Questões de Concurso
Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra que em português
Foram encontradas 1.842 questões
O lixo não começa na lixeira
Por Jaques Paes

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/artigos/coluna/2025/10/o-lixo-nao-comeca-na-lixeira.ghtml– texto adaptado especialmente para esta prova).
O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.
Lojista acalma cães durante bombardeio na Ucrânia
Enquanto os bombardeios da Rússia sobre a Ucrânia continuam, o dono de uma loja de eletrônicos na cidade de Odessa aceitou uma missão difícil: acalmar os cachorros que ele passou a abrigar há cerca de dois anos no local.
Em relação à classe de palavras, o termo destacado na frase trata-se de:
Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial.
Em relação aos mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa CORRETA.
Morfologicamente, os termos destacados são, respectivamente,
O termo destacado na frase, em se tratando de classe gramatical, denomina-se
Em relação à classe de palavras, o termo destacado na frase trata-se de:
O cuidado e a desolação
Por José Henrique Bortoluci

(Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/geracao-democracia-parte-v_o-cuidado-e-a-desolacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Como a figura da tia solteira, que assumia os cuidados dos pais”.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
O leito
Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!
Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!
Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,
Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,
Num mar de sensações letárgicas, profundas!
Aqui, de regiões apostas, climas vários
Vieram se encontrar, por diversos caminhos,
Para depor, fiéis, submissos tributários,
Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,
Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.
Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,
Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,
Derramando no ar uma preguiça morna,
Que os músculos distende e os nervos amadorna,
Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.
Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,
A emanação sutil, que enleva, que extasia,
De um corpo virginal e cheio de saúde,
Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,
Que do olfato a avidez satura, e não sacia.
Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,
Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos
Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,
Enquanto sob um céu enublado de rendas
Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!
Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.
“É importante que os pacientes compreendam os potenciais efeitos colaterais do Mounjaro”.

I. O pronome “que” retoma “fatores”.
II. “que” poderia ser substituído por “os quais” sem prejuízo à estrutura da frase.
III. A substituição de “contribuem” por “concorrem” manteria a correção gramatical do fragmento.
Quais estão corretas?
A foto do príncipe William aos pés do Cristo Redentor que imita cena histórica de sua mãe, Diana
O príncipe de Gales repetiu os passos da mãe ao visitar o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. William posou no mesmo ponto em que Diana, princesa de Gales, foi fotografada há trinta e quatro anos. Ele está no terceiro dia de sua viagem de cinco dias ao Brasil, onde apresentará o Earthshot Prize, prêmio anual criado por sua instituição de caridade.
O evento, que reunirá celebridades, será realizado no Museu do Amanhã, no Rio, na noite desta quarta-feira. As apresentações incluirão Kylie Minogue e Shawn Mendes, e cinco projetos receberão o valor de sete milhões de reais cada um. Além disso, o príncipe fará um discurso na COP30, conferência anual da ONU sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em Belém, no Pará.
Em um dia de céu limpo, o futuro rei permaneceu sozinho por alguns instantes, contemplando o Rio de Janeiro do alto do Corcovado, em um momento de reflexão diante da imponente estátua do Cristo Redentor, uma das maiores esculturas Art Déco do mundo, com trinta metros de altura e vinte e oito metros de largura entre os braços abertos.
Diana havia posado no mesmo local em abril de 1991, durante visita de seis dias ao Brasil ao lado do então príncipe Charles. Durante os passeios de William pelo Rio, muitas pessoas relembraram a presença da princesa, falecida em agosto de 1997. Segundo um porta-voz, o príncipe ficou sensibilizado com o carinho dos brasileiros e com as lembranças que ainda cercam a memória de sua mãe.
William também reservou um momento de privacidade na capela localizada sob a estátua, enquanto a segurança reforçada restringia temporariamente o acesso público ao monumento. A visita permitiu que ele se reunisse com os quinze finalistas do prêmio Earthshot, antes da cerimônia de entrega.
Entre os finalistas deste ano estão a cidade de Guangzhou, na China, por sua rede de transporte público elétrico; a Lagos Fashion Week, na Nigéria, reconhecida pela transformação sustentável da indústria da moda; e Barbados, pela liderança ambiental. O prêmio concede anualmente prêmios em dinheiro em cinco categorias distintas a projetos que buscam restaurar o equilíbrio climático do planeta.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, participará da cerimônia ao lado de William, antes de ambos seguirem para Belém, onde líderes mundiais discutirão estratégias de contenção e adaptação às mudanças climáticas.
Durante os primeiros dias no Brasil, o príncipe participou de um jogo de futebol no Maracanã e praticou vôlei de praia em Copacabana. Na terça-feira, concentrou-se em temas ambientais — foco principal de sua visita —, criticando crimes ligados ao desmatamento da Amazônia durante a conferência United for Wildlife.
William também visitou a ilha de Paquetá, onde conversou com moradores, aprendeu sobre a preservação de manguezais e plantou mudas de árvores, encerrando mais um dia de uma viagem que une simbolismo, memória e compromisso com o futuro do planeta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwykry022p0o.adaptado
O príncipe fará um discurso na COP30, conferência anual da ONU sobre mudanças climáticas, "que" ocorrerá em Belém, no Pará.
O termo destacado na frase trata-se de
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A velha
A velha um dia despirocou. Era como se uma sirene ambulatorial gritasse corredor adentro. Não se debruçava mais sobre os muros, janelas e balcões a colher as memórias sórdidas dos vizinhos e familiares.
Emudeceu oca e aquele olhar de ave de rapina que saltava curioso sobre o mundo a abandonou.
Era um corpo todo abandonado, como se o brilho da carne viva tivesse ganho a opacidade de um porco decapitado, daqueles abatidos e expostos nos açougues, e num silêncio-pânico daquela madrugada, algo lhe foi extorquido.
Desde a aparição do vírus na narrativa cotidiana, a velha ficou alerta. Observava tudo amedrontada. Era máscara na cara, os dedos ensopados de álcool e uma solidão corrosiva que havia se alojado como sua parceira de quarto.
Desassistida engolia a vida em atropelo: o café, a cápsula de antipsicótico, a bolacha Maria, tudo ingerido a contragosto. A resistência se via nos resíduos constantes entre os dentes que a velha puxava com os dedos, agoniada na tentativa de limpar.
Vivendo em cárcere privado, a velha não se lavava mais, não falava ao telefone e desistira do mundo que lhe privara de existir.
Assistia apática ao noticiário que calculava constantemente um cadáver a mais no número de mortos.
O calendário a engolia, arrancando-lhe as gramas, as dobras, as memórias de cinquenta anos atrás que ela recebia contrariada, e a casa agora era assombrada pelos defuntos do pai, do avô e da mãe que morrera quando completara a idade agora da filha. Todos a indagavam, pediam explicações, e ela, confusa, balbuciava respostas inaudíveis.
Não havendo mais o presente para lhe invadir os dias, o passado adentrava sua morada espaçoso. Os pássaros esbravejavam irritados desde que a velha desfalecera. No pote de alpiste vazio gotejava um pingo barrento que escorria da telha, e a velha não dormia, perturbada pelo berrante som da vida exterior.
Era estranha esta sensação de estar trancada sem ao menos passar as chaves na porta. Do que adiantava a liberdade das frestas entreabertas se a morte caçava os aposentados nas calçadas, parques e botecos?
BRISOLARA, Maria Isabel Teixeira. A velha. In: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Pandemia em contos. Florianópolis: UFSC, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/244169/Pandemi a_em_contos-Ebook-2fev23.pdf?sequence=1&isAllowed=y . Acesso em: 21 nov. 2025.
Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase:
Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase:
Em relação à classe gramatical, o vocábulo destacado denomina-se, nesta frase: