Brother Brasil é um espelho das complexidades sociais e raciais do país. Nascido em 2002, ele é parte de uma geração que viu um aumento significativo no registro de nomes bíblicos, reflexo do crescimento do número de evangélicos no Brasil nos anos 2000. Segundo o IBGE, só em 2023, mais de 17 mil meninos foram registrados com o nome “Davi”. São mais de 250 mil em todo o país. A história de Davi do BBB vai além de seu nome. Jovem negro de 21 anos, nordestino, baiano, trabalhando em condições precárias em um aplicativo de transporte. Sem direitos trabalhistas ou férias, personifica os desafios enfrentados por muitos brasileiros que sofrem com a insegurança da informalidade após quatro anos de um governo empenhado no empobrecimento dos direitos trabalhistas.
A forma como alguns participantes do BBB24 tratam Davi ilustra uma forma sofisticada de racismo estrutural, fenômeno sutil e perigoso. Os ataques sofridos por ele no programa não são marcados por agressões diretas ou menções explícitas à cor de sua pele. Manifestam-se através de uma série de padrões duplos e expectativas desiguais, onde as ações de uma pessoa negra são escrutinizadas e penalizadas de maneira mais severa do que as de uma pessoa branca. É um racismo que opera nas entrelinhas, na forma de microagressões e na aplicação de estereótipos negativos.
Neste cenário, as ações de Davi são constantemente monitoradas e julgadas com um rigor que não é aplicado aos participantes brancos. Se Davi se comporta de uma maneira que é considerada aceitável em outros, em seu caso é visto como problemático. Esse padrão duplo é sintoma de um racismo sistêmico mais amplo, que permeia a sociedade brasileira. A sofisticação é um lembrete de que a discriminação racial no Brasil não se limita a atos de violência física ou verbal explícita, mas se estende a uma gama muito mais ampla e sutil de comportamentos e atitudes que perpetuam a desigualdade e a exclusão.
As justificativas para a aversão direcionada a Davi são um exemplo de como o racismo se disfarça em subjetividades e generalizações nebulosas. Frases como “a energia dele não bate” ou “é uma parada instintiva, dá pra ver” são utilizadas para mascarar preconceitos raciais sob o véu da intuição ou da incompatibilidade de personalidades. Quando uma participante afirma que “ele tem todos os gatilhos”, ou “eu nunca gostei dele, eu sempre tive problema pessoal com ele”, revela-se uma tendência preocupante de atribuir negativamente a Davi características que, quando exibidas por participantes brancos, são ignoradas ou até mesmo valorizadas. Essas expressões são ferramentas de um racismo sutil que opera por meio da perpetuação de estereótipos e da manutenção de padrões duplos.
 O que essas justificativas evidenciam é uma dinâmica de exclusão e marginalização não apenas presente no Big Brother Brasil, mas refletiva de uma sociedade que frequentemente recorre a subterfúgios para disfarçar preconceitos. O caso de Davi não é isolado mas um sintoma de um problema maior: a dificuldade em reconhecer e combater formas de racismo que se ocultam atrás de justificativas aparentemente razoáveis. Este padrão de racismo “velado” é tão prejudicial quanto o racismo explícito, pois ele valida a continuidade de práticas discriminatórias, perpetuando um ciclo de exclusão e injustiça.

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Fonte: https://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/davi-sofre-racismo-no-bbb-a-energia-que-nao-bate-no-reality-temcor-e-e-preta/
O objetivo do texto é: 
Alternativas
Q2537564 Português

Considere o seguinte verbete do Dicionário de comunicação de Carlos Alberto


Rabaça e Gustavo Barbosa para as próximas três questões. 



Crônica


Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.


(Dicionário de comunicação, 1978.)

[Questão Inédita] Conforme o verbete, o editorial representa sempre
Alternativas
Q2537563 Português

Considere o seguinte verbete do Dicionário de comunicação de Carlos Alberto


Rabaça e Gustavo Barbosa para as próximas três questões. 



Crônica


Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.


(Dicionário de comunicação, 1978.)

[Questão Inédita] De acordo com o verbete, uma característica comum à crônica e à reportagem é
Alternativas
Q2537562 Português

Considere o texto a seguir para a próxima questão. 



A invasão


      A divisão ciência/humanismo se reflete na maneira como as pessoas, hoje, encaram o computador. Resiste-se ao computador, e a toda a cultura cibernética, como uma forma de ser fiel ao livro e à palavra impressa. Mas o computador não eliminará o papel. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, o computador não salvará as florestas. Aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão e num embrulho para presente. O computador estimula as pessoas a escreverem e imprimirem o que escrevem. Como hoje qualquer um pode ser seu próprio editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível.


     Desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem computadores com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inimitáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de gravações ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo acrescente-se isso: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.



(O Estado de S.Paulo, 31.05.2015.)

[Questão Inédita] Leia a frase "No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores" (2º parágrafo). A partir desse trecho, o cronista sugere que
Alternativas
Respostas
23241: D
23242: C
23243: D
23244: B
23245: D
23246: D
23247: A
23248: A
23249: C
23250: C
23251: A
23252: C
23253: D
23254: A
23255: D
23256: D
23257: E
23258: E
23259: A
23260: D