Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

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Q3287518 Português

Leia o texto e responda as questões 





No trecho “o que diz aí da relação dos desmatamentos com a falta de água”, a palavra “desmatamentos” é formada pelo processo de:
Alternativas
Q3283820 Português

Para responder à questão, considere o Texto II a seguir.


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Fonte: G1. Redes sociais, perigos e distorção da realidade. Disponível em: <https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/colegio-positivo/

para-um-futuro-positivo/noticia/2021/11/18/redes-sociais-perigos-e-distorcao-da-realidade.ghtml>. Acesso em: 25 nov. 2024. (Adaptado)

Assinale a alternativa em que o processo de formação de palavras é equivalente ao das palavras “facilidade” (ℓ. 07), “hiperexposição” (ℓ. 13) e “sobrevivência” (ℓ. 20), respectivamente.
Alternativas
Q3283586 Português
VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS NO BRASIL


    O jornalismo é uma das profissões mais relevantes da atualidade. Em um cenário em que as mídias digitais crescem e, junto delas, a desinformação, o jornalismo tem se tornado uma ferramenta importante para apresentar dados que levam a verdade ao público e, ao mesmo tempo, propor uma formação a fim de identificar e denunciar as notícias falsas. Apesar disso tudo, o jornalismo vem sendo vítima de constantes ataques por parte da própria população à qual os profissionais prestam seus serviços.
    Em um relatório elaborado anualmente pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), constatou-se que o Brasil teve, em 2021, 145 casos de violência não letal contra jornalistas. Dentre as violações, destacam-se ofensas, agressões, ameaças, atentados e injúrias, que colocam em risco a profissão de jornalista no país. Em um ranking internacional sobre liberdade de imprensa, promovido pela Organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), o Brasil ocupou a posição 111, encontrando-se na zona vermelha da classificação.
    Os dados e informações acima visam a uma posição veemente contra qualquer tipo de intimidação por parte dos profissionais deste ou de qualquer outro veículo de imprensa do nosso país. O caso ocorrido na semana passada, infelizmente, contribui para o aumento das estatísticas apresentadas pelas organizações de proteção aos profissionais de imprensa nacional e internacional.

(português.com.br – google)
“O caso ocorrido na semana passada, infelizmente, contribui para o aumento das estatísticas apresentadas pelas organizações de proteção aos profissionais de imprensa nacional e internacional.”

Levando em consideração a palavra destacada, esta SOFREU o processo de formação de palavras:
Alternativas
Q3281673 Português
Texto 01


Prometer menos, viver mais



         [...] Há muitos anos – talvez desde garota – eu gosto de aproveitar esses dias finais para relembrar o que foi vivido nos últimos 365 dias (em 2024, 366!) e, especialmente, para traçar minhas metas e objetivos para o ano seguinte.
           Essa lista costumava ser enorme: eu inconscientemente acreditava que, na virada do ano, seria abastecida de toda a energia necessária para mudar hábitos e construir o estilo de vida que eu tanto desejava, além de achar que aqueles sonhos todos poderiam se realizar (nem com passe de mágica…). Minha lista tinha metas irreais, audaciosas e acabava sempre por gerar frustração. Afinal, por mais que eu desejasse mudar muitas coisas na minha vida e concretizar tantos planos, talvez a lista contemplasse coisas demais.
        Nos últimos tempos, notei que minhas resoluções ficaram menores. Pensei, com um certo ar de preocupação: “será que estou menos entusiasta de mim mesma?”. Mas talvez seja só um olhar mais maduro sobre o que, de fato, damos conta de fazer. Não que eu ainda não tenha desejos grandiosos ou sonhos que demandem toda a energia de renovação, mas sim que talvez eu esteja mais apaziguada de que nem sempre damos conta de realizar tudo aquilo que intencionamos – e isso não é sinal nenhum de fracasso…
        Afinal de contas, a vida não é o que a gente planeja. A vida é o que a gente vive. E, honestamente, por mais assustador que isso possa parecer para algumas pessoas, temos muito pouco controle sobre os acontecimentos. Daí, planejar é um ótimo start para nossas realizações, mas não garante que tudo aquilo sairá do papel. Menos ainda conforme o planejado.
        Por isso, para 2025, eu quero desejar poucas coisas. Mas talvez as mais importantes para o meu momento. Cuidar do meu corpo em sua integralidade – entendendo que parte física e mental caminham juntas – e de forma amorosa. Respeitar os meus próprios limites para não viver uma vida ansiosa e sobrecarregada. Me preocupar menos com o que não está em minhas mãos. Dançar conforme a música – porque, quando a gente não aceita o que se apresenta, tudo fica mais difícil. E olhar para o mundo com olhos de encantamento, celebrando o privilégio de estar aqui (mesmo se nada tão grandioso assim me acontecer).      Enfim, prometer menos, viver mais.


