Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

Foram encontradas 1.636 questões

Q2675049 Português

Leia o texto e responda as questões de 1 a 5.


Motivo

Cecília Meireles


Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.


Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

— não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo:

— mais nada.

Na terceira estrofe, a palavra "desfaço" é formada por derivação

Alternativas
Q2674989 Português

Marque a alternativa em que a palavra possui o mesmo processo de formação que gentileza.

Alternativas
Q2674871 Português

Polarização política é obstáculo para cobertura ambiental no jornalismo


  1. Uma pesquisa recente do instituto Pew Research Center mostrou que a vasta maioria dos americanos apoia novas
  2. medidas de combate ao aquecimento do planeta.
  3. Mais de dois terços são a favor de incentivos para o uso de veículos elétricos ou híbridos e da criação de impostos para
  4. corporações com base em suas emissões de carbono. Nova regulação obrigando o aumento do uso de energia de recursos
  5. renováveis teria o apoio de 72%, e 79% favorecem incentivos fiscais do governo para ajudar empresas em projetos de captura e
  6. armazenamento de carbono.
  7. A preocupação com o ambiente vem crescendo na última década e, em junho, uma pesquisa da empresa
  8. YouGovAmerica revelou que hoje 56% da população se identifica como "ambientalista". Então, por que só 30% dos americanos
  9. se dizem interessados em acompanhar notícias sobre o meio ambiente?
  10. A polarização política nos EUA — e também a corrupção de políticos comprados por interesses especiais — ajuda a
  11. explicar como o país está rachado ao meio no apoio à encolhida agenda ambiental de Joe Biden, que sofre assaltos não só de
  12. ultraconservadores na Suprema Corte como do próprio partido. O senador Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, vendido ao lobby
  13. do carvão, quase matou um pacote legislativo ambiental ligado ao plano BBB (Build Back Better) antes de voltar atrás nesta
  14. quarta (27).
  15. É difícil manter a atenção do público já assediado por más notícias sobre economia e saúde com previsões apocalípticas.
  16. Mas os desinformados, consumindo uma dieta negacionista como a servida nos EUA pela Fox News, não são os maiores
  17. responsáveis pela falta de apoio ao combate ao aquecimento global; são os narradores da mídia que tratam a ciência como
  18. ideologia.
  19. A agência federal de ambiente dos EUA foi criada por Richard Nixon, um conservador cristão. O correspondente do setor
  20. da rede CNN comparou recentemente os âncoras da rede de Rupert Murdoch a sabotadores que bloqueiam a saída de um teatro
  21. pegando fogo.
  22. Se o jornalismo quer ser tratado como serviço público, cabe ao jornalismo contribuir melhor para desembaralhar a falácia
  23. de que a ciência ambiental é "de esquerda". Se no primeiro semestre de 2020 a catástrofe da pandemia jogou repórteres de todos
  24. os setores na cobertura de um vírus, chegou a hora de parar de setorizar a reportagem de ambiente.
  25. Toda a cobertura tem um aspecto ambiental num mundo em que eventos relacionados ao clima já matam 5 milhões por
  26. ano e devastam economias de qualquer porte.
  27. Um obstáculo evidente é que a reportagem cientifica requer um grau maior de especialização. Outro é articular melhor
  28. o relato de fatos no contexto da destruição ambiental. O comentarista financeiro que descreve só as cifras quando o governo
  29. precisa intervir no mercado de seguros da Luisiana porque as tempestades e os furacões tornaram 600 mil residências
  30. inafiançáveis não deve omitir como a ciência explica a debacle econômica.
  31. A narrativa ambiental nunca teve à disposição tantas notícias promissoras com o progresso científico na proteção
  32. ambiental. Equilibrar o noticiário entre os sacrifícios e as recompensas é um poder que o jornalismo tem de resgatar a ciência
  33. refém dos autocratas populistas.


(Lúcia Guimarães. https:/www1.folha.uol.com.br/colunas/lucia-guimaraes/2022/07/polarizacao-política-e-obstaculo-para-cobertura-ambiental-no-jomalismo.shtml Folha de S.Paulo, 27 jul.2022)

Assinale a alternativa em que a palavra indicada, pertencente ao texto, tenha sido formada por composição.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: IDECAN Órgão: TJ-PI Prova: IDECAN - 2022 - TJ-PI - Assistente Social |
Q2674762 Português

Texto para as questões 1 a 20.


Perdemos nossas casas em Alcântara para ricaços brincarem de astronautas


1 _____ Em noites escuras, quem se embrenha mato adentro no Quilombo de Canelatiua sente-se como se estivesse caminhando

2 no espaço. Os vaga-lumes ao redor e as estrelas no céu causam a sensação. Nossos ancestrais chegaram aqui da Africa; não

3 vieram de foguete, mas em navios negreiros.

4 _____ Apesar disso, fizeram da região de Alcântara (MA) sua terra. Ainda assim, somos tratados como ETs: só soubemos pelos

5 jornais que a base de lançamentos instalada em nosso lar pode servir de espaçoporto para turismo espacial. Imagine perder sua

6 casa para ricaços brincarem de astronauta?

7 _____ A Virgin Orbit, empresa que pertence ao conglomerado do bilionário inglês Richard Branson, conseguiu em junho licença

8 para operar no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Seu avião de fuselagem dupla, do qual são lançadas as naves, vai

9 decolar de sua pista.

10 _____ É o mesmo usado por outro braço da empresa, a Virgin Galactic, que cobra US$ 450 mil (cerca de R$ 2,4 milhões) para quem

11 quer bancar o Luke Skywalker. Tememos por nosso futuro próximo pela forma como temos sido tratados desde um passado não

12 tão distante assim.

13 _____ O Território Étnico de Alcântara, no Maranhão, começa a se formar no final do século 19, com o abandono das terras por

14 seus proprietários. Ele foi certificado como remanescente de quilombo em 2004, pela Fundação Cultural Palmares. Legalmente,

15 porém, sua existência é reconhecida desde 1856, quando obteve um registro na freguesia de São João de Cortes.

16 _____ Consta, ainda, uma doação feita por Theofilo José de Barros, registrada no cartório de 1º. Ofício de Alcântara, em 1915. O

17 CLA foi criado nos anos 1980; naquela época, mais de 300 famílias de 24 comunidades do litoral foram removidas para o interior.

