Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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Autoridades e cientistas irlandeses estão intrigados após a descoberta de um peixe Pacu, nativo da Amazônia, em um lago no interior da Irlanda.
O peixe de aproximadamente 2 quilos foi encontrado pelo empresário Steve Clinch, de 68 anos, pescador veterano e dono de uma pousada de pesca da região. Clinch explicou que o peixe não foi capturado por ele, mas encontrado já sem vida ___ margens do lago. "Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu. Eu simplesmente o retirei e relatei às autoridades locais, que o levaram para inspeção, considerando ser uma espécie _________ da região", afirmou.
O Lago Garadice fica no interior da Irlanda, a 140 quilômetros da capital Dublin. O lago é relativamente pequeno, de cerca quatro quilômetros quadrados, mas é conhecido por sua beleza cênica e atividades recreativas como pesca e passeios de barco. Os peixes de água doce comuns na região são de pequeno e médio portes como as espécies Truta-marrom, Lúcio, Roquete e Perca.
O Inland Fisheries Ireland, instituto irlandês responsável pela proteção, gestão e conservação dos recursos de água doce e de pesca na Irlanda, iniciou uma investigação. Segundo o Instituto o peixe está refrigerado em um laboratório para análise dos restos mortais.
Embora não haja uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos, as autoridades irlandesas adotam medidas para controlar o cultivo de espécies consideradas exóticas, ________ de proteger os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local.
Em nota enviada ___ reportagem, o Ibama afirmou que, em pesquisa feita pela Coordenação de Comércio Exterior do órgão, não foram identificadas exportações de peixes nativos do Brasil para a Irlanda nos últimos 12 meses.
Clara Franco – BBC News Brasil. Adaptado.
As figuras de linguagem, também chamadas de figuras de estilo, são estratégias que o interlocutor pode usar para conseguir certos efeitos em relação à interpretação do texto por seu receptor. Sobre as figuras de linguagem, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Hipérbole.
(2) Metonímia.
(3) Pleonasmo.
(4) Eufemismo.
( ) Raquel passou dessa para melhor.
( ) Eu queria sair lá para fora, mas minha mãe não deixa.
( ) Chorei litros com aquela piada.
( ) Não aguento mais ler Machado para essa aula.
Autoridades e cientistas irlandeses estão intrigados após a descoberta de um peixe Pacu, nativo da Amazônia, em um lago no interior da Irlanda.
O peixe de aproximadamente 2 quilos foi encontrado pelo empresário Steve Clinch, de 68 anos, pescador veterano e dono de uma pousada de pesca da região. Clinch explicou que o peixe não foi capturado por ele, mas encontrado já sem vida ___ margens do lago. "Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu. Eu simplesmente o retirei e relatei às autoridades locais, que o levaram para inspeção, considerando ser uma espécie _________ da região", afirmou.
O Lago Garadice fica no interior da Irlanda, a 140 quilômetros da capital Dublin. O lago é relativamente pequeno, de cerca quatro quilômetros quadrados, mas é conhecido por sua beleza cênica e atividades recreativas como pesca e passeios de barco. Os peixes de água doce comuns na região são de pequeno e médio portes como as espécies Truta-marrom, Lúcio, Roquete e Perca.
O Inland Fisheries Ireland, instituto irlandês responsável pela proteção, gestão e conservação dos recursos de água doce e de pesca na Irlanda, iniciou uma investigação. Segundo o Instituto o peixe está refrigerado em um laboratório para análise dos restos mortais.
Embora não haja uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos, as autoridades irlandesas adotam medidas para controlar o cultivo de espécies consideradas exóticas, ________ de proteger os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local.
Em nota enviada ___ reportagem, o Ibama afirmou que, em pesquisa feita pela Coordenação de Comércio Exterior do órgão, não foram identificadas exportações de peixes nativos do Brasil para a Irlanda nos últimos 12 meses.
Clara Franco – BBC News Brasil. Adaptado.
Em relação às informações apresentadas no texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) O lago em que o peixe foi encontrado era enorme.
( ) Não há uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos na Irlanda.
( ) O peixe estava vivo quando foi encontrado.
( ) O peixe foi para um laboratório para testagem.
Autoridades e cientistas irlandeses estão intrigados após a descoberta de um peixe Pacu, nativo da Amazônia, em um lago no interior da Irlanda.
O peixe de aproximadamente 2 quilos foi encontrado pelo empresário Steve Clinch, de 68 anos, pescador veterano e dono de uma pousada de pesca da região. Clinch explicou que o peixe não foi capturado por ele, mas encontrado já sem vida ___ margens do lago. "Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu. Eu simplesmente o retirei e relatei às autoridades locais, que o levaram para inspeção, considerando ser uma espécie _________ da região", afirmou.
O Lago Garadice fica no interior da Irlanda, a 140 quilômetros da capital Dublin. O lago é relativamente pequeno, de cerca quatro quilômetros quadrados, mas é conhecido por sua beleza cênica e atividades recreativas como pesca e passeios de barco. Os peixes de água doce comuns na região são de pequeno e médio portes como as espécies Truta-marrom, Lúcio, Roquete e Perca.
O Inland Fisheries Ireland, instituto irlandês responsável pela proteção, gestão e conservação dos recursos de água doce e de pesca na Irlanda, iniciou uma investigação. Segundo o Instituto o peixe está refrigerado em um laboratório para análise dos restos mortais.
Embora não haja uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos, as autoridades irlandesas adotam medidas para controlar o cultivo de espécies consideradas exóticas, ________ de proteger os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local.
Em nota enviada ___ reportagem, o Ibama afirmou que, em pesquisa feita pela Coordenação de Comércio Exterior do órgão, não foram identificadas exportações de peixes nativos do Brasil para a Irlanda nos últimos 12 meses.
Clara Franco – BBC News Brasil. Adaptado.
No trecho “Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu.”, a palavra sublinhada significa:
Leia o texto a seguir:
Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok
Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história
Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.
Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.
— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.
Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.
O texto anterior apresenta ou explica um assunto, com o intuito de informar o leitor. Do ponto de vista da organização do discurso, esse texto caracteriza-se como predominantemente:
Leia o texto a seguir:
Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok
Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história
Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.
Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.
— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.
Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.
O texto anterior apresenta um fato inusitado, bastante raro, publicado em veículo jornalístico. A linguagem é objetiva e acessível. Esse texto enquadra-se como um exemplo de:
Leia o texto a seguir:
Vítima de pólio vive dentro de pulmão de aço há 70 anos e viraliza no TikTok
Pessoa que está há mais tempo dentro do aparelho no mundo, Paul Alexander se formou em advocacia e escreveu um livro sobre sua história
Com 77 anos, Paul Alexander é o paciente que vive há mais tempo dentro de um pulmão de aço, também chamado de pulmão de ferro, segundo o Guinness World Records. Vítima de uma paralisia dos músculos do peito decorrente da poliomielite, Paul precisou ser colocado no aparelho ainda em 1952, quando tinha apenas 6 anos de idade.
Agora, com o perfil “ironlungman” (“homem pulmão de aço”), o morador de Dallas, nos Estados Unidos, viraliza no TikTok com vídeos sobre como foi crescer dentro da máquina e a sua rotina hoje em dia. Na primeira postagem, que conta com mais de 25 milhões de visualizações, Paul falou que, embora viva há mais de 70 anos no aparelho, fez faculdade, escreveu um livro e tem sonhos como qualquer outra pessoa.
— Em 1952, durante uma epidemia de poliomielite, contraí a doença e estou paralisado desde então. E vivo num pulmão de aço porque não consigo respirar sozinho. Fui para a escola com o meu pulmão de aço, agora sou advogado, exerci a advocacia durante 30 anos, escrevi um livro e o divulguei ao mundo sobre mim e a minha poliomielite, e milhões de pessoas sabem o meu nome hoje. Tenho objetivos e sonhos de fazer mais algumas coisas (...) — disse.
