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Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.180 questões

Q2015153 Português
Leia o texto para responder a questão.

Um poema como um gole d'água bebido no escuro. Como um pobre animal palpitando ferido. Como pequenina moeda de prata perdida para semprena
[floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema. Triste. Solitário Único. Ferido de mortal beleza.

Mário Quintana  
Releia o trecho “Um poema como um gole d'água bebido no escuro. Como um pobre animal palpitando ferido. /Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na /[floresta noturna.”e marque corretamente a figura de linguagem predominante nele.
Alternativas
Q2014293 Português

TEXTO 01


O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Realidades da vida

(...)

A vida é um grande banquete. Se fecharmos os olhos e ouvidos não conseguiremos ver nem escutar os sons e imagens que acontecem ao nosso redor. Se fecharmos as portas do coração, somos incapazes de sentir afeto, amor e gratidão.

A vida é agora! Todas as flores do futuro estão nas sementes do seu sorriso e do seu amor. Por mais dura que seja a sua angústia, tenha sempre uma flor reservada para alguém que está precisando sentir o seu perfume.

(...)


José Geraldo da Rocha Barros Palmeira.Acesso https://www.diariodecuiaba. com.br/artigo/realidades-da-vida/141399

As figuras de linguagem são usadas como recursos estilísticos para dar maior valor expressivo à linguagem.


Qual a figura de linguagem está presente no período "A vida é um grande banquete"? 

Alternativas
Q2012652 Português

Leia os versos do escritor sul-mato-grossense Luciano Serafim, publicados no livro Raiz transeunte:



SER


mais pássaro

menos pedra

mais ponte

menos muro

mais rio

menos lago

mais canto

menos grito

mais gente

menos mito

Na construção desse poema, a poesia lírica contemporânea se compõe a partir de:
Alternativas
Q2011212 Português
Leia o texto abaixo para responder a próxima questão.

O vírus da linguagem

Sérgio Rodrigues

     O escritor argentino Jorge Luis Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos que se usavam antigamente para fazer contas.
     Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
     O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
     Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.
     O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
     Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
     No caso, nem foi preciso cunhar, bastou buscar no latim uma palavra pronta, sonora. Seus sentidos originais, todos vizinhos da sujeira, ajudavam: sumo, sêmen, veneno, poção, beberagem, linguagem vil.
     Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
     Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
     O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas.
     Quando a gripe espanhola varreu o mundo, em 1918, a humanidade já sabia nomear a coisa. “A linguagem é um vírus”, cantou Laurie Anderson.
     É claro que saber de tudo isso não nos protege da epidemia que bate às portas do país quando ele está mais frágil, menos funcional, menos inteligente. Borges tem razão em parte.
     Ainda não foi descoberto, no entanto, um tema em que a ignorância seja preferível ao conhecimento. Já se disse que nomear bem um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.
     O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
     No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
     Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
     Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo.

Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiorodrigues/2020/03/o-virus-da-linguagem.shtml>.
 Acesso em 12 mar. 2020
No excerto “[...] a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos —e entre os— idiomas.”, é adequado considerar que o autor empregou o seguinte recurso expressivo: 
Alternativas
Q1999138 Português
A lenda do rei capenga

Em certo reino um rei havia
De nobre estirpe secular
Que começou, um belo dia,
Do pé direito capengar.

Um calo enorme era o motivo
Que dava ao rei um tal cacoete:
Calo feroz, duro, agressivo,
Plantado sobre o real joanete.

Mas essa causa assim plebeia
Ficava mal de publicar;
E toda a corte teve a ideia
De andar coxeando, a capengar.

Príncipes, duques e marqueses,
Viscondes, condes e barões
Andavam, coxos e corteses,
Com mil mesuras a capengar.

Desde a nobreza solarenga
Ao camponês da rude grei,
Tudo no reino era capenga
Para “engrossar” o velho rei.

E o rei sorria, satisfeito,
Por ser benquisto e popular;
Não era mais nenhum defeito,
Naquele reino, o capengar.

Mas eis que, um dia, um tipo surge,
Em passo firme, andando bem
O povo, unânime, se insurge,
E a corte a fúria não contém.

Possessa, diz toda a cidade:
‒ Castigo dê –se -lhe, exemplar!
Crime é de lesa-majestade
Viver, aqui, sem capengar.

É preso o infame; e logo o júri
Se reúne ali dos cidadãos,
Para que o crime, enfim, se apure,
E o vil, da lei, caia nas mãos.

E clama o júri: ‒ o reino insulta!
O nosso rei tenta aviltar!
E ruge e freme a turbamulta,
De um lado a outro, a capengar.

Mas fala o réu: ‒ Por Jesus Cristo,
Não me mandeis para as galés!
Se ando direito é só por isto:
Eu sou capenga dos dois pés.

 Bastos Tigre
Do texto, “com mil mesuras” configura-se como
Alternativas
Q1997861 Português

Leia o texto de Raquel de Queiroz com atenção e responda a questão.


A grande causa de esquecimento, a responsável pela pouca contrição da gente e a pouca constância no arrependimento, é o tempo, é o tempo não ser, como o espaço, uma coisa onde se possa ir e vir, sair e voltar... O que se passa no tempo, some-se, anda para longe e não volta nunca, pior do que se estivesse do outro lado de terra e mar.

Afinal, quem pode manter, num espelho, uma imagem que fugiu?


(Raquel de Queiroz)

Em “anda para longe e não volta nunca, pior do que se estivesse do outro lado de terra e mar.”


A virgula nesse trecho foi usada como recurso de
Alternativas
Q1997859 Português

Leia o texto de Raquel de Queiroz com atenção e responda a questão.


A grande causa de esquecimento, a responsável pela pouca contrição da gente e a pouca constância no arrependimento, é o tempo, é o tempo não ser, como o espaço, uma coisa onde se possa ir e vir, sair e voltar... O que se passa no tempo, some-se, anda para longe e não volta nunca, pior do que se estivesse do outro lado de terra e mar.

Afinal, quem pode manter, num espelho, uma imagem que fugiu?


(Raquel de Queiroz)

Sobre a linguagem do texto de Raquel de Queiroz, analise as afirmativas e assinale (V) para as Verdadeiras e (F) para as Falsas.


( ) A palavra “espelho” tem sentido conotativo. É uma metonímia que subentende a palavra memória e recupera a ideia central do texto.


( ) “Afinal” é um advérbio que denota ordenamento e conclusão, fazendo o encadeamento dos segmentos textuais.


( ) A repetição da oração “é o tempo” é um recurso que busca dar ênfase e intensificar o enunciado.


( ) Na oração, “onde se possa ir e vir”, o pronome “onde” introduz uma oração adjetiva e retoma o termo “espaço”, intensificando a coesão textual.


Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q1995515 Português

O cadeado

Por: Ana Cristina Vieira de Souza (Cris da Rocha)


Um dia o cadeado resolveu não abrir. Como não era de boa qualidade, enferrujou. Tentaram abrir: apertaram, viraram de um lado para o outro, até que a chave emperrou. [...] Não se contendo, ao invés de retirar a chave de dentro do cadeado, apertaram mais e mais até a chave quebrar e, na pressa de abrir o cadeado para entrar, ficaram do lado de fora até que se pudesse encontrar alguém para cortar o cadeado e dinheiro para comprar um novo [...].

Às vezes somos que nem a história simples do cadeado, queremos ser mais felizes, alegres, satisfeitos e gentis com a vida, mas passamos esse tempo repetindo os mesmos erros, entrando e saindo sempre pela mesma porta, empurrando os mesmos problemas ao invés de tentarmos soluções. [...] Nem sempre conseguimos a coragem suficiente para desapegar daquilo que não traz mais alegria de viver e que faz da vida um espetáculo que não nos encanta. [...] Há um momento, depois de todo o esforço, que o cadeado deve ser descartado com a chave e tudo. Jogue fora até acorrente que ajuda a trancar o portão e, mesmo que demore, compre tudo novo e aproveite das oportunidades que a vida vai te dar. Construa tudo com novas emoções e cuide para que seus sentimentos não enferrujem.


