Questões de Concurso Comentadas sobre flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) em português

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Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: AL-PR Prova: FGV - 2024 - AL-PR - Procurador |
Q2448916 Português
Observe o seguinte texto, retirado do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo:

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. [....] A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas.
Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas.

Sobre esse fragmento textual, assinale a afirmativa incorreta.
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Q2448836 Português



Fonte: https://www.livrosvikings.com.br/noticia/uma-introducao-as-fontes-da-mitologia-nordica. (adaptado)

Quanto às classificações de tempo e modo verbal, a sentença que apresenta verbo indicativo no pretérito-mais-que perfeito é:
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Q2448312 Português

Texto: Ilusão de verdade


Lucília Diniz


        Botas e mais botas. Muito provavelmente esse será o resultado de uma busca na internet ao perguntar o melhor calçado para fazer o Caminho de Santiago. De diferentes marcas, com o cano mais ou menos alto, novas e resistentes ou surradas e amaciadas, mas sempre botas.

        Foi o que os buscadores recomendaram quando, anos atrás, meu marido, Luiz, e eu nos preparamos para nossa caminhada. Pois bem: nós descobrimos pela nossa própria experiência, a melhor alternativa para os muitos quilômetros de caminhada diários eram os tênis, com dois pares de meias.

        As botas estavam lá, enchendo as telas à exaustão, a um toque dos nossos dedos. Como poderia não ser verdade? E, no entanto, como dizem, “na prática a teoria era outra”. Isso faz pensar sobre como hoje aceitamos respostas prontas, às vezes para nossa confusão.

       Nada escapa ao “oráculo eletrônico”. A data de um evento obscuro, a sinopse de uma obra clássica ou a explicação de um teorema complicadíssimo: seja qual for o interesse, as trilhas cibernéticas, bem menos acidentadas que as do norte da Espanha, nos levam a um conhecimento instantâneo.

        Anos atrás — uma fração de segundo em termos de tempo histórico — era preciso recorrer a enciclopédias, dicionários e especialistas atrás de uma informação. Hoje as respostas vêm em uma fração literal de segundo. E cada vez fica mais fácil. Quando nos limitávamos aos buscadores, tínhamos às vezes de cruzar dados incompletos. Agora, a inteligência artificial nos entrega o que procuramos com começo meio e fim. Não dá nem para desconfiar – mas deveríamos. Não à toa, até os próprios mecanismos de IA advertem que os conteúdos podem ter imprecisões.        

        Além do risco de erros, há uma questão mais sutil. Quem acredita que todo o saber vem pela tela do celular acaba deixando de dar valor a um conhecimento menos divulgado, gerado em universidades e outros estudos. Vivi um exemplo disso, quando, em seminário na França, aprendi com o químico francês Hervé This, especialista em gastronomia molecular, sobre a utilidade de resfriar o macarrão para tornar mais lenta a absorção de seus carboidratos.        

       Naquela época, como hoje, sempre procurei variar minhas fontes de conhecimento. Não fosse por isso, talvez não tivesse me inteirado da produção científica de This, ainda fora do alcance dos mecanismos de busca na internet. Só teria tido essa mesma informação poucos meses atrás. Quando li no The New York Times uma reportagem que explicava a “nova” técnica viralizada nas mídias sociais. Fazer longas investigações nos isentava de erros. Mas dava tempo à dúvida e reflexão; tempo para digerir a informação. Absorver um conhecimento rápido é parecido com matar a fome comendo fast-food. A satisfação é imediata. Mas os efeitos posteriores nem sempre são benéficos.

     O principal risco, penso eu, é acumularmos certezas inabaláveis. Um dado errôneo, mal-intencionado ou não, pode causar bem mais danos do que as dores ocasionadas por calçado errado. Por que abriremos os olhos para outras possibilidades quando “tudo indica” que já temos a resposta que procurávamos? O pior cego, hoje não é o que não quer ver, mas o que pensa que já viu. Como dizia o filósofo grego Parmênides cinco séculos antes de Cristo, “o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de verdade”.


