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Questões de Concurso Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.654 questões

Q3374064 Português
Conduzindo equipes em uma crise humanitária: o papel da liderança humanizada


   Antes mesmo da tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul, já vivíamos uma epidemia de pessoas adoecidas nas organizações, reflexo de uma sociedade consumida pelo trabalho e amortecida pelo individualismo. Porém, a chegada de uma crise humanitária como a que se instalou no Estado gaúcho ampliou ainda mais esses efeitos. As enchentes e impactos consequentes não apenas deixam marcas visíveis nas cidades gaúchas, mas também traumas que poderão levar anos e até décadas para serem reparados.

   Mudanças abruptas na rotina, estresse incessante, carência de contato afetivo, perda de segurança financeira e de senso de identidade são apenas alguns dos fatores que agravam uma situação já desafiadora. Ainda não existem dados disponíveis para entender a dimensão do ocorrido na saúde mental das pessoas, mas gosto de lembrar alguns números já existentes e que podem servir de base para as empresas e lideranças agirem neste momento.

   O relatório “Saúde Mental e Bem-Estar”, do centro de pesquisas Opinion Box, que ouviu 2.119 pessoas em agosto de 2023, demonstra que 65% acreditam que o trabalho pode contribuir positivamente para melhorar a saúde mental das pessoas, ainda mais se for feito de forma equilibrada. As organizações precisam entender e reconhecer a importância dessa relação, assim como a necessidade de implementar estratégias que promovam um ambiente psicologicamente seguro para que essas pessoas tentem retomar suas vidas.

   Não existem respostas simplistas nem soluções únicas, e a forma como abordamos esses desafios será determinante para o futuro dos negócios e para o tecido social em geral.

   A magnitude do problema torna-se ainda mais clara quando consideramos que uma em cada três cidades está localizada em áreas de risco recorrente para desastres climáticos, conforme estimativas da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, órgão vinculado à Casa Civil. Embora este cenário seja assustador, ele não é desconhecido. Há muito tempo se fala dos efeitos do aquecimento global, e todos precisam fazer a sua parte para uma transformação radical de como lidamos com a questão. Afinal, não existe plano B para o planeta.

   É crucial que a liderança aja com rapidez e empatia quando tragédias ocorrem, para atender às demandas individuais e coletivas. Isso inclui garantir a segurança material e emocional, oferecer suporte contínuo identificando as novas necessidades de cada colaborador, conectar as pessoas a recursos profissionais e permitir ajustes nas cargas de trabalho. Assim, urge a necessidade de se criar uma cultura organizacional que promova confiança, empatia e resiliência, de modo que as pessoas sintam-se seguras em seu ambiente de trabalho e em suas vidas cotidianas. Carine Roos. Publicado em 25/06/2024.


(Disponível em:< https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/conduzindo-equipes-em-uma-crise-humanitaria-o-papel-da-lideranca-humanizada1.1018911. Adaptado.)
Dentre os termos destacados, assinale aquele cuja indicação quanto ao referente está INADEQUADA:
Alternativas
Q3374060 Português
Conduzindo equipes em uma crise humanitária: o papel da liderança humanizada


   Antes mesmo da tragédia climática que assola o Rio Grande do Sul, já vivíamos uma epidemia de pessoas adoecidas nas organizações, reflexo de uma sociedade consumida pelo trabalho e amortecida pelo individualismo. Porém, a chegada de uma crise humanitária como a que se instalou no Estado gaúcho ampliou ainda mais esses efeitos. As enchentes e impactos consequentes não apenas deixam marcas visíveis nas cidades gaúchas, mas também traumas que poderão levar anos e até décadas para serem reparados.

   Mudanças abruptas na rotina, estresse incessante, carência de contato afetivo, perda de segurança financeira e de senso de identidade são apenas alguns dos fatores que agravam uma situação já desafiadora. Ainda não existem dados disponíveis para entender a dimensão do ocorrido na saúde mental das pessoas, mas gosto de lembrar alguns números já existentes e que podem servir de base para as empresas e lideranças agirem neste momento.

   O relatório “Saúde Mental e Bem-Estar”, do centro de pesquisas Opinion Box, que ouviu 2.119 pessoas em agosto de 2023, demonstra que 65% acreditam que o trabalho pode contribuir positivamente para melhorar a saúde mental das pessoas, ainda mais se for feito de forma equilibrada. As organizações precisam entender e reconhecer a importância dessa relação, assim como a necessidade de implementar estratégias que promovam um ambiente psicologicamente seguro para que essas pessoas tentem retomar suas vidas.

