Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

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Q2101828 Português
Analise as seguintes assertivas relacionadas aos nomes próprios com as respectivas siglas, assinalando C, se corretas, ou I, se incorretas.
( ) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. ( ) Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos – EBCT. ( ) Código de Endereçamento Postal – CEP. ( ) Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2096748 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 




Adaptado de: SOUZA, T. S. “A fila do supermercado”. In: ASSIS BRASIL, L. A. (org.) Melhor não abrir essa gaveta: contos de razão e loucura. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.  
Assinale a alternativa que apresenta palavras com os mesmos prefixos presentes nas palavras impaciência (l. 26-27) e desliga (l. 36), respectivamente.  
Alternativas
Q2094730 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.

Em termos gerais, parece haver dois métodos para reunir forças de combate – para convencer ou obrigar com sucesso coleções de homens a se envolverem no empreendimento violento, profano, sacrificial, incerto, masoquista e essencialmente absurdo conhecido como guerra. Os dois métodos levam a modos de guerrear distintos, e a distinção pode ser importante.

Intuitivamente, poderia parecer que o método mais fácil (e mais barato) para recrutar combatentes é alistar indivíduos que se deleitam com violência e a adotam rotineiramente, ou que a empregam para se enriquecerem ou as duas coisas. Na vida civil, temos um nome para essas pessoas – criminosos... Os conflitos violentos em que pessoas desse tipo são maioria podem ser chamados de guerras criminais, uma forma em que os combatentes são induzidos a causar violência primeiramente pelo divertimento e pelo proveito material que tiram da experiência.

Os exércitos de criminosos parecem surgir por dois processos. Às vezes, os criminosos – assaltantes, bandidos, aventureiros, sequestradores de cargas, vândalos, arruaceiros, salteadores, piratas, gangsters, indivíduos fora da lei – se organizam ou se juntam em gangues, bando ou máfias. Quando essas organizações se tornam suficientemente grandes, podem ficar parecidas com verdadeiros exércitos e agir praticamente da mesma forma como estes o fariam.

Alternativamente, os exércitos criminosos podem ser formados quando um governante precisa de combatentes para levar a termo uma guerra e conclui que empregar ou recrutar criminosos e bandidos é o método mais eficaz para conseguir isso. Neste caso, os criminosos e bandidos agem essencialmente como mercenários. 

Acontece, porém, que criminosos e bandidos tendem a ser guerreiros indesejáveis. Para começar, são frequentemente difíceis de controlar. São desordeiros, indisciplinados, desobedientes e rebeldes, cometendo frequentemente, em serviço ou fora dele, crimes não autorizados que podem ser prejudiciais ou mesmo deletérios para a ação militar.

O mais importante é que criminosos tendem a ser pouco dispostos a resistir e combater quando as situações se tornam perigosas, e muitas vezes simplesmente desertam, quando há uma oportunidade que coincide com seus caprichos. O crime comum, afinal de contas, faz vítimas entre os fracos – velhinhas e não atletas sarados – e criminosos com frequência mostram ser executores prontos e eficientes de pessoas indefesas. Mas quando aparecem os guardas, estão sempre prontos para fugir. O lema para o criminoso, afinal, não é uma variante de “Sempre fiéis”, “Um por todos e todos por um”, “Dever, honra, pátria”, “Banzai” ou “Lembrem-se de Pearl Harbour”, mas “Pega a grana e dá no pé” ...

Esses problemas com o emprego de criminosos como combatentes levaram a esforços para recrutar pessoas comuns – pessoas que, à diferença dos criminosos e bandidos, não cometem violências em nenhum outro momento da vida.

O resultado tem sido o desenvolvimento de um guerrear disciplinado, no qual os homens se infligem a violência em geral não por diversão e interesse, mas porque seu treinamento e doutrinação incutiram neles a necessidade de obedecer ordens; de observar um código de honra coerentemente orientado e cuidadosamente restritivo; de buscar a glória e a reputação em combate; de amar, honrar ou temer seus oficiais; de acreditar numa causa; de temer a vergonha, humilhação e custos da rendição; ou, em particular, de ser leal a e merecer a lealdade de seus companheiros de armas.

(MUELLER, John. Os remanescentes da guerra. In: PINKER, Steven. Guia de escrita: como conceber um texto com clareza, precisão e elegância. São Paulo: Contexto, 2018, p. 233-234).
O verbo guerrear, antecedido do artigo um, no último parágrafo do texto, teve sua classificação gramatical alterada para substantivo, em que a expressão um guerrear disciplinado é equivalente semanticamente a um combate disciplinado ou mesmo a uma batalha disciplinada. Indique a seguir o processo de formação de palavras que nomeia essa derivação. 
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Q2087476 Português

Releio o trecho a seguir.


"[...] minando essa confiança com uma narrativa antissistema."


Assinale a alternativa a seguir em que a palavra destacada possui o mesmo processo de formação da palavra destacada no trecho anterior.

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Q2084503 Português

Texto 19 de maio. Belém. Durante a noite o Pedro I portou em Salinas pra emprestar um tapejara que nos guiasse através da foz traiçoeira do Amazonas e quando nos levantamos no dia de hoje bem cedinho já estávamos nela. Que posso falar dessa foz tão literária e que comove tanto quando assuntada no mapa?... A imensidão das águas é tão vasta, as ilhas imensas por demais ficam tão no longe fraco que a gente não encontra nada que encante. A foz do Amazonas é uma dessas grandezas tão grandiosas que ultrapassam as percepções fisiológicas do homem. Nós só podemos monumentalizá-las na inteligência. O que a retina bota na consciência é apenas um mundo de águas sujas e um matinho sempre igual no longe mal percebido das ilhas. O Amazonas prova decisivamente que a monotonia é um dos elementos mais grandiosos do sublime. É incontestável que Dante e o Amazonas são igualmente monótonos. Pra gente gozar um bocado e perceber a variedade que tem nessas monotonias do sublime carece limitar em molduras mirins a sensação. Então acha uma lindeza os barcos veleiros coloridos e acha cotuba a morte dos pretendentes, se prende ao horizonte plantado de árvores que a refração apara do firme das ilhas e ao livro de Jó. A foz do Amazonas é tão ingente que blefa a grandeza. Wordsworth, o quarteirão dos cinemas no Rio, “I Juca-Pirama ” são muito mais grandiosos.

Mas quando Belém principia diminuindo a vista larga a boniteza surge outra vez. Chegamos lá antes da chuva e o calor era tanto que vinha dos mercados um cheiro de carne-seca. Os barcos veleiros sentados no cais do Ver-o-peso sacudiam as velas roseadas azuis negras se abanando com lerdeza. Nos esperavam oficialmente no cais dois automóveis da Presidência prontinhos pra batalha de flores. Pra cada uma das companheiras do poeta um buquê famoso, fomos. Então passamos revista a todos os desperdícios da chegada. Só de noite nos reunimos pra janta excelente. Belém andara indagando dos nossos gostos e mantinha na esquina de boreste do hotel, um cinema. Fomos ver William Fairbanks em Não percas tempo, filme horrível. A noite dormiu feliz.


ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz / Mário de Andrade ; edição de texto apurado, anotada e acrescida de documentos por Telê Ancona Lopez, Tatiana Longo Figueiredo ; Leandro Raniero Fernandes, colaborador. – Brasília, DF: Iphan, 2015. P. 68 – 70

Em relação ao processo de formação de palavras, há exemplo, assinalado, de derivação sufixal em:
Alternativas
Q2079946 Português
NSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

DIA MUNDIAL SEM TABACO: BRASIL TEM REDUÇÃO NO NÚMERO DE FUMANTES

Mesmo com queda no consumo do tabaco e nas mortes relacionadas, Ministério da Saúde reforça a importância do combate ao tabagismo; ações de promoção à saúde e webinários marcam a data

     O número de fumantes diminuiu no Brasil, e o grupo de ex-usuários de tabaco é cada vez maior. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o apoio do Ministério da Saúde, e divulgada nesta segunda-feira (31/05/2021), quando é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco.

    Apesar da redução, o cenário ainda é preocupante, já que a quantidade de pessoas que tentam parar de fumar também teve queda, de 51,1% para 46,6% dos entrevistados. As informações alertam para a necessidade de reforçar ações de combate ao fumo.

    De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, que apresenta o panorama do uso atual de produtos derivados do tabaco, no Brasil, são mais de 160 mil mortes anuais atribuíveis ao tabaco, o que representa 443 mortes por dia. O tabaco é responsável por mais de 8 milhões de mortes por ano no mundo, contudo, até 2030, pode ser responsável por 10% do total de mortes globais.

    Considerado um fator de risco importante para as doenças crônicas não transmissíveis, o tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de aproximadamente 50 doenças, entre elas vários tipos de câncer, doenças do aparelho respiratório, como enfisema pulmonar, e doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral.

VIGITEL 2019

    O Vigitel 2019, que realiza a vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico, apontou queda de prevalência de fumantes nas capitais brasileiras de 15,7% a 9,8% no período de 2006 a 2019. Nas 27 capitais, a frequência de adultos fumantes foi de 9,8%, sendo maior no sexo masculino (12,3%) do que no feminino (7,7%). No total da população, a frequência de fumantes foi menor entre os adultos jovens (antes dos 25 anos de idade) e entre os adultos com 65 anos e mais.

    A frequência de adultos que fumam variou entre 4,4% em Teresina e 14,6% em Porto Alegre. As maiores frequências de fumantes foram encontradas, entre homens, em Rio Branco (17,1%), no Distrito Federal (15,8%) e em São Paulo (15,6%); e, entre mulheres, em Porto Alegre (14,1%), São Paulo (11,7%) e Curitiba (11%). As menores frequências de fumantes, no sexo masculino, ocorreram em Aracaju (5,7%), Maceió (5,9%) e Teresina (6,4%); e, no sexo feminino, em Manaus (2,2%), São Luís (2,7%) e Teresina (2,8%).

PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE 2019

    Os dados da última PNS, mostram que o percentual de usuários de derivados de tabaco é de 12,8% entre os entrevistados. O número é menor do que o registrado em 2013, de 14,9%. A região Nordeste registrou a maior redução, de 14,7% em 2013 para 11% em 2019. Nesse mesmo período, o grupo de ex-fumantes aumentou, passando de 17,5% para 26,6%.

    O perfil de usuários de produtos derivados do tabaco foi de homens na faixa etária de 40 a 50 anos, sem instrução e fundamental incompleto, entretanto, as mulheres apresentaram maior frequência de exposição ao fumo passivo, principalmente no ambiente domiciliar e de trabalho.

    Os dados apontam ainda o consumo de cigarro eletrônico, que utiliza substâncias que possuem nicotina, nos jovens, acima de 15 anos – 0,6% entre os entrevistados. O uso desses produtos está concentrado em cidades maiores e em classes sociais com maior renda, indicando a vulnerabilidade dos grupos mais jovens para a dependência de nicotina.

    A fumaça também pode matar: os fumantes passivos, que convivem de perto com o tabaco, podem desenvolver várias doenças. No mundo, mais de 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência do fumo passivo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o percentual desse grupo foi de 9,2% em 2019, segundo a PNS, e as mulheres são maioria, principalmente no ambiente domiciliar e no trabalho.

TRATAMENTO NO SUS

    O Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar, com medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona.

     Para saber onde procurar atendimento, a população deve ir aos centros / postos de saúde ou à Secretaria de Saúde do município para informações sobre locais e horários de tratamento. Outras informações ainda podem ser consultadas na Coordenação de Controle do Tabagismo na Secretaria Estadual de Saúde ou, por telefone, no Disque Saúde 136.

CAMPANHA DO INCA

    O Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) promovem webinário, nesta segunda-feira (31/05/2021), para celebrar o Dia Mundial sem Tabaco. O tema, definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é “Comprometa-se a parar de fumar”. O foco da campanha é reduzir o número de fumantes e, consequentemente, a incidência de doenças relacionadas ao tabaco e o câncer no pulmão. Já no dia 2 de junho, o INCA promove a webconferência “Tabagismo, Covid-19 e Reforma Tributária”. O encontro reunirá especialistas para debater a relação entre tabagismo e Covid-19.

Disponível em: https://bityli.com/fYuwb. Acesso em: 1 maio 2022 (adaptado)

A derivação prefixal é a junção de um afixo ao início de uma palavra já existente para a criação de uma nova unidade lexical.

Assinale a alternativa que indica uma palavra formada por prefixação.

Alternativas
Q2076003 Português
Art. 1º. A Academia Paralímpica Brasileira, também identificada pela sigla APB, foi fundada em 2010 pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A APB tem sua sede junto ao CPB, localizado em São Paulo - SP, no Centro Paraolímpico Brasileiro; Rodovia dos Imigrantes Km 11,5. Sua duração é por tempo indeterminado. [Disponível em: https://www.cpb.org.br/academiaparalimpica/apresentação Acesso em: 22 dez. 2022]
O termo “Paralímpica”, adotado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, resulta do seguinte processo de formação de palavras:
Alternativas
Q2069877 Português

O outro marido


Era conferente da Alfândega — mas isso não tem importância. Somos todos alguma coisa fora de nós; o eu irredutível nada tem a ver com as classificações profissionais. Pouco importa que nos avaliem pela casca. Por dentro, sentia-se diferente, capaz de mudar sempre, enquanto a situação exterior e familiar não mudava. Nisso está o espinho do homem: ele muda, os outros não percebem.


Sua mulher não tinha percebido. Era a mesma de há 23 anos, quando se casaram (quanto ao íntimo, é claro). Por falta de filhos, os dois viveram demasiado perto um do outro, sem derivativo. Tão perto que se desconheciam mutuamente, como um objeto desconhece outro, na mesma prateleira de armário. Santos doía-se de ser um objeto aos olhos de d. Laurinha. Se ela também era um objeto aos olhos dele? Sim, mas com a diferença de que d. Laurinha não procurava fugir a essa simplificação, nem reparava; era de fato objeto. Ele, Santos, sentia-se vivo e desagradado.


Ao aparecerem nele as primeiras dores, d. Laurinha penalizou-se, mas esse interesse não beneficiou as relações do casal. Santos parecia comprazer-se em estar doente. Não propriamente em queixar-se, mas em alegar que ia mal. A doença era para ele ocupação, emprego suplementar. O médico da Alfândega dissera-lhe que certas formas reumáticas levam anos para ser dominadas, exigem adaptação e disciplina. Santos começou a cuidar do corpo como de uma planta delicada. E mostrou a d. Laurinha a nevoenta radiografia da coluna vertebral, com certo orgulho de estar assim tão afetado.


– Quando você ficar bom…


– Não vou ficar. Tenho doença para o resto da vida.


Para d. Laurinha, a melhor maneira de curar-se é tomar remédio e entregar o caso à alma do padre Eustáquio, que vela por nós. Começou a fatigar-se com a importância que o reumatismo assumira na vida do marido. E não se amolou muito quando ele anunciou que ia internar-se no Hospital Gaffrée Guinle.


– Você não sentirá falta de nada, assegurou-lhe Santos. Tirei licença com ordenado integral. Eu mesmo virei aqui todo começo de mês trazer o dinheiro.


(...) Pontualmente, Santos trazia-lhe o dinheiro da despesa, ficaram até um pouco amigos nessa breve conversa a longos intervalos. Ele chegava e saía curvado, sob a garra do reumatismo, que nem melhorava nem matava. A visita não era de todo desagradável, desde que a doença deixara de ser assunto. Ela notou como a vida de hospital pode ser distraída: os internados sabem de tudo cá de fora.


– Pelo rádio — explicou Santos. (...)


Santos veio um ano, dois, cinco. Certo dia não veio. D. Laurinha preocupou-se. Não só lhe faziam falta os cruzeiros; ele também fazia. Tomou o ônibus, foi ao hospital pela primeira vez, em alvoroço.


Lá ele não era conhecido. Na Alfândega informaram-lhe que Santos falecera havia quinze dias, a senhora quer o endereço da viúva?


– Sou eu a viúva — disse d. Laurinha, espantada.


O informante olhou-a com incredulidade. Conhecia muito bem a viúva do Santos, d. Crisália, fizera bons piqueniques com o casal na ilha do Governador. Santos fora seu parceiro de bilhar e de pescaria. Grande praça. Ele era padrinho do filho mais velho de Santos. Deixara três órfãos, coitado.


E tirou da carteira uma foto, um grupo de praia. Lá estavam Santos, muito lépido, sorrindo, a outra mulher, os três garotos. Não havia dúvida: era ele mesmo, seu marido. Contudo, a outra realidade de Santos era tão destacada da sua, que o tornava outro homem, completamente desconhecido, irreconhecível.


– Desculpe, foi engano. A pessoa a que me refiro não é essa — disse d. Laurinha, despedindo-se.


ANDRADE, Carlos Drummond. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/o-outromarido-cronica-de-carlos-drummond-deandrade/ (Adaptado)

O processo de formação da palavra “esfarelar” está corretamente apontado em:

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Q2069736 Português

O perigo das vacinas caseiras contra o coronavírus


Vários pesquisadores vinculados à Universidade Harvard promovem uma imunização sem aval para que os cidadãos a fabriquem e administrem em casa


Um grupo de cientistas, profissionais da biotecnologia e cidadãos que nem sequer querem ser identificados está testando na própria carne uma suposta vacina contra o coronavírus que eles mesmos desenvolveram. Trata-se de um coquetel de proteínas sem eficácia comprovada, cuja primeira versão foi preparada por Preston Estep, um cientista que já esteve ligado à Universidade Harvard e cuja principal motivação é conseguir uma imunização antes que sejam lançadas as vacinas oficiais promovidas por governos e empresas farmacêuticas. Este projeto, chamado Radvac – sigla em inglês de “vacina colaborativa de implantação rápida” – se define como “um necessário ato de compaixão”.

Esta é uma das várias vacinas caseiras que estão circulando pelo mundo. Algumas não têm fins lucrativos, como a Radvac, e outras chegam a custar o equivalente a R$ 1.900. Nos EUA são conhecidas como vacinas DIY (sigla em inglês de “faça você mesmo”).

Muitos especialistas mostram preocupação com um fenômeno que pode causar danos e dinamitar a confiança nas vacinas convencionais. O mais inquietante talvez seja que, com a lei na mão, é impossível proibir alguém de obter e inocular esses preparados. Na prática pode ser muito complicado inclusive impedir que sejam distribuídas ou que seus adeptos causem infecções por Covid-19, de forma deliberada ou acidental, por se julgarem imunizados.

Muitos de seus promotores iniciais estavam vinculados à prestigiosa Universidade Harvard (EUA). Um dos principais é o conhecido geneticista George Church, um dos pesquisadores mais respeitados em seu campo. Church admitiu ter usado em si mesmo a suposta vacina, e inclusive tirou uma foto enquanto a administrava, conforme revelou o veículo especializado Technology Review.

A suposta vacina defendida por Church é uma mistura de peptídeos, proteínas sintéticas que imitam as proteínas que compõem o SARS-CoV-2, como a característica espícula pontiaguda que usa para se unir às células humanas, penetrá-las e sequestrar seu maquinário biológico para se multiplicar. Em um documento de 59 páginas, Estep, Church e seus colegas explicam como misturar esses peptídeos com os outros quatro ingredientes básicos do preparado. Todos eles podem ser adquiridos de “distribuidores comerciais”, afirmam.

O produto final é um vapor inalável, administrado pelo nariz. O documento também detalha como usá-lo corretamente e recomenda fazer exames de anticorpos e linfócitos para comprovar seu efeito, como se os participantes fossem cobaias humanas. “Somos os animais”, disse Estep, ex-orientando de Church, ao The New York Times. Há 30 pessoas dos EUA, Alemanha, Reino Unido, China e Suécia que já se autoinocularam, afirma. O próprio Estep afirma ter dado a vacina caseira a seu filho de 23 anos, e outros promotores também as administraram a familiares, segundo o jornal nova-iorquino.

O documento científico da Radvac adverte que a vacina não tem nenhuma eficácia demonstrada, não foi aprovada pelas autoridades e pode causar efeitos secundários, embora não descreva uma forma de controlar as reações adversas. Os promotores a definem como “ciência cidadã” e fornecem toda a informação sobre seu preparado com uma licença aberta. O EL PAÍS tentou contato com Estep e Church sem sucesso. “Este projeto não tem nenhuma filiação à Universidade Harvard”, declarou a instituição por sua vez. “A urgência em conseguir uma vacina efetiva para a Covid-19 é enorme, mas isso não pode acarretar um relaxamento dos padrões dos ensaios clínicos, que devem fornecer provas concludentes da eficácia dessa vacina para proteger a saúde pública”, acrescenta.

[...] Se as autoridades não frearem este tipo de experimentação caseira, “estas vacinas de efetividade e segurança duvidosa porão a saúde pública em risco”, alertam. Além disso, “pode derrubar a confiança da sociedade nas verdadeiras vacinas” contra a Covid-19, escrevem. Em sua carta, especialistas pedem que as autoridades federais dos EUA tomem as rédeas do assunto, como já fizeram para impedir a difusão de exames caseiros do novo coronavírus que não tinham aval científico. “Parte do interesse nestas vacinas caseiras surge aparentemente da crença de que a experimentação consigo mesmo não precisa respeitar as normas e os critérios éticos. É uma crença totalmente falsa”, disparam.

[...]

“Promover este tipo de produto como uma possível solução sem ter provas viola o método científico, é reprovável”, ressalta Federico de Montalvo Jääskeläinen, presidente do Comitê de Bioética da Espanha. “Mesmo se funcionasse, só significaria que dispararam no ar e acertaram no prato por acaso”, acrescenta.

O especialista concorda com seus colegas norte-americanos sobre o perigo que estes cientistas representam na luta contra a pior pandemia deste século. “Que a vacina demore não é o nosso maior problema. Onde arriscamos a saída desta pandemia é na confiança da população em relação às vacinas. Esta gente está minando essa confiança com uma narrativa antissistema. Se uma parte da população comprar estas mensagens, pode haver um enorme dano à saúde pública”, conclui.

Disponível em: https://bityli.com/dt36e. Acesso em: 18 set. 2020 (adaptado).
Releia o trecho a seguir. “[...] minando essa confiança com uma narrativa antissistema.”
Assinale a alternativa a seguir em que a palavra destacada possui o mesmo processo de formação da palavra destacada no trecho anterior.
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Q2068382 Português
Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “enraizadas” (l. 18):
    I. A palavra foi formada por derivação prefixal a partir de uma forma verbal no particípio.   II. Um sinônimo possível, na situação em que ocorre no texto, seria “intrínsecas”.  III. Quanto à acentuação tônica, a palavra é classificada como proparoxítona.

Quais estão corretas? 
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Ano: 2023 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Americana - SP Provas: Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Pedagogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Assistente Social | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Bibliotecário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Agente Fiscal de Rendas | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Arquiteto | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Engenheiro Civil | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Fisioterapeuta | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Jornalista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Clínico Geral de Unidade Básica de Saúde - UBS | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico de Família | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Gastroenterologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Infectologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Urologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Hematologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Ginecologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Geriatra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Dermatologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Nutricionista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Procurador Jurídico | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Psicólogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Sociólogo | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Medico Oncologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Contador | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Pneumologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Enfermeiro do Trabalho | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Enfermeiro | Avança SP - 2023 - Prefeitura de Americana - SP - Médico Ultrassonografista |
Q2063197 Português
A grama do vizinho

(Martha Medeiros)

     Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.

    Estamos todos no mesmo barco.

   Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

   Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

   De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero / acontecimentos / só que quando anoitece / é festa no outro apartamento”.

   Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

   As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.

    Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

   Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

  “Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

  Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

     As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento. 
“Sei que, um dia, a rosa da amargura Fenecerá em razão de um sorriso teu Então, a usura que um dia sufocou minha alegria Há de ser o que morreu.”
(Azedume, Los Hermanos.)
Sobre o processo de formação das palavras em destaque no excerto acima, temos: 
Alternativas
Q2061541 Português

MEDO DA ETERNIDADE

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: – Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. – Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa. – Não acaba nunca, e pronto. – Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver. – Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. – Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. – Acabou-se o docinho. E agora? – Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. – Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! – Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Jornal do Brasil, 06 de junho de 1970 (A descoberta do mundo, p.289-91) 2 DAS VANTAGENS DE SER BOBO – Clarice Lispector
Assinale a alternativa correta, em relação às orações, abaixo, quanto ao seu processo de formação de palavras:
I-Aquela moça tem um andar charmoso. (regressiva).
II – Voltamos ao entardecer (prefixal e sufixal)
III- O sim da noiva espalhou-se por toda a igreja (imprópria)
IV- Infelizmente, não fomos à inauguração da praça. (parassintética)
V- Tempero salada com bastante vinagre. (aglutinação)
Alternativas
Q2026267 Português
Coração de Dom Pedro I chega ao Brasil para Bicentenário da Independência
O coração de Dom Pedro I chegou ao Brasil na manhã desta segunda-feira (22), para as comemorações do Bicentenário da Independência.
O recipiente com o órgão embalsamado do antigo imperador pousou na Base Aérea de Brasília em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
Em uma viagem cujas despesas foram assumidas pelo Brasil, é a primeira vez que o coração deixa Portugal desde a morte de Dom Pedro I, em 1834.
LOPES, Léo; AMARAL, Luciana. Coração de Dom Pedro I chega ao Brasil para Bicentenário da Independência. In: CNN Brasil. Nacional, 22 ago. 2022. Disponível em: https://www. cnnbrasil.com.br/nacional/coracao-de-dom-pedro-i-chega-aobrasil-para-bicentenario-da-independencia/. Acesso em: 22 ago. 2022.

O termo destacado no texto é formado pelo processo de
Alternativas
Q4083656 Português
Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas é um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos no componente curricular de Língua Portuguesa.
Em relação à práticas de linguagem, este objetivo está ligado à: 
Alternativas
Q3076725 Português
Assinale V, para as afirmativas verdadeiras, ou F, para as falsas:

(__)No período "Eu não sei se você chegará a tempo", a oração "se você chegará a tempo" é uma oração subordinada substantiva objetiva direta, assim como na oração em destaque no período "Foi dito que o homem era inocente".
(__)A palavra Debate na frase "O debate acontecerá ainda nesta semana" é formada pelo processo de derivação regressiva. 
(__)A palavra QUE em "O aluno que concluir a tarefa poderá sair mais cedo" é um pronome relativo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q2682275 Português

Observe o trecho que segue:


"A Band realizou neste domingo (7), às 21h, o primeiro DEBATE entre candidatos a governador nas eleições 2022 em nove estados e no Distrito Federal. A transmissão pôde ser acompanhada também na BandNews, rádios Bandeirantes e BandNews FM, no BandPlay e no YouTube."


Fonte: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2022/08/07/debates-da-band-para-governador-veja-horario-estados-regras-e-candidatos.htm


A palavra "DEBATE" foi formada pelo seguinte processo de formação de palavras:

Alternativas
Q2675502 Português

Sobre a estrutura e o processo de formação das palavras da língua portuguesa, assinale o que for correto.

Alternativas
Q2675501 Português

Mário Quintana


Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...


Fonte: https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2

Levando em conta o texto de Mário Quintana, e seus conhecimentos gramaticais, assinale o que estiver correto em relação às regras da língua portuguesa.

Alternativas
Q2675316 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


Como é o desenvolvimento da autonomia e da criatividade no colégio?


  1. O desenvolvimento da autonomia e da criatividade da criança é um dos principais
  2. objetivos de uma instituição de ensino. Fazer com que haja um protagonismo no aluno em sala
  3. de aula é essencial no processo de aprendizagem. Com isso, torna-se fundamental desenvolver
  4. práticas de ensino com Metodologias Ativas. Tais metodologias atuam diretamente no
  5. desenvolvimento da autonomia e da criatividade na infância, o que, por sua vez, permite a
  6. construção de uma personalidade mais saudável, além de competências e habilidades
  7. essenciais para a criança.
  8. Afastando-se de uma metodologia de ensino ultrapassada, as instituições de ensino
  9. devem adotar uma aprendizagem que busque não apenas alfabetizar a criança como também
  10. colaborar para o seu desenvolvimento. E isso envolve um estímulo ___ construção da
  11. autonomia e da criatividade no colégio. Essa Educação Criativa envolve uma metodologia de
  12. ensino-aprendizagem que possibilita ___ instituições de ensino uma aproximação com o mundo
  13. real. Isto é, fora da escola, especialmente no mercado de trabalho, diversas habilidades e
  14. capacidades são valorizadas. E duas delas são justamente a autonomia e a criatividade.
  15. Existe a necessidade de se trazer ao ambiente escolar uma abordagem diferente,
  16. especialmente com o protagonismo do aluno, e uma dessas abordagens diz respeito às
  17. Metodologias Ativas. Mas o que são as Metodologias Ativas? Em resumo, o modelo busca trazer
  18. para o aluno um papel de protagonismo no seu próprio aprendizado. Isto é, por meio dele, é o
  19. estudante o maior responsável pelo seu desenvolvimento em sala de aula. Nesse sentido, o
  20. objetivo é incentivar que a absor...ão do conteúdo em sala se dê com mais autonomia e
  21. participação.
  22. Com a autonomia do aluno em seu próprio aprendizado, há também um maior estímulo
  23. ao seu desenvolvimento. Como destacamos acima, a construção da autonomia e da criatividade
  24. infantil permite a construção de uma personalidade mais saudável. Essa prática garante um
  25. maior desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fundamentais para o aprendizado
  26. infantil. A conquista da autonomia como protagonismo do aluno no processo de aprendizado
  27. traz um estímulo para uma convivência saudável. Isto é, por meio do ensino-aprendizagem da
  28. autonomia, a criança pode entender melhor seu papel como parte de um todo que é a
  29. sociedade.
  30. Mas como a autonomia e a criatividade podem ser aplicadas em sala de aula? O que
  31. a proposta pedagógica pode trazer para fazer com que o aluno seja protagonista do seu
  32. aprendizado? É preciso entender que cada estudante tem seu tempo e ritmo de aprendizado.
  33. O ideal é fazer com que a metodologia de ensino estimule o seu desenvolvimento com base
  34. nesse ritmo, pre...ando por uma autonomia maior. Para potencializar esse modelo de ensino,
  35. é essencial a adoção de algumas práticas. Uma dessas práticas é a criação de um ambiente
  36. favorável para um aprendizado com base na autonomia e na criatividade do aluno. Com um
  37. espaço adequado, é possível criar um ambiente em que a exploração e a construção do
  38. conhecimento aconteçam de forma mais fácil.
  39. Especialmente na fase da Educação Infantil, o aprendizado acontece com uma interação
  40. do aluno com o ambiente, e valorizar esse ambiente é uma das melhores formas de aplicar as
  41. Metodologias Ativas, proporcionando liberdade para a autonomia das crianças. Outra forma de
  42. auxílio no desenvolvimento do estudante com autonomia e criatividade é oferecer uma maior
  43. liberdade de aprendizado. A escola, como um todo, é um espaço de aprendizagem constante,
  44. mas para que isso se concreti...e, esse espaço deve criar um clima de incentivo para a busca
  45. pelo conhecimento. A segurança oferecida para que o aluno tenha liberdade de aprender é uma
  46. das melhores formas de estimular a sua autonomia. O ambiente escolar tem a capacidade de
  47. ser um espaço que traz ___ tona impulsos como a curiosidade, a criatividade e a vontade de
  48. aprender.


(Disponível em: https://sigmadf.com.br/como-e-o-desenvolvimento-da-autonomia-e-da-criatividade-nocolegio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “ultrapassada”, analise as assertivas a seguir:


I. A palavra foi formada por derivação prefixal, com a adição do prefixo “ultra-“ ao adjetivo “passada”.

II. O significado da adição desse prefixo resulta em “extremamente passada”.


Assinale a alternativa correta a respeito das assertivas anteriores.

Alternativas
Q2675156 Português

Leia o texto e responda as questões de 1 a 6.


Trecho de A Filha Perdida.


Elena Ferrante


Eu estava dirigindo havia pouco menos de uma hora quando comecei a passar mal. A queimação na lateral do corpo reapareceu, mas de início decidi não dar importância àquele sinal. Só me preocupei quando percebi que não tinha mais forças para segurar o volante. Em poucos minutos, minha cabeça ficou pesada, os faróis me pareceram cada vez mais fracos e logo esqueci até que estava dirigindo. Em vez disso, tive a impressão de que estava no mar, em pleno dia. A praia estava vazia, e a água, calma, mas em um mastro a poucos metros da orla tremulava a bandeira vermelha. Quando eu era pequena, minha mãe me colocava muito medo, dizendo: Leda, você nunca deve entrar no mar se vir a bandeira vermelha, pois significa que o mar está muito agitado e que pode se afogar. O medo perdurou ao longo dos anos e, ainda hoje, mesmo que a água parecesse uma folha de papel translúcida que se esticava até o horizonte, eu não ousava mergulhar. Sentia-me ansiosa. Dizia a mim mesma: vá, mergulhe; devem ter esquecido a bandeira no mastro. E, enquanto isso, eu ficava na beirada testando cuidadosamente a água com a ponta do pé.

[...]

No hospital, quando eu abri os olhos, me vi novamente, por uma fração de segundo, incerta diante do mar calmo. Talvez por isso, mais tarde, tenha me convencido de que não se tratava de um sonho, mas de um devaneio de pavor, que durou até que eu acordasse na enfermaria. Soube pelos médicos que eu havia batido na barra de proteção da estrada, mas sem graves consequências. [...] Falei que o sono é o que me fizera sair da estrada. Mas eu sabia perfeitamente que esse não fora o verdadeiro motivo. O motivo havia sido um gesto sem sentido, sobre o qual, justamente por ser sem sentido, decidi não contar a ninguém. As coisas mais difíceis de falar são as que nós mesmo não conseguimos entender.

Quanto ao processo de formação das palavras, na oração “Mas eu sabia perfeitamente que esse não fora o verdadeiro motivo”, os termos destacados possuem derivação:

Alternativas
Respostas
661: A
662: D
663: C
664: A
665: A
666: B
667: A
668: D
669: A
670: B
671: A
672: C
673: C
674: A
675: B
676: C
677: D
678: B
679: A
680: A