Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q4055895 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais

Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período. À medida que a idade avança, uma pessoa tende a precisar de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira - e isso pode cobrar um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

“Em alguns casos, esses filhos podem experimentar níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais”, diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia – área da psicologia que estuda o envelhecimento – da Universidade de São Paulo (USP). Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial. “É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e a dependência dos pais”, explica Falcão.

Esse tipo de situação e a discussão sobre como encarar estes desafios são cada vez mais frequentes com aumento de idosos no Brasil. O número de pessoas com mais de 60 anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 – um crescimento de 56% em pouco mais de uma década. E as estimativas apontam que a população de idosos deve se tornar ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a tendência de que o brasileiro deve viver cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. Isso não só aumenta o período em que uma pessoa pode precisar de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais - e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir. Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família. "Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão. “Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido (pela família) ao longo dos anos.”

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c842z9en455o? at_campaign_type=owned&at_ptr_name=facebook_page&at_medium= social&at_format=image&at_campaign=Social_Flow&at_bbc_team=edit orial&at_link_id=F2EAFF96-D813-11EE-981EF4928161DE7E&at_link_type=web_link&at_link_origin=BBC_News_Bra sil&fbclid=IwAR0a3oioBU5gzaT4BY0eLA6Oapmh04AWmBdZlPoSHXP klW0DT62EkVoy39k
De acordo com o texto, a responsabilidade filial: 
Alternativas
Q4055894 Português
Os desafios de lidar com o envelhecimento dos pais

Uma dura fase marcada por conflitos e dificuldades. É assim que especialistas resumem a forma como o envelhecimento dos pais é encarado diversas vezes, porque muitos filhos não estão preparados para lidar com as exigências desse período. À medida que a idade avança, uma pessoa tende a precisar de cada vez mais apoio, seja em atividades simples do dia a dia ou mesmo uma ajuda financeira - e isso pode cobrar um preço de quem fica responsável por esses cuidados, como apontam especialistas.

“Em alguns casos, esses filhos podem experimentar níveis significativos de estresse e sobrecarga ao lidar com as demandas do envelhecimento dos pais, especialmente quando há questões de saúde ou limitações funcionais”, diz a psicóloga Deusivania Falcão, professora de Psicogerontologia – área da psicologia que estuda o envelhecimento – da Universidade de São Paulo (USP). Há, inclusive, um nome para definir esse senso de obrigação dos filhos em apoiar pais mais velhos: responsabilidade filial. “É uma obrigação baseada em um padrão cultural, relacionado à percepção de que esse é um comportamento socialmente responsável em resposta ao envelhecimento e a dependência dos pais”, explica Falcão.

Esse tipo de situação e a discussão sobre como encarar estes desafios são cada vez mais frequentes com aumento de idosos no Brasil. O número de pessoas com mais de 60 anos passou de 20,5 milhões no Censo de 2010 para 32,1 milhões no mesmo levantamento em 2022 – um crescimento de 56% em pouco mais de uma década. E as estimativas apontam que a população de idosos deve se tornar ainda maior ao longo das próximas décadas.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a tendência de que o brasileiro deve viver cada vez mais: a expectativa de vida, que era de 69,8 anos no início dos anos 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje é de 75,5 anos. Isso não só aumenta o período em que uma pessoa pode precisar de auxílio, mas também torna mais comum que os filhos acompanhem diferentes fases do envelhecimento dos pais.

Um ponto importante nesse período é a forma como filhos encaram o envelhecimento dos pais - e, como em tantas outras fases da vida, não há uma cartilha universal a seguir. Essa experiência, dizem especialistas, costuma ser influenciada por padrões familiares do passado e pela forma como uma pessoa foi criada, além de aspectos culturais, históricos, sociais e religiosos de uma família. "Há vários modelos de envelhecimento e de velhice. Cada indivíduo envelhece de maneira diferenciada, na singularidade de suas condições genéticas, ambientais, familiares, sociais, educacionais, econômicas, históricas e culturais", diz Falcão. “Isso tudo depende do tipo de sistema desenvolvido (pela família) ao longo dos anos.”

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c842z9en455o? at_campaign_type=owned&at_ptr_name=facebook_page&at_medium= social&at_format=image&at_campaign=Social_Flow&at_bbc_team=edit orial&at_link_id=F2EAFF96-D813-11EE-981EF4928161DE7E&at_link_type=web_link&at_link_origin=BBC_News_Bra sil&fbclid=IwAR0a3oioBU5gzaT4BY0eLA6Oapmh04AWmBdZlPoSHXP klW0DT62EkVoy39k
Marque a opção correta sobre o tema do texto. 
Alternativas
Q4055580 Português
        Nos anos iniciais da década de 1980, o mundo testemunhou os primeiros registros de uma doença desconhecida que viria a ser responsável por milhões de mortes e mudaria significativamente o panorama da saúde pública mundial. Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado, em 1982, síndrome da imunodeficiência adquirida, ou simplesmente Aids.

        Os primeiros casos de Aids em humanos foram descritos nos Estados Unidos, a partir do relato de jovens que apresentavam grave enfraquecimento do sistema imunológico, caracterizado principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas infecções e cânceres raros. Somente dois anos após esses primeiros relatos, em 1983, o vírus hoje conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla do inglês Human Immunodeficiency Virus) foi isolado e identificado como o agente responsável pelos casos.

        Ainda em 1982, a infecção chegou ao Brasil, com a notificação oficial dos primeiros registros de Aids na cidade de São Paulo. Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o aumento do número de casos e a aparente disseminação acelerada do vírus instauraram um cenário de medo generalizado.

        Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação. Atualmente, com o tratamento antirretroviral bemsucedido, a pessoa só desenvolve Aids em raríssimas circunstâncias. 

        Apesar do sucesso da terapia antirretroviral, que controla a infecção e impede a progressão para a fase de Aids, o tratamento não elimina completamente o vírus, devido à sua capacidade de estabelecer reservatórios latentes no organismo, popularmente conhecidos como “santuários”.

        Em 2007, o relato de um indivíduo que permaneceu livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento mobilizou a comunidade científica e incentivou fortemente a busca por uma cura.

        Conhecido como “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção após um transplante de células hematopoiéticas, realizado para o tratamento de uma leucemia mieloide aguda. 

        Posteriormente, foram descritos outros relatos de pacientes submetidos a procedimentos semelhantes. Entretanto, a despeito do êxito desses casos, tal estratégia não representa uma maneira viável de curar toda a população que vive com o HIV, uma vez que o transplante de células hematopoiéticas é um procedimento complexo e arriscado que, no contexto desses pacientes, foi utilizado exclusivamente para tratar neoplasias hematológicas.

Fonte: Revista Ciência Hoje. Adaptado.
No trecho “Conhecido como ‘paciente de Berlim’, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção [...]” (7º parágrafo), a palavra sublinhada poderia ser trocada, sem prejuízo semântico ao período, por: 
Alternativas
Q4055578 Português
        Nos anos iniciais da década de 1980, o mundo testemunhou os primeiros registros de uma doença desconhecida que viria a ser responsável por milhões de mortes e mudaria significativamente o panorama da saúde pública mundial. Esse conjunto de sintomas, provocado por uma infecção viral, foi nomeado, em 1982, síndrome da imunodeficiência adquirida, ou simplesmente Aids.

        Os primeiros casos de Aids em humanos foram descritos nos Estados Unidos, a partir do relato de jovens que apresentavam grave enfraquecimento do sistema imunológico, caracterizado principalmente pelo desenvolvimento de múltiplas infecções e cânceres raros. Somente dois anos após esses primeiros relatos, em 1983, o vírus hoje conhecido como vírus da imunodeficiência humana (HIV, na sigla do inglês Human Immunodeficiency Virus) foi isolado e identificado como o agente responsável pelos casos.

        Ainda em 1982, a infecção chegou ao Brasil, com a notificação oficial dos primeiros registros de Aids na cidade de São Paulo. Em um contexto anterior à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o aumento do número de casos e a aparente disseminação acelerada do vírus instauraram um cenário de medo generalizado.

        Os primeiros anos da epidemia foram marcados pelo temor e pelo preconceito decorrentes da desinformação. Atualmente, com o tratamento antirretroviral bemsucedido, a pessoa só desenvolve Aids em raríssimas circunstâncias. 

