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Questões de Concurso Comentadas sobre formação das palavras: composição, derivação, hibridismo, onomatopeia e abreviação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.667 questões

Q4204112 Português
Em um cartaz escolar, aparece a palavra “janela”. Considerando a formação do diminutivo, é correto afirmar:
Alternativas
Q4203001 Português
Observe as palavras abaixo e assinale a alternativa que apresenta uma palavra formada por derivação prefixal:
Felizmente – Refazer – Desleal – Livraria. 
Alternativas
Q4200749 Português
Com base nos processos de formação de adjetivos na língua portuguesa, associe corretamente os itens das colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência adequada. 
1.Azulado   2.Feliz  3.Infantil
( ) Derivado ( ) Primitivo ( ) Simples 
Alternativas
Q4195535 Português
As formigas estão voando no Quênia neste momento.


Durante esta estação chuvosa, enxames podem ser vistos deixando os milhares de formigueiros em Gilgil e nos arredores, uma tranquila cidade agrícola no Vale do Rift , no Quênia, que se tornou o centro de um comércio ilegal em rápida expansão.

O ritual de acasalamento faz com que machos alados deixem o ninho para fecundar as rainhas, que também voam nesse período. Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas e vendê-las a contrabandistas que estão no centro de um crescente mercado negro global, que se aproveita da moda de ter formigas como animais de estimação em recintos transparentes projetados para observar os insetos enquanto constroem uma colônia.

São as rainhas das formigas gigantes africanas coletoras, grandes e vermelhas, que são mais valorizadas pelos colecionadores internacionais — uma única rainha pode alcançar até £170 (cerca de R$ 1.185) no mercado clandestino, que costuma operar online.

Uma única rainha fecundada é capaz de criar toda uma colônia e pode viver por décadas — e pode ser facilmente enviada pelo correio, já que scanners tendem a não detectar material orgânico.

"No começo, eu nem sabia que era ilegal", disse à BBC um homem, que pediu para não ser identificado, sobre como certa vez atuou como intermediário, conectando compradores estrangeiros a redes locais de coleta.

Também conhecidas como Messor cephalotes , essas formigas são nativas da África Oriental e conhecidas por seu comportamento característico de coleta de sementes, o que as torna populares entre colecionadores de formigas.

"Um amigo me disse que um estrangeiro estava pagando bem pelas rainhas — aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui", disse o ex-intermediário.

"Você procura os montes perto de campos abertos, geralmente de manhã cedo antes do calor. Os estrangeiros nunca iam aos campos — esperavam na cidade, em pousadas ou dentro de carros, e nós levávamos as formigas para eles, embaladas em pequenos tubos ou seringas que eles nos forneciam.

A dimensão do comércio ilícito no Quênia ficou evidente no ano passado, quando 5 mil rainhas de formigas gigantes coletoras — coletadas principalmente nos arredores de Gilgil — foram encontradas vivas em uma pousada em Naivasha , uma cidade próxima à beira de um lago popular entre turistas.

Os suspeitos — da Bélgica, do Vietnã e do Quênia — tinham embalado os tubos de ensaio e seringas com algodão úmido, o que permitiria que cada formiga sobrevivesse por dois meses, segundo o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS).

O plano era levá-las à Europa e à Ásia e colocá-las à venda.

Esse comércio de formigas surpreendeu cientistas e autoridades.

O país da África Oriental está mais acostumado a crimes de grande repercussão envolvendo marfim de elefantes e chifres de rinoceronte.

A varejista britânica Ants R Us descreve a formiga gigante africana coletora como "a espécie dos sonhos de muita gente" — embora as rainhas estejam atualmente fora de estoque, com o site explicando que é muito difícil para os vendedores consegui-las.

"Até eu, como entomólogo, fiquei surpreso com a extensão do aparente comércio", disse à BBC Dino Martins, biólogo radicado no Quênia, onde há cerca de 600 espécies de formigas.

No entanto, ele entende o fascínio pela colhedora da África Oriental, com colônias criadas por uma "rainha fundadora", que pode crescer até 25 mm (0,98 polegada) e que produz ovos ao longo de toda a vida.

"Elas são uma das espécies de formigas mais enigmáticas — formam colônias grandes, apresentam comportamentos interessantes e são fáceis de manter. Não são agressivas."

Durante o enxameamento, ele diz que as rainhas acasalam com vários machos.

"Depois disso, acabou para os machos — o trabalho deles está feito... a maioria é comida por predadores ou morre", diz o entomólogo, passando a explicar como a rainha então se afasta rapidamente para cavar uma pequena toca e começar a pôr ovos para iniciar seu império.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5yxlky2v7mo fragmento
"Isso torna este o momento perfeito para perseguir formigas-rainhas."
"...aquelas grandes e vermelhas que são facilmente vistas por aqui, disse o ex-intermediário."
Com base nas regras de hifenização aplicáveis às palavras compostas, analise as afirmativas a seguir, acerca dos vocábulos grafados com hífen no texto, bem como daqueles empregados fora desse contexto.

I.O vocábulo 'formigas-rainhas' é grafado com hífen porque, nos compostos sem elemento de ligação cujo primeiro termo é um substantivo, emprega-se o hífen, tal como ocorre em 'arco-íris' e 'joão-ninguém'.

II.Os vocábulos formados por prefixos que indicam anterioridade ou cessação, como 'ex-', devem ser grafados com hífen, o que justifica seu emprego na palavra 'ex-intermediário'.Os vocábulos 'soto-almirante' e 'vice-presidente' também estão grafados corretamente.

III.O vocábulo 'café-com-leite' encontra-se corretamente grafado com hífen, por se tratar de uma forma consagrada pelo uso, a qual, por essa razão, não sofreu alteração com o Acordo Ortográfico.

IV.Semelhante ao prefixo 'ex-', o prefixo 'contra-' pode ser empregado com hífen, na maioria dos casos, como em 'contra-almirante' e 'contra-regra', embora seu uso não seja obrigatório em todas as formações.


Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições corretas.
Alternativas
Q4195487 Português
As figuras de linguagem são recursos expressivos utilizados na linguagem que se caracterizam pelo uso não literal ou não convencional das palavras, conferindo maior expressividade ao discurso. Com base nas classificações dessas figuras, analise as frases a seguir:

1.Os cristais tiniam na bandeja de prata. 2.Os mortais penam e sofrem nesse mundo. 3.Muitas famílias procuram um teto para morar.


Após a devida análise, identifique a figura de linguagem comum aos três trechos apresentados.
Alternativas
Q4188808 Português
A palavra “INFELIZMENTE” é formada pelo processo de: 
Alternativas
Q4187661 Português

Texto para responder à questão


Minha vó foi pega a laço


Pode parecer estranho, mas já ouvi tantas vezes esta afirmação que já até me acostumei a ela. Em quase todos os lugares onde chego alguém vem logo afirmando isso. É como uma senha para se aproximar de mim ou tentar criar um elo de comunicação comigo. Quase sempre fico sem ter o que dizer à pessoa que chega dessa maneira. É que eu acho bem estranho que alguém use este recurso de forma consciente acreditando que é algo digno ter uma avó que foi pega a laço por quem quer que seja.


– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.


– Todo brasileiro legítimo – tirando os que são filhos de pais estrangeiros que moram no Brasil – tem um pé na aldeia e outro na senzala – eu digo brincando.


– Eu tenho sangue índio na minha veia porque meu pai conta que sua mãe, minha avó, era uma “índia” legítima – ele diz tentando me causar reação.


– Verdade? – ironizo para descontrair.


– Ele diz que meu avô era um desbravador do sertão e que um dia topou com uma “tribo” selvagem lá por Goiás.


– Eita. Que história interessante – falo arregalando os olhos.


– Pois é. Meu pai disse que meu avô contou que minha avó era muito linda e que olhou bem nos seus olhos antes de correr. Meu avô ficou enfeitiçado por ela. Imediatamente ele tirou o laço do lombo do cavalo em que estava montado e a laçou.


– Que incrível – digo.


– Ela, no começo, esperneou, gritou, chamou pelos outros “índios”, mas ninguém voltou e meu avô a levou para casa e com ela teve nove filhos.


– Uau!


– Meu avô contou para meu pai que vovó era baixinha, tinha cabelos longos bem pretinhos e olhos puxadinhos. Ela ficava horas sentada na frente de casa penteando os cabelos e com os olhos perdidos no horizonte.


– Ela devia estar cantando a saudade de sua casa – disse para quebrar o clima sombrio.


– Meu avô dizia que ela ficou a vida inteira aguardando que sua “tribo” viesse resgatá-la. Nunca ninguém apareceu. Ela, no entanto, foi muito feliz ao lado do meu avô.


Minha atenção se fixou nesta última frase enquanto meu novo amigo se despedia dizendo que tinha sido um prazer me conhecer. Cumprimenta-me, me olha de cima a baixo, vira as costas e vai embora.


Apesar de ser comum esta situação, nunca deixo de pensar nela. Acho esquisito quando alguém se orgulha de ter tido uma avó que foi escravizada por um homem que a usou durante toda uma vida e a obrigou a gestar filhos que provavelmente não queria. Penso que a maioria das pessoas não se dá conta de que esta narrativa é repetida tantas vezes e de forma poética para esconder uma dor que devia morar dentro de todos os brasileiros: somos uma nação parida à força.


Foi assim com os primeiros indígenas forçados a receber uma gente que se impôs pela crueldade e pela ambição; uma gente que tinha olhares lascivos contra os corpos nus – e sagrados – das mulheres nativas. Foi assim com os negros trazidos acorrentados nos porões de navios para serem escravos de pessoas que se sentiam superiores apenas por conta da cor de sua pele; as mulheres eram usadas como domésticas e como amantes, gerando “brasileiros” que eram desqualificados porque cresciam sem pai.


O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério. Apenas dessa forma saberemos lidar com criatividade sobre a verdadeira história de como “minha avó foi pega a laço”.



(Por: Daniel Munduruku. Blog Combate ao Racismo Ambiental. Publicado em: 24/03/2018. Disponível em: https://racismoambiental.net.br/minha-avo-foi-pega-a-laco. Acesso em: maio de 2026.)

Em “– Você sabia que eu também tenho um pezinho na aldeia? – ele diz.” (2º§), quanto ao termo destacado, é possível observar o emprego de um recurso linguístico que: 
Alternativas
Q4186954 Português
TEXTO I

Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas

Pesquisa da CNI indica defasagem em habilidades ligadas à tecnologia e diferença entre faixas etárias

Victória Batalha

    O novo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 44,5% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto nesse tipo de habilidade, que inclui uso de inteligência artificial, planilhas e configuração de sistemas. Quando consideradas também atividades básicas, o índice de domínio sobe para pouco mais de 54%. A pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: mercado de trabalho na visão da população” divulgou os dados nesta sexta-feira, 17.
    Diferença entre idades expõe lacuna
    A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.
    Os dados revelam uma diferença relevante entre faixas etárias. Jovens de 16 a 24 anos concentram os maiores índices de domínio, com 65,7%. Na sequência aparecem pessoas de 25 a 34 anos, com 63,2%. A partir daí, o percentual recua de forma progressiva. Entre 35 e 44 anos, fica em 53,4%. Na faixa de 45 a 59 anos, cai para 36%. Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, o índice chega a 9,9%.
  A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias, especialmente em áreas ligadas à automação e à inteligência artificial.
   O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA. A entidade identifica seis funções emergentes, com potencial de gerar ao menos 4.950 vagas.
    A pesquisa foi realizada pelo instituto Nexus, com 2 mil entrevistados de 16 anos ou mais, distribuídos pelos 26 Estados e pelo Distrito Federal. As entrevistas ocorreram entre 10 e 15 de outubro de 2025. 

