Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q3099434 Português

Uma breve história da expectativa de vida


    No início do século 20, quando a expectativa de vida era de 47 anos nos países industrializados e de 33 no nosso, o que mais matava eram as doenças infecciosas: pneumonia, tuberculose, gastroenterite.
A pandemia, ao tirar 5,5 milhões de vidas nos últimos dois anos, trouxe as infecções de volta aos holofotes. O caminho natural, porém, é a ciência vencer essa luta novamente, como fez antes. O desenvolvimento de vacinas e antibióticos, além de condições mais humanas de saneamento básico, foi diminuindo as doenças infecciosas ao longo do século passado. E em 1960 a expectativa de vida tinha saltado para 52 anos por aqui (e 69 anos nos países ricos).
    Foi aí que as doenças cardiovasculares e os vários tipos de câncer passaram a ser os grandes desafios de longo prazo da medicina. Mas essa é outra guerra que está sendo vencida.
    Nos EUA, que mantêm dados históricos precisos, o número de mortes por doenças cardiovasculares caiu de 800 para cada 100 mil habitantes na década de 1960 para 200 hoje.
    As batalhas contra o câncer são mais complexas, contudo, não faltam vitórias. Uma das principais é o sucesso das imunoterapias no combate ao melanoma (o mais agressivo dos cânceres de pele). Desde o boom na criação de novos medicamentos, a mortalidade por melanoma passou a cair 5% ao ano.
    Tudo isso levou a mais avanços na expectativa de vida. Hoje ela está próxima dos 80 anos, seja no Brasil, seja nos países do topo da pirâmide. Por aqui, sempre vale lembrar, boa parte disso se deve a um fato central: sermos o único país com mais de 200 milhões de habitantes a contar com um sistema universal de assistência médica gratuita, o SUS.
    E hoje há 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no país. Uma vitória. Mas o aumento na longevidade traz outro desafio para a medicina: as enfermidades mentais que surgem nas fases mais avançadas da vida – principalmente o Alzheimer, que atinge 1,2 milhão de brasileiros.

(Disponível em: uper.abril.com.br/coluna/. Acesso em: 10/07/2024. Adaptado.) 

No início do século 20, quando a expectativa de vida era de 47 anos nos países industrializados e de 33 no nosso, o que mais matava eram as doenças infecciosas: pneumonia, tuberculose, gastroenterite.” (1º§) Sobre o trecho sublinhado, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3099432 Português

Uma breve história da expectativa de vida


    No início do século 20, quando a expectativa de vida era de 47 anos nos países industrializados e de 33 no nosso, o que mais matava eram as doenças infecciosas: pneumonia, tuberculose, gastroenterite.
A pandemia, ao tirar 5,5 milhões de vidas nos últimos dois anos, trouxe as infecções de volta aos holofotes. O caminho natural, porém, é a ciência vencer essa luta novamente, como fez antes. O desenvolvimento de vacinas e antibióticos, além de condições mais humanas de saneamento básico, foi diminuindo as doenças infecciosas ao longo do século passado. E em 1960 a expectativa de vida tinha saltado para 52 anos por aqui (e 69 anos nos países ricos).
    Foi aí que as doenças cardiovasculares e os vários tipos de câncer passaram a ser os grandes desafios de longo prazo da medicina. Mas essa é outra guerra que está sendo vencida.
    Nos EUA, que mantêm dados históricos precisos, o número de mortes por doenças cardiovasculares caiu de 800 para cada 100 mil habitantes na década de 1960 para 200 hoje.
    As batalhas contra o câncer são mais complexas, contudo, não faltam vitórias. Uma das principais é o sucesso das imunoterapias no combate ao melanoma (o mais agressivo dos cânceres de pele). Desde o boom na criação de novos medicamentos, a mortalidade por melanoma passou a cair 5% ao ano.
    Tudo isso levou a mais avanços na expectativa de vida. Hoje ela está próxima dos 80 anos, seja no Brasil, seja nos países do topo da pirâmide. Por aqui, sempre vale lembrar, boa parte disso se deve a um fato central: sermos o único país com mais de 200 milhões de habitantes a contar com um sistema universal de assistência médica gratuita, o SUS.
    E hoje há 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no país. Uma vitória. Mas o aumento na longevidade traz outro desafio para a medicina: as enfermidades mentais que surgem nas fases mais avançadas da vida – principalmente o Alzheimer, que atinge 1,2 milhão de brasileiros.

