Questões de Concurso Comentadas sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

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Q1912748 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Grande Barreira de Corais da Austrália sofre 'branqueamento massivo' 


Reconhecida como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a Grande Barreira de Corais da Austrália está sofrendo um "branqueamento massivo", devido às altas temperaturas do mar - alertou o órgão que administra a reserva marinha.

Uma inspeção aérea mostrou que esse fenômeno tem ocorrido em vários recifes, "confirmando um episódio massivo de branqueamento, o quarto desde 2016", anunciou a Autoridade do Parque Marinho da Grande Barreira de Corais. 

Os cientistas afirmam que a mudança climática e o consequente aquecimento dos oceanos estão entre as principais causas do branqueamento dos corais, que acontece quando esses organismos, submetidos ao estresse térmico, expulsam as algas que vivem em seus tecidos e dão a eles suas cores brilhantes.

Os corais podem se recuperar desse branqueamento, embora precisem de tempo e de temperaturas mais moderadas, disse este órgão. 

"Os padrões climáticos nas próximas duas semanas continuam sendo críticos para determinar o alcance global e a severidade do branqueamento de coral no Parque Marinho", afirmou.

Lar de cerca de 1.500 espécies de peixes e 4.000 tipos de moluscos, a Grande Barreira de Corais da Austrália é o maior sistema de recifes do mundo, com uma extensão de mais de 2.300 quilômetros ao longo da costa nordeste da Austrália.

Esta notícia surge quatro dias depois do início de uma missão da Unesco para determinar se este ecossistema listado como Patrimônio da Humanidade está sendo suficientemente protegido pelo governo australiano da mudança climática.

Este relatório deve servir ao Comitê do Patrimônio Mundial para decidir, em junho, se deve colocar este ecossistema na lista de lugares "ameaçados".

De acordo com a diretora-executiva do órgão australiano de ação climática Climate Council, Amanda McKenzie, os oceanos do mundo atingiram temperaturas recordes no ano passado. Para ela, a única maneira de enfrentar o problema é combater a mudança climática.

Um aumento médio de +1,5°C acima dos níveis pré-industriais deixaria mais de 99% dos recifes de coral do mundo sem condições de se recuperarem das ondas de calor marinhas cada vez mais frequentes, como advertiu um grupo de pesquisadores, no mês passado, no periódico PLOS Climate.


(Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente/grande-barreira-de-corais-da-austr%C3%A1lia-sofre-branqueamento-massivo/arAAVu8F6?ocid=winp1taskbar. Adaptado.)

'Os padrões climáticos nas próximas duas semanas continuam sendo críticos para determinar o alcance global.
A frase que possui o sentido de futuro do pretérito do indicativo é:
Alternativas
Q1912713 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão


O que é gaslighting e como reconhecer que você está sendo manipulado 

Mais conhecida como uma forma de manipulação emocional em relacionamentos, a prática pode conferir abuso psicológico em diversos âmbitos.

É muito comum, nas relações interpessoais, que haja algum atrito, algum desentendimento ou discordância. Mas, quando este contexto é palco para uma pessoa distorcer as percepções do outro para ganhar poder, ainda mais de maneira sistêmica, estabelece-se uma maneira de abuso psicológico chamada gaslighting. O termo tem origem no filme Gaslight, de 1944, estrelado por Charles Boyer e Ingrid Bergman. Na trama, o marido tenta enlouquecer sua esposa, diminuindo e piscando as luzes (que eram movidas a gás) em sua casa e, então, ele nega quando a mudança das luzes é apontada pela esposa.

É uma forma extremamente eficaz de abuso emocional, que faz com que a vítima questione seus próprios sentimentos, instintos e sanidade. Em um relacionamento tóxico, por exemplo, uma vez que um parceiro abusivo tenha prejudicado a capacidade da vítima de confiar em suas próprias percepções, é mais provável que ela permaneça na relação. As técnicas de gaslighting podem incluir o questionamento da sanidade do outro, assumindo que a pessoa está "louca"; fingir a não compreensão do assunto ou reclamação; menosprezar ou desconsiderar os sentimentos da outra pessoa e, até mesmo, negar a existência da situação. Isso pode ocorrer em relações amorosas, familiares, políticas, de trabalho e em outras instâncias.

