Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

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Q552806 Português
Assim eu quereria a minha última crônica. Indique a opção CORRETA que traz o tempo e modo em que foi empregado o verbo destacado.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: IESES Órgão: MSGás Prova: IESES - 2015 - MSGás - Analista Contábil |
Q549633 Português

O homem que espalhou o deserto

    Quando menino, costumava apanhar a tesoura da mãe e ia para o quintal, cortando folhas das árvores. Havia mangueiras, abacateiros, ameixeiras, pessegueiros e até mesmo jabuticabeiras. Um quintal enorme, que parecia uma chácara onde o menino passava o dia cortando folhas. A mãe gostava, assim ele não ia para a rua, não andava em más companhias. E sempre que o menino apanhava seu caminhão de madeira (naquele tempo, ainda não havia os caminhões de plástico, felizmente) e cruzava o portão, a mãe corria com a tesoura: tome filhinho, venha brincar com as suas folhas. Ele voltava e cortava. As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno. O seu trabalho rendia pouco, apesar do dia a dia constante, de manhã à noite. 

      Mas o menino cresceu, ganhou tesouras maiores. Parecia determinado, à medida que o tempo passava, a acabar com as folhas todas. Dominado por uma estranha impulsão, ele não queria ir à escola, não queria ir ao cinema, não tinha namoradas ou amigos. Apenas tesouras, das mais diversas qualidades e tipos. Dormia com elas no quarto. À noite, com uma pedra de amolar, afiava bem os cortes, preparando-as para as tarefas do dia seguinte. Às vezes, deixava aberta a janela, para que o luar brilhasse nas tesouras polidas. 

      A mãe, muito contente, apesar do filho detestar a escola e ir mal nas letras. Todavia, era um menino comportado, não saía de casa, não andava em más companhias, não se embriagava aos sábados como os outros meninos do quarteirão, não frequentava ruas suspeitas onde mulheres pintadas exageradamente se postavam às janelas, chamando os incautos. Seu único prazer eram as tesouras e o corte das folhas.

      Só que, agora, ele era maior e as árvores começaram a perder. Ele demorou apenas uma semana para limpar a jabuticabeira. Quinze dias para a mangueira menor e vinte e cinco para a maior. Quarenta dias para o abacateiro que era imenso, tinha mais de cinquenta anos. E seis meses depois, quando concluiu, já a jabuticabeira tinha novas folhas e ele precisou recomeçar. 

     Certa noite, regressando do quintal agora silencioso, porque o desbastamento das árvores tinha afugentado os pássaros e destruído ninhos, ele concluiu que de nada adiantaria podar as folhas. Elas se recomporiam sempre. É uma capacidade da natureza, morrer e reviver. Como o seu cérebro era diminuto, ele demorou meses para encontrar a solução: um machado. 

     Numa terça-feira, bem cedo, que não era de perder tempo, começou a derrubada do abacateiro. Levou dez dias, porque não estava acostumado a manejar machados, as mãos calejaram, sangraram. Adquirida a prática, limpou o quintal e descansou aliviado. 

     Mas insatisfeito, porque agora passava os dias a olhar aquela desolação, ele saiu de machado em punho, para os arredores da cidade. Onde encontrava árvore, capões, matos, atacava, limpava, deixava os montes de lenha arrumadinhos para quem quisesse se servir. Os donos dos terrenos não se importavam, estavam em via de vendê-los para fábricas ou imobiliárias e precisavam de tudo limpo mesmo.

      E o homem do machado descobriu que podia ganhar a vida com o seu instrumento. Onde quer que precisassem derrubar árvores, ele era chamado. Não parava. Contratou uma secretária para organizar uma agenda. Depois, auxiliares. Montou uma companhia, construiu edifícios para guardar machados, abrigar seus operários devastadores. Importou tratores e máquinas especializadas do estrangeiro. Mandou assistentes fazerem cursos nos Estados Unidos e Europa. Eles voltaram peritos de primeira linha. E trabalhavam, derrubavam. Foram do sul ao norte, não deixando nada em pé. Onde quer que houvesse uma folha verde, lá estava uma tesoura, um machado, um aparelho eletrônico para arrasar. 

     E enquanto ele ficava milionário, o país se transformava num deserto, terra calcinada. E então, o governo, para remediar, mandou buscar em Israel técnicos especializados em tornar férteis as terras do deserto. E os homens mandaram plantar árvores. E enquanto as árvores eram plantadas, o homem do machado ensinava ao filho a sua profissão.

