Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

Foram encontradas 1.605 questões

Q2134880 Português
Indique a alternativa em que se encontra um vocábulo cognato da palavra "satisfeita" (l. 13).  
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Q2134879 Português
Como se denomina o processo formação da palavra "completamente" (l. 33)?
Alternativas
Q2134121 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
No contexto da discussão realizada no texto, a formação da palavra “des-espero” sugere 
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Q2132151 Português
Brasil faz campanha perfeita e se torna bicampeão
mundial de Futsal Down

Com uma campanha impecável, a Seleção Brasileira conquistou o bicampeonato mundial de Futsal Down, cuja final ocorreu no último domingo (10/04) em Lima, no Peru.
O Brasil conquistou o torneio de forma invicta, tendo derrotado a Argentina na grande final por sonoros 5 a 1, com 4 gols de Júlio e um do capitão da equipe, Renato Gregório, eleito o melhor jogador da competição.
Essa é a segunda final consecutiva entre a nossa seleção e os argentinos, que também ficaram com o vice-campeonato em 2019. 

Campanha impecável no Futsal Down

A Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Cleiton Monteiro, conquistou o bi com 5 vitórias em 5 jogos, contra Uruguai, Chile e Turquia (fase de grupos), além de Portugal e Argentina na fase final.
Além disso, fechou o Torneio de Futsal Down com o melhor ataque (51 gols, média de 10,2 por partida), melhor defesa (4 gols sofridos) e artilheiro da competição, Júlio Silva, que sozinho fez 21 gols! 
“Estou bastante contente, trabalhamos muito para conquistar os dois Mundiais”, disse o técnico brasileiro.
Esta é a terceira edição do Campeonato Mundial de Futsal para atletas com Síndrome de Down.
A primeira, sediada em Portugal em 2018, consagrou a Itália como grande campeã. Do ano seguinte pra cá, o Brasil passou a reinar no torneio. 
Vencemos a edição seguinte, de forma invicta, em Ribeirão Preto (SP), e agora a que acabou neste domingo, em Lima.
No próximo ano ocorrerá a Copa América, no Brasil, que será classificatória para o Mundial de 2024 na Turquia. Rumo ao tri! 

Disponível em: https://bityli.com/DCNYFP.
Acesso em: 18 abr. 2022 (adaptado).

Releia este trecho. 


“Com uma campanha impecável, a Seleção Brasileira conquistou o bicampeonato mundial de Futsal Down, cuja final ocorreu no último domingo (10/04) em Lima, no Peru.”


A palavra destacada foi formada pelo processo de

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Q2122113 Português
Texto 10A1-I

    A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para denotar homens e mulheres (Todos nessa sala de aula devem entregar o trabalho.) e do feminino específico (Clarice Lispector é incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século 20.).
     Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como gênero não marcado, ou seja, usá-lo não dá a entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico, mas o tema foi amplamente discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade, priorizando o homem e invisibilizando a mulher. O masculino genérico é chamado, inclusive, de falso neutro.
    Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da linguística. Para muitos estudiosos, a interpretação sexista do masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa.
     No latim havia três designações: feminina, masculina e neutra. As formas neutras de adjetivos e substantivos no latim acabaram absorvidas por palavras de gênero masculino. A única marcação de gênero no português é o feminino. O neutro estaria, portanto, junto ao masculino.
    O Brasil não é o único país onde a linguagem neutra é discutida. Alguns setores acadêmicos, instituições de ensino e ativistas estadunidenses já consideram usar pronome neutro para se referir a todos, em vez de recorrer à demarcação de gênero binário.
    Especialistas avaliam que a modificação gramatical em línguas latinas pode ser muito mais complexa e custosa do que no inglês ou no alemão, em que já está em uso o gênero neutro, porque as línguas anglo-saxônicas em si já oferecem essa opção.
     Segundo especialistas, esse tipo de inovação é mais fácil de ocorrer no inglês, em que, com exceção daquelas palavras herdadas do latim, como actor (ator) e actress (atriz), a flexão de gênero não altera os substantivos e adjetivos. No caso do português, essa transformação não depende apenas da alteração de um pronome, porque a flexão de gênero afeta todo o sintagma nominal. Assim, a flexão de gênero é demarcada pela vogal temática a ou o (como em pesquisadoras brasileiras) e(ou) por meio do artigo a ou o (como em a intérprete).
     Mesmo com os desafios morfológicos, linguistas afirmam que não é impossível pensar em proposições mais inclusivas, e que isso não necessariamente significa que haja uma tentativa de destruição do português. Segundo explicam esses especialistas, a história de uma língua sempre conta muito sobre a história de seus falantes, de modo que as coisas que falamos hoje em dia não brotaram da terra nem vieram prontas, mas dependem da nossa história como humanidade. Nesse sentido, as propostas já existentes seriam os primeiros passos nesse movimento, e não uma forma final a ser imposta a todos os falantes.  

 Internet: <https://tab.uol.com.br> (com adaptações).

Acerca de aspectos linguísticos do texto 10A1-I, julgue o item que se segue.


A palavra “movimento” (último período do texto) constitui exemplo de palavra formada por derivação imprópria.


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Q2119117 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 


O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil


Há uma equação a ser respondida urgentemente no Brasil. O que a Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, quer do trabalho? Apesar de o recorte geracional trazer de uma criança de 10 anos a um jovem adulto de 25, o tema será melhor afinado se ficarmos entre 16 e 25 anos. Inclui aqueles que saem do Ensino Médio até os que concluíram a universidade e entraram no mercado de trabalho. Em resumo: o que costumamos chamar de força produtiva, a próxima geração a ocupar os espaços profissionais e a construir os índices de riqueza e crescimento do país. No Brasil, representam 15% da população, cerca de 31 milhões de pessoas.

Conhecer profundamente esse contingente será decisivo num momento em que as transformações tecnológicas aceleram, em especial com avanços massivos em três grandes áreas: o 5G, a computação em nuvem e as soluções de Inteligência Artificial. Empregos e carreiras desaparecerão ou estarão sob soluções computacionais e robóticas. Por outro lado, novas habilidades comportamentais serão exigidas nas vagas ocupadas pelas pessoas.

Por isso, será decisivo estudar, conhecer e enxergar as expectativas dessa geração. Só com esse tipo de informação, poderemos debater políticas educacionais e profissionais que prevejam gargalos e escassez no médio prazo. Nos Estados Unidos, a National Society of High School Scholars realiza, sistematicamente, uma pesquisa para compreender jovens nessa faixa etária. No levantamento deste ano, 11,4 mil estudantes opinaram - 72% concluem o Ensino Médio entre este ano e os próximos dois. Os resultados levam a um perfil que, em termos produtivos, traz ingredientes que não eram decisivos para gerações anteriores. São respostas que valem ouro a empresas de ponta, porque são cruciais na atração e, especialmente, na manutenção de talentos.

De acordo com os autores da pesquisa, pode-se dizer que a Geração Z traz quatro pilares que aparecem o tempo inteiro nas respostas: desejo de equidade para todos, interesse crescente pelas áreas de saúde e carreiras de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, afeição pela aprendizagem e a ansiedade para viver um mundo pós-Covid. A questão da equidade, um clássico problema brasileiro, alastrou-se também pelos Estados Unidos, em especial após a crise imobiliária de 2008. Mais de um quinto (22%) disseram que as próprias experiências com desigualdade influenciaram na escolha da carreira, afirma o documento.

Para enfrentar o problema, eles acreditam que o papel de responsabilidade social e forma de impactar o mundo positivamente está nas áreas de direitos humanos, justiça social, saúde e inovação tecnológica. Curiosamente, a tecnologia será essencial nos campos do direito e da saúde. E, aqui, está a maior pista para empresas e recrutadores: trata-se de uma geração que chega ao mercado esperando mais que sucesso, oportunidades e desafios. Eles querem, também, flexibilidade de jornada, ambientes acolhedores e, especialmente, uma causa e um propósito. 


(Disponível em: O que a Geração Z quer do trabalho? E por que saber isso é decisivo para o Brasil (msn.com). Adaptado.)

Empregos e carreiras desaparecerão ou estarão sob soluções computacionais e robóticas.

Assinale a opção CORRETA.

Alternativas
Q2102063 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.

O poder da doçura

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.

Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.

O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras num espetáculo de águas cantantes.

A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913: "Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."

Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.

E existem as pessoas suaves que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante. Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo. E conseguem modificar muitas coisas.

(...)

https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html - Adaptado
No fragmento: "...mas a água, com sua DOÇURA, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir", a palavra "DOÇURA" obedece ao processo de formação por derivação:
Alternativas
Q2070238 Português
Texto 1

Gato por lebre


Imagine que você está no supermercado ou na farmácia, na seção que vende leite em pó. Ao avaliar as marcas disponíveis, vê que, em algumas latas, o rótulo destaca que o produto é fonte de cálcio, ferro e zinco, além de conter um “mix” de vitaminas. Parece uma boa opção para crianças, certo? No entanto, se comprar esse produto pensando que é leite, você estará levando gato por lebre. Embora a embalagem seja muito semelhante à do leite em pó, esse produto é, na verdade, um composto lácteo – mistura de leite (51% no mínimo, de acordo com a legislação - Instrução Normativa 28/2007, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de ingredientes diversos, como soro de leite, óleos vegetais, açúcar e substâncias químicas para dar sabor, aroma, aumentar a durabilidade etc., chamadas de aditivos alimentares.
Mais grave é o risco de confusão com fórmulas infantis e fórmulas de seguimento, alimentos artificiais substitutos do leite materno, indicados para recém-nascidos de até 6 meses e para bebês entre 6 meses e 1 ano de idade, respectivamente. “Embora não exista produto industrializado que se equipare aos benefícios e à proteção à saúde da mãe e do bebê proporcionados pelo aleitamento materno, as fórmulas infantis e de seguimento são desenvolvidas para suprir as necessidades nutricionais do bebê quando a amamentação não é possível”, explica Rosana de Divitiis, ex-presidente e atual conselheira da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN, na sigla em inglês) no Brasil.
O composto lácteo, ao contrário, não deve ser oferecido para crianças com menos de 1 ano. Porém, a IBFAN detectou problemas na oferta desses produtos, que podem levar o consumidor a erro em relação à sua composição e para quem ele é indicado.
Em 2017, a organização fez novamente seu monitoramento anual do cumprimento da legislação que visa a proteger o direito à amamentação no Brasil, a chamada NBCal, composta por resoluções, portarias e pela Lei Federal no 11.265/2006, regulamentada pelo Decreto no 8.552/2015. A norma reúne regras sobre rotulagem, comercialização e publicidade de uma série de produtos que podem atrapalhar o aleitamento materno, desde alimentos (leites artificiais, outros produtos lácteos e papinhas, por exemplo) a acessórios como chupetas, mamadeiras e bicos.

Adaptado de: https://idec.org.br/materia/gato-por-lebre-0. Acesso em: 13 fev. 2022.
Os processos de formação das palavras “recém-nascidos”, “ex-presidente” e “supermercado”, empregadas no Texto 1, são respectivamente: 
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Q2057865 Português
Cerca de 1,5 milhão de brasileiros trabalharam em 2021 para plataformas digitais em aproximadamente 1.500 aplicativos que estão em operação no Brasil. De olho nesse universo, um estudo publicado por pesquisadores da Clínica de Direito do Trabalho da UFPR se debruçou sobre a legislação e jurisprudências em torno dos direitos desses trabalhadores.

O relatório “O trabalho controlado por plataformas digitais no Brasil: dimensões, perfis e direitos” apontou que quase 80% desses trabalhadores exercem suas atividades informalmente. A pesquisa examinou 485 decisões da Justiça do Trabalho em todo o país relacionadas às plataformas Uber, 99 Pop, iFood, Rappi, Loggi e Play Delivery. Neste conjunto, 78,14% das decisões não reconheceram a relação de emprego; 15,88% não versaram sobre a existência de relação de emprego; e apenas 5,98% das decisões reconheceram a relação de emprego entre trabalhador e plataforma.


(https://veja.abril.com.br/coluna/radar/quase-80-dos-trabalhadores-de-aplicativos-sao-informais-diz-pesquisa/24/06/2022. Acesso em: 01/07/2022.)
Marque a alternativa em que todas as palavras são formadas pelo mesmo processo de formação de informalmente.
Alternativas
Q2056931 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

. Cerca de 1,5 milhão de brasileiros trabalharam em 2021 para plataformas digitais em aproximadamente 1.500 aplicativos que estão em operação no Brasil. De olho nesse universo, um estudo publicado por pesquisadores da Clínica de Direito do Trabalho da UFPR se debruçou sobre a legislação e jurisprudências em torno dos direitos desses trabalhadores.
O relatório “O trabalho controlado por plataformas digitais no Brasil: dimensões, perfis e direitos” apontou que quase 80% desses trabalhadores exercem suas atividades informalmente.
A pesquisa examinou 485 decisões da Justiça do Trabalho em todo o país relacionadas às plataformas Uber, 99 Pop, iFood, Rappi, Loggi e Play Delivery. Neste conjunto, 78,14% das decisões não reconheceram a relação de emprego; 15,88% não versaram sobre a existência de relação de emprego; e apenas 5,98% das decisões reconheceram a relação de emprego entre trabalhador e plataforma.

(https://veja.abril.com.br/coluna/radar/quase-80-dos-trabalhadores-de-aplicativos-sao-informais-diz-pesquisa/24/06/2022. Acesso em: 01/07/2022.)
Marque a alternativa em que todas as palavras são formadas pelo mesmo processo de formação de informalmente.
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Q2056713 Português
O Dinheiro não traz felicidade

(Millôr Fernandes)

Só e triste vivia o pobre marceneiro José dos Andrajos. Sem parentes, ele morava na sua loja humilde, trabalhando dia e noite para ganhar o que mal e mal lhe bastava para sustentar-se (era como qualquer um).

Mesmo assim, porém, conseguia economizar cinquenta cruzeiros cada mês. No fim do ano, com seiscentos cruzeiros juntos, lá ia ele para o "Fasanelo... e nada mais", e comprava um bilhete inteiro.

Os que sabiam de sua mania riam dele, mas ele acreditava que era através da loteria e não do trabalho que iria fazer-se independente. E assim foi.

No quinto ano de sua insistência junto à loteria ("insista, não desista."), esta lhe deu cem mil contos. Surgiram fotógrafos e repórteres dos jornais, surgiram os amigos para participar do jantar que ele deu para comemorar sua sorte.

José fechou imediatamente a loja e, daí em diante, sua vida foi uma festa contínua. Saía em passeios de lancha pela manhã, à tarde ia para os bares, à noite para as boates e cabarés, sempre cercado por amigos entusiasmados e senhoras entusiasmadíssimas.

Mas, está visto, no meio de tanta efusão, o dinheiro não durou um ano. E, certo dia, vestido de novo com suas roupas humildes, o nosso marceneiro voltou a abrir sua humilde loja para cair outra vez em seu trabalho estafante e monótono. Tornou a economizar seus cinquenta cruzeiros por mês, aparentemente mais por hábito do que pelo desejo de voltar a tirar a sorte grande, o que, aliás, parecia impossível.

Os conhecidos continuavam zombando dele, agora afirmando-lhe que a oportunidade não bate duas vezes (a oportunidade só bate uma vez. Quem bate inúmeras vezes são as visitas chatas.).

No caso de nosso marceneiro, porém, ela abriu uma exceção. Pois no terceiro ano em que comprava o bilhete, novamente foi assaltado pelos amigos e repórteres que, numa algazarra incrível, festejavam sua estupenda sorte.

Mas, desta vez, o marceneiro não ficou contente como quando foi sorteado pela primeira vez. Olhou para os amigos e jornalistas com ar triste e murmurou: "- Deus do céu; vou ter que passar por tudo aquilo outra vez!?"

MORAL: PARA MUITA GENTE DÁ UM CERTO CANSAÇO TER QUE COMPARECER À FESTA DA VIDA.
Em: “Gosto do entardecer na praia.” a palavra em destaque tem sua formação pelo processo de: 
Alternativas
Q2056671 Português
Observe o trecho que segue:
“Saiba que o CHORO só durará uma noite”

A palavra em destaque foi formada pelo seguinte processo de formação de palavras: 
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Q2056350 Português

O Primo Basílio – Capítulo II (trecho)

Eça de Queiroz


       Aos domingos à noite havia em casa de Jorge uma pequena reunião, uma cavaqueira, na sala, em redor do velho candeeiro de porcelana cor-de-rosa. Vinham apenas os íntimos. O "Engenheiro", como se dizia na rua, vivia muito ao seu canto, sem visitas. Tomavase chá, palrava-se. Era um pouco à estudante. Luísa fazia croché, Jorge cachimbava.

     O primeiro a chegar era Julião Zuzarte, um parente muito afastado de Jorge e seu antigo condiscípulo nos primeiros anos da Politécnica. Era um homem seco e nervoso, com lunetas azuis, os cabelos compridos caídos sobre a gola. Tinha o curso de cirurgião da Escola. Muito inteligente, estudava desesperadamente, mas, como ele dizia, era um tumba. Aos trinta anos, pobre, com dívidas, sem clientela, começava a estar farto do seu quarto andar na Baixa, dos seus jantares de doze vinténs, do seu paletó coçado de alamares; e entalado na sua vida mesquinha, via os outros, os medíocres, os superficiais, furar, subir, instalar-se à larga na prosperidade! "Falta de chance", dizia. Podia ter aceitado um partido da Câmara numa vila da província, com pulso livre, ter uma casa sua, a sua criação no quintal. Mas tinha um orgulho resistente, muita fé nas suas faculdades, na sua ciência, e não se queria ir enterrar numa terriola adormecida e lúgubre, com três ruas onde os porcos fossam. Toda a província o aterrava: via-se lá obscuro, jogando a manilha na Assembleia, morrendo de caquexia. Por isso não "arredava pé"; e esperava, com a tenacidade do plebeu sôfrego, uma clientela rica, uma cadeira na Escola, um cupê para as visitas, uma mulher loura com dote. Tinha certeza do seu direito a estas felicidades, e como elas tardavam a chegar ia-se tornando despeitado e amargo; andava amuado com a vida; cada dia se prolongavam mais os seus silêncios hostis, roendo as unhas; e, nos dias melhores, não cessava de ter ditos secos, tiradas azedadas – em que a sua voz desagradável caía como um gume gelado.

       Luísa não gostava dele: achava-lhe um ar nordeste detestava o seu tom de pedagogo, os reflexos negros da luneta, as calças curtas que mostravam o elástico roto das botas. Mas disfarçava, sorria-lhe, porque Jorge admiravao, dizia sempre dele: "Tem muito espírito! Tem muito talento! Grande homem!"

      Como vinha mais cedo ia à sala de jantar, tomava a sua chávena de café; e tinha sempre um olhar de lado para as pratas do aparador e para as toaletes frescas de Luísa. Aquele parente, um medíocre, que vivia confortavelmente, bem casado, com a carne contente, estimado no ministério, com alguns contos de réis em inscrições – parecia-lhe uma injustiça e pesava-lhe como uma humilhação. Mas afetava estimá-lo; ia sempre às noites, aos domingos; escondia então as suas preocupações, cavaqueava, tinha pilhérias – metendo a cada momento os dedos pelos seus cabelos compridos, secos e cheios de caspa.

    Às nove horas, ordinariamente, entrava D. Felicidade de Noronha. Vinha logo da porta com os braços estendidos, o seu bom sorriso dilatado. Tinha cinquenta anos, era muito nutrida, e, como sofria de dispepsia e de gases, àquela hora não se podia espartilhar e as suas formas transbordavam. Já se viam alguns fios brancos nos seus cabelos levemente anelados, mas a cara era lisa e redonda, cheia, de uma alvura baça e mole de freira; nos olhos papudos, com a pele já engelhada em redor, luzia uma pupila negra e úmida, muito móbil; e aos cantos da boca uns pelos de buço pareciam traços leves e circunflexos de uma pena muito fina. Fora a íntima amiga da mãe de Luísa, e tomara aquele hábito de vir ver a pequena aos domingos. Era fidalga, dos Noronhas de Redondela, bastante aparentada em Lisboa, um pouco devota, muito da Encarnação.

     Mal entrava, ao pôr um beijo muito cantado na face de Luísa, perguntava-lhe baixo, com inquietação:

      — Vem?

      — O Conselheiro? Vem.


       Luísa sabia-o. Porque o Conselheiro, o Conselheiro Acácio, nunca vinha aos "chás de D. Luísa", como ele dizia, sem ter ido na véspera ao Ministério das Obras Públicas procurar Jorge, declarar-lhe com gravidade, curvando um pouco a sua alta estatura:

     — Jorge, meu amigo, amanhã lá irei pedir à sua boa esposa a minha chávena de chá.

   Ordinariamente acrescentava:

   — E os seus valiosos trabalhos progridem? Ainda bem! Se vir o ministro, os meus respeitos a Sua Excelência. Os meus respeitos a esse formoso talento!

     E saía pisando com solenidade os corredores enxovalhados.

    Havia cinco anos que D. Felicidade o amava. Em casa de Jorge riam-se um pouco com aquela chama. Luísa dizia: "Ora! E uma caturrice dela!" Viam-na corada e nutrida, e não suspeitavam que aquele sentimento concentrado, irritado semanalmente, queimando em silêncio, a ia devastando como uma doença e desmoralizando como um vício. Todos os seus ardores até aí tinham sido inutilizados. Amara um oficial de lanceiros que morrera, e apenas conservava o seu daguerreótipo. Depois apaixonara-se muito ocultamente por um rapaz padeiro, da vizinhança, e vira-o casar. Dera-se então toda a um cão, o Bilro; uma criada despedida deulhe por vingança rolha cozida; o Bilro rebentou, e tinha-o agora empalhado na sala de jantar. A pessoa do Conselheiro viera de repente, um dia, pegar fogo àqueles desejos, sobrepostos como combustíveis antigos.

“Porque a vida, a vida, a vida,

a vida só é possível

reinventada.”


No excerto, acima, retirado do poema “Reinvenção”, de Cecília Meireles, a palavra em destaque tem sua formação pelo processo de:

Alternativas
Q2055955 Português
Novo filme de super-herói israelense da Disney toca na ferida dos árabes

(...)

Sabra, a super-heroína israelense, fez inúmeras aparições nos quadrinhos da Marvel ao longo dos anos, estrelando ao lado de ícones como o Incrível Hulk, Homem de Ferro e os X-Men.

Mais de quarenta anos após a introdução de Sabra, a Marvel da Disney planeja trazê-la para o filme “Capitão América: Nova Ordem Mundial”, com lançamento previsto para 2024.

Isso criou um alvoroço entre aqueles que temem que reviver a personagem de Sabra espalharia estereótipos ofensivos sobre os árabes e a desumanização dos palestinos no cinema.

Os críticos dizem que muitos dos personagens árabes com os quais ela interagiu nos quadrinhos são mostrados como misóginos, antissemitas e violentos, e estão questionando se os retratos perturbadores dos árabes terão um desempenho diferente no filme.

“Essa história em quadrinhos não sugere nada de positivo sobre como este filme vai se desenrolar”, disse Yousef Munayyer, um escritor e analista palestino-americano baseado em Washington, D.C. “Todo o conceito” de transformar espiões israelenses em heróis “é insensível e vergonhoso”. (...)

Waleed F. Mahdi, autor de “Arab Americans in Film: From Hollywood and Egyptian Stereotypes to Self-Representation”, disse que a “aliança EUA-Israel” na narrativa cinematográfica desde a década de 1960 coloca as agências policiais e de inteligência americanas e israelenses como forças do bem “comprometidas em deter a violência que tem sido colocada principalmente como algo ligado a árabes e muçulmanos”.

“O anúncio da Marvel sobre adaptar a personagem de Sabra é um reflexo desse legado”, disse ele à CNN.

Um porta-voz da Marvel Studios disse à CNN que “os cineastas estão adotando uma nova abordagem com a personagem de Sabra, que foi introduzida pela primeira vez nos quadrinhos há mais de 40 anos”, acrescentando que os personagens do Universo Cinematográfico da Marvel “sempre são imaginados para a tela e o público de hoje”.

Mesmo assim alguns israelenses dizem que Sabra pode não ser uma super-heroína para nossos tempos. Etgar Keret, um autor israelense, roteirista e romancista gráfico, disse à CNN que a personagem original de Sabra foi criada em uma era diferente com uma “história simples e clara”.

“Esta Sabra foi criada antes de duas intifadas (revoltas palestinas), foi criada antes do fracasso dos Acordos de Oslo – foi criada em uma realidade e estado de espírito totalmente diferentes”, disse ele. “E agora […] é difícil manter esse tipo de ícone de simplicidade”. (...)

A personagem Sabra, da Marvel, foi criada antes do massacre de Sabra e Shatila (em 1982) e não tem relação com isso, mas o anúncio de trazê-la aos cinemas apenas uma semana antes do 40º aniversário do massacre tocou na ferida dos árabes, que acusam o estúdio de cinema de ser insensível a um dos eventos mais trágicos da história do povo palestino.

“Não está apenas no momento ou no nome, mas também no fato de que o massacre em si foi liderado por uma milícia ligada à Mossad em território sob controle militar israelense”, disse Munayyer.

“Dado tudo isso, é difícil não concluir que as pessoas da Marvel são abjetamente ignorantes sobre a região, sua história e a experiência palestina (...).

Embora Sabra não seja a primeira vez que a agência de inteligência de Israel recebe o bom tratamento de Hollywood, essa é a primeira vez que Mossad recebe um status sobrenatural ao nível de uma super-heroína de grande sucesso. Especialistas dizem que é uma vitória de relações públicas para a agência.

Avner Avraham, ex-oficial da Mossad e fundador da Spy Legends Agency, que presta consultoria para filmes e programas de TV retratando espiões israelenses, disse que o novo retrato ajudará uma geração mais jovem a aprender sobre a Mossad.

“Esta é a maneira ‘TikTok’, a maneira dos desenhos animados de conversar com a nova geração, e eles aprenderão sobre a palavra Mossad”, disse Avraham. “Isso ajuda o branding. Vai agregar um público diferente”. (...)

Uri Fink, um cartunista israelense que diz ter criado um personagem de super-herói israelense semelhante em 1978, teme, no entanto, que os “progressistas” que trabalham na Marvel possam transformar a agente israelense em um personagem negativo. “Eles não estão bem atualizados, não têm uma descrição exata do conflito israelensepalestino”, disse ele à CNN.

Avraham ecoou essa preocupação, especulando que ela pode ser retratada como uma personagem que faz o bem para Israel, mas “coisas ruins para outras pessoas”.

https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ novo-filme-de-super-heroi-israelense-dadisney-toca-na-ferida-dos-arabes/ (Adaptado)
O vocábulo “astronauta” passou pelo processo de formação denominado: 
Alternativas
Q2055708 Português
Muito se fala sobre as novidades introduzidas pelo Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) e pelo Novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) no que diz respeito aos mecanismos mais ágeis disponíveis aos usuários da internet para reparar eventuais danos causados pelo uso indevido de imagem e divulgação de conteúdo inverídico, principalmente no âmbito das redes sociais. Dentre estas novidades, destaca-se a tutela antecipada requerida em caráter antecedente (artigo 403 do CPC de 15), por meio da qual é possível obter a cessação imediata da propagação de veiculação indevida da imagem do usuário sem o seu consentimento, o que permite, num segundo momento, após o conteúdo ter sido removido, requerer a indenização pelos danos morais e/ou materiais causados. [...]

Como o direito de imagem é irrenunciável, inalienável, intransmissível, porém disponível, sem a devida autorização/licença de uso de seu titular, não poderá um terceiro fazer uso de imagem que não seja a sua própria. No âmbito das relações havidas por meios eletrônicos, pode-se dizer que ninguém poderá publicar, em um provedor como Facebook ou Instagram, por exemplo, a imagem desautorizada de outro usuário. Não obstante, não é incomum que terceiros se utilizem da imagem desautorizada alheia e, por vezes meramente por desconhecimento da legislação vigente, cometam infrações passíveis de indenização, com reflexos também na esfera criminal.

(Disponível em: https://www.conjur.com.br/2017-fev-13/leis-recentes-facilitaram-remocao-uso-indevido-imagem-rede. Acesso em: 08/07/23). Fragmento.
As palavras irrenunciável, inalienável e intransmissível são formadas pelo processo de derivação
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FCM Órgão: FAMES Prova: FCM - 2022 - FAMES - Assistente em Administração |
Q2051603 Português
Entenda como o coronavírus pode mudar até nosso
jeito de falar português

Walter Porto

O novo coronavírus veio provocar abalos na nossa relação com quase tudo em volta, inclusive com uma ferramenta de importância que nem sempre levamos em conta – as palavras. Termos que usávamos raramente, como quarentena e pandemia, se tornaram correntes ‒ já que pela primeira vez a nossa geração as vive na pele ‒ e outras expressões entraram com o pé na porta no léxico do dia a dia, caso de “distanciamento social”, “achatar a curva” e, claro, o próprio “coronavírus”.

Já outras palavras renovaram sua relevância, ganhando novos significados. “Vacina” é um anseio coletivo para o futuro, “gripe” se tornou um termo quase politizado, “peste” veio trotando de tempos antigos para se tornar assombrosamente atual.

O jornal britânico The Guardian conta que o dicionário Oxford teve uma atualização extraordinária no mês passado para adicionar palavras que tomaram o discurso global e entraram de supetão na língua inglesa, como “Covid-19”.

Tudo isso planta sementes de mudança no idioma ‒ essa entidade inquieta. Como disse o linguista português Vergílio Ferreira, “a própria língua, como ser vivo que é, decidirá o que lhe importa assimilar ou recusar”, cuspindo alguns arranjos novos, engolindo outros. Me resta imaginar como será o português depois dessas reviravoltas todas.

“Suponho que o que vai pegar mesmo é o que já pegou, o corona”, diz Deonísio da Silva, escritor e professor. “O futuro a Deus pertence, mas é difícil alguém se referir, lembra a Covid? Lembra o Sars, o coronavírus? A gente lembrará como os tempos do corona”. O próprio modo de chamar o vírus já é objeto de rinha política e, como lembra Sheila Grillo, “as palavras nunca são neutras, sempre trazem um recorte da realidade”.

Segundo o professor Deonísio da Silva, o desconhecido total, como uma situação de pandemia, faz com que aceitemos passivamente a entrada de siglas e procedimentos científicos nas falas cotidianas “como um valor absoluto” assim como a invasão dos neologismos, “que chegam à nossa casa mudando tudo”. “Não é possível que não tenhamos outro modo de entregar coisas em casa que não seja o 'delivery'”, afirma ele. “Outra palavra que de repente ficou indispensável é o ‘home office’, quando os portugueses, que adaptam muito, já usam o ‘teletrabalho.’”

Grillo lembra que, no esforço de tentar explicar fenômenos novos como este, é comum fazer empréstimos de outras línguas e atualizar termos antigos. “Alguns desses termos são impostos meio na marra”, diz o professor Pasquale Cipro Neto. “Isso é muito chato, quando o gerente do banco fala comigo que tem um ‘call’, que ‘call’?” E nesses tempos em que a testagem em massa tem sido um ponto focal de discussão, outro anglicismo tem dominado as notícias, o de que fulano “testou positivo”. “É traduzido diretamente do inglês”, diz Pasquale. “Não dá para dizer que é errado, porque o uso legitima a expressão, apesar de não ser a sintaxe portuguesa padrão. É uma tradução literal que vigora.”

Enquanto estamos no nosso "lockdown" particular, pedindo delivery pelo app, assistindo a lives e fazendo binge-watching no streaming, as palavras que usamos ganham vida, amadurecem, apodrecem. Sem que notemos, transformam-se.

Folha de São Paulo, Ilustrada, 1º mai. 2020. Adaptado.
“Contextualizar corresponde a algo inclusivo, que liga, por exemplo, diferentes palavras e outros indicadores semânticos, compondo uma frase, parágrafo ou texto”.
MEC-INEP. Eixos cognitivos do Enem – Versão preliminar. Brasília, 2007, p. 74.
Considerando-se o enunciado e, ainda, que as línguas, de modo geral, exibem alternativas para ampliar o vocábulo por meio da criação de palavras na própria língua e pelo processo de adoção e adaptação de um termo de língua estrangeira, associe corretamente a palavra, no contexto em que foi empregada no texto, ao seu respectivo significado.
PALAVRAS
1 - Anglicismo 2 - Neologismo 3 - Empréstimo
SIGNIFICADOS
( ) Emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes. ( ) Incorporação à língua portuguesa de um termo pertencente a outra língua. ( ) Classificação para aquelas palavras do inglês que utilizamos em nosso idioma.

A sequência correta para essa associação é
Alternativas
Q2051413 Português
Assinale a opção em que o vocábulo NÃO tem o mesmo processo de formação da palavra “envernizado”. 
Alternativas
Q2044964 Português
O processo de formação de palavra que explica a formação do vocábulo Aquelíneo, o qual não faz parte do léxico português, é denominado:
Alternativas
Respostas
621: B
622: C
623: C
624: D
625: E
626: A
627: E
628: E
629: B
630: B
631: C
632: D
633: C
634: A
635: D
636: D
637: A
638: E
639: B
640: B