Questões de Concurso
Comentadas sobre grafia e emprego de iniciais maiúsculas em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Moda é política e reflete as transformações no mundo
Se você fosse presidente do Brasil, que tipo de roupa usaria? Terninho com tênis como a Kamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos? As cores fortes dos blazers da ex-chanceler da Alemanha, Angela Merkel? Vestiria um jeans, de vez em quando, para mostrar conexão com as ruas? Ou biojoias e roupas nacionais, de marcas que ensaiam práticas sustentáveis, para ressaltar a consciência em relação ao meio ambiente e apoiar o design local?
A cada eleição no Brasil, torço muito para ser surpreendida com candidatas mulheres assumindo governos, dominando o Congresso, em sintonia com os anseios contemporâneos e com as necessidades sociais do país – de preferência, usando a moda para ajudá-las a expressar suas convicções e propósitos.
Acho triste ver políticos se vestindo de forma pasteurizada. O uso obrigatório do terno no Congresso tem a ver com isso, já que a moda autêntica expõe verdades – convenientes ou não. Enquanto estão de terno, aparentemente são todos iguais. Imponentes, trabalhando dentro das convenções e mantendo a estrutura patriarcal que, infelizmente, domina nossa sociedade e se reflete no governo.
Como diria Costanza Pascolato, as aparências realmente não enganam. Repare que, quando alguém tenta se disfarçar usando uma roupa sem convicção, seu estilo nunca parece ajustado. Ao contrário: em geral, a pessoa acaba transmitindo uma imagem incoerente, falsa.
É que a moda joga na cara nossas intenções e crenças, mesmo quando não nos damos conta disso. Assim, pode funcionar como armadilha para os políticos (honestos) que, seguindo orientações de seus marketeiros, repetem uma fórmula que não lhes cabe no vestuário – e, enquanto fingem ser quem não são, acabam escondendo suas verdades.
[...]
Difícil de escapar quando o Regimento Interno do Congresso, em vigor entre 2019 e 2023, aconselha às congressistas que usem tailleurs ou vestidos e sapatos sociais. Essa orientação ao público feminino tem origem no fato de que as mulheres só puderam começar a usar calças compridas no plenário (pasmem!) em 1997. Ainda hoje, o uso de jeans, tênis e sandálias rasteiras é estritamente proibido por lá.
Espelho de uma época, a moda reflete as transformações do mundo, do novo movimento feminista à urgência por diversidade, da equidade racial às causas LGBTQIAP+. Na posse da vice-presidente norte- -americana, Kamala Harris, o grande destaque foi a variedade de looks – a maioria de designers negros e mulheres – em tons de roxo, alusão ao movimento sufragista, desfilados por convidadas e pela própria.
Recentemente também, o movimento Time’s Up, criado por atrizes, diretoras e produtoras de Hollywood, denunciou abuso e assédio sexual no meio, no Globo de Ouro de 2018, com todas de preto no tapete vermelho.
Moda é exatamente sobre isso. Podemos nos vestir sem pensar o que nossas escolhas significam, ou fazer das roupas uma voz para defender nossos ideais. Não só os políticos, mas cada um de nós. Vale na vida, no look de tomar vacina ou votar – mas vale mais ainda na hora de escolher as pessoas que vão representar você a partir de janeiro. E sempre.
(Texto adaptado. Maria Rita Alonso, Revista Marie Claire, 16/02/2022. Disponível em: https://revistamarieclaire.globo.com/Blogs/Maria-Rita-Alonso/noticia/2022/02/ moda-e-politica-e-reflete-transformacoes-no-mundo.html)
I. Tanto extinção quanto sumiço estão escritas de forma correta. II. Nesta sequência não há erro de grafia: digerir, sugerir, ajuizar, expelir. III. Somente um vocábulo está correto na seguinte sequência: mochila, adolecente, salsicha, xingamento.



O que é cidadania financeira?



BANCO CENTRAL DO BRASIL. O que é cidadania financeira? 2018. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/Informacoes_gerais/conceito _cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 20 maio 2024. Adaptado.
Segundo o novo Acordo ortográfico da Língua Portuguesa, a letra minúscula inicial é usada nos bibliónimos/bibliônimos (após o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocábulos, podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios nele contidos, tudo em grifo). Por exemplo: O Senhor do paço de Ninães ou O senhor do paço de Ninães; Menino de engenho ou Menino de Engenho; Árvore e Tambor ou Árvore e tambor.
Na ortografia, em casos de aglutinação, a letra “h” desaparece, como em desumano. O “h” inicial mantém-se, no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen, como anti-higiênico, pré-história, sobre-humano.
Na língua portuguesa, todas as palavras derivadas do Latim, do Tupi e do Africano são ortograficamente convencionadas a serem grafadas com o emprego da letra "J". Por exemplo, termos como "majestade", "injeção", "jia" e "sujeito" são exemplares que seguem essa norma linguística estabelecida.
Todos os nomes derivados de adjetivos devem ser escritos com a letra "z" na língua portuguesa. Como "certeza", "beleza", "riqueza", "nobreza".
Na complexa tessitura da estrutura linguística do idioma português, há uma prescrição normativa que estabelece como mandatório que todas as unidades comunicativas, sob a designação de frases, sejam iniciadas por uma letra em caixa alta e concluídas com um ponto, representando uma convenção tipográfica fundamental para a organização formal do discurso escrito.
Julgue o item que se segue.
O c, com valor de oclusiva velar, das sequências interiores cc (segundo c com valor de sibilante), cç e ct, e o p das sequências interiores pc (c com valor de sibilante), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam. Assim, conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto.
Grafa-se com letras maiúsculas cargos, títulos, profissões (barão, presidente, senador, ministro, governador, secretário, papa, cardeal, padre, rei, príncipe, duque, patrono, cidadão honorário, cidadão benemérito). Assim, escrevemos: "O Presidente do Senado encerrou a sessão".