        Apesar do sucesso da terapia antirretroviral, que controla a infecção e impede a progressão para a fase de Aids, o tratamento não elimina completamente o vírus, devido à sua capacidade de estabelecer reservatórios latentes no organismo, popularmente conhecidos como “santuários”.

        Em 2007, o relato de um indivíduo que permaneceu livre do vírus mesmo após a interrupção do tratamento mobilizou a comunidade científica e incentivou fortemente a busca por uma cura.

        Conhecido como “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown foi a primeira pessoa a atingir a remissão da infecção após um transplante de células hematopoiéticas, realizado para o tratamento de uma leucemia mieloide aguda. 

        Posteriormente, foram descritos outros relatos de pacientes submetidos a procedimentos semelhantes. Entretanto, a despeito do êxito desses casos, tal estratégia não representa uma maneira viável de curar toda a população que vive com o HIV, uma vez que o transplante de células hematopoiéticas é um procedimento complexo e arriscado que, no contexto desses pacientes, foi utilizado exclusivamente para tratar neoplasias hematológicas.

Fonte: Revista Ciência Hoje. Adaptado.
O texto faz referência a um panorama da saúde pública mundial, o surgimento da Aids. Segundo o texto, sobre o prognóstico e o tratamento da doença, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4055456 Português

Texto para responder à questão.

 

Uma investigação feita na Dinamarca encontrou evidências de que a vacina contra a gripe pode diminuir de forma relevante o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) após a infecção por influenza. A pesquisa foi realizada com pacientes internados por infarto do miocárdio ou AVC cerca de um ano após terem testado positivo para a gripe. O ponto central do trabalho é que essa elevação de risco foi menor entre os vacinados na mesma temporada. Conforme o resumo divulgado pelos pesquisadores, a proteção observada entre quem recebeu o imunizante reduziu em cerca de metade o excesso de risco cardiovascular associado à gripe, mesmo quando houve infecção após a vacinação. Os autores afirmam que, se confirmado em outros cenários, o achado reforça a prioridade da vacinação entre pessoas com maior risco de doença cardíaca ou AVC.

 

Disponível em: <https://www.crfgo.org.br/>. Acesso em: 16 abr. 2026, com adaptações.

Quanto aos aspectos linguísticos e aos sentidos do texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4055455 Português

Texto para responder à questão.

 

Uma investigação feita na Dinamarca encontrou evidências de que a vacina contra a gripe pode diminuir de forma relevante o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) após a infecção por influenza. A pesquisa foi realizada com pacientes internados por infarto do miocárdio ou AVC cerca de um ano após terem testado positivo para a gripe. O ponto central do trabalho é que essa elevação de risco foi menor entre os vacinados na mesma temporada. Conforme o resumo divulgado pelos pesquisadores, a proteção observada entre quem recebeu o imunizante reduziu em cerca de metade o excesso de risco cardiovascular associado à gripe, mesmo quando houve infecção após a vacinação. Os autores afirmam que, se confirmado em outros cenários, o achado reforça a prioridade da vacinação entre pessoas com maior risco de doença cardíaca ou AVC.

 

Disponível em: <https://www.crfgo.org.br/>. Acesso em: 16 abr. 2026, com adaptações.

Quanto ao gênero textual, o fragmento apresentado caracteriza-se como
Alternativas
Q4055454 Português

Texto para responder à questão.


As desigualdades socioeconômicas e estruturais constituem determinantes relevantes na análise da violência sexual. A articulação entre raça e gênero revela-se um eixo analítico indispensável na saúde coletiva e na saúde global, uma vez que mulheres não brancas vivenciam processos específicos de vulnerabilização quando essas dimensões se interseccionam.

A violência sexual é reconhecida internacionalmente como grave problema de saúde pública. Situá-la em perspectiva histórica amplia a compreensão de suas raízes estruturais e permite examinar como marcadores sociais de diferença — como raça e gênero — operam conjuntamente na produção de desigualdades. Essa abordagem possibilita compreender que a distribuição da violência não é aleatória, mas atravessada por processos históricos e sociais que estruturam oportunidades, exposições e riscos diferenciados.

 

Disponível em: <https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/%20article/view/1024/613>. Acesso em: 18 abr. 2026, com adaptações.