Texto adaptado do site:

https://veja.abril.com.br/coluna/coluna-dalucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignettehttps://veja.abril.com.br/coluna /coluna-da-lucilia/a-ilusao-da-verdade2/#google_vignette






Assinale a alternativa em que o verbo sublinhado não está no passado (pretérito imperfeito e pretérito perfeito do indicativo):

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Q2447998 Português
É tempo de pós-amor


       Cansei de amor! Quantos filmes, entrevistas, artigos, livros sobre amor cruzaram seu caminho ultimamente? Em uma semana, assisti a um vídeo, vi um filme, li meio livro e participei de um debate na televisão. Tudo sobre amor. E ouvi as pessoas – provavelmente também eu própria – dizerem coisas pertinentes e bem ditas que, de tão pertinentes e repetidas, já se tornaram chavões comportamentais, e parecem fichas de computador dissecadas de qualquer verdade emocional. E de repente está me dando uma urticária na alma, um desconforto interno que em tudo se assemelha à indigestão.
        Estamos fazendo com o amor o que já fizemos com o sexo. Na década passada parecia que tínhamos reinventado o sexo. Não se pensava, não se falava, não se praticava outro assunto. Toda a nossa energia pensante, todo o nosso esforço vital pareciam concentrados na imensa cama que erguíamos como única justificativa da existência humana. Transformamos o sexo em verdade. Adoramos um novo bezerro de ouro.
            Mas o ouro dos bezerros modernos é de liga baixa, que logo se consome na voracidade da mass media. O sexo não nos deu tudo o que dele esperávamos, porque dele esperávamos tudo. E logo a sociedade começou a olhar em volta, à procura de um outro objeto de adoração. Destronado o sexo, partiu-se para a grande festa de coroação do amor.
          Agora, aqui estamos nós, falando pelos cotovelos, analisando, procurando, destrinchando. E desgastando. Antes, quando eu pensava numa conversa séria, direita, com a pessoa que se ama, sabia a que me referia. Mas agora, quando ouço dizer que “o diálogo é fundamental para a manutenção dos espaços”, não sei o que isso quer dizer, ou melhor, sei que isso não quer dizer mais nada. Antes, quando eu pensava ou dizia que amor é fundamental, tinha a exata noção da diferença entre o fundamental e o absoluto. Mas agora, quando eu ouço repetido de norte a sul, como num gigantesco eco, que “a vida sem amor não tem sentido”, fico com a impressão de estar ouvindo um slogan publicitário e me retraio porque sei que estão querendo me impor um produto.
         A vida sem amor pode fazer sentido, e muito. É bom que a gente recomece a dizer isso. Mesmo porque há milhões de pessoas sem amor, que viveriam bem mais felizes se de repente a voz geral não lhes buzinasse nos ouvidos que isso é impossível. O mundo só andou geometricamente aos pares na Arca de Noé. Fora disso, anda emparelhado quem pode, quando pode. E o resto espera uma chance, sem nem por isso viver na escuridão.
       Antes que se frustrem as expectativas, como aconteceu com o sexo, seria prudente descarregar o amor, tirar-lhe dos ombros a responsabilidade. Ele não pode nos dar tudo. Nada pode nos dar tudo. Porque o tudo não existe. O que existe são parcelas, que, eternamente somadas e subtraídas, multiplicadas e divididas, nos aproximam e afastam do tudo. E a matemática dessas parcelas pode ser surpreendente: quando, como está acontecendo agora, tentamos agrupá-las todas em cima de uma única parcela – o amor –, elas não se somam, pelo contrário, se fracionam, causando o esfacelamento da parcela-suporte.
        Amor criativo é ótimo, dizem todos. E é verdade. Mas melhor ainda é pegar uma parte da criatividade que está concentrada no amor, e jogá-la na vida. Solta, ela terá possibilidades de contaminar o cotidiano, permear a vida toda e voltar a abastecer o amor, sem deixar-se absorver e esgotar por ele. Dedicar-se à relação é importante, dizem todos. E é verdade. Mas qualquer um de nós tem inúmeras relações, de amizade, vizinhança, sociais, e anda me parecendo que concentrar toda a dedicação na relação amorosa pode custar o empobrecimento das outras.
             Sim, o amor é ótimo. Porém acho que vai ficar muito melhor quando sair do foco dos refletores e passar a ser vivido com mais naturalidade. Quando readquirirmos a noção de que não é mais vital do que comer e banhar o corpo em água fria nem mais tranquilizador do que ter amigos e estar de bem com a própria cara. Quando aceitarmos que não é o sal da terra, simplesmente porque a terra é seu próprio sal, e é ela que dá sabor ao amor.


(COLASANTI, Marina. 1937- Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.)
“Cansei de amor!” (1º§) A ação verbal grifada exprime ideia de fato terminado; totalmente concluído. Tal característica também pode ser observada em:
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Q2447671 Português
Nós



      Segredos escondidos. Planos de dominação mundial. Cumplicidade de edredom. Voz no silêncio. Suspiros. Raiva. Você pensa em mim no futuro?

           “Aonde você for eu vou ao lado.”

            Nós.

         Plural, duplinha, mãos dadas. O outro lado do fone de ouvido. Playlist secreta. Piadas internas. Apelidos que não fazem sentido algum para o resto do mundo.

          Nós contra o resto do mundo. Nosso pequeno universo, nossa caixa, nosso quarto, nosso bunker.

        Nós e a minha dúvida do quanto o amor dura. Essa minha ideia de que amor é algo comestível, suculento, a melhor refeição da sua vida, mas com o tempo embolora.

            Como faz pra continuar junto por muitos anos, ainda se amando, ainda cultuando essa seita secreta que eu chamo de “nós”?

           Não te contei, mas ando com uma obsessão de querer saber isso dos casais que também são “eles” há muito tempo. Quero aprender pra te ensinar.

         Nós e essa minha teimosia em insistir no amor mesmo com tantas cicatrizes de guerra espalhadas pelo meu corpo.

             Você nem questiona quem as fez. O que te importa é esse meu pequeno pedaço de carne que ainda não tem nenhuma marca. É pequeno. Mas é fértil.
 
              Você sussurra no meu ouvido que “dessa vez vai ser diferente” e eu seguro nas suas mãos com essa fé cega que na verdade é pura teimosia.

               Dessa vez vai ser diferente.



(GICOVATE, Paula. Este é um livro sobre amor, 2014.)
As palavras a seguir foram retiradas do texto e possuem a mesma classificação quanto ao tempo verbal. Assinale a alternativa que se difere das demais.
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Q2447470 Português
Beijinho, beijinho


Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:

‒ Bonito, o discurso do Amaro.

‒ Não dou dois meses para eles se separarem ‒ disse a Nair.

‒ O quê?

‒ Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…

Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.

‒ Mas eles parecem cada vez mais apaixonados ‒ protestou Marinho.

‒ Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?

‒ É mesmo…

‒ Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.

‒ É mesmo…

‒ E não deu outra. Divórcio e litigioso.

‒ Você tem razão.

‒ E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.

‒ Você acha, então, que o Amaro tem outra?

‒ Ou outras.

Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.

‒ Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.

‒ Eu sei que tenho razão.

‒ Você tem sempre razão, Nair.

‒ Sempre, não sei.

‒ Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto. Aí Nair perguntou:

‒ Quem é ela, Marinho?


(Luís Fernando Veríssimo. Em: Cultura Genial.)
Assinale, a seguir, o trecho que possui a correta classificação quanto ao tempo verbal.
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Q2447278 Português

Assinale a alternativa em que a flexão verbal está correta. 

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Q2446891 Português

Julgue o item que se segue. 


É facultativo assinalar com acento agudo as formas verbais de pretérito perfeito do indicativo, do tipo "amámos", "louvámos", para distingui-las das correspondentes formas do presente do indicativo (amamos, louvamos). 

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Q2446244 Português
Amores descartáveis



      O amor tornou-se um produto descartável. Um dos sociólogos mais respeitados da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman, escreveu o livro “Amor líquido”, que fala sobre a fragilidade dos laços humanos na atualidade. “A definição romântica do amor como até que a morte os separe está decididamente fora de moda”, diz Bauman. “Uma cultura consumista como a nossa favorece o produto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados.” Construir uma relação exige esforço. Nossos avós viviam altos e baixos. Mas o casamento tinha um real sentido de parentesco, e os cônjuges lutavam para superar os maus momentos. Hoje, um compromisso se tornou até uma limitação, pois sempre pode haver uma oportunidade melhor no horizonte. E no primeiro espinho já se pensa na próxima relação.

        As pessoas preferem relações de bolso, assim chamadas porque a pessoa pode lançar mão delas quando precisa. São baseadas na simples disponibilidade dos parceiros e numa certa “química” de ambas as partes. Encontrar um amor é muito mais perigoso: implica risco, pois não há garantias de felicidade. A recompensa, porém, é um vínculo intenso e duradouro.

        Vinicius de Moraes toca no tema em seu “Soneto da fidelidade”: Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal posto que é chama / mas que seja infinito enquanto dure.

        Pois é. Parece que a eternidade preconizada pelo poeta anda muito rápida. E, cada vez mais, as pessoas reclamam da solidão.


