Questões de Concurso
Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra se em português
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Felipe ainda não decidiu se vai contar ou não para a esposa (1º parágrafo)
Em relação à palavra “se” na frase acima, nota-se o mesmo uso e classificação na alternativa:
Texto adaptado de: AMANTINO, Antônio Kurtz. Democracia: A Concepção de Schumpeter. Teor. Evid. Econ., Passo Fundo, v. 5, n. 10, p. 127-128, maio 1998.
O sentido expresso a partir da utilização do pronome SE, na oração grifada acima, coincide com o dos exemplos contidos nas alternativas a seguir, EXCETO:
Assinale a frase em que a modificação foi feita de forma correta.
Julgue o item subsequente, referente a construções linguísticas do texto apresentado.
Estaria mantida a correção gramatical do texto caso se empregasse a ênclise do pronome “se” no segundo e no terceiro períodos, haja vista a falta de critério impositivo da próclise pronominal nesses períodos.
No último período do segundo parágrafo, a substituição do termo “se”, em “saber se”, pelo vocábulo que acarretaria alteração de sentido, mas não prejudicaria a correção gramatical do texto.
Nos segmentos “trabalhos que vão se beneficiar da tecnologia” (último período do primeiro parágrafo) e “Para avaliar se o impacto da IA será bom ou ruim” (primeiro período do segundo parágrafo), o vocábulo “se” desempenha a mesma função.
A palavra "se", destacada no período acima, classifica-se morfologicamente como
Identifique a alternativa em que o verbo destacado não está na voz reflexiva:
Leia o trecho do TEXTO I e considere também, para a análise, o conteúdo do TEXTO II.
“Com essa revolução em curso, não é de se espantar que as carreiras passem por grandes mudanças, a começar pelas áreas de atuação e pela reorientação de escopo de trabalho. Algumas delas, por sinal, já estão em rota de transformação...”
TEXTO II

Disponível em: https://br.ifunny.co/picture/voce-se-preocupa-com-o-avanco-da-inteligencia-artificial-nao-OZwmLuUh9
Avalie o que se informa a respeito dos aspectos morfossintáticos destacados dos textos.
I - A expressão “algumas delas”, no trecho do TEXTO I, retoma o termo “carreiras”.
II - O emprego do pronome “se” na frase “não é de se espantar” (TEXTO I) é facultativo.
III - O que se afirma no TEXTO II sintetiza a principal reflexão contida no trecho do TEXTO I.
IV - A frase do primeiro balão da tirinha exemplifica um período simples, com oração absoluta
V - Os verbos “passar” (TEXTO I) e “preocupar-se” (TEXTO II), gramaticalmente, regem preposições.
Está correto apenas o que se afirma em
I. “Dava pra ver, se olhasse de perto, os vincos formando.” II. “Uma obra recomendada e que se destaca na literatura contemporânea pela coragem na escolha dos temas.”
Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, a função exercida pela partícula “se”.
TEXTO I
Amor de viajante
O rio de águas claras corria lentamente e o sol já ia se escondendo atrás das montanhas. Cansada, eu buscava algo além da realidade. Coisas como estrelas que falam, rosas que choram... A fantasia era pra mim um desvio da realidade bruta. Diante daquele sol, dos ventos e homens em verdadeira harmonia, parei. Sentei na relva úmida. Sentia a natureza, meu mundo borbulhando em latência plena.
Percebi que a uns metros de mim repousava um homem de aparência rude. Cabelos despenteados, barba por fazer e uma sacola com roupas como um pesado fardo. Sentado, com os joelhos junto ao peito, parecia se proteger da dor. A noite caía e ele permanecia ali, quase imóvel. Assobiava como se cantasse uma canção de adeus para alguém. Olhei-o pelas costas. Havia uma mistura de sentimentos fechados no peito. Me aproximei.
"Triste?" Me atrevi a perguntar. "Não sei", respondeu-me com a voz mansa. Não falei nada. Sentei ao seu lado e fiquei admirando sua fisionomia austera е amável ao mesmo tempo. O vento soprava doce.
"Sabe, há muitos anos eu vivi nesse lugar..." Começou a me dizer.
Do lado esquerdo do rio havia uma palmeira. Já me banhei aqui quando menino".
De repente parou de falar, como se eu não fosse digna de tais confissões. Mas suas confusões pareciam ser maiores que as desconfianças. Então, prosseguiu:
"Foi numa tarde como essa que eu, cansado de andar, parei aqui para descansar. Desse mesmo lugar onde estou agora, vi uma menina. Estava de costas. E eu só pude ver aqueles longos cabelos negros que lhe caíam nas costas, como um manto. Depois disso, corri mundo. Naveguei os sete mares. Conheci mulheres deslumbrantes. Cheguei a lutar numa guerra, apesar de achá-la ridícula. Fiz o diabo nesse mundo de Deus. Mas nem todas as loucuras, nem todos os bordéis de beira de estrada, nem os vinhos que me embebedaram, me fizeram esquecê-la. Aquela menina sempre viveu nos lugares mais bonitos de minha memória. Se ela existiu realmente, não sei. Alucinação, talvez."
A essa altura o viajante não externava angústia. Era como se contasse mais uma de suas aventuras. Falava como se buscasse, num fundo qualquer, um jeito adocicado de me contar sua vida.
"Talvez ela tenha se transformado numa estrela, ou esteja à beira de um outro rio, despedaçando outros corações. Quem sabe, esteja despertando outros amores. Mas viverá em mim até o fim dos meus dias."
E nessa mistura de amor, aventura, ilusão е doçura, levantou, se despediu e seguiu viagem. Sem perceber que a mulher que tanto procurava estava ali, а seu lado.
SOUZA, Maria de Lourdes. Dicionário de Lembranças. Rio de Janeiro: Editora Contemporânea, 1998.
(CONCURSO V A´ RZEA ALEGRE / 2024) “Minha irmã, preocupada, perguntou se eu estava bem.”
O termo em destaque, sintaticamente, é classificado como: