Questões de Concurso
Comentadas sobre flexão verbal de pessoa (1ª, 2ª, 3ª pessoa) em português
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I.Vinha pela trilha ela, o irmão e eu. Sozinhos e com medo.
II.Tanto ela quanto o irmão estavam exaustos, mas não havia o que fazer. Era preciso seguir adiante.
III.Cada uma das pessoas inscritas deve cuidar de seus pertences durante a trilha.
IV.Mais de uma pessoa tem defendido nossas atividades. São importantes para elas.
Está correta a concordância dos verbos destacados em:
I.Vinha pela trilha ela, o irmão e eu. Sozinhos e com medo.
II.Tanto ela quanto o irmão estavam exaustos, mas não havia o que fazer. Era preciso seguir adiante.
III.Cada uma das pessoas inscritas deve cuidar de seus pertences durante a trilha.
IV.Mais de uma pessoa tem defendido nossas atividades. São importantes para elas.
Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Leia o texto a seguir de “Música ao longe”, escrito por Érico Veríssimo:
HORA DA SESTA.
Um grande silêncio no casarão.
Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e úmidos.
Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um pouco de vida.
Na frente da farmácia está um homem metido num grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.
Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.
Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e depois se volta para dentro do quarto.
Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas esperando quê?
Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto, Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem entrava, dos pequenos, corria o risco de levar palmadas no lugar de costume.
Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.
Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia no quartinho do sótão.
Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar. Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia estremecer.
Clarissa subia, com a grande chave na mão.
Ninguém… Silêncio…
Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela, abriu a porta e se viu no meio duma escuridão perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a doces, bolinhos e pão.
Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D. Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia dúzia de palmadas.
Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco fica no sótão…
Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!
E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse, entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande mistério?
Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma moça entrar no quarto dum rapaz.
Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.
Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!
(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)
No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações e em seguida assinale a alternativa correta:
I - O termo “aonde” pode ser substituído por “onde” sem que haja alteração de sentido.
II - De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, a vírgula depois de “vais” pode ser retirada sem que haja alteração de sentido.
III - Todos os verbos do trecho acima estão na primeira pessoa do singular.
Os professores e o diretor __________ da reunião.
No trecho acima, a palavra destacada “assume” pertence à classe gramatical de:
Leia a frase:
A diretora vai ___________ algumas novas regras que teremos que seguir.
Marque a alternativa que preenche corretamente a lacuna do texto acima:
“O vidro _________ com a queda do móvel.”
“A maioria das mulheres __________ por melhores condições de vida.”
Em relação à frase acima, analise cada afirmativa a seguir e assinale a alternativa que apresenta todas as corretas:
I. Preenchendo a lacuna com “lutamos”, subentende-se que a autora da frase se inclui na afirmação, num uso especial de concordância.
II. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida com “luta” ou “lutam”, estando ambas corretas.
III. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “luta”.
IV. No presente do indicativo, a lacuna pode ser preenchida somente com “lutamos” ou “lutam”.
V. A lacuna pode ser preenchida com formas em diferentes tempos verbais.
Ao reescrevê-lo da seguinte forma: “Nessa lida, ‘A consciência das palavras’, coleção de escritos de Elias Canetti (1905-1994), __________ por mim”., para que não haja prejuízo gramatical, a lacuna deve ser preenchida com
Analise os verbos destacados quanto à concordância verbal:
I.Eu sou a pessoa que escreve as legendas.
II.Eu sou a pessoa que escrevo as legendas.
III.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostam de filmes violentos.
IV.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostamos de filmes violentos.
É correta a concordância verbal em:
Analise os verbos destacados quanto à concordância verbal:
I.Eu sou a pessoa que escreve as legendas.
II.Eu sou a pessoa que escrevo as legendas.
III.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostam de filmes violentos.
IV.Nossos filhos são iguais a nós, que não gostamos de filmes violentos.
É correta a concordância verbal em:
Brasileiros já podem solicitar autorização de viagem para o Reino Unido

Por Julia Buckley
(Disponível em: www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasileiros-ja-podem-solicitar-autorizacaode-viagem-para-reino-unido-veja-como/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
O texto seguinte servirá de base para responder a questão:
Agradeça pelas camas modernas
Atualmente, a maioria das pessoas do mundo ocidental tem a sorte de acordar em uma cama macia, talvez com um colchão de molas ou espuma. Mas nem sempre foi tudo tão confortável assim.
Na era medieval, muitas pessoas abriam seus olhos pela manhã, respirando ar abafado em total escuridão. Eram as condições no interior de uma "caixa-cama".
