Questões de Concurso
Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português
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As provas do Enem 2015 (Exame Nacional do Ensino Médio) foram marcadas por jovens que foram aos locais de prova se divertir com os candidatos atrasados, pela polêmica sobre questões que tratavam da luta pelos direitos das mulheres e por provas exigentes para os quase 6 milhões de candidatos que fizeram o exame.
Com uma ponta de sadismo, jovens foram para frente dos locais de prova em Curitiba, Belo Horizonte e no Rio com cervejas e energético nas mãos apenas para ver o desespero dos candidatos que se atrasaram para o Enem. "Vim ver o show de horrores, a desgraça alheia, antes de ir para uma festa de cerveja", disse sorrindo Natália Cristina Borges, 30, na porta da PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais).
Os portões foram fechados às 13h (horário de Brasília) e poucos minutos depois a hashtag #ShowDosAtrasados já era usada em redes sociais para fazer gozação com quem perdeu a prova. Apesar de toda a torcida contra, o percentual de participantes que perderam a prova este ano foi o menor desde 2009, segundo o MEC (Ministério da Educação). O índice de abstenção foi de 25,5%. E apenas 743 candidatos foram eliminados nos dois dias de prova, seja por estarem com objetos proibidos pelo edital, como celular, boné e lápis, seja por deixarem a sala antes do período mínimo de duas horas.
Os alunos que estavam inscritos no exame em Rio do Sul (SC) e Taió (SC) tiveram a prova cancelada. As cidades foram alagadas devido às fortes chuvas que atingiram o Estado de Santa Catarina no final da semana passada. No Pará, os candidatos que faziam a prova em uma escola de Marituba tiveram o exame suspenso por falta de energia elétrica. Todos eles terão a chance de fazer as provas nos dias 1° e 2 de dezembro, mesmo período em que participam do exame os detentos.
No primeiro dia de provas, uma questão sobre um excerto da escritora feminista Simone de Beauvoir pedia que o candidato soubesse qual era a marca desse movimento social da década de 1960. A cobrança causou fervor nas redes sociais, com postagens de apoio e de crítica. A rixa que já estava posta no sábado aumentou no domingo após a divulgação do tema da redação do Enem: "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira". A escolha foi comemorada por grupos feministas: "A realidade é muito dura, pois neste momento em que milhares de pessoas estão refletindo sobre o tema para fazer a redação, muitas mulheres estão sendo violentadas, agredidas, estupradas", postou um grupo.
No domingo à noite, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas ao tema da redação e a uma suposta "doutrinação" nas questões da prova. "O debate pedagógico e político é próprio desse tipo de exame", disse. "Quem sabe se conseguirmos discutir com transparência essa questão possamos reduzir a violência contra as mulheres."
E além de todas essas polêmicas, os milhões de participantes do Enem enfrentaram provas difíceis, que exigiram dos alunos conteúdo e rapidez na resolução das provas, na avaliação de professores.
No primeiro dia, o aluno precisava ler e interpretar bem, saber os conteúdos e estar antenado em assuntos recentes, como Estado Islâmico, selfies e a economia da China.
"Foi uma prova bem elaborada, com temas amplos, diversidade de tema, exigiu não só leitura de texto, o aluno tinha que saber o conteúdo para interpretar, ler gráficos e tabelas", explicou Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. Cobrou-se do aluno que ele soubesse autores em filosofia e conceitos em biologia e física para que respondesse às questões.
Já no domingo, os professores consideraram os textos da prova de linguagens longos demais e as questões de matemática trabalhosas, o que reduzia o tempo do candidato para fazer a prova. "Tanto os professores de português quanto os de matemática disseram que o tempo foi insuficiente para responder todas as questões. É preciso rever isso para o ano que vem", disse Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo.
O gabarito oficial do Enem será divulgado pelo MEC na próxima quarta-feira (28). O ministro prometeu para a primeira semana de janeiro de 2016 a divulgação das notas do exame.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br/noticias/
Assinale a alternativa CORRETA, observando os itens destacados em cada trecho do texto de referência:
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser uma questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava que não se deve proibir alguma coisa a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei, lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
Russel, Bertrand. Ensaios céticos in: Platão e Fiorin: Para entender o texto. Vocabulário: Vitupério: insulto, ofensa. Eliseu: profeta bíblico Assinale a alternativa correta.
- Meus amigos, hoje começa uma nova fase na vida do nosso clube. Até agora, cada um jogava o futebol que sabia. Eu ensinava alguma coisa, é verdade, mas a gente se guiava mesmo era pelo instinto. Isso acabou. Graças a um dos nossos diretores, que é um cara avançado e sabe das coisas, nós vamos jogar de maneira completamente diferente. Nós vamos jogar de maneira científica.
Abriu uma pasta e de lá tirou uma série de tabelas e gráficos feitos em computador.
- Sabem o que é isso? É o modelo matemático para o nosso jogo. Foi feito com base em todas as partidas que jogamos contra o nosso adversário, desde 1923. Está tudo aqui, cientificamente analisado. E está aqui também a previsão para a nossa partida. Eles provaram estatisticamente que o adversário vai marcar um gol aos 12 minutos do primeiro tempo. Nós vamos empatar aos 24 minutos do segundo tempo e vamos marcar o gol da vitória aos 43 minutos. Portanto, não percam a calma. Esperem pelo segundo tempo. É aí que vamos ganhar.
Os jogadores se olharam, perplexos. Mas ciência é ciência; tudo o que eles tinham a fazer era jogar de acordo com o modelo matemático.
Veio o grande dia. Estádio lotado, começou a partida, e, tal como previsto, o adversário fez um gol aos 12 minutos. E aí sucedeu o inesperado.
Um jogador chamado Fuinha, um rapaz magrinho, novo no time, pegou a bola, invadiu a área, chutou forte e empatou. Cinco minutos depois, fez mais um gol.
E outro. E outro. O jogo terminou com o marcador de 7 a 1, um escore nunca registrado na história dos dois times.
Todos se cumprimentavam, felizes. Só o técnico não estava muito satisfeito:
- Gostei muito de sua atuação, Fuinha, mas você não me obedeceu. Por que não seguiu o modelo matemático?
O rapaz fez uma cara triste:
- Ah, seu Osvaldo, eu nunca fui muito bom nessa tal de matemática. Aliás, foi por isso que o meu pai me tirou do colégio e me mandou jogar futebol. Se eu soubesse fazer contas, não estaria aqui, jogando para o senhor. O técnico suspirou. Acabara de concluir: uma coisa é o modelo matemático. Outra coisa é a vida propriamente dita, nela incluída o futebol.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff29039905.htm. Acesso em 21 dez. 2015
Os verbos destacados estão flexionados no pretérito perfeito do indicativo, EXCETO em:
Todo mês, nossa equipe encara o desafio de identificar e esmiuçar os assuntos mais relevantes para a gestão da sua carreira e do seu dinheiro. Recorremos a fontes diversas – entre elas, você mesmo, leitor. A cada edição recebemos mais de 500 cartas e e-mails comentando nossas reportagens e sugerindo temas que podem render tantas outras. Sua voz chega também por meio dos blogs ou em nosso site (vai lá: vocesa.com.br), especialmente daquele que leva a assinatura de Regina Yoon, do atendimento ao leitor da revista. E, é claro, seu feedback vem por meio das vendas. Em maio, aliás, alcançamos a marca dos 100.200 exemplares em bancas e no varejo, nosso melhor desempenho em avulsas nos últimos sete anos. Um baita reconhecimento de sua parte!
