Questões de Concurso
Comentadas sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português
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I. Prefixos e sufixos recebem o nome de afixos; são prefixos os afixos que se pospõem ao radical, e sufixos os que se lhes antepõem.
II. Tema é o radical acrescido da vogal temática e que constitui a parte da palavra pronta para funcionar no discurso e para receber a desinência ou sufixo.
III. As desinências nos nomes e em certos pronomes marcam as flexões de gênero e número; nos verbos: número, pessoa, tempo e modo.
Quais estão corretas?
I- Quando tu puderes, agradecerei tua ajuda.
II- Nós vínhamos caminhando na orla, quando fomos abordados por dois rapazes.
III- Se ele soubesse a verdade, ficaria arrasado.
IV- Quando tu disseres a novidade, ela ficará muito feliz.
Após análise das frases, assinale a alternativa que apresenta, na ordem correspondente, a correta conjugação dos verbos (pessoa, tempo e modo).
O que os jornalistas brasileiros estão fazendo com a língua portuguesa é de sacudir as tumbas e incomodar o sono eterno dos grandes mestres da palavra.
Fazem muitos anos que os gramáticos mais sucetíveis, sem excessão, ficam muito espantados com os casos de agressão à língua que pululam nos jornais. Há muitos anos atrás, lembram os mais antigos leitores contumazes de jornais e revistas, publicados, principalmente, no Brasil, o português praticado pela Imprensa era mais escorreito, mais chegado ao que se convencionou chamar de “uso culto da língua”.
Luiz Egypto, Imprensa, junho 1990, p. 12. Colaboraram: Mair Pena Neto, Regina Prado e Conceição Freitas
O texto acima foi publicado propositalmente com vários desvios da norma culta.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O verbo fazer foi empregado no plural, quando deveria estar no singular (faz), porque indica tempo decorrido. Logo, não há sujeito.
2. O verbo ficar, em “ficam muito espantados”, deveria estar na terceira pessoa do singular (fica) para concordar com a palavra agressão.
3. A grafia correta é exceção, que provém do verbo excetuar.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto a seguir:
Tradução de Libras: pernambucanos são finalistas em evento internacional
Projeto foi o único latino-americano a chegar à etapa e passou cinco anos em desenvolvimento. Entenda como funciona
Leia o texto a seguir:
Tradução de Libras: pernambucanos são finalistas em evento internacional
Projeto foi o único latino-americano a chegar à etapa e passou cinco anos em desenvolvimento. Entenda como funciona

Na frase “Olha que absurdo, Zé!”, há a presença de qual modo verbal?
Os verbos dessa frase estão conjugados no seguinte tempo e modo:
Texto I
São dez horas da manhã. O carreto que contratei para transportar minhas coisas acaba de chegar. Vejo sair a mesa, a cadeira, o arquivo, uma estante, meia dúzia de livros, a máquina de escrever. Quatro retratos de criança emoldurados. Um desenho de Portinari, outro de Pancetti. Levo também este cinzeiro. E este tapete, aqui em casa ele não tem serventia. E esta outra fotografia, ela pode fazer falta lá.
A mesa é velha, me acompanha desde menino: destas antigas, com uma gradinha de madeira em volta, como as de tabelião do interior. Gosto dela: curti na sua superfície muita hora de estudo para fazer prova no ginásio; finquei cotovelos em cima dela noites seguidas, à procura de uma ideia. Foi de meu pai. É austera, simpática, discreta, acolhedora e digna: lembra meu pai.
Esta cadeira foi presente de Hélio Pellegrino, que também me acompanha desde a infância: é giratória e de palhinha. Velha também, mas confortável como as amizades duradouras. Mandei reformá-la, e tem prestado serviços, inspirando-me sempre a sábia definição de Sinclair Lewis sobre o ato de escrever: é a arte de sentar-se numa cadeira.
— Mais alguma coisa? — pergunta o homem que faz o carreto.
— Mais nada — respondo, um pouco humilhado.
E lá vai ele, puxando a sua carroça, no cumprimento da humilde profissão. Vou atrás, cioso das coisas que ele carrega, as minhas coisas; parte de minha vida, pelo menos parte material, no que sobrou de tanta atividade dispersa: o meu cabedal.
Adaptado de https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/15843/burro-sem-rabo
Leia o texto a seguir:
Visita médica
Num evento em São Paulo, onde fui fazer uma fala, fiz um novo amigo: o dr. Milton de Arruda Martins, professor da USP. Ele é um desses professores raros, que vive para ensinar aos seus alunos, além da competência técnica, a ética e os sentimentos humanos que devem fazer parte do caráter de um médico. Tem tentado reformular a educação médica, inclusive a visita hospitalar, aquela em que o professor e seus alunos passam pelos doentes para estudar os seus casos. Fizeram uma classificação das visitas em três tipos. No primeiro tipo de visita, o professor e os alunos passam pelo enfermo, observam-no e o apalpam, sem nada dizer. Vão discutir o caso num outro lugar. O paciente fica mergulhado no mistério. No segundo tipo, professor e alunos discutem o caso na presença do doente, como se ele não estivesse presente, usando todas as palavras científicas que só os iniciados entendem. Como o doente não sabe o que elas significam, ele fica pensando que vai morrer. No terceiro tipo, o professor e os alunos conversam com o paciente e o chamam pelo nome. “O que é que o senhor acha que tem?” Todo doente tem ideias sobre a sua doença e formas de explicá-la. “O que é que o senhor espera de nós?” As respostas dos doentes são surpreendentes. Lembro-me de um filme em que a visita do segundo tipo estava acontecendo. Os alunos faziam todo tipo de perguntas ao professor. Mas ninguém se dirigia ao doente. Foi então que um dos estudantes, o Robin Williams, levantou a mão e perguntou: “Qual é o nome do paciente?”. Ninguém sabia.
Fonte: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil,
2008, p. 99.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Chega de saudade
Tom Jobim
Vai, minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela não há paz
Não há beleza, é só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tom-jobim/49028/>
Leia o texto a seguir.
O que fazer em Pirenópolis?
1. Visite o Centro Histórico de Pirenópolis;
2. Tome um banho na Cachoeira dos Dragões;
3. Tire uma foto com os Mascarados;
4. Experimente a famosa pizza quadrada;
5. E, claro, contemple as belezas do Cerrado!
O texto acima apresenta uma série de instruções ao leitor. Esse caráter se dá pelo uso de
Leia o Texto 4 para responder à questão
Texto 4
Um vídeo gravado pela diretora da Escola Ernesto Alves, Janaina Venzon, a mesma que selecionou a obra pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), acusa o livro de usar “palavras de baixo calão” e por trazer situações envolvendo atos sexuais
O PNLD é um programa nacional da maior importância, que avalia, seleciona e disponibiliza obras didáticas e literárias para as escolas públicas das redes federal, estadual e municipal. O romance de Jeferson, cuja construção e narrativa são de uma beleza contundente, foi criticado duramente pela diretora.
O livro foi vencedor do Prêmio Jabuti na categoria “Romance Literário” em 2021, além de ter tido direitos vendidos para países como Portugal, Itália, Inglaterra, Canadá, França, México, Eslováquia, Suécia, China, Bélgica e EUA. O sucesso de crítica e de público não foi suficiente para impedir que todos os exemplares da obra fossem retirados das bibliotecas da cidade “até resposta do governo” — disseram eles.
Vale destacar que foi a própria diretora acusante quem selecionou o livro. Por que mudou de ideia, então? Não será pelos motivos elencados, mas por conta da crítica forte que o autor faz ao racismo vigente no Brasil que, como mostra o romance, estrutura a nossa vida e nossa linguagem. O próprio tratamento que tem sido dado à obra é prova cabal disto. Vergonha.