   Não existem respostas simplistas nem soluções únicas, e a forma como abordamos esses desafios será determinante para o futuro dos negócios e para o tecido social em geral.

   A magnitude do problema torna-se ainda mais clara quando consideramos que uma em cada três cidades está localizada em áreas de risco recorrente para desastres climáticos, conforme estimativas da Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, órgão vinculado à Casa Civil. Embora este cenário seja assustador, ele não é desconhecido. Há muito tempo se fala dos efeitos do aquecimento global, e todos precisam fazer a sua parte para uma transformação radical de como lidamos com a questão. Afinal, não existe plano B para o planeta.

   É crucial que a liderança aja com rapidez e empatia quando tragédias ocorrem, para atender às demandas individuais e coletivas. Isso inclui garantir a segurança material e emocional, oferecer suporte contínuo identificando as novas necessidades de cada colaborador, conectar as pessoas a recursos profissionais e permitir ajustes nas cargas de trabalho. Assim, urge a necessidade de se criar uma cultura organizacional que promova confiança, empatia e resiliência, de modo que as pessoas sintam-se seguras em seu ambiente de trabalho e em suas vidas cotidianas. Carine Roos. Publicado em 25/06/2024.


(Disponível em:< https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/conduzindo-equipes-em-uma-crise-humanitaria-o-papel-da-lideranca-humanizada1.1018911. Adaptado.)
Em “Porém, a chegada de uma crise humanitária como a que se instalou no Estado gaúcho ampliou ainda mais esses efeitos.” (1º§), pode-se afirmar que a expressão destacada:
Alternativas
Q3365248 Português
O pronome relativo exerce uma função sintática na oração a que pertence, conectando duas orações e substituindo um termo anteriormente mencionado. Ele pode desempenhar papéis variados, como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou predicativo do sujeito. Além de introduzir orações subordinadas adjetivas, os pronomes relativos fornecem coesão e clareza ao texto.
Nesse contexto, assinale a alternativa em que o pronome relativo exerce a função de sujeito:
Alternativas
Q3357647 Português
O que são os alimentos azuis?

            Os alimentos azuis estão mais presentes no dia a dia alimentar das pessoas do que se imagina, já que eles abrangem um grupo diversificado de animais, plantas e microrganismos provenientes da água, salgada ou doce. Em outras palavras, eles são peixes, algas, crustáceos, moluscos e todo o tipo de produto derivado de animais aquáticos, algas ou plantas capturados ou cultivados em ambientes marinhos ou de _________.
            Os alimentos azuis contribuem para um melhor equilíbrio do meio ambiente e colaboram para a saúde e _________ das pessoas. Isso porque podem desempenhar um papel fundamental na transição para sistemas alimentares mais saudáveis e ecológicos. Os alimentos azuis produzem menos emissões de gases de efeito estufa e causam menos impacto ambiental do que os alimentos vindos da criação de gado (ou de outros animais), além de terem uma pegada ambiental baixa — um indicador de quantas substâncias são emitidas e quantos recursos são consumidos no ciclo de vida de um produto, processo ou atividade.
            Os alimentos azuis são importantes para uma dieta saudável e equilibrada. Eles possuem em sua composição aminoácidos essenciais, proteínas de qualidade, vitaminas, bem como ácidos graxos como o ômega−3, que o corpo humano não produz, sendo necessário obtê−lo dos alimentos. Assim, os alimentos azuis, especialmente peixes como salmão, sardinha e atum podem ser priorizados como fontes de ômega−3. Não apenas essas deficiências podem ser tratadas, mas ao comer animais aquáticos com frequência, as chances de sofrer de doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais (AVC), Alzheimer e depressão também são reduzidas.
            Com o crescimento da população mundial, a demanda por esses produtos está aumentando. Nos últimos 50 anos, o consumo dobrou, resultando em um grande impacto nos ecossistemas marinhos devido à pesca e à aquicultura predatórias, duas práticas que esgotam o oceano de peixes e espécies de alimentos aquáticos.
            Os dos estoques de peixes são __________, e 30 a 35% dos peixes capturados são perdidos ou desperdiçados. No entanto, há maneiras de construir a sustentabilidade dos alimentos azuis. Para melhorar seu desempenho ambiental, a prática e o gerenciamento da pesca devem ser otimizados, e a pesquisa e o desenvolvimento também contribuirão para melhorar as formas de pesca e reduzir as pressões ambientais.
 

Redação National Geographic Brasil. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que o “que” sublinhado é utilizado como um pronome relativo.
Alternativas
Q3355211 Português
A ambiguidade ocorre quando um trecho, uma sentença ou uma expressão linguística apresentam mais de um entendimento possível. Um exemplo disso ocorre com o uso do "que" no lugar de "o qual". Em uma das alternativas abaixo, observa-se uma dupla interpretação com o emprego do "que". Identifique em qual: 
Alternativas
Q3354692 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O dia em que os médicos aprenderam a lavar as mãos

 

    Na década de 1840, o húngaro Ignaz Semmelweis chefiava a maternidade do Hospital Geral de Viena, na Áustria. E algo o intrigava: as grávidas internadas na ala A contraíam mais infecções do que as que ficavam na ala B do hospital. Por quê? Ignaz percebeu que, na ala A, quem atendia as pacientes eram doutores e estudantes que passavam boa parte do dia no necrotério. Na ala B, por outro lado, quem cuidava das mulheres eram enfermeiras que não tinham contato com os cadáveres. 

   Semmelweis supôs que os médicos transmitiam as doenças dos mortos para as pacientes, mas não sabia explicar exatamente como isso acontecia. Por garantia, exigiu que os funcionários passassem a lavar as mãos durante o expediente. E as infecções logo diminuíram. [...] Semmelweis perdeu o emprego e nunca mais conseguiu se encaixar na área. Publicou suas descobertas em 1861 – e morreu quatro anos depois.

    Ignaz Semmelweis foi um dos pioneiros da revolução sanitária que tomou forma na segunda metade do século XIX. Nessa época, o francês Louis Pasteur – que, junto com o alemão Robert Koch, foi um dos arquitetos da teoria dos germes – começou a disseminar a ideia de que existem microrganismos por todo canto e que eles são responsáveis por diversas doenças. Pasteur estudou como essas bactérias e fungos estragavam comida e desenvolveu o método que leva o seu nome: a pasteurização (um choque térmico que mata bactérias e aumenta a validade dos alimentos). [...]

   Inspirado pelas ideias de Pasteur, o cirurgião inglês Joseph Lister começou a estudar infecções em fraturas ósseas. Lister dava aulas em Glasgow, na Escócia, e gastava horas mergulhado em microscópios [...]. Lister percebeu que fraturas expostas infeccionavam mais do que as que não rasgavam a pele. “A culpa deve estar em algo suspenso no ar”, pensou. O  médico, então, procurou por desinfetantes que pudessem ser aplicados em humanos. Em 1865, ele experimentou uma versão diluída do fenol, um químico usado para tratar esgotos, e a usou para higienizar mãos, equipamentos, feridas e curativos. Lister havia acabado de criar o primeiro antisséptico, que reduziu drasticamente as infecções pós-operatórias. O médico estabeleceu um rígido protocolo de higienização para cirurgias e desenvolveu também sabonetes e sprays desinfetantes.

   Lister publicou suas descobertas em 1867. Nos anos 1880, a teoria dos germes já era amplamente aceita, e a assepsia tornou-se o padrão-ouro em procedimentos cirúrgicos. Lister virou cirurgião particular da Rainha Vitória, e seu nome serviu para batizar um enxaguante bucal lançado em 1895: o Listerine.

    Semmelweis, Pasteur e Lister não são os únicos personagens desta história, claro. A revolução sanitária é também mérito dos profissionais de saúde que desafiaram o status quo e implementaram métodos mais higiênicos. [...] Em meados do século 19, a expectativa de vida mundial era de 30 anos, em média. Hoje, é de 72. Um salto que começou graças a sabonetes e antissépticos. Valeu, Merthiolate.


Revista Superinteressante. Disponível em 
<https://super.abril.com.br/historia/o-dia-em
que-os-medicos-aprenderam-a-lavar-as-maos/> 
Analise o emprego do vocábulo que nos excertos a seguir, retirados do texto, e assinale a alternativa em que este vocábulo é utilizado como conjunção subordinativa integrante.
Alternativas
Q3352267 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada.


Qualquer indivíduo que realmente acredite em que seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância. Não há outra revelação senão os pensamentos dos sábios — e mesmo esses pensamentos estão sujeitos a erros, como é a sina de tudo o que é humano.


Entenda isso e seja feliz!!


Arthur Schopenhauer (Texto Adaptado) 

No trecho "Qualquer indivíduo QUE realmente acredite em QUE seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância.". As palavras em destaque atuam respectivamente como:

Alternativas
Q3351604 Português
Oceanos quebraram recorde de temperatura todos os dias em um ano

Turbinados pelas alterações climáticas, os oceanos do mundo superaram os recordes de temperatura todos os dias durante doze meses, revela uma análise. A análise baseia-se em dados do Serviço Climático Copernicus, da União Europeia.

Quase cinquenta dias superaram as temperaturas máximas registradas para a mesma época de anos anteriores, segundo dados de satélites.

Os gases que aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno, mas o evento climático natural El Niño também aqueceu ainda mais os oceanos.

Este superaquecimento atinge duramente a vida marinha e provoca uma nova onda de branqueamento de corais.

O Copernicus também confirmou que o mês de abril foi o mês mais quente já registrado em termos de temperaturas do ar. Esses recordes também foram batidos nos onze meses anteriores.

Durante muitas décadas, os oceanos do mundo foram a válvula de escape da Terra em termos de alterações climáticas.

Eles não só retêm cerca de um quarto do dióxido de carbono produzido pelos humanos, como também absorvem cerca de noventa por cento do excesso de calor.

Porém, durante o ano passado, os oceanos apresentaram as evidências mais preocupantes de que enfrentam dificuldades para lidar com a situação: a superfície do mar sente particularmente.

A partir de março de 2023, a temperatura média da superfície dos oceanos subiu cada vez mais acima da média de longo prazo, e atingiu um novo recorde máximo em agosto do ano passado.

Os meses subsequentes não representaram trégua alguma: a superfície do mar atingiu um novo máximo diário médio 21,09 ºC em fevereiro e março de 2024.

De acordo com dados do Copernicus, não apenas todos os dias desde quatro de maio de 2023 estão acima dos recordes anteriores de temperatura, mas em alguns dias, a margem em relação aos registros passados foi enorme.

Em cerca de quarenta e sete dias nesse período, o recorde de temperatura foi superado em, pelo menos, 0,3°C segundo a análise de dados do Copernicus.

Nunca antes, na era dos satélites, foi observada uma diferença tão grande.

Os dias com maior recorde foram 23 de agosto de 2023, 3 de janeiro de 2024 e 5 de janeiro de 2024, quando o recorde anterior foi batido em cerca de 0,34ºC.

"O fato de todo esse calor ir para o oceano e gerar um aquecimento com uma rapidez maior do que pensávamos é motivo de grande preocupação", afirma Mike Meredith, do grupo de pesquisa British Antarctic Survey.

"Esses são sinais reais de que as alterações no ambiente movem-se para áreas onde realmente não queremos que elas estejam. Se continuarmos nessa direção, as consequências serão graves", alertou ele.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c19dy7y728lo.adaptado.

Os gases 'que' aquecem o planeta são os principais culpados pelo fenômeno.


Morfologicamente, o termo destacado trata-se de:

Alternativas
Q3351484 Português

Campeão olímpico de vôlei, Tande revela que sofreu um infarto. "Papai do Céu me deu uma chance" 


Ex-jogador da seleção, o medalhista de ouro nas Olimpíadas de Barcelona 1992 contou que teve 98% de entupimento em uma artéria, 78% numa segunda e 73% em uma terceira: "Fiquem atentos aos sinais" 


Por Redação do ge — Rio de Janeiro

15/04/2024 14h26 Atualizado há 4 horas 


O campeão olímpico de vôlei Alexandre Samuel, o Tande, contou em um story de sua página pessoal do Instagram que sofreu um infarto na última sexta-feira (12/4), quando uma de suas artérias do coração chegou a estar com 98% de entupimento e outras duas, com 78% e 73%.


- Tudo bem, pessoal? Passando aqui para falar do meu sumiço. Eu, sexta-feira agora, acabei infartando, acreditam? 54 anos, atleta, comida um pouco errada, fazia exercícios... Mas comecei a descuidar um pouco da minha saúde, estava há uns quatro anos sem me cuidar. Eu tive 98% de entupimento de uma veia (artéria) principal do coração e mais duas com 78% e 73%.


O ex-atleta descreveu então alguns sinais que seu coração deu, mas ele não deu a atenção necessária.


- Fiquem atentos às sinalizações do corpo. Ele meu deu, volta e meia, vários sinais: falta de ar, palpitação, subindo aqui na mandíbula e dor de ouvido. Se cuidem sempre. Papai do céu me deu uma chance e eu tô voltando. Semana que vem eu tô voltando direto. Fiquem com Deus - disse Tande na rede social.


Na imagem dos stories, em que ele parece estar deitado em uma cama de hospital, Tande colocou um avatar seu com as mãos juntas, como em oração e agradecimento, e escreveu: "Obrigado meu Deus!!"


Tande também foi campeão da Liga Mundial de Vôlei em 1993 e jogou vôlei de praia. Depois de se aposentar como atleta, se tornou comentarista e apresentador de programas esportivos da Globo, além de palestrante motivacional. Em 2019, ele lançou um livro em que conta sua trajetória profissional, "A vida é um jogo".


Texto adaptado


https://ge.globo.com/volei/noticia/2024/04/15/campeao-olimpico-de-vole i-tande-conta-que-sofreu-um-infarto.ghtml 

Na frase "O ex-atleta descreveu então alguns sinais QUE seu coração deu, mas ele não deu a atenção necessária" o termo em destaque atua como: 
Alternativas
Q3350538 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A proposta que reduz jornada de trabalho para 36 horas semanais

Uma mobilização nas redes sociais em torno da jornada de trabalho provoca uma discussão para alterar direitos dos trabalhadores previstos na Constituição.

Alguns internautas fazem campanha para que deputados apoiem uma Proposta de Emenda Constitucional apresentada pela deputada federal Erika Hilton que reduziria a jornada de trabalho legal no Brasil para trinta e seis horas por semana. Um abaixo-assinado coordenado por um movimento fundado por um ex-balconista de farmácia já atraiu mais de dois milhões de assinaturas.

A discussão começou depois de uma campanha mobilizar trabalhadores contra a chamada "escala 6x1", em que se trabalha seis dias por semana para uma folga.

"Se você ainda não sabe o que é essa tal de escala 6x1, ela é uma escala de trabalho permitida pela nossa legislação na qual se trabalha seis dias seguidos, e se folga apenas um dia por semana", diz Hilton em uma postagem no X.

"Isso tira do trabalhador o direito de passar tempo com sua família, de cuidar de si, de se divertir, de procurar outro emprego ou até mesmo de se qualificar para um emprego melhor. A escala 6x1 é uma prisão, e é incompatível com a dignidade do trabalhador".

A redução da jornada de trabalho proposta por Hilton promoveria no Brasil uma escala do tipo 4x3 — ou seja, com trabalho em quatro dias por semana para três dias de folga. A parlamentar Erika Hilton defende que isso seja feito sem redução salarial. No entanto, parlamentares e entidades empresariais criticam a proposta, e dizem que ela acarretaria em prejuízos econômicos, aumento de custos e desemprego.

No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que funcionários não podem trabalhar mais de oito horas por dia ou quarenta e quatro horas por semana, com possibilidade de duas horas extras diárias, mediante acordo trabalhista.

A escala de trabalho, ou seja, como essas horas são divididas por dia de trabalho, não é estipulada pela lei.

Assim, as empresas definem a escala como quiserem. A escala mais comum é a 5x2: cinco dias trabalhados com dois de folga.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5lqdv1q35o.adaptado.
A parlamentar Erika Hilton defende "que" isso seja feito sem redução salarial.

Morfologicamente, o termo destacado, nesta frase, trata-se de:
Alternativas
Q3350078 Português

Meu querido amigo, como dizem os grandes poetas, a vida é como uma estrada.


Qualquer indivíduo que realmente acredite em que seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância. Não há outra revelação senão os pensamentos dos sábios — e mesmo esses pensamentos estão sujeitos a erros, como é a sina de tudo o que é humano.


Entenda isso e seja feliz!!


Arthur Schopenhauer (Texto Adaptado)

No trecho "Qualquer indivíduo QUE realmente acredite em QUE seres supra-humanos concederam à nossa raça informações sobre os objetivos de sua existência e do mundo ainda está em sua infância.". As palavras em destaque atuam respectivamente como:
Alternativas
Q3349998 Português

Analise as afirmações que seguem:


I.A frase "Precisam-se de Pedreiros" está de acordo com as regras de Concordância Verbal.


II.Em "Querido amigo, volte assim que sentir sinal de perigo" a vírgula foi usada para separar o vocativo.


III.No período "Quero QUE você entenda o assunto antes de comentá-lo", a palavra QUE, no contexto em que foi empregada é um PRONOME.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2024 - UEFS - Técnico em Enfermagem |
Q3349428 Português
As revelações de nova pesquisa sobre condições do planeta Urano

Até pouco tempo atrás, os cientistas acreditavam que o planeta Urano e suas cinco maiores luas eram mundos completamente estéreis, sem possibilidade de vida.

Agora, eles descobriram que as luas do gigante gelado podem ter oceanos e até ser capazes de sustentar vida, dizem os cientistas.

Muito do que sabemos sobre elas foi coletado pela nave espacial Voyager 2 da Nasa, que visitou o planeta há muitos anos.

Uma nova análise dos mesmos dados mostra que a visita da Voyager coincidiu com uma poderosa tempestade solar, o que levou a uma ideia enganosa de como o sistema uraniano realmente é.

Urano é um planeta nos confins do sistema solar composto por um núcleo rochoso cercado por gelo.

É um dos planetas mais frios, e inclinado para o lado em comparação com outros planetas — o que também o torna um dos planetas mais estranhos.

Cientistas tiveram a chance de analisar Urano com mais detalhes pela primeira vez em 1986, quando a Voyager 2 passou por ele e tirou fotos sensacionais do planeta e de cinco das suas maiores luas.

Mas o que impressionou os cientistas é que as informações coletadas pela Voyager 2 e enviadas para a Terra mostram que o sistema planetário de Urano, o planeta e suas luas, é ainda mais estranho do que se pensava. 

Os dados coletados pelos instrumentos da nave indicavam que eles eram inativos, diferentemente de outros sistemas planetários. Eles também mostravam que o campo magnético de Urano era estranhamente distorcido — era meio esmagado e empurrado para longe do Sol.

O campo magnético segura quaisquer gases e outros materiais que saiam do planeta e suas luas.

A Voyager 2 não encontrou esses materiais, o que era um indício de que o planeta e suas luas eram inativos e estéreis.

Isso foi uma surpresa, porque nenhum dos outros planetas do sistema solar é assim.

Mas uma nova pesquisa resolveu este mistério de longa data. Ela mostrou que a Voyager 2 passou pelo planeta em um dia ruim.

O estudo mostra que, quando a Voyager passava por Urano, o Sol desencadeava uma tempestade solar que criou um poderoso vento que soprou o material dos planetas para fora do campo magnético.

 "Então, por quarenta anos, tivemos uma visão incorreta de Urano e de suas cinco maiores luas", explica o pesquisador William Dunn, da University College London.

"Esses resultados demonstram que o sistema uraniano é mais emocionante do que se pensava anteriormente", diz Dunn.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwy4nd3ewljo.adaptado.
Esses resultados demonstram "que" o sistema uraniano é mais emocionante do que se pensava anteriormente.
Morfologicamente, o termo destacado, nesta frase, trata-se de:
Alternativas
Q3346678 Português

A responsabilidade dos CEOs pela cibersegurança.


Alberto Jorge | Especialista em segurança

cibernética e CEO da Trust Control |

21/05/2024


        Um estudo realizado em 2023 pela revista Forbes consultou grandes executivos norte-americanos a respeito das políticas de segurança cibernética das suas respectivas companhias. De acordo com a pesquisa, 75% dos CEOs acreditam que a falta de conscientização sobre cibersegurança entre os colaboradores é o principal risco para a empresa. Esse resultado demonstra que há uma via de mão dupla quando se pensa nas estratégias corporativas para a segurança de dados - as responsabilidades que cabem aos gestores maiores e o papel a ser desempenhado pelos demais colaboradores.

        No entanto1, pela relevância do cargo que ocupa, o CEO deve assumir a liderança na promoção da cultura de segurança cibernética, incorporando-a como parte central da estratégia de negócios.

        Além disso2, as ações e palavras do CEO têm um impacto significativo no comportamento dos demais funcionários e colaboradores. Dessa forma, o líder deve demonstrar seu compromisso com a cibersegurança, o que se traduz em ações práticas, como a alocação de recursos adequados para iniciativas de proteção, investimento em treinamentos para os colaboradores e implementação de políticas rigorosas de segurança de dados.

        Porém3, como evidencia o estudo feito pela revista Forbes, a responsabilidade pela proteção de dados da companhia não se limita aos gestores maiores na escala hierárquica: essa prática deve permear toda a organização, desde a alta gerência até os integrantes de gerências, departamentos e grupos de trabalho. Criar e participar ativamente de uma cultura de segurança cibernética é fundamental, conscientizando todos os usuários sobre os riscos e responsabilidades em relação à segurança da informação, promovendo a educação continuada e incentivando a comunicação aberta e imediata sobre possíveis incidentes.