(CARRASCO, Walcyr. Revista Época, outubro de 2011. Adaptado.) 
Observe: “E, cada vez mais, as pessoas reclamam da solidão.” (4º§) Nas frases a seguir, as formas verbais destacadas estão flexionadas em tempos verbais diferentes da frase anterior, EXCETO:
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Q2445912 Português
Fenômeno da maratona morto aos 24 anos se preparava para feito histórico em abril

    Antes de sua vida ser interrompida aos 24 anos em um acidente de carro, Kelvin Kiptum pretendia fazer ainda mais história em sua breve, mas extraordinária, carreira de maratonista. Detentor do recorde mundial dos 42 km, o próximo desafio de Kiptum era tornar-se a primeira pessoa a quebrar a barreira das duas horas numa corrida oficial.   

    E ele pretendia fazer isso já na Maratona de Roterdã, em abril. Na busca desse objetivo, treinava de forma rigorosa e intensa. “Atualmente meus dias consistem em comer, dormir, treinar e repetir. Minha preparação é meu foco principal no momento”, escreveu Kiptum nas redes sociais no mês passado. 

    Mas o mundo nunca saberá se ele conseguiria quebrar o seu próprio recorde, nem a barreira das duas horas – uma das lendárias fronteiras da corrida de longa distância. No domingo, as carreiras de Kiptum e de seu técnico, Gervais Hakizimana, foram tragicamente interrompidas em um acidente de carro. Segundo a polícia queniana, um terceiro ocupante sobreviveu com ferimentos graves. “Um atleta incrível que deixou um legado incrível”, foi como Sebastian Coe, presidente do World Athletics, descreveu Kiptum.

    Em um curto espaço de tempo, Kiptum obteve um sucesso sem precedentes na maratona. Em sua estreia, na Maratona de Valência, ele ficou a 44 segundos do então recorde mundial do compatriota Eliud Kipchoge. Em Londres, quebrou o recorde do percurso e, depois, estabeleceu seu recorde mundial de duas horas e 35 segundos em Chicago. Dos sete tempos de maratona mais rápidos da história, Kiptum possui três.

    
    Sua ascensão foi meteórica, assim como seus tempos. Em cada uma de suas três maratonas, Kiptum deu uma aula magistral sobre como controlar o ritmo de divisões negativas e o termo para correr a segunda metade de uma corrida mais rápido que a primeira. Muitos argumentam que os recentes desenvolvimentos na tecnologia de calçado permitem que os atletas produzam tempos recordes, mas Kiptum, que usou o Alphafly 3 da Nike em Chicago, descrito pela empresa como “o calçado de maratona mais rápido do mundo”, atribuía o seu sucesso à dedicação, treinamento e preparação cuidadosa.

    Ele ficou conhecido pelo seu treino de alta quilometragem, por vezes correndo mais de 280 km por semana antes das corridas. Até começar a trabalhar com Hakizimana em 2023, Kiptum treinava sozinho. “Não há descanso semanal. Descansamos quando ele fica cansado. Se ele não apresentar sinais de cansaço ou dor por um mês, continuamos. Tudo o que ele faz é correr, comer, dormir.”, disse Hakizimana à AFP sobre o cronograma de treinamento de Kiptum antes da Maratona de Chicago.

    Kelvin Kiptum deixa esposa e dois filhos, além de uma lacuna no mundo das corridas de longa distância. A sua morte será sentida profundamente em Roterdã e nos Jogos Olímpicos, que eram as suas duas corridas previstas para 2024. “Vou chegar perto da barreira sub-dois, então porque não tentar quebrá-la? Isso pode parecer ambicioso, mas não tenho medo de estabelecer este tipo de meta. Não há limite para a energia humana”, disse Kiptum em novembro.

    
Fonte: Fenômeno da maratona morto aos 24 anos se preparava para feito histórico em abril | CNN Brasil

Assinale a alternativa que apresente o tempo verbal do verbo em destaque no período: Sua ascensão foi meteórica, assim como seus tempos.

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Q2445604 Português



Internet:<www.periodicos.set.edu.br>  (com adaptações).

Acerca das ideias, da estrutura linguística e da seleção vocabular do texto, julgue o item.


No último período do texto, as formas verbais “Tira‑se” (linha 35) e “foca‑se” (linha 38) apresentam sujeito indeterminado.

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Q2442678 Português
Como reescrever o passado? Como refazer um passado que pode estar perdido? É isto que tenta fazer Vinicius Calderoni em sua dramaturgia Museu Nacional [Todas as vozes do fogo]. Texto teatral narrado por Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado na América Latina, conta a História do Brasil a partir da tragédia de grandes proporções que atingiu o Museu Nacional, instituição bicentenária que abrigava mais de 20 milhões de itens de diversas áreas de pesquisa.

Em setembro de 2018, o Brasil acompanhou com estupor o incêndio do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, sede do Museu Nacional, instituição científica e museológica que abrigava mais de 20 milhões de itens das áreas de antropologia, zoologia, geologia, etnologia, paleontologia e arqueologia.Entre eles, Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado na América Latina, um dos únicos remanescentes do fogo.

Pela voz de Luzia e outros personagens componentes do acervo, que interpretam quinze canções inéditas, compostas com a Companhia Barca dos Corações Partidos para o espetáculo, o musical percorre o imenso edifício imperial e, transitando entre passado, presente e futuro, flagra histórias que foram e que poderiam ser, de personagens históricos e de gente comum, de seres animados e inanimados, de objetos materiais e imateriais.



Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2024/02/01/museu-nacionaldramaturgia-musical-parte-do-acervo-que-sobreviveu-ao-incendio-paranarrar-o-brasil/. 
Na frase o musical percorre o imenso edifício imperial, o verbo percorre está conjugado no presente do indicativo. Como ficaria a frase se o verbo estivesse conjugado no pretérito perfeito do indicativo?  
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Q2442146 Português
Entrevista: virologista destaca desafios e avanços no combate à dengue.

27/02/2024
Fonte: ICC/Fiocruz Paraná


O aumento do número de casos de dengue em diferentes regiões do país em 2024 mobiliza gestores públicos, pesquisadores e profissionais de saúde para a implantação de ações de combate ao mosquito transmissor e ao enfrentamento do vírus em todo o território nacional. Segundo dados do Ministério da Saúde, são mais meio milhão de casos desde o início de 2024. [...]


Durante sua visita ao Brasil no mês de fevereiro, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que o surto de dengue no país é parte de um alarmante aumento global de casos. Ao longo de 2023, mais de 500 milhões de casos e 5 mil mortes foram registrados em cerca de 80 países. Tedros atribuiu esses números ao fenômeno El Niño e ao aumento das temperaturas globais.


Em entrevista para o portal da Fiocruz Paraná, a pesquisadora e chefe do Laboratório de Virologia da unidade, Claudia Nunes Duarte dos Santos, corrobora com as observações do diretor da OMS sobre o impacto do desequilíbrio ambiental na proliferação dos mosquitos vetores e alerta que a incorporação da vacina no Programa Nacional de Imunização é um recurso valioso, mas deve ser complementada por ações integradas de prevenção, vigilância e uma maciça participação da população e do poder público para eliminar o vetor. A cientista coordena o serviço de referência para o Ministério da Saúde em vírus emergentes e reemergentes.


A dengue persiste como um considerável desafio para a saúde pública brasileira ao longo dos anos. Indo direto ao ponto, qual a forma eficaz para combatê-la?


O combate a essa doença demanda um esforço coletivo, envolvendo intervenção efetiva do poder público e a participação ativa da população na eliminação dos focos do Aedes aegypti, vetor da doença, em áreas de residências e quintais, além de parques e praças, pois se trata de um mosquito que coabita com humanos. Existem estratégias alternativas importantes como o uso de mosquitos geneticamente modificados e a aplicação da técnica de Wolbachia e agora, mais recentemente a incorporação da vacina no Programa Nacional de Imunizações. É importante ressaltar que a dengue nos traz um viés social, evidenciado pela presença de mais casos em regiões com menos acesso a recursos, em populações mais vulneráveis e por isso de medidas educativas aliadas a práticas preventivas são fundamentais.


O combate ao Aedes aegypti ainda é caminho mais eficaz para a prevenção?


A proliferação de mosquitos impacta diretamente na frequência e magnitude de surtos não apenas de dengue, mas de também outros vírus transmitidos por mosquitos como chikungunya e zika, mas o panorama atual apresenta desafios adicionais. O aquecimento global e a destruição da biodiversidade alteram o ciclo destes vetores e a dinâmica de transmissão do vírus, essas mudanças afetam diretamente o ciclo biológico dos mosquitos, que depende fortemente de fatores como pluviosidade (disponibilidade de pontos com água para a postura dos ovos) e temperaturas mais altas para a eclosão dos ovos e geração de mosquitos adultos. Estes fatores culminaram com a dispersão de mosquitos vetores e consequentemente da doença para áreas antes consideradas livres por apresentarem condições adversas ao mosquito com temperaturas mais baixas e maiores altitudes. [...]