Fonte: ZANELATO, Débora. Prometer menos, viver mais. Disponível em: vidasimples.co/colunista/quero-prometer-menos-e-viver-mais/. Acesso em: 19 fev. 2025. Adaptado.

O uso do termo “start” comprova a presença, no texto, de
Alternativas
Q3276905 Português

Leia o texto 3 a seguir para responder a questão.


Texto 3 


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https://www.researchgate.net/figure/Figura-2-Tirinha-2-Mafalda-em-portugues-o-ioio_fig2_334692978 Acesso em: 11 de fev. 2025

Na tira acima, observa-se um jogo linguístico envolvendo a palavra “ioiô”. Considerando os processos de formação de palavras na Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA sobre a estrutura dessa palavra. 
Alternativas
Q3275720 Português
Assinale a opção que apresenta a palavra em que a letra a desempenha o papel de desinência modo-temporal.
Alternativas
Q3274031 Português
Texto 01


Borboleta azul

   [...] Na semana passada, vivi uma das sensações mais incríveis dos últimos tempos e que me fez refletir sobre nossas escolhas. Estava na Chapada dos Veadeiros (GO) fazendo uma trilha pela manhã em meio a uma fina garoa, quando avistei uma queda d’água que ganhava vazão pelas corredeiras de um rio que cortava as paredes do cânion. Um verdadeiro quadro vivo emoldurado à minha frente. Cenário lindo.

   Eu me posicionei numa pedra para contemplar tamanha beleza, após uma hora de caminhada. Quando notei, a poucos metros de mim, o bailar de uma linda borboleta azul. Ela ia e voltava sobre as águas batendo suas asas agasalhadas num azul metálico hipnotizante. Nunca tinha visto algo tão belo. Fiquei encantado. Era como se ela assinasse, em cada movimento no ar, aquele pequeno recorte de uma tela do paraíso. Fui tomado por uma forte emoção. Sua sutileza se comunicou comigo naquilo que temos de mais verdadeiro: o coração. Deixei meus olhos vagarem por suas asas e senti uma forte intuição de presença, como se naquele instante o tempo tivesse parado. A borboleta azul me dava as boasvindas, com um recado.

   Encantado com a cena daquela manhã, pesquisei muito sobre borboletas azuis. Além de descobrir que elas são mais raras, encontrei uma lenda oriental que traz um ensinamento muito bonito sobre como tudo está em nossas mãos, só precisamos acreditar. Como o ano está apenas começando fiquei com vontade de compartilhar e escrever este texto numa tentativa de reforçar para mim mesmo que a vida é sábia.

    Conta-se que há muitos anos um homem ficou viúvo e teve que se responsabilizar por suas duas filhas. Elas eram curiosas, inteligentes e sempre tinham o desejo de aprender. Constantemente lançavam perguntas ao pai que nem sempre sabia responder tudo.

     Vendo a inquietação das duas meninas, ele decidiu enviá-las por um tempo a um sábio que vivia numa colina. Sem titubear, o guru respondia a todas as perguntas lançadas pelas pequenas.

    Dispostas a buscar um jeito de fazer com que o sábio errasse ao menos uma vez, elas elaboraram um plano. Numa manhã, uma delas foi ao bosque e retornou com uma linda borboleta azul nas mãos. A ideia era fazer uma pergunta que o sábio jamais conseguiria responder: se a borboleta estava viva ou morta.

    A estratégia estava definida. Se o sábio respondesse que estava viva, a garota iria apertá-la em sua mão e matála, e se respondesse que a borboleta estava morta, ela abriria as mãos e a soltaria para voar livremente. Portanto, qualquer que fosse a resposta do sábio, ela estaria errada.

      Chegou o grande dia.

      “Mestre”, disse uma das jovens. “Pode nos dizer se esta borboleta azul que está em minhas mãos está viva ou morta?”

      O sábio respirou lentamente e com um leve sorriso respondeu: “Depende de você, ela está em suas mãos”. [...]


Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/ Acesso em: 18 fev. 2025.
Assinale a alternativa em que se observa o uso da derivação imprópria como recurso de expressão, já que se verifica a substantivação de um verbo.
Alternativas
Q3273974 Português
Convicta, mas não inflexível


Por Tríssia Ordovás Sartori 


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(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2025/02/convictamas-nao-inflexivel-cm757iu1m00s2012bqb4556rc.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
O prefixo “in-” em “inflexível” traz um sentido negativo à palavra “flexível”, significando algo que não é flexível. Sendo assim, são palavras na qual o prefixo “in-” tem sentido negativo, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2025 - UFSC - Assistente em Administração |
Q3264391 Português

Texto 3


01 Amigo, para mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual,

02 desarmado. O de que um tira prazer de estar próximo. Só isso, quase; e os todos sacrifícios.

03 Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar de saber o por que é que é.


GUIMARÃES ROSA, J. Grande sertão: veredas. In: Ficção completa: Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1995, p. 119.


Com base no texto 3 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q3263636 Português

Motoristas porto-alegrenses


Por Fabrício Carpinejar




(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2025/02/parece-que-todos-osmotoristas-porto-alegrenses-nao-sabem-bem-o-que-fazer-cm72dvtfp003a01arz6bw58y5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Na maior parte dos casos, o prefixo “des-”, quando adicionado a um verbo, indica ação contrária àquela originalmente expressa pela forma verbal. Nesse sentido, qual das palavras abaixo NÃO é formada com esse prefixo e significado em Língua Portuguesa? 
Alternativas
Q3261784 Português
Literalmente latente, mas talvez não

        Melhor pecar por ser óbvio do que por ser omisso: palavras são as menores unidades de sentido autônomo da escrita. Sendo assim, nenhum escriba conseguirá ir muito longe se não cultivar com elas, quase sempre por meio da leitura, uma intimidade pelo menos razoável.

        Isso significa – não apenas, mas em primeiro lugar – saber o que elas significam em estado de dicionário. No meu caso, não há maior inimigo da boa vontade que tenho para a leitura de um texto do que descobrir que seu autor usa, por exemplo, “literal” para o que é figurado e “latente” com o sentido de “patente”.

        Sim, sou desses. Embora seja uma frase de uso comum em contextos informais, sobretudo na fala, acredito que “Estou literalmente frito” jamais ganhará circulação tranquila na linguagem culta.

        Qual é o sentido de garantir a literalidade do que não tem nenhuma? Cabe, claro, a ressalva dos casos gravíssimos de quem se fritou caindo em frigideiras industriais, mas estes são bem raros.

        A rigor, “A viagem me deixou literalmente morto de cansado” é uma afirmação que só poderia ser feita por um autor defunto como Brás Cubas – ou, quem sabe, recebida como mensagem do além em centros espíritas.

        Problema semelhante tem uma frase como “Fulano me ligou em prantos, a dor dele com a separação é latente”. Não, não é. A dor do fulano talvez fosse latente – quer dizer, não visível, presente mas não manifesta – antes do choro. Depois dele é patente, ou seja, evidente, está na cara.

        Alguns estudiosos argumentam que o uso, mesmo que a princípio esteja equivocado, acabará por normalizar tudo isso – se é que já não o fez. No inglês, o emprego de “literalmente” quando se trata de sentido figurado, como simples marca de ênfase, já ganhou a chancela de certos dicionários.

        O uso é poderoso mesmo. Não faltam na história das línguas exemplos de erros produtivos, mal-entendidos que criaram novos sentidos. A palavra “floresta” nos chegou do francês antigo “forest” e ganhou um L na alfândega porque o pessoal achou que tivesse a ver com “flor”. Não tinha, mas passou a ter.

        No entanto, a famosa cartada de que “a língua é viva” – sem dúvida de grande autoridade nas conversas sobre palavras – não me parece liquidar o jogo nesse caso. Sim, a língua é viva. Como todo organismo, pode adoecer.

        Uma coisa é reconhecer que, no fluxo contínuo da fala das ruas, todo idioma está fadado a mudar de feição o tempo todo, com as palavras ganhando pouco a pouco sutilezas que podem acabar por torná-las inteiramente diferentes do que foram um dia. É verdade.

        No entanto, quando a confusão recai sobre pares de antônimos tão perfeitos quanto literal-figurado e latente-patente, acreditar que a ignorância venha a ser produtiva me parece um excesso de otimismo.

        A única consequência lógica de que um de dois termos opostos passe a significar o mesmo que seu contrário é a destruição de ambos, sua diluição na geleia do que não faz sentido algum.
    
        Os pares literal-figurado e latente-patente são como claro-escuro, alegre-triste, quente-frio, morto-vivo, alto-baixo etc. Imagine se essas palavras fossem intercambiáveis.

        Quando o primeiro termo se define em oposição ao segundo e vice-versa, fundi-los é entropia, perda de funcionalidade da linguagem, que passa a ser capaz de dizer menos do que dizia. Numa palavra, burrice.

        Pode ser que um dia tudo isso seja considerado correto? Pode. Espero estar literalmente morto até lá.

(RODRIGUES, Sérgio. Literalmente latente, mas talvez não. Jornal Folha de S. Paulo, 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/. Acesso em: janeiro de 2025.)
O processo de formação de “poderoso” (8º§) só NÃO é o mesmo de:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: HEMOMINAS Provas: SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Qualquer Área de Formação | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Arquiteto | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Assistente Social | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Bibliotecário | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Biomédico/Biólogo/Farmacêutico/Bioquímico - 40 Horas | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Patologista | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Pedagogo | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Analista de Captação | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Cirurgião Plástico | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico do Trabalho | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico Hematologista | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Enfermeiro | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Engenheiro Civil | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Engenheiro de Produção | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Farmacêutico | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - ANHH - Nível I - Grau A - Fisioterapeuta | SELECON - 2025 - HEMOMINAS - Analista de Hematologia e Hemoterapia - MEDHH - Nível III - Grau A - Médico com Qualquer Especialidade |
Q3260881 Português
Previsão de queda nos estoques de sangue preocupa Hemorio

 Unidade funciona para doações todos os dias neste fim de ano

As festas de fim de ano e o período de férias escolares em janeiro interferem diretamente no número de doações de sangue. Pelos cálculos do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti do Rio de Janeiro (Hemorio), a redução gira em torno de 10% a 15%.

Essa é uma grande preocupação do Hemorio, que funciona no centro da capital, porque nessa época costuma ocorrer um volume maior de acidentes.

“Justamente nesse período a demanda cresce, porque as pessoas viajam e saem mais de casa, o que, infelizmente, aumenta o número de acidentes. Por isso, é importante que as pessoas venham doar”, apela a assistente social do Hemorio Ana Ester Carlos.