18 _____ O impacto social foi enorme, já que a pesca é o nosso principal meio de subsistência. Não é possível, contudo, mensurá-lo

19 com exatidão, assim como os danos causados à natureza, já que a base funciona sem nenhum estudo ou licença ambiental.

20 _____ O CLA é um porto pirata. Não há informações públicas oficiais sobre que tipos de combustível são usados ou componentes

21 quimicos lançados no meio ambiente. Da mesma forma, o Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe) só

22 pode fazer estimativas de quantos de nós ainda perderão seus lares. Acontecimentos recentes indicam que cerca de 800 famílias

23 e 30 quilombos estão ameaçados.

24 _____ No fim de 2019, o CLA foi cedido aos norte-americanos. O contrato prevê a possibilidade da ampliação de suas instalações

25 sobre o território quilombola. Em 27 de março de 2020, o governo quis remover 792 famílias de 27 comunidades, durante o pico

26 da pandemia.

27 _____ A medida só foi definitivamente revogada em dezembro passado, quando uma denúncia enviada à Comissão Interamericana

28 de Direitos Humanos da OEA em 2001, referente aos despejos dos anos 1980, foi alçada a uma instância superior, a Corte

29 Interamericana de Direitos Humanos.

30 ____ Em 2011, o WikiLeaks revelou que os EUA não admitiam que desenvolvêssemos tecnologia para fabricar foguetes. Não

31 somos só nós que temos a perder; a própria soberania nacional pode ir para o espaço.


(Danilo Serejo, Quilombola de Alcântara (MA) e membro do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe).

Folha de S. Paulo,hitps:/Awww. folha uol. com.br/opiniaa/2022/07/perdemos-nossas-casas-em-alcantara-pararicacos-brincarem-de-astronautas.shtml)

Assinale a alternativa em que a palavra NÃO tenha sido formada por composição.

Alternativas
Q2673410 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?


Troquei o despertador pelo telefone cerca de 10 anos atrás, depois de contar a alguém o que eu achava ser uma história engraçada sobre como meu despertador tinha tocado uma vez na minha mala enquanto estava no porta-malas de um táxi, nos obrigando a parar para que pudéssemos silenciá-lo. A piada causou perplexidade. "Você realmente usa despertador?", perguntaram-me, como se fosse um fax.

Sucumbi à pressão dos colegas e me livrei do meu relógio antigo. E aí acabou o luxo de acordar sem notificações e começou a miséria de olhar para elas no meio da noite ao verificar a hora no meu telefone.

À medida que nosso uso de telefones celulares continua a crescer (um relatório da Deloitte de 2018 descobriu que os usuários de smartphones dos EUA verificam seus celulares 14 bilhões de vezes por dia, acima dos 9 bilhões no mesmo relatório de 2016), especialistas em bem-estar dizem que está tendo um impacto negativo em nossas rotinas matinais.

"Quando você acorda pela manhã, idealmente você quer acordar e passar um pouco de tempo dentro de sua própria mente antes de ser bombardeado com tudo o que está acontecendo no mundo. Dê a si mesmo a chance de se ajustar ao mundo desperto", diz a especialista de saúde mental e bem-estar Lily Silverton. "Historicamente, não estamos acostumados a ser tirados de nós tanto quanto somos hoje."

Antes dos alarmes, eram galos, sinos de igreja, aldravas (pessoas eram pagas para acordá-lo batendo na porta ou janela com uma vara longa, algo que acontecia até a década de 1970 no Reino Unido industrial) e até nossas próprias bexigas que nos colocavam para fora da cama.

Acredita-se que o relojoeiro Levi Hutchins, de Concord, New Hampshire, tenha inventado um dos primeiros despertadores, em 1787. Seu design só disparava uma vez às 4 da manhã, seu horário preferido para acordar. Pouco parece ser conhecido sobre os detalhes do projeto real, mas ele escreveu: "O que foi difícil foi a ideia de um relógio que pudesse soar um alarme, não a execução da ideia. Foi a própria simplicidade de fazer o toque da campainha."

Foi anos depois, em 1874, que o inventor francês Antoine Redier se tornou a primeira pessoa a patentear um despertador mecânico ajustável. E, em 1876, Seth E. Thomas patenteou um pequeno relógio mecânico de corda nos Estados Unidos, levando grandes relojoeiros americanos a começarem a fabricar pequenos despertadores. Aparentemente, os relojoeiros alemães logo seguiram o exemplo e, no final do século 19, o despertador elétrico foi inventado.

Hoje, os despertadores têm muitos designs. No entanto, tudo o que eu procurava era um despertador simples, muito parecido com o meu original. E eu comprei um na loja de materiais de construção mais próxima por £ 8,50 (pouco mais de R$ 47,00). Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela. Na manhã seguinte, numa espécie de anticlímax, acordei antes do despertador. Mas já sentia que havia conquistado o dia, em vez de correr atrás dele.

De acordo com Silverton, "a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas". E estar conectado, ela observou, é incrível, mas terrível ao mesmo tempo. "Trata-se de gerenciar isso e criar uma rotina que funcione para você." Rotina que agora acho que tenho. A reintrodução de um despertador me dá o tempo, o espaço e a separação que meu telefone não deu. Embora meu telefone ainda esteja ao lado da cama, a diferença é que não é mais a primeira coisa que procuro.

Minha primeira expressão do dia não é mais xingar por causa de um e-mail e sentir meu sangue ferver, me pego pensando gentilmente no que eu poderia comer no café da manhã. Isso me deu uma sensação de controle e calma. Estranhamente, me fez sentir mais jovem, acho que porque a experiência parece nostálgica ou talvez porque estou dormindo melhor. E o que pode ser mais luxuoso do que isso?


CNN Brasil. Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?Disponível em: emmm-veezdocceular sil.com.br/tecnologia/por-que-voce-deve-voltar-a-usar-o-despertador-clasico-em-vez-do-celular/ Acesso em: 01 ago., 2022.

Sobre substantivos e seus efeitos de sentido criados no texto "Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?", analise as alternativas a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(_) O substantivo "luxo" foi empregado no texto com um sentido diferente daquele mais habitual para seu uso (geralmente, o empregamos com significado de maneira de viver caracterizada pelo gosto e desejo de ostentação, por despesas excessivas, pela procura de comodidades caras e supérfluas).

(_) O substantivo smartphone não apresenta uma tradução para o português brasileiro. Em nosso idioma, não temos uma palavra para substituir o estrangeirismo em questão.

(_) O substantivo "reintrodução" dá a ideia de que algo foi trazido novamente para o cotidiano do autor do texto.


Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q2672275 Português

Leia o texto abaixo:


O filme Central do Brasil, de Walter Salles, tem como protagonista a professora aposentada Dora, que ganha um dinheiro extra escrevendo cartas para analfabetos na Central do Brasil, estação ferroviária do Rio de Janeiro. Outra personagem é o menino Josué, filho de Ana, que contrata os serviços de Dora para escrever cartas passionais para seu ex-marido, pai de Josué. Logo após ter contratado a tarefa, Ana morre atropelada. Josué, sem ninguém a recorrer na metrópole sem rosto, sob o jugo do estado mínimo (sem proteção social), vê em Dora a única pessoa que poderá levá-lo até seu pai, no interior do Sertão nordestino.

Dos vários momentos emocionantes do filme, o mais sensibilizante é o encontro de Josué com os presumíveis irmãos que, como o pai elaborado em seus sonhos, são também marceneiros. A câmera faz uma panorâmica no interior do sertão para mostrar um conjunto habitacional de casas populares recém--construídas; em uma das casas, os moradores são os filhos do pai de Josué que, em sua residência simples, acolhem para dormir Josué e Dora. Os irmãos dormem juntos e dividem a mesma cama. Existe uma comunhão de sentimentos entre os irmãos: os que têm um teto para morar, têm trabalho, dão amparo ao menino órfão sem eira nem beira.

No filme, a grande questão do analfabetismo está acoplada a outro desafio, que é a questão nordestina, ou seja, o atraso econômico e social da região. Não basta combater o analfabetismo, que, por si só, necessitaria dos esforços de, no mínimo, uma geração de brasileiros para ser debelado, pois, em 1996, o analfabetismo da população de 15 anos e mais, no Brasil, era de 13,03%, representando um total de 13,9 milhões de pessoas. Segundo a UNESCO, o Brasil chegaria ao ano 2000 em sétimo lugar entre os países com maior número de analfabetos.

No Brasil, carecemos de políticas públicas que atendam, de forma igualitária, a população, em especial aquelas voltadas para as crianças, os idosos e as mulheres. A permanência da questão nordestina é um exemplo constante das nossas desigualdades, do desprezo à vida e da falta de políticas públicas que atendam aos anseios mínimos do povo trabalhador. Não saber ler nem escrever, no Brasil, é um elemento a mais na desagregação dos indivíduos que serão párias permanentes em uma sociedade que se diz moderna e globalizada, mas que é debilitada naquilo que é mais premente ao povo: alimentação, trabalho, saúde e educação. Sem essas condições básicas, praticamente se nega o direito à cidadania da ampla maioria da população brasileira.

Os ensinamentos que podemos tirar de Central de Brasil são que devemos atacar a questão social de várias frentes, em especial na educação de todos os brasileiros, jovens e velhos; lutar por políticas públicas de qualidade que direcionem os investimentos para promover uma desconcentração regional e pessoal da renda no país, propugnando por um novo modelo econômico e social. Ao garantir uma vida digna, a maioria da população saberá, por meio da solidariedade de classe, responder às necessidades da construção de uma sociedade mais justa. Central do Brasil é um exemplo vivo de que o Brasil tem rumo e esperança.


Salvatore Santagada – Zero Hora – 20/03/1999


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.


( ) Em relação à estrutura do texto, os dois parágrafos iniciais fazem um relato do filme; os parágrafos seguintes dissertam sobre o tema central, que é a desagregação da família brasileira.

( ) O texto deve ser classificado quanto ao gênero como resenha, por se tratar de opinião sobre um filme.

( ) A palavra acoplada,no terceiro parágrafo, poderia ser substituída, sem alteração de significado, por relacionada, mas haveria a necessidade de empregar o sinal indicativo de crase na sequência.

( ) Pode-se inferir do texto que o autor não concorda com a ideia de que a sociedade brasileira é moderna e globalizada.

( ) Na conclusão, o autor propõe genericamente algumas medidas, alguns caminhos a serem seguidos, mas é pessimista em relação ao futuro.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q2671322 Português

Instrução: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto abaixo.

-

O uso de simuladores de realidade virtual na educação cirúrgica

-

  1. Os traços da simulação na história podem ser rastreados até tempos muito antigos. Platão e
  2. Aristóteles já falavam sobre aprender por meio da diversão e da imitação. Daquela época até o
  3. Renascimento, o teatro foi baseado nesses fundamentos e foi usado como uma arte educacional.
  4. Na Idade Média, cavaleiros treinavam com manequins feitos de madeira e palha para torneios
  5. de justas, manuseio de espadas e tiro com besta. Esses simuladores permitiram que eles se
  6. desenvolvessem por meio da repetição, melhor gerenciamento do medo e aprimoramento de
  7. suas habilidades de combate. Em Maio de 1759, surge o primeiro simulador médico. Madame du
  8. Coudray, parteira, recebeu do rei Luís XV um certificado e uma pensão para poder ensinar às
  9. matronas rurais “a arte do parto”. Ela viajou pela França por 25 anos para treinar mais de cinco
  10. mil mulheres e cerca de quinhentos médicos e cirurgiões. Graças à sua ação educacional ao longo
  11. de sua vida, ela reduziu significativamente a mortalidade infantil e materna na França. Foi com
  12. a pesquisa sobre ressuscitação cardiopulmonar entre as décadas de 1950 e 1960 que os
  13. manequins – e especialmente a simulação – experimentaram um desenvolvimento significativo.
  14. No contexto atual da simulação, a origem do desenvolvimento desta técnica de aprendizagem
  15. e treinamento corresponde a uma consciência da necessidade de melhorar a qualidade do
  16. atendimento, logo após a publicação do relatório To err is human nos Estados Unidos. A qualidade
  17. do atendimento é uma abordagem que deve assegurar a cada paciente a combinação de atos
  18. diagnósticos e terapêuticos, visando ao melhor resultado em termos de saúde, de acordo com o
  19. estado atual da ciência médica, pelo melhor custo pelo mesmo resultado, pelo menor risco
  20. iatrogênico e pela maior satisfação em termos de procedimentos, resultados e contatos humanos
  21. no sistema de saúde.
  22. Como uma nova abordagem, a introdução da realidade virtual (RV) teve grande sucesso e
  23. ofereceu perspectivas estimulantes para o treinamento cirúrgico e o planejamento cirúrgico pré-
  24. operatório de procedimentos complexos. A segurança do paciente e a necessidade de
  25. treinamento cirúrgico são duas necessidades para as quais a RV oferece uma solução inovadora
  26. e promissora, desafiando anos de tradição, superando dilemas legais e éticos. Assim, os pontos
  27. fortes da simulação de RV incluem: as possibilidades quase ilimitadas para cirurgiões e
  28. internos/residentes treinarem sem estresse em ambientes realistas; e o custo dos simuladores
  29. de RV, que é menor do que os modelos de treinamento tradicionais alternativos.
  30. Atualmente, os residentes de oftalmologia podem treinar cirurgia de catarata operando em
  31. modelos animais ou humanos; ou em laboratórios úmidos onde olhos sintéticos estão
  32. disponíveis. Isso permite que eles desenvolvam suas habilidades, repetindo cada etapa da
  33. extração da catarata em um ambiente controlado, livre de qualquer pressão associada à cirurgia
  34. em um paciente real. No entanto, esses métodos têm sido criticados por não serem realistas e
  35. simularem inadequadamente a consistência e a anatomia do tecido, mas também por não
  36. permitirem qualquer avaliação objetiva. Neste caso, a pergunta “a tecnologia de simulação
  37. oferece a possibilidade de novas modalidades de treinamento e avaliação e pode, assim, ajudar
  38. a preparar os jovens cirurgiões, reduzindo sua ansiedade, mas principalmente os riscos para o
  39. paciente?” recebe uma resposta positiva em relação à validade dos simuladores para o treino
  40. cirúrgico na área da oftalmologia, em cirurgias de catarata, no treino de procedimentos que são
  41. considerados essenciais, como a realização de uma capsulorrexe, a facoemulsificação, a
  42. fissuração do núcleo cristalino e a sucção de massas cristalinas. A simulação de realidade virtual
  43. oferece um meio de aprendizagem sem riscos em situações complexas, críticas ou raras, bem
  44. como a promoção de abordagens de aprendizagem interdisciplinares e em equipe. Além disso,
  45. pode desempenhar um papel importante na avaliação de resultados e predição. Assim, os
  46. simuladores de realidade virtual constituem um meio promissor de treinamento e inauguram um
  47. novo paradigma na educação cirúrgica.

-

(Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/cirurgia-de-catarata. –

texto especialmente adaptado para esta prova).

O termo “pergunta” (l. 36) é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:

Alternativas
Q2671316 Português

Instrução: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto abaixo.

-

O uso de simuladores de realidade virtual na educação cirúrgica

-

  1. Os traços da simulação na história podem ser rastreados até tempos muito antigos. Platão e
  2. Aristóteles já falavam sobre aprender por meio da diversão e da imitação. Daquela época até o
  3. Renascimento, o teatro foi baseado nesses fundamentos e foi usado como uma arte educacional.
  4. Na Idade Média, cavaleiros treinavam com manequins feitos de madeira e palha para torneios
  5. de justas, manuseio de espadas e tiro com besta. Esses simuladores permitiram que eles se
  6. desenvolvessem por meio da repetição, melhor gerenciamento do medo e aprimoramento de
  7. suas habilidades de combate. Em Maio de 1759, surge o primeiro simulador médico. Madame du
  8. Coudray, parteira, recebeu do rei Luís XV um certificado e uma pensão para poder ensinar às
  9. matronas rurais “a arte do parto”. Ela viajou pela França por 25 anos para treinar mais de cinco
  10. mil mulheres e cerca de quinhentos médicos e cirurgiões. Graças à sua ação educacional ao longo
  11. de sua vida, ela reduziu significativamente a mortalidade infantil e materna na França. Foi com
  12. a pesquisa sobre ressuscitação cardiopulmonar entre as décadas de 1950 e 1960 que os
  13. manequins – e especialmente a simulação – experimentaram um desenvolvimento significativo.
  14. No contexto atual da simulação, a origem do desenvolvimento desta técnica de aprendizagem
  15. e treinamento corresponde a uma consciência da necessidade de melhorar a qualidade do
  16. atendimento, logo após a publicação do relatório To err is human nos Estados Unidos. A qualidade
  17. do atendimento é uma abordagem que deve assegurar a cada paciente a combinação de atos
  18. diagnósticos e terapêuticos, visando ao melhor resultado em termos de saúde, de acordo com o
  19. estado atual da ciência médica, pelo melhor custo pelo mesmo resultado, pelo menor risco
  20. iatrogênico e pela maior satisfação em termos de procedimentos, resultados e contatos humanos
  21. no sistema de saúde.
  22. Como uma nova abordagem, a introdução da realidade virtual (RV) teve grande sucesso e
  23. ofereceu perspectivas estimulantes para o treinamento cirúrgico e o planejamento cirúrgico pré-
  24. operatório de procedimentos complexos. A segurança do paciente e a necessidade de
  25. treinamento cirúrgico são duas necessidades para as quais a RV oferece uma solução inovadora
  26. e promissora, desafiando anos de tradição, superando dilemas legais e éticos. Assim, os pontos
  27. fortes da simulação de RV incluem: as possibilidades quase ilimitadas para cirurgiões e
  28. internos/residentes treinarem sem estresse em ambientes realistas; e o custo dos simuladores
  29. de RV, que é menor do que os modelos de treinamento tradicionais alternativos.
  30. Atualmente, os residentes de oftalmologia podem treinar cirurgia de catarata operando em
  31. modelos animais ou humanos; ou em laboratórios úmidos onde olhos sintéticos estão
  32. disponíveis. Isso permite que eles desenvolvam suas habilidades, repetindo cada etapa da
  33. extração da catarata em um ambiente controlado, livre de qualquer pressão associada à cirurgia
  34. em um paciente real. No entanto, esses métodos têm sido criticados por não serem realistas e
  35. simularem inadequadamente a consistência e a anatomia do tecido, mas também por não
  36. permitirem qualquer avaliação objetiva. Neste caso, a pergunta “a tecnologia de simulação
  37. oferece a possibilidade de novas modalidades de treinamento e avaliação e pode, assim, ajudar
  38. a preparar os jovens cirurgiões, reduzindo sua ansiedade, mas principalmente os riscos para o
  39. paciente?” recebe uma resposta positiva em relação à validade dos simuladores para o treino
  40. cirúrgico na área da oftalmologia, em cirurgias de catarata, no treino de procedimentos que são
  41. considerados essenciais, como a realização de uma capsulorrexe, a facoemulsificação, a
  42. fissuração do núcleo cristalino e a sucção de massas cristalinas. A simulação de realidade virtual
  43. oferece um meio de aprendizagem sem riscos em situações complexas, críticas ou raras, bem
  44. como a promoção de abordagens de aprendizagem interdisciplinares e em equipe. Além disso,
  45. pode desempenhar um papel importante na avaliação de resultados e predição. Assim, os
  46. simuladores de realidade virtual constituem um meio promissor de treinamento e inauguram um
  47. novo paradigma na educação cirúrgica.

-

(Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/saude/cirurgia-de-catarata. –

texto especialmente adaptado para esta prova).

A respeito do uso do grifo, considere as seguintes afirmações, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) As gírias admitem somente o grifo, sendo vedada a utilização das aspas.

( ) Palavras estrangeiras são destacadas com o grifo e também podem aparecer entre aspas.

( ) To err is human (l. 16) é um elemento grifado no texto por se tratar do nome de um relatório.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2671213 Português

Instrução: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Apontamentos sobre os direitos do consumidor


  1. A garantia é um dos direitos mais conhecidos e cobrados pelo consumidor. Mesmo que o
  2. fornecedor não ofereça contratualmente uma garantia por um produto, a lei prevê uma. Isso
  3. significa que todos os produtos vão contar com um período de garantia, de acordo com a natureza
  4. do produto: se durável ou não durável. Os bens duráveis têm garantia legal de 90 dias e os não
  5. duráveis, por sua vez, 30 dias. A essas garantias pode ser adicionada uma garantia contratual,
  6. caso as partes nutram bastante tal desejo.
  7. O consumidor pode exigir a troca do produto, se verificado que este já veio com algum
  8. defeito de fábrica. Nesses casos, o fornecedor tem 30 dias para corrigir o defeito observado. Se
  9. o consumidor verificar, passados os 30 dias, que o defeito não foi resolvido ou surgirem outros
  10. danos após o conserto, poderá ser exigida uma das seguintes condições: a troca do produto; o
  11. abatimento no preço; o dinheiro de volta (com a devida correção); nos casos de problemas com
  12. a quantidade do produto, a complementação do número de itens até que se atinja o previsto na
  13. embalagem ou o requerido pelo consumidor.
  14. O consumidor, como destinatário da publicidade, que é a propaganda de um produto ou
  15. serviço realizada pelo fornecedor, tem direito ___ proteção contra publicidade enganosa ou
  16. abusiva, que, inclusive, é considerada crime. O consumidor tem o direito de exigir que aquilo
  17. que foi anunciado seja efetivamente cumprido, sob pena de cancelamento do contrato e de
  18. recebimento ___ devolução da quantia paga. Por isso, a publicidade deve ser clara, direta e de
  19. fácil compreensão pelo consumidor. Assim, evita-se ___ que ele seja enganado propositalmente,
  20. ou que, sem querer, adquira um bem ou serviço sem conhecê-lo o suficiente.
  21. Como muitos já sabem, caso um produto de um estabelecimento comercial esteja indicado
  22. com um preço menor do que o que está sendo cobrado pelo estabelecimento, deve prevalecer
  23. aquele indicado na etiqueta. Assim, o consumidor não deve pagar a mais do que o indicado na
  24. etiqueta de preço. Porém, essa regra tem uma exceção: caso o preço esteja bem abaixo do valor
  25. de mercado do produto, de modo que seja possível que o cliente presuma ter havido um erro na
  26. hora de colocar o preço, é possível que o cliente pague o valor cobrado pelo fornecedor! Isto
  27. porque o direito do consumidor não serve para que ele se beneficie maliciosamente às custas do
  28. fornecedor. Segue ainda outra dica sobre preços: se existirem dois produtos de mesma marca,
  29. qualidade ou quantidade, porém etiquetados com preços diferentes, é direito do consumidor
  30. pagar o de menor valor, afinal estamos falando de produtos idênticos.
  31. Assim como a publicidade, os contratos devem ser redigidos de maneira clara, de modo
  32. que o consumidor entenda plenamente todas as regras ali contidas. O Código de Defesa do
  33. Consumidor (CDC) prevê também uma atenção especial aos chamados contratos de adesão, que
  34. são aqueles em que o consumidor não tem como discutir as cláusulas e apenas assina um modelo
  35. elaborado pelo fornecedor. Nesses casos, o tamanho da fonte utilizada no contrato não pode ser
  36. inferior a 12, de modo a facilitar a sua compreensão pelo consumidor. Além disso, as regras que
  37. significarem uma redução a algum direito do consumidor devem estar em evidência no texto.
  38. São vedadas, ainda, pelo CDC as cláusulas abusivas, aquelas que geram prejuízo ou
  39. colocam o consumidor em uma posição de desvantagem diante do fornecedor. Se o consumidor
  40. se sentir prejudicado, é possível requerer, judicialmente, a anulação dessas disposições
  41. contratuais. Como exemplos de cláusulas abusivas, podemos destacar aquelas que: no caso de
  42. dano ao consumidor, diminuam de forma extrema a responsabilidade do fornecedor; contenham
  43. proibições ao consumidor de devolver o bem ou de receber o dinheiro de volta nos casos em que
  44. o produto ou serviço venha, respectivamente, com defeitos ou com baixa qualidade; proíbam o
  45. consumidor de entrar diretamente na Justiça, obrigando-o a primeiro recorrer ao próprio
  46. fornecedor; nas hipóteses de parcelamento de um produto, prevejam que o consumidor perca
  47. todos os valores já pagos, em caso de inadimplemento das demais prestações.


Disponível em: https://chcadvocacia.adv.br/blog/o-que-e-direito-consumidor/#Vulnerabilidade_do_consumidor

– texto adaptado especialmente para esta prova.

O termo “suficiente” (l. 20) é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:

Alternativas
Q2670844 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Considerações sobre os mais importantes tipos de certificações de qualidade ISO

01 As certificações de qualidade ISO (Organização Internacional para Padronização, na

02 tradução para o português) representam uma forma de assegurar que empresas públicas ou

03 privadas estejam aptas para fornecer um produto, serviço ou sistema, conforme as exigências

04 das agências reguladoras e dos clientes. Tal entidade tem como foco ___ normatização de

05 sistemas para a garantia da qualidade dos processos internos em diferentes segmentos do

06 mercado. No Brasil, a organização está ligada ___ Associação Brasileira de Normas Técnicas

07 (ABNT), instaurando um padrão que não só eleva ___ competitividade da empresa, mas redefine

08 os procedimentos, tornando-a um referencial.

09 A ISO 9000 é a série de normas mais famosas mundialmente. Com atualizações recentes,

10 esse grupo de regulamentos está voltado para a aplicabilidade do Sistema de Gestão da

11 Qualidade nas empresas. Além de ressaltarem o objetivo e os termos do sistema que devem ser

12 considerados para a obtenção de melhorias na administração do negócio, as certificações de

13 qualidade ISO 9000 oferecem meios para a implementação e o monitoramento contínuo de

14 técnicas para a otimização de processos. Dentre as principais vantagens da implementação da

15 ISO 9000, podemos elencar: aumento da produtividade, redução de custos, garantia da

16 qualidade dos processos, visão mais ampla do fluxo de trabalho, certificação de reconhecimento

17 global, credibilidade e diferencial competitivo nas relações comerciais, segurança nos

18 procedimentos e na tomada de decisões.

19 Com base na série 9000, mas direcionada para propósitos diferentes, a ISO 14000

20 estabelece diretrizes para garantir a boa implementação do Sistema de Gestão Ambiental entre

21 as empresas. Ao convergir esforços para questões sustentáveis, as certificações dessa família

22 asseguram o equilíbrio e a proteção ambiental. Isso ocorre por meio da prevenção de problemas

23 que podem afetar a sociedade e a economia. Para que uma empresa obtenha o certificado ISO

24 14000, ela precisa estar comprometida com toda a legislação ambiental prevista em seu país,

25 mas não somente isso. Uma vez que conquista a certificação, a organização atesta sua

26 preocupação com a natureza e demonstra suas responsabilidades ambientais em padrões

27 mundiais. Trata-se de uma reorganização da corporação, levando-se em conta padrões que

28 determinam a melhoria contínua de processos pelo treinamento de seus funcionários.

29 Já a ISO 17025 trata da certificação de laboratórios de calibração e de ensaio. A

30 acreditação é dada para um escopo, consoante os serviços prestados e a capacidade de medição.

31 Sendo assim, esse certificado funciona como uma comprovação de que determinado laboratório

32 realiza suas tarefas com precisão, obtendo resultados de grande qualidade. De maneira

33 semelhante à obtenção das certificações de qualidade ISO 9000 ou ISO 14000, para conquistar

34 o selo final, a empresa é obrigada a passar por várias auditorias. No caso da ISO 17025, a análise

35 é composta por critérios rigorosos, assegurando que o laboratório avaliado está “encaixado”, de

36 fato, em um padrão internacional. Por outro lado, o cliente que contata uma organização

37 acreditada por essa norma se sente mais seguro e satisfeito. Isso porque a pessoa sabe que o

38 laboratório é adequado para o controle e a análise das amostras, segundo as padronizações

39 ambientais e de segurança. Todos os técnicos são preparados para realizar a coleta e a análise

40 das amostras de resíduos, seguindo os parâmetros da norma. Eles recebem constantes

41 qualificações.

42 Por fim, a última da lista de certificações de qualidade ISO trata da gestão e da

43 conservação de energia. Em um cenário econômico dificultado, a escalada de preços da energia

44 leva as pessoas a procurarem por novas maneiras de diminuir custos e melhorar o desempenho

45 ambiental. Com essa realidade no mercado, a ISO 50001 surge como um auxílio para as

46 organizações que desejam aprimorar o desempenho em energia, aumentando a eficiência

47 energética e reduzindo as mudanças climáticas. A implementação de um Sistema de Gestão de

48 Energia dentro das diretrizes dessa ISO pode trazer ganhos não só para plantas industriais, mas

49 também para instalações comerciais e até mesmo para empresas inteiras.

Disponível em: https://www.previnsa.com.br/blog/certificacoes-de-qualidade-iso-conheca-os-4-tipos-principais/ – texto adaptado especialmente para esta prova.

O vocábulo “natureza” (l. 26) é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:

Alternativas
Q2670156 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A sofisticação da línguas indígenas