Considerando as estruturas do texto, assinale a alternativa que apresenta um trecho utilizado para estabelecer coesão referencial.
Alternativas
Q4055453 Português

Texto para responder à questão.


As desigualdades socioeconômicas e estruturais constituem determinantes relevantes na análise da violência sexual. A articulação entre raça e gênero revela-se um eixo analítico indispensável na saúde coletiva e na saúde global, uma vez que mulheres não brancas vivenciam processos específicos de vulnerabilização quando essas dimensões se interseccionam.

A violência sexual é reconhecida internacionalmente como grave problema de saúde pública. Situá-la em perspectiva histórica amplia a compreensão de suas raízes estruturais e permite examinar como marcadores sociais de diferença — como raça e gênero — operam conjuntamente na produção de desigualdades. Essa abordagem possibilita compreender que a distribuição da violência não é aleatória, mas atravessada por processos históricos e sociais que estruturam oportunidades, exposições e riscos diferenciados.

 

Disponível em: <https://www.revista.esap.go.gov.br/index.php/resap/%20article/view/1024/613>. Acesso em: 18 abr. 2026, com adaptações.

Quanto ao trecho “A articulação entre raça e gênero revela-se um eixo analítico indispensável na saúde coletiva e na saúde global, uma vez que mulheres não brancas vivenciam processos específicos de vulnerabilização quando essas dimensões se interseccionam.”, assinale a alternativa correspondente à proposta de reescrita que preserva os sentidos originais e a correção gramatical do trecho.
Alternativas
Q4055452 Português

Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: <https://opopular.com.br/opiniao/charges/mariosan-1.3391954>. Acesso em: 17 abr. 2026.



Na charge apresentada, o cartunista utiliza o humor como forma de 

Alternativas
Q4055451 Português

Texto para responder à questão.


A cidade moderna construiu-se sob a promessa da ordem, da higiene e do progresso. Ruas limpas, espaços racionalmente organizados, circulação controlada de pessoas e mercadorias. Nesse projeto urbano, certos modos de vida tornaram-se um problema a ser removido do campo do visível. Modos de vida considerados incompatíveis com a cidade moderna foram progressivamente deslocados para fora do convívio social, e a loucura, associada ao perigo, à desrazão e à improdutividade, foi confinada em instituições especializadas. O que se anunciava como cuidado e proteção constituiu, na prática, uma política de segregação, sustentada por saberes científicos e dispositivos institucionais que autorizaram o afastamento da loucura da cidade.

A reforma psiquiátrica no Brasil emerge como tentativa histórica de ruptura com a lógica da cidade higienizada. Ao questionar o manicômio como instituição total e propor a construção de uma rede substitutiva de cuidado em liberdade, ela recoloca a cidade no centro do debate. Mais do que fechar hospitais psiquiátricos, a reforma produziu um movimento concreto de retorno à cidade, no qual ex-moradores de instituições totais passaram a reaprender a circular pelos espaços urbanos, a negociar a vida cotidiana e a habitar ruas, bairros e tempos comuns.


Disponível em: <https://revistacult.uol.com.br/home/residencias-terapeuticas-cidade-e-loucura/>. Acesso em: 17 abr. 2026, com adaptações.

Sem prejuízo do sentido original do trecho “A reforma psiquiátrica no Brasil emerge como tentativa histórica de ruptura com a lógica da cidade higienizada”, as expressões “emerge como” e “a lógica” poderiam ser substituídas, respectivamente, por
Alternativas
Q4055450 Português

Texto para responder à questão.


A cidade moderna construiu-se sob a promessa da ordem, da higiene e do progresso. Ruas limpas, espaços racionalmente organizados, circulação controlada de pessoas e mercadorias. Nesse projeto urbano, certos modos de vida tornaram-se um problema a ser removido do campo do visível. Modos de vida considerados incompatíveis com a cidade moderna foram progressivamente deslocados para fora do convívio social, e a loucura, associada ao perigo, à desrazão e à improdutividade, foi confinada em instituições especializadas. O que se anunciava como cuidado e proteção constituiu, na prática, uma política de segregação, sustentada por saberes científicos e dispositivos institucionais que autorizaram o afastamento da loucura da cidade.

A reforma psiquiátrica no Brasil emerge como tentativa histórica de ruptura com a lógica da cidade higienizada. Ao questionar o manicômio como instituição total e propor a construção de uma rede substitutiva de cuidado em liberdade, ela recoloca a cidade no centro do debate. Mais do que fechar hospitais psiquiátricos, a reforma produziu um movimento concreto de retorno à cidade, no qual ex-moradores de instituições totais passaram a reaprender a circular pelos espaços urbanos, a negociar a vida cotidiana e a habitar ruas, bairros e tempos comuns.


Disponível em: <https://revistacult.uol.com.br/home/residencias-terapeuticas-cidade-e-loucura/>. Acesso em: 17 abr. 2026, com adaptações.

Sem prejuízo para os sentidos e para a correção do texto, assinale a alternativa que corresponde a uma reescrita do trecho “Ao questionar o manicômio como instituição total e propor” (segundo parágrafo).
Alternativas
Q4055448 Português

Texto para responder à questão.


A cidade moderna construiu-se sob a promessa da ordem, da higiene e do progresso. Ruas limpas, espaços racionalmente organizados, circulação controlada de pessoas e mercadorias. Nesse projeto urbano, certos modos de vida tornaram-se um problema a ser removido do campo do visível. Modos de vida considerados incompatíveis com a cidade moderna foram progressivamente deslocados para fora do convívio social, e a loucura, associada ao perigo, à desrazão e à improdutividade, foi confinada em instituições especializadas. O que se anunciava como cuidado e proteção constituiu, na prática, uma política de segregação, sustentada por saberes científicos e dispositivos institucionais que autorizaram o afastamento da loucura da cidade.

A reforma psiquiátrica no Brasil emerge como tentativa histórica de ruptura com a lógica da cidade higienizada. Ao questionar o manicômio como instituição total e propor a construção de uma rede substitutiva de cuidado em liberdade, ela recoloca a cidade no centro do debate. Mais do que fechar hospitais psiquiátricos, a reforma produziu um movimento concreto de retorno à cidade, no qual ex-moradores de instituições totais passaram a reaprender a circular pelos espaços urbanos, a negociar a vida cotidiana e a habitar ruas, bairros e tempos comuns.


Disponível em: <https://revistacult.uol.com.br/home/residencias-terapeuticas-cidade-e-loucura/>. Acesso em: 17 abr. 2026, com adaptações.

De acordo com o texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4054479 Português
Recado ao Sr. 903


    Vizinho...
   Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor teria ainda ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão, ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
    ... Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou.” E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
    E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.


(BRAGA, Rubem. Fundação Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro. 1954.)
Considerando o 2º§ do texto, assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada pela palavra sugerida incorre em mudança substancial de sentido.
Alternativas
Q4054478 Português
Recado ao Sr. 903


    Vizinho...
   Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal – devia ser meia-noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não o fosse, o senhor teria ainda ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão, ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhe desculpas – e prometo silêncio.
    ... Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou.” E o outro respondesse: “Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e a cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.
    E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.


(BRAGA, Rubem. Fundação Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro. 1954.)
Sobre a crônica de Rubem Braga, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto propõe uma reflexão descontraída acerca das relações interpessoais impostas pela rotina acelerada das grandes cidades, bem como por uma cultura que moraliza o prazer.

II. Os números funcionam como personagens metonímicas que representam a objetificação do homem vinda de diferentes problemas do mundo capitalista.

III. A crônica convida a pensar sobre a importância do resgate das relações mais humanizadas, que se baseiam, por exemplo, em mais coesão social.


Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4054414 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

Ao mencionar a “torre de babel sem fim” e a “era dos vazios”, os autores constroem uma crítica direcionada principalmente: 
Alternativas
Q4054413 Português

A cegueira quase que geral no mundo


        O contexto de mundo hoje é algo extremamente multifacetado. Não existe um norte para cada situação; existe, sim, uma torre de Babel sem fim, onde cada um procura mostrar a sua “verdade”, sem, no entanto, ter embasamento algum para aquilo que prega ou mesmo aquilo que diz acreditar.


        No mundo de infinitas “verdades”, aquela que tiver as feições mais absurdas é justamente essa que vai preponderar. É o que se vê nos tantos discursos vazios, nas pseudocelebridades que surgem a todo instante, cada uma mais espalhafatosa do que a outra; nos teóricos do meio ambiente, que nada sabem sobre ele, mas que dizem possuir a fórmula correta para salvar o planeta, os animais e, em último lugar, se sobrar tempo e espaço, o ser humano; a mentira sendo fabricada sem cerimônia alguma por pessoas altamente superficiais em sua profundidade rasteira. Bem-vindos à era dos vazios.


      Em dias tão brilhantes como os que vivemos agora, tudo tem um enorme preço, mas absolutamente nada tem valor, em especial, o ser humano. Fiquemos somente aqui em nosso querido e amado Brasil, onde agora virou moda, em certos lugares, expulsar pessoas tidas como indesejáveis, pessoas desocupadas, pessoas que perambulam aqui e acolá. Isso acontecendo justamente num país que diz ser democrático e que se vangloria de dar oportunidades para todos e todas.


        Quem faz uso dessa barbárie de expulsar cidadãos realmente não conhece a história do nosso querido Brasil. Desconhecem que a grandeza desse país está justamente na variedade de povos, crenças, ideias e vontade infinita de fazer desta terra um lugar decente para se viver. Expulsar pessoas daqui e dali só porque elas são “diferentes” não faz daqueles que os expulsam seres melhores ou mais puros.


       Aqueles que trombeteiam histericamente, pregam a separação, a divisão entre bons e maus, puros e impuros, crentes e não crentes, no fundo possuem uma memória seletiva doentia. Isto é, esquecem de modo deliberado que do Sul partiram milhares de pessoas que foram para todos os cantos desse país, abriram fronteiras, destruíram o meio ambiente para implantar o “progresso”, construíram cidades. Quantas pessoas foram mortas em nome do “desenvolvimento”?


       Do Nordeste vieram para o Sudeste e Sul o querido povo nordestino, que tanto fez e está fazendo pelo país. Quantas pessoas de “boa vontade e ideias nobres” daqui foram para o Oeste e Norte do Brasil? E o que vemos hoje? Um país mais igualitário, justo, sem fome, mais humano, mais cônscio de seus deveres ou somente a soberba de seus direitos? No ritmo que as coisas vão, logo poderemos dar de cara com um icebeerg.


      O que está acontecendo com as pessoas que estão sendo retiradas de cena de muitas cidades do Brasil por certos governantes revela uma face perversa da mudança de rumos da policrise global: a era dos exageros extremos, do rigorismo sem fim da aplicação da lei em minúcias que jamais irão nos levar a lugar algum, a modernização das cidades, fazendo-se de tudo para que elas sejam “inteligentes”, nada mais é do que se livrar daqueles e daquilo que foi, faz tempo, tido como obsoleto ou não produz mais nada, a não ser incômodos, empecilhos e vergonha para os donos do poder.


     O mundo atual perdeu faz tempo sua humanidade, isso se ele teve alguma no decorrer da sua história. O pior de tudo isso é invocar uma moral hipócrita, cheia de zelo, um cuidado que de cuidado não tem nada, senão os próprios interesses. Nesse cenário, Deus estaria lutando com tudo e todos.


     Bioeticamente, o século XXI revive de modo magistral os tempos de antigamente. O agora, o presente, não interessa. Projetar-se rumo ao futuro, ao desconhecido, não basta. Estar aqui não basta; é preciso sempre mais, numa intensidade cada vez maior, não por acaso, tudo tem de ser feito para antes de ontem. A vida, aos poucos podemos perceber, só vale a pena ser vivida se você estiver conectado com o absurdo, diria Albert Camus. Mas o maior absurdo é acharmos que, nesse instante, somos deuses, detentores de um poder que, via de regra, nos escapa facilmente, não somos bons perdedores; por isso inventamos novas rotas de escape, novos artefatos que, em tese, podem dar certo. Mas, volta e meia, adotamos uma postura rígida, encarquilhada. Estamos no tempo das fantasias mais luminosas possíveis, mas, no fundo, continuamos trilhando a nossa vã e já tão decantada obsolescência humana.



Autores: Rosel Antonio Beraldo e Anor Sganzerla – Diário do Sudoeste

(adaptado).

No texto, a ideia de “cegueira quase geral no mundo” relaciona-se, sobretudo, à incapacidade coletiva de perceber que: 
Alternativas
Q4054288 Português

Atente para o quadro a seguir, intitulado “O Lavrador de café” (produzido em 1934), do famoso pintor brasileiro Candido Portinari (1903-1962). Tenha em mente que uma pintura é um texto visual e, como tal, pode ser “lido”:


                                                                             Imagem associada para resolução da questão

                        Fonte: https://masp.org.br/acervo/obra/o-lavrador-de-cafe 



Leia agora as afirmativas a seguir, feitas sobre o quadro:


I. As mãos e os pés desproporcionais representam não só a força bruta, mas também o trabalho braçal pesado a que eram submetidos os lavradores de café.


II. A cor do lavrador não é gratuita e indica que, mesmo oficialmente extinta a escravidão, os negros continuavam a exercer trabalhos na agricultura.


III. O trem (que se vê à esquerda, a meia altura), representando a modernidade, cria um contraste com a figura do trabalhador dos cafezais; no caso, o conflito ocorre entre o novo e o antigo.


IV. Embora à época da feitura do quadro não houvesse, como hoje, preocupações com a ecologia, a árvore cortada indica a destruição do meio ambiente pelas plantações de café.


V. O quadro ultrapassa os limites do meramente estético, já que funciona como um documento que nos leva a pensar sobre a divisão do trabalho e a exclusão social.


Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q4054287 Português
Leia o poema “Congresso internacional do Medo”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), publicado no livro Sentimento do mundo (1940), em plena II Guerra Mundial:

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso
companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos
desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo
das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos
democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo depois da
morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
medrosas.

Sobre o texto, fazem-se as afirmativas a seguir:
I. O clima de terror que perpassava o mundo, durante a II Guerra Mundial, sobrepõe-se a todos os sentimentos, inclusive ao amor e ao ódio.
II. As flores amarelas no último verso são uma referência ao sol e, embora elas sejam medrosas, indicam que o mundo poderá se renovar, uma vez finda a guerra.
III. Ao dizer que “cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas”, o poeta generaliza a guerra como um terror em si, independentemente de posições políticas.
IV.A repetição do vocábulo “medo” é uma antonomásia e essa característica estilística não se torna abusiva em virtude de evidenciar que o medo é maior do que tudo.
V. Com uma forte reflexão crítica, o poema ressalta a esperança de um mundo melhor, sentimento que invadiu os indivíduos durante a guerra.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4054216 Português
       Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira, deixou mais do que romances memoráveis: construiu também na sua obra um retrato vivo de um Rio de Janeiro que atravessava transformações profundas.
       No final do século XIX, quando o Brasil deixava de ser um Império para se tornar uma República, o autor registrava, com precisão, os espaços urbanos por onde transitava – não apenas como cenário, mas também como parte essencial de suas tramas.
     Seus personagens se movem por ruas e bairros reais, conhecidos pelo próprio escritor. Mais do que conflitos humanos, suas histórias captam a atmosfera de um tempo e de um lugar que marcam a história de construção da identidade do país. 

Disponível em:<https://revistaforum.com.br/cultura/o-rio-de-machado-de-assisconheca-os-lugares-que-o-autor-narrava-em-suas-obras/>. Acesso em: 18 fev. 2026.

Considerando as relações sintático-semânticas do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4054208 Português
    Em meio à onda de calor extremo que atinge o Rio de Janeiro, a arborização urbana volta ao centro do debate público. O tema ganhou destaque após a derrubada de 71 árvores no bairro do Flamengo, na Zona Sul da capital, para a construção de um empreendimento imobiliário. Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), a arborização não pode mais ser tratada como consequência de iniciativas privadas, mas deve ocupar papel central no planejamento urbano dos municípios.


Disponível em: <https://www.caurj.gov.br/preservacao-ambiental-arborizacaocomo-base-da-estrutura-urbana-e-destaque-no-jornal-extra/>. Acesso em: 19
fev. 2026, com adaptações.
O vocábulo “para”, em suas duas ocorrências no texto, expressa, respectivamente, sentido de
Alternativas
Respostas
2021: B
2022: D
2023: A
2024: D
2025: B
2026: C
2027: A
2028: E
2029: D
2030: A
2031: B
2032: E
2033: C
2034: A
2035: A
2036: C
2037: E
2038: A
2039: E
2040: E