Um artigo da American Sociological Review, publicado em 2019, afirma que uma pessoa que usa técnicas de gaslighting também pode usar, intencionalmente, estereótipos negativos de gênero, raça, etnia, sexualidade, nacionalidade ou idade de uma pessoa para manipulá-la. Para superar esse tipo de abuso, é importante começar a reconhecer os sinais e, eventualmente, aprender a confiar em si mesmo novamente. Uma vez possível nomear essa dinâmica, há como trabalhar para mudá-la ou sair dela. De acordo com a autora e psicanalista Robin Stern, em artigo publicado no periódico Psychology Today, alguns dos sinais são: constante questionamento do próprio comportamento; sensação de confusão e loucura no trabalho; desculpar-se constantemente com os familiares, parceiros, chefes; esconder informações de amigos e familiares para não precisar explicar ou dar desculpas, entre outros.

Atos de abuso emocional, como o gaslighting, tendem a ocorrer ao lado de outros tipos de abuso. Em caso de emergência, a mulher ou alguém que esteja presenciando alguma situação de violência, pode pedir ajuda por meio do telefone 190 da Polícia Militar ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.


(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/noticia/2022/03/o-que-e-gaslighting-e-como-reconhecer-que-voce-esta-sendo-manipulado.html. Adaptado.)

'Ele nega quando a mudança das luzes é apontada pela esposa'.
Assinale a opção CORRETA cujos verbos foram conjugados no pretérito mais que perfeito do indicativo. 
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Q1912409 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

SE ÉS CAPAZ

(1º§) A longa lista de desafios - Se és capaz, se és capaz, se és capaz - intimidava-me e, ao mesmo tempo, exercia sobre mim o maior dos fascínios. E, muitas vezes, ficava a sonhar com feitos assim tão extraordinários: o próximo me julgaria com crueldade e eu teria para ele o melhor dos pensamentos. Se me batessem num lado da face, imediatamente ofereceria outro...
(2º§) E quando estourassem aquelas greves políticas que eu tanto amava - a escola ferveria em pleno clima revolucionário sob o tacão da ditadura - eu teria que ficar à margem, porque estava escrito que, quando todos em redor perdessem a cabeça, eu devia conservar serenamente a minha.
(3º§) Estava escrito. E foi daí por diante que eu comecei a perceber então que de nada vale decorar máximas que ficam gravadas na memória, mas não ficam no coração.
(4º§) Sim, diariamente, eu lia poemas antes de sair. Para ir fazendo tudo ao contrário em seguida: se me atacavam, eu respondia, se me faziam esperar, eu me desesperava, se me odiavam, eu odiava mais ainda, e no dia em que o meu professor de latim me deu zero, porque pensou que eu colara na prova, fui falar com ele em meio dos maiores protestos, ai! - A cólera da injustiça doendo na carne, embora me lembrasse muito bem que colara no exame anterior e que, portanto, o castigo viera meio fora de tempo, mas merecido.
(5º§) Isso vai valer para quando eu for mais velha, pensei, tirando o poema da parede. E até hoje ainda o conservo no fundo da minha gaveta, um belo trabalho literário e tipográfico, sem dúvida alguma.
(6º§) Mas quando eu topo com ele, não posso deixar de sorrir. Mas então, senhor Kipling? De que material somos feitos? Hein?
(7º§) Devemos é confessar humildemente nossa frágil condição humana, não, não somos deuses, nem semideuses, nem santos. A gente faz o que pode. E embora nossa alma - que tem o toque de Deus - continue intacta, apesar de tudo, intacta, no comportamento falhamos como pobres bichos frágeis que nós somos tão vulneráveis, tão sem defesa.
(8º§) Se nós somos capazes de tantas maravilhas? Não, não somos. Às vezes, temos gestos e pensamentos de anjo. Mas eu disse, às vezes!

