Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

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Q2721999 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


As máquinas inteligentes e suas regras


01---------Em 1950, o cientista Alan Turing (1912-1954) criava um experimento que entraria para a

02--história. No famoso Teste de Turing, descrito no artigo Computing Machinery and Intelligence, o

03--britânico propunha que um computador e um humano respondessem ____ mesmas perguntas.

04--Caso o interrogador não conseguisse diferenciá-los, a máquina passava no teste, provando a sua

05--inteligência. Com sua validade questionada pela comunidade científica de hoje, o experimento

06--trouxe ____ tona uma indagação perturbadora: a máquina superará o ser humano? Passadas

07--mais de cinco décadas, a questão ainda ressoa na esfera pública, principalmente devido à

08--automação de atividades cotidianas, do transporte ao cuidado de idosos e crianças.

09---------Entu__iasta dos avanços tecnológicos, o docente do Instituto de Informática da

10--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Prestes, defende que a revolução robótica em

11--curso trará muitos benefícios. Porém, a sociedade civil precisa estar atenta, zelando pela

12--manutenção dos direitos humanos. É consenso que robôs coe__istirão com os homens nos mais

13--variados ambientes, com as mais variadas funções. Eles impactarão certamente as nossas vidas.

14--A questão que é necessária responder é: de que forma? Se desenvolvermos robôs sem qualquer

15noção ética, certamente o impacto será negativo, ressalta.

16---------O pesquisador integra a Global Initiative for Ethical Considerations in Artificial Intelligence

17--and Autonomous Systems, iniciativa que reúne especialistas de todo o globo para debater os

18--desafios da inteligência artificial. Essa discussão já toma forma com o desenvolvimento dos carros

19--autônomos, que não necessitam de motorista. Nos últimos dez anos, empresas de tecnologia,

20--como o Google e a Apple, e as tradicionais montadoras têm investido no setor, em uma corrida

21--para chegar ao mercado. Mais do que um benefício para quem não gosta de guiar, a promessa é

22--que esses veículos sejam mais seguros. Segundo estudo da consultoria McKinsey & Company, os

23--carros autônomos poderiam reduzir em 90% o número de acidentes, os quais são causados nos

24--dias de hoje principalmente por falhas humanas como e__esso de velocidade, consumo de álcool

25--e fadiga.

26---------Imune _____ distrações, os novos automóveis trariam benefícios inegáveis. No entanto, há

27--um fator que torna a equação um pouco mais complexa: o acaso. Como o veículo agirá se, por

28--exemplo, um pedestre aparecer de repente em seu percurso? Atropelará ____ pessoa ou desviará

29--para outro local pondo a vida do passageiro em risco? Segundo o gerente de estratégia da Ford,

30--Luciano Driemeier, situações como essas exigiriam a criação de normas de conduta. “O código de

31--ética é uma questão de toda a indústria. Precisamos de abordagens e discussões consistentes, e

32--de todas as partes interessadas – incluindo governo, indústria automobilística, suprimentos,

33--companhias de seguros e grupos de defesa dos consumidores”, afirma.

34---------O físico, astrônomo e docente da universidade norte-americana Dartmouth College,

35--Marcelo Gleiser, concorda que o padrão de conduta dos veículos autônomos deve ser discutido por

36--grupos multidisciplinares, incluindo filósofos especializados em ética. “A boa notícia é que, dada a

37--imparcialidade da máquina, muito provavelmente a melhor decisão será salvar o maior número de

38--vidas possível”, comenta. Esse fator também é ressaltado pelo gerente de projetos da BMW,

39--Henrique Miranda. Ele argumenta que, ao contrário do motorista, a máquina não age “por instinto

40--de sobrevivência”. “O objetivo da tecnologia não é escolher entre vidas, mas proteger todas as

41--vidas”, afirma.

42---------Para que esses carros possam ser inseridos no mercado, também será necessário criar

43--novas leis. Atualmente, por exemplo, ainda não há uma definição clara de quem seria

44--responsabilizado a empresa ou o passageiro caso o veículo provoque um acidente.

45--Recentemente, o governo alemão deu o primeiro passo nesse sentido, anunciando uma série de

46--diretrizes relacionadas ao uso de carros autônomos. Outras nações devem seguir o exemplo,

47--e__pandindo a regulamentação para outras áreas. “Diversos grupos em universidades já estão

48--discutindo que regras deveriam guiar o trabalho dos robôs. Afinal, se conseguirmos de fato

49--construir máquinas inteligentes, como garantir que elas seguirão nossas regras e não as delas?”,

50--indaga Gleiser.


(Fonte: Mariana Tessitore – Revista da Cultura – Disponível em:

https://www.livrariacultura.com.br/revistadacultura/reportagens/etica-e-tecnologia - adaptação)

Assinale a alternativa que apresenta vocábulo formado por derivação parassintética.

Alternativas
Q2197751 Português
Leia o texto e, a seguir, responda a questão.

De inimigos a aliados

        Estudo português identifica em vírus grande quantidade de segmentos de proteínas com propriedades antimicrobianas. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de fármacos mais eficazes contra bactérias resistentes.

        Tradicionalmente considerados uma ameaça a todos os seres vivos, os vírus agora começam a ser vistos como aliados na medicina. Pesquisa recente mostra que proteínas virais podem dar origem a fármacos inovadores e mais eficazes para combater doenças causadas por bactérias. Essa descoberta surge como uma esperança para resolver o problema do aumento da resistência dos micróbios aos antibióticos convencionais. A pesquisa serviu de base para a criação do projeto Inpact, uma colaboração internacional que tem como objetivo o desenvolvimento pré-clínico de novos fármacos específicos para determinados tipos de câncer e bactérias patogênicas.
No trecho “Tradicionalmente considerados uma ameaça a todos os seres vivos,(...),” a palavra destacada tem o mesmo processo de formação da palavra: 
Alternativas
Q2028953 Português
O mesmo processo de formação da palavra "raramente” é observado em:
Alternativas
Q2013738 Português
Vida e carreira: um equilíbrio possível? (Mário Sérgio Cortella)

12, novembro, 2012. 0Em artigo, Mário Sérgio Cortella introduz o tema que apresentará na Estação de Conhecimento CBN Young Professionals.