Adaptado de: https://psicologiaacessivel.net/2018/04/03/ocadeado/. Acesso em 23 abr. 2021.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FUMARC Órgão: PC-MG Prova: FUMARC - 2021 - PC-MG - Médico Legista |
Q1980583 Português
Texto 02:

Pfizer é 91% eficaz entre 5 e 11 anos


Dados divulgados ontem pelo grupo farmacêutico Pfizer apontam que doses da vacina desenvolvida pela companhia contra COVID-19 para crianças de 5 a 11 anos são seguras e apresentam eficácia de quase 91% na prevenção de infecções sintomáticas. A divulgação ocorre em meio às análises feitas pelos Estados Unidos para aplicação do imunizante nessa faixa etária. De acordo com a agência de notícias Associated Press, as aplicações no país podem começar no início de novembro, se os órgãos reguladores americanos derem sinal verde. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (FDA, na sigla em inglês) ainda terá que publicar sua revisão, independente dos dados de segurança e eficácia da empresa. Os consultores do FDA vão debater publicamente as evidências da eficácia do imunizante na próxima semana. Nos EUA, a vacina é autorizada para maiores de 12 anos, mas pediatras e familiares aguardam a nova aprovação voltada às crianças mais novas como forma de conter as infecções crescentes da variante Delta do coronavírus.

(Jornal Estado de Minas, 23 out. 2021, p. 8)
A figura de linguagem presente no Texto 02 é: 
Alternativas
Q1911156 Português

Leia estes versos do poeta Paulo Leminski.

[...]

passe o que nasce

passe o que nem

passe o que faz

passe o que faz-se

que tudo passe

e passe muito bem

[...].


Como se observa, a repetição da expressão “passe o que” caracteriza a presença de: 

Alternativas
Q1910562 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 1 

Um SPA para o cérebro 



INSTRUÇÃO: Leia o Texto 3 a seguir e responda à questão que a ele se refere. 

Imagem associada para resolução da questão

Imagem associada para resolução da questão


Sobre o Texto 3, analise as afirmativas que se seguem.


I. Entre os recursos usados para a construção do sentido do texto, encontra-se o paradoxo.

II. O uso reiterado da onomatopeia reforça a ideia de “trabalhar sem parar”, do 1.º quadro.

III. A expressão “ganhar a vida” foi usada em sentido denotativo, significando “sustentar-se”.

IV. Infere-se, a partir do texto, que há outros aspectos importantes na vida além do trabalho.


Estão CORRETAS as afirmativas:  

Alternativas
Q1906043 Português

Analise a charge a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a opção que indica a figura de linguagem empregada na charge.

Alternativas
Q1906001 Português

Imagem associada para resolução da questão


Assinale a opção que indica a figura de linguagem utilizada na charge.

Alternativas
Q1896001 Português
Assinale a alternativa que corresponde à figura de linguagem presente na oração a seguir: “Seu Joaquim Moreira adquiriu outro Picasso no último leilão em Roma.”
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBADE Órgão: ISE-AC Prova: IBADE - 2021 - ISE-AC - Agente Socioeducativo |
Q1892910 Português
Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

       Comer bem te faz mais feliz
 
         Já ficou mais feliz depois de comer chocolate ou ainda mais irritado por causa de um desconforto digestivo? Saiba que a conexão entre o seu humor e a sua alimentação pode ser a resposta para isso.
       Estudos mostram uma correlação inversa entre uma dieta rica em açúcares refinados e uma função cerebral prejudicada - até mesmo uma piora dos sintomas de transtornos de humor, como a depressão. Mas o responsável pela sensação de bem-estar não é apenas o cérebro. É no intestino que cerca de 95% da serotonina, conhecida como hormônio da felicidade, é produzida a partir dos alimentos.
     Esse neurotransmissor – que atua no cérebro, estabelecendo comunicação entre as células nervosas, e pode também ser encontrado no sistema digestivo e nas plaquetas do sangue – ajuda a regular o sono e o apetite, a mediar o humor e a inibir a dor. Como a produção da serotonina é no trato gastrointestinal, faz sentido que o funcionamento do sistema digestivo, além de digerir os alimentos, ajude a guiar as emoções.
        Segundo o psiquiatra e professor de pós-graduação da PUC-Rio, Marcus Schwartz, o humor é definido como um estado de espírito, uma sensação generalizada que pode variar normalmente em todos os indivíduos. “No entanto, algumas pessoas apresentam transtornos do humor. Nesses casos, tratam-se de doenças, em que as variações são muito acentuadas, podendo ser uma exaltação ou uma oscilação muito para baixo do humor, o que caracteriza a depressão. Assim, essas doenças requerem tratamentos”, alerta. 
           Em parte, o humor é determinado pelo tipo de flora bacteriana que coloniza o intestino. O órgão é o lar de mais de 500 espécies diferentes desses micro-organismos, que podem afetar o cérebro, processo conhecido como eixo intestino-cérebro. Tais bactérias são necessárias para nos manter saudáveