Questões de Concurso Sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

Foram encontradas 4.824 questões

Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746080 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão.

Direito, muito mais que sucesso em concursos.

    DA REDAÇÃO – Escolher a profissão dos sonhos faz parte do passado para muita gente, que acabou optando por cursar uma faculdade visando principalmente ao mercado de trabalho. É o caso do Direito, onde um número significativo fará o curso não para atuar em tribunais, mas conhecer legislação e poder utilizar aquele conhecimento em um concurso público. 
    Mas existem aqueles – maioria – que fazem sua escolha pela vocação. No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional. 
    “O mercado é muito competitivo. Não há como ter sucesso sem estar preparado para novidades. É preciso se atualizar sempre. Mesmo que a lei em vigor seja antiga” – afirma Felizardo Barroso, 75 anos, professor de Direito Comercial da Universidade Federal do Rio de Janeiro e que comanda o Felizardo Barroso & Associados, fundado por ele em 1970. 
    Segundo salienta a advogada Tânia Pereira da Silva, é fundamental que o bacharel tenha um plano de carreira bem estruturado para crescer dentro de uma empresa ou escritório e descobrir seus principais objetivos não só no imediato, mas também nos próximos 10 anos. “Questionamentos como ‘quero fazer concurso público ou montar meu próprio negócio’ devem passar pela cabeça”, diz. 
    “Após anos da crença de que o advogado era uma commoditie (só interessava o preço do serviço prestado) percebo que o mercado voltou a prestigiar a qualidade do trabalho, além da prova da OAB que limita a atuação de faculdades sem preocupação com o ensino” – avalia Luiz Guilherme Natalizi, advogado da área cível, ambiental e de empresas de fomento mercantil. 

Opções 

    O trabalho do profissional de Direito é amplo. Entre as suas funções está a de representar seus clientes em qualquer instância, juízo ou tribunal. Advogar é uma das opções do bacharel de Direito, que pode também seguir a carreira jurídica. O advogado pode defender interesses de pessoas, instituições privadas ou públicas. 
(Jornal do Brasil, 1.º de agosto de 2010. Adaptado)

A propósito do fragmento “No caso de quem segue a carreira de advogado, encontrará um mercado disputado e exigente em relação a qualidade do novo profissional”, afirma-se:

I. falta o sinal de crase na expressão “segue a carreira de advogado”; II. o emprego do futuro do presente, em “encontrará”, está inadequado; III. falta o sinal de crase na expressão “em relação a qualidade”; IV. a vírgula colocada depois de “advogado” não deveria existir.
Está correto o contido em
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Advogado |
Q746076 Português

Leia o texto para responder à questão.

Em cartaz com Olhe para Trás com Raiva, peça que carrega todo o desencanto do pós-guerra na década de 1950, Karen [Coelho] paira como uma estranha no ninho da cena teatral contemporânea. (...) Devota dos densos dramas do teatro realista do século 20, [a atriz Karen Coelho] discorre com desenvoltura sobre a psicologia das personagens, tece elucubrações sobre as intenções do texto e passa ao largo das discussões sobre o teatro pós-dramático ou os novos paradigmas da dramaturgia. (...) Neste ano, quando Karen estreou Olhe para Trás com Raiva, lá estava Nydia Licia de novo. Na única vez em que o texto foi montado no Brasil, coube justamente à atriz do TBC encarnar a submissa Alisson, protagonista do drama de John Osborne. “Desde então, tenho muito vontade de encontrá-la. Mas não sabia onde ela estava...”. 
(O Estado de S.Paulo, 6 de agosto de 2010, p. D6)
A palavra “coube” é uma forma irregular do verbo “caber”. Assinale a alternativa em que um dos verbos da série, extraída do fragmento, apresenta o mesmo tipo de irregularidade, quando flexionado no mesmo tempo e modo
Alternativas
Q730776 Português
O livro da solidão
     Os senhores todos conhecem a pergunta famosa universalmente repetida: “Que livro escolheria para levar consigo, se
tivesse de partir para uma ilha deserta...?”
    Vêm os que acreditam em exemplos célebres e dizem naturalmente: “Uma história de Napoleão.” Mas uma ilha deserta nem sempre é um exílio... Pode ser um passatempo...
     Não sei se muita gente haverá reparado nisso – mas o Dicionário é um dos livros mais poéticos, se não mesmo o mais
poético dos livros. O dicionário tem dentro de si o universo completo.
    O dicionário é o mais democrático dos livros. Muito recomendável, portanto, na atualidade. Ali, o que governa é a disciplina das letras. Barão vem antes de conde, conde antes de duque, duque antes de rei. Sem falar que antes do rei também está o presidente.
    O dicionário responde todas as curiosidades, e tem caminhos para todas as filosofias. Vemos as famílias de palavras, longas, acomodadas na sua semelhança, – e de repente os vizinhos tão diversos! Nem sempre elegantes, nem sempre decentes, – mas obedecendo a lei das letras, cabalística como a dos números...
     O dicionário explica a alma dos vocábulos: a sua hereditariedade e as suas mutações.
     E as surpresas de palavras que nunca se tinham visto nem ouvido! Raridades, horrores, maravilhas...
     E como o bom uso das palavras e o bom uso do pensamento são uma coisa só e a mesma coisa, conhecer o sentido de
cada uma é conduzir-se entre claridades, é construir mundos tendo como laboratório o dicionário, onde jazem, catalogados, todos os necessários elementos.
   Eu levaria o dicionário para a ilha deserta. O tempo passaria docemente, enquanto eu passeasse por entre nomes conhecidos e desconhecidos, nomes, sementes e pensamentos e sementes das flores de retórica.
    Poderia louvar melhor os amigos, e melhor perdoar os inimigos, porque o mecanismo da minha linguagem estaria mais ajustado nas suas molas complicadíssimas. E sobretudo, sabendo que germes pode conter uma palavra, cultivaria o silêncio, privilégio dos deuses, e ventura suprema dos homens.
(São Paulo, Folha da Manhã, 11 de julho de 1948, Cecília Meireles)
Em todas as frases a seguir, transcritas do texto, as formas verbais estão flexionadas o mesmo tempo, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: CREMESP Prova: VUNESP - 2011 - CREMESP - Motorista |
Q704050 Português
É necessário anotar o número da linha ... Passando o verbo destacado para o tempo futuro, tem-se:
Alternativas
Q689066 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

Texto I

O texto a seguir é uma circular, datada de 1794, dirigida aos funcionários públicos da França, após a Revolução Francesa.

    

(Apud LASSWELL, Harold & Kaplan, Abraham. A linguagem da política, Brasília, EUB, 1979)

No segmento “Não deve haver frases convencionais...’ (l. 17), a substituição da locução verbal pode ser corretamente feita do seguinte modo:
Alternativas
Q685421 Português

Leia o texto a seguir e responda a questão.

IMAGENS BANALIZADAS

Ruiz de Souza Oviedro

A tecnologia proporciona verdadeiros milagres, mas também produz alguma banalização. Nunca se tirou tanta fotografia instantânea como hoje: em todo lugar há gente promovendo a permanência de um instante, que imediatamente se ilumina na tela minúscula de uma câmera digital e de um telefone celular. Impossível não lembrar as fotos antigas ,quando o fotógrafo, investido de alguma solenidade, pedia aos fotografados que se preparassem, que posassem e de repente acionava o botão, e triunfava: – Pronto! E era esperar algum tempo para que a foto fosse revelada e encaminhada ao álbum da família. Na pressa de hoje, os “cliques” das maquininhas eletrônicas disparam como metralhadoras, as pessoas mal têm tempo para ver as fotos e logo, enfadadas, apagam-nas. As eventualmente selecionadas costumam ir parar nos arquivos de um computador. Mais cedo ou mais tarde, serão igualmente apagadas. De fato, o tempo está passando cada vez mais rápido.

Assinale a opção INCORRETA quanto ao comentário gramatical apresentado:
Alternativas
Q633365 Português

      Há bons motivos para não gostar dos manguezais: são feios, lamacentos, repletos de mosquitos e geralmente cheiram mal. Mas há também boas – e novas – razões para dar mais valor a esses espaços que misturam água do mar e de rios em meio a árvores de raízes expostas. Aprofundando a antiga explicação de que os manguezais são berçários de animais marinhos, uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco verificou que várias espécies de peixes precisam de redutos distintos no mangue, com salinidade maior ou menor, para desovar e criar seus filhotes até que sejam capazes de seguir para o oceano.

      “O local de acasalamento dos peixes é um, o de desova é outro e o berçário é um terceiro, às vezes distante entre si dezenas de metros, tudo dentro do estuário”, diz Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre os estuários da América do Sul. Outra conclusão é que esses locais de reprodução, desova, crescimento, proteção e alimentação de peixes variam ao longo do ano, de acordo com as fases da lua e o regime de chuvas, com diferentes níveis de turbidez, salinidade e concentração de oxigênio dissolvido na água.

      Comuns em todo o litoral brasileiro, exceto no Rio Grande do Sul, os manguezais são protegidos por lei federal, mas estão perdendo espaço para estradas, condomínios residenciais e indústrias, e ganhando poluição. Sem seus refúgios, peixes e tartarugas marinhas em crescimento mudam a dieta e comem até plástico. Fernanda Possato Barleta e outros pesquisadores da UFPE alertam que não é possível quantificar o alcance desse fenômeno nem as consequências desse tipo de poluição, mas recomendam mais cuidado para evitar que ela prejudique ainda mais a vida dos peixes e das pessoas.

(Fragmento adaptado de Carlos Fioravanti. “Berçários móveis”. Pesquisa FAPESP, n. 187, Setembro de 2011. p. 55-7) 

... para desovar e criar seus filhotes até que sejam capazes de seguir para o oceano. (1° parágrafo)

O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima está em:

Alternativas
Q632591 Português

                                             O cacto


          Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária:

          Laocoonte constrangido pelas serpentes

          Ugolino e os filhos esfaimados.

          Evocava também o seco nordeste, carnaubais, caatingas...

          Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.


          Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.

          O cacto tombou atravessado na rua,

          Quebrou os beirais do casario fronteiro,

          Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,

          Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas privou a cidade de iluminação e                       energia:


           – Era belo, áspero, intratável.


(Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 20. ed. 1993. p.127) 

Leia atentamente as afirmações abaixo.


I. Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. / O cacto tombou atravessado na rua [...]

Nos versos acima, ambos os verbos grifados exigem o mesmo tipo de complemento.


II. Aquele cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária [...] / Evocava também o seco Nordeste, carnaubais, caatingas...

De acordo com o contexto, ambos os verbos grifados acima podem ser substituídos por trazia à memória, sem prejuízo para o sentido original.


III. Na segunda parte do poema [Um dia (...) energia], os verbos conjugados no pretérito perfeito do indicativo sugerem noção de encadeamento lógico dos acontecimentos.


Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q630211 Português

      [Joaquim] Nabuco sentiu que, sendo produtor de riqueza, e portanto esteio da sociedade, o escravo era um trabalhador submetido à espoliação máxima; e que os interesses da oligarquia levavam não apenas a querer manter o regime escravista, mas a transformá-lo numa espécie de modelo permanente do trabalho. Esta verdadeira descoberta levou-o a sentir que os projetos de imigração, sobretudo chinesa, ou os de recrutamento do homem livre para trabalho rural a prazo fixo, eram manifestações de uma mentalidade que procurava extrapolar o sistema escravista e estender as suas características a todo trabalhador, considerado como máquina humana à disposição integral do senhor, ou do patrão.

      Ele viu que, sendo a massa produtora, o trabalhador escravo era o grosso do povo, e portanto tinha direito de atuar na vida política. Ora, este direito lhe era negado não só porque ele estava excluído da cidadania, mas porque mesmo o trabalhador livre, portanto um cidadão, ficava excluído do voto pelos requisitos censitários, que restringiam ao máximo o alistamento eleitoral. Segundo Nabuco, o trabalhador não era nada, mas deveria ser tudo no futuro.

      Essa visão lúcida e avançada correspondia a uma concepção realista da sociedade brasileira, que era então composta na maioria de negros e mestiços, isto é, escravos, antigos escravos, descendentes totais ou parciais de escravos.


(Fragmento extraído de Antonio Candido. Radicalismos. Vários escritos. 3.ed. S.Paulo: Duas Cidades, 1995. p.271-2) 

Os segmentos que apresentam verbos conjugados nos mesmos tempo e modo estão em:
Alternativas
Q618111 Português
Assinale a alternativa em que o verbo destacado recebe classificação gramatical corresponde.
Alternativas
Q605172 Português
Considere o texto abaixo para responder à questão.

O texto abaixo transcrito constitui a unidade 57 da obra 234: ministórias, do escritor curitibano Dalton Trevisan, publicada em 1997.

– Os dois irmãos eram os piores inimigos. Bem me lembro no enterro da velhinha. Eles seguravam a alça do caixão – e não se olhavam. Pálidos, mas de fúria. Nem a cruz das almas comoveu os dois. Se odiavam tanto que a finadinha bulia sem parar entre as flores.
A análise da materialidade da composição
Alternativas
Q605158 Português
Considere a letra da canção Lavadeira do rio, de Lenine e Bráulio Tavares, adaptada, na ortografia e pontuação, para acompanhar sua interpretação cantada, para responder à questão. 

Ah! lavadeira do rio
muito lençol pra lavar
fica faltando uma saia
quando o sabão se acabar
mas corra pra beira da praia
veja a espuma brilhar
ouça o barulho bravio
das ondas que batem na beira do mar
ê, ô, o vento soprô
ê, ô, a folha caiu
ê, ô, cadê meu amor
que a noite chegô fazendo frio
ô, Rita, tu sai da janela
deix’esse moço passar
quem não é rica, e é bela
não pode se descuidar
ô, Rita, tu sai da janela
que as moça desse lugar
nem se demora donzela
nem se destina a casar
ê, ô, o vento soprô... 
Leia os seguintes comentários acerca do texto:

I. Do ponto de vista discursivo, os quatro primeiros versos acolhem uma voz que, ao fazer referência à lavadeira, insinua crítica bem-humorada ao controle deficiente do processo de trabalho dos habitantes da região que ela representa.
II. A justaposição dos dois primeiros versos do refrão (ê, ô, o vento soprô/ê, ô, a folha caiu) instaura uma relação de causa e efeito que, expandindo-se pelos dois versos subsequentes, explicitam a preocupação de Rita com o potencial risco à saúde do amado, advindo da queda de temperatura (...cadê meu amor/ que a noite chegou fazendo frio).
III. Nos versos que correspondem a um aconselhamento, o uso do verbo “ser” no presente do indicativo, da terceira pessoa e de expressões que se referem à totalidade dos indivíduos de certos grupos (quem não é rica e é bela; que as moça desse lugar) insere o caso específico de Rita em situações tomadas como gerais.

É correto o que se diz APENAS em:
Alternativas
Q577213 Português

Verifique os enunciados abaixo e marque a opção em que o uso das formas verbais é inadequado, de acordo com a norma da escrita padrão.

I. Uma comissão do Congresso Nacional ameaçou intervir se o presidente ir embora sem sancionar a lei que regulamenta o uso de telefones celulares em repartições públicas.

II. Os indígenas brasileiros mantiam, entre seus costumes e tradições, o hábito de banharem-se várias vezes ao dia.

III. Desde que fui aprovado no concurso, não caibo mais em mim de tanta felicidade.

IV. Se desfizesses o mal-entendido, tudo voltaria à paz de antes.

V. Quando prevermos o futuro, teremos condições de nos precavermos das tragédias naturais.

Alternativas
Q569693 Português
Na questão, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, os espaços das frases dadas.


Quando sua colega ______ a segunda vistoria, não estarei aqui para _________ encontrar com ela.

Alternativas
Q569681 Português
Passando-se a frase – … ele reconhecia... (2.º parágrafo) – para o plural, com o verbo no tempo futuro, obtém-se:
Alternativas
Q507500 Português
O uso frequente do futuro do pretérito, no segundo parágrafo do texto evidencia
Alternativas
Q471193 Português
Assinale a alternativa correta quanto à flexão verbal.
Alternativas
Q446819 Português
                              imagem-003.jpg

Assinale a alternativa em que a alteração da última fala do menino tenha sido feita mantendo-se a equivalência de tempos verbais.
Alternativas
Q425387 Português
imagem-009.jpg
BANDEIRA, Manuel. Antologia poética: Manuel Bandeira. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1961. p. 56-57.

VOCABULÁRIO:
Alimária: animal irracional; bruto.
Aniagem: tecido grosseiro.
Cangalhas: peça de madeira forrada de couro em cujas hastes se dependuram sacos.
Encarapitado: posto no alto, em cima; empoleirado.
Relho: chicote de cabo de madeira.

Quando se narra uma história, geralmente se usam verbos no tempo passado. Em “Meninos carvoeiros”, porém, os verbos encontram-se, em sua maioria, no tempo presente.

O uso desse tempo verbal acarreta no Texto II um(a)
Alternativas
Q396935 Português
                        Texto: A melhor resposta à dor

        As cidades constituem-se como o maior artefato da cultura. E, justamente, se opõem à natureza. Qualquer condição urbana é um intervento sobre as condições naturais, o que desequilibra o status quo.
        O convívio é algo necessariamente conflituoso, tenso, perigoso. E, como não temos o controle sobre a natureza, precisamos trabalhar com o imponderável e revesti-lo de cuidados compatíveis com as possibilidades do universo em convivência.
        A ocupação das margens de rios é um modelo convencional na produção urbana. Todas as culturas o fizeram. Muitas cidades já sofreram com enchentes - e mesmo assim se mantiveram no mesmo lugar. É que razões mais determinantes foram escolhidas.
        Também a ocupação de encostas e de morros é outro modelo universal. Mas há encostas firmes, há encostas frágeis. Há encostas que rompem sem ação antrópica e outras onde é a ação do homem que causa a derrubada.
        No entanto, as cidades vitoriosas foram aquelas que souberam ajustar suas razões às da natureza. Mas, para o fazerem, planejaram, escolheram, construíram sistemas próprios, capazes de alcançar um patamar de confiança e conforto em que pudessem superar as incertezas do meio.
        O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido. Das tragédias da década de 60, emergiu o serviço de geotecnia extremamente bem-sucedido da GeoRio. Nesses 40 anos, a cidade tem investido poderosamente na contenção de encostas e na eliminação de risco.
        O Rio também tem investido na proteção a famílias em risco. É claro que não é simples, considerando-se que a falta de política habitacional é uma realidade no nosso país. Mas é considerável o esforço do município no reassentamento de famílias, pelo menos desde a década de 90, através do programa Morar Sem Risco.
        O monitoramento das condições meteorológicas é outro trabalho importante que obviamente não previne as chuvas, mas pode ser útil na prevenção do dano. Monitorar e informar, alertar as famílias em risco, é tarefa complexa, de grande exigência tecnológica, que hoje já pode ser feita com bom resultado.
        Agora, ante a dor, a melhor resposta será a busca da cooperação.


(Sérgio Magalhães - O Globo, 16/01/2011- disponível em: http://www.cidadeinteira.blogspot.com/ - fragmento)
“O Rio de Janeiro é uma cidade que tem aprendido." (6º parágrafo)

A forma verbal em destaque encontra-se no pretérito perfeito composto do indicativo, tempo que retrata o processo verbal como fato que se consuma e se repete ou prossegue com regularidade. O verbo NÃO está flexionado nesse tempo em:
Alternativas
Respostas
4321: C
4322: C
4323: B
4324: E
4325: B
4326: D
4327: B
4328: C
4329: C
4330: C
4331: D
4332: C
4333: E
4334: A
4335: D
4336: D
4337: E
4338: B
4339: E
4340: D