Questões de Concurso
Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português
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Por Vinícius de Oliveira

(Disponível em: https://porvir.org – texto adaptado especialmente para essa prova).
I. Na palavra ‘respostas’, os elementos finais ‘a’ e ‘s’ são desinências que marcam o gênero e o número, os quais, juntos, constituem o tema.
II. ‘tarefas’ e ‘questionários’ são palavras cognatas.
III. A palavra ‘estruturada’ é formada por sufixação.
Quais estão corretas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
'Odeio a palavra inclusão. Já estou aqui, não quero que me incluam em lugar nenhum'
Julia Risso fala com clareza e pausadamente. Sua voz demonstra seus anos de treinamento antes de se tornar locutora.
Ela diz que sempre se desvia do assunto durante as conversas e escolhe com cuidado cada uma de suas frases. E está convencida de que odeia a palavra 'inclusão'; ela prefere a palavra 'socializar'.
Risso tem 28 anos de idade, nasceu com uma má formação genética na coluna que a transformou em uma pessoa baixinha, como ela diz, com ternura.
Ela mora em San Miguel del Monte, a cerca de 110 km da capital argentina, Buenos Aires. Lá, trabalha como professora de teatro.
A jovem se autodefine como ativista deficiente. Ela apresenta o podcast Les otres, está prestes a publicar um livro de ficção autobiográfico e, no mês de abril, apresentou uma palestra na 47ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires sobre como romper as barreiras sociais que aprofundam a desigualdade.
Acho que sou uma pessoa incapacitada pela sociedade. Não sou eu que tenho deficiência. Incapacitam-me quando instalam um banheiro e eu não entro ou o vaso sanitário é alto para mim. Ou quando vou ao supermercado, a gôndola mede 1,80 metro e a erva-mate que eu gosto está em cima de tudo.
E a sociedade não incapacita somente a mim, mas também a uma pessoa mais alta que não consegue levantar seus braços ou outra que carrega uma criança e não alcança alguma coisa.
Sou uma mulher, sou branca e também sou deficiente. De qualquer forma, acredito que o mais difícil é que a sociedade entenda que o problema, na verdade, são os outros, não somos nós.
Para falar de forma mais teórica, o modelo social da deficiência entende que a deficiência é uma construção social, não é um tema individual, não é um problema que exige que se cure uma pessoa.
O entorno é que precisa se adaptar para que essa pessoa possa viver com a maior autonomia possível. Mesmo assim, acho que este conceito não encerra a discussão sobre a ideologia da normalidade.
Uma mulher de 42 anos me escreveu no Instagram para contar que tentava ter um filho ou uma filha e seu médico advertiu que, se decidisse ter um bebê, ele poderia ter risco de nascer com deficiência. Ela se assustou muito.
E eu disse: "Que forma de assustar uma pessoa que decide ter um filho, e o medo seja que ele tenha deficiência!" Depois achei que o médico talvez tivesse razão... mas, logo lembrei que minha mãe me teve com 32 anos, não tinha mais de 40.
Quem tem risco de ter deficiência? Até certo ponto, todos nós temos risco. Talvez todos nós cheguemos a ser velhos e, se isso acontecer, o corpo se deteriore. Existem pessoas que, do nada, têm uma doença incapacitante e passam a usar cadeira de rodas. A vida tem uma porção de circunstâncias que fazem você ficar deficiente em algum momento.
Quem tem medo de ser deficiente não deve nascer, pois a condição humana é frágil. Existe um medo de que discriminem esse filho ou filha. Penso no meu pai, que tinha pavor de que me tratassem mal, que me enganassem. Antes me aborrecia, mas agora entendo o que ele sentia. Minha mãe precisou educar não só a mim, mas também ao meu pai e a todos os demais para que percebessem que estavam criando uma menina autônoma.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz4nved839eo. Adaptado.
Os VOCÁBULOS destacados são formados pelos processos, respectivamente:
I. O termo “mas” insere no texto uma ideia de adversidade, uma vez que a afirmação “cair não prejudica demais” se apresenta como uma contradição em relação à ideia expressa anteriormente. II. Em “a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!”, ocorre o paralelismo sintático, pois a expressão “a gente” é usada três vezes com a mesma função sintática. III. No trecho “o correr da vida embrulha tudo”, verifica-se o uso da derivação imprópria, uma vez que o verbo “correr” passa pelo processo denominado substantivação. IV. Na expressão “o correr da vida”, o termo “o” foi usado como um artigo definido, diferentemente do que ocorre na expressão “O que ela quer da gente”, em que o termo “o” foi usado como um pronome demonstrativo. V. No trecho “a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!”, os verbos “levanta”, “sobe” e “volta” constroem o recurso de expressão denominado gradação crescente.
Estão CORRETAS as afirmativas
Texto para a questão.
Por que os animais nos fascinam mais do que as plantas?


(Felipe Ricachenevsky. Felipe Klein Ricachenevsky é professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. https://www1.folha.uol.com.br
/blogs/ciencia-fundamental/2023/05/por-que-os-animais-nos-fascinam-mais-do-que-as-plantas.shtml. 4.mai.2023.)
“Muita gente com famosos, mais famosos que eu, óbvio.”
O mesmo processo de formação das palavras sublinhadas é observado em
O mesmo processo de formação da palavra destacada é observado em

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia
Por Pedro Guerra

- (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta
prova).
( ) Nessa palavra, identifica-se a ocorrência de um dígrafo vocálico, o que permite dizer que ela tem mais letras do que fonemas. ( ) O encontro das letras -sp- classifica-se como dígrafo consonantal. ( ) A palavra é formada por derivação parassintética.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


( ) As palavras seguintes são nomes abstratos derivados de adjetivos pelo acréscimo do sufixo “-idade”: “sustentabilidade” (linha 04), “habilidades” (linha 02), “totalidade” (linha 09) e “responsabilidade” (linha 31).
( ) As palavras seguintes são nomes abstratos derivados de verbos pelo acréscimo do sufixo “-ção”: “conservação” (linha 03), “educação” (linha 05), “avaliação” (linha 15) e “construção” (linha 29).
( ) As palavras seguintes são adjetivos derivados de substantivos pelo acréscimo do sufixo “-al”: “regionais” (linha 16), “individual” (linha 17), “legais” (linha 20) e “social” (linha 24).
( ) Duas das palavras seguintes não contêm prefixo em sua formação: “inseparável” (linha 27), “autodeterminação” (linha 32), “interdependência” (linha 09) e “reconhecimento” (linha 17).
( ) Duas das palavras seguintes não são derivadas de verbos pelo acréscimo do sufixo “-mento”: “desenvolvimento” (linha 19), “fortalecimento” (linha 23), “ambientalmente” (linha 29) e “fundamentos” (linha 34).
Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Disponível em: https://www.google.com.br. Acesso em: 28 jan. 2023.
I - A linguagem denotativa e a linguagem conotativa estão presentes no texto. II - O uso do termo “sanduba” comprova o fenômeno da variação linguística. III - O uso dos termos “pra” e “sanduba” indicam a presença de coloquialidade. IV - O pronome “este” poderia ser substituído por “esse”, com igual correção. V - A palavra “sanduba” foi formada pelo processo de redução vocabular.
Estão CORRETAS as afirmativas
A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.
As vantagens da preferência pela arquitetura sustentável
Por Alessandra Barassi

(Disponível em: https://www.wwf.org.br/?56242/Artigo---Arquitetura-sustentavel-o-que-e-para-que-serve-ecomo-fazer – texto adaptado especialmente para esta prova).