Por Reinaldo José Lopes


  1. Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito
  2. telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua
  3. totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na
  4. própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” –
  5. um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
  6. Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano
  7. que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir
  8. a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra)
  9. com a forma --ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá?
  10. Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”.
  11. Dá para encontrar detalhes surpreendentes como esse em todas as mais de 150 línguas
  12. indígenas ainda faladas no território brasileiro. Elas são apenas a ponta do iceberg do que um
  13. dia existiu por aqui, diga-se. Como mostra o livro Índio Não Fala Só Tupi, lançado neste ano
  14. pelas linguistas Bruna Franchetto e Kristina Balykova, calcula-se que pelo menos 80% dos
  15. idiomas que eram falados no Brasil desapareceram de 1500 para cá.
  16. Mesmo assim, o país continua abrigando uma das maiores diversidades linguísticas do
  17. planeta, com a presença de idiomas tão diferentes entre si quanto o alemão do árabe ou os
  18. idiomas do Congo em relação ao mandarim (aliás, algumas das línguas “made in Brazil” usam
  19. tons, semelhantes a notas musicais, para diferenciar o significado de algumas sílabas, algo que
  20. o mandarim também faz).
  21. O famoso tupi antigo ou tupinambá, falado em boa parte do litoral brasileiro quando Pedro
  22. Álvares Cabral pisou aqui, era só uma delas. A propósito, esqueça aquele negócio de “tupiguarani”,
  23. expressão que é meio como dizer “português-espanhol”. O tupi é uma língua; o guarani
  24. é outra – e, aliás, existem diversas formas de guarani, nem sempre inteligíveis entre si.
  25. O único emprego correto do substantivo composto “tupi-guarani” é o que serve para
  26. designar uma subfamília linguística com esse nome, a qual engloba dezenas de idiomas. Entre
  27. seus membros ainda usados no cotidiano estão o nheengatu (um descendente moderno do tupi
  28. do Brasil-Colônia), os vários “guaranis”, o tapirapé e o guajá. Uma subfamília, como você pode
  29. imaginar, faz parte de uma família linguística mais ampla – nesse caso, a família tupi
  30. propriamente dita, que inclui ainda outras dezenas de línguas, como o munduruku, o juruna, o
  31. tupari e o suruí.
  32. Existem pelo menos outras três grandes famílias linguísticas no país, diversas outras
  33. famílias de porte mais modesto e, de quebra, várias línguas consideradas isoladas, ou seja, sem
  34. nenhum parentesco identificável com outros idiomas. É mais ou menos o mesmo caso do basco,
  35. falado na Espanha e na França – com a diferença de que o basco é um dos únicos casos desse
  36. tipo no território europeu. Essa comparação ajuda a entender o tamanho da riqueza linguística
  37. brasileira.


(Disponível em: Revista Superinteressante – https://super.abril.com.br/historia/a-sofisticacao-das-linguas-

indigenas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

O texto explica a formação de uma palavra no idioma kotiria, através do processo de derivação sufixal. Assinale a alternativa que NÃO apresenta palavra em Língua Portuguesa formada por esse processo.

Alternativas
Q2400835 Português

Confidência do Itabirano


  1. “Alguns anos vivi em Itabira.
  2. Principalmente nasci em Itabira
  3. Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.
  4. Noventa por cento de ferro nas calçadas.
  5. Oitenta por cento de ferro nas almas.
  6. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
  7. A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,
  8. vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.
  9. E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,
  10. é doce herança itabirana.
  11. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:
  12. esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,
  13. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval;
  14. este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;
  15. este orgulho, esta cabeça baixa...
  16. Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
  17. Hoje sou funcionário público.
  18. Itabira é apenas uma fotografia na parede.
  19. Mas como dói!”


ANDRADE, Carlos Drummond de. Confidência do itabirano. In:_____. Obra completa. 2. ed. Rio de Janeiro, Aguilar, 1967. p. 101-2.

No poema acima no verso (6) “E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação”. Pode-se dizer que a origem da palavra em destaque, no processo de formação de palavras ocorre em sua derivação por:

Alternativas
Q2399443 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.


IDEIAS E LIBERDADE


Dias atrás me chamou a atenção um texto do amigo e filósofo Luiz Felipe Pondé. Sua provocação era: “O capitalismo estaria apodrecendo?”. Estaria chegando ao fim sem nenhuma utopia viável para pôr no lugar? Achei interessante aquilo. Existe agora o “modelo chinês”, desafiando a democracia liberal. Há muita instabilidade política e um debate imenso sobre os males do mercado. Estariamos à beira de algum precipício?

Uma das razões para a decadência seria o impacto das novas tecnologias - como a automação, a internet das coisas e a inteligência artificial - na destruição dos empregos. O raciocinio é intuitivo. Quando chegarem os carros autônomos, o que os motoristas do Uber vão fazer? E o pessoal do telemarketing, quando tudo for automatizado? Foi assim com os cubeiros, lá em Porto Alegre, chamados de “tigres”, que carregavam aqueles cilindros com dejetos humanos, antes das redes sanitárias. E com as telefonistas inglesas, que eram 120.000, em 1970, e hoje não passam de 20.000.

Muitos postos de trabalho desaparecerão e outros serão criados. Estudo da OCDE mostrou que, em vinte anos, o emprego industrial declinou 20% mas cresceu 27% no setor de serviços. E o feijão com arroz da economia de mercado. Schumpeter já havia teorizado sobre isso com sua tese da “destruição criadora”. Ainda recentemente, três pesquisadores da Consultoria Deloitte, lan Stewart, Debapratim De a Alex Cole, apresentaram uma pesquisa com dados do censo inglês desde 1871 e foram taxativos: “A tecnologia criou mais empregos do que destruiu nos últimos 144 anos”.

Outra razão do abismo seria a desigualdade. Se tornou comum dizer que a má distribuição de renda vai corroer o sistema. Falta demonstrar qual o padrão “certo” de distribuição econômica que se deve buscar. Como bem observou John Rawls, tendemos a comparar nossa situação com a de pessoas mais próximas a nós, nas comunidades em que convivemos e em relação às posições a que aspiramos. Não na “grande sociedade”. Ninguém acorda todos os dias enfurecido com a fortuna de Jeff Bezos. Mas, com razão nos indignamos se fomos discriminados, no trabalho ou na vida social.

Nos temas que realmente importam há avanços relevantes em nosso tempo. A drástica redução da pobreza talvez seja o mais crucial deles. Apenas no período da malafamada globalização, a pobreza global caiu de 36% para 10% entre 1990 e 2015. Outro aspecto: a convergência das famílias americanas com alimentação caiu de 4,2 dos padrões básicos de vida. O US Bureau of Labor Statistic mostrou que, entre 1901 e 2002 0 gasto das famílias americanas com alimentação caiu de 42% para 13% de sua renda. Na Inglaterra, o gasto caiu de 35%, em 1050, para pouco mais de 11% em 2014.Não só a renda cresceu, como o custo relativo dos produtos básicos caiu significativamente.

Há um tema muito mais amplo ai que se refere à igualdade de direitos. Lembro quando Obama, no aniversário dos cinquenta anos na Marcha de Selma, provocou a imensa multidão que refazia o projeto de Martin Luther King, na luta pelos direitos civis, dizendo que “se você acha que nada mudou nos últimos cinquenta anos, pergunta a alguém que viveu em Selma ou Chicago nos anos 50. Pergunte à mulher que hoje é CEO, e não mais restrita a ser secretária, se nada mudou. Pergunte ao seu amigo gay se é mais fácil ter orgulho na América hoje do que há 30 anos”. E concluiu: “Negar este progresso é roubar nosso próprio poder de transformar.”

No mundo da economia, poucas pessoas expressam melhor um tipo de otimismo realista do que Deirdre Mc-Closkey, autora da monumental trilogia sobre a igualdade, a dignidade e as virtudes burguesas, Deirdre não gosta da palavra capitalismo. Prefere e ideia do “inovismo”. Seu ponto é que não foi o capital, mas, sim as ideias ou a inovação que fizeram a diferença no surgimento da moderna economia do mercado. Em algum momento entre os séculos XVIl e XIX, o homem comum ganhou dignidade. O padeiro, o comerciante, o inventor de coisas. Primeiro timidamente, mas em um processo continuo a pari passu à afirmação das sociedades de direito. Dai o casamento moderno entre a economia de mercado e a democracia liberal.

Fonte: Veja, ed. 2775. Fernando Schuler é cientista político e professor do Insper.

Sobre as expressões “OCDE” e “CEO”, presentes notexto, analise as assertivas seguintes e marque a alternativa correta:


I- A denominação de CEO dá-se à diretora executiva de uma empresa.

lI- OCDE e CEO são palavras formadas por derivação regressiva.

III- Os cubeiros são exemplos de profissão extinta.

Alternativas
Q2399160 Português

A palavra "VENDA" na frase de Eurípedes "A VENDA da empresa representou um prejuízo para a economia local" obedece ao seguinte processo de formação de palavras:

Alternativas
Q2399027 Português

Leia as palavras abaixo:


Amanhecer - Televisão - Bisavô


Nessas palavras temos, respectivamente, os seguintes processos de formação de palavras:

Alternativas
Q2398889 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 21 a 30.


Frio aumenta casos de infarto, alerta cardiologista


Depois de muitos estranharem os dias tão quentes já no outono, parece que o clima resolveu mudar de vez e uma onda intensa de frio atingiu várias partes do país. Com temperaturas de apenas um dígito e sensação térmica ainda menor, o tempo gelado costuma exigir mais precauções com a saúde.

Além dos cuidados com as doenças respiratórias, outro alerta tem chamado atenção: a maior incidência de infartos durante o frio - doença que lidera a causa de óbitos entre os brasileiros. Logo, não há tempo a perder. É fundamental entender como os poucos graus afetam a saúde do coração e aprender a se prevenir desses eventos.

"A condição se dá porque as temperaturas mais baixas exigem que o organismo regule sua atividade metabólica para produzir mais calor, aumentando a atividade corpórea, enquanto o frio força o espasmo das artérias coronárias, que se contraem. Com maior esforço, o coração pode sofrer com arritmias, passar por uma insuficiência cardíaca e até apresentar um infarto", alerta a cardiologista Priscilla Gianotto Tosello.

Embora todas as pessoas devam fazer check-ups anualmente para observar como anda a saúde do coração e manter hábitos saudáveis e preventivos, a atenção precisa ser redobrada com quem já integra o grupo de risco, visto que são pacientes predispostos a sofrer eventos cardiológicos, ou seja, com maior chance.

"Quem é tabagista, hipertenso, diabético, sedentário, está com sobrepeso ou obesidade, ou apresenta doenças cardíacas deve ficar mais atento a sinais de cansaço, dores e formigamento nos braços, dores no peito, tonturas, náuseas, suor intenso e mal-estar. A qualquer sintoma, é essencial buscar ajuda médica", explica a especialista.

Pensando na importância de cultivar os hábitos certos durante as baixas temperaturas, Priscilla elencou algumas dicas importantes, que devem ser colocadas em prática nos dias gelados para preservar a saúde.


(Disponível em: Frio aumenta casos de infarto, alerta cardiologista (msn.com). Adaptado.)

'...aumentando a atividade corpórea, enquanto o frio força o espasmo das artérias coronárias, que se contraem.'


Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q2372512 Português
          Meu caro,

        Não pense que me esqueci das minhas obrigações, muito me aflige estar em dívida com você. Fiquei de lhe entregar os originais até o fim de 2015, e lá se vão três anos. Como deve ser do seu conhecimento, passei ultimamente por diversas atribulações: separação, mudança, seguro-fiança para o novo apartamento, despesas com advogados, prostatite aguda, o diabo. Não bastassem os perrengues pessoais, ficou difícil me dedicar a devaneios literários sem ser afetado pelos acontecimentos recentes no nosso país. Já gastei o adiantado que você generosamente me concedeu, e ainda me falta paz de espírito para alinhavar os escritos em que tenho trabalhado sem trégua. Sei que é impróprio incomodá-lo num momento em que a crise econômica parece não ter arrefecido conforme se esperava. Estou ciente das severas condições do mercado editorial, mas se o amigo puder me adiantar mais uma parcela dos meus royalties, tratarei de me isolar por uns meses nas montanhas, a fim de o regalar com um romance que haverá de lhe dar grandes alegrias.

     Um forte abraço.



(Adaptado de: BUARQUE, Chico. Essa gente. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, edição digital)
Derivação imprópria é um processo em que uma palavra muda de classe gramatical sem mudar de forma. Assim, observa-se esse processo no seguinte trecho:
Alternativas
Q2175263 Português

TEXTO 1


Mudança

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.


Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.


Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.


- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.


Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo. A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.


- Anda, excomungado.


O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o. Certamente esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.


RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 71 ed. Rio de Janeiro: Record, 1996. (Fragmento)

A palavra "infelizes" é formada pelo processo de: 
Alternativas
Q2134880 Português
Indique a alternativa em que se encontra um vocábulo cognato da palavra "satisfeita" (l. 13).  
Alternativas
Q2134879 Português
Como se denomina o processo formação da palavra "completamente" (l. 33)?
Alternativas
Respostas
681: B
682: B
683: E
684: E
685: D
686: D
687: D
688: E
689: E
690: E
691: E
692: B
693: D
694: D
695: B
696: B
697: A
698: C
699: B
700: C