A vacina é mais uma aliada nessa luta…


Realmente, mas não existe no momento uma bala de prata para a erradicação da dengue. Trata-se de uma doença complexa causada por quatro vírus relacionados entre si mas diferentes (dengue 1,2 3 e 4), que podem co-circular em uma mesma região. Ademais é uma imunopatologia, isto é, os sinais clínicos estão relacionados à resposta do hospedeiro à infecção, aumentando ainda mais os desafios. A vacina é um recurso valioso, mas devido ao número de doses que a empresa é capaz de produzir, foi direcionada a um dos grupos mais vulnerável, e para áreas mais afetadas. Desta forma, as ações de combate ao mosquito vetor, medidas educativas sobre a eliminação de criadouros, uso de barreiras físicas como repelentes, aliados a intervenções contínuas do poder público, são ferramentas fundamentais para o enfrentamento da dengue e outras arboviroses (vírus transmitidos por artrópodes). [...]


E sobre o vírus, quais os aspectos mais desafiadores?


Diferente de outros arbovírus que causam doenças como zika, febre amarela e chikungunya, o vírus da dengue apresenta quatro sorotipos denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 e cada um apresenta diferentes variações genéticas. Por essa complexidade é que levamos algumas décadas para desenvolver esse imunizante que será oferecido pelo SUS agora. [...]


Como todos os vírus que possuem o material genético composto por uma molécula de RNA polaridade positiva, o vírus da dengue apresenta alta capacidade de mutação devido à ausência de mecanismos que permitem “consertar erros” durante a replicação do RNA viral. Essas mutações podem tornar o vírus mais competente e mais adaptado, influenciando aspectos do perfil clínico e da transmissão da doença. Nesse sentido, o sequenciamento genômico e a vigilância ativa, realizados por redes laboratoriais de referência, são cruciais para identificar novos vírus, potenciais marcadores de gravidade a novas áreas de circulação, podendo expor populações mais suscetíveis.


O Paraná está entre os quatro estados brasileiros com maior número de casos. Antigamente existia a ideia de que, em regiões mais frias, a dengue não chegava. Isso não tem mais validade, correto?


Correto. Esse dado só reforça a influência das mudanças climáticas na disseminação do vírus. Com o aumento da temperatura nessas localidades onde o frio predominava e, com as chuvas mais intensas, todas as regiões do país têm potencial para o registro do aumento de casos, já que o vírus circula em todo o território brasileiro e atualmente em outros países da América do Sul como Uruguai, por exemplo, que durante muito tempo foi considerado área livre de dengue. [...]


https://portal.fiocruz.br/noticia/2024/02/entrevista-virologista-destaca-desafios-e-avancos-no-combate-dengue

“Antigamente existia a ideia de que, em regiões mais frias, a dengue não chegava.”


É correto afirmar sobre o modo e o tempo dos verbos destacados na frase acima:

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Q2441651 Português
O texto abaixo deve ser lido com atenção para responder à questão:

Na amurada da escuna

    Naquela noite avistamos terra logo após o anoitecer, e a escuna tomou aquela direção. Montgomery deu a entender que era para ali que se dirigia. Estávamos muito longe para poder vê-la em detalhe; a meus olhos, parecia apenas uma longa faixa azulada de encontro à tonalidade azul acinzentada do mar. Dali se elevava uma coluna quase vertical de fumaça que se dissipava no céu.

    O capitão não estava no convés quando a avistamos. Depois de ter despejado sobre mim sua fúria ele havia descido aos tropeções, e ouvi alguém comentar que estava dormindo no chão da própria cabine. O imediato havia assumido o comando; era aquele indivíduo magro e taciturno que eu já vira à roda do leme. Aparentemente, também ele detestava Montgomery, e não dava o menor sinal de perceber nossa presença ali. Comemos todos juntos em um silêncio pesado, depois de algumas tentativas frustradas de minha parte para entabular conversação. Percebi que os homens daquele navio viam meu companheiro de viagem e seus animais de maneira estranhamente hostil. Percebi também que Montgomery era muito reticente quanto ao seu propósito no transporte das criaturas e sobre seu lugar de destino, e, embora curioso quanto a essas duas questões, abstive-me de fazer mais perguntas.

    Depois do jantar, ficamos conversando no tombadilho até que o céu se cobriu de estrelas. Exceto por sons ocasionais vindos do castelo da proa, onde brilhava uma luz amarelada, e um ou outro movimento dos animais nas jaulas, tudo estava quieto. A onça estava encolhida, fitando nos com olhos faiscantes, e era apenas um vulto escuro num canto da jaula. Os cães pareciam adormecidos.

    Montgomery acendeu charutos para nós e pôsse a falar sobre Londres num tom de reminiscência nostálgica, fazendo todo tipo de perguntas sobre as mudanças que teriam ocorrido lá. Falava como um homem que um dia amou a vida que teve num lugar mas que se separou dele para sempre. Fiz comentários sobre este ou aquele aspecto, mas durante todo aquele tempo a estranheza do seu comportamento se infiltrava em minha mente, e enquanto falava eu observava seu rosto estranho e pálido à luz da lanterna pendurada às minhas costas. Depois olhei para o oceano escuro, em cujas sombras estava oculta a sua ilha.

(WELLS, H. G. A ilha do doutor Moreau. Tradução Braulio Tavares. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.)
Marque a alternativa que explica a razão pela qual o verbo “avistamos” está no pretérito perfeito do indicativo na frase “Naquela noite avistamos terra logo após o anoitecer.” 
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Q2441648 Português
O texto abaixo deve ser lido com atenção para responder à questão:

Capítulo 01

    No dia 14 de janeiro de 1862, os membros da Sociedade Real de Geografia de Londres compareceram em peso à sessão convocada pelo presidente. Num discurso interrompido várias vezes por aplausos dos honrados colegas, Sir Francis deulhes uma importante notícia, terminando a comunicação com frases entusiásticas de patriotismo:

    - A Inglaterra sempre esteve à frente de todas as nações pela bravura de seus homens nas viagens de descobertas. O Dr. Samuel Fergusson, um dos seus ilustres filhos, manterá essa tradição. Se a tentativa desse homem, como todos nós esperamos, for coroada de sucesso, ela completará as noções esparsas que temos do continente africano. E, se fracassar, ficará na história como uma das mais ousadas concepções da genialidade humana!

     - Viva! Viva! - gritou a assembleia, arrebatada pelas emocionantes palavras.

    - Um viva para o corajoso Fergusson! - exclamou um dos membros mais expansivos do auditório.

    Gritos de entusiasmo ecoaram por toda a sala.

    A sessão ficou em polvorosa. Todos os audaciosos viajantes, que o espírito de aventura levara aos cinco continentes, estavam presentes, alguns já envelhecidos e cansados. A maioria deles, física ou moralmente, havia escapado de naufrágios, de incêndios, das machadinhas dos índios, dos tacapes de selvagens, do tronco de tortura e dos estômagos dos antropófagos. Por tudo o que já haviam passado não puderam controlar as aceleradas batidas do coração, tão comovidos ficaram com as palavras do orador.

    Aquele discurso ficou na memória de todos os membros da Sociedade Real de Geografia, de Londres.

    E, como na Inglaterra o entusiasmo não se limitava às palavras, foi posta em votação uma ajuda de custo, como encorajamento ao dr. Fergusson, ajuda esta que atingiu o valor de duas mil e quinhentas libras. A grandeza da soma mostrava-se proporcional à importância do projeto.

(VERNE, Júlio. Cinco semanas num balão. Tradução e adaptação de Maria Alice Doria. São Paulo: Melhoramentos, 2013.)
Marque a alternativa que melhor explica o verbo “manterá” está no futuro do presente na frase "O Dr. Samuel Fergusson, um dos seus ilustres filhos, manterá essa tradição.”
Alternativas
Q2441647 Português
O texto abaixo deve ser lido com atenção para responder à questão:

Capítulo 01

    No dia 14 de janeiro de 1862, os membros da Sociedade Real de Geografia de Londres compareceram em peso à sessão convocada pelo presidente. Num discurso interrompido várias vezes por aplausos dos honrados colegas, Sir Francis deulhes uma importante notícia, terminando a comunicação com frases entusiásticas de patriotismo:

    - A Inglaterra sempre esteve à frente de todas as nações pela bravura de seus homens nas viagens de descobertas. O Dr. Samuel Fergusson, um dos seus ilustres filhos, manterá essa tradição. Se a tentativa desse homem, como todos nós esperamos, for coroada de sucesso, ela completará as noções esparsas que temos do continente africano. E, se fracassar, ficará na história como uma das mais ousadas concepções da genialidade humana!

     - Viva! Viva! - gritou a assembleia, arrebatada pelas emocionantes palavras.

    - Um viva para o corajoso Fergusson! - exclamou um dos membros mais expansivos do auditório.

    Gritos de entusiasmo ecoaram por toda a sala.

    A sessão ficou em polvorosa. Todos os audaciosos viajantes, que o espírito de aventura levara aos cinco continentes, estavam presentes, alguns já envelhecidos e cansados. A maioria deles, física ou moralmente, havia escapado de naufrágios, de incêndios, das machadinhas dos índios, dos tacapes de selvagens, do tronco de tortura e dos estômagos dos antropófagos. Por tudo o que já haviam passado não puderam controlar as aceleradas batidas do coração, tão comovidos ficaram com as palavras do orador.

    Aquele discurso ficou na memória de todos os membros da Sociedade Real de Geografia, de Londres.

    E, como na Inglaterra o entusiasmo não se limitava às palavras, foi posta em votação uma ajuda de custo, como encorajamento ao dr. Fergusson, ajuda esta que atingiu o valor de duas mil e quinhentas libras. A grandeza da soma mostrava-se proporcional à importância do projeto.

(VERNE, Júlio. Cinco semanas num balão. Tradução e adaptação de Maria Alice Doria. São Paulo: Melhoramentos, 2013.)
Identifique o tempo verbal predominante no primeiro parágrafo do texto.
Alternativas
Q2441261 Português
Identifique, nas frases abaixo, o verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. 
Alternativas
Q2440779 Português
Observe o trecho da música a seguir:



“Hoje quero sentir-me, quando deitar-me nas pedras


Como um lagarto que dorme, na incoerência das eras


Sentar-me-ei entre feras e sentirei no seu hálito


A solução das esperas e um sofrimento esquálido


Adormecendo as uvas, reconstruindo em favas


Aconteceram as chuvas, redespertaram em lavas


Compareceram em chamas, estrangularam as falas


Carbonizaram miúdos, perpetuaram-se em galas”


(Música: Filhos de Câncer, de Zé Ramalho).  
O verbo em destaque na música apresenta:
Alternativas
Q2440569 Português
Súplica por uma árvore


        Um dia, um professor comovido falava-me de árvores. Seu avô conhecera Andersen, esse pequeno deus que encantou para sempre a infância, todas as infâncias, com suas maravilhosas histórias. Mas, além de conhecer Andersen, o avô desse comovido professor legara a seus descendentes uma recordação extremamente terna: ao sentir que se aproximava o fim de sua vida, pediu que o transportassem aos lugares amados, onde brincara em menino, para abraçar e beijar as árvores daquele mundo antigo – mundo de sonho, pureza, poesia – povoado de crianças, ramos, flores, pássaros... O professor comovido transportava-se a esse tempo de ternura, pensava nesse avô tão sensível, e continuava a participar, com ele, dessa cordialidade geral, desse agradecido amor à Natureza que, em silêncio, nos rodeia com a sua proteção, mesmo obscura e enigmática.

            Lembrei-me de tudo isso ao contemplar uma árvore que não conheço, e cujo tronco há quinze dias se encontra ferido, lascado pelo choque de um táxi desgovernado. Segundo os técnicos, se não for socorrida, essa árvore deverá morrer dentro em breve: pois a pancada que a atingiu afetou-a na profundidade de sua vida.


(MEIRELES, Cecília. “Suplica por uma árvore”. In: O que se diz e o que se entende. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.)
Marque a alternativa que classifica CORRETAMENTE o tempo e o modo dos verbos destacados no fragmento a seguir.

“O professor comovido TRANSPORTAVA-se a esse tempo de ternura, PENSAVA nesse avô tão sensível, e CONTINUAVA a participar, com ele, dessa cordialidade geral, desse agradecido amor à Natureza que, em silêncio, nos rodeia com a sua proteção, mesmo obscura e enigmática”.
Alternativas
Q2440181 Português

Estudo aponta aumento de 13,5% em mortes no trânsito

A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes cresceu 2,3% em uma década




Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13899-estudoaponta-aumento-de-13-5-em-mortes-no-transito. Acesso em 15.jan.2023. Adaptado.



O verbo destacado em “[...] houve forte queda na taxa de mortalidade [...]”, transposto para a terceira pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, está corretamente estruturado no item
Alternativas
Respostas
581: D
582: B
583: B
584: D
585: C
586: B
587: B
588: C
589: C
590: C
591: E
592: D
593: C
594: C
595: A
596: B
597: A
598: A
599: D
600: D