(Disponível em: uper.abril.com.br/coluna/. Acesso em: 10/07/2024. Adaptado.) 

Acerca das informações apresentadas no texto, analise as afirmativas a seguir.
I. Com a pandemia, voltou o surto de doenças infecciosas como: pneumonia, tuberculose.
II. À medida que a ciência adquire o controle de determinadas doenças, aumenta a expectativa de vida. No entanto, surgem novas doenças.
III. Apesar do câncer e de doenças cardiovasculares serem preocupantes, as doenças relacionadas à mente humana desafiam a ciência quanto a encontrar o tratamento certo.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q3099424 Português

"Na cegueira congênita dos olhos não existem referenciais visuais ..."


O trecho apresenta um vício de linguagem denominado:

Alternativas
Q3099423 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa — e por que o atual é chamado Milton


Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicar alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

"A prática de nomear tempestades (ciclones tropicais) começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos", afirma a OMM em seu site.

"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas.

Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não são de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebem nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte Chris. E assim por diante.

Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos atrás, em 2019.

Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Quando um furacão ou ciclone é devastador demais e entra para história, seu nome é "aposentado" da lista, e outro nome é escolhido com aquela mesma inicial. É o que aconteceu nos casos das tempestades Mangkhut (Filipinas, 2018), Irma e Maria (Caribe, 2017), Haiyan (Filipinas, 2013), Sandy (EUA, 2012), Katrina (EUA, 2005), Mitch (Honduras, 1998) e Tracy (Darwin, 1974). 

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas — que é quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de 15 de maio a 30 de novembro. 

Por que 'Milton'?

Mas quem é ou foi Milton? Ou Katrina? 

Antigamente, as tempestades recebiam nomes arbitrário, dados de acordo com as circunstâncias histórica. Por exemplo, uma tempestade no Atlântico em 1842 arrancou o mastro de um barco chamado Antje. Essa tempestade ficou então conhecida como furacão de Antje.

Mas hoje em dia, os nomes não têm mais significado.

Eles são selecionados por serem familiares às pessoas em cada região. A principal função do nome é que ele seja facilmente lembrado pelas pessoas que precisam se preparar para lidar com as tempestades.

Os nomes usados em 2024 para o Atlântico Norte, Golfo do México e Caribe são: Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Francine, Gordon, Helene, Isaac, Joyce, Kirk, Leslie, Milton, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e William.

Outras regiões não usam nomes como Alberto, Helene e Milton. Ciclones que surgiram no Pacífico Norte Oriental este ano nessa mesma ordem cronológica receberam outros nomes: Aletta, Hector e Miriam.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo adaptado)
"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."
Mantendo a coesão e coerência do trecho acima, a melhor rescrita está na alternativa:
Alternativas
Q3099421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa — e por que o atual é chamado Milton


Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicar alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

"A prática de nomear tempestades (ciclones tropicais) começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos", afirma a OMM em seu site.

"Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade."

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas.

Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não são de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebem nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte Chris. E assim por diante.

Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos atrás, em 2019.

Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Quando um furacão ou ciclone é devastador demais e entra para história, seu nome é "aposentado" da lista, e outro nome é escolhido com aquela mesma inicial. É o que aconteceu nos casos das tempestades Mangkhut (Filipinas, 2018), Irma e Maria (Caribe, 2017), Haiyan (Filipinas, 2013), Sandy (EUA, 2012), Katrina (EUA, 2005), Mitch (Honduras, 1998) e Tracy (Darwin, 1974). 

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas — que é quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de 1º de junho a 30 de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de 15 de maio a 30 de novembro. 

Por que 'Milton'?

Mas quem é ou foi Milton? Ou Katrina? 

Antigamente, as tempestades recebiam nomes arbitrário, dados de acordo com as circunstâncias histórica. Por exemplo, uma tempestade no Atlântico em 1842 arrancou o mastro de um barco chamado Antje. Essa tempestade ficou então conhecida como furacão de Antje.

Mas hoje em dia, os nomes não têm mais significado.

Eles são selecionados por serem familiares às pessoas em cada região. A principal função do nome é que ele seja facilmente lembrado pelas pessoas que precisam se preparar para lidar com as tempestades.

Os nomes usados em 2024 para o Atlântico Norte, Golfo do México e Caribe são: Alberto, Beryl, Chris, Debby, Ernesto, Francine, Gordon, Helene, Isaac, Joyce, Kirk, Leslie, Milton, Nadine, Oscar, Patty, Rafael, Sara, Tony, Valerie e William.

Outras regiões não usam nomes como Alberto, Helene e Milton. Ciclones que surgiram no Pacífico Norte Oriental este ano nessa mesma ordem cronológica receberam outros nomes: Aletta, Hector e Miriam.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo adaptado)
Ao analisar as informações do texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3099223 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
No segmento “Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós.” (1º§), a palavra “aleatória” significa:
Alternativas
Q3099222 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
Considerando o contexto em que estão inseridas, as palavras destacadas podem ser substituídas pelas expressões indicadas logo a seguir, conservando o mesmo sentido. Isso NÃO ocorre em:
Alternativas
Q3099221 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
Em “Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.” (2º§), a expressão “sem dúvida” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3099219 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
Em “[...] respeitando ou não o terreno que as recebe.” (2º§), o termo destacado se refere a:
Alternativas
Q3099218 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
O que sobressai nesse texto de Leandro Karnal é:
Alternativas
Q3099216 Português
As camadas

        Quando você nasceu, havia um nome e um sobrenome esperando-o. O que eram? Uma decisão aleatória que fala muito dos desejos e projeções dos pais sobre cada um de nós. Nosso nome nos antecede e não aguardou nenhum traço de personalidade para ser colocado. Por mais fraco que seja, o menino Gabriel recebe o indicativo de que é “o homem forte de Deus” pela raiz hebraica. Por mais limitada que seja no futuro, a menina assinará Sofia, o nome que aponta sua densa sabedoria. Nem toda Letícia é feliz. Conheci um Adamastor que pouca similitude guardava com o gigante de Camões. Eu sou Leandro, homem-leão, como se nota pela juba vistosa. O nome é, como todo signo, arbitrário. Primeira camada sobre nós.
        A segunda camada constará nos documentos: brasileiro nato. O que é ser brasileiro? Fronteiras traçadas ao longo da história com linhas imaginárias, respeitando ou não o terreno que as recebe. Uma entidade nacional que, supostamente, será sua pátria, sua identidade, sua marca quase sempre permanente. “Meu coração é brasileiro” eu já o declarei; todavia, um exame do meu cadáver pouco revelará ao anatomista quaisquer distinções dos meus ventrículos em relação a um vizinho argentino ou a um longínquo japonês. As metáforas são bonitas, poéticas até: meu coração é apátrida, biologicamente. Pátria é uma convenção celebrada diariamente, já foi dito. Sem dúvida, é a segunda camada que nos foi dada, quase sempre, ao ver a luz do mundo.
(Leandro Karnal. O Estado de São Paulo. Em: 2021. Fragmento.)
De acordo com as estruturas linguísticas do texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3099122 Português
Aeroporto na Nova Zelândia cria limite de tempo para abraços

    O Aeroporto de Dunedin na Nova Zelândia gerou debate em todo o mundo com sua nova placa impondo um limite de três minutos para abraços em sua área de partidas, acrescentando “para despedidas mais afetuosas, use o estacionamento”.
    Alguns comentaristas em uma postagem do Facebook que se tornou viral estão indignados com o toque de recolher para abraços, enquanto outros se maravilham com o fato de um aeroporto ainda ter uma área de desembarque gratuita, dado o aumento geral de taxas e multas.
    O CEO do Aeroporto de Dunedin, Daniel De Bono, opinou sobre o assunto em uma entrevista à rádio RNZ da Nova Zelândia. Descrevendo os aeroportos como “focos de emoção”, ele apontou para um estudo sugerindo que um abraço de 20 segundos é suficiente para obter uma explosão do “hormônio do amor” ocitocina e argumentou que mover os clientes rapidamente permite que mais pessoas recebam mais abraços.
    O estacionamento do Aeroporto de Dunedin, onde De Bono admite que “nossa equipe viu coisas interessantes acontecerem… ao longo dos anos”, permite uma visita de 15 minutos gratuita.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/aeroporto-na-nova-zelandia-cria-limite-detempo-para-abracos/
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período, considerando o contexto do texto: O Aeroporto de Dunedin na Nova Zelândia gerou debate em todo o mundo com sua nova placa impondo um limite de três minutos para abraços em sua área de partidas, acrescentando “para despedidas mais afetuosas, use o estacionamento”. 
Alternativas
Q3099121 Português
Aeroporto na Nova Zelândia cria limite de tempo para abraços

    O Aeroporto de Dunedin na Nova Zelândia gerou debate em todo o mundo com sua nova placa impondo um limite de três minutos para abraços em sua área de partidas, acrescentando “para despedidas mais afetuosas, use o estacionamento”.
    Alguns comentaristas em uma postagem do Facebook que se tornou viral estão indignados com o toque de recolher para abraços, enquanto outros se maravilham com o fato de um aeroporto ainda ter uma área de desembarque gratuita, dado o aumento geral de taxas e multas.
    O CEO do Aeroporto de Dunedin, Daniel De Bono, opinou sobre o assunto em uma entrevista à rádio RNZ da Nova Zelândia. Descrevendo os aeroportos como “focos de emoção”, ele apontou para um estudo sugerindo que um abraço de 20 segundos é suficiente para obter uma explosão do “hormônio do amor” ocitocina e argumentou que mover os clientes rapidamente permite que mais pessoas recebam mais abraços.
    O estacionamento do Aeroporto de Dunedin, onde De Bono admite que “nossa equipe viu coisas interessantes acontecerem… ao longo dos anos”, permite uma visita de 15 minutos gratuita.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/aeroporto-na-nova-zelandia-cria-limite-detempo-para-abracos/
Assinale a alternativa que apresente o tema central do texto:
Alternativas
Q3099084 Português
Brasil, terra de idosos

        Segundo projeções do IBGE, os brasileiros com 60 anos ou mais, que representavam 15,6% da população em 2023, serão incríveis 37,8% em 2070. Esse cenário pode soar catastrófico para alguns, mas ele também nos apresenta uma oportunidade única: a chance de transformar o Brasil em um país modelo de inclusão, acessibilidade e valorização das pessoas mais velhas. Mas o que devemos fazer?
        Comecemos pelas cidades, que precisam ser redesenhadas para essa nova realidade. Calçadas devem ser acessíveis, transporte público adequado e assentos prioritários e em quantidade suficiente. Espaços públicos devem ser repensados, permitindo caminhadas, exercícios e socialização. As casas devem ser adaptadas, e as pessoas precisam estar preparadas para morar com seus amigos, num conceito mais próximo das “repúblicas de estudantes”, uma vez que as famílias encolheram. Além de acolhedor, será mais barato dividir o espaço com conhecidos.
        A demanda por serviços de saúde aumentará, impactando tanto o SUS quanto a rede privada. Isso é óbvio. Mas o que também deveria ser óbvio é que o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam. A atenção primária e preventiva à saúde é essencial, através de programas de acompanhamento regular que incentivem o envelhecimento ativo, a prática de exercícios, dieta adequada e acompanhamento psicológico, incluindo programas e serviços que combatam a solidão e o isolamento social dos idosos.
        O mercado de produtos e serviços terá novas oportunidades de negócios para um público de 40% da população. De commodities a pacotes de turismo e serviços de cuidados para idosos, o mercado precisará se reinventar.
        Quanto ao emprego, as empresas devem começar a pensar em modelos de trabalho flexíveis, que permitam que pessoas mais velhas continuem ativas. Elas precisarão disso. E, para que tenham sucesso em suas jornadas, é necessário criar programas de educação continuada e de requalificação para quem desejar mudar de carreira.
        Do ponto de vista financeiro, é urgente a necessidade de reavaliação e adaptação dos sistemas de Previdência, assim como incentivar a educação financeira e o planejamento para a aposentadoria desde cedo, preparando os indivíduos para a velhice e criando meios para oferecer suporte e recursos para as famílias que cuidam de seus idosos, incluindo assistência financeira do governo e serviços de apoio.
        Tudo isso deve ser acompanhado de uma cultura de respeito aos mais idosos por meio de uma educação intergeracional que ajude a reduzir estigmas associados ao envelhecimento. Campanhas de conscientização, valorização das histórias de vida e da experiência dos idosos podem mudar a forma como a sociedade os vê.
        O Brasil de 2070 pode parecer distante, entretanto as sementes desse futuro devem ser plantadas agora. Com as ações certas, garantiremos que esse crescimento na população idosa não seja um fardo, mas uma oportunidade de criar um país mais inclusivo, saudável e próspero para todos. Afinal, muitos de nós – com sorte – estaremos lá para ver isso acontecer.
        Que tal começarmos já?

