Questões de Concurso
Sobre funções morfossintáticas da palavra até em português
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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os seguintes sentidos às respectivas expressões sublinhadas nos trechos a seguir.
Coluna 1
1. Exclusão.
2. Limitação.
3. Inclusão.
Coluna 2
( ) “faça só o que você ama” (l. 01-02).
( ) “eu até acho que ela é bonita” (l. 02).
( ) “O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo”
(l. 24).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia a tira a seguir para responder à questão:

“Até o diretor da escola esteve presente nas atividades da semana.”
A palavra destacada no enunciado acima possui o sentido de:
A questão da prova de Língua Portuguesa refere-se ao
TEXTO a seguir:
Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era um pobre-diabo, que nunca jamais vira uma moeda de ouro. Portanto, uma moeda. Tirei-a, via reluzir à luz do sol; não a viu o almocreve, porque eu tinha-lhe voltado as costas; mas suspeitou-o talvez, entrou a falar ao jumento de um modo significativo; dava-lhe conselhos, dizia-lhe que tomasse juízo, que o “senhor doutor” podia castigá-lo; um monólogo paternal. Valha-me Deus! até ouvi estalar um beijo: era o almocreve que lhe beijava a testa.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. In: Obra completa. 3 ed. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1971.
Alforjes: Saco fechado em ambas as extremidades e com uma abertura no centro de modo a formar duas bolsas
Almocreve: Indivíduo que tem por ofício alugar ou conduzir bestas de carga; arrocheiro, mula.
“Se até a natureza tem seus ciclos, por que nós deveríamos permanecer sempre iguais?”
Em relação à palavra destacada no enunciado acima, é correto afirmar que ela possui o sentido de:
Considere o excerto reproduzido a seguir.
O problema não é a inteligência artificial — é a ausência de comunicação real. Sem comunicação pública da ciência, até o progresso vira ameaça.
A palavra em destaque
Em relação à palavra destacada no enunciado acima, é correto afirmar que se trata de um(a):
Tornamo-nos, existencialmente, interdependentes, até mesmo num sentido particularmente negativo, com a crise – inédita e crescente – das relações com a natureza, a disseminação de armas nucleares e a possibilidade de aplicação de inteligência artificial aos conflitos armados.
Assinale a alternativa em que essas expressões estão substituídas, respectivamente, sem prejuízo ao sentido original.
Leia a tira a seguir para responder a questão

(Fernando Gonsales. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJ_c9RROP8Z/?img_index=1. Acesso em 26.05.2025)
Inacreditável que, em meio a tantos problemas relevantes e preocupações no momento que vivemos, com guerras insanas, recrudescimento de ódios, vilipêndio de culturas, necessidade de reconstruir tanta coisa, e, por outro lado, maravilhas tecnológicas que nos inspiram e desafiam em torná-las acessíveis ao maior número de pessoas, estejamos diante de uma discussão sobre algo tão sobejamente nocivo, em todos os sentidos, como os dispositivos eletrônicos de fumar. Mas o fato é que nas últimas semanas se intensificou o assunto, sob a pressão de produtores e políticos, para que a regulamentação vigente no Brasil desde 2009 e ratificada em 2022 seja revista, liberando a comercialização.
Independentemente do teor de qualquer argumento, subjetivo ou científico, a configurar uma retórica construída sobre o que poderíamos definir como uma criação do mal, é preciso deixar claro, para os não iniciados nessa já cansada discussão, que após tentativas de captar novos adictos em nicotina, ao longo dos anos, com uso de filtros, seguidas de formulações chamadas “light”, surgem no mercado, nos últimos quinze anos, os dispositivos eletrônicos de fumar. Se fossem apenas suntuários e lúdicos, como tantos outros objetos de consumo da nossa contemporaneidade, seriam aceitáveis. Mas não. Surgiram da obstinação da indústria em lucrar, após a redução do número de fumantes em várias regiões do planeta. Eles não são inocentes, eles não podem ser travestidos de “redutores de danos” em pessoas que querem abandonar os cigarros convencionais, uma vez que contém altas doses de nicotina, que é a substância altamente viciante. Estamos assim a criar novas legiões de dependentes. E aos que nos questionam, então o porquê de ser reaberta essa discussão em consulta pública pela Anvisa, como ora ocorre, por sessenta dias, esclarecemos que esse é um procedimento de boas práticas em processos regulatórios, e não necessariamente modifica o racional.
O Brasil como país vitorioso em sua pioneira luta contra os cigarros convencionais de direitos individuais, reduzindo substantivamente o número de usuários de quase 40% para menos de 10% da população, também o é na regulação que criou, desde 2009, proibindo a comercialização de qualquer produto de tabaco aquecido em território nacional. É falacioso afirmar que fabricar, gerar empregos e impostos superaria os gastos com saúde em decorrência das doenças.
É repetitivo afirmar que há consenso entre especialistas que a indústria do tabaco seja responsável por causar dezenas de doenças e 12% dos óbitos no mundo, de acordo com as estimativas da OMS. O uso desses dispositivos desencadeou até mesmo o surgimento de uma nova doença, denominada Evali (Doença Pulmonar Associada aos Produtos de Cigarro eletrônico ou Vaping), que pode levar o paciente à UTI, ou mesmo à morte, em decorrência de insuficiência respiratória. É falacioso afirmar que o Evali foi apenas um surto, ocorrido nos Estados Unidos, causado por concentrações sem controle de substâncias, entre elas o THC.
É falsa também a informação que a utilização de dispositivos eletrônicos de fumar no país quase quadruplicou em 4 anos. Toda a publicidade para a venda desses produtos não tem como alvo os dependentes do cigarro tradicional, mas sim um novo mercado consumidor composto, principalmente, por jovens, adolescentes e até mesmo crianças. No Brasil, entre estudantes de 13 a 17 anos, 16,8% já experimentaram cigarro eletrônico, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que contempla o período de 2009 a 2019.
Na reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa dos últimos dias, houve manifestações subjetivas de pessoas, o que não deverá ser considerado em análise técnica frente aos relatórios absolutamente bem documentados com base na cronologia dos fatos científicos e experiências de regulamentação de outros países, apresentados nos votos dos diretores, em particular pelo Diretor Presidente Barra Torres. A Academia Nacional de Medicina também publicou contundente parecer contra qualquer liberação desses produtos.
Como os senhores da guerra, historicamente não matam, mandam matar e não morrem, mandam morrer, imagino que nenhum dono da poderosa indústria tabageira fume dispositivos eletrônicos ou estimulem que seus filhos o façam, em nome da preservação da saúde e do bem estar e tampouco se permitam a desfaçatez do argumento de “redução de danos”.
Para responder a questão, analise o parágrafo a seguir.
É falsa também a informação que a utilização de dispositivos eletrônicos de fumar no país quase quadruplicou em 4 anos. Toda a publicidade para a venda desses produtos não tem como alvo os dependentes do cigarro tradicional, mas sim um novo mercado consumidor composto principalmente por jovens, adolescentes e até mesmo crianças. No Brasil, entre estudantes de 13 a 17 anos, 16,8% já experimentaram cigarro eletrônico, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), que contempla o período de 2009 a 2019.
A palavra “até”, utilizada no parágrafo, trata-se de um
Durante o dia ou à noite, 1 surgem oferecendo doces, 2 amendoins e petiscos do gênero, 3 água, 4 refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, 5 estão acompanhados, 6 mas, 7 em muitos casos, 8 enfrentam a função sozinhos.
A palavra até deve ser classificada como

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/49258189650183604/. Acesso em: 13 fev. 2024. Adaptado

Disponível em: <https://urucumdigital.com/2015/01/28/armandinho-alexandre-beck-e-o-compromissocom-o-mundo/>. Acesso em: 30 jan. 2023.
Dadas as afirmativas, considerando os aspectos normativos presentes nas falas do personagem Armandinho, nos quadrinhos,
I. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) indica distância da situação de fala.
II. O pronome demonstrativo essas (primeiro quadrinho) sugere retomada de informação distante no texto.
III. No último quadrinho, há um fator de ocorrência para próclise na norma-padrão, que é o advérbio de negação não.
IV. No primeiro quadrinho, até é uma palavra denotativa de inclusão e funciona como operador argumentativo.
verifica-se que estão corretas apenas