BRANDÃO, Ignácio de Loyola. Cadeiras proibidas. São Paulo: Global, 2002. 

Analise as afirmativas sobre a flexão nominal e verbal das palavras destacadas no período.

“As árvores levavam vantagem, porque eram imensas e o menino pequeno."

I. O verbo levavam encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo e na terceira pessoa do plural.

II. O substantivo menino apresenta gênero masculino e número plural.

III. As palavras imensas e meninos são flexionáveis morfologicamente em gênero e número.

Qual a alternativa correta? 

Alternativas
Q544416 Português

Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo.

O texto é essencialmente narrativo, haja vista a predominância do emprego de formas verbais no pretérito.

Alternativas
Q543294 Português

                                                     Chove   chuva


      Água, água e mais água. É tudo o que eu tenho a oferecer. Escrever o maior número de vezes a palavra mágica, na certeza de que águas passadas não movem moinhos, mas podem, de tanto serem sugeridas, sensibilizar os céus e fazer com que elas desabem sobre nós. E que depois se faça o arco-íris. Que depois apareça, toda de branco, toda molhada e despenteada, que maravilha!, a coisa linda que é o  meu amor,

      Eu gostaria de repetir a dança da chuva, a coreografia provocativa dos cheyennes, tantas vezes vista nos filmes. Falta-me o requebro. Temo também que o ridículo da cena faça o feitiço ir água abaixo. Eu gostaria de subir aos ares, como um Santos Dumont tardio, bombardear as nuvens com cloreto de sódio. Se não desse certo, pelo menos chegaria perto do ouvido de São Pedro e, com piadas do tipo “afogar o ganso” e “molhar o biscoito”, faria com que o santo relaxasse e abrisse as torneiras.

      De nada disso, no entanto, sou capaz. Fico aqui, no limite do meu oceano, jacaré no seco anda, escrevendo e evocando as águas que passaram pela ponte da memória. Lembro, vizinha à minha casa, na Vila da Penha dos rios transbordantes, a compositora Zilda do Zé, de “As águas vão rolar”. A sua força ancestral, grande sambista, eu evoco agora, mesmo sabendo que a letra da música se refere à água que  passarinho não bebe.

Todas as águas devem ser provocadas nesta imensa onda de pensamento positivo, e eu agora molho reverente os pés do balcão com o primeiro gole para o santo. Finjo-me pau d’água e sigo em frente. Nem aí para os incréus, nem aí para os que zombam da fé, esses insensatos. A todos peço que leiam na minha camisa e não desistam: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura".

[...]

      O sonho acabou há tempo, e lá se foi John Lennon morto. Agora chegou a nostalgia da água, de torcer pelo volume morto e sentir saudade de ver um arco-íris emoldurando o Pão de Açúcar depois da pancada de verão. Como explicar a uma criança que sol e chuva é casamento de viúva? Como explicar a deliciosa aflição de dormir se perguntando “será que vai dar praia?”, se agora todo dia é dia de sol?

A propósito, eu li o grande poeta sentado no banco da praia e sei que a sede é infinita, que na nossa secura de amar é preciso buscar a água implícita, o beijo tácito — mas acho que é poesia demais para uma hora dessas. Urge, como queria Benjor, que chova chuva. Canivetes. Gatos e cachorros. Se Joseph Conrad traduziu a guerra com  “o horror, o horror, o horror”, chegou a vez de resumir o nosso tempo com “a seca, a seca, a seca” — e bater os tambores na direção contrária. Saúdo para que se faça nuvem, e a todos cubra com o seu divino manto líquido, a saudosa Maria, a santa carioca que a incomparável Marlene viu subindo o morro com a lata  d'água na cabeça.

      2015 promete ser terrível, mas há quem ache bom negócio refletir sobre os valores básicos da sobrevivência, o que o homem está fazendo com o meio ambiente. Vai ser o ano de valorizar como bem de consumo insuperável não o Chanel n° 5, mas o cheiro da terra molhada depois do toró de fim de tarde. Que assim seja. Que se cumpra a felicidade de ouvir Tom Jobim ao piano, tecla por tecla, gota a gota, celebrando a cena real de, lá fora, estar chovendo na roseira.

      Ah, quem me dera ligar o rádio e escutar o formidável português ruim da edição extraordinária. Aumentar o som para deixar o locutor gritar — os clichês boiando molhadinhos pelo tesão da notícia — que chove a cântaros em todos os quadrantes da Cidade Maravilhosa.


                              (SANTOS, Joaquim Ferreira dos. Chove chuva. In: O Globo, 26.01.2015.)

No trecho “Se não DESSE certo, pelo menos chegaria perto do ouvido de São P edro...” , conjugando-se o verbo em destaque no futuro do subjuntivo, obtém-se, em língua padrão:
Alternativas
Q542661 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


Fonte: BECK, Alexandre. Armandinho zero . Florianópolis: A. C. Beck, 2013. p. 44.

Com relação ao uso da norma-padrão da língua,assinale V (verdadeira) ou F (falsa) em cada afirmativa a seguir.

( ) No primeiro quadro da tira, o verbo "mente" deveria ser substituído por mentir, tendo em vista a relação condicional expressa por "se".

( ) No segundo quadro da tira, "atende" deveria ser substituído por atenda, adequando-se à pessoa marcada por "você", presente no primeiro quadro.

( ) Se mantida a forma "atende", no segundo quadro, a forma "diga", no quarto quadro, deve ser substituída por diz para manter a uniformidade no uso da segunda pessoa do discurso.


A sequência correta é

Alternativas
Q535839 Português

[...] todas as vezes que intentamos ler os sinais dos tempos na realidade atual, é conveniente ouvir os jovens e os idosos. Tanto uns como outros são a esperança dos povos. Os idosos fornecem a memória e a sabedoria da experiência, que convidam a não repetir tontamente os mesmos erros do passado. Os jovens chamam-nos a despertar e a aumentar a esperança, porque trazem consigo as novas tendências da humanidade e abrem-nos ao futuro, de modo que não fiquemos encalhados na nostalgia de estruturas e costumes que já não são fonte de vida no mundo atual.

Os desafios existem para ser superados. Sejamos realistas, mas sem perder a alegria, a audácia e a dedicação cheia de esperança. Não deixemos que nos roubem a força missionária.


                                          (PAPA FRANCISCO. Evangelii Gaudium. São Paulo: Paulus e Loyola, 2013.)

Em relação ao uso de tempos verbais no texto, analise as afirmativas.


I - Por expressarem uma atitude de conselho, as formas verbais sejamos e deixemos estão no modo subjuntivo.


II - Chamam e trazem, formas verbais no modo indicativo, revelam uma atitude de certeza do falante em relação ao fato tratado.


III - No trecho de modo que não fiquemos encalhados, a forma verbal está no subjuntivo, pois o falante expressa atitude de suposição.


IV - As formas verbais despertar e aumentar, precedidas da preposição a, estão no imperativo, tanto que indicam uma atitude de mando ou pedido do falante.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q535538 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto abaixo e responda à questão.

No início do século passado, apesar de a vida ser boa, não tínhamos computadores. Eram parcos os conhecimentos sobre semicondutores, e o transistor não havia sido inventado ainda. O século XXI foi marcado por uma evolução tecnológica brutal em todas as áreas e os impactos positivos disso foram vistos no planeta todo. Mais alimentos, informação, saúde, educação e mais empregos e produção. O que veremos até a metade deste século, com o crescimento exponencial de áreas como a robótica e a inteligência artificial, é impossível prever e possivelmente trará um quadro bem diferente.

(Revista Info, agosto 2014. Adaptado.)

Em relação a recursos linguísticos empregados no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para

as falsas.

( ) A forma verbal tínhamos indica fato ocorrido e concluído no passado, estando no tempo pretérito

perfeito do indicativo.

( ) O termo disso funciona como elemento coesivo retomando o sentido de evolução tecnológica brutal

em todas as áreas.

( ) No fragmento foram vistos no planeta todo, a contração da preposição em com o artigo o estabelece

relação de sentido de lugar.

( ) Em até a metade deste século, o pronome remete a palavra século para o atual, o tempo em que

vivemos.

( ) A forma verbal trará deveria ser pluralizada, pois refere-se à robótica e à inteligência artificial.

Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q535419 Português
Considerando a norma-padrão da língua e o emprego de forma verbal, é correta a seguinte frase:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAPERP Órgão: SEMAE Prova: FAPERP - 2015 - SeMAE - Agente Administrativo |
Q534442 Português

                              HÁBITOS SAUDÁVEIS E QUALIDADE DE VIDA


Para um indivíduo ter uma boa qualidade de vida, é fundamental a busca de hábitos saudáveis. Esses, não devem ser feitos esporadicamente, mas sim com frequência (para toda vida). A adoção desses hábitos saudáveis tem por objetivos a manutenção da saúde física e psicológica, aumentando a qualidade de vida.


                                PRINCIPAIS HÁBITOS SAUDÁVEIS:


- Alimentação balanceada, nutritiva e de acordo com as necessidades de cada organismo;


- Prática regular de atividades físicas; - Atividades ao ar livre e contato com a natureza;


- Não ter vícios (álcool, cigarro e outras drogas);


- Buscar se envolver em atividades sociais prazerosas e construtivas;


- Controlar e, na medida do possível, evitar o estresse;


- Valorizar a convivência social positiva;


- Estimular o cérebro com atividades intelectuais (leitura, teatro etc.);


- Buscar ajuda de profissionais da saúde quando apresentar doenças ou problemas psicológicos.


                                                                                     http://www.todabiologia.com/saude/habitos_saudaveis.htm 

Os verbos “buscar”, “controlar”, “valorizar” e “estimular”, presentes no texto, foram empregados no infinitivo. Observe as alternativas abaixo e assinale aquela que contiver a adequada análise da relação forma verbal / flexão de tempo e modo.
Alternativas
Q534239 Português

                               

                                                                                  http://migre.me/pu99d

O anunciante da TV faz uso do verbo “trocar” no imperativo. Esse modo é bastante comum quando se pretende influenciar as ações de um indivíduo.


O imperativo é o modo verbal pelo qual se expressa uma ordem, pedido, orientação ou conselho.


Pode-se direcionar o discurso, no caso do imperativo singular, à segunda ou à terceira pessoas. Assinale a alternativa que contém a adequada flexão do verbo “trocar” para a segunda pessoa do singular (imperativo afirmativo e imperativo negativo).

Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUNCAB Órgão: FUNASG - RJ Prova: FUNCAB - 2015 - FUNASG - Psicólogo |
Q530232 Português
133. “Não pensar mais em si” 

         Seria necessário refletir sobre isso seriamente: por que saltamos à água para socorrer alguém que está se afogando, embora não tenhamos por ele qualquer simpatia particular? Por compaixão: só pensamos no próximo — responde o irrefletido. Por que sentimos a dor e o mal-estar daquele que cospe sangue, embora na realidade não lhe queiramos bem? Por compaixão: nesse momento não pensamos mais em nós — responde o mesmo irrefletido. A verdade é que na compaixão — quero dizer, no que costumamos chamar erradamente compaixão — não pensamos certamente em nós de modo consciente, mas inconscientemente pensamos e pensamos muito, da mesma maneira que, quando escorregamos, executamos inconscientemente os movimentos contrário s que restabelecem o equilíbrio, pondo nisso todo o nosso bom senso. O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa impotência, talvez nossa covardia, se não o socorrêssemos. Ou então traz consigo mesmo uma diminuição de nossa honra perante os outros ou diante de nós mesmos. Ou ainda vemos nos acidentes e no sofrimento dos outros um aviso do perigo que também nos espia; mesmo que fosse como simples indício da incerteza e da fragilidade humanas que pode produzir em nós um efeito penoso. Rechaçamos esse tipo de miséria e de ofensa e respondemos com um ato de compaixão que pode encerrar uma sutil defesa ou até uma vingança. Podemos imaginar que no fundo é em nós que pensam os, considerando a decisão que tomamos em todos os casos em que podemos evitar o espetáculo daqueles que sofrem, gemem e estão na miséria: decidimos não deixar de evitar, sempre que podemos vir a desempenhar o papel de homens fortes e salvadores, certos da aprovação, sempre que queremos experimentar o inverso de nossa felicidade ou mesmo quando esperamos nos divertir com nosso aborrecimento. Fazemos confusão ao cham ar compaixão ao sofrimento que nos causa um tal espetáculo e que pode ser de natureza muito variada, pois em todos os casos é um sofrimento de que está isento aquele que sofre diante de nós: diz-nos respeito a nós tal como o dele diz respeito a ele. Ora, só nos libertamos desse sofrimento pessoal quando nos entregamos a atos de compaixão. [...] 
NIETZSCHE, Friedrich. Aurora. Trad. Antonio Carlos Braga. São Paulo; 2007, p 104-105
Analise as afirmativas a seguir sobre o fragmento: “O acidente do outro nos toca e faria sentir nossa importância


I. NOS e NOSSA são pronomes adjetivos.

II. Os verbos tocar e fazer estão flexionados no presente do indicativo e no futuro do pretérito,respectivamente

III. A palavra OUTRO , no contexto, é um substantivo


Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s):

Alternativas
Q528921 Português
                             O JORNAL E  SUAS   METAMORFOSES


      Um senhor pega um bonde após comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço.
      Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas.
      Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. A seguir, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de celga*, que é para que servem os jornais após essas excitantes metamorfoses.


                                                                                      CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas.
                                                                                                    Rio de  Janeiro.Ed.Civilização Brasileira, 1977.



Celga*: uma hortaliça, também chamada de acelga.
O tempo verbal do modo indicativo predominante no texto é, com a devida justificativa, o:
Alternativas
Q526114 Português

                                            AMOR MENINO


      Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo às colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê que não via; e faz-lhe crescer as asas com que voa e foge. A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar a menos.


                    Pe. ANTÔNIO VIEIRA. Sermões. São Paulo, Ed. das Américas, 1957.v.5.p.159-60

AMOR DE LONGO ALCANCE


Durante anos, separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados do tempo.

Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando, enfim, numa praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.

Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.


COLASSANTI, Marina. Contos de amor rasgados. São Paulo,Círculo do Livro, 1986.p.16.)


Sobre os tempos verbais de ambos os textos, verifica-se que:

Alternativas
Q522979 Português
Na oração “Escolha a vida.”, o verbo está conjugado no tempo
Alternativas
Q522902 Português

Texto para responder a questão.



Disponível em: < https://cartum.wordpress.com/>. Acesso em: 16 jan. 2015, com adaptações.
Com relação a classe e emprego de palavras no texto, assinale a alternativa que indica a conjugação verbal de “desistiu” (segundo quadrinho).
Alternativas
Q519860 Português
Na frase O problema é que o hábito não passa de um mito. (l. 06), caso os verbos é e passa fossem passados para o futuro do pretérito do indicativo, assumiriam, respectivamente, as formas
Alternativas
Q518275 Português

Leia a tirinha.


Imagem associada para resolução da questão

(Quino. Mafalda vai embora. São Paulo: Martins Fontes. Adaptado)


Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma culta da língua.

Alternativas
Q517988 Português
TEXTO 4 - Pesquisa realizada pela PROTESTE Associação de Consumidores e divulgada dia 23 de agosto, revela que a população confia nos genéricos e chega a pedir para os médicos prescrevê-los.

Mas parte da classe médica ainda tem dúvidas sobre esses remédios por conta do processo de avaliação da qualidade e falsificação. Para 45% dos médicos que participaram da pesquisa o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos exigente do que o que ocorre com os medicamentos de marca. E 44% deles acreditam que esses remédios sofrem mais falsificações. Ainda assim, 92% deles afirmaram ter recomendado o medicamento no último ano para reduzir o custo de tratamento ou a pedido do paciente.

Uma boa parte dessa parcela de profissionais da saúde não concordou com a ideia de os genéricos serem tão eficazes (30%), nem de terem a mesma segurança (23%) que os remédios de referência. Quase metade (42%) afirmou não ter o hábito de prescrevê-los.

Os farmacêuticos influenciam os consumidores na hora de comprar os genéricos, pois, segundo 88% dos entrevistados, pelo menos uma vez, esses profissionais sugeriram a substituição do remédio prescrito por um genérico. 


“Pesquisa realizada pela PROTESTE Associação de Consumidores e divulgada dia 23 de agosto, revela que a população confia nos genéricos e chega a pedir para os médicos prescrevê-los.

Mas parte da classe médica ainda tem dúvidas sobre esses remédios por conta do processo de avaliação da qualidade e falsificação.

Para 45% dos médicos que participaram da pesquisa o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos exigente do que o que ocorre com os medicamentos de marca. E 44% deles acreditam que esses remédios sofrem mais falsificações”.


A forma verbal que mostra um erro de norma culta é:

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Q514556 Português
Texto I

                                    Também tem de ser verde
                                          (Jennifer ann Thomas)

            A onda sustentável que tomou o planeta nas últimas décadas levantou considerações em torno da fabricação de baterias. A busca pelo aumento da eficiência passou a rivalizar com a batalha por tornar esses dispositivos mais verdes. O caminho seguro é a substituição gradual de fontes sujas de energia, a exemplo do petróleo, pelas renováveis. A energia solar, em especial, foi alavancada ao status de possível solução definitiva para os dois problemas que rondam as baterias: a eficiência e a sustentabilidade. Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentara humanidade por 27 anos. Na prática, o que falta hoje para a adoção ampla da alternativa solar é apenas vontade, da indústria e de consumidores, para implantá-la. A startup alemã Changers achou uma boa forma de incentivo.
            A Changers vende os modelos abastecidos por radiação solar. Seus carregadores, finos e maleáveis, podem ser acoplados a mochilas ou levados dentro de uma bolsa. Após quatro horas carregando no sol, uma dessas baterias absorve energia suficiente para produzir 16 watts-hora, o suficiente para recarregara bateria de um smartphone duas vezes no dia.
            Um aplicativo, normalmente entregue junto com as baterias da Changers, motiva clientes a ser sustentáveis - e, no processo, mostra as vantagens de adotar essa postura (mesmo que para isso seja preciso pagar um pouco mais caro pelo produto alimentado pelo sol, em comparação com as baterias carregadas com fontes sujas). [...] A fundadora da Changers, Daniela Schiefer, afirma: “Todos adoram falar da necessidade de cuidar da Terra, mas poucos se mexem para isso. Queremos dar um empurrão, dizer ‘vamos começar de algum lugar’ e mostrar quanto é fácil adotar posturas mais conscientes”.

                                                                                                                                                  (Revista Veja, de 15/04/15 - adaptado)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão.

“Se toda a radiação que atinge a Terra em um dia, vinda do sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar a humanidade por 27 anos. ” (1°§)

A partir da análise dos verbos destacados e do sentido que eles introduzem na frase em questão, assinale a opção em que se faz um comentário correto.
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Q512924 Português
                                    O Poder da Comunicação

Nós seres humanos passamos tanto tempo preocupados em alcançar aquilo que não temos, que esquecemo-nos de olhar e  valorizar o que temos.
Somos seres extremamente privilegiados, pois nascemos com a capacidade de comunicação.
Talvez as adversidades da vida, não nos permitiram até o momento perceber o quanto esta   capacidade é importante para a  nossa sobrevivência nesta terra.
O que seria de nós se porventura, não pudéssemos nos comunicar com outros seres humanos? Como expressaríamos  todos os nossos desejos e necessidades? Como exprimiríamos os nosso  pensamentos e ideias? Com certeza não  sobreviveríamos muitos dias.
O que muitos de nós, seres humanos, ainda não entendemos é que essa capacidade além de nos ajudar a sobreviver nesta  terra, tem bastante influência no alcance de nossos objetivos. Mas preste atenção, não basta apenas se comunicar, é  preciso saber se comunicar.
Do que adianta saber falar, se não usamos as palavras certas, no momento certo? Já ouvi várias pessoas repetindo a tal  famosa frase: “Eu só sou responsável pelo que eu falo, não pelo o que você entende".
Não só discordo desta frase como também acredito que a mesma é sempre utilizada como escape. Afinal de contas, é bem  mais fácil para o emissor, colocar a responsabilidade da mensagem no receptor, não é mesmo?
Se quisermos ser, bem sucedidos em tudo o que fazemos é preciso aprender a responsabilizar-nos pelas mensagens por  nós transmitidas. Quando realmente temos interesse em transmitir a mensagem de maneira correta, não só  responsabilizamo-nos por aquilo que falamos, mas também por aquilo que o outro entende. A mensagem só é enviada  corretamente, quando emissor e receptor encontram-se na mesma sintonia. Quando um fala e o outro entende.
Precisamos ter bastante cuidado com a mensagem que estamos transmitindo para a nossa liderança. Quando falamos a  mesma língua que a nossa família, nossos colegas de trabalho, amigos e liderança teremos como resultado o nosso  crescimento e o alcance de nossos objetivos. Mas é preciso jamais esquecer qual é a nossa posição. Todo bom líder almeja  uma equipe motivada, unida e que fale a mesma língua, porém é importante deixar claro que o intuito é alcançar os objetivos  da empresa e não destituir o líder.
Caso não aprendamos a passar a mensagem correta, nossos projetos correm grande risco de  terminarem como a Torre de  Babel. Inacabados.
...
Texto adaptado
                                                                                                                                                           Mônica Bastos
                                                                                                            Disponível em: http://www.rhportal.com.br/
Colocando os verbos destacados no período abaixo no Pretérito Perfeito do Indicativo temos:
“Nós seres humanos passamos tanto tempo preocupados em alcançar aquilo que não temos, que esquecemo-nos de olhar e valorizar o que temos.”
Alternativas
Respostas
3121: D
3122: A
3123: C
3124: C
3125: E
3126: B
3127: B
3128: B
3129: D
3130: D
3131: B
3132: C
3133: E
3134: B
3135: E
3136: E
3137: E
3138: B
3139: A
3140: A