        Com esses parâmetros em pauta, a cibersegurança jamais será vista como custo adicional, mas um investimento estratégico que protege a empresa de perdas financeiras, danos à reputação e interrupções operacionais. Ao integrar a segurança cibernética à estratégia de negócios, o CEO demonstra a importância de proteger os ativos digitais da empresa[,] e os colaboradores, por sua vez, se sentem mais motivados a ajudar a preservar a confidencialidade das informações.


Glossário:

- CEO – presidente-executivo

    JORGE, Alberto. A responsabilidade dos CEOs pela cibersegurança. Diário de Pernambuco, 21 de maio de 2024. Disponível em: https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/opiniao/ 2024/05/a-responsabilidade-dos-ceos-pelaciberseguranca.html. Acesso em: 23 mai. 2024.

Adaptado.

No trecho “Esse resultado demonstra que há uma via de mão dupla quando se pensa nas estratégias corporativas para a segurança de dados [...]” (1º parágrafo), as orações iniciadas pelos conectivos QUE e QUANDO funcionam, em relação à oração principal, respectivamente como:
Alternativas
Q3344925 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


       Em resposta à crise do atual modelo agroindustrial dominante, que produz em larga escala para consumo em massa, o abastecimento de alimentação escolar com produtos frescos e orgânicos oriundos da agricultura local e familiar é uma promessa para uma transição ecológica para novos modelos de produção, os chamados Sistemas Agroalimentares Alternativos, que causam menor impacto ambiental. Essa foi a constatação de uma pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de       Queiroz (Esalq) da USP, em parceria com uma universidade da França, que analisou duas leis, uma brasileira e outra francesa, de incentivo ao abastecimento sustentável de escolas.

     Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas de comercialização e de consumo que buscam soluções para os problemas causados pelo sistema agroindustrial vigente.

     A agroecologia, por exemplo, inclui a substituição do uso de agrotóxicos e adubos químicos por insumos naturais e orgânicos em suas produções, e os agricultores devem estar comprometidos com inúmeros procedimentos técnicos, que vão desde a conservação do solo e o manejo ecológico de pragas e doenças à destinação adequada de resíduos sólidos.

     Além da questão agrícola, os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais e familiares em pequenas propriedades rurais próximas a grandes regiões metropolitanas, de forma a diminuir a distância entre quem produz e quem consome.

    O estudo franco-brasileiro foi baseado na análise comparativa de duas leis que apoiam a agricultura alternativa, uma do Brasil e outra da França, países agroexportadores e cuja balança comercial tem se mantido equilibrada pelo setor agrícola. Um dos objetivos do estudo foi compreender em que medida as políticas públicas que incentivam o abastecimento sustentável das escolas contribuem para a mudança do modelo agroindustrial para sistemas agroecológicos alternativos.


(Ivanir Ferreira. Jornal da USP. 30.04.2024. Adaptado)
Considere os trechos a seguir.

•  – Os Sistemas Agroalimentares Alternativos surgiram nos anos 2000 e correspondem a diferentes iniciativas que se caracterizam por práticas agrícolas… – (2o parágrafo)
•  – … os Sistemas Agroalimentares Alternativos propõem a construção social de um mercado orgânico agroecológico, que privilegia agricultores locais… – (4o parágrafo)

Os vocábulos em destaque podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3344361 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



    Ciência, um processo em que trabalhamos coletivamente para explorar o universo, expandindo nosso conhecimento, é por natureza uma prática colaborativa e mundial. Por isso, é importante para o bom cientista ter experiência internacional durante sua formação. Trabalhar em projetos científicos no exterior permite que o jovem cientista aprenda novas técnicas e novos modos de pensar. Trabalhar no exterior, e junto a diferentes grupos, também permite estabelecer amplas redes de contatos e colaborações, que propiciarão maior criatividade e avanço do conhecimento quando esses cientistas estabelecerem suas próprias linhas de pesquisa.

    Por esses motivos, e pela importância que trabalhar fora do Brasil teve em minha formação, sempre incentivei os jovens cientistas a realizarem estágios internacionais. Sair do ninho faz com que amadureçam, juntamente com a ciência que produzem. E até recentemente não havia perda de cientistas com isso. Os números indicavam claramente que a grande maioria voltava ao país. Essa situação mudou bastante nos últimos anos, em que vi crescer o número de pesquisadores que decidiram ficar no exterior. Ocorre em todo o país uma diáspora científica.



(Alicia Kowaltowski. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ para-repatriar-cerebros-respeite-os-cientistas-nacionais. Acesso em 09.07.2024. Adaptado)

Considere as seguintes passagens do texto.



•  Ciência, um processo em que trabalhamos coletivamente... (1º parágrafo)


•  ... vi crescer o número de pesquisadores que decidiram ficar no exterior. (2º parágrafo)



Os vocábulos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:

Alternativas
Q3342786 Português

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Na produção da campanha, o autor empregou a oração “QUE SE CUIDA”. Essa oração expressa valor semântico de:

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Q3336501 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

“era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça.” 2º§” e “Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar.” 5º§


Sobre as palavras sublinhadas nessa frase, pode-se afirmar corretamente: 

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Q3327076 Português
Analise o uso do “que” no trecho da música “Minha Alma”, do grupo O Rappa, apresentado a seguir:

Mas não me deixe sentar na poltrona no dia
de domingo, domingo
Procurando novas drogas de aluguel
Nesse vídeo coagido
É pela paz que eu não quero seguir admitindo

O termo em destaque introduz uma ideia de 
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Q3321480 Português
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 4.

Mudanças climáticas - Impacto do aquecimento global no Brasil

Luiz Carlos Parejo

    O Brasil é um país vulnerável às mudanças climáticas globais, pois apresenta grande extensão territorial, o que dificulta análises de impacto e a criação de políticas públicas de redução dos impactos ambientais e sociais. A análise é de Ulisses Confalonieri, da Fundação Oswaldo Cruz. O pesquisador considera que o país possui uma grande população sem acesso a bens e serviços básicos, como educação e saúde, o que reduz a capacidade de se proteger e responder às mudanças climáticas.

   A vulnerabilidade do país diante de impactos ambientais aumenta, além disso, devido à existência de doenças infecciosas, como a dengue, cólera, malária, febre amarela ou calazar (leishmaniose visceral), com surtos observados, por exemplo, em capitais do Nordeste (no início das décadas de 1980 e 1990, depois de maciça migração rural-urbana, impulsionada por secas prolongadas), e a urbanização concentrada (metropolização), que criou grandes aglomerados sujeitos a inundações, escorregamentos e aumento da poluição atmosférica (que pode provocar um aumento do número de óbitos).

Menos chuva

    As chuvas do sertão estão relacionadas, em parte, à dinâmica dos deslocamentos das massas de ar da Amazônia. Como, segundo algumas simulações, as chuvas e a umidade da Amazônia vão diminuir (alguns autores relacionam esta possibilidade ao aumento da temperatura do Oceano Pacífico junto ao Equador, o que criaria um fenômeno El Niño permanente), em consequência os períodos de baixa pluviosidade ou déficit hídrico no Nordeste, que costumam durar de seis a sete meses, passariam a ocorrer durante os 12 meses do ano. Isso reduziria ainda mais as chuvas (cerca de 20% se a temperatura subir até 4ºC) e a umidade do ar e aumentaria a evaporação da água e a evapotranspiração da vegetação.

    Os rios diminuiriam a sua vazão, inclusive aqueles que nascem em áreas mais úmidas, como o São Francisco, que nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e que, acredita-se, poderia perder cerca de 20% da sua vazão caso a temperatura aumente 4ºC. A redução da vazão provocará a diminuição da geração de energia, comprometendo o crescimento econômico da região e criando obstáculos para os projetos de irrigação e transposição do rio São Francisco.

    O sertão passaria, segundo essa análise, por um processo de aridização, com a extinção de plantas e animais endêmicos (que não existem em nenhuma outra parte do mundo), e apresentaria o domínio das cactáceas e algumas variedades de bromélias[...].

(Texto adaptado - Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/mudancas-climaticas-impacto-do aquecimento-global-no-brasil.htm)
Em relação à conjunção “que” no período: “O pesquisador considera que o país possui uma grande população sem acesso a bens e serviços básicos [...]”, esta é considerada, neste contexto, um(a): 
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Respostas
581: C
582: B
583: A
584: C
585: C
586: B
587: E
588: E
589: C
590: C
591: D
592: D
593: D
594: B
595: C
596: E
597: A
598: B
599: A
600: A