Questões de Concurso Sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

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Q1632385 Português

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os verbos às suas ações temporais.


Coluna 1

1. Fato atual.

2. Fato passado concluído.

3. Fato passado anterior a outro também passado.

4. Fato a ser realizado.

5. Fato futuro situado no passado.


Coluna 2

( ) exige mudanças no conjunto normativo... (l. 18-19).

( ) é importante ter em mente que jamais acabaremos... (l. 51).

( ) Nenhum Estado do mundo, por mais aperfeiçoado que seja, conseguira suprir integral e plenamente... (l. 39-40).

( ) o amparo comunitário e a rede de atendimento público deixaram lacunas. (l. 30-31).


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: UFMT Órgão: UFMT Prova: UFMT - 2017 - UFMT - Assistente em Administração |
Q1628388 Português

Tragédia anunciada


A ninguém terá espantado, decerto, a alta da violência no Rio de Janeiro neste 2017. A resignação com que se encara o fato dá medida do descalabro no Estado. Foram registradas, segundo o Instituto Fluminense de Segurança Pública, 3.457 mortes violentas de janeiro a junho, 15% acima do verificado no período correspondente de 2016. Trata-se do pior primeiro semestre desde 2009 (3.893).

Os danos à população fluminense não se limitam à segurança pública. A expansão irresponsável dos gastos públicos – amparada em uma alta efêmera das receitas do petróleo – levou o Rio a uma calamitosa situação financeira que comprometeu outros serviços básicos, como saúde e educação. Com o colapso das forças policiais, privadas de recursos de custeio e com salários em atraso, interromperam-se os bons resultados obtidos pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) na redução dos homicídios ao longo de quase uma década.

Restou ao governo federal, diante desse quadro, autorizar o envio das Forças Armadas ao Estado; comenta-se que a operação possa ser estendida até o final de 2018. Embora de fato necessária neste momento, a medida não passa de um paliativo; basta a saída dos militares para que os criminosos voltem a atacar. A longo prazo, a eficácia de qualquer política mais efetiva de segurança pública dependerá de um ambiente de maior normalidade orçamentária.

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/shtml. Adaptado. Acesso em: 05/08/2017.)

Em relação aos recursos linguísticos empregados no texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O termo decerto, em A ninguém terá espantado, decerto, a alta da violência no Rio de Janeiro neste 2017, é um advérbio que expressa o sentido de afirmação.

( ) O termo alta, em a alta da violência no Rio de Janeiro neste 2017, apresenta o mesmo sentido de O médico lhe deu alta ontem.

( ) Em Foram registradas, segundo o Instituto Fluminense de Segurança Pública, 3.457 mortes violentas de janeiro a junho a concordância de gênero feminino se dá porque o núcleo do sujeito é mortes.

( ) Em comenta-se que a operação possa ser estendida até o final de 2018, o verbo poder encontra-se no presente do subjuntivo.

( ) Terá, dependerá e dá são exemplos de verbos no futuro do presente do indicativo.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1388829 Português

A ERA DAS LIVES


    Mais conhecidas como lives, as transmissões ao vivo pela internet, que chegaram ao YouTube nos idos anos de 2008, ganharam mais visibilidade do público em geral nos últimos anos. Na sua chegada, o propósito era colocar na internet atrações que antes apenas víamos pela TV. Quase dez anos depois, o cenário é bem diferente.

     Esse também foi um espaço ocupado por outro protagonista da mídia tradicional: as marcas. As lives se tornaram uma maneira rápida de falar e ouvir feedback do consumidor – com lançamentos e eventos transmitidos ao vivo é muito fácil perceber a aprovação (ou ausência) do público. Este canal mais direto também ajuda a fortalecer os laços de relacionamento que as marcas tanto almejam com seus clientes.

    Os primeiros aplicativos de live (como Meer-kat e Periscope) surgiram no início de 2015 e após um breve momento de sucesso, viram sua queda com a inauguração do mesmo recurso no Facebook, em agosto do mesmo ano. Mesmo com toda a abrangência de uma rede gigantesca a funcionalidade demorou a cair nas graças do povo: somente 9 meses depois de lançada, a primeira live na rede de Mark Zucker-berg viralizou com a carismática americana Candace Payne, dividindo o entusiasmo dela com a máscara de Chewbacca que havia comprado para seu filho.

    Após essa demonstração espontânea do poder de alcance da ferramenta, as pessoas passaram a notar que as próprias redes sociais dão mais visibilidade para as lives em detrimento do funcionamento de seus algoritmos – uma transmissão ao vivo chega a mais pessoas seja quando ainda está acontecendo, ou quando é registrada em formato vídeo, também um queridinho das redes sociais.

    Essa visibilidade tem seu lado positivo – vários vídeos de bichinhos fofos ou que provam algum tipo de abuso de autoridade e crime – também tem seu lado bizarro – o youtuber russo que fez uma live direto de um caixão – e sombrio – as irmãs que estavam transmitindo uma viagem de carro e acabaram se envolvendo em um acidente fatal. O que nos leva à reflexão: comunicar-se e encontrar espaços de expressão é cada vez mais importante – mas quais são os limites?

Fonte: http://dialogando.com.br/era-das-lives/?current_page=2; acesso em 06/09/2017 

“... que antes apenas víamos pela TV.” O verbo do trecho destacado está conjugado no:
Alternativas
Q1388103 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em:<http://aprovadonovestibular.com/resumo-figuras-linguagem-exemplos-exercicios.htm> . Acesso em: 18 out. 2017.


Na gravura, alterando-se o sujeito dos verbos do período para “nós” (1ª pessoa do plural), tem-se a seguinte modificação das formas verbais:
Alternativas
Q1382695 Português

Sobre o uso de formas verbais no texto, analise as afirmações que seguem:


I. Na linha 01, a forma verbal sentirão está flexionada no futuro do pretérito, expressando ideia de ação a ser realizada em um futuro próximo.

II. As formas verbais Veja (l. 13), Esqueça (l. 21) e Tenha (l. 33), flexionadas no imperativo afirmativo, enunciando fatos possíveis, hipotéticos.

III. Na linha 27, mudou e faz indicam que a ação verbal está sendo praticada pelo sujeito gramatical; estando, pois, ambos na voz ativa.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1382691 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas pontilhadas das linhas 24, 28 e 36, considerando a flexão dos verbos fazer, ter e haver, respectivamente.
Alternativas
Q1379624 Português
Sua memória fica armazenada na mente dos seus melhores amigos

Do mesmo jeito que você parou de decorar o telefone dos outros por causa do seu celular, seu cérebro deleta informações porque sabe que pode dar um “Google” na memória dos seus amigos.

    Como se mede uma amizade? Você pode pensar nos seus melhores amigos como aqueles que estão há mais tempo com você, aqueles que vê com mais frequência ou com quem divide mais segredos. Mas pesquisadores americanos concluíram que a melhor forma de prever a qualidade da relação entre amigos é a interdependência de memória.
    Para simplificar, pense no seu celular. Se você nasceu antes dos aparelhos se tornarem populares, é bem capaz de ter decorado números importantes de telefone. Depois que surgiram os contatos na telinha, essas lembranças praticamente sumiram.
     Isso é porque o cérebro otimiza a sua memória: se existe uma fonte confiável de informação, ele não vai gastar energia armazenando tudo. O que ele aprende é o melhor atalho para conseguir aqueles dados.
     Só que isso não acontece só com seu celular – acontece com os amigos também. Sabe aquela história engraçada sobre vocês que seu melhor amigo conta de um jeito muito mais completo? Seu cérebro se dá o direito de esquecer os detalhes extras, porque sabe que pode contar com alguém para lembrá-los caso seja necessário.
    Em uma pesquisa recente, psicólogos entrevistaram jovens sobre os seus melhores amigos e a forma como eles trocavam memórias e conhecimento. Isso fazia mais diferença na intimidade entre eles do que a quantidade de tempo que passou desde que se conheceram.
     Um detalhe interessante é que esse fenômeno foi percebido antes em casais de velhinhos. A memória deles se tornava naturalmente defeituosa com a idade, mas quando estavam juntos, a habilidade de recordar fatos autobiográficos aumentava muito – por causa desse sistema de recordações interdependentes. Como um quebra-cabeça, cada um adicionava um pedacinho.
    Os pesquisadores acreditam que é por isso que, com frequência, se um idoso tem Alzheimer ou morre, a memória do seu cônjuge também sofre um baque grande: é como se parte da “fonte das memórias” secasse.
     Por último, os pesquisadores também descobriram que a memória conectada varia de acordo com o gênero. Quando duas pessoas do mesmo gênero são amigas, elas tendem a lembrar de assuntos parecidos – assim, uma reforça a memória da outra. Já entre gêneros opostos, as pessoas tendem a lembrar de fatos de diferentes áreas. Daí, o conhecimento de um é complementar ao do outro.
     Com isso tudo, a hipótese dos especialistas é que você provavelmente deixe de aprender algumas coisas nas quais seus amigos já são bons. Se um deles sabe muito sobre vinho, é possível que você aprofunde seus conhecimentos sobre cerveja – e ligue para ele quando precisar de uma indicação de uva. No fundo, para ser especialista em tudo, basta ser próximo de pessoas que manjem daquilo que você não sabe.

(LEONARDI, Ana Carolina. Revista Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/comportamento/sua-memoria-fica-armazenadana-mente-dos-seus-melhores-amigos/. Acesso em: 11/11/2016. Adaptado.)
O trecho “Depois que surgiram os contatos na telinha, essas lembranças praticamente sumiram.” (2º§) evidencia uma ação
Alternativas
Q1379498 Português
O amor acaba
(Paulo Mendes Campos.)

    O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

(WERNECK, Humberto (org.). Boa companhia – Crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.)
Quanto à classificação verbal, está INCORRETA a alternativa:
Alternativas
Q1374860 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Escreva V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmações sobre os recursos linguísticos empregados no texto.
( ) “Muitas adolescentes ficam grávidas porque querem...” (linha 2). A autora, ao empregar “querem”, no presente do indicativo, confirma a sua certeza diante do fato expresso pelo verbo. ( ) “...os adolescentes a refletirem sobre as mudanças resultantes de uma gravidez na adolescência (linha 17). O uso do artigo “as” revela uma referência imprecisa ao substantivo “mudanças”. ( ) “Invariavelmente, descobrimos que o motivo que levou à gravidez está ligado à falta de perspectiva...” (linha 09). O sujeito sintático do verbo destacado é classificado como indeterminado. ( ) “apenas uma pequena fração engravida por acidente.” (linha 3). O verbo destacado é classificado como intransitivo.
A sequência CORRETA é
Alternativas
Q1370319 Português

(In http://tribunadoceara.uol.com.br/opiniao/flavia-castelo/flavia-castelo-a-amiga-sou-eu/.Acesso em 21/09/17).

Considerando-se este fragmento textual “Eu não sei se a dor de hoje me fará sair de casa de forma diferente” (l. 08), há correção ao se afirmar o quê?

Alternativas
Q1370316 Português

(In http://tribunadoceara.uol.com.br/opiniao/flavia-castelo/flavia-castelo-a-amiga-sou-eu/.Acesso em 21/09/17).

No trecho “algo que lhes coloque no espetáculo” (l. 10), existe um erro gramatical, ou seja:
Alternativas
Q1359879 Português
Imagem associada para resolução da questão

O mesmo uso do verbo CURTIR, realizado no TEXTO 6, pode ser observado em:
Alternativas
Q1359878 Português

Considere o TEXTO 6, abaixo:

Imagem associada para resolução da questão

O Texto 6 circulou recentemente pelas redes sociais. A respeito do emprego do verbo CURTIR, nessa publicação, é CORRETO afirmar que

Alternativas
Q1359640 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 5. 


Escreva Vou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmações sobre os recursos linguísticos empregados no texto.


(   ) “Muitas adolescentes ficam grávidas porque querem...” (linha 2). A autora, ao empregar “querem”, no presente do indicativo, confirma a sua certeza diante do fato expresso pelo verbo.


(   ) “...os adolescentes a refletirem sobre as mudanças resultantes de uma gravidez na adolescência (linha 17). O uso do artigo “as” revela uma referência imprecisa ao substantivo “mudanças”.


(   ) “Invariavelmente, descobrimos que o motivo que levou à gravidez está ligado à falta de perspectiva...” (linha 09). O sujeito sintático do verbo destacado é classificado como indeterminado.


(   ) “apenas uma pequena fração engravida por acidente.” (linha 3). O verbo destacado é classificado como intransitivo.


A sequência CORRETA é 

Alternativas
Q1345726 Português
Texto 2

Lições de pesquisa

    Para Bourdieu, no social tudo é relacional. As implicações desse postulado teórico da sociologia bourdiana têm sido valiosas, na medida em que coloca o pesquisador em condições de perceber com maior rigor as características específicas dos objetos de estudo. Nessa lógica, o enquadramento do objeto é produzido de forma a permitir perceber a sua posição relativa no conjunto de objetos semelhantes, o que possibilita avaliar, de forma mais acurada, o seu sentido (valor, significado, pertinência) em uma determinada configuração do social.
    A proposta bourdiana de pôr em jogo as coisas teóricas, por sua vez, obriga o pesquisador a operar com os conceitos, ou seja, usá-los como ferramentas de construção dos fenômenos empíricos que constituem o foco da investigação. É, portanto, o avesso de uma prática acadêmica ainda frequente, em que discursos teóricos antecedem e se articulam a objetos de estudo pré-construídos. O resultado mais comum da sobrevaloração das referências teóricas é o “efeito teoria” (Bourdieu, 1989, p. 47) que leva o pesquisador a enxergar o que já se predispunha a encontrar, ou seja, torna-se a antítese da atividade de pesquisa que se propõe problemas e questões a serem verdadeiramente pesquisados. A recorrência dos quadros teóricos que antecediam as pesquisas — tão comum no início da pós-graduação no Brasil — e impunham-se sobre os objetos de pesquisa foi uma expressão bastante comum desse equívoco. No texto “Teoria como hipótese” (Brandão, 2002), a autora desenvolve essa reflexão referindo-se à pesquisa, entre nós, e explicita o significado operacional das teorias numa perspectiva bastante próxima da proposta por Bourdieu.
    A recusa dos monismos metodológicos é, a meu ver, uma proposta profundamente adequada ao caráter sempre provisório das pesquisas em decorrência da complexidade dos objetos sociais. As oposições quantitativo x qualitativo, estrutura x história, questionários x entrevistas, micro x macro são falsas e respondem muito mais pela “arrogância da ignorância” (Bourdieu, 1989, p. 25) do que pela adequação teórico-metodológica ao problema sob investigação [...].

BRANDÃO, Zaia. Operando com conceitos: com e para além de
Bourdieu. In: Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.1, p. 227-241,
jan./abr. 2010. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n1/
a03v36n1.pdf>.Acesso em: 16 jul. 2017. Fragmento. 
A flexão das formas verbais predominantes no Texto 2
Alternativas
Q1345724 Português
Texto 1

O livreiro Garnier

    Segunda-feira desta semana, o livreiro Garnier saiu pela primeira vez de casa para ir a outra parte que não a livraria. Revertere ad locum tuum — está escrito no alto da porta do cemitério de S. João Batista. Não, murmurou ele talvez dentro do caixão mortuário, quando percebeu para onde o iam conduzindo, não é este o meu lugar; o meu lugar é na Rua do Ouvidor 71, ao pé de uma carteira de trabalho, ao fundo, à esquerda; é ali que estão os meus livros, a minha correspondência, as minhas notas, toda a minha escrituração.
    Durante meio século, Garnier não fez outra coisa senão estar ali, naquele mesmo lugar, trabalhando. Já enfermo desde alguns anos, com a morte no peito, descia todos os dias de Santa Teresa para a loja, de onde regressava antes de cair a noite. Uma tarde, ao encontrálo na rua, quando se recolhia, andando vagaroso, com os seus pés direitos, metido em um sobretudo, perguntei-lhe por que não descansava algum tempo. Respondeu-me com outra pergunta: Pourriez-vous résister, si vous étiez forcé de ne plus faire ce que vous auriez fait pendant cinquante ans? Na véspera da morte, se estou bem-informado, achandose de pé, ainda planejou descer na manhã seguinte, para dar uma vista de olhos à livraria.
    Essa livraria é uma das últimas casas da Rua do Ouvidor; falo de uma rua anterior e acabada. Não cito os nomes das que se foram, porque não as conhecereis, vós que sois mais rapazes que eu, e abristes os olhos em uma rua animada e populosa, onde se vendem, ao par de belas jóias, excelentes queijos [...]

ASSIS, Machado de. O livreiro Garnier. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. (Organização e introdução). As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 41-43. Fragmento.
No trecho “[...] porque não as conhecereis [...]”, o verbo conhecer está flexionado na 2ª pessoa do plural no Futuro do Presente do Indicativo. Ao ser flexionado no Futuro do Subjuntivo, respeitando-se a mesma pessoa, a forma verbal correta é
Alternativas
Q1329305 Português
Sobre o ensino de ortografia, Artur Gomes de Morais afirma que é preciso que esse tópico seja trabalhado de forma sistemática, que tenha um espaço reservado entre as atividades programadas no cotidiano escolar. 


"A tarefa do aprendiz de ortografia é então multifacetada: envolve apropriar-se das restrições irregulares e regulares, socialmente convencionadas, de modo a gerar não só a escrita de palavras, mas a escrita correta de palavras. Mesmo dentro do que chamamos de casos "regulares" há peculiaridade: ora o aprendiz precisa atentar para a posição do segmento sonoro dentro da palavra, ora precisa observar a tonicidade do segmento etc.”


MORAIS, Artur Gomes. O aprendizado da ortografia. 3 ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, p. 15.
Avalie as afirmativas e anteponha-lhes V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A escrita correta de formas do Imperfeito do Subjuntivo (como "voltássemos" e "lessem") pode ser trabalhada por meio da depreensão de uma regra. ( ) O equívoco frequentemente cometido pelos estudantes entre as formas de 3ª pessoa do plural no Pretérito Perfeito e no Futuro do Presente do Indicativo (como "ganharam" x "ganharão") pode ser resolvido com base na conscientização sobre tonicidade. ( ) A troca de "S" por "Z" ou de "Z" por "X" pode ser evitada, em todos os casos, mostrando-se a posição do segmento sonoro no interior da palavra (como em "azar", "casa" e "exame"). ( ) A grafia incorreta, apresentada por grande número de estudantes, das formas de 1ª pessoa do pretérito perfeito x 3ª pessoa do presente do indicativo ("eu vivi" x "ele vive") reside na incompreensão de aspectos ligados à tonicidade: oxítona x paroxítona; forma de representação de fonemas átonos.

A ordem CORRETA, de cima para baixo, encontra-se na opção:
Alternativas
Q1329303 Português

INSTRUÇÃO: Considere o fragmento abaixo para responder a questão:


Abordando perspectivas de ensino gramatical de forma mais reflexiva, em “Gramática Ensino Plural”, Luiz Carlos Travaglia (citando pesquisa de Gisele Nunes, 2001), sobre o ensino do verbo na escola básica, afirma que 


“O estudo é predominantemente teórico e voltado quase exclusivamente para as formas (flexão, identificação e denominação), pois o trabalho com a significação é raro. Na verdade, a preocupação com a significação parece ocorrer só com uma coleção em atividades de gramática reflexiva […]. O fato de só uma coleção trabalhar o emprego de tempos e modos é revelador de que não se dá atenção ao uso do verbo, suas possibilidades significativas e sua adequação à produção de efeitos de sentido e às situações de uso, nem mesmo no que diz respeito ao já registrado nas gramáticas tradicionais e nos estudos de Estilística. 

[…] Dá-se muita atenção à metalinguagem voltada quase exclusivamente para a morfologia do verbo. Algumas categorias do verbo (como o aspecto e a modalidade, esta confundida com o modo), são ignoradas. Os aspectos sintáticos ficam restritos às recomendações da Gramática Normativa sobre regência e concordância (esta apenas do verbo com o sujeito, como se não houvesse outras formas de concordância)”.


TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática Ensino Plural. São Paulo: Cortez, 2003. Cap. 6, p.155-174

Atente para os conceitos sobre os modos verbais, comumente encontrados na Gramática Normativa, e os exemplos correspondentes, sublinhados em cada opção:
I. Indicativo: Modo verbal que expressa ideia de certeza, quando um fato é concluído como real. Ex. Penso estar claro que ele seja corrupto, pois todas as provas indicam isso. II. Imperativo: Modo verbal que pode estar na forma afirmativa ou na forma negativa e expressa ideia de ordem, conselho ou pedido. Ex: Leiam todo o texto atentamente e façamos uma roda para discuti-lo. III. Subjuntivo: Modo verbal que expressa dúvida, incerteza, probabilidade em relação à concretização da ação verbal. Ex: Quando eu vier novamente a Santa Luzia e vir o prefeito, falarei com ele sobre segurança pública.

Os conceitos e respectivos exemplos dos modos verbais estão CORRETOS em: 
Alternativas
Q1328349 Português
Complete as lacunas da frase corretamente com a flexão verbal que melhor atende ao contexto:
“Ele pegou a pedra e a ________ para as barras da gaiola exatamente em frente à fruta, mas ao tentar fazer com que ela passasse pelas grades não _________ resultados satisfatórios.”
Alternativas
Q1328345 Português
Preencha a lacuna corretamente com a flexão verbal que melhor atende ao contexto.
“Uma moça pediu que eu me sentasse, mostrou-me uma folha com uma linha vertical e pediu que eu ____, de olhos fechados!”
Alternativas
Respostas
2521: D
2522: A
2523: C
2524: C
2525: C
2526: D
2527: C
2528: D
2529: C
2530: D
2531: A
2532: A
2533: A
2534: C
2535: D
2536: D
2537: D
2538: C
2539: D
2540: C