Na publicação, ele passa uma mensagem ainda para todas as crianças que não se vacinaram contra a doença: — Quero falar ao mundo sobre a poliomielite e sobre as milhões de crianças que não estão protegidas contra a poliomielite, que precisam ser protegidas antes que haja outra epidemia.
Fonte: https://oglobo.globo.com/saude/2024/02/02/vitima-de-polio-vive-dentro-de-pulmao-de-aco-ha-70-anos-e-viraliza-no-tiktok.ghtml?utm_source=Facebook&utm_ medium=Social&utm_campaign=OGlobo. Acesso em: 03 fev. 2024.
A leitura atenta do texto permite a inferência de que pessoas com poliomielite:
Assinale a alternativa que apresenta sentido figurado.
Leia atentamente o texto abaixo.
Vacina contra a dengue
A primeira remessa da vacina contra a dengue, que será oferecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), chegou ao Brasil. O governo recebeu 720 mil doses do imunizante Qdenga, oferecidas sem cobrança pelo laboratório japonês Takeda Pharma. O Ministério da Saúde receberá ainda cerca de 600 mil doses gratuitas deste fabricante. Além destas, o nosso governo comprou, deste mesmo laboratório, 5,2 milhões de doses que serão gradualmente entregues até novembro deste ano.
O total de 6,52 milhões de doses representa a capacidade total disponível no laboratório para este ano. Diante da capacidade limitada de produção da vacina, pouco mais de 3,2 milhões de pessoas serão vacinadas em 2024, uma vez que o esquema vacinal requer a aplicação de duas doses, com intervalo mínimo de 90 dias entre elas.
Em 2024 o ________________ será de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa faixa etária concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O Brasil é o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue em dezembro de 2023. A inclusão foi aprovada de forma _____________ pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias) do SUS.
Aprovada pela Anvisa em março de 2023, a vacina japonesa está disponível em clínicas privadas desde julho do ano passado. A vacina pode ser aplicada em pessoas de 4 a 60 anos para prevenir a dengue.
O imunizante utiliza a tecnologia de vírus atenuado, em que a vacina traz o vírus da dengue modificado de forma a infectar, mas não causar a doença. No esquema de duas doses com intervalo de no mínimo 90 dias, a vacina teve eficácia de 80,2% contra a dengue, com período de proteção de 12 meses após a segunda aplicação. Por ser feita com vírus enfraquecido, a vacina é ________ para gestantes, lactantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Por este motivo, a Anvisa ainda não aprovou a aplicação em idosos, pois poderiam desenvolver a doença por terem a imunidade mais baixa.
NDmais. Santa Catarina, ano 17. No 5.562, Janeiro de 2024, adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com o texto.
( ) O laboratório Takeda Pharma doou para o Brasil mais da metade do total das 6.52 milhões de doses de vacinas contra a dengue que produzirá em 2024.
( ) As vacinas contra a dengue foram liberadas apenas para idosos acima de 60 anos de idade.
( ) O grupo com o maior número de hospitalizações por dengue no Brasil é o grupo de pessoas idosas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos.
Graciosos edifícios art-deco erguidos no principal distrito comercial de Chicago registram taxas de ocupação de 17%. Um conjunto de torres de escritórios reluzentes em Denver, que estava cheio de inquilinos e valia US$ 176 milhões em 2013, agora está praticamente vazio e foi avaliado pela última vez em apenas US$ 82 milhões, de acordo com dados fornecidos pela Trepp, uma empresa de pesquisa que rastreia empréstimos imobiliários. Até mesmo os famosos edifícios de Los Angeles estão custando cerca de metade de seus preços antes da pandemia.
De São Francisco a Washington, a história é a mesma. Os edifícios de escritórios continuam presos em uma crise de combustão lenta. Os funcionários enviados para trabalhar em casa no início da pandemia ainda não retornaram totalmente, uma situação que, combinada com as altas taxas de juros, está eliminando o valor de uma importante classe de imóveis comerciais. Os preços de imóveis comerciais de qualidade ainda mais alta caíram 35% em relação ao pico registrado no início de 2022, com base em dados da empresa de análise de imóveis Green Street.
Essas forças colocaram os bancos que detêm uma grande parte da dívida imobiliária comercial dos Estados Unidos na berlinda — e os analistas e até mesmo os órgãos reguladores disseram que o acerto de contas ainda não foi totalmente realizado. A questão não é se grandes perdas estão chegando. A questão é se elas serão um sangramento lento ou uma onda indutora de pânico.
A semana passada trouxe uma amostra dos problemas que estão se formando, quando as ações do New York Community Bancorp despencaram depois que o credor divulgou perdas inesperadas em empréstimos imobiliários vinculados a edifícios de escritórios e apartamentos.
Até agora, “as manchetes foram mais rápidas do que o estresse real”, disse Lonnie Hendry, diretor de produtos da Trepp. “Os bancos estão sentados em um monte de perdas não realizadas. Se esse vazamento lento for exposto, ele poderá ser liberado muito rapidamente.” Quando uma série de bancos faliu na primavera passada — em parte devido ao aumento das taxas de juros que reduziram o valor de seus ativos — os analistas temiam que os imóveis comerciais pudessem desencadear um conjunto mais amplo de problemas.
Os bancos detêm cerca de US$ 1,4 trilhão dos US$ 2,6 trilhões em empréstimos para imóveis comerciais que devem vencer nos próximos cinco anos, com base em dados da Trepp, e os credores pequenos e regionais são especialmente ativos no mercado. Os economistas e os órgãos reguladores temiam que a forte exposição ao setor de aparência arriscada pudesse assustar os depositantes dos bancos, principalmente aqueles com poupanças acima do limite de US$ 250 mil para o seguro do governo, e levá-los a sacar seus fundos.
No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023. Eles ajudaram a vender as instituições falidas e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criou uma opção de financiamento bancário barato. As ações restauraram a confiança, e o nervosismo dos bancos desapareceu de vista. Isso mudou nos últimos dias com os problemas do New York Community Bancorp. Alguns analistas estão descartando o fato como algo isolado. O New York Community Bancorp absorveu o falido Signature Bank na primavera passada, acelerando seus problemas. E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número.
Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema. O alívio que o governo deu ao sistema bancário no ano passado foi temporário: O programa de financiamento do Fed deve ser encerrado no próximo mês, por exemplo. Os problemas dos imóveis comerciais são duradouros.
Fonte: Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos (msn.com)
Assinale a alternativa que apresente termo que possa substituir o termo em destaque no período, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: “Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema”.
Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos.
Graciosos edifícios art-deco erguidos no principal distrito comercial de Chicago registram taxas de ocupação de 17%. Um conjunto de torres de escritórios reluzentes em Denver, que estava cheio de inquilinos e valia US$ 176 milhões em 2013, agora está praticamente vazio e foi avaliado pela última vez em apenas US$ 82 milhões, de acordo com dados fornecidos pela Trepp, uma empresa de pesquisa que rastreia empréstimos imobiliários. Até mesmo os famosos edifícios de Los Angeles estão custando cerca de metade de seus preços antes da pandemia.
De São Francisco a Washington, a história é a mesma. Os edifícios de escritórios continuam presos em uma crise de combustão lenta. Os funcionários enviados para trabalhar em casa no início da pandemia ainda não retornaram totalmente, uma situação que, combinada com as altas taxas de juros, está eliminando o valor de uma importante classe de imóveis comerciais. Os preços de imóveis comerciais de qualidade ainda mais alta caíram 35% em relação ao pico registrado no início de 2022, com base em dados da empresa de análise de imóveis Green Street.
Essas forças colocaram os bancos que detêm uma grande parte da dívida imobiliária comercial dos Estados Unidos na berlinda — e os analistas e até mesmo os órgãos reguladores disseram que o acerto de contas ainda não foi totalmente realizado. A questão não é se grandes perdas estão chegando. A questão é se elas serão um sangramento lento ou uma onda indutora de pânico.
A semana passada trouxe uma amostra dos problemas que estão se formando, quando as ações do New York Community Bancorp despencaram depois que o credor divulgou perdas inesperadas em empréstimos imobiliários vinculados a edifícios de escritórios e apartamentos.
Até agora, “as manchetes foram mais rápidas do que o estresse real”, disse Lonnie Hendry, diretor de produtos da Trepp. “Os bancos estão sentados em um monte de perdas não realizadas. Se esse vazamento lento for exposto, ele poderá ser liberado muito rapidamente.” Quando uma série de bancos faliu na primavera passada — em parte devido ao aumento das taxas de juros que reduziram o valor de seus ativos — os analistas temiam que os imóveis comerciais pudessem desencadear um conjunto mais amplo de problemas.
Os bancos detêm cerca de US$ 1,4 trilhão dos US$ 2,6 trilhões em empréstimos para imóveis comerciais que devem vencer nos próximos cinco anos, com base em dados da Trepp, e os credores pequenos e regionais são especialmente ativos no mercado. Os economistas e os órgãos reguladores temiam que a forte exposição ao setor de aparência arriscada pudesse assustar os depositantes dos bancos, principalmente aqueles com poupanças acima do limite de US$ 250 mil para o seguro do governo, e levá-los a sacar seus fundos.
No entanto, as autoridades governamentais reagiram vigorosamente à turbulência de 2023. Eles ajudaram a vender as instituições falidas e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) criou uma opção de financiamento bancário barato. As ações restauraram a confiança, e o nervosismo dos bancos desapareceu de vista. Isso mudou nos últimos dias com os problemas do New York Community Bancorp. Alguns analistas estão descartando o fato como algo isolado. O New York Community Bancorp absorveu o falido Signature Bank na primavera passada, acelerando seus problemas. E, até o momento, os depositantes não estão retirando seu dinheiro dos bancos em grande número.
Mas outros veem a situação do banco como um lembrete de que muitos credores estão sujeitos a sofrer, mesmo que isso não provoque pânico em todo o sistema. O alívio que o governo deu ao sistema bancário no ano passado foi temporário: O programa de financiamento do Fed deve ser encerrado no próximo mês, por exemplo. Os problemas dos imóveis comerciais são duradouros.
Fonte: Como os escritórios ‘zumbis’, impactados pelo home office, viraram um problema para os bancos (msn.com)
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Os vícios de linguagem são padrões linguísticos que se tornam frequentes em nossas falas e escritas, muitas vezes de forma automática e inconsciente. Eles podem prejudicar a clareza, a objetividade e a elegância do discurso.
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações, sobre os vícios de linguagem:
(__)Solecismo é o erro de sintaxe, muito comum nas linguagens orais. Reúne os erros de concordância (singular e plural), regência verbal ou nominal e a utilização de termos no lugar de outros corretos gramaticalmente.
(__)Barbarismo é o uso incorreto da palavra ou do enunciado. Ele ocorre nos níveis fonéticos (erros de pronúncia), morfológicos (irregularidade na palavra) e semânticos (significados) da língua.
(__)O cacófato ou cacofonia ocorre a nível fonético da língua. Ele apresenta uma construção sintática onde surgem sons engraçados, desagradáveis ou mesmo que confundem o ouvinte.
(__)O gerundismo é o uso exagerado do gerúndio. Isso acontece quando essa forma nominal é utilizada no lugar de uma conjugação mais adequada em termos gramaticais.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Em todas as sentenças a seguir, a palavra em destaque exprime sentido similar ao da palavra pífio, exceto em:
Considere as sentenças a seguir:
I. O …. comportamento do rapaz o tornou detestável.
II. A festa será …. dez horas da manhã, na próxima terça-feira.
III. A garotinha disse que está se sentindo …., por isso quer ir ao hospital.
Nas alternativas a seguir, apresentam-se elementos que podem preencher cada uma das lacunas nas sentenças dadas. Assinale a alternativa em que os elementos indicados preenchem-nas corretamente.
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O bacana
A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.
Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.
O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.
— Quié.
— O Venancinho ainda mora aqui?
— Quem?
— Venâncio. Venâncio, ahn...
Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.
— Peraí — disse a menina, e fechou a porta.
Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.
— Quer falar com quem?
— O Venâncio ainda mora aqui?
— Mora.
— Ele está?
— Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.
— Será que eu posso falar com ele?
— Qual é sua graça?
Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:
— Ih. É o Bacana...
Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.
— Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto a seguir para responder às questões 4 e 5:
Não sabia que aquele era o seu apelido.
O pronome “seu”, empregado no excerto apresentado, remete:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O bacana
A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.
Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.
O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.
— Quié.
— O Venancinho ainda mora aqui?
— Quem?
— Venâncio. Venâncio, ahn...
Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.
— Peraí — disse a menina, e fechou a porta.
Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.
— Quer falar com quem?
— O Venâncio ainda mora aqui?
— Mora.
— Ele está?
— Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.
— Será que eu posso falar com ele?
— Qual é sua graça?
Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:
— Ih. É o Bacana...
Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.
— Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Para o personagem principal, ele e os garotos do time eram amigos unidos, já que:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 10.
O bacana
A rua ainda era a mesma. As mesmas casas. As mesmas árvores, só mais troncudas. Até o armazém do Espanhol (assim chamado por razões misteriosas, pois o dono sempre fora português) continuava lá. Ele desceu do carro e começou a caminhar pela calçada esburacada. Parou em frente à casa que tinha sido a dele. Era a maior da rua. Puxa. Sentiu um aperto na garganta. Quanta lembrança! O muro com as marcas da bola.
Lembrou-se, então, com uma intensidade que quase o sufocou, do time. O Valores da Zona. Que tempo bom. Nunca mais fora tão feliz. A ideia do time tinha sido dele. Ele é que tinha bola. Ele é que contribuíra com a maior parcela, tirada de sua mesada, para a compra das camisetas. Lembrava ainda a formação do ataque: Venancinho, Alemão, ele, Mangola e Tobias da dona Ester, para diferenciar do Tobias da dona Inácia, que era beque.
O Venancinho morava numa casa de madeira em frente à dele. Será que... Atravessou a rua e bateu na porta. Apareceu uma menina dos seus oito anos.
— Quié.
— O Venancinho ainda mora aqui?
— Quem?
— Venâncio. Venâncio, ahn...
Tentou se lembrar do sobrenome. Inútil. Só se lembrava de Venancinho. Vulgo Bicudo.
— Peraí — disse a menina, e fechou a porta.
Nunca mais, desde aquele tempo, tivera tantos amigos. O grito de guerra do time era “Valores da Zona — Unidos! Unidos! Unidos!”. E eram unidos. Com eles provara o primeiro cigarro. Comprara as primeiras revistas de sacanagem. Lembrava das reuniões no galpão atrás da casa do Chico Babão. Os concursos de... Apareceu uma senhora.
— Quer falar com quem?
— O Venâncio ainda mora aqui?
— Mora.
— Ele está?
— Está aposentado — disse a mulher, como se dissesse “só pode estar em casa”. E apontou para o próprio peito — Pulmão.
— Será que eu posso falar com ele?
— Qual é sua graça?
Ele disse. Explicou quem era. A mulher tornou a fechar a porta. Ele ouviu a mulher gritando para alguém. Seu nome e sua descrição. E ouviu a voz de um homem exclamando:
— Ih. É o Bacana...
Não sabia que aquele era o seu apelido. Compreendeu tudo. Era como o chamavam pelas costas. Só porque sua casa era maior e ele tinha mesada. Segundos antes de se virar e voltar para o carro, teve um pensamento definitivo.
— Só me deixavam jogar de centroavante porque a bola era minha…
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Segundo o texto, os amigos do personagem principal deram-lhe o apelido de “Bacana” porque:
Analise o excerto a seguir:
____ algum tempo, a grávida, que estava prestes ______ dar _______ luz, sofria tremores e quedas de pressão. Receava perder o bebê.
Assinale a alternativa que preenche, na respectiva ordem, cada uma das lacunas corretamente.
Leia o texto para responder às questões de 1 a 05.
O olhar da truta
O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.
— Como, escolher?
— No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.
Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.
— Essa está bonita... — disse o garçom.
— Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.
— Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela.
A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.
— Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...
Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.
— Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.
— Não sei. Eu...
— Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.
O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo.
— Vamos — estava dizendo a truta. — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)
— Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.
— Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.
E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:
— Esses camarões estão vivos?
— Não, doutor. Os camarões estão mortos.
— Pode trazer.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo.” Nesse contexto, verifica-se sentido figurado no emprego da palavra:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 05.
O olhar da truta
O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.
— Como, escolher?
— No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.
Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.
— Essa está bonita... — disse o garçom.
— Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.
— Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela.
A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.
— Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...
Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.
— Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.
— Não sei. Eu...
— Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.
O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo.
— Vamos — estava dizendo a truta. — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)
— Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.
— Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.
E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:
— Esses camarões estão vivos?
— Não, doutor. Os camarões estão mortos.
— Pode trazer.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise os excertos a seguir e assinale a alternativa em que o excerto se apresenta em discurso indireto livre.
Leia o texto para responder às questões de 1 a 05.
O olhar da truta
O homem pediu truta e o garçom perguntou se ele não gostaria de escolher uma pessoalmente.
— Como, escolher?
— No nosso viveiro. O senhor pode escolher a truta que quiser.
Ele não tinha visto o viveiro ao entrar no restaurante. Foi atrás do garçom. As trutas davam voltas e voltas dentro do aquário, como num cortejo. Algumas paravam por um instante e ficavam olhando através do vidro, depois retomavam o cortejo. E o homem se viu encarando, olho no olho, uma truta que estacionara com a boca encostada no vidro à sua frente.
— Essa está bonita... — disse o garçom.
— Eu não sabia que se podia escolher. Pensei que elas já estivessem mortas.
— Não, nossas trutas são mortas na hora. Da água direto para a panela.
A truta continuava parada contra o vidro, olhando para o homem.
— Vai essa, doutor? Ela parece que está pedindo...
Mas o olhar da truta não era de quem queria ir direto para uma panela. Ela parecia examinar o homem. Parecia estar calculando a possibilidade de um diálogo. Estranho, pensou o homem. Nunca tive que tomar uma decisão assim. Decidir um destino, decidir entre a vida e a morte. Não era como no supermercado, em que os bichos já estavam mortos e a responsabilidade não era sua — pelo menos não diretamente. Você podia comê-los sem remorso. (...) Claro, era com sua aprovação tácita que bovinos, ovinos, suínos, caprinos, galinhas e peixes eram assassinados para lhe dar de comer. Mas você não estava presente no ato, não escolhia a vítima, não dava a ordem. (...) De certa maneira, pensou o homem, vivi sempre assim, protegido das entranhas do mundo. Sem precisar me comprometer. Sem encarar as vítimas. Mas agora era preciso escolher.
— Vai essa, doutor? — insistiu o garçom.
— Não sei. Eu...
— Acho que foi ela que escolheu o senhor. Olha aí, ficou paradinha. Só faltando dizer “Me come”.
O homem desejou que a truta deixasse de encará-lo e voltasse ao carrossel junto com as outras. Ou que pelo menos desviasse o olhar. Mas a truta continuava a fitá-lo.
— Vamos — estava dizendo a truta. — Pelo menos uma vez na vida, seja decidido. Me escolha e me condene à morte, ou me deixe viver. (...) Não posso decidir a minha vida, ou a de ninguém. Mas você pode. (...) Até agora foi um protegido, um desobrigado, um isento da vida. Mas chegou a hora de se comprometer. (...)
— Vai essa mesmo, doutor? — quis saber o garçom, já com a rede na mão para pegar a truta.
— Não — disse o homem. — Mudei de ideia. Vou pedir outra coisa.
E de volta na mesa, depois de reexaminar o cardápio, perguntou:
— Esses camarões estão vivos?
— Não, doutor. Os camarões estão mortos.
— Pode trazer.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Ao longo da narrativa, a interpretação do cliente a respeito do comportamento da truta o levava a crer que ela: