Questões de Concurso
Comentadas sobre funções morfossintáticas da palavra como em português
Foram encontradas 169 questões
“Como sou jornalista, dependo das redes sociais para ficar mais próximo do público”.
“COMO ficou determinado no planejamento, iniciaremos as novas diretrizes logo após o recesso do período carnavalesco.”
A palavra destacada no trecho acima introduz uma oração com o sentido de:
Na mesma ordem em que se encontram, as palavras destacadas acima introduzem os sentidos de:
“Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.”
No excerto acima, o elemento linguístico sublinhado expressa o sentido de:
Em defesa do dicionário
Por William Campos da Cruz

(CRUZ, William Campos da. Tudo converge para o texto: gramática, escrita e leitura. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Eleia Editora, 2024 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Em conformidade com as normas gramaticais vigentes, analise as afirmativas a seguir:
I) Ortograficamente, as palavras displicente, supertição e hélice estão grafadas corretamente.
II) Não se acentuam prefixos paroxítonos terminados em -r ou -i, ainda que substantivados.
III) Os pronomes -lo, -la, -los, -las virão sempre enclíticos aos infinitivos não flexionados, quando antecedidos da preposição a.
IV) O advérbio absolutamente pode ser de intensidade, de afirmação ou de negação, dependendo do contexto.
V) O uso da vírgula na frase “Que vocês estudam Matemática, todos já sabemos” é justificado por separar oração subordinada substantiva deslocada.
VI) Sujeitos indeterminados sempre apresentam verbos impessoais, os quais, por sua semântica, não possuem sujeito que promova a ação verbal.
VII) Quando o núcleo do sujeito é uma palavra de sentido coletivo, o verbo sempre permanece no singular, conforme as regras de concordância.
VIII) Na frase “Ana agradou à criança que estava triste”, há ocorrência de crase, pois o verbo agradar, no sentido de acariciar ou fazer carinho, é transitivo indireto.
Quantas afirmativas estão corretas?
“Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.”
Considere a coesão, a coerência, a argumentação e outros fatores de textualidade e assinale a alternativa correta.
As frases a seguir mostram comparações.
Assinale a opção em que a comparação realizada não é explicada.
As frases a seguir mostram comparações.
Assinale a opção em que a comparação utiliza linguagem lógica (não figurada).
I.Um dos recursos para se estabelecer a coesão textual é a referenciação, a qual foi utilizada, no excerto, em "Esses números".
II.A conjunção "como" estabelece o sentido de comparação e, nesse contexto, equivale a "tal qual".
III.O "que", nesse contexto, funciona como pronome relativo, articulando a oração principal com a oração subordinada e estabelecendo uma relação adjetiva, pois "aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas" tem como referente "Gabrielle Ribeiro", explicando quem é Gabrielle nesse contexto temático.
É correto o que se afirma em:
Leia o texto para responder a questão.
A Fobia do Nada
Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo
Por Claudia Miranda Gonçalves
Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.
Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.
Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.
Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.
A Dependência da Estimulação Constante
Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.
O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.
A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.
Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”
[...]
Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/
O que é trabalho voluntário?
O trabalho voluntário é uma atividade realizada por indivíduos de forma não remunerada, em benefício de outras pessoas, comunidades ou causas, sem a expectativa de receber compensação financeira.
Trabalhar como voluntário pode incluir atividades de prestação de serviços diretos, como assistência em abrigos de animais ou distribuição de alimentos em comunidades carentes, até a participação em projetos de conscientização e advocacia, como campanhas de proteção ambiental ou programas educacionais.
https://habitatbrasil.org.br/trabalho-voluntario/
É correto afirmar que, nas duas ocasiões, a conjunção destacada atua como elemento de
COMO NOSSOS PAIS
Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa
(...)
Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais
[...]
BELCHIOR, A. C. Como Nossos Pais. In: BELCHIOR. Alucinação. Rio de Janeiro: RCA Victor, 1976.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Literatura de jornal (o que é a crônica)
Artur da Távola
A crônica é a expressão das contradições da vida e da pessoa do escritor ou jornalista, exposto que fica, com suas vísceras existenciais à mostra no açougue da vida, penduradas à espera do consumo de outros como ele, enrustidos, talvez, na manifestação dos sentimentos, ideias, verdades e pensamentos.
Já escrevi mais de cinco mil crônicas. E a uns estudantes que me pediram uma síntese sobre o gênero, respondi o seguinte:
É o samba da literatura. É ao mesmo tempo a poesia, o ensaio, a crítica, o registro histórico, o factual, o apontamento, a filosofia, o flagrante, o miniconto, o retrato, o testemunho, a opinião, o depoimento, a análise, a interpretação, o humor. Tudo isso ela contém, a polivalente. Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.
É compacta, rápida, direta, aguda, penetrante, instantânea (dissolve-se com o uso diário), biodegradável, (...) oxalá perfume, saudade e algum brilho de vida no sorriso ou na lágrima do leitor.
A literatura do jornal. O jornalismo da literatura. É a pausa de subjetividade, ao lado da objetividade da informação do restante do jornal. Um instante de reflexão, diante da opinião peremptória do editorial.
É tímida e perseverante. Não se engalana com os grandes edifícios da literatura, mas pode conter alguns de seus melhores momentos. Não se enfeita com os altos sistemas de pensamento, mas pode conter a filosofia do cotidiano e da vida que passa. Não se empavona com a erudição dos tratados, mas pode trazer agudeza de percepção dos bons ensaios.
Para ser boa, não deve ser mastigada. Deve dissolver-se na boca do leitor, deixando um sabor de vivência comum. Deve parecer que já estava escrita há muito tempo na sensibilidade de quem a lê e foi apenas lembrada ou ativada pelo escritor/jornalista que lhe deu forma.
Deve ser rápida como a percepção e demorada como a recordação. Verdadeira como um poente e esperançosa como a aurora. (...) Suave como pele de mulher amada e irritada como uma criança com fome.
Terna como a amamentação e insegura como toda primeira vez. Religiosa como a portadora do mistério e agnóstica como um livre pensador. A crônica nos obriga à síntese, à capacidade de condensar emoções em parágrafos-barragem. Faz-nos prosseguir, mesmo quando nos sentimos repetitivos. É, pois, a expressão jornalístico-literária da necessidade de não desistir de ser e sentir. A crônica é o samba da literatura.
Disponível em: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ntc_l.php?t=044.
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. “Direta e simples como um samba. Profunda como a sinfonia.”
Trata-se de um trecho composto por frases __________ que apresentam o elemento de ligação “como”, de natureza __________, introduzindo o sentido de __________.