De tudo o que temos “ouvido” de você ultimamente, entendemos que sua prioridade é traçar uma trajetória de carreira consistente, ganhando cada vez mais conhecimento, visibilidade e reconhecimento (financeiro inclusive) pelos seus esforços e resultados. Nesta edição, destaco duas reportagens que atendem a esse objetivo: os especiais As melhores cidades para fazer carreira e Mapa do sucesso. O primeiro, publicado há sete anos, mostra 100 cidades de Norte a Sul do país onde estão as oportunidades para quem quiser sair da zona de conforto. Sim, nunca houve tanto movimento fora do eixo Rio-São Paulo. O segundo especial, que publicamos pela primeira vez este ano, é um levantamento exclusivo com as 50 carreiras mais quentes atualmente. Depois de ouvir consultores, head-hunters, diretores de RH e executivos de grandes empresas, a repórter Fernanda Bottoni identificou os setores e os cargos com maior possibilidade de crescimento e remuneração mais agressiva para gerentes e diretores. Junte essas informações ao ranking de cidades e você ganha perspectiva para planejar sua trajetória profissional a curto e médio prazos.
Investir na carreira como um meio para a realização pessoal é algo que perseguimos também aqui na redação. No mês passado, após um ano estudando na Universidade de Columbia, em Nova York, recebemos de volta o jornalista José Eduardo Costa. Ele chega com novas referências, pronto para assumir mais responsabilidades: é o novo redator-chefe. Profissional competente, daqueles que se encaixam na melhor definição de talento, Zé vai estar ao meu lado ajustando o rumo para uma equipe comprometida com o propósito de prestar o melhor serviço para você. Estamos aqui para ouvir mais.
Escreva pra gente: redaçã[email protected].
Juliana de Mari, diretora de redação Você AS edição 121 julho 2008.
No trecho “Escreva pra gente: [email protected]”,
o verbo destacado encontra-se no:

Transpondo esse período para o tempo pretérito perfeito do modo indicativo tem-se:
Para responder a questão, leia o texto abaixo.

I. A forma pertence ao modo imperativo. II. A flexão verbal, em “amamente”, faz com que a forma concorde com a terceira pessoa do singular. III. O modo em que a forma verbal aparece é muito comum nos anúncios publicitários.
Está correto o que se afirma em:
Capacitação ambiental
A capacitação ambiental das organizações portuárias, que constitui um dos principais instrumentos da sua gestão ambiental, inicia-se pela criação de um núcleo ambiental na estrutura da instituição, composto por profissionais de diversos campos, como química, biologia, oceanografia, arquitetura e urbanismo, entre outros, bem como pelos próprios profissionais do porto.
Além disso, a capacitação deve envolver o incremento do conhecimento teórico e prático das matérias ambientais e a formação de uma base adequada de dados técnicos para se realizar uma boa gestão ambiental.
A capacitação deve ser complementada com o treinamento dos agentes portuários para as condições e situações de gestão ambiental, especialmente para as emergências.
Os planos de emergência requerem simulações que devem ser periódicas e aprimoradas constantemente, tanto pela agregação de tecnologia, como de métodos de atuação.
(…)
http://www.antaq.gov.br
O segredo das amizades que duram
Ana Carolina Prado
O que faz com que as pessoas virem amigas? E por que algumas amizades duram e outras não? Um artigo do site Psychology Today reuniu alguns estudos que trazem bons esclarecimentos sobre o tema. Os pontos principais, bem práticos, estão listados a seguir:
Condições para começar uma amizade
Além de alguns fatores básicos, como ter contato com a pessoa com alguma regularidade (afinal, assim temos mais chance de conhecê-la melhor e aprofundar nossos laços) e ter coisas em comum, dois aspectos são fundamentais para que se passe do posto de conhecido para o de amigo:
1. Disposição de se abrir.
Segundo Beverley Fehr, pesquisadora da Universidade de Winnipeg e autora do livro “Friendship Processes”, o que determina que passemos de meros conhecidos a amigos é a disposição de se abrir e revelar coisas mais pessoais ao outro – e isso precisa vir dos dois lados. “Nos estágios iniciais da amizade, isso tende a ser um processo gradual. Uma pessoa aceita o risco de revelar uma informação pessoal e ‘testa’ se a outra faz o mesmo”, diz ela. Aqui, a reciprocidade é essencial para a coisa funcionar, porque leva a outra condição importante:
2. Intimidade.
De acordo com a pesquisa de Fehr, pessoas com boas amizades envolvendo o mesmo sexo têm uma boa compreensão do que envolve a intimidade: elas sabem se abrir e expressar suas emoções, sabem o que dizer quando o amigo lhes conta algo e respeitam os limites – entendem, por exemplo, que sinceridade não significa falar tudo o que lhes vêm à cabeça, especialmente no que se refere a opiniões sobre a vida e os gostos do outro. Até porque outras condições apontadas foram aceitação, lealdade e confiança. Essas qualidades foram consideradas mais importantes do que ajudas práticas, como emprestar dinheiro.
Por que algumas amizades duram e outras não?
Ok, entendemos o que dá aquele pontapé inicial às amizades. Mas há outro fator, descoberto pelas psicólogas sociais Carolyn Weisz e Lisa F. Wood, da Universidade de Puget Sound, em Tacoma, Washington, que é fundamental para fazer com que as nossas relações durem: o apoio à nossa identidade social. Em outras palavras, procuramos amigos que entendam e validem a ideia que temos sobre nós mesmos e sobre o nosso papel na sociedade ou grupo de que fazemos parte – o que pode estar associado à religião, etnia, profissão ou mesmo participação em algum clube.
Para chegar a essa conclusão, elas acompanharam um grupo de estudantes universitários por anos durante toda a sua graduação, sempre pedindo a eles que descrevessem níveis de proximidade, contato, apoio geral e apoio à identidade social que sentiam em relação a amigos do mesmo sexo. A conclusão foi que todos esses fatores ajudaram a predizer se a amizade seria mantida ou não. Mas um único fator pôde predizer quem seria elevado à posição de melhor amigo: a pessoa, nesses casos, era parte de um mesmo grupo (fraternidade, time etc.) ou pelo menos apoiava e reafirmava o papel do amigo dentro desse grupo. Um cristão podia ter como melhor amigo alguém que não tivesse religião, desde que esse amigo apoiasse sua identidade como cristão. E, como temos vários papéis na vida, é mais provável que nosso melhor amigo esteja ligado ao papel que é mais importante para nós, que melhor representa a nossa identidade.
Por que escolhemos assim os amigos? Segundo o estudo, além de isso estar relacionado a níveis maiores de intimidade e compreensão, também envolve o aumento da autoestima. Esse senso de identidade que influencia até o comportamento de viciados em drogas. Outro estudo de Weisz concluiu que as pessoas eram mais propensas a se livrar de seus vícios depois de três meses quando sentiam que seus papéis sociais e senso de identidade entravam em conflito com o uso de drogas.
“Nossas identidades sociais são tão importantes para nós que estamos dispostos a ficar com as pessoas que apoiam a nossa identidade social e nos afastar daqueles que não fazem isso. Podemos até mudar de amigos, quando os antigos não apoiam nossa visão atual de nós mesmos”, diz o artigo do Psychology Today. “A sabedoria popular diz que escolhemos os amigos por causa de quem eles são. Mas acontece que nós realmente os amamos por causa da maneira como eles apoiam quem nós somos.”
Como manter a amizade
De acordo com Debra Oswald, psicóloga da Universidade de Marquette (em Wisconsin, EUA), que estudou o relacionamento entre voluntários que estavam no ensino médio e seus melhores amigos, há quatro comportamentos básicos necessários para manter o vínculo – que valem para todo mundo, não importa se você tem 15 ou 70 anos.
Os dois primeiros são pontos que exploramos bastante até agora: tomar a iniciativa de se abrir e apoiar nossos amigos. O terceiro ponto é a interação. Não importa se o amigo é seu vizinho ou mora em outro continente: você precisa estar em contato com ele, seja escrevendo, conversando ao telefone, visitando. Felizmente, com a internet, a proximidade física tem pouco efeito sobre nossa capacidade de manter uma amizade.
Por fim, é importante ser positivo. Precisamos nos abrir com nossos amigos, mas isso não significa que está tudo bem ficar choramingando por horas e só ver o lado negativo de tudo. É claro que faz parte de ser amigo segurar a onda durante os perrengues da vida, mas, no final das contas, a intimidade que faz com que uma amizade prospere deve ser algo agradável e que faça bem para os dois lados.
Disponível em:<http://super.abril.com.br/blogs/como-pessoas-funcionam/o-segredo-das-amizades-que-duram/>
Leia o texto, para responder à questão.
Filmes em celuloide, discos de vinil – que época de ouro,
que saudade! Tudo bem sujo, bem riscado, fazendo um barulho
infernal.
Quanto menos desse para enxergar, quanto pior o som, mais gostoso. Mundo bom era o mundo pré-digital. De tecnologias “quentes”, sem a frieza dos zeros e uns, do código binário que hoje controla nossas vidas.
Esquecendo um pouco as artes, havia também a vida antes dos antibióticos, essas substâncias agressivas que causam tanto dano.
Aquela sim era uma era maravilhosa. Morria-se de doenças incuráveis, e, graças a isso, a evolução cumpria seu curso natural. E as vacinas, então? Só vieram para prejudicar – dizem até que provocam autismo.
Ressonância magnética? Um método do mal. Perturba as propriedades físicas do núcleo atômico, e a natureza é algo sagrado, em que nunca se deve intervir.
Cirurgias cada vez menos invasivas, conhecimentos de genética que se aprofundam... Que tempos terríveis esses em que vivemos.
Sempre é bom avisar: os parágrafos acima __________ .
Esse passadismo idealizado é conversa para hipster* dormir.
(Álvaro Pereira Júnior, Folha de S.Paulo, 18.07.2015)
*Hipster (ingl.): designação de pessoa ou grupo de pessoas que adota estilo próprio, inventando modas e tendências alternativas.
A questão refere-se ao texto abaixo.


Adaptado de: BENSIMON, Carol. Saber o que Comprar.
Zero Hora, 19 de abril de 2015.
ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
Uma importante fonte potencial de abastecimento são as águas subterrâneas, aquelas que ocupam os espaços existentes entre as rochas do subsolo e se movem pelo efeito da força da gravidade. Seu volume é calculado em cerca de 100 vezes mais do que o das águas doces superficiais (rios, lagos, pântanos, água atmosférica e umidade do solo). No território brasileiro, as reservas de águas subterrâneas em aquíferos são estimadas em 112 trilhões de metros cúbicos, e o mais importante deles é o Aquífero Guarani.
Trata-se da principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e ocupa 1,19 milhão de quilômetros quadrados. Esse aquífero se estende pelo subsolo de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e por partes do território do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Uma camada de rocha basáltica retém as águas e as protege de contaminação.Pelos atuais estudos, o Aquífero Guarani tem armazenados 45 trilhões de metros cúbicos de água, dos quais 160 bilhões são extraídos por ano para diversos fins. No momento, ainda é pouco usado para esse fim, embora haja poços artesianos que captem suas águas. Em pontos nos quais chega mais perto da superfície, já está sofrendo ameaças de contaminação.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_345578.shtml. Acesso em 20/11/2015.
Considere o seguinte trecho:
“Em pontos nos quais chega mais perto da superfície, já está sofrendo ameaças de contaminação”.
Se o trecho fosse transposto para o pretérito imperfeito do indicativo, a construção ficaria:
Texto I
Não canse quem te quer bem
(Martha Medeiros)
Foi durante o programa Saia Justa que a atriz Camila Morgado, discutindo sobre a chatice dos outros (e a nossa própria), lançou a frase: “Não canse quem te quer bem”. Diz ela que ouviu isso em algum lugar, mas enquanto não consegue lembrar a fonte, dou a ela a posse provisória desse achado.
