Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra só em português
Foram encontradas 52 questões
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A Finlândia é heptacampeã em felicidade. De acordo com o Relatório Mundial de Felicidade de 2024, a Finlândia foi considerada o “país mais feliz do mundo” (aspas propositais: quem sabe explicar o que é ser feliz?) pelo sétimo ano consecutivo. Entre os 140 países que participaram do estudo, a Dinamarca ficou em segundo e a Islândia em terceiro lugar. A pesquisa mede o que eu chamaria de “Felicidade Nacional Bruta” – algo como o Produto Interno Bruto (PIB) da felicidade – e serve de termômetro para classificar um sentimento tão inexato quanto imensurável.
Tenho minhas ressalvas. Vamos começar pelo próprio termômetro: não entendo como alguém consegue se sentir feliz vivendo em um lugar onde, durante os quatro meses de inverno, o sol nasce às 9h30 e se põe às 15h30 e a temperatura varia entre –5º e –20º. Tenho outro argumento importante: nunca vi um finlandês feliz, talvez porque eu nunca tenha conhecido nenhum finlandês, mas é fato.
A felicidade é subjetiva, não segue uma linha reta, não é binária, não se resume a uma escala numérica, não é ser ou não ser. Comparar culturas diferentes por um critério universal não é tão simples.
A Finlândia tem o hepta, mas só nós temos o Rio de Janeiro, água de coco, abacaxi, caipirinha, brigadeiro, pão de queijo e um pão francês que nem a França tem igual. Eles têm felicidade, mas só aqui há uma alegria sem explicação, praias e calor – não só humano. Lá não há a paixão desenfreada, a bossa nova, a vontade de rir à toa – na vida e da vida. Aqui temos esperança… de um dia nos tornarmos uma Finlândia.
Aqui os sorrisos são gratuitos, lá custam um pouco mais caro. Na Finlândia, vangloriar-se da boa sorte é considerado deselegante (“se você está feliz, deve escondê-lo”, diz um ditado local). Não há sorrisos desnecessários, a felicidade fica confinada para dentro de casa; os sorrisos são discretos, econômicos, quase esquecidos. Já os nossos, cheios de dentes, se reproduzem se nutrindo deles mesmos.
(Becky S. Korich. O que a Finlândia tem que o Brasil não tem? Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em 25.03.2024. Adaptado)
Assinale a alternativa em que os vocábulos em destaque estabelecem, no contexto em que foram empregados, relação de sentido de modo e de restrição, respectivamente.

Ainda em relação ao cartaz:

Atentando para o emprego da palavra “só” nesse cartaz, sabe-se que ela, em certos empregos, é invariável. Já em outras situações ela pode sofrer flexão de número. INDIQUE a alternativa em que a flexão de número dessa palavra é permitida, preenchendo as lacunas das frases a seguir.
I. Há uma locução adverbial indicativa de tempo.
II. A expressão “a gente” representa um uso popular em substituição ao pronome “nós”.
III. O advérbio “só” poderia ser substituído por “ainda”, sem alterar o sentido.
Está correto o que se afirma em:
Analise o emprego das palavras destacadas abaixo, nos dois trechos do texto:
"Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai".
"Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira."
Em relação às palavras destacadas, assinale a alternativa CORRETA.




Assinale a alternativa em que a alteração do período acima não tenha provocado grave alteração de sentido.
De acordo com o anúncio abaixo:

A palavra só, no anúncio, indica “somente”. Nas alternativas abaixo, em três a palavra só indica sozinho; apenas em uma ela indica somente. IDENTIFIQUE-A:
O termo em destaque apresenta uma regra de concordância nominal. Observando a regra da Gramática Normativa, assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis:
Fizeram a gente acreditar
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”, duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, nem contaram que ninguém vai contar.
Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
(MEDEIROS, M. Disponível em: www.viveragora.com.br/crônicas-rápidas. Acesso em: 20/09/2022.)
Texto para o item.


Eduardo Galeano. O torcedor. In: Futebol ao Sol e à Sombra. 2.ª edição.
Tradução de Eric Nepomuceno e Maria do Carmo Brito.
L&PM Editores, 2002.
Em relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
O termo “só” (linha 5) está empregado no texto com o
mesmo sentido de sozinho.
PICHINCHA A BORDO
Os ônibus entram na onda dos aplicativos de viagens compartilhadas no estilo Uber, provocam queda significativa nos preços e sacolejam o mercado (FERNANDO MOLICA E MARIA CLARA VIEIRA)
Fretar um ônibus remete à ideia de um negócio de alta envergadura, que envolve logística complicada. Pois esqueça o velho conceito, reinventado nos dias de hoje para atender um novo propósito: transportar gente que quer viajar pagando menos e sem ter trabalho. Até agora, duas empresas vêm chacoalhando o universo rodoviário ao oferecer um serviço já conhecido como o “Uber dos ônibus”. A exemplo do aplicativo que imprimiu outra lógica em um setor dominado pelos táxis, a safra que abarca os coletivos só opera on-line e consegue emagrecer os preços à base do casamento da demanda com a oferta. À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista – afinal é disso que tratam a paulista Buser, a maior do mercado que se desbrava no Brasil, e a gaúcha Levebus. Elas são “facilitadoras no compartilhamento”, como reza o jargão, e não companhias de transporte, já que não têm um único veículo na garagem. [...]”
(Veja, 28/08/19)
Analise os fragmentos textuais extraídos do texto acima, com atenção para as formas linguísticas em destaque, de modo a verificar a veracidade das proposições.
I- Em: “Até agora, duas empresas vêm chacoalhando o universo rodoviário ao oferecer um serviço já conhecido como o “Uber dos ônibus [...]”, tem-se o uso da preposição com valor de limite temporal.
II- Em: “À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista [...]”, tem-se o uso da locução conjuntiva com valor de limite.
III- Em: “Elas são “facilitadoras no compartilhamento”, como reza o jargão, e não companhias de transporte, já que não têm um único veículo na garagem.”, a conjunção introduz a oração adverbial comparativa.
IV- Em: “[...] a safra que abarca os coletivos só opera on-line e consegue emagrecer os preços à base do casamento da demanda com a oferta.”, o item só classifica-se como partícula denotativa de restrição.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Nesse caso, o termo SÓ tem o mesmo valor em:
I. “E só quando ela voltava, o mistério era solucionado.” (2º§)
II. “O feminismo é a pauta da vez, ninguém fala das mazelas do homem, só se ele for gay.” (5º§)
As palavras destacadas explicitam, respectivamente, sentido de:




“A conclusão é então generalizada, ou seja, considerada válida não só para aquela situação” (L.7)
Considerando-se o fragmento transcrito, a função do vocábulo “só” não tem o efeito de

“Os lanches só foram entregues cerca de quatro horas depois de a ida para a praia ser interrompida.” (Texto II, linhas 17-18)
A palavra em destaque no fragmento acima, no contexto em que está inserido, enfatiza o(a)