Esses populares armários para dormir eram totalmente fechados. Eles ajudavam a manter as pessoas quentes à noite, embora, muitas vezes, não fossem maiores do que um guarda-roupa.
Pouco tempo depois, veio os colchões revestidos sacos de materiais baratos, como palha ou folhas. Infelizmente, eles também ofereciam o esconderijo ideal para pulgas, carrapatos e percevejos.
Mas os verdadeiros criadores da péssima qualidade de sono, sem dúvida, foram os vitorianos. Eles inventaram uma série de soluções desagradáveis para as pessoas sem teto, que variavam de fileiras de camas em forma de caixão até uma corda, onde as pessoas se penduravam para descansar.
Depois de tanta informação, reúna alguns colegas noturnos, reserve mais tempo para dormir no inverno e, se, por acaso, você acordar durante a noite, imagine-se como um pioneiro moderno do hábito perdido de dormir em dois tempos. É impossível prometer que você irá sair pulando da cama, totalmente renovado, em uma manhã de segunda-feira. Mas, sem dúvida, é um bom começo.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jg26jq255o)
Alterando os verbos destacados para a segunda pessoa do plural, na ordem, têm-se:
Texto CG1A1
Duas ideias recentes que considerei fantásticas fizeram-me refletir sobre o conceito de sustentabilidade. A primeira foi de uma entrevista com Don Tapscott, um dos mais respeitados estudiosos do impacto das tecnologias nas empresas e na sociedade, autor e coautor de 14 livros. Na entrevista, ele afirma que a Internet não muda o que aprendemos, mas o modo como aprendemos — e o impacto dessa revolução terá a mesma intensidade que a invenção dos tipos móveis de Gutenberg: “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”.
A segunda ideia é da empresária americana Lisa Ganski, fundadora de várias empresas na Internet. Em sua ousada teoria, ela defende que o futuro dos negócios é o compartilhamento de produtos e serviços. Segundo sua tese, as pessoas não vão mais possuir coisas, vão apenas ter acesso a elas. Para que comprar um carro, gastar com seguro e manutenção se você pode alugar o do vizinho? Para que investir em roupas caras para o seu bebê (que espicha rápido) se você pode trocar peças com mamães de filhos já grandinhos? Lisa aposta que, com a ajuda das mídias sociais e da tecnologia, pessoas, serviços e empresas vão encontrar-se com mais facilidade para trocar ou compartilhar.
A ideia do consumo compartilhado dirige-se aos bens de consumo de maior ociosidade. Por exemplo, nos Estados Unidos da América, a média de utilização de um automóvel é de 8%. Os 92% restantes são de ociosidade nos estacionamentos. Então, por que não alugar o carro em vez de comprar? Ganski sugere que sejam, cada vez mais, criados sistemas de locação para alguns bens de consumo de maior ociosidade.
Na produção compartilhada, além da redução dos custos de produção por menores encargos trabalhistas, maior eficiência da mão de obra e menor consumo de energia, há em tese uma redução dos impactos ambientais pela redução de resíduos e dispersão destes em áreas distantes umas das outras. Logicamente há também uma maior geração de empregos e melhor distribuição de renda.
Segundo esses pensadores, esta pode ser uma nova opção para o empresariado e para a sociedade segundo o moderno conceito de sustentabilidade. O meio ambiente agradece.
Raimundo Nonato Brabo Alves.
Compartilhar a produção e o consumo de bens em busca da sustentabilidade.
In: Crônicas ambientais ecos da floresta. Brasília, DF: Embrapa, 2015. p. 62-64 (com adaptações).
Julgue o item que se segue, referente a aspectos linguísticos do texto CG1A1.
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, a forma verbal “sejam” (último período do terceiro parágrafo) poderia estar flexionada na terceira pessoa do singular — seja —, por paralelismo com a forma verbal “sugere”, que a antecede.
Inovações para a agricultura sustentável
Vincent Martin, diretor do Escritório de Inovação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), disse à CNN por e-mail que “várias startups de tecnologia agrícola surgiram nos últimos anos para enfrentar desafios regionais na produção de alimentos, especialmente investindo em agricultura protegida”.
Essas empresas estão se adaptando à realidade do calor extremo por meio de inovações em culturas mais resistentes, ambientes controlados, irrigação inteligente e energias renováveis. No entanto, Martin ressalta que expandir essas soluções para pequenos agricultores e superar barreiras de custo são desafios cruciais para uma adaptação mais ampla.
“O investimento contínuo em pesquisa, infraestrutura, políticas públicas e educação dos agricultores será essencial”, acrescentou.
Fonte: CNN. Adaptado.