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. Acesso em: outubro de 2024.)
O uso adequado de elementos linguísticos permite uma ligação harmônica entre as partes do texto, fazendo-o todo coeso e facilitando, assim, a compreensão do que nele é dito. Considerando o excerto “[...] o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam.” (3º§), é correto afirmar que os elementos coesivos sublinhados são, respectivamente, exemplos de coesão:
Alternativas
Q3099083 Português
Brasil, terra de idosos

        Segundo projeções do IBGE, os brasileiros com 60 anos ou mais, que representavam 15,6% da população em 2023, serão incríveis 37,8% em 2070. Esse cenário pode soar catastrófico para alguns, mas ele também nos apresenta uma oportunidade única: a chance de transformar o Brasil em um país modelo de inclusão, acessibilidade e valorização das pessoas mais velhas. Mas o que devemos fazer?
        Comecemos pelas cidades, que precisam ser redesenhadas para essa nova realidade. Calçadas devem ser acessíveis, transporte público adequado e assentos prioritários e em quantidade suficiente. Espaços públicos devem ser repensados, permitindo caminhadas, exercícios e socialização. As casas devem ser adaptadas, e as pessoas precisam estar preparadas para morar com seus amigos, num conceito mais próximo das “repúblicas de estudantes”, uma vez que as famílias encolheram. Além de acolhedor, será mais barato dividir o espaço com conhecidos.
        A demanda por serviços de saúde aumentará, impactando tanto o SUS quanto a rede privada. Isso é óbvio. Mas o que também deveria ser óbvio é que o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam. A atenção primária e preventiva à saúde é essencial, através de programas de acompanhamento regular que incentivem o envelhecimento ativo, a prática de exercícios, dieta adequada e acompanhamento psicológico, incluindo programas e serviços que combatam a solidão e o isolamento social dos idosos.
        O mercado de produtos e serviços terá novas oportunidades de negócios para um público de 40% da população. De commodities a pacotes de turismo e serviços de cuidados para idosos, o mercado precisará se reinventar.
        Quanto ao emprego, as empresas devem começar a pensar em modelos de trabalho flexíveis, que permitam que pessoas mais velhas continuem ativas. Elas precisarão disso. E, para que tenham sucesso em suas jornadas, é necessário criar programas de educação continuada e de requalificação para quem desejar mudar de carreira.
        Do ponto de vista financeiro, é urgente a necessidade de reavaliação e adaptação dos sistemas de Previdência, assim como incentivar a educação financeira e o planejamento para a aposentadoria desde cedo, preparando os indivíduos para a velhice e criando meios para oferecer suporte e recursos para as famílias que cuidam de seus idosos, incluindo assistência financeira do governo e serviços de apoio.
        Tudo isso deve ser acompanhado de uma cultura de respeito aos mais idosos por meio de uma educação intergeracional que ajude a reduzir estigmas associados ao envelhecimento. Campanhas de conscientização, valorização das histórias de vida e da experiência dos idosos podem mudar a forma como a sociedade os vê.
        O Brasil de 2070 pode parecer distante, entretanto as sementes desse futuro devem ser plantadas agora. Com as ações certas, garantiremos que esse crescimento na população idosa não seja um fardo, mas uma oportunidade de criar um país mais inclusivo, saudável e próspero para todos. Afinal, muitos de nós – com sorte – estaremos lá para ver isso acontecer.
        Que tal começarmos já?

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. Acesso em: outubro de 2024.)
O sentido expresso dos termos sublinhados no excerto “A demanda por serviços de saúde aumentará, impactando tanto o SUS quanto a rede privada.”(3º§) é:
Alternativas
Q3099081 Português
Brasil, terra de idosos

        Segundo projeções do IBGE, os brasileiros com 60 anos ou mais, que representavam 15,6% da população em 2023, serão incríveis 37,8% em 2070. Esse cenário pode soar catastrófico para alguns, mas ele também nos apresenta uma oportunidade única: a chance de transformar o Brasil em um país modelo de inclusão, acessibilidade e valorização das pessoas mais velhas. Mas o que devemos fazer?
        Comecemos pelas cidades, que precisam ser redesenhadas para essa nova realidade. Calçadas devem ser acessíveis, transporte público adequado e assentos prioritários e em quantidade suficiente. Espaços públicos devem ser repensados, permitindo caminhadas, exercícios e socialização. As casas devem ser adaptadas, e as pessoas precisam estar preparadas para morar com seus amigos, num conceito mais próximo das “repúblicas de estudantes”, uma vez que as famílias encolheram. Além de acolhedor, será mais barato dividir o espaço com conhecidos.
        A demanda por serviços de saúde aumentará, impactando tanto o SUS quanto a rede privada. Isso é óbvio. Mas o que também deveria ser óbvio é que o foco não deve estar apenas em curar doenças, mas em prevenir que elas aconteçam. A atenção primária e preventiva à saúde é essencial, através de programas de acompanhamento regular que incentivem o envelhecimento ativo, a prática de exercícios, dieta adequada e acompanhamento psicológico, incluindo programas e serviços que combatam a solidão e o isolamento social dos idosos.
        O mercado de produtos e serviços terá novas oportunidades de negócios para um público de 40% da população. De commodities a pacotes de turismo e serviços de cuidados para idosos, o mercado precisará se reinventar.
        Quanto ao emprego, as empresas devem começar a pensar em modelos de trabalho flexíveis, que permitam que pessoas mais velhas continuem ativas. Elas precisarão disso. E, para que tenham sucesso em suas jornadas, é necessário criar programas de educação continuada e de requalificação para quem desejar mudar de carreira.
        Do ponto de vista financeiro, é urgente a necessidade de reavaliação e adaptação dos sistemas de Previdência, assim como incentivar a educação financeira e o planejamento para a aposentadoria desde cedo, preparando os indivíduos para a velhice e criando meios para oferecer suporte e recursos para as famílias que cuidam de seus idosos, incluindo assistência financeira do governo e serviços de apoio.
        Tudo isso deve ser acompanhado de uma cultura de respeito aos mais idosos por meio de uma educação intergeracional que ajude a reduzir estigmas associados ao envelhecimento. Campanhas de conscientização, valorização das histórias de vida e da experiência dos idosos podem mudar a forma como a sociedade os vê.
        O Brasil de 2070 pode parecer distante, entretanto as sementes desse futuro devem ser plantadas agora. Com as ações certas, garantiremos que esse crescimento na população idosa não seja um fardo, mas uma oportunidade de criar um país mais inclusivo, saudável e próspero para todos. Afinal, muitos de nós – com sorte – estaremos lá para ver isso acontecer.
        Que tal começarmos já?

(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/. Acesso em: outubro de 2024.)
De acordo com as informações expostas no texto, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3099041 Português
Rotas literárias no Rio oferecem viagem pela vida de Machado de Assis
    
    O Rio de Janeiro não tem só uma paisagem exuberante, vários restaurantes excelentes, praias magníficas e uma das sete maravilhas do mundo: o Cristo Redentor. Por lá, o público também pode fazer passeios que misturam turismo, história e muita literatura com as rotas literárias.
    Com audioguias disponíveis on-line, a iniciativa da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), em parceria com as startups Glocal Audio Guide e Que mais tem lá? (QMTL), oferece dois roteiros pela cidade maravilhosa: a rota Rio Literário, com foco na história da literatura fluminense, e a Rota Machado de Assis, sobre os cenários fluminenses que fizeram parte da vida do autor. Esses passeios passam por locais onde autores icônicos para a cultura brasileira, como Lima Barreto, Clarice Lispector, Cartola, Noel Rosa e Rachel De Queiroz, viveram.
    O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, contou à CNN Viagem&Gastronomia que o projeto uniu tecnologia e informação para olhar o Rio de Janeiro de outra maneira. “Com o celular na mão, as pessoas vão poder caminhar nas duas rotas literárias e descobrir o que há de nossa literatura pelas ruas da nossa cidade, entender a riqueza cultural, histórica e literária que está por trás de cada ponto. É um atrativo que, claramente, contribui para a busca por livros e pela história”, afirmou ele.
    Além de aprimorar a experiência de leitores e incentivar o consumo de cultura, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento econômico nas regiões turísticas, segundo Freixo. “Com isso, geramos novos produtos, que ajudam a ampliar a permanência do turista no destino e contribuem para impulsionar o desenvolvimento econômico em regiões turísticas. Quanto mais tempo o turista fica na cidade, mais ele consome e movimenta a economia local”, completou.
    Freixo ainda afirmou que criará outras rotas literárias pelo país. “O turismo cultural é muito forte mundo afora e o Brasil tem um potencial enorme nessa área para ser colocado como produto nas prateleiras internacionais. É isso que estamos fazendo nesse projeto, que começa no Rio de Janeiro, mas será replicado em outras cidades do Brasil”, completou.
    A rota Rio Literário se aprofunda nas narrativas dos autores atemporais, poetas e músicos do Rio de Janeiro, que marcaram as profundezas da nossa cultura. O público explora pontos como a biblioteca Real Gabinete Português de Leitura, frequentada por grandes nomes da literatura brasileira, e a Confeitaria Colombo, onde intelectuais cariocas se reuniam.
    Já a Rota Machado de Assis passa por locais que faziam parte do cotidiano do escritor, começando pela Academia Brasileira de Letras, onde há uma estátua do autor. Em seguida, passa por pontos como o Tribunal de Contas do Rio, onde morou Machado de Assis e a sua esposa Carolina, a antiga Rua dos Barbonos, cenário do famoso conto “A Cartomante”, que explora o amor e a tragédia da vida, e finaliza o passeio no Capitu Bar.
    Com o nome da personagem mais famosa de Machado de Assis, a casa é uma homenagem à antiga vida boêmia carioca e um centro cultural no Rio. No site oficial da agência Que Mais Tem Lá? (QMTL), a recomendação é pedir a feijoada ou o arroz de bacalhau e uma caipirinha do estabelecimento.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/rotas-literarias-no-rio-oferecemviagem-pela-vida-de-machado-de-assis/
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3098966 Português
Torre de Belém, em Portugal: um guia prático para a sua visita

    Um dos pontos turísticos mais emblemáticos de Portugal, a Torre de Belém é um dos monumentos que não podem faltar na listinha de quem faz sua primeira visita a Lisboa. Com mais de 500 anos e estrutura imponente com cerca de 30 metros de altura, ela foi construída entre 1514 e 1519 e carrega muitas histórias por trás de tanto tempo.
    Localizada na freguesia de Belém (equivalente a um bairro de Lisboa) e às margens do Rio Tejo, ela recebe milhares de visitantes todos os anos. Segundo a Associação do Turismo de Lisboa, 356.769 pessoas passaram por lá em 2023. Em um tópico da pesquisa chamado “Inquérito de atividades e informações”, 68% dos turistas estrangeiros ouvidos na cidade afirmaram já ter estado na Torre. No caso específico dos brasileiros, esta porcentagem subiu para 86%.
    Em uma área bem turística, rica em história e ligada a descobrimentos portugueses, qualquer visitante consegue ter fácil acesso à região em que ela está localizada a partir do centro da cidade, seja de carro, elétrico (bonde), ônibus ou trem.
    A poucos metros dela, que fica especificamente da Avenida Brasília, estão monumentos tão famosos quanto, como o Mosteiro dos Jerônimos – que foi construído na mesma época -, o Padrão dos Descobrimentos, além da famosa confeitaria “Pastéis de Belém”, onde os mundialmente conhecidos “Pastéis de Belém” são encontrados originalmente e exclusivamente com este nome.
    Incluída na lista de Patrimônio Mundial da Unesco em 1983, o que significa que é reconhecida mundialmente como algo muito valioso e que precisa ser preservado, a Torre é um dos símbolos do país, especialmente por sua ligação com a época dos Descobrimentos, quando os portugueses navegavam para explorar o mundo.
    Ela foi construída originalmente com fins militares e defensivos, com objetivo principal de proteger a entrada do porto de Lisboa. O monumento desempenhou um papel essencial na proteção da cidade. Além disso, funcionava como um posto de controle para as embarcações que entravam por lá.
    A ideia de construir uma fortaleza para proteger a entrada do rio Tejo já existia desde o reinado de D. João II, mas foi no tempo de D. Manuel I que a torre foi finalmente construída, sob a direção do arquiteto Francisco de Arruda. A torre foi dedicada a São Vicente Saragoça, padroeiro de Lisboa, mas logo ficou conhecida como Torre de Belém.
    Durante o século 16, ela era cercada pelo rio, mas o curso dele mudou, tornando-a mais próxima da margem. Ao longo do tempo, a Torre teve diferentes funções, como servir de farol e de centro alfandegário, além de ter sido usada até como prisão política durante o século 19. Sua arquitetura é composta por dois estilos diferentes: uma torre alta, que parece com torres de castelos medievais, e uma base larga, feita para defesa, mais moderna para a época.
    Além da construção em si, a Torre de Belém é famosa pelas suas muitas decorações, que pertencem ao estilo “manuelino”, típico do tempo do rei D. Manuel I. Ela tem muitos detalhes como cordas, nós e figuras de animais, que também mostram influências mouriscas. Na parte sul da torre, há uma varanda especial, chamada de loggia, que era usada para cerimônias importantes, como a chegada e partida de navios.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/torre-de-belem-em-portugal-umguia-pratico-para-a-sua-visita/
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3098780 Português
Senhor do Tempo


Uma suave noite em que ele sentia sua mente pesada como um paiol repleto de fagulhas e arrependimentos. Teria caminhado além, mas o zumbido lhe impunha passos oblíquos e metas incertas. E incerto, parou, estático diante da visão turva e túrbida.

Neste instante se perguntou: então era só isso? Tarde demais para nobres arrependimentos. Teria sido o primeiro a atirar uma pedra, mas agora usava uma coroa de vergonha sentado em seu trono de mentiras.

Como solução, cobriu-se com o manto de uma falsa autossuficiência. E com uma autoridade cínica que só existia em seu mundo imaginário, autoproclamou-se Senhor do Tempo.

Desde então, nunca mais olhou para o passado, mesmo sabendo que ele estava logo ali, bem atrás, ruidoso e salivante, sempre pronto a lhe dar uma chicotada.

Juliano Martinz

https://corrosiva.com.br/cronicas/senhor-do-tempo/
"Senhor do Tempo" é uma narrativa que convida o leitor a refletir sobre a forma como lidamos com nossos erros e arrependimentos.
Nesse sentido analise as afirmações que seguem:

I.No excerto, a expressão "coroa de vergonha sentado em seu trono de mentiras" sugere um estado de falsa autoridade construído sobre ilusões.
II.Ao afirmar "autoproclamou-se Senhor do Tempo", o narrador sugere que o protagonista ilude-se ao acreditar que tem controle sobre o tempo e sua vida.
III.A expressão "manto de uma falsa autossuficiência" simboliza uma tentativa de esconder suas fraquezas e disfarçar seu arrependimento.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3098726 Português

Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o último parágrafo do texto.

Assinale a alternativa em que a proposta apresentada é gramaticalmente correta e preserva a coerência das ideias originais do texto.

Alternativas
Respostas
21961: D
21962: D
21963: A
21964: A
21965: D
21966: B
21967: D
21968: C
21969: C
21970: C
21971: D
21972: D
21973: B
21974: D
21975: C
21976: D
21977: B
21978: B
21979: A
21980: B