Não canse quem te quer bem. Ah, se conseguíssemos manter sob controle nosso ímpeto de apoquentar. Mas não. Uns mais, outros menos, todos passam do limite na arte de encher os tubos. Ou contando uma história que não acaba nunca, ou pior: contando uma história que não acaba nunca cujos protagonistas ninguém jamais ouviu falar. Deveria ser crime inafiançável ficar contando longos casos sobre gente que não conhecemos e por quem não temos o menor interesse. Se for história de doença, então, cadeira elétrica.
Não canse quem te quer bem. Evite repetir sempre a mesma queixa. Desabafar com amigos, ok. Pedir conselho, ok também, é uma demonstração de carinho e confiança. Agora, ficar anos alugando os ouvidos alheios com as mesmas reclamações, dá licença. Troque o disco. Seus amigos gostam tanto de você, merecem saber que você é capaz de diversificar suas lamúrias.
Não canse quem te quer bem. Garçons foram treinados para te querer bem. Então não peça para trocar todos os ingredientes do risoto que você solicitou - escolha uma pizza e fim.
Seu namorado te quer muito bem. Não o obrigue a esperar pelos 20 vestidos que você vai experimentar antes de sair - pense antes no que vai usar. E discutir a relação, só uma vez por ano, se não houver outra saída.
Sua namorada também te quer muito bem. Não a amole pedindo para ela explicar de onde conhece aquele rapaz que cumprimentou na saída do cinema. Ciúme toda hora, por qualquer bobagem, é esgotante.
Não canse quem te quer bem. Não peça dinheiro emprestado pra quem vai ficar constrangido em negar. Não exija uma dedicatória especial só porque você é parente do autor do livro. E não exagere ao mostrar fotografias. Se o local que você visitou é realmente incrível, mostre três, quatro no máximo. Na verdade, fotografia a gente só mostra pra mãe e para aqueles que também aparecem na foto.
Não canse quem te quer bem. Não faça seus filhos demonstrarem dotes artísticos (cantar, dançar, tocar violão) na frente das visitas. Por amor a eles e pelas visitas.
Implicâncias quase sempre são demonstrações de afeto. Você não implica com quem te esnoba, apenas com quem possui laços fraternos. Se um amigo é barrigudo, será sobre a barriga dele que faremos piada. Se temos uma amiga que sempre chega atrasada, o atraso dela será brindado com sarcasmo. Se nosso filho é cabeludo, “quando é que tu vai cortar esse cabelo, garoto?” será a pergunta que faremos de segunda a domingo. Implicar é uma maneira de confirmar a intimidade. Mas os íntimos poderiam se elogiar, pra variar.
Não canse quem te quer bem. Se não consegue resistir a dar uma chateada, seja mala com pessoas que não te conhecem. Só esses poderão se afastar, cortar o assunto, te dar um chega pra lá. Quem te quer bem vai te ouvir até o fim e ainda vai fazer de conta que está se divertindo. Coitado. Prive-o desse infortúnio. Ele não tem culpa de gostar de você.”
Em:
“Alcançará a vitória com dedicação e empenho”.
Indique o tempo e o modo da forma verbal destacada.
Já tive muitas capas e infinitos guarda-chuvas, mas acabei me cansando de tê-los e perdê-los; há anos vivo sem nenhum desses abrigos, e também, como toda gente, sem chapéu. Tenho apanhado muita chuva, dado muita corrida, me plantado debaixo de muita marquise, mas resistido.
Ontem, porém, choveu demais, e eu precisava ir a três pontos diferentes do bairro. Pedi ao moço de recados, quando veio apanhar a crônica para o jornal, que me comprasse um chapéu-de-chuva que não fosse vagabundo demais, mas também não muito caro. Ele me comprou um de pouco mais de trezentos cruzeiros.
Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele; meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso de saber qual a origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto de minha infância existe mais em sua forma primitiva.
O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas.
Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que o homem já inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e algo de fúnebre, essa pequena barraca ambulante.
Já na minha infância era um objeto de ares antiquados, que parecia vindo de épocas remotas, e uma de suas características era ser muito usado em enterros. Por outro lado, esse grande acompanhador de defuntos sempre teve, apesar de seu feitio grave, o costume leviano de se perder, de sumir, de mudar de dono. Ele na verdade só é fiel a seus amigos cem por cento, que com ele saem todo dia, faça chuva ou sol, apesar dos motejos alheios; a estes, respeita. O freguês vulgar e ocasional, este o irrita, e ele se aproveita da primeira distração para sumir.
(Adaptado de: BRAGA, Rubem. Coisas antigas. In: 200 Crônicas escolhidas. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998, p.217-9)
Pensando bem, ele talvez derive do fato...
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o verbo grifado acima está em
Segundo ele, a polêmica é "misteriosamente" levantada em meio à negociação para a implementação do Internet.org – projeto da rede social que leva serviços da rede gratuitamente a populações carentes – no Brasil, serviço que é oferecido pelas teles.
A educação para a ética: sem a desculpa do "não fui só eu"
De Guilherme Perez Cabral
Precisamos parar para pensar no valor de nossas ações. Distinguir melhor o que é certo do que é errado. E nos esforçar para conseguir agir de acordo com esse entendimento. Falo de ética.
São precárias as possibilidades do nosso tempo, já disse o advogado e poeta Paulo de Tarso. E, no cenário profundamente antiético, um disparate tem chamado à atenção. Para aquele momento em que, descoberto em roubalheiras, não dá mais para negar o óbvio, o submundo da política nacional tem utilizado uma péssima desculpa. Para abrandar a pena, quem sabe, se livrar dela, com cara coitado, inocente injustiçado, diz por aí, para quem quiser ouvir: "...mas não fui só eu".
O argumento não é novo. Ouvimos de crianças em formação. Na escola onde estudei, a resposta, por si só, sempre mereceu a censura não raro maior do que a falta praticada. A novidade é o uso oficial, descarado, pela politicagem.
[...]
Roubar e falar, depois, que "não fui só eu" é sem-vergonhice, safadeza mesmo. Mais um sintoma muito sério do estado terminal ético que estamos vivendo.
[...]
A pobreza ética atual, contudo, não significa que estamos incapacitados para uma experiência melhor. Não é um dado antropológico do brasileiro, feito uma segunda natureza irreversível.
O que nos faltam são boas lições de ética, o debate e aprendizado profundo sobre o que isso quer dizer. Se o mundo adulto está quase perdido, foquemos – os que não se perderam ainda – na geração que vem. A formação ética, aliás, constitui elemento central da educação básica, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais. A ética não é um catálogo abstrato de bons comportamentos, aprendido numa aula de "educação moral e cívica" e, na prática, ignorado sistematicamente. Não se trata, também, de um conjunto de regras que cumprimos, sem saber muito bem o porquê, só porque Deus, o pai, o professor ou o líder espiritual ou político mandou. Ética tem a ver com deveres que cumprimos porque, para nós, isso é o certo, é o justo, ainda que o mundo insista em descumpri-los. São deveres que fazem parte de nós.
Isso é a autonomia, que define a vida democrática: a autodeterminação por normas que nos demos, que aprendemos, criticamos, melhoramos e concordamos. Por isso, seguimos, independentemente de que (e quem) estejam nos olhando. É a consciência do andar "direito", livre e responsável. Nos alerta, permanentemente, que a falta de respeito, a corrupção alheia não justifica que andemos errado também.
Texto adaptado. Disponível em: www.educacao.uol.com.br
Sobre o uso das formas verbais, no texto, analise o item a seguir:
Na frase: “Precisamos parar para pensar no valor de nossas ações”, o verbo
destacado encontra-se no presente do indicativo e não apresenta sujeito.