Questões de Concurso Comentadas sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 91.770 questões

Q3076522 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Número de casos de dengue em 2024 mais que triplica em relação ao mesmo período de 2023

Vacinação contra a dengue deve começar em fevereiro. Ao todo, foram incluídos cerca de 500 municípios em 16 estados na campanha, que terá como público-alvo as crianças e os adolescentes de 10 a 14 anos.


O Brasil registrou, nas quatro primeiras semanas de 2024, mais de 217 mil casos de dengue, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (30). O número é mais que o triplo de notificações do mesmo período em 2023: 65.366.

O painel de monitoramento de arboviroses do governo contabilizou 15 mortes pela doença neste ano e 149 óbitos seguem em investigação. Em 2023, 41 mortes foram registradas.

Considerada pelo ministério como a arbovirose urbana mais prevalente nas Américas, principalmente no Brasil, a dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.

[...]

Por que esse aumento de casos de dengue em 2024?

De acordo com o Ministério da Saúde, a projeção do aumento de casos da doença se deve a fatores como a combinação entre calor excessivo e chuvas intensas (possíveis efeitos do El Niño) e ao ressurgimento recente dos sorotipos 3 e 4 do vírus da dengue no Brasil. 

Em entrevista ao podcast “O Assunto”, Stefan Cunha Ujvari, infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e autor do livro "A história das epidemias", explicou que é normal ter epidemias de dengue de tempos em tempos.

[...]

O infectologista ressaltou que o El Niño e as ondas de calor são ambientes favoráveis para o mosquito da dengue. "No verão, com a chuva e a onda de calor, começa a aumentar a população de mosquito e, por isso, o pico das epidemias é esperado no final de março e começo de abril. Então, ainda tem perspectiva grande de piorar o quadro".

Início da vacinação no Brasil

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina da dengue Qdenga ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, a ministra, Nísia Trindade, disse que o novo imunizante iria começar a ser aplicado em fevereiro deste ano.

Na última semana, o Ministério da Saúde divulgou a lista das cidades que vão receber o imunizante. Ao todo, foram incluídos cerca de 500 municípios em 16 estados (veja lista mais abaixo).

Com poucas doses disponíveis, o governo definiu um público-alvo para ser vacinado: adolescentes de 10 a 14 anos. Segundo o ministério, eles estão entre o público com maior número de internações pela doença.

Foram incluídos os municípios de grande porte — que são aqueles com mais de 100 mil habitantes — e com classificação de alta transmissão de dengue do tipo 2. Cidades próximas também estão na lista, no que o governo chama de "regiões de saúde".

[...]


Texto adaptado. Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2024/01/30/numero-de-casos-de-dengueem-2024-e-quase-o-triplo-do-registrado-no-mesmo-periodo-do-anopassado.ghtml 
Após a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3076412 Português
Marque a alternativa que exemplifica corretamente um texto dissertativo-argumentativo:   
Alternativas
Q3076411 Português
Assinale a alternativa que melhor define a coesão textual:   
Alternativas
Q3076410 Português
Marque a alternativa que corresponde ao enredo de uma narrativa: 
Alternativas
Q3076409 Português
Destaque a alternativa que exemplifica um discurso direto:   
Alternativas
Q3076408 Português
Marque a alternativa correta sobre as variações linguísticas no Brasil:   
Alternativas
Q3076407 Português
Destaque a frase que contém um sinônimo de PRECÍPUO: 
Alternativas
Q3076404 Português
Marque a alternativa que apresenta uma figura de linguagem do tipo metonímia:   
Alternativas
Q3076194 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Com relação ao trecho “A dolência de um blues nos invade sub-reptícia”, marque a alternativa que indica um possível sinônimo para o termo “sub-reptícia”. 
Alternativas
Q3076192 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Quanto à oração “Às vezes, arriscamos mais”, com que se inicia o terceiro parágrafo, poder-se-ia substituir a expressão “Às vezes”, sem alterar o sentido pretendido pelo autor, por: 
Alternativas
Q3076191 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Na oração “A noite de sábado é um túnel”, o autor emprega uma figura de linguagem. Marque a alternativa que a identifica CORRETAMENTE. 
Alternativas
Q3076189 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Na oração “o homem é um animal triste”, pode-se afirmar, com base na interpretação global do texto, que o termo “homem” é empregado pelo autor em sentido: 
Alternativas
Q3076188 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Com relação ao mesmo trecho, ao argumentar que “a tristeza dos homens” tende a aumentar, e não a diminuir, com a invenção de “novos instrumentos de conforto”, o autor do texto apresenta uma hipótese com sentido claramente: 
Alternativas
Q3076187 Português

Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.


Professores de melancolia


    É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.

    O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.

    Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.

    Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.


(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)

Logo no início do texto, no trecho “que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos”, a expressão “à medida que” poderia ser substituída, sem alterar substancialmente o sentido pretendido pelo autor, por:
Alternativas
Q3075873 Português
Em relação à coerência textual, qual das alternativas demonstra uma quebra de coerência?
Alternativas
Q3075872 Português
As figuras de linguagem são utilizadas para enriquecer o texto e criar efeitos de sentido. Em qual alternativa abaixo ocorre uma metáfora?
Alternativas
Q3075871 Português
Em relação à tipologia textual, identifique a alternativa que descreve corretamente um texto narrativo:
Alternativas
Q3075592 Português
Narração da Bíblia e cinema: relembre a carreira artística de Cid Moreira

       O jornalista Cid Moreira morreu, nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, por insuficiência renal, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Apesar de ter se destacado por comandar o Jornal Nacional, da TV Globo por 26 anos, o paulista da cidade de Taubaté também se aventurou por outras searas ao longo dos seus mais de 80 anos de carreira.


    Além de âncora de telejornal e locutor, Cid Moreira também se dedicou à gravação de álbuns em que narrava salmos e outros trechos da Bíblia. “Quem é Jesus?”, “Momentos do Velho Testamento”, “Oração da Minha Vida” e “Quem É Jesus?” se unem à regravação de “Desiderata”, poema clássico do escritor norte-americano Max Ehrmann.


      Em 2001, o jornalista lançou uma coleção de 11 CDs em que ele narrava todo o Novo Testamento da Bíblia. Em entrevista ao Conversa com o Bial, da TV Globo, Cid contou que o projeto já havia batido a marca das 50 milhões de unidades vendidas, contrariando a expectativa inicial do produtor, que não o considerava vendável.


       “Vendeu que nem água”, afirmou. “Nasceu na minha cabeça a ideia de gravar a Bíblia toda. Falei com o produtor e ele disse que não era comercial, que ia demorar muito tempo. Realmente, foram quase sete anos. Mas hoje a Bíblia que eu gravei está em tudo o que você imaginar.”
 

      Além da narração de textos cristãos, Cid também se aventurou no cinema. O paulista foi o narrador do filme “Dois Filhos de Francisco”, de 2005, que narra a história de vida da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano e tem direção de Breno Silveira. Mais tarde, em 2023, o jornalista se aventurou no universo da dublagem e integrou o time que passou para o português o filme “Tudo por um Furo”, que conta a história de um grupo de jornalistas recrutado para montar um canal de notícias que fica no ar 24 horas por dia.


Fonte: Narração da Bíblia e cinema: relembre a carreira artística de Cid Moreira | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período, considerando o contexto do texto: “O jornalista Cid Moreira morreu, nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, por insuficiência renal, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro”.
Alternativas
Q3075590 Português
Narração da Bíblia e cinema: relembre a carreira artística de Cid Moreira

       O jornalista Cid Moreira morreu, nesta quinta-feira (3), aos 97 anos, por insuficiência renal, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Apesar de ter se destacado por comandar o Jornal Nacional, da TV Globo por 26 anos, o paulista da cidade de Taubaté também se aventurou por outras searas ao longo dos seus mais de 80 anos de carreira.


    Além de âncora de telejornal e locutor, Cid Moreira também se dedicou à gravação de álbuns em que narrava salmos e outros trechos da Bíblia. “Quem é Jesus?”, “Momentos do Velho Testamento”, “Oração da Minha Vida” e “Quem É Jesus?” se unem à regravação de “Desiderata”, poema clássico do escritor norte-americano Max Ehrmann.


      Em 2001, o jornalista lançou uma coleção de 11 CDs em que ele narrava todo o Novo Testamento da Bíblia. Em entrevista ao Conversa com o Bial, da TV Globo, Cid contou que o projeto já havia batido a marca das 50 milhões de unidades vendidas, contrariando a expectativa inicial do produtor, que não o considerava vendável.


       “Vendeu que nem água”, afirmou. “Nasceu na minha cabeça a ideia de gravar a Bíblia toda. Falei com o produtor e ele disse que não era comercial, que ia demorar muito tempo. Realmente, foram quase sete anos. Mas hoje a Bíblia que eu gravei está em tudo o que você imaginar.”
 

      Além da narração de textos cristãos, Cid também se aventurou no cinema. O paulista foi o narrador do filme “Dois Filhos de Francisco”, de 2005, que narra a história de vida da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano e tem direção de Breno Silveira. Mais tarde, em 2023, o jornalista se aventurou no universo da dublagem e integrou o time que passou para o português o filme “Tudo por um Furo”, que conta a história de um grupo de jornalistas recrutado para montar um canal de notícias que fica no ar 24 horas por dia.


Fonte: Narração da Bíblia e cinema: relembre a carreira artística de Cid Moreira | CNN Brasil
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:
Alternativas
Q3075570 Português
Marque a alternativa que apresenta um gênero textual oral utilizado nas práticas de linguagem dos Anos Iniciais:
Alternativas
Respostas
20081: D
20082: B
20083: D
20084: A
20085: B
20086: C
20087: A
20088: D
20089: B
20090: D
20091: D
20092: C
20093: B
20094: B
20095: C
20096: B
20097: A
20098: E
20099: D
20100: A