Questões de Concurso Comentadas sobre flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) em português

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Q685373 Português

      Rio Doce terá processo de decantação para evitar rejeitos na sua foz

A medida foi acordada pela empresa com o governo federal, após análise de técnicos, que chegaram à conclusão que a medida não trará impactos ambientais

      AGÊNCIA BRASIL

    Brasília - A mineradora Samarco vai lançar floculantes de origem vegetal no Rio Doce, para decantar os rejeitos de mineração e evitar que eles cheguem à sua foz, depois do rompimento de barragens na cidade de Mariana (MG). A medida foi acordada pela empresa com o governo federal, após análise de técnicos, que chegaram à conclusão que a medida não trará impactos ambientais.

    Os floculantes são usados em tratamento de água e fazem com que os sólidos suspensos se aglomerem em grandes flocos e precipitem para o fundo do rio ou do reservatório. Geralmente, eles são usados em reservatórios, antes de passar pela estação de tratamento de água. As cidades ao longo do Rio Doce já estão usando floculantes vegetais para restabelecer o abastecimento de água tratada.

  “Diante do desastre ambiental ocorrido, a Samarco adquiriu uma grande quantidade de floculantes para fazer esse uso e tentar, ao máximo, que ocorra essa decantação da lama ainda no reservatório de Aimorés, a fim de minimizar o impacto ambiental na foz do Rio Doce”, explicou a presidente do Ibama, Marilene Ramos.

    O Ibama, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Nacional de Águas (ANA) se reuniram com representantes da Samarco e autoridades locais no último domingo para avaliar medidas para reduzir os danos ambientais. Marilene Ramos afirmou que navegou no Rio, do município de Candonga (ES) até a região afetada. “Em Candonga, ainda há muitos materiais suspensos [na água], o que indica a necessidade de outras ações”, afirmou.

    A Samarco também se comprometeu com o governo a construir 20 quilômetros de diques de filtração, para diminuir a quantidade de sólidos carregados pela água. As barreiras flutuantes terão como prioridade proteger áreas ambientais mais sensíveis, como manguezais e áreas de reprodução de espécies ameaçadas de extinção.

    A presidente do Ibama não descarta a aplicação de outras multas à mineradora Samarco, além dos R$250 milhões já anunciados. “Sendo apurados outros danos, poderão ocorrer outras multas”, afirmou. Ela disse ainda que a prioridade da aplicação dos recursos será para projetos na região afetada, sejam ambientais, de saneamento ou de reestruturação da cidade.

    Entre as medidas avaliadas como necessárias do ponto de vista ambiental estão a dragagem dos resíduos sólidos do Rio Doce, o reflorestamento das margens do rio e a reintrodução de animais. “São mais de 600 hectares de áreas de proteção ambiental nas margens dos rios cuja cobertura vegetal foi totalmente perdida” e a fauna foi totalmente dizimada, segundo Marilene Ramos.

Retirado e adaptado de: http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2015-11-16/ rio-doce-tera-processo-de-decantacao-para-evitar-rejeitos-na-sua-foz. html. Acesso em: 15 dez. 2015.

No excerto “A Samarco também se comprometeu com o governo a construir 20 quilômetros de diques de filtração, para diminuir a quantidade de sólidos carregados pela água [...]”, as palavras em destaque são
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Q684609 Português
                        TESTES REVELAM NÍVEL ALTO DE CÉSIO
                          RADIOATIVO EM VEGETAIS EM TÓQUIO

Testes realizados pelas autoridades japonesas detectaram a presença de césio radioativo, em um nível 1,8 vez mais alto do que o padrão, em vegetais em análise em Tóquio, segundo a agência de notícias Kyodo nesta quinta-feira. As informações são do governo metropolitano de Tóquio. A contaminação por radiação foi detectada em vários vegetais provenientes da área próxima à usina nuclear atingida pelo terremoto e tsunami de 11 de março, mas esta foi a primeira vez que se detectou a contaminação em vegetais plantados na capital, 240 km ao sul da usina.

Nesta quinta-feira, os moradores de Tóquio passaram a receber água mineral de graça do governo, depois do alerta de que o abastecimento de água da cidade teria sido contaminado por radiação. Além disso, o risco de contaminação nos alimentos fez com que outros países aumentassem as restrições às importações de comida japonesa.

Apesar das amostras de água recolhidas nesta quinta-feira apresentarem baixas quantidades de iodo radioativo, segundo a emissora japonesa NHK, o governo Metropolitano de Tóquio manteve o alerta dizendo que a água contaminada ainda pode estar no sistema de abastecimento da cidade.

Os programas de televisão destacaram as preocupações sobre os riscos do uso da água corrente para lavar alimentos ou roupas e recomendaram à população que estoque água em garrafas e não tome água da torneira.

"Não sei o que fazer", declarou Kazuko Hara, 39, que entrou em uma fila para receber água engarrafada, distribuída pela prefeitura de Bunkyo, para seu filho de três meses. "Os especialistas começaram a dizer que não havia motivos para entrar em pânico. Isto me tranquilizou. Mas quando você vê pessoas correndo para as lojas volta a ficar tenso", disse.

“A primeira coisa que pensei foi ‘preciso comprar garrafas de água’. Mas eu também não sei se eu posso deixá-la tomar banho", disse o agente imobiliário Reiko Matsumoto sobre a filha, Reina, 5. "Estou muito preocupado."

Toru Kikutaka, gerente de um dos principais supermercados de Tóquio, disse que após os alertas de quarta-feira, as garrafas de água acabaram quase que “imediatamente”. Um limite foi imposto de duas garrafas por cliente. "Eu nunca vi nada como isso", disse ele, olhando as prateleiras vazias. 

                                                                                                   (Fonte: UOL Notícias)

A frase: "Eu nunca vi nada como isso" transcrita utilizando-se o tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo, assume a forma:
(http://www.conjugacao.com.br/verbo-ver/)
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Q681356 Português

Hospitais do Amapá estariam sem ambulâncias por falta de pagamento

Servidores contam que transporte de pacientes foi interrompido.

Falta do serviço atinge HE, HCAL e PAI, em Macapá.

Ambulâncias que atendem a hospitais públicos estaduais do Amapá teriam sido retiradas por falta de pagamento do governo à empresa responsável pela locação dos veículos. A informação foi confirmada por funcionários que atuam na rede hospitalar. Em nota enviada, o governo informou que foi "surpreendido" com a atitude da empresa e que foi à Justiça para buscar o retorno dos veículos.

"No dia 10 de dezembro a Sesa foi surpreendida com a suspensão dos serviços sem prévio aviso. Imediatamente a secretaria entrou com pedido de liminar, uma vez que o atraso alegado extraoficialmente pela empresa não é superior a 90 dias do atual exercício financeiro, como prevê a Lei Geral de Licitações nº 8.666, para que o contratado interrompa os serviços", disse a nota, acrescentando que a Justiça deu 24 horas para a empresa voltar com as ambulâncias para as unidades.

A falta das ambulâncias estaria afetando os hospitais de Clínicas Alberto Lima (HCAL) e de Emergências (HE) e Pronto Atendimento Infantil (PAI), todos em Macapá. O G1 percorreu as unidades e constatou que não havia ambulâncias em nenhum dos prédios. No HCAL, a vaga destinada ao veículo estava ocupada por um carro particular.

De acordo com a enfermeira Sandra Pereira, de 49 anos, os funcionários receberam a informação de que o retorno das ambulâncias aconteceria somente mediante a efetuação dos pagamentos. “As ambulâncias foram todas retiradas. Não temos nenhuma no HCAL e nem no HE. Se o governo do estado não liberar o dinheiro para pagar as ambulâncias, elas vão continuar fora dos hospitais”, disse.

Um técnico em enfermagem do Hospital de Emergências, que preferiu manter a identidade em sigilo, relatou que a retirada dos veículos atinge diretamente o transporte de pacientes entre uma unidade e outra. “Os pacientes que quiserem fazer algum exame têm que ir em algum carro particular por conta própria. Se ele entra, não sai mais do hospital, se depender das ambulâncias”, comentou o funcionário do HE de Macapá. [...]

Motoristas das ambulâncias dizem que tiveram que ser remanejados para outros hospitais após o primeiro caso de retirada dos veículos. “As [ambulâncias] da UPA e da maternidade nunca mais voltaram. Nós fomos até transferidos para outros hospitais porque elas não retornaram”, contou um motorista, que pediu para manter a identidade em sigilo.

(g1.globo.com)

A respeito da morfologia e da sintaxe em “De acordo com a enfermeira Sandra Pereira, de 49 anos, os funcionários receberam a informação de que o retorno das ambulâncias aconteceria somente mediante a efetuação dos pagamentos.”, pode-se afirmar corretamente que:
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Q676485 Português
Os 5 melhores investimentos para 2016
O Brasil ficou barato e devemos aproveitar o momento
para ganhar dinheiro. Mas o que fazer?

    O Brasil ficou barato e devemos aproveitar o momento para ganhar dinheiro. Mas o que fazer?
    Sabemos que este ano será difícil e precisaremos ter um cuidado especial nos investimentos. Contudo, quem não aproveitar as oportunidades vai se arrepender no futuro. E hoje há vários caminhos interessantes no mercado. A bolsa é um deles.
  É possível encontrar ações de empresas excelentes sendo negociadas a preços extremamente convidativos. Portanto, não * em aproveitar as oportunidades e tente montar uma posição com pelo menos 10% do capital em renda variável. E lembre-se: invista sempre em empresas com boas margens, poucas dívidas e um longo histórico de lucratividade.
   O cenário macroeconômico não é nada animador: rebaixamento do grau de investimento por várias agências internacionais, índices de desemprego subindo sistematicamente, o preço da energia elétrica disparado e a ociosidade da indústria em níveis recordes.
    E mesmo depois de a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, ter elevado a faixa-meta da taxa de fundos federais, o valor ainda está muito abaixo da média de 2% desde 2000 e de 3,2% de 2000 a 2007.      Os responsáveis pela política econômica americana projetam que a taxa da política de curto prazo será elevada para 1,375% no final de 2016.
   Mas o impacto ainda assim não será tão forte no Brasil. Afinal, o país tem uma taxa básica de juros alta, de 14,25% ao ano, o que deve conter a fuga dos investidores em direção aos Estados Unidos.
  Além disso, a instabilidade econômica brasileira não deve funcionar como um raio paralisador entre quem faz aplicações. Ao contrário. O investidor bem informado pode se antecipar a possíveis movimentos e lucrar com a maré adversa.

(http://www.empiricus.com.br/)
A melhor opção para preenchimento da lacuna marcada com *, no terceiro parágrafo, considerando a coerência do texto, a adequação da flexão verbal e as regras de ortografia, é:
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Ano: 2016 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: TCE-PA Provas: CESPE - 2016 - TCE-PA - Conhecimentos Básicos - Cargos 1, 18, 19, 37 e 38 | CESPE - 2016 - TCE-PA - Conhecimentos Básicos - Cargos 24, 25 e 26 | CESPE - 2016 - TCE-PA - Conhecimentos Básicos - Cargos 20 a 23 e de 27 a 31 | CESPE - 2016 - TCE-PA - Conhecimentos Básicos- Cargos 32 a 36 | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Administração | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Direito | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Comunicação - Jornalismo | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - Analista de Sistema | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Educacional | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - Analista de Suporte | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Planejamento - Administração | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Contabilidade | CESPE / CEBRASPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - Administrador de Banco de Dados | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - Analista de Segurança | CESPE / CEBRASPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Engenharia Elétrica | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Comunicação - Publicidade | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Informática - Web Design | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Engenharia Civil | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Economia | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Planejamento - Economia | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Engenharia Ambiental e Sanitária | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Arquitetura | CESPE / CEBRASPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Estatística | CESPE - 2016 - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Área Fiscalização - Ciências Atuariais |
Q675086 Português

Julgue o item que se segue, referente aos aspectos linguísticos do texto CB1A1AAA.

No último parágrafo do texto, o emprego das formas verbais no pretérito imperfeito do indicativo indica que as ações do tenente Souza eram habituais. Tais hábitos acabam por caracterizar o personagem.

Alternativas
Q674678 Português
“Não ______ mais esperança de que ______ em tempo os papéis que ainda _______ assinar.”
Alternativas
Q673913 Português
“Não ___ as alegrias que recebeste; ___ sempre que o sucesso se ___ com paciência.”
Alternativas
Q670042 Português
(...) Consumidores
Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as operadoras não apresentam justificativas técnicas para inclusões ou reduções de franquias de dados nos novos planos. “Ao adotarem essas medidas, as operadoras elevam seus preços sem justa causa, detém vantagem excessiva nos contratos, limitam a competição e geram aumento arbitrário de lucro,” disse o pesquisador em telecomunicações do instituto, Rafael Zanatta.
A entidade ingressou com uma ação civil pública contra as operadoras Claro, Net, Oi e Telefônica. O objetivo é impedir a suspensão do serviço de internet, que, segundo o Idec, é uma importante ferramenta de acesso à informação, reconhecido como direito fundamental e essencial para o exercício da democracia e da cidadania, “não devendo, portanto, prevalecer as alterações desejadas pelas operadoras”. (...).
Revista Exame
Os verbos: limitam e geram, apresentam-se no modo e tempo:
Alternativas
Q666613 Português
No final do primeiro parágrafo do Texto III, o autor compara o tempo a um imperador sem rivais, pois é o tempo “que diz que passa quando, de fato, quem passa somos nós” (l. 4-5). O presente do indicativo, empregado três vezes nessa passagem, produz o seguinte efeito de sentido:
Alternativas
Q661376 Português
A frase escrita corretamente, de acordo com a norma-padrão, é:
Alternativas
Q661362 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a energia solar

    Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo. Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia solar do mundo.

    Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e poluir menos. Uma aposta no futuro.

    A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores de brisa.

(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a energia solar”. Disponível em: http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html)

A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do papel a cidade sustentável de Masdar. (3º parágrafo)

Ao substituir-se a forma “levou” pela construção “fez com que”, o segmento sublinhado deverá ser substituído, preservando-se a correlação verbal, por

Alternativas
Q659507 Português

A questão refere-se ao texto seguinte.

Inquilinos

    Ninguém é responsável pelo funcionamento do mundo. Nenhum de nós precisa acordar cedo para acender as caldeiras e checar se a Terra está girando em torno de seu próprio eixo na velocidade apropriada e em torno do Sol, de modo a garantir a correta sucessão das estações. Como num prédio bem administrado, os serviços básicos do planeta são providenciados sem que se enxergue o síndico − e sem taxa de administração. Imagine se coubesse à humanidade, com sua conhecida tendência ao desleixo e à improvisação, manter a Terra na sua órbita e nos seus horários, ou se – coroando o mais delirante dos sonhos liberais − sua gerência fosse entregue a uma empresa privada, com poderes para remanejar os ventos e suprimir correntes marítimas, encurtar ou alongar dias e noites, e até mudar de galáxia, conforme as conveniências do mercado, e ainda por cima sujeita a decisões catastróficas, fraudes e falência.

    É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos seus benefícios, favorecendo alguns andares do prédio metafórico e martirizando outros, tudo devido ao que só pode ser chamado de incompetência administrativa. Mas a responsabilidade não é nossa. A infraestrutura já estava pronta quando nós chegamos.

(Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 19) 

