Questões de Concurso
Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?
Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.
Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.
No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.
Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.
Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.
Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.
Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.
No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.
O dispositivo funciona como um tipo de "marca-passo" cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.
O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado:
Quanto ao processo de formação da palavra destacada, assinale a alternativa CORRETA.
O processo de formação morfológica do termo “superficialidade” alternativa:
TEXTOS I E II PARA A QUESTÃO
TEXTO I
Uma revolução sem gramática
Professor honorário de linguística da Universidade do País de Gales, David Crystal é uma das maiores autoridades em linguagem. Autor de A Revolução da Linguagem, falou à VEJA, em 2007, sobre os impactos da internet no uso da língua e sobre o desaparecimento de línguas no mundo.
A internet está mudando o caráter das línguas?
Em cinquenta ou cem anos, todas as línguas que usam a internet serão diferentes. Surge o netspeak, ou comunicação mediada pelo computador. Ainda é cedo para prever a extensão dessa mudança, pois transformações linguísticas levam tempo. A distância entre Chaucer e Shakespeare, separados por duzentos anos, ilustra isso. O e-mail é recente. Há novidades gráficas e no uso de emoticons, mas não uma nova gramática. Poucas palavras foram incorporadas ao inglês por causa da internet, sem alterar seu caráter.
A informalidade é uma característica do netspeak?
Sim, por enquanto. O fenômeno começou com os nerds da internet, que viam a rede como alternativa à comunicação formal. Ignoravam pontuação e ortografia. Com a popularização da internet, essa informalidade se espalhou, especialmente nos e-mails. Hoje, com usuários mais velhos, a comunicação tende a se tornar novamente mais formal.
Por que tantas línguas estão desaparecendo?
O principal motivo é a assimilação cultural causada pela globalização. Línguas majoritárias suprimem idiomas menores. Não apenas o inglês, mas também chinês, russo, hindi e suahili ameaçam línguas de pequenas comunidades. A preservação depende de políticas regionais que valorizem a diversidade.
O que se perde quando uma língua morre?
Perde-se uma forma única de ver o mundo. Cada língua expressa uma visão própria, ligada à história, ao ambiente e ao modo de pensar de uma comunidade. A linguagem é o meio fundamental de comunicar essa experiência humana.
O inglês ameaça o português?
Não. Todas as línguas incorporam palavras estrangeiras. O inglês tomou empréstimos de mais de 350 línguas, o que ampliou sua expressividade. Palavras estrangeiras não substituem as existentes, coexistem com elas. Assim, a língua evolui e se enriquece.
MARINHO, Janice Helena Chaves; DACONTI, Geruza Corrêa; CUNHA, Gustavo Ximenes. O texto e sua tipologia: fundamentos e aplicações. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012, p. 42–44. Adaptado.
TEXTO II

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-geracao-internet/ . Acesso em: 05 fev. 2026.
Analise os exemplos a seguir:
I. Futebol, bife, estresse, líder
II. Arranha-céu, fim de semana, carta branca
III. Aplicação (no sentido de programa digital), rede (no sentido informacional)
IV. Printar, deletar, downloadar
V. USB, Wi-Fi, CEO, HTML
VI. Delivery → entrega, mouse → rato
Assinale a alternativa que associa CORRETAMENTE cada conjunto ao respectivo mecanismo linguístico.
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
Conforme o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a palavra “fonoterapia” está grafada corretamente, pois o prefixo “fono” termina em vogal, e o segundo elemento (“terapia”) é iniciado por uma consoante. Por outro lado, na palavra “gastroesofágico”, deveria ser inserido um hífen em razão de o prefixo “gastro” terminar com uma vogal diferente da que inicia o segundo elemento (“esofágico”).
Associe corretamente os vocábulos à respectiva formação de palavras.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS 1. Derivação parassintética 2. Derivação regressiva 3. Composição por justaposição 4. Composição por aglutinação 5. Redução 6. Hibridismo
VOCÁBULOS ( ) Alistar ( ) Quilo ( ) Televisão ( ) Pernilongo ( ) Passatempo ( ) Castigo
A sequência correta para essa associação é
As línguas nunca deixaram de incluir novas palavras em seu vocabulário e são muitos e diferentes os processos de criação de novas palavras.
Assinale a opção que expressa exemplos não adequados ao processo indicado.