Fonte: BATALHA, Victória. Menos da metade dos brasileiros tem domínio de tarefas digitais avançadas. https://revistaoeste.com/tecnologia/menos-da-metade-dos-brasileiros-temdominio-de-tarefas-digitais-avancadas
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede:

( ) Em “...que inclui uso de inteligência artificial” (1º par.), quanto à Formação de Palavras, o Substantivo em destaque sofreu um tipo de derivação em relação ao verbo primitivo “usar”.
( ) Em “A especialista em Políticas e Indústrias da CNI, Cláudia Perdigão, disse que o brasileiro precisa se capacitar para continuar acompanhando o avanço da tecnologia, como a indústria 4.0, a robotização e a inteligência artificial.” (2º par.), é correto afirmar que, a depender da dupla possibilidade de separação silábica, as duas últimas palavras podem pertencer à mesma regra de acentuação da primeira quanto à tonicidade.
( ) Em “A partir daí, o percentual recua de forma progressiva.” (3º par.), o vocábulo em destaque foi acentuado por se tratar de uma palavra oxítona.
( ) Em “A avaliação da CNI indica necessidade de maior qualificação da população para acompanhar o avanço das tecnologias” (4º par.), a expressão em destaque sofreu o processo de Abreviação vocabular quanto à formação de palavras.
( ) Em “O estudo também menciona análise do Observatório Nacional da Indústria sobre novas ocupações ligadas à IA.” (5º par.), os vocábulos em destaque são palavras derivadas que sofreram o mesmo tipo de processo de formação de palavra.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:
Alternativas
Q4186914 Português

TEXTO I


OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário.

Grupo deve articular e reunir propostas de mudanças


Davi Vittorazzi



    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão para promover a reforma do Poder Judiciário. A iniciativa ocorre em meio às discussões de mudanças na estrutura da Justiça, que deve também estar em pauta nas eleições deste ano. Segundo a portaria que instaura o grupo, a finalidade é articular propostas já aprovadas pela OAB sobre o tema. O documento foi publicado em 14 de abril.

    A instituição justifica que, nos últimos anos, vem “amadurecendo reflexões institucionais relevantes sobre o aperfeiçoamento da estrutura, do funcionamento e dos mecanismos de controle do Poder Judiciário, em temas que dizem respeito à própria conformação do Estado Democrático de Direito”.

    O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas. Para o presidente nacional da instituição, Beto Simonetti, a atuação da entidade busca dar sequência às deliberações já consolidadas internamente.

    “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário, como a adoção de mandatos fixos para ministros do STF, limitação das decisões monocráticas e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia”, afirmou o presidente da entidade. “Uma comissão sobre o tema foi formalmente constituída pelo Conselho Federal da OAB. Qualquer discussão sobre reforma do Judiciário só será legítima, no entanto, se envolver a advocacia.”

    A comissão de reforma do Judiciário

    A secretária-geral da OAB Nacional, Rose Morais, vai presidir a comissão. Também integram o grupo os conselheiros federais Breno Augusto Pinto de Miranda (MT), Marilena Indira Winter (PR) e Silvia Virginia Silva de Souza (SP), além dos presidentes das seccionais Daniela Borges (BA), Márcio Nogueira (RO) e Rafael Lara Martins (GO).

    A portaria também prevê a participação das seccionais e conselhos federais, que terão prazo de 15 dias para encaminhar sugestões ao colegiado, com apoio técnico da assessoria jurídica do Conselho Federal. As seccionais de São Paulo e Rio Grande do Sul já apresentaram contribuições. Os documentos serão analisados em conjunto com as demais propostas.



Fonte: VITTORAZZI, Davi. OAB cria comissão para pressionar reforma do Judiciário. https://revistaoeste.com/politica/oab-cria-comissao-parapressionar-reforma-do-judiciario 

Leia as afirmações abaixo sobre o texto I antes de julgar o que se pede.



( ) Em “O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criou uma comissão...” (1º par.), a expressão em destaque sofreu processo de abreviação vocabular.


( ) Em “A instituição justifica que, nos últimos anos, vem amadurecendo reflexões institucionais relevantes...” (2º par.), o vocábulo em destaque sofreria alteração caso o contexto de elaboração fosse “Reflexões institucionais relevantes vêm amadurecendo nos últimos anos”.


( ) Em “O colegiado será responsável por coordenar a atuação institucional da OAB, mobilizar a advocacia e consolidar contribuições das seccionais para o encaminhamento das medidas.” (3º par.), nota-se que os dois vocábulos em destaque sofreram o mesmo processo de formação de palavras e pertencem à mesma classe gramatical.


( ) Em “A OAB já aprovou em plenário seu apoio a itens fundamentais da reforma do Judiciário...” (4º par.), o substantivo em destaque foi formado por um processo de derivação regressiva em relação ao respectivo verbo.


( ) Em “... e estabelecimento de regras para a atuação de parentes de juízes na advocacia.” (4º par.), a palavra em destaque tem como justificativa de acentuação o fato de ser uma paroxítona.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a seguinte sequência:

Alternativas
Q4186841 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Educação 2025: pesquisas revelam desafios, tendências e a realidade das salas de aula

Montar um raio-X da educação em 2025 não é tarefa simples, mas ajuda quem não quer navegar no escuro. Uma curadoria baseada em estudos selecionados pelo Porvir busca compreender o que acontece, hoje, dentro das salas de aula brasileiras, oferecendo uma leitura ancorada na realidade cotidiana da escola. O foco não está nos números tradicionais do Censo Escolar nem nas notas do Ideb — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, indicador da qualidade do ensino no país. A proposta é olhar para dimensões que esses dados nem sempre capturam, como o clima escolar, as angústias, os desafios tecnológicos e a saúde mental de quem vive o dia a dia da educação.

Para quem planeja aulas, organiza o calendário escolar ou pensa políticas públicas, esse conjunto de informações funciona como ponto de partida. Ele traz o chamado chão da escola e evidencia onde estão as maiores tensões, convidando a uma leitura sem julgamentos ou busca por culpados. Encarar a realidade, com todas as suas contradições, é condição para qualquer transformação efetiva da educação.

O panorama apresentado serve para orientar decisões que façam sentido para os estudantes e para a comunidade escolar neste início de 2026.

No cotidiano das escolas, questões ligadas à segurança física e emocional, à convivência e à diversidade aparecem de forma recorrente. Pesquisas indicam que a violência de gênero permanece presente e pouco discutida, revelando a dificuldade das instituições em identificar e enfrentar esse problema. Falta formação adequada e protocolos claros, o que reforça a necessidade de políticas integradas que promovam acolhimento, segurança e uma cultura de equidade. Ao mesmo tempo, cresce um cenário de violência, exclusão, desesperança e solidão, marcado pelo isolamento de estudantes e pelo esgotamento dos educadores. A ausência de mecanismos eficazes de acolhimento fragiliza os vínculos e compromete a escola como espaço de convivência afetiva.

Situação semelhante aparece no avanço das matrículas de estudantes autistas. Embora o número tenha crescido significativamente, a estrutura escolar não acompanhou esse movimento. Faltam profissionais de apoio, formação específica para professores e adaptações curriculares, mostrando que garantir a vaga por lei não é suficiente para assegurar uma inclusão efetiva.

Outros estudos reforçam a importância de enfrentar o racismo desde a infância. A ideia de que o silêncio protegeria crianças brancas é questionada por pesquisas que apontam como essa omissão contribui para a reprodução de preconceitos. A educação antirracista, nesse sentido, deve envolver toda a comunidade, com conversas abertas e referências positivas que ajudem as crianças a compreender a diversidade e seus próprios privilégios desde cedo.

No campo da tecnologia, as pesquisas destacam impactos crescentes das telas, o uso da inteligência artificial e novos desafios da alfabetização em um mundo digital. Relatórios recentes defendem que a IA seja adotada como ferramenta complementar e ética, nunca como substituta pedagógica, com atenção à proteção do desenvolvimento cognitivo e à redução de desigualdades. Isso implica formação docente, revisão curricular e políticas de governança inclusivas.

O uso excessivo de telas continua sendo motivo de preocupação. Pesquisas indicam dificuldade de crianças e adolescentes em se desconectar, cenário associado ao aumento de irritabilidade, distração e conflitos em sala de aula. Soma-se a isso a constatação de que saber ler e escrever não garante autonomia no ambiente digital. Mesmo alfabetizados, muitos brasileiros enfrentam dificuldades para identificar notícias falsas, proteger dados pessoais ou utilizar aplicativos de serviços, o que amplia a noção de alfabetização necessária no século XXI.

A saúde mental e a valorização docente aparecem como temas centrais. A falta de segurança para o exercício da liberdade de cátedra impacta diretamente o bem-estar desses profissionais. Em escala global, o alerta é ainda mais amplo: faltam milhões de professores para cumprir metas educacionais, especialmente nos países mais pobres, onde salas lotadas e carreiras desvalorizadas dificultam a aprendizagem.

Pesquisas recentes também ressaltam que a promoção da saúde mental de crianças e adolescentes precisa ser prioridade. A escola é apontada como espaço estratégico para esse cuidado, mas não pode assumir essa tarefa sozinha. O fortalecimento de vínculos entre educação, saúde e assistência social é essencial para criar ambientes seguros, nos quais os estudantes se sintam ouvidos e amparados.

Por fim, estudos que conectam a escola a desafios sociais mais amplos mostram que temas como mudanças climáticas ainda estão distantes do cotidiano escolar, apesar de seus impactos diretos na vida de crianças e jovens. Quando aparecem, costumam ser tratados de forma pontual e pouco integrada à realidade local. Da mesma forma, pesquisas sobre a transição para o mercado de trabalho revelam um desencontro entre expectativas de jovens e empregadores. Enquanto jovens enfrentam sobrecargas invisíveis ligadas à renda e às condições de vida, empresas esperam uma maturidade pronta, sem oferecer o suporte necessário. O desafio comum a todos esses cenários é transformar a escola — e também o trabalho — em espaços de aprendizado contínuo, acolhimento e construção coletiva.

https://porvir.org/educacao-2025-pesquisas-tendencias/.adaptado.

A educação “antirracista”, nesse sentido, deve envolver toda a “comunidade”.
Os vocábulos destacados são formados pelos processos de formação de palavras denominados, respectivamente: 
Alternativas
Q4184810 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
A palavra “pseudo-libertária”, utilizada no primeiro parágrafo, exemplifica um caso de 
Alternativas
Q4184677 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Censo Escolar: Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso

        Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os novos dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (lnep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país. 

        De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

        Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Enlre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro. 

        O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. "Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando."

        Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino medio já beneficiou 7,2 milhôes de estudantes, desde sua criação em 2024. A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brleduc acao /noticia/2026- 06/censo-escolar-brasil-reduz-reprovacao abandono-e-atrasoestudantil (adaptado)

Os vocábulos reprovação e implementação, presentes no texto, são formados a partir do seguinte processo morfológico: 
Alternativas
Q4184318 Português
TEXTO 2


Texto-base para a questão


PESQUISA EXPÕE COMO SISTEMAS DE RECONHECIMENTO FACIAL REPRODUZEM DESIGUALDADES SOCIAIS


Apresentada por Nina da Hora, dissertação de mestrado analisa racismo algorítmico e exclusões produzidas pela IA

Daniela Prandi - 12 maio 2026


    Antes de reconhecer alguém diante da câmera, um sistema de inteligência artificial (IA) precisa decidir se aquele rosto “existe”. É justamente nesse momento, anterior à identificação, que, segundo a cientista da computação Ana Carolina Silva das Neves da Hora, mais conhecida como Nina da Hora, começam os apagamentos produzidos pelas tecnologias de reconhecimento facial, tema de sua tese de mestrado, Do Rosto ao Vetor: Epistemicídio Computacional no Reconhecimento Facial, defendida nesta segunda-feira (11), no Instituto de Computação (IC).

Orientada pela professora Sandra Avila, do IC, e coorientada pela antropóloga Marisol Marini, da Universidade de São Paulo (USP), a tese teve na banca examinadora a socióloga Angela Figueiredo, da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), e o pesquisador Virgílio Almeida, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A pesquisa combina reflexão teórica e experimentos computacionais para analisar desigualdades em arquiteturas de detecção facial amplamente utilizadas em sistemas de IA. Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, inspirado nos trabalhos da filósofa Sueli Carneiro sobre o apagamento de sujeitos negros na produção do conhecimento. O trabalho multidisciplinar reúne computação, antropologia, artes visuais, estudos raciais e filosofia. A pesquisadora auditou arquiteturas de detecção facial utilizando uma base criada pela Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a partir de vídeos enviados por pessoas de países como Brasil, Índia, Síria e Indonésia. Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial. “O dano já começa antes, quando o sistema sequer detecta aquele rosto como um rosto válido”, explica.

Em um dos experimentos, pessoas acima de 85 anos tiveram apenas 44% de taxa de detecção, enquanto grupos mais jovens alcançaram índices superiores a 90%. Em outros casos, determinados grupos simplesmente desapareciam dos sistemas. “Tivemos grupos com 0%. Normalmente, quando aparece um 0%, você roda o sistema de novo e tenta corrigir. Mas quis investigar por que aquelas pessoas tinham desaparecido”, diz.

Segundo Da Hora, os sistemas simplificam realidades complexas ao transformar diversidade humana em categorias rígidas. “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” Mais do que erros técnicos, a pesquisadora vê nesses resultados a materialização de escolhas políticas e históricas. “A etapa do reconhecimento só acumula problemas. Primeiro, o sistema precisa decidir que existe um rosto ali.” Em muitos casos, afirma, nem mesmo a autodeclaração das pessoas é suficiente. “Quando eu mando um vídeo dizendo quem eu sou, pessoas do outro lado podem dizer que eu não sou aquilo que estou dizendo. E, às vezes, a palavra delas vai valer mais.”

Segundo a pesquisadora, o problema não está apenas na precisão técnica. “A questão não é fazer a tecnologia funcionar melhor”, afirma. “É perguntar por que estamos insistindo em tecnologias que transformam pessoas em padrões de vigilância.” Da Hora vê a expansão dessas tecnologias como parte de uma transformação maior nas formas de controle social e circulação da informação. “O reconhecimento facial e as inteligências artificiais são vendidos como solução para tudo. Mas, muitas vezes, o que elas produzem é exclusão e aprofundamento de desigualdades. Eu queria entender o que se perde quando você transforma o rosto de uma pessoa em vetor matemático”, afirma.
Julgue as afirmativas abaixo, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.

a) (..) nas palavras: expansão e detecção – há o mesmo número de letras e de fonemas.
b) (..) “É como se não existissem variações. Ou você é branco ou você é negro. Mas nós sabemos que isso não representa países como o Brasil.” – o termo ou funciona como conjunção coordenativa aditiva.
c) (..) Em “Os resultados revelaram desigualdades profundas nos processos de detecção facial” – o termo desigualdades apresenta derivação prefixal.
d) (..) Em “Prestes a completar 31 anos, Nina da Hora se tornou uma das vozes mais conhecidas da discussão sobre tecnologia e racismo algorítmico no país. Colunista da MIT Technology Review Brasil, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV)” – os termos colunista e pesquisadora marcam, respectivamente, coesão pronominal e coesão por elipse. 
e) (..) Em “Da Hora propõe o conceito de “epistemicídio computacional”, - o termo computacional funciona como adjetivo.

Assinale a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4184087 Português

Associe as colunas relacionando a palavra ao seu respectivo processo de formação.


Palavras


(1) Choro

(2) Camelódromo

(3) Boteco

(4) Porquê



Processo de formação
( ) Hibridismo. ( ) Abreviação. ( ) Derivação imprópria. ( ) Derivação regressiva.

A sequência correta dessa associação é: 
Alternativas
Q4184063 Português
Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
No verso “— Alô, iniludível!”, do poema Consoada, a palavra “iniludível” resulta de um processo de formação que se caracteriza corretamente como:
Alternativas
Q4183350 Português
A palavra envelhecer apresenta um processo de formação distinto daquele observado em palavras criadas apenas por prefixação ou apenas por sufixação.
A esse processo dá-se o nome de: 
Alternativas
Q4179431 Português
No texto, observa-se o emprego de palavras formadas por diferentes processos morfológicos. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.

I. Em “bem-estar” há composição por aglutinação, a partir da junção dos elementos “bem” e “estar”.
II. O termo “desencadear” resulta de derivação prefixal, pelo acréscimo do prefixo “des-” ao verbo “encadear”.
III. O vocábulo “psicossomática” constitui exemplo de composição erudita, formada por elementos de origem grega.
IV. Na palavra “irritável” ocorre derivação sufixal, com acoplamento do sufixo “-vel” ao radical do verbo “irritar”.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4178864 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Cooperativa que produz açaí no Amapá fecha contrato de cinco anos com gigante chinesa 


A cooperativa dos produtores extrativistas de açaí do estado do Amapá (Amazonbai) firmou parceria com a segunda maior rede de distribuição de alimentos chinesa para o fornecimento de toda a safra de açaí pelos próximos cinco anos, totalizando 15 mil toneladas do produto. A negociação ocorreu durante a Sial China, maior feira de alimentos da Ásia. 


A Amazonbai faz parte da Rota do Açaí, inserida nas Rotas de Integração Nacional, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que tem como objetivo o fortalecimento de sistemas produtivos locais e a promoção do desenvolvimento regional sustentável.


A participação da Amazonbai e de outras sete cooperativas — todas integrantes das Rotas de Integração Nacional — na Sial China contou com investimento de R$ 207 mil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). São elas: União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes Brasil), Unicafes Bahia, IPE Unicafes, Cooperativa Grande Sertão, Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil). A participação das cooperativas no evento possibilita a apresentação de produtos sustentáveis brasileiros ao público asiático. 


O presidente da Amazonbai, Amiraldo Picanço, comemorou a parceria internacional e o apoio do MIDR. "Que o produto da Amazonbai e das outras cooperativas da Rota de Integração possa ser distribuído neste continente, neste mercado tão promissor.


Para o secretário nacional substituto de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial do MIDR, Edgar Caetano, o financiamento do intercâmbio de produtores beneficiados pelas Rotas de Integração Nacional na Sial 2026, maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das maiores do mundo, demonstra a relevância dessa estratégia para a valorização dos produtos.


A Sial China é a maior feira de alimentos da Ásia e uma das maiores do planeta. A edição de 2026 ocorreu entre os dias 18 e 20 de maio, em Xangai. Nesta edição, o Brasil enviou 82 empresas exportadoras para a feira, um recorde em relação às 54 da edição anterior.


 A inserção das cooperativas no evento busca ampliar o acesso de suas produções, apoiadas pelas Rotas de Integração Nacional, a mercados internacionais; promover o reconhecimento internacional das Rotas como modelo de política pública para o desenvolvimento regional; e estabelecer alianças estratégicas entre instituições públicas, privadas e comunitárias dos países visitados e os territórios brasileiros.


https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202605/acai-do-amapa-conquist a-mercado-chines-adaptado 

"Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios."


Os vocábulos 'cooperativa' e 'agropecuária' estão grafados corretamente segundo as normas ortográficas vigentes. Em relação às regras de emprego do hífen estabelecidas pelo Novo Acordo Ortográfico, assinale a alternativa que apresenta grafia inadequada. 

Alternativas
Q4178523 Português

 Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos


A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos. 


A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.


As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.


Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade. 


Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.


Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.

Sobre o aumentativo das palavras, analisar os itens. 


I. Homem/homenzarrão.

II. Beiço/beiçola.

III. Copo/copázio.


Está CORRETO o que se afirma:

Alternativas
Q4178521 Português

 Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos


A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos. 


A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.


As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.


Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade. 


Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.


Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.

Sobre os processos de formação de palavras, analisar os itens. 


I. Ambas as palavras “abençoar” e “amanhecer” possuem tanto um sufixo quanto um prefixo.

II. A palavra “cadeira” possui apenas sufixo.

III. Ambas as palavras “engaiolar” e “assustador” possuem tanto um sufixo quanto um prefixo.



Está CORRETO o que se afirma: 

Alternativas
Respostas
21: C
22: B
23: C
24: A
25: A
26: A
27: D
28: C
29: A
30: D
31: D
32: C
33: C
34: B
35: D
36: A
37: D
38: B
39: D
40: A