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Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.670 questões

Q2171341 Português
Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder à questão:

Qual a árvore mais alta da Amazônia?

   A Floresta Amazônica conta com várias espécies de árvores que atingem dezenas de metros de altura. Mas o título de árvore mais alta já vista na Amazônia é um angelim-vermelho (Dinizia excelsa), encontrado na divisa entre o Pará e o Amapá.
  A árvore tem quase 10 metros de circunferência e 88 metros e meio de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares. O gigante angelim-vermelho, que tem entre 400 e 600 anos, foi encontrado em setembro de 2022 em uma expedição do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) à Floresta Estadual (Flota) do Paru.
   Para chegar até ela, são necessários 15 dias de viagem por 400 quilômetros de rios e mais 40 quilômetros de caminhada pela mata densa, segundo o Imazon. A Flota do Paru é conhecida como um santuário de árvores gigantes porque, além do angelim, outras árvores de 70 a 80 metros foram localizadas na região.
   Além da maior da Amazônia, o angelim de quase 90 metros também é considerado a maior árvore da América Latina e a quarta maior do mundo, de acordo com o Imazon.
   Além da altura, o angelim-vermelho também chama a atenção entre as demais árvores amazônicas pela coloração avermelhada que seu tronco adquire quando iluminado pela luz solar, segundo informações do Museu da Amazônia (Musa). A espécie só ocorre nas áreas de terra firme da floresta.
(Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/03/qual-a-arvore-mais-alta-da-amazonia)
Qual das alternativas abaixo apresenta uma palavra formada por composição, assim como a palavra "angelim-vermelho" presente no texto?
Alternativas
Q2171152 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 02



Disponível em: http://bichinhosdejardim.com. Acesso em: 17 fev. 2023.  
Sobre as palavras “proativo”, “hiperprodutivo” e “automotivado”, usadas na segunda fala, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2170576 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


              Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia 


                                                                                                                                         Por Pedro Guerra



  1. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta prova).


Analise as assertivas que seguem a respeito do vocábulo ‘responsabilidade’ (l. 02), assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Nessa palavra, identifica-se a ocorrência de um dígrafo vocálico, o que permite dizer que ela tem mais letras do que fonemas. ( ) O encontro das letras -sp- classifica-se como dígrafo consonantal. ( ) A palavra é formada por derivação parassintética.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2166989 Português
Texto 4
PNEA/Política Nacional de Educação Ambiental
Conheça a Lei 9.795/1999, que dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências



ICMBio. Educação ambiental. Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/educacaoambiental/politicas/pnea.html. Acesso em: 18 jan. 2023.
Com base no texto 4 e na variedade padrão da língua escrita, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa com a sequência correta de cima para baixo.
( ) As palavras seguintes são nomes abstratos derivados de adjetivos pelo acréscimo do sufixo “-idade”: “sustentabilidade” (linha 04), “habilidades” (linha 02), “totalidade” (linha 09) e “responsabilidade” (linha 31).
( ) As palavras seguintes são nomes abstratos derivados de verbos pelo acréscimo do sufixo “-ção”: “conservação” (linha 03), “educação” (linha 05), “avaliação” (linha 15) e “construção” (linha 29).
( ) As palavras seguintes são adjetivos derivados de substantivos pelo acréscimo do sufixo “-al”: “regionais” (linha 16), “individual” (linha 17), “legais” (linha 20) e “social” (linha 24).
( ) Duas das palavras seguintes não contêm prefixo em sua formação: “inseparável” (linha 27), “autodeterminação” (linha 32), “interdependência” (linha 09) e “reconhecimento” (linha 17).
( ) Duas das palavras seguintes não são derivadas de verbos pelo acréscimo do sufixo “-mento”: “desenvolvimento” (linha 19), “fortalecimento” (linha 23), “ambientalmente” (linha 29) e “fundamentos” (linha 34).
Alternativas
Q2166725 Português
No prefácio de um de seus livros, o escritor modernista Mário de Andrade escreveu: “Mas todo este prefácio, com todo o disparate das teorias que contém, não vale coisíssima nenhuma”. Sobre o curioso vocábulo “coisíssima”, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2165889 Português

Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere. 


Disponível em: https://www.google.com.br. Acesso em: 28 jan. 2023. 

Analise as afirmativas a seguir tendo em vista os recursos de estruturação do texto 04.
I - A linguagem denotativa e a linguagem conotativa estão presentes no texto. II - O uso do termo “sanduba” comprova o fenômeno da variação linguística. III - O uso dos termos “pra” e “sanduba” indicam a presença de coloquialidade. IV - O pronome “este” poderia ser substituído por “esse”, com igual correção. V - A palavra “sanduba” foi formada pelo processo de redução vocabular.
Estão CORRETAS as afirmativas  
Alternativas
Q2164495 Português

A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


As vantagens da preferência pela arquitetura sustentável

Por Alessandra Barassi


(Disponível em: https://www.wwf.org.br/?56242/Artigo---Arquitetura-sustentavel-o-que-e-para-que-serve-ecomo-fazer – texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “dispor” é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação: 
Alternativas
Q2161107 Português

Julgue o item subsequente.


Printar, deletar e flopar são neologismos usados no meio digital, especialmente pelas gerações mais novas, formados por sufixação.

Alternativas
Q2161100 Português

Julgue o item subsequente.


Por terem em sua estrutura o mesmo radical, são consideradas cognatas as palavras Livrinho, Livraria e Livramento. 

Alternativas
Q2161093 Português

Julgue o item subsequente.


Planalto (plano+alto) e embora (em+boa+hora) são exemplos de composição por aglutinação.

Alternativas
Q2160892 Português



 Os atrativos da formação técnica profissionalizante

Por Sônia Christo Aleixo Brito e Talisson de Sousa Lope


(Disponível em: chromeextension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://editorarealize.com.br/editora/anais/conedu/2021/– texto adaptado especialmente para esta prova).

O termo “trabalhar” é decorrente do processo de formação de palavras denominado derivação:
Alternativas
Q2159694 Português

Texto 2


Línguas que não sabemos que sabíamos Mia Couto


    Num conto que nunca cheguei a publicar acontece o seguinte: uma mulher, em fase terminal de doença, pede ao marido que lhe conte uma história para apaziguar as insuportáveis 


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COUTO, Mia. E se Obama fosse africano?: e outras intervenções. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. pp.11-12. Adaptado.

Tomando do Texto 1 o ensinamento da professora Maria Helena de Moura Neves de que ... toda e qualquer língua se rege por um sistema, dentro do qual seus falantes constroem linguagem naturalmente... (Linhas 28-30), constata-se que o neologismo caosmologia, extraído do Texto 2, é regido por uma sistemática regra de formação de palavras em que se verifica a presença de
Alternativas
Q2159680 Português

Texto 1


Professora e linguista com 70 anos no serviço público vê equívoco em termo 'linguagem neutra'


Maria Helena de Moura Neves, 91, atua como docente da pós-graduação em linguística e língua portuguesa na Unesp e defende linguagem inclusiva


Emerson Vicente


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Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ educacao/2022/03/professora-e- linguista-com-70- anos-no-servico-publico-ve-equivoco-em-termo-linguagemneutra.shtml Acesso em 27 dez. 2022. Adaptado.

O vocábulo sublinhado em Considero um equívoco o uso desse termo ‘linguagem neutra’ (Linhas 10-11) foi formado por 
Alternativas
Q2159485 Português
BASTA DE TANTA RAIVA

Não é fácil controlar a irritação profunda, mas uma nova leva de recursos tecnológicos está ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das explosões
Diego Alejandro

    SENTIR RAIVA é uma situação comum. Quem vive em uma grande cidade, corre contra prazos no trabalho e se equilibra para cuidar dos filhos e pagar as contas dificilmente passa dias sem experimentar momentos de irritação profunda. Os motivos variam de gravidade. Pode ser o trânsito parado, o eletrodoméstico que quebrou – e ninguém consertou –, ou a perda de um relatório completo porque o computador pifou. Dependendo do dia, uma faísca dessas pode ser o estopim para explosões memoráveis.
    Elas fazem parte das manifestações emocionais de todos nós, e estranho seria nunca as ter apresentado. A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios. “Ela é um dos sentimentos mais relevantes do ser humano”, diz o psiquiatra Eduardo Martinho Jr., da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). O problema está na medida. Quando vai além do que seria esperado tanto em intensidade quanto em frequência, tem-se uma grande questão a ser resolvida.
   Entende-se por episódios fora de controle aqueles que prejudicam a vida social, afetiva e profissional. Até recentemente, a única forma de enfrentá-los era a terapia presencial e medicações quando necessárias. O avanço das ferramentas digitais, contudo, mudou o cenário radicalmente. Sessões on-line, aplicativos e recursos de realidade virtual estão tornando o tratamento mais acessível e eficaz, para a alegria dos pacientes e de quem está ao redor.
      Não é, enfim, nada fácil conviver com pessoas irascíveis. A pandemia impulsionou o uso desses atalhos eletrônicos. A impossibilidade de realizar sessões de terapia presencialmente, por exemplo, aumentou sua migração para o mundo digital. No início, temia-se que a modalidade não fosse tão eficiente, mas as evidências revelam o contrário. Um trabalho que acaba de ser publicado por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, mostra que terapias rápidas, de um mês apenas, feitas pela internet, ajudam no controle da raiva desadaptativa, caracterizada por comportamentos não condizentes com as situações e que acabam por prejudicar o paciente. A investigação comparou dois métodos: um deles tem por objetivo aumentar a capacidade do indivíduo de perceber e aceitar os próprios sentimentos sem julgá-los ou agir sobre eles, e outro auxilia na reinterpretação de pensamentos e situações, identificando caminhos alternativos às explosões. Quando ambas as técnicas foram aplicadas, os participantes saíram-se melhor.
      Nos Estados Unidos, a tecnologia ajudou na criação, pelo U.S. Departament of Veterans Affairs, de um programa para smartwatches, capaz de captar sinais fisiológicos de que ataques de raiva estão a caminho, oferecer intervenções autoguiadas curtas de respiração profunda e relaxamento muscular e de entrar em contato com o terapeuta do usuário. Na Coreia do Sul, pesquisadores da Universidade de Yonsei provaram a eficiência da realidade virtual a partir de uma experiência com sessenta jovens. Os pacientes foram expostos a ambientes projetados para provocar raiva. Assim, houve um modo de treiná-los no universo virtual para saber como reagiriam em situações reais. Funcionou.
       No Brasil, o manejo da raiva é incipiente. Existe um centro – na Psiquiatria da USP – para atender pacientes com transtorno explosivo intermitente, definido por crises que se tornam intensas e acontecem pelo menos duas vezes por semana ao longo de três meses. Contudo, também lá houve a constatação de que a terapia virtual, adotada na pandemia, funciona. “O maior ganho é a ampliação do acesso ao tratamento, inclusive para pessoas de outros estados”, diz a psicóloga Carolina Bernardo. Em 2020, ela e outros profissionais do serviço lançaram o livro Como Lidar com a Raiva e o Transtorno Explosivo Intermitente: Guia Prático para Pacientes, Familiares e Profissionais da Saúde, o primeiro do tipo no Brasil e à venda na Amazon. O futuro do gerenciamento de emoções promete outras novidades animadoras e relaxantes também. Um conselho: segure a onda, e calma.

(Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 2823, ano 56, nº 1, 11 jan. 2023, p. 62-63)
Em: “A raiva, goste-se ou não, é um dos motores que nos levam a reagir contra circunstâncias que causam desconforto ou agridem princípios.”, o termo em destaque exemplifica o seguinte processo de formação de palavras:
Alternativas
Q2157030 Português
Aprendizado em família


     A terapeuta Adriana Czelusniak levava o filho, Gabriel Czelusniak Cabrera, à psicóloga na tarde de sexta-feira (13). Mãe e filho estavam apreensivos: o resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estava para ser divulgado a qualquer momento – e ambos tinham prestado os exames para Pedagogia. No banco do passageiro, Cabrera atualizava continuamente em seu celular o portal da instituição, tentando acessar a relação de aprovados. “Mãe, eu passei”, anunciou o rapaz, quando a lista, enfim, foi publicada. Ainda ao volante do carro, Czelusniak pegou o celular e, surpresa, constatou que também tinha sido admitida. Ela e o filho são diagnosticados com transtorno do espectro autista e, a partir do fim de março, vão começar a frequentar juntos o curso universitário. Depois da sessão de terapia de Cabrera com a psicóloga, mãe e filho foram direto ao campus de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba, onde os aprovados celebram o êxito no vestibular passando por um “banho de lama”, rito de passagem já tradicional na universidade. Antes, no entanto, Czelusniak fez questão de conferir as listas impressas, afixadas em uma das paredes do complexo. Só após confirmar que tinham, mesmo, sido admitidos é que ela e Cabrera foram celebrar com futuros colegas de curso – e tiraram uma série de fotos, já após o banho de lama, em que aparecem sujos e com o rosto pintado. “Eu tive que olhar a lista várias vezes para acreditar. A sensação era de que eu estava vendo a lista errada. Até agora, ainda é difícil acreditar. Foi, realmente, uma surpresa enorme”, disse Czelusniak, de 41 anos. “Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido”, comemorou Cabrera.
       Ao fazer as inscrições para o vestibular, Czelusniak não tinha foco na aprovação. Ela queria ver como o filho se comportaria ao longo das provas, em um ambiente cheio de restrições e com pessoas que não são do convívio comum. Cabrera estava cursando o 3º ano do Ensino Médio no Sesi, em uma turma regular, com alunos neurotípicos. A pedido de Czelusniak, mãe e filho prestaram os exames na mesma sala, que não estava tão cheia – com menos de dez pessoas, todas com algum tipo de necessidade especial. Ambos teriam direito a se inscrever para disputar uma vaga suplementar – ofertada além das reservadas ao sistema de cotas e que se destina a pessoas com deficiência. Para isso, no entanto, precisavam de laudo educacional, que Czelusniak não conseguiu providenciar a tempo. Ou seja, mãe e filho se candidataram pela ampla concorrência. “O vestibular não é uma prova amigável à pessoa do espectro autista. Também por essas dificuldades, ficamos muito felizes com o resultado”, completou a recém-aprovada.
[…]

(ANÍBAL, Felippe. Aprendizado em família. Site da
Revista Piauí, 26 janeiro de 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/de-mae-para-filho/. Acesso em
06 de fevereiro de 2023)
Um dos processos de formação de palavras, em Língua Portuguesa, ocorre por composição, subdividindo-se em justaposição e aglutinação. Marque a opção com palavras formadas somente por aglutinação:
Alternativas
Q2135355 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Vacina contra Meningite ACWY está disponível para adolescentes de 11 a 15 anos nas unidades de saúde

Das 19 salas de vacinação do município, três delas possuem horário estendido até 18h30: Belo Vale, Luxemburgo e Cidade de Deus

A Prefeitura de Sete Lagoas informa que a vacina da Meningite ACWY para adolescentes de 11 a 15 anos está disponível nas 19 salas de vacina do município. Das 08h às 16h30, nos ESFs Alvorada, Barreiro, Eldorado, Fazenda Velha, Catarina, CDI I, Esperança e Itapuã; UBS Orozimbo Macedo e N. S. das Graças; e C. S. Montreal, Progresso, Santa Luzia, Santo Antônio, São João, Manoa e Várzea. E das 08h às 18h30, em horário estendido, nas unidades de saúde do Belo Vale, Luxemburgo e Cidade de Deus. Documentos: cartão SUS, documento com foto e cartão de vacina.

Recentemente, alguns municípios vêm tendo um considerável aumento de casos da doença provocada pelo meningococo, principal bactéria por trás da meningite. Em Minas Gerais, os dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que o número de casos e mortes pela doença voltou a crescer e já atingiu o maior patamar dos últimos dois anos, mesmo que os registros ainda sejam parciais.

De janeiro a junho deste ano, foram registrados 465 casos no estado. Em todo o ano de 2021, foram 459. Ou seja, a média mensal de 77,5 casos deste ano é quase o dobro dos 38 de 2021. Ainda de acordo com o levantamento, até junho deste ano foram 71 mortes pela doença em Minas Gerais. De janeiro a dezembro do ano passado, foram 51 óbitos. Entre os números de 2022, o que chama a atenção são as 28 mortes causadas pelos tipos de meningite pneumocócica e meningocócica, que podem ser evitadas graças ao simples ato de se vacinar com o imunizante, que está disponível gratuitamente nos postos de saúde. Ambos os tipos da doença, totalmente evitáveis, representam cerca de 21% dos casos de meningite no estado – 1 em cada 5 casos.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Dr. Marcelo Fernandes, a população precisa se conscientizar sobre a importância da vacinação. “Com a baixa cobertura vacinal, estamos vendo o aumento dos casos e até de mortes evitáveis em várias cidades e não queremos que Sete Lagoas faça parte dessas estatísticas”, diz o secretário. Além de levar a óbito, a meningite pode deixar sequelas como amputações, surdez ou cicatrizes.

Profissionais de Saúde

A Prefeitura também reduziu a idade de vacinação da Meningo C para profissionais da Saúde, agora a partir de 30 anos de idade. “Este imunizante ajuda a proteger contra o tipo C da doença meningocócica, que pode evoluir para meningite e outras doenças graves causadas pelas bactérias meningocócicas”, reforça o responsável técnico de imunização do município, Guilherme Menezes. A Meningo C para profissionais de saúde é aplicada nas mesmas 19 salas de vacinação. 

Em Minas

No município de Extrema, Sul de Minas, a situação não chegou a ser considerada um surto, porém, já são duas mortes por meningite confirmadas até agora. Por conta disso, a prefeitura da cidade está realizando um mutirão de vacinação onde até mesmo quem já foi imunizado está recebendo novas doses. Em Belo Horizonte, até o momento, foram confirmados 58 casos de meningite em 2022. Em todo o estado, já foram registradas 71 mortes e 465 casos da doença este ano. Os números, mesmo parciais, são superiores aos registrados nos últimos dois anos.

Disponível em: https://bit.ly/3z6zPPo. Acesso em: 23 out. 2022 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Com a baixa cobertura vacinal, estamos vendo o aumento dos casos e até de mortes evitáveis [...].”
A palavra destacada é formada pelo processo de formação de palavras conhecido como
Alternativas
Q2135144 Português
TEXTO 1

Jovens sem rugas aderem em massa às aplicações de Botox

      Desde os primórdios, a humanidade busca a elusiva fonte da eterna juventude, na forma de poço para os indus de 700 a.C., de rio para Alexandre, o Grande, na antiga Macedônia, e de fonte mesmo para Ponce de León, o explorador que primeiro pisou na Flórida. No fim das contas, o sonho (de certa maneira) se materializou na forma de injeção, com o lançamento, em meados dos anos 1990, do Botox, nome comercial da toxina botulínica que paralisa músculos e “congela” rugas e marcas de expressão por algum tempo. Indicadas a princípio para a faixa dos 40 a 50 anos, as aplicações de Botox com objetivo estético cresceram e se multiplicaram em ritmo frenético — atualmente são 7 milhões por ano só nos consultórios de cirurgiões plásticos, o procedimento estético mais realizado no planeta — e foram parar em rostos perfeitamente lisos, em comportamento não avalizado pela maioria dos médicos, adolescentes e jovens nos seus 20 anos estão aderindo à toxina antienvelhecimento.
    Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostram que o Botox é o procedimento mais realizado, inclusive, entre 18 e 30 anos, aí computados cirúrgicos e não invasivos, tendo sua procura crescido 300% nos últimos três anos. Espelho de todas as modinhas, o aplicativo TikTok virou palco, nos últimos meses, de jovens sem nenhuma ruga exibindo os efeitos (sutilíssimos) das aplicações — são mais de 70 milhões de postagens com a hashtag #BabyBotox. Embora faça questão de mostrar um ou outro pedacinho de pele modificado pelo Botox, o objetivo principal dessa turma é tentar prevenir a ação do tempo.
     Não é de hoje que celebridades na flor da idade apelam para o Botox. A apresentadora Angélica, 49 anos, assumiu ter começado a usar aos 14. Kylie Jenner, 25 anos, a caçula das Kardashians, não confessa a prática, mas é visivelmente “botocada” há anos. A maior parte dos médicos não só contraindica aplicar a toxina sem necessidade, como alerta que isso pode afetar o tratamento no futuro. “Não há estudos científicos que provem que usar o produto preventivamente retarda ou impede o aparecimento de rugas. É como tomar antibióticos sem sintomas, achando que assim vai evitar infecções. Não faz sentido”, afirma o cirurgião plástico Paulo Matsuda, um dos pioneiros da aplicação do Botox no mundo.
       O reinado da toxina botulínica está calcado em uma premissa básica: ela paralisa temporariamente —em média quatro meses — os músculos onde é aplicada, evitando que as linhas de expressão formem sulcos profundos e atenuando os sinais em regiões já marcadas. Salvo casos específicos, seu uso é indicado na faixa dos 30 anos. “Embora não se fale muito nisso, existe o risco de o uso prolongado criar resistência ao produto. As doses vão ficando cada vez maiores e mais frequentes, até ele poder se tornar ineficiente”, explica a cirurgiã Bárbara Machado, que foi assistente de Ivo Pitanguy por 25 anos. Além disso, paralisar constantemente uma região para evitar as rugas ali não impede que elas apareçam em outro lugar. Nenhuma dessas ponderações, no entanto, tem desestimulado pessoas de rosto lisinho a gastar 1.700 reais, em média, por aplicação. “Percebi que, quando me maquio, as linhas da testa aparecem. Se existe um procedimento disponível, por que não me antecipar ao problema?”, justifica a estudante de direito e influencer carioca Bruna Conce, 23 anos, que mora nos Estados Unidos e usa Botox há um ano.
        Os especialistas atribuem o apelo da toxina entre os jovens à hipervalorização da juventude, elevada às alturas pelas redes sociais. “Ser jovem não é mais uma fase, e sim um estilo de vida, um ideal. Tornou-se um valor central na sociedade”, resume a antropóloga Cláudia Pereira, professora da PUC-Rio. Some-se a isso a obsessão por beleza e perfeição, e está formado o tubo de pressão que domina a mente insegura dos mais novos. “É bizarro uma pessoa de 60 anos com rosto de 20. A beleza está no equilíbrio, inclusive das rugas”, reflete Volney Pitombo, vice-presidente da Sociedade Brasileira Cirurgia Plástica. Vale a pena parar e pensar antes de ceder à próxima agulhada.

(CERQUEIRA, Sofia. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento /jovens-sem-rugas-aderem-em-massa-as-aplicacoes-de-botox.)





Em “Embora faça questão de mostrar um ou outro pedacinho de pele [...]” (2º§), o termo “embora” foi formado pelo processo morfológico de: 
Alternativas
Q2134000 Português
No trecho a seguir, há uma palavra cuja formação se baseia no processo de composição. Assinale a alternativa que identifica corretamente essa palavra.
“Um tutor se diverte com seu vira-lata em um parque, ambos dando voltas em torno de uma árvore. Nessa cena corriqueira do cotidiano, está embutido um teorema de consequências profundas e importantes para a matemática. Mais: ele pode ser entendido só com palavras, sem qualquer cálculo.” MORICONI, Marco. Teorema do passeio. Ciência Hoje, novembro de 2022. Disponível em: https://www.cienciahoje.org.br/artigo/teorema-do-passeio/. Acesso em: 06 mar. 2023. 
Alternativas
Q2130323 Português

Apesar de a palavra interser  não se encontrar ainda no dicionário, se combinarmos o radical inter com o verbo ser, teremos um novo verbo: interser. Se examinarmos essa folha de livro com maior profundidade, poderemos ver nela o sol. Sem o sol não há floresta. Na verdade, sem o sol não há vida. Sabemos, assim, que o sol também está nesta  folha. O papel e o sol intersão.

CORTEZ, Fe. Homo integralis. São Paulo: Leya Brasil, 2021. p. 81.


De acordo com a explicação dada, a palavra “interser” é um/a 

 


Alternativas
Q2128941 Português
Considere atentamente o trecho a seguir, extraído de uma das crônicas de Paulo Mendes Campos, para responder a questão.

“O homem entra no bar para transcender-se: eis a miserável verdade. Entrei em muitos, bebo alguma coisa desde a minha adolescência, conheço bares em Porto Alegre, Buenos Aires, São Paulo, Rio, Salvador, Recife, Manaus, Brasília, João Pessoa, Petrópolis, Belém, Nova Iorque, Lisboa, Vigo, Londres, Roma, Nápoles, Siracusa, Agrigento, Marsala, Palermo, Veneza, Hamburgo, Berlim, Heidelberg, Dusseldorf, Colônia, Munique, Goettingen, Varsóvia, Estocolmo, Leningrado, Moscou, Pequim, Múquiden, Xangai, Santa Luzia e Sabará... Em 1954, viajando pela Alemanha de carro, cheguei, pouco depois da meia-noite, à cidade universitária do Goettingen. No Brasil, uma cidade cheia de estudantes costuma tumultuar-se pela madrugada. Mas Goettingen àquela hora entregava-se a um repouso unânime. Sem sono, reservei um quarto no hotel, perguntando ao empregado onde poderia beber qualquer coisa. – ‘Ah, senhor’ – respondeu orgulhoso o alemão – ‘Goettingen é uma cidade universitária, não existe nada aberto a esta hora’. – ‘O senhor está completamente enganado’ – retruquei-lhe. Ele se riu bondosamente de mim: tinha mais de sessenta anos, nascera em Goettingen, conhecia todas as ruas da cidade, todos os bares, seria humanamente impossível encontrar qualquer venda aberta depois de meia-noite. – ‘O senhor está completamente enganado’ – insistia eu. Outro alemão que viajava comigo reforçou a opinião do empregado do hotel, e começou a dissertar impertinentemente sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha. Eu estava parecendo bobo – disse ele – não querendo aceitar esta germânica verdade: em Goettingen não havia um único bar aberto depois de meia-noite. A esta altura manifestei-lhes um princípio universal pelo qual sempre me guiei: – ‘Pois fiquem vocês sabendo que em todas as cidades, todas as vilas e povoados do mundo, há pelo menos duas pessoas que continuam a beber depois da meia-noite; aqui em Goettingen há pelo menos duas pessoas que estão bebendo neste momento; vou encontrá-las’. Meio cético a respeito do meu princípio, mas solidário com o amigo, resolveu acompanhar-me. Saímos para a noite morta de Goettingen, e fomos andando pelas ruas paralisadas. No fim duma rua comprida e oblíqua, vi um cubo iluminado, mais parecido com um anúncio de barbearia, e afirmei: ‘É ali’. Ao fim da passagem lateral, por onde entramos, demos com a porta fechada. Batemos em vão, e já íamos embora, desapontados, quando notei no corredor uma escada circular para o porão, cavada na pedra. No primeiro patamar, ouvimos música. Tomei um ar superior de vidente e desci o segundo lance. Empurrada a grossa porta, recebi uma salutar lufada de música, de tabaco, de gente, de aromas etílicos. Foi como se eu reconquistasse o paraíso. O boteco dançava e bebia animadamente, repleto de jovens universitários e lindas universitárias de bochechas coradas e riso amorável. Não havia uma única mesa vaga, mas três segundos depois eu estava a beber um magnífico branco do Reno e a explicar para os estudantes, que nos acolheram com simpatia, o princípio universal que rege a vida noturna. E eles acataram o meu pacífico princípio como um axioma luminoso”. (“Por que bebemos tanto assim”, de Paulo Mendes Campos, com adaptações).
Em relação ao trecho “No fim duma rua comprida e oblíqua”, pode-se afirmar, a respeito da palavra “duma”, que é:
Alternativas
Respostas
661: B
662: C
663: D
664: D
665: A
666: C
667: E
668: C
669: E
670: C
671: B
672: D
673: D
674: B
675: D
676: A
677: C
678: B
679: C
680: D