Há adequada correlação entre os tempos e os modos verbais presentes na seguinte frase:
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Q657199 Português
UM PAÍS SE FAZ COM SAPATOS E LIVROS 
Leo Cunha 
Outro dia, numa palestra, eu escutei uma frase genial do Pedro Bandeira, aquele escritor que você deve estar cansado de conhecer. [...]
Pois bem: o Pedro estava num colégio carérrimo e chiquérrimo de São Paulo quando uma madame veio reclamar do preço dos livros. Nosso caro escritor - carérrimo, segundo a madame - olhou pros filhos dela e viu que os dois estavam de tênis importado.
Então o Pedro – que, apesar do nome, não costuma dar bandeira – virou pra ela e soltou a seguinte frase: “Ô, minha senhora, não é o livro que é caro. É a senhora que prefere investir no pé do que na cabeça dos seus filhos”.
O auditório aplaudiu de pé aquela história. Palmas, gritos, gargalhadas. Eu, disfarçadamente, olhei pra baixo pra ver se não estava calçando meu bom e velho Nike branco. Não tenho a menor intenção de fazer propaganda pra ninguém, pelo contrário: não perco uma chance de comentar aquelas acusações que a Nike vive recebendo, de explorar o trabalho infantil na Ásia. Mas não posso negar que me bateu um sentimento de culpa ao escutar aquela frase. Felizmente eu estava calçando um discretíssimo mocassim preto, então pude aplaudir com mais entusiasmo a tirada do Pedro.
Tirada, aliás, que me fez lembrar um caso divertido da minha infância. Foi no início da década de 80, eu e minha irmã estávamos entrando na adolescência e estudávamos num grande colégio de BH.
Um dia, estávamos em casa quando a mãe de um colega da minha irmã bateu a campainha. Abrimos a janela e vimos a tal senhora debruçada sobre o portão, em lágrimas. Pronto, morreu alguém!, pensamos logo.
Mas não. A coitada começou a explicar, aos soluços: “Eu não estou dando conta dos meus serviçais, eles não param de brigar!”. Juro, foi assim que ela falou: “meus serviçais”. Se eu me lembro bem, a casa dessa senhora era imensa e ocupava quase um quarteirão. Para manter o castelo em ordem, ela precisava de pelo menos uns oito “serviçais”. Era aí que o negócio complicava, pois controlar tanta gente se mostrava uma tarefa árdua, que exigia muito preparo e psicologia.
Ficamos muito consternados com a pobrezinha, ela agradeceu o apoio moral, mas completou que esse não era o motivo da visita. O que era então? E foi aí que veio a bomba. O colégio tinha mandado os meninos lerem um livro assim assim (esqueci o título) e ela queria saber se minha irmã já tinha terminado, pra poder emprestar pro filho dela!
Minha mãe ficou congelada, não sabia se tinha ouvido direito. Então quer dizer que a madame podia contratar oito serviçais pra se engalfinharem e não podia comprar um livro, um mísero livro, coitadinho, que nunca brigou com ninguém?
Minha mãe era livreira, professora, escrevia resenhas para a imprensa e tinha uma biblioteca imensa, inclusive com alguns livros repetidos. Deve ser por isso que, se não me falha a memória, nós não apenas emprestamos, como demos o livro para a mulher.
A frase do Pedro Bandeira completa perfeitamente o caso, e vice-versa. Ninguém está negando que o livro, ou alguns livros, poderiam ser mais baratos, mas de que adianta baixar o preço do produto se nós não dermos valor a ele, se ele não for importante em nossas vidas? Se a gente prefere entrar numa sapataria e investir no pé de nossos filhos. Se a gente entra num McDonald’s da vida e pede pelo número, pede pelo número deixando as letras para depois, ou para nunca.
Disponível em: http://dicasdeleitores.blogspot.com.br/2012/09/um-pais-se-fazcom-sapatos-e-livros.html Acesso em 28 mar. 2016 (Adaptado)
Todos os verbos destacados estão no pretérito imperfeito do indicativo, EXCETO em:
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Q657157 Português

A Folha de S. Paulo recebe várias críticas por erros cometidos em relação ao uso da norma padrão da Língua Portuguesa.


Servidor que manter greve ficará sem reajuste, diz governo. Folha de S. Paulo, 25 de agosto de 2012.


As críticas recebidas em relação à manchete acima referem-se a um erro de: 

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Q656784 Português

                                     A música relativa

      Parece existir uma série enorme de mal-entendidos em torno do lugar-comum que afirma ser a música uma linguagem universal, passível de ser compreendida por todos. “Fenômeno universal” − está claro que sim; mas “linguagem universal” − até que ponto?

      Ao que tudo indica, todos os povos do planeta desenvolvem manifestações sonoras. Falo tanto dos povos que ainda se encontram em estágio dito “primitivo” − entre os quais ela continua a fazer parte da magia − como das civilizações tecnicamente desenvolvidas, nas quais a música chega até mesmo a possuir valor de mercadoria, a propiciar lucro, a se propagar em escala industrial, transformando-se em um novo fetiche.

      Contudo, se essa tendência a expressar-se através de sons dá mostras de ser algo inerente ao ser humano, ela se concretiza de maneira tão diferente em cada comunidade, dá-se de forma tão particular em cada cultura que é muito difícil acreditar que cada uma de suas manifestações possua um sentido universal. Talvez seja melhor dizer que a linguagem musical só existe concretizada por meio de “línguas” particulares ou de “falas” determinadas; e que essas manifestações podem até, em parte, ser compreendidas, mas nunca vivenciadas em alguns de seus elementos de base por aqueles que não pertençam à cultura que as gerou.

(Adaptado de: MORAES, J. Jota de. O que é música. São Paulo: Brasiliense, 2001, p.12-14) 

Está plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente - SP Provas: VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro de Segurança do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Procurador Municipal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Enfermeiro | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Agrônomo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Cartógrafo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Civil | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Engenheiro Florestal | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Ginecologista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Farmacêutico | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Clinico Geral | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Pediatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico Psiquiatra | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Médico do Trabalho | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Arquivista | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistemas Sénior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Sistema Web | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Banco de Dados | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Analista de Tecnologia da Informação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Atendimento e Produção | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente de Criação e Redação | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Assistente Social | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Psicólogo | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Programador de Sistemas Júnior | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Técnologo em Gestão Ambiental | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Tecnológo em Gestão de Recursos Humanos | VUNESP - 2016 - Prefeitura de Presidente Prudente - SP - Terapeuta Ocupacional |
Q655346 Português

O papel da tecnologia

Há muitas e muitas décadas – para não dizer séculos –, a humanidade tenta decifrar o impacto do avanço tecnoló- gico em nossa vida. A razão é clara: as novas tecnologias são, a um tempo, motivo de alegria e tristeza, dependendo do ângulo por que se olhe. Por um lado, o avanço das técnicas torna ultrapassadas inúmeras empresas e uma multidão de trabalhadores. Por outro lado, – e que ninguém duvide disso –, é a força primeira que faz o mundo andar. [...]

A tecnologia também cria novos desafios e causa mudanças comportamentais que provocam discussão. Desde o domínio do fogo e das primeiras ferramentas de pedra, as conquistas humanas apresentam a característica de modificar nossos hábitos – nem todos para melhor. Mas são inegáveis os avanços proporcionados pela evolução técnica.

(Carta de Exame. São Paulo: Editora Abril. ed. 1092, 24.06.2015. Adaptado)

Observe o trecho: muitas e muitas décadas – para não dizer séculos –, a humanidade tenta decifrar o impacto do avanço tecnológico em nossa vida. Assinale a alternativa em que a substituição das formas verbais destacadas por outras, no pretérito, mantém a concordância e o sentido da frase corretos.
Alternativas
Q652671 Português
Assinale a alternativa em que está correta a correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases abaixo.
Alternativas
Q651808 Português

Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras, todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não conseguiu __________para evitar o choque.


(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi)


Completecom a sequência de verbos que está no tempo, modo e pessoa corretos:

Alternativas
Q647909 Português
A Velha Contrabandista
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela: - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: - É areia! Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. 
Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou: - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista. - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs: - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias? - O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha. - Juro - respondeu o fiscal. - É lambreta. 

(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. 8ed. São Paulo, Moderna, 1986)


Na frase: “A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo.”, o verbo em destaque está classificado gramaticalmente:
Alternativas
Respostas
2121: C
2122: D
2123: E
2124: A
2125: C
2126: E
2127: B
2128: A
2129: A
2130: A
2131: E
2132: D
2133: A
2134: C
2135: B
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2137: D
2138: B
2139: E
2140: C