A unidade é o segundo maior hemocentro do Brasil e está na frente em número de doadores voluntários. O órgão informou que recebe entre 250 e 300 pessoas para doação por dia e, de janeiro a novembro deste ano, houve mais de 82 mil doações. A previsão é concluir 2024 com pelo menos 92 mil doações.

Os estoques do Hemorio abastecem os bancos de sangue de 130 unidades de saúde pública e particulares conveniadas ao SUS nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Com a quantidade abaixo do necessário, o órgão alerta para as consequências graves que podem ocorrer.

“Tratamentos de pacientes podem ser prejudicados, e cirurgias eletivas podem ser adiadas quando não há sangue disponível. Além disso, o estado de saúde de pacientes internados que já estão estáveis pode se agravar. Por isso, precisamos muito das doações”, alerta Ana Ester.

O Hemorio foi fundado em 1943 e se transformou em referência em doação de sangue no Brasil. É também o hospital que mais atende pacientes com doença falciforme no mundo.

 Exigências

Para ser doador, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, estar em boas condições de saúde, pesar mais de 50 kg e não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Não é necessário estar em jejum, mas devem ser evitados alimentos gordurosos antes da doação.

“É obrigatório apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de habilitação ou passaporte. Menores de 18 anos precisam apresentar um Termo de Consentimento assinado pelos pais ou responsável legal”, recomenda a unidade.

Quem quiser informações complementares sobre doação pode acessar o Disque Sangue, no telefone (21) 3916-8310, ou então as redes sociais do Hemorio, que funcionará para doações em todos os dias, neste fi m de ano, exceto no dia 1º de janeiro.

Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2024/12/6974304-previsao-de-queda nos-estoques-de-sangue-preocupa-hemorio.html. Acesso em 22/12/2024. Texto adaptado
Na palavra “consentimento”, o elemento mórfico em destaque significa “ato de realizar uma ação expressa pelo verbo de base”. Assim, “consentimento” significa “ato de consentir”. Esse mesmo elemento em destaque está presente, com o mesmo sentido, na palavra:
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Q3259113 Português
“Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.” (Machado de Assis)

A palavra destacada no trecho é formada pelo seguinte processo de formação de palavras:
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Q3236031 Português
Vênus

    Há seis anos, ele estava apaixonado por ela. Perdidamente. O problema – um dos problemas, porque havia outros, bem mais graves –, o problema inicial, pelo menos, é que era cedo demais. Quando se tem vinte ou trinta anos, seis anos de paixão pode ser muito (ou pouco, vai saber) tempo. Mas acontece que ele só tinha doze anos. Ela, um a mais. Estavam ambos naquela faixa intermediária em que ficou cedo demais para algumas coisas, e demasiado tarde para a maioria das outras.
Ela chamava-se Beatriz. Ele chamava-se – não vem ao caso. Mas não era Dante, ainda não. Anos mais tarde, tentaria lembrar-se de como tudo começou. E não conseguia. Não conseguiria, claramente. Voltavam sempre cenas confusas na memória. Misturavam-se, sem cronologia, sem que ele conseguisse determinar o que teria vindo antes ou depois daquele momento em que, tão perdidamente, apaixonou-se por Beatriz.
    Voltavam principalmente duas cenas. A primeira, num aniversário, não saberia dizer de quem. Dessas festas de verão, janelas da casa todas abertas, deixando entrar uma luz bem clara que depois empalideceria aos poucos, tingindo o céu de vermelho, porque entardecia. Ele lembrava de um copo de guaraná, da saia de veludo da mãe – sempre ficava enroscado na mãe, nas festas, espiando de longe os outros, os da idade dele. Lembrava do copo de guaraná, da saia de veludo (seria verde musgo?) e do balão de gás que segurava. Então a mãe perguntou, de repente, qual a menina da festa que ele achava mais bonita. Sem precisar pensar, respondeu:
    – Beatriz.
     A mãe riu, jogou para trás os cabelos – uns cabelos dourados, que nem o guaraná e a luz de verão – e disse assim:
    – Credo, aquele estrelete?
     Anos mais tarde, não encontraria no dicionário o significado da palavra estrelete. Mas naquele momento, ali com o balão em uma das mãos, o guaraná na outra, cotovelos fincados no veludo (seria azul-marinho?) da saia da mãe, pensou primeiro em estrela. Talvez por causa do movimento dos cabelos da mãe, quando tudo brilhou, ele pensou em estrela. Uma pequena estrela. Uma estrela magrinha, meio nervosa. Beatriz tinha um pescoço longo de bailarina que a fazia mais alta que as outras meninas, e um jeito lindo de brilhar quando movia as costas muito retas, olhando adulta em volta.
    Estrelete estrelete estrelete estrelete – repetiu e repetiu até que a palavra perdesse o sentido e, reduzida a faíscas, saísse voando junto com o balão que ele soltou, escondido atrás do taquareiro. Bem na hora que o sol sumia e uma primeira estrela apareceu. Estrela-d’Alva, Vésper, Vênus, diziam. Diziam muitas coisas que ele ainda não entendia.


(Caio Fernando Abreu. Além do ponto e outros contos. Editora Ática. 2019.) 


Considerando o significado contextual das palavras, é correto afirmar que o termo “taquareiro”, no 8º§ do texto, apresenta a acepção de:
Alternativas
Q3229142 Português
Considerando os termos em destaque, assinale a alternativa que indica a ordem dos exemplos, conforme estas explicações:

I. Palavras primitivas são aquelas que não se originam de nenhuma outra do próprio idioma.
II. Palavras derivadas surgem de outra palavra da própria língua.
III. No processo de formação de palavras por derivação, cria-se uma palavra usando afixos ou desinências.
IV. No processo de formação de palavras por composição, associam-se duas ou mais palavras para formar uma nova.

( ) A notícia trouxe informações inúteis ao debate.
( ) O sol apareceu forte no céu.
( ) A ponte que liga as cidades é uma verdadeira obra-prima.
( ) Precisamos valorizar a beleza da simplicidade.
Alternativas
Q3226660 Português
Em relação à formação das palavras, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3219438 Português
Analise os processos de formação de palavras descritos abaixo e assinale a alternativa que traz um erro em sua elaboração.
Alternativas
Q3218943 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

TEXTO 1



Fonte: <https://www.instagram.com/p/DBQ1aquPH6g/?igsh=Y3Jwdm9iZzhuZDdr>. Acesso em: 10 dez. 2024.
No trecho “Agora, é ensinar o processo de germinação...”, a palavra “germinação” é formada por:
Alternativas
Q3216414 Português
Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais?

Conjunto de falantes é o árbitro das mudanças linguísticas.


     É sempre interessante observar como a língua se comporta diante das tensões que nela se refletem. De uns tempos para cá, muita gente passou a ser corrigida em público nas transmissões ao vivo na internet por uma audiência empenhada em rastrear as marcas de racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que estariam inscritos na língua. Não foram poucos os que passaram a monitorar não apenas a fala alheia como ____ própria, ciosos de que mudar as palavras é uma forma de mudar o mundo. Talvez seja, talvez não seja. O tempo dirá.

       Personagens de novela, que geralmente aparecem na trama fazendo merchandising de produtos, passaram a vender também as lições civilizatórias da cultura “woke”. “Nuvens negras” que anunciavam mau tempo foram substituídas por “nuvens cinza” e muitos outros exemplos foram incorporados aos scripts. Ao mesmo tempo, a ministra Anielle Franco ressaltou que termos como “caixa-preta” e “buraco negro”, que pareciam insuspeitos, também tinham uma carga de preconceito racial.

       O verbo “denegrir”, mesmo sendo usado desde o latim no sentido de manchar a reputação, foi um dos principais alvos das cartilhas de letramento racial que apareceram na internet, associado ____ cor de pele de pessoas, sempre com a advertência de que era muito importante mudar os hábitos linguísticos. A motivação é das melhores; só não sabemos ainda se isso vai contribuir, de fato, para o fim do racismo e dos demais preconceitos.

      Dia desses, ouvi uma pessoa ser corrigida em uma live ao usar a expressão “mãe solteira”, que deveria ser substituída por “mãe solo”. A explicação era que “mãe solteira” é uma expressão preconceituosa porque o estado civil não tem nada a ver com a maternidade. Perfeito. Nesse caso, talvez o ideal fosse a supressão do adjetivo: já que não se diz “mãe casada” ou “mãe viúva”, por que dizer “mãe solteira”? Bastaria dizer “mãe”.

       Outro caso interessante é o da expressão “pessoa com deficiência”, que viria substituir “deficiente”, pois nenhum ser humano deveria ser definido pela sua deficiência – o uso da palavra “pessoa” teria uma função importante na conscientização de que eventuais deficiências não impedem alguém de ter uma vida normal. De fato, mas o que se vê hoje é que a expressão foi reduzida ____ uma sigla (PcD) e lida “pê-cê-dê”. É provável que essa simplificação tenha ocorrido em razão do princípio da economia, muito importante na comunicação.

       ____ algum tempo, tribunais eleitorais vinham usando com insistência a construção “eleitores e eleitoras” e também “pessoa eleitora”. Parece que as coisas andaram mudando. Em trabalhos acadêmicos, sobretudo na área de humanidades, passou a ser “obrigatório” o uso da linguagem dita “inclusiva”, de modo que, onde se lia “os historiadores”, se passou a ler “os historiadores e as historiadoras” – e assim por diante, sempre com as duas palavras, no masculino e no feminino. No meio acadêmico, o uso se tornou comum.

    Uma coisa, porém, temos de reconhecer. Essa prática, além de tornar o texto enfadonho, é totalmente desnecessária. O motivo é muito simples: a forma “historiadores”, no masculino, generaliza as pessoas que exercem essa atividade. É a condição de “historiador” que interessa quando usamos o termo de modo geral (por exemplo, “os historiadores do século passado”), não a identidade do ser humano. O termo feminino existe para as situações em que tratamos de uma ou mais mulheres em particular (“uma historiadora do período”). Isso vale para qualquer termo que indique a função, a condição, a profissão etc., mas não vale, por óbvio, para homens e mulheres. Ninguém nunca disse os “homens aqui presentes” com o intuito de englobar “homens e mulheres”, certo?

        O problema é que não está a nosso alcance fazer uma mudança desse teor, de caráter estrutural. A língua é uma construção coletiva autogerida. É a coletividade representada pelos falantes que determina o que muda e o que não muda, o que tem cabimento e o que não tem. É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua, mesmo que alguns os rejeitem por apego ___ tradição ou por outro motivo.

        O pronome “todos”, por exemplo, é um pronome indefinido que indica totalidade inclusiva (todas as pessoas). É uma das palavras mais inclusivas da língua (ao lado de “tudo”), mas a cartilha da inclusão recomenda cumprimentar a “todos e todas”, reduzindo o alcance de “todos”, que ficaria restrito ao gênero masculino. Pode-se dizer que essa fórmula de saudação foi bem-aceita e acabou virando regra de etiqueta em alguns lugares. Cumprimenta-se a “todos e todas” e, depois, está-se livre para continuar falando de forma econômica.

        O tempo dirá se a sociedade mudou no rastro das palavras ou se o movimento é exatamente o inverso. Aguardemos.


(NICOLETI, Thaís. Alterar estruturas da língua pode alterar as relações sociais? Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Adaptado.)
Releia: “É fácil perceber isso no caso dos neologismos, que, quando úteis ou funcionais, passam a integrar a língua [...]” (8º§). Pode ser considerado neologismo, com as características descritas anteriormente, o termo
Alternativas
Respostas
141: B
142: D
143: D
144: D
145: C
146: C
147: C
148: B
149: E
150: A
151: A
152: D
153: C
154: D
155: A
156: C
157: D
158: E
159: E
160: C