Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

Foram encontradas 4.056 questões

Q2175498 Português
Texto 1

Leia o texto a seguir:

Carros da Ford voltarão sozinhos para a loja se o dono deixar de pagar

Patente registrada pela Ford permite que veículos autônomos "abandonem" seus donos em caso de inadimplência e retornem para a concessionária

A Ford norte-americana trabalha em um projeto, segundo detalhes da revista Car and Driver, de um sistema que permite aos carros da marca voltarem às lojas sozinhos, em caso de não pagamento das dívidas de seus donos.

O sistema, ativado à distância, permite ao carro "abandonar o dono", e, com isso, dirigir-se por conta própria até a casa do proprietário. A depender da situação da dívida, o carro pode voltar para a concessionária sozinho, até que se paguem as parcelas.

Esse sistema não é novidade para a montadora. Dados do Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos mostram que a Ford fez o registro dessa patente em 2021, mas só agora obteve resposta. Desse modo, só assim poderá prosseguir com o desenvolvimento.

Mas é importante dizer que o sistema, que vai funcionar em carros autônomos e semiautônomos da Ford, não retoma o veículo por qualquer motivo. Alertas chegam ao motorista e, caso não gerem resposta, podem desligar itens importantes, como, por exemplo, ar-condicionado, rádio e vidros elétricos. A depender do caso, o motor também será desligado.

Aliás, caso o valor de recompra não seja o suficiente para cobrir a dívida, o carro pode até ir por conta própria para um ferro-velho. Entretanto, a tecnologia ainda está distante da realidade. Ainda é necessário avançar na melhoria dos sistemas autônomos, para que só assim seja possível retomar os veículos sem ninguém ao volante. Ou seja, ainda há um bom tempo até que os carros da Ford voltem sozinhos para as concessionárias por falta de pagamento.

Fonte: https://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/carros-da-ford-voltaraosozinhos-para-a-loja-se-o-dono-deixar-de-pagar/. Acesso em 27/03/2023
No trecho “A depender da situação da dívida, o carro pode voltar para a concessionária sozinho, até que se paguem as parcelas” (2º parágrafo), o verbo está no:
Alternativas
Q2175313 Português
De acordo com as regras gramaticais, qual é o tempo verbal da frase abaixo?
"Eu estarei estudando para a prova amanhã.". 
Alternativas
Q2174489 Português
Considerando-se a combinação entre tempos e modos, a frase que atende à norma-padrão é: 
Alternativas
Q2171287 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 04 


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Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/futuro-visionario/. Acesso em: 14 fev. 2023.  

Sobre a organização morfossintática e semântica das falas que compõem o texto 04, é CORRETO afirmar que 
Alternativas
Q2171209 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Mitigar não resolve, mascara e adia

Por Heverton Lacerda





(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao– 19/4/23 - texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa cujas formas verbais, flexionadas no presente do indicativo, preenchem, correta e a respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 15 e 16. 
Alternativas
Q2171155 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 03 




Disponível em: https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/smiles. Acesso em: 17 fev. 2023.

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere.
Texto 01
Viagem terapêutica: o autoconhecimento como destino
11.png (798×363)

Disponível em: https://vidasimples.com/vida-emocional. Acesso em: 14 fev. 2023. Adaptado.



Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculas no texto 03 em comparação ao texto 01.

I. Os dois textos consideram que as viagens são oportunidades de promoção do autoconhecimento. II. Os dois textos, embora não usem verbos no imperativo, têm função apelativa, pois pretendem convencer as pessoas a praticarem uma determinada ação. III. Os dois textos, embora tenham pontos de contato quanto à temática, pertencem a gêneros diferentes. IV. Os dois textos fazem uso da linguagem verbal e não verbal para transmitirem suas ideias. V. O texto 03, diferentemente do texto 01, insere a questão da inclusão social por meio da linguagem não verbal.
Estão CORRETAS as alternativas
Alternativas
Q2171121 Português
Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder à questão:

FURTO DE FLOR

    Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
     – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.)
“Eu a furtara, eu a via morrer”. A forma verbal destacada está no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo, assim como o verbo destacado na seguinte opção:
Alternativas
Q2170891 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Gentileza gera gentileza: dicas para ser uma pessoa melhor

Por Universo Jatobá




(Disponível em: cidadeverde.com/noticias/175824/gentileza-gera-gentileza-conheca-10-dicas-para-ser-umapessoa-melhor – texto adaptado especialmente para esta prova).


No trecho “é um ato muito importante e que todos deveriam exercer” (ls. 16 e 17), o verbo em destaque está conjugado no:
Alternativas
Q2170587 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


              Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia 


                                                                                                                                         Por Pedro Guerra



  1. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta prova).


Na frase ‘É claro que lá na frente faremos melhor o que fizemos ontem’, as formas verbais ‘faremos’ e ‘fizemos’, estão, respectivamente, flexionadas no:
Alternativas
Q2168429 Português
A 'depender' do diagnóstico feito por especialistas, esse tratamento pode envolver, por exemplo, medicamentos.
O verbo em destaque encontra-se conjugado no: 
Alternativas
Q2168390 Português

O tipo mais comum de demência é o Alzheimer.



Conjugando o verbo da frase no pretérito mais que perfeito do indicativo, tem-se: 

Alternativas
Q2167667 Português
TEXTO I

TECNOLOGIA

Luís Fernando Veríssimo

       Para começar, ele nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!”

       Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só aguentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público.

     Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia querer se rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero.
   
     Quando saí da redação do jornal depois de usar o computador pela primeira vez, cheguei em casa e bati na minha máquina. Sabendo que ela aguentaria sem reclamar, como sempre, a pobrezinha.


Disponível em: https://www.cronicasdacidade.com.br/tag/tecnologia. Acesso em 2 de janeiro de 2023.
Na passagem “ESTÁ subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais APROVEITARÁ metade das coisas que ele TEM para OFERECER”, os verbos em destaque se encontram flexionados respectivamente no 
Alternativas
Q2165275 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir e responda à questão.

TEXTO II

O burro e a cobra


Como recompensa por um serviço prestado, os homens pediram a Júpiter a eterna juventude, o que ele concedeu. Pegou na juventude, pô-la em cima de um Burro e mandou que a levasse aos homens.

Indo o Burro no seu caminho, chega a um ribeiro com sede, onde estava uma Cobra que disse que não o deixaria beber daquela água se não lhe desse o que levava às costas. O Burro, que não sabia o valor do que transportava, deu-lhe a juventude a troco da água. E assim os homens continuaram a envelhecer, e as Cobras renovando-se a cada ano.

Disponível em: https://bityli.com/wJikMa. Acesso em: 6 jun. 2022.
Assinale a alternativa em que a frase possui apenas um verbo.
Alternativas
Q2164349 Português
8_- 12.png (370×336)

Hector Macdonald. Verdade: 13 motivos para duvidar de tudo que te

dizem. Rio de Janeiro: Objetiva, 2019, p. 16-17 (com adaptações).


No que se refere aos aspectos linguísticos e às ideias do texto, julgue o item. 

O uso do presente do indicativo no texto traz a ideia de que o conjunto de fatos e de situações nele apresentado pode estar acontecendo no momento em que se produz ou se lê esse texto.
Alternativas
Q2162719 Português

Julgue o item que se segue. 


Verbos em português não podem ser usados no imperativo negativo. 