(Lygia Fagundes Telles. "Se és capaz" Apud Wagner Ribeiro. Antologia Luso-brasileira. Editora FTD. 1964. São Paulo.)
Analise as assertivas seguintes:

I.O período: "Se me batessem num lado da face, imediatamente ofereceria outro" - enuncia ideia hipotética através dos tempos verbais: "batessem" (imperfeito do modo subjuntivo) e "ofereceria" (futuro do pretérito do modo indicativo).
II.O (4º§) inicia com um advérbio que faz antônimo com "Não".
III.A palavra destacada na frase: "E, muitas vezes, ficava a sonhar com feitos assim tão extraordinários" - tem o mesmo sentido de "atitudes", "condutas", "práticas", "façanhas".
IV.A oração: "Mas eu disse, às vezes!" - é simples, tem os termos essenciais dispostos na ordem direta, inicia com conjunção coordenativa adversativa, tem pontuação exclamativa e expressão adverbial de tempo.
V.As palavras: "injustiça", "políticas", "serenamente" - se identificam por terem a mesma quantidade de sílabas gramaticais, por todas serem escritas com derivação prefixal e por pertencerem à mesma classe morfológica.
VI.No (6º§), temos frases pontuadas com exclamação e frase pontuada com ideia de questionamento.

Estão CORRETAS, apenas:
Alternativas
Q1912268 Português
   Depois de caminhar por alguns metros, Edgar Wilson percebe ao longe a carcaça de um animal. Segue pela estrada de terra batida, que fica deserta a maior parte do tempo e é usada como atalho pelos motoristas que conhecem bem as imediações. Edgard fora atraído para esse trecho por causa de uma revoada de abutres. Assim como a podridão os atrai, os que se alimentam dela atraem Edgard. Tanto as aves carniceiras quanto ele se valem dos próprios sentidos para encontrar os mortos, e ambas as espécies sobrevivem desses restos não reclamados. 
   Todo nascimento é também um pouco de morte. Edgar já viu algumas criaturas nascerem mortas, outras, morrerem horas depois. Sua consciência sobre o fim de todas as coisas tornou-se aguçada desde que abatia o gado e principalmente agora, ao recolher todas as espécies em qualquer parte. Assim como não teme o pôr do sol, Edgar Wilson entende que não deve temer a morte. Ambos ocorrem involuntariamente num fluxo contínuo. De certa forma, o inevitável lhe agrada. Sentir-se passível de morrer fortalece suas decisões. Não importa o que faça, seja o bem, seja o mal, ele deixará de existir.
   Distrai-se dos voos dos abutres e caminha mais alguns metros em outra direção, para a caveira de uma vaca atirada no meio da estrada. Nota que não foi atropelada. Os ossos estão intactos, nenhum sinal de fratura. O couro foi levemente oxidado, consumido pela exposição climática. Não há sinal de vermes necrófagos ou pequenos insetos a devorá-la. Edgar Wilson inclina ainda mais o corpo ao perceber uma colmeia presa às costelas da vaca. Apanha um galho de árvore caído no chão e cutuca a colmeia, mesmo sabendo que é perigoso. Nada acontece. Cutuca-a com mais força e a colmeia se parte. Não há abelhas. Percebe algo pastoso e brilhante. Leva a mão até a colmeia e arranca um favo de mel. Cheira-o. Toca a ponta da língua. Diferente do que imaginou, não está podre. Come um pouco do mel. Agradam-lhe as pequenas explosões do favo rompendo em sua boca, algumas lascas muito finas que se prendem entre os molares superiores. Lambe o excesso de mel nos dedos e os limpa no macacão.

(MAIA, Ana Paula. Enterre seus mortos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 71-72)
Na oração “Edgard fora atraído para esse trecho”(1º§), a forma verbal destacada está flexionada no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. No contexto em que se encontra, constata-se que ela expressa uma ação:
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Q1908156 Português
No período “[...] mas as cinzas se espalharam por quilômetros de distância [...]”, o verbo sublinhado está conjugado no tempo:
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Q1902693 Português

Texto CB1A2-I


    O uso da palavra está, necessariamente, ligado à questão da eficácia. Visando a uma multidão indistinta, a um grupo definido ou a um auditório privilegiado, o discurso procura sempre produzir um impacto sobre seu público. Esforça-se, frequentemente, para fazê-lo aderir a uma tese: ele tem, então, uma visada argumentativa. Mas o discurso também pode, mais modestamente, procurar modificar a orientação dos modos de ver e de sentir: nesse caso, ele tem uma dimensão argumentativa. Como o uso da palavra se dota do poder de influenciar seu auditório? Por quais meios verbais, por quais estratégias programadas ou espontâneas ele assegura a sua força?

    Essas questões, das quais se percebe facilmente a importância na prática social, estão no centro de uma disciplina cujas raízes remontam à Antiguidade: a retórica. Para os antigos, a retórica era uma teoria da fala eficaz e também uma aprendizagem ao longo da qual os homens da cidade se iniciavam na arte de persuadir. Com o passar do tempo, entretanto, ela tornou-se, progressivamente, uma arte do bem dizer, reduzindo-se a um arsenal de figuras. Voltada para os ornamentos do discurso, a retórica chegou a se esquecer de sua vocação primeira: imprimir ao verbo a capacidade de provocar a convicção. É a esse objetivo que retornam, atualmente, as reflexões que se desenvolvem na era da democracia e da comunicação.


Ruth Amosy. A argumentação no discurso.

São Paulo: Editora Contexto, 2018, p. 7 (com adaptações). 

Julgue o item subsequente, relativos aos aspectos linguísticos do texto CB1A2-I. 


O emprego do presente do indicativo no primeiro parágrafo tem a finalidade de aproximar o leitor do exato momento em que a autora escrevia o texto.

Alternativas
Q1902676 Português
Texto CB1A1-I

    Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento.

Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo.

     Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político.

     Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal.

Evgeny Morozov. Big Tech. A ascensão dos dados e a morte da política.
São Paulo: Ubu Editora, 2018, p. 138-139 (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item.


No primeiro período do último parágrafo, as formas verbais “reajustariam” e “revisariam” expressam ações que estavam prestes a acontecer no passado. 

Alternativas
Q1902675 Português
Texto CB1A1-I

    Não é preciso temer as máquinas, à maneira do Exterminador do futuro, para se preocupar com a sobrevivência da democracia em um mundo dominado pela inteligência artificial (IA). No fim das contas, a democracia sempre teve como alicerces os pressupostos de que nosso conhecimento do mundo é imperfeito e incompleto; de que não há resposta definitiva para grande parte das questões políticas; e de que é sobretudo por meio da deliberação e do debate que expressamos nossa aprovação e nosso descontentamento.

Em certo sentido, o sistema democrático tem se mostrado capaz de aproveitar nossas imperfeições da melhor maneira: uma vez que de fato não sabemos tudo, e tampouco podemos testar empiricamente todas as nossas suposições teóricas, estabelecemos certa margem de manobra democrática, uma folga política, em nossas instituições, a fim de evitar sermos arrastados pelos vínculos do fanatismo e do perfeccionismo.

     Agora, novas melhorias na IA, viabilizadas por operações massivas de coleta de dados, aperfeiçoadas ao máximo por grupos digitais, contribuíram para a retomada de uma velha corrente positivista do pensamento político. Extremamente tecnocrata em seu âmago, essa corrente sustenta que a democracia talvez tenha tido sua época, mas que hoje, com tantos dados à nossa disposição, afinal estamos prestes a automatizar e simplificar muitas daquelas imperfeições que teriam sido — deliberadamente — incorporadas ao sistema político.

     Dessa forma, podemos delegar cada vez mais tarefas a algoritmos que, avaliando os resultados de tarefas anteriores e quaisquer alterações nas predileções individuais e nas curvas de indiferença, se reajustariam e revisariam suas regras de funcionamento. Alguns intelectuais proeminentes do Vale do Silício até exaltam o surgimento de uma “regulação algorítmica”, celebrando-a como uma alternativa poderosa à aparentemente ineficaz regulação normal.

Evgeny Morozov. Big Tech. A ascensão dos dados e a morte da política.
São Paulo: Ubu Editora, 2018, p. 138-139 (com adaptações).

Com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item.


No segundo parágrafo, depreende-se do emprego de “tem se mostrado” que a capacidade do sistema democrático de “aproveitar nossas imperfeições” remonta ao passado e permanece no presente. 

Alternativas
Q1901812 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.



(Disponível em: https://climainfo.org.br/2022/11/22 – texto especialmente adaptado para esta prova). 

Em relação à frase: “Os governos podem se comprometer o quanto quiserem”, avalie as afirmações que seguem, assinalando C, se corretas, ou E, se erradas.

( ) O uso da forma verbal ‘podem’ atribui à frase a ideia de possibilidade.
( ) Em lugar de ‘podem’ poderíamos utilizar ‘devem’ sem que houvesse qualquer alteração semântica no período.
( ) A forma verbal ‘podem’ atribui ao sujeito da frase a ideia de obrigação quanto a se comprometerem.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1898110 Português
Leia o texto abaixo:

"O corpo do ganhador do Nobel da Paz Desmond Tutu, falecido aos 90 anos, será reduzido a cinzas por 'aquamação', um novo método de cremação que combinará água e altas temperaturas e se apresentará como alternativa ecológica aos sepultamentos tradicionais".

(Disponível em: https://istoe.com.br/aquamacao-um-metodo-funerario-mais-verde/. Adaptado.)

Os verbos destacados, no pretérito mais que perfeito, assumirão as seguintes conjugações:
Alternativas
Q1897544 Português
Texto para o item.


Internet: <www.paho.org> (com adaptações).
Em relação à tipologia do texto, às ideias nele expressas e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

As formas verbais “possa” (linha 17) e “serem” (linha 22) estão conjugadas, respectivamente, no presente do modo subjuntivo e no futuro do modo subjuntivo. 
Alternativas
Q1892404 Português
        Seja como for, está claro que a distinção entre o que seria natural e o que seria cultural não faz o menor sentido para os aborígenes australianos. Afinal de contas, no mundo deles, tudo é natural e cultural ao mesmo tempo. Para que se possa falar de natureza, é preciso que o homem tome distância do meio ambiente no qual está mergulhado, é preciso que se sinta exterior e superior ao mundo que o cerca. Ao se extrair do mundo por meio de um movimento de recuo, ele poderá perceber este mundo como um todo. Pensando bem, entender o mundo como um todo, como um conjunto coerente, diferente de nós mesmos e de nossos semelhantes, é uma ideia muito esquisita. Como diz o grande poeta português Fernando Pessoa, vemos claramente que há montanhas, vales, planícies, florestas, árvores, flores e mato, vemos claramente que há riachos e pedras, mas não vemos que há um todo ao qual isso tudo pertence, afinal só conhecemos o mundo por suas partes, jamais como um todo. Mas, a partir do momento em que nos habituamos a representar a natureza como um todo, ela se torna, por assim dizer, um grande relógio, do qual podemos desmontar o mecanismo e cujas peças e engrenagem podemos aperfeiçoar. Na realidade, essa imagem começou a ganhar corpo relativamente tarde, a partir do século XVII, na Europa. Esse movimento, além de tardio na história da humanidade, só se produziu uma única vez. Para retomar uma fórmula muito conhecida de Descartes, o homem se fez então “mestre e senhor da natureza”. Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos: plantas, animais, terras, águas e rochas convertidos em meros recursos que podemos usar e dos quais podemos tirar proveito. Naquela altura, a natureza havia perdido sua alma e nada mais nos impedia de vê-la unicamente como fonte de riqueza.

Philippe Descola. Outras naturezas, outras culturas. São Paulo: Editora 34, 2016, p.22-23 (com adaptações).

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, bem como às ideias nele expressas, julgue o item a seguir. 


No quarto período do texto, o emprego do futuro na forma verbal “poderá” deve-se não a uma questão de encadeamento temporal, mas, sim, à expressão de uma relação lógica entre as ideias das orações que compõem esse período. 

Alternativas
Ano: 2022 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: Petrobras Provas: CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Administração | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Análise – Transporte Marítimo | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Análise – Comércio e Suprimento | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Equipamentos – Mecânica | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Geofísica – Física | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Processamento | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Segurança de Processo | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Geofísica – Geologia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Produção | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Equipamentos – Elétrica | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Equipamentos – Terminais e Dutos | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Equipamentos – Inspeção | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Equipamentos – Eletrônica | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Petróleo | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Analista de Sistemas – Engenharia de Software | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Analista de Sistemas – Infraestrutura | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia Ambiental | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia Civil | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia Naval | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Engenharia de Segurança do Trabalho | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Economia | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Ciência de Dados | CESPE / CEBRASPE - 2022 - Petrobras - Analista de Sistemas – Processos de negócio |
Q1890994 Português
      As tecnologias de contar e escrever histórias não seguiram um caminho linear. A própria escrita foi inventada pelo menos duas vezes, primeiro na Mesopotâmia e depois nas Américas. Os sacerdotes indianos se recusavam a escrever as histórias sagradas por medo de perder o controle sobre elas. Professores carismáticos (como Sócrates) se recusaram a escrever. Algumas invenções posteriores foram adotadas somente de forma seletiva, como quando os eruditos árabes usaram o papel chinês, mas não demonstraram nenhum interesse por outra invenção chinesa, a impressão. As invenções relacionadas à escrita tinham muitas vezes efeitos colaterais inesperados. Preservar textos antigos significava manter vivas artificialmente as línguas. Desde então, passou-se a estudar línguas mortas e alguns textos acabaram sendo declarados sagrados. 


Martin Puchner. O mundo da escrita: como a literatura transformou a civilização. Pedro Maia Soares (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 18 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativos à tipologia, aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.

O emprego predominante do pretérito perfeito no texto tem o propósito de apresentar fatos já ocorridos em determinado momento no passado e cujos efeitos, além de ainda serem sentidos no momento atual, afetam o tempo presente.
Alternativas
Q1890302 Português
Catedral da Sé, em São Paulo, oferece brunch com visita a áreas exclusivas.
Disponível em: https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/gastronomia/catedral -da-se-em-sao-paulo-oferece-brunch-com-visita-a-areas-exclusivas/. 

Marque a alternativa cuja frase encontra-se no pretérito mais que perfeito do indicativo.
Alternativas
Q1890299 Português
As questões climáticas e os questionamentos sobre como a humanidade está alterando a dinâmica do planeta acontecem em meio a mudanças nunca vistas antes.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/quase-25-da-populacaomundial-conviveu-com-recorde-de-calor-em-2021-diz-estudo/.

Assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q1886876 Português

A questão a seguir refere-se ao texto abaixo:

Adaptado de: MORENO, C. Despiorando. Disponível em: . Acesso em: 26 nov. 2021.

Considere as seguintes afirmações sobre verbos do texto.

I - vaiavam (l. 07) está flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.

II - ousaríamos (l. 47) está flexionado no futuro do pretérito do indicativo.

III - vinham (l. 53) está flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1884390 Português

Analise as afirmativas a seguir:


I. Os pronomes ESSE, ESSES, ESSA, ESSAS e ISSO são usados apenas para indicar um momento futuro mencionado no presente, como pode ser observado no exemplo seguinte: nesse ano, conheci minha atual esposa.

II. Do ponto de vista morfológico, o verbo marca voz (ativa, passiva e reflexiva), tempo (pretérito, presente ou futuro), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª), número (singular ou plural) e modo (indicativo, subjuntivo ou imperativo).


Marque a alternativa CORRETA: 

Alternativas
Q1883756 Português
      Espinosa atravessou lentamente a rua, olhar no chão, mãos nos bolsos, em direção à praça. O sol ainda brilhava forte na tarde de primavera. Procurou um banco vazio, de frente para o porto, tendo às costas o velho prédio do jornal A Noite. À sombra de um grande fícus, deixou as ideias surgirem anarquicamente. 

      Poucas pessoas considerariam a praça Mauá um lugar adequado à reflexão, exceto ele e os mendigos. No começo era visto com desconfiança, mas aos poucos eles foram se acostumando a sua presença. Nunca frequentou a praça à noite, respeitava a metamorfose produzida pelos frequentadores do Scandinavia Night Club ou da Boite Florida. 

      Enquanto prestava minuciosa atenção ao movimento dos guindastes no porto, deixou o pensamento emaranhar-se livremente em sua própria trama. Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão. Sentado naquele banco, acabara por concluir que isso não se aplicava a si próprio. A forma mais comum como transcorria sua vida mental era a de um fluxo semienlouquecido de imagens acompanhado de diálogos inteiramente fantásticos. Não se julgava capaz de uma reflexão puramente racional, o que, para um policial, era no mínimo embaraçoso. 


Luiz Alfredo Garcia-Roza. O silêncio da chuva. Companhia das Letras, 2005 (com adaptações). 
No que concerne aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.

No período “Formara, havia tempos, a ideia de que momentos de solidão eram propícios à reflexão” (terceiro parágrafo), o trecho “Formara, havia tempos” poderia ser substituído por Formou, há tempos, sem prejuízo dos sentidos originais e da correção gramatical do texto. 
Alternativas
Q1883686 Português
Analise as afirmativas a seguir:

I. O modo subjuntivo é o modo verbal que expressa uma ordem, uma exigência ou um pedido que se espera ser realizado.

II. O tempo verbal indica quando ocorre a ação em relação ao enunciado, podendo ser essencialmente passado/pretérito (junto com o enunciado), presente (após o enunciado) e futuro (antes do enunciado).

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1883042 Português
Nas primeiras décadas da Colônia Blumenau, as construções tinham características comuns as encontradas em determinadas regiões da atual Alemanha. A tipologia feita com estrutura de madeira encaixada com fechamento de tijolos aparentes não significa que não existia mais capital para "rebocar" a edificação. Os tijolos são os mesmos usados nas construções ou arquitetura Backstein Expressionimus, que, traduzindo do alemão, significa "Arquitetura Expressionista", feita com tijolos, ou expressionismo em ladrilho - arquitetura características do Norte da Alemanha, de onde é oriunda essa forma de construir. Os novos ricos da região do Vale do Itajaí, do início do século XX, e que já adotavam o novo estilo internacional Art Deco e o eclético, rebocavam suas casas urbanas (em enxaimel) e alguns no interior da colônia, criando a falsa afirmativa de que essas edificações eram tipicamente rurais e não urbanas. A Colônia Blumenau teve, em todo o seu território, a presença de edificações construídas com a técnica enxaimel trazida pelos primeiros imigrantes no final do século XIX e início do século XX.


(Fonte: Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais de Blumenau / Arquivo Histórico José Ferreira da Silva / Acervo iconográfico - Fundo Memória da Cidade - Blumenau - Arquitetura - cla: 5.7.49b / Wittmann, Angelina, Revista História Catarina, p.22-4). Disponível em: 0 ttps://www.blumenau.sc.gov.br/secretarias/fundacao-cultural/fcblu/memaoria-digital-enxaimel10. Acesso em 06/dez/2021.[adaptado]
Assinale a alternativa que contém um verbo utilizado no texto no pretérito perfeito do indicativo:
Alternativas
Respostas
961: D
962: C
963: E
964: C
965: B
966: E
967: E
968: C
969: B
970: E
971: E
972: C
973: E
974: C
975: C
976: E
977: C
978: E
979: D
980: D