      Gosto demais do que um dia escreveu o britânico Beda, o Venerável, lá no século VIII: “Há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina; não perguntar o que se ignora”.
        Por isso, uma carreira a ser “turbinada” exige a capacidade de “ensinar o que se sabe”, isto é, ter permeabilidade e ser reconhecido como alguém que reparte competências, de modo a fortalecer a equipe e demonstrar ambição (querer mais) em vez de ganância (querer só para si, a qualquer custo).
        É necessário também “praticar o que se ensina”, de forma a deixar clara a coerência de postura, o equilíbrio entre o dito e o feito, e a disposição para assumir com segurança aquilo que adota como correto.
         Por fim, o mais importante, “perguntar o que se ignora”, pois corre perigo aquele ou aquela que não demonstrar que está sempre em estado de atenção (em 4 vez de estado de tensão) para ampliar capacidades e assumir a humildade (sem subserviência) de compreender e viver aquilo que Sócrates, na Grécia clássica, nos advertiu: “Só sei que nada sei”, ou seja, só sei que nada sei por inteiro, só sei que nada sei que só eu saiba, só sei que nada sei que não possa ainda vir a saber.           
     Afinal, os projetos e metas em qualquer organização são apenas um horizonte que funciona especialmente para sinalizar quais são as possibilidades e limites de progressão; no entanto, horizontes não são obstáculos e sim fronteiras.             
       Performance e “fazer” carreira exige atitude e iniciativa e, por isso, é um “fazer” em vez de ser um “receber”. Construir o equilíbrio d'as intenções com as condições é prioritário, sempre lembrando que o equilíbrio precisa ser em movimento (como na bicicleta), sem conformar-se com o sedutor e falso equilíbrio que se imagina atingir ao se ficar imóvel.
          Em 2007, a Brasilprev pediu-me uma pequena reflexão sobre equilíbrio na vida pessoal e profissional; eu o chamei de “Ô balancê, balancê…”. e agora aqui o retomo. Balancê? Por incrível que pareça esse termo francês significa, na dança, ficar apenas alternando um pé com o outro, mexendo o corpo para lá e para cá, mas, sem sair do lugar. Quando, em 1936, Braguinha e Alberto Ribeiro compuseram essa marchinha de carnaval, não poderiam supor que mais de 70 anos depois alguns de nós usaríamos a última estrofe como uma lamentação estagnante do desequilíbrio entre vida profissional e vida pessoal: “Eu levo a vida pensando / Pensando só em você / E o tempo passa e eu vou me acabando / No balancê, balancê”.     
         “Acho que estou precisando colocar as coisas na balança e ver como consigo lidar melhor com a minha vida no trabalho e a minha vida particular.” Tem ouvido muito isso? Tem pensado muito nisso? Ainda bem; é sinal de sanidade. Qualquer perturbação que abale a integridade e autenticidade do que se vive é perniciosa. Todas as vezes nas quais se tem a sensação de se ser “dois”, isto é, de existir de forma dividida, desponta o perigo de se ter de escolher um entre ambos e relegar o outro. A questão vital não é dividir-se, mas, isso sim, repartir-se. Pode parecer óbvio: quando se divide, há uma diminuição; quando se reparte, há uma multiplicação. Em outras palavras: se me divido entre duas atividades, vem sofrimento; se me reparto, vem equilíbrio.
          Não por acaso, a palavra “equilíbrio” está ligada à ideia de pesar, avaliar, aferir e, portanto, colocar na balança. A expressão latina “aequilibrium” tem a sua origem em equ (igual) e libra (balança). Balancear as dimensões vitais favorece uma mente sadia; afinal, a vida profissional é parte da vida pessoal, e não toda  ela. Não deve pesar mais, nem menos. Terá a gravidade (em múltiplos sentidos) que for obtida pelo honesto valor que a ela for atribuído.
          O que não dá é ficar só balançando sem sair do lugar; harmonia é construção planejada e persistente, em vez de pura espera.
         Para que harmonia, então?
      Como um dia desenvolvi no meu livro Qual é a Tua Obra? (Inquietações Propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética) publicado pela Editora Vozes: Cuidado, a vida é muito curta para ser pequena. É preciso engrandecê-la. E, para isso, é preciso tomar cuidado com duas coisas: a primeira é que tem muita gente que cuida demais do urgente e deixa de lado o importante. Cuida da carreira, do dinheiro, do patrimônio, mas deixa o importante de lado. Depois não dá tempo. A segunda grande questão é gente que se preocupa muito com o fundamental e deixa o essencial de lado.
           O essencial é tudo aquilo que não pode não ser: amizade, fraternidade, solidariedade, sexualidade, religiosidade, lealdade, integridade, liberdade, felicidade. Isso é essencial. Fundamental é tudo aquilo que te ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é a tua ferramenta, como uma escada. Uma escada é algo que me ajuda a chegar a algum lugar. Ninguém tem uma escada para ficar nela. Dinheiro não é essencial. Dinheiro é fundamental. Sem ele, você tem problema, mas ele, em si, não resolve. Emprego é fundamental, carreira é fundamental.
           O essencial é o que não pode não ser. Essencial é aquilo que faz com que a vida não se apequene. Que faz com que a gente seja capaz de transbordar.
          Repartir vida. Repartir o essencial, a amizade, a amorosidade, a fraternidade, a lealdade. Repartir a capacidade de ter esperança e, para isso, ter coragem. Coragem não é a ausência de medo. Coragem é a capacidade de enfrentar o medo. O medo, assim como a dor, é um mecanismo de proteção que a natureza coloca para nós. Se você e eu não tivermos medo nem dor, ficamos muito vulneráveis. Porque a dor é um alerta e a dor nos prepara. É preciso coragem para que a nossa obra não se apequene. E, para isso, precisamos ter esperança.
               E, como dizia o grande Paulo Freire, “tem de ser esperança do verbo esperançar”. Tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. “Ah, eu espero que dê certo, espero que resolva, espero que funcione.” Isso não é esperança.
              Esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir. Esperançar é achar, de fato, que a vida é muito curta para ser pequena. E precisamos pensar se estamos nos dedicando ao importante em vez de ao urgente. 
             Tem gente que diz: “Ah, mas eu não tenho tempo”. Atenção: tempo é uma questão de prioridade, de escolha. Quando eu digo que não tenho tempo para isso, estou dizendo que isso não é importante para mim. Cuidado, você já viu infartado que não tem tempo? Se ele sobreviver, ele arruma um tempo. O médico dizia “você não pode fazer isso, tem de andar todos os dias”. Se ele infartar e sobreviver, no outro dia você vai vê-lo, às 6 horas da manhã, andando. Se ele tinha tempo, que ele teve de arrumar agora, por que não fez isso antes? Você tem tempo? Se não tem, crie. Talvez precisemos rever as nossas prioridades.
            Será que estamos cuidando do urgente e deixando o importante de lado? Será que não estamos atrás do fundamental, em vez de ir em busca do essencial?

(Fonte: Portal HSM. Texto completo disponível em http://www.shermarketing.com.br/vidae-carreira-um-equilibrio-possivel-mario-sergio-cortella/. Acesso em 11/01/2018)

Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q2000901 Português
A armadilha da aceitação
Aline Valek

     Existe um lugar quentinho e cômodo chamado aceitação. Olhando de longe, parece agradável. Mais do que isso, é absolutamente tentador: os que ali repousam parecem confortáveis, acolhidos, até mesmo com um senso de poder, como se estivessem tirando um cochilo plácido debaixo das asas de um dragão.
    “Elas estão por cima”, é o que se pensa de quem encontrou seu espacinho sob a aba da aceitação. Porém, é preciso batalhar para ter um espaço ali. Esse dragão não aceita qualquer um; e sua aceitação, como tudo nesta vida, tem um preço
     Para ser aceita, em primeiro lugar, você não pode querer destruir esse dragão. Óbvio. Você não pode atacá-lo, você não pode ridicularizá-lo, você não pode falar para outras pessoas o quanto seus dentes são perigosos, você não pode sequer fazer perguntas constrangedoras a ele.(...) 
     A melhor coisa que você pode fazer para conseguir aceitação é atacar as pessoas que querem destruir o generoso distribuidor deste privilégio. Uma boa forma de fazer isso é ridicularizando-as, e pode ser bem divertido fingir que esse dragão sequer existe, embora ele seja algo tão monstruosamente gigante que é quase como se sua existência estivesse sendo esfregada em nossas caras. (...)  
    Reproduzir esse discurso é bem simples: basta que a mensagem principal seja deixar tudo como está – e há várias formas de se dizer isso, das mais rudimentares e manjadas às mais elaboradas e inovadoras. Não dá pra reclamar de falta de opção.
     Pode ter certeza que o dragão da aceitação dará cambalhotas de felicidade. Nada o agrada mais do que ver gente impedindo que as coisas mudem.
     Uma vez aceita, você estará cercada de outras pessoas tão legais quanto você, todas acolhidas nesse lugar quentinho chamado aceitação. Ali, você irá acomodar a sua visão de mundo, como quem coloca óculos escuros para relaxar a vista, e irá assistir numa boa as pessoas se dando mal lá fora.
     É claro que elas só estão se dando tão mal por causa do tal dragão; mas se você não pode derrotá-lo, una-se a ele, não é o que dizem? (...)
     Você pode tentar agradar ao dragão, você pode caprichar na reprodução e perpetuação do discurso que o mantém acocorado sobre este mundo, você pode até se estirar no chão para se fazer de tapete de boas-vindas, mas nada disso irá adiantar, especialmente porque esse discurso só foi feito para destruir você. 
     E aí é que a aceitação se revela como uma armadilha. Tudo o que você faz para ser aceita por aquilo que esmaga as outras sem dó só serve para deixar você mais perto da boca cheia de dentes que ainda vai te mastigar e te cuspir para fora. Pode demorar, mas vai. Porque só tem uma coisa que esse dragão realmente aceito: dominar e oprimir. 
     Então, se ele sorrir para você, não se engane: ele não está te aceitando. Está apenas mostrando os dentes que vai usar para fazer você em pedaços depois. 
A derivação consiste, basicamente, na modificação de determinada palavra por meio dos afixos. Em: “Porque só tem uma coisa que esse dragão realmente aceita: dominar e oprimir. A palavra realmente é uma derivação:
Alternativas
Q1997114 Português

Texto I    


      Do moderno ao pós-moderno

Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00

                     A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa.
                      Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a  Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores.
             Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação.
                  O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades.
                     Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo.
                 A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas. 
                    Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos.
               Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte.
                   A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

(Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/do-moderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018) 

“A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização.

O item lexical destacado:
Alternativas
Q1841608 Português

Leia o poema a seguir e responda à questão.


Seiscentos e sessenta e seis

Mário Quintana


A vida é uns deveres que nós trouxemos para

fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…

Quando se vê, já é 6ª-feira…

Quando se vê, passaram 60 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado…

E se me dessem – um dia – uma outra

oportunidade,

eu nem olhava o relógio

seguia sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e

inútil das horas.

A respeito do título do poema, “Seiscentos e sessenta e seis”, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1840907 Português

Leia com atenção o texto abaixo e responda ao que se pede.


ÉTICA E MORAL


    Ethos - ética, em grego - designa a morada humana. O ser humano separa uma parte do mundo para, moldando-a ao seu jeito, construir um abrigo protetor e permanente. A ética, como morada humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. O ser humano está sempre tornando habitável a casa que construiu para si. Ética significa, segundo Leonardo Boff, “tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o ambiente para que seja uma moradia saudável: m aterialm ente sustentável, psicologicam ente integrada e espiritualmente fecunda".

    A ética não se confunde com a moral. A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada sociedade, um povo, uma religião, certa tradição cultural, etc. Há morais específicas, também, em grupos sociais mais restritos: uma instituição, um partido político. Há, portanto, muitas e diversas morais. Isto significa dizer que uma moral é um fenôm eno social p a rticu la r, que não tem compromisso com a universalidade, isto é, com o que é válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se dizendo-se universal, supostamente válida para todos. Mas, então, todas e quaisquer normas morais são legítimas? Não deveria existir alguma forma de julgamento da validade das morais? Existe, e essa forma é o que chamamos de ética. A ética é uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas. A ética existe como uma referência para os seres humanos em sociedade, de modo tal que a sociedade possa se tornar cada vez mais humana. 

    A ética pode e deve ser incorporada pelos indivíduos, sob a forma de uma atitude diante da vida cotidiana, capaz de julgar criticamente os apelos críticos da moral vigente. Mas, a ética, tanto quanto a moral, não é um conjunto de verdades fixas, imutáveis. A ética se move, historicamente, se amplia e se adensa. Para entendermos como isso acontece na história da humanidade, basta lembrarmos que, um dia, a escravidão foi considerada “natural”. Entre a moral e a ética há uma tensão permanente: a ação moral busca uma compreensão e uma justificação crítica universal, e a ética, por sua vez, exerce uma permanente vigilância crítica sobre a moral, para reforçá-la ou transformá-la. 

    A ética tem sido o principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade. Sem ética, ou seja, sem a referência a princípios humanitários fundamentais comuns a todos os povos, nações, religiões etc., a humanidade já teria se despedaçado até a autodestruição. Também é verdade que a ética não garante o progresso moral da humanidade. O fato de que os seres humanos são capazes de concordar minimamente entre si sobre princípios como justiça, igualdade de direitos, dignidade da pessoa humana, cidadania plena, solidariedade etc., cria chances para que esses princípios possam vir a serem postos em prática, mas não garante o seu cumprimento.

    As nações do mundo já entraram em acordo em torno de muitos desses princípios. A “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, pela ONU (1948), é uma demonstração de o quanto a ética é necessária e importante. Mas a ética não basta como teoria, nem como princípios gerais acordados pelas nações, povos, religiões etc. Nem basta que as Constituições dos países reproduzam esses princípios (como a Constituição Brasileira o fez, em 1988).

    É preciso que cada cidadão e cidadã incorpore esses princípios como uma atitude prática diante da vida cotidiana, de modo a pautar por eles seu comportamento. Isso traz uma consequência inevitável: frequentemente o exercício pleno da cidadania (ética) entra em colisão frontal com a moral vigente... Até porque, a moral vigente, sob pressão dos interesses econômicos e de mercado, está sujeita a constantes e graves degenerações.

(https://www.portaleducacao.com.br - Texto adaptado)

Nos trechos,


“...principal regulador do desenvolvimento histórico-cultural da humanidade."

“...já teria se despedaçado até a autodestruição.’’.


as palavras destacadas sofreram o mesmo processo deformação, respectivamente, que:

Alternativas
Q1815212 Português
Assinale a alternativa que contém uma palavra que seja formada pelo processo de derivação parassintética.
Alternativas
Q1814971 Português
Os vocábulos “televisão” e “hidrelétrico” são formados, respectivamente, por
Alternativas
Q1773592 Português
Assinale a única palavra que não constitui hibridismo:
Alternativas
Q1730526 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão. 

Obsessão por felicidade pode deixar
você extremamente infeliz

E ainda faz a gente interpretar qualquer
sensação ruim como fracasso

A felicidade é algo tão subjetivo quanto científico. Biologicamente, poderíamos falar em serotonina e ocitocina, ou outros nomes difíceis de neurotransmissores (mensageiros químicos) que estão relacionados com a existência dessa sensação. Mas psicologicamente a história é outra. Como a maioria dos sentimentos, substantivos abstratos, felicidade representa algo diferente para cada ser humano. De acordo com a “psicologia positiva”, não precisamos esperar que a felicidade dê as caras: ela está ao alcance das nossas mãos.
Mas até que ela virou uma ditadura não tão feliz assim. Essa obrigação de ser feliz não é novidade, mas ninguém realmente sabe quem primeiro cunhou essa regra – e como ela se tornou o objetivo de vida de quase todo mundo. O que se sabe é que ela vem machucando: “a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, diz o escritor francês Pascal Bruckner no livro A Euforia Perpétua. E ele estava certo: um novo estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, finalmente concluiu que a infelicidade de muita gente é causada pela tentativa incessante de ser feliz.
A pesquisa, publicada na revista Emotion, descobriu que a “superenfatização” da felicidade, como uma pressão social, pode tornar as pessoas mais suscetíveis ao fracasso e muito mais frágeis a emoções negativas. A “regra” de procurar a todo custo emoções positivas e evitar ao máximo as negativas está aumentando significativamente o estresse a longo prazo.
Para chegar a essas conclusões, os cientistas fizeram um teste: separaram três grupos de estudantes de psicologia australianos, que precisavam realizar anagramas. O primeiro grupo, A, precisava resolver 35 anagramas em 3 minutos. Os participantes não sabiam, mas, entre os 35 anagramas, havia 15 que eram impossíveis de solucionar – ou seja, eles iriam fracassar. Os estudantes foram colocados em uma sala decorada com dezenas de cartazes motivacionais, notas coloridas, livros de autoajuda. O instrutor da sala falava alegremente e fez até discurso sobre a importância da felicidade antes de a tarefa começar.
Enquanto isso, o grupo B precisava completar o mesmo teste, mas em uma sala absolutamente neutra. O instrutor também era neutro e não fez discursinho nenhum. Já o grupo C, diferente dos outros dois, precisava resolver apenas anagramas possíveis. A sala e o instrutor desses últimos eram como os do grupo A, felizões.
Após os grupos terminarem suas tarefas, os pesquisadores pediram que todos os alunos fizessem um exercício de respiração (quase uma meditação), durante o qual eles eram periodicamente questionados sobre seus pensamentos. Entre todos, os estudantes do grupo A eram os mais arrasados com o fracasso. Os do grupo B, mesmo também tendo falhado, não apresentavam tanta tristeza assim. E, no grupo C, o único com possibilidade de sucesso na tarefa, também não se via desânimo.
“Quando as pessoas colocam uma grande pressão sobre si mesmas para se sentirem felizes ou pensam que os outros ao seu redor fazem isso, elas estão mais propensas a ver suas emoções e experiências negativas como sinais de fracasso”, diz Brock Bastian, coautor do estudo. “Isso só vai gerar mais infelicidade”.
INGRID LUISA. Superinteressante.
Disponível em: <https://abr.ai/2N3IdoX>.
Acesso em: 20 ago. 2018 (Adaptação).
Releia o trecho a seguir.
“A pesquisa, publicada na revista Emotion, descobriu que a “superenfatização” da felicidade, como uma pressão social, pode tornar as pessoas mais suscetíveis ao fracasso e muito mais frágeis a emoções negativas.”
A palavra destacada é considerada um neologismo, isto é, uma palavra nova, pois não está registrada nos dicionários da língua portuguesa.
Essa nova palavra foi formada por
Alternativas
Q1729330 Português
Identifique a alternativa que contenha palavras formadas exclusivamente por derivação sufixal:
Alternativas
Q1728143 Português
Indique a alternativa em que todos os substantivos são derivados.
Alternativas
Q1726775 Português
Assinale a alternativa que apresenta o mesmo processo de formação de palavras presente em “vegetariana” e “sobremesariano” da tirinha. 

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q1726117 Português
A partir do enunciado: “O homem foi preso injustamente por um crime que não cometeu”. De acordo com a palavra sublinhada, assinale a alternativa que demonstra o seu processo de formação.
Alternativas
Q1632132 Português
Assinale a alternativa em que temos uma palavra formada por Derivação Imprópria.
Alternativas
Q1632048 Português
Qual das palavras a seguir é um exemplo de Hibridismo?
Alternativas
Q1398955 Português
Assinale a alternativa em que a palavra formou-se por Derivação Regressiva.
Alternativas
Q1398954 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma palavra formada por Derivação Parassintética.
Alternativas
Respostas
1061: D
1062: D
1063: C
1064: B
1065: A
1066: B
1067: C
1068: C
1069: A
1070: C
1071: D
1072: D
1073: B
1074: D
1075: D
1076: B
1077: C
1078: D
1079: B
1080: C