Alternativas
Q2162219 Português
Texto CB1A7

     Quando está triste, coxeia. É assim desde o começo, quando deu os primeiros passos agarrado ao armário branco da casa de seus pais. Começou a andar direito e assim prosseguiu o caminho habitual dos homens, mas sempre que alguma coisa correu menos bem (uma bolacha que lhe foi recusada, uma sopa que o forçaram a sorver, um grito que ouviu a meio do dia, um beijo que lhe foi deixado em suspensão) ele perdeu a força numa das pernas. Hoje, varado de saudade da ex-mulher, caminha sozinho e coxo pelas ruas escuras da aldeia. Não se preocupa nem um pouco com a chuva que o encharca da cabeça aos pés, nem com o frio. Leva sim a mão à perna direita como quem tenta trazê-la à razão. E pela primeira vez em quarenta anos repara: a dor não vem do joelho nem do pé, nem sequer vem do osso epicôndilo medial. É o nervo ciático que lhe dói. Atravessa-lhe a perna inteira mas insiste mesmo é na coxa. A mesma sob a qual todos aqueles que lhe fizeram promessas colocaram a mão, mas logo em velocidade a retiraram. Continua então o seu caminho pela aldeia, agarrado aos muros brancos, sem grande epifania, só mais dorido que o habitual. Coxeia, porque quando está triste ele coxeia.

Matilde Campilho. In: Flecha. São Paulo: Editora 34, 2022.
No texto CB1A7, o emprego do presente do indicativo a partir do quarto período, em “caminha”, “Não se preocupa”, “Leva”, “repara” e “Continua”, exprime ações  
Alternativas
Q2161309 Português

Julgue o item subsequente. 


Verbos em português não podem ser usados no imperativo negativo.

Alternativas
Q2161089 Português

Julgue o item subsequente.


Na manchete de jornal “Homem morre após colidir moto em carro na PE-180, em São Bento do Una”, de abril de 2022, fica claro o uso do verbo no presente do indicativo, denotando que o fato ainda irá acontecer. 

Alternativas
Q2160597 Português
Leia o texto para responder à questão.

Ser cronista

            Sei que não sou, mas tenho meditado ligeiramente no assunto.

        Crônica é um relato? É uma conversa? É um resumo de um estado de espírito? Não sei, pois antes de começar a escrever para o Jornal do Brasil, eu só tinha escrito romances e contos.

         E também sem perceber, à medida que escrevia para aqui, ia me tornando pessoal demais, correndo o risco de em breve publicar minha vida passada e presente, o que não pretendo. Outra coisa notei: basta eu saber que estou escrevendo para o jornal, isto é, para algo aberto facilmente por todo o mundo, e não para um livro, que só é aberto por quem realmente quer, para que, sem mesmo sentir, o modo de escrever se transforme. Não é que me desagrade mudar, pelo contrário. Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. Mas mudar só porque isso é uma coluna ou uma crônica? Ser mais leve só porque o leitor assim o quer? Divertir? Fazer passar uns minutos de leitura? E outra coisa: nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado. Vou dizer a verdade: não estou contente.
(Clarice Lispector, A descoberta do mundo)
De acordo com a norma-padrão, no trecho – Mas queria que fossem mudanças mais profundas e interiores que não viessem a se refletir no escrever. –, se a forma verbal “queria” for substituída por “quero”, as formas verbais destacadas devem ser substituídas, respectivamente, por: 
Alternativas
Q2160502 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Sozinhos

        Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim:

        Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

        – Ronca.

        – Não ronco.

        – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

        Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo.

        Ficam os dois sozinhos.

        – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.

        – Humrfm – diz o velho.

        Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. As ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo e deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.

        Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba.

        Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

        – Rarrá! – diz a velha, feliz.

        Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

        – Rarrá! – diz o velho, vingativo.

        E em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes.

        É um diálogo sussurrado.

        “Estão prontos?”

        “Não, acho que ainda não…”

        “Então vamos voltar amanhã…”

VERÍSSIMO, Luís Fernando – Comédias para se Ler na Escola. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001.
Leia o trecho abaixo, retirado do texto.
“Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada.”
É correto afirmar que o verbo em destaque está conjugado no
Alternativas
Respostas
1061: D
1062: C
1063: A
1064: E
1065: B
1066: A
1067: C
1068: E
1069: C
1070: B
1071: D
1072: D
1073: A
1074: E
1075: E
1076: A
1077: E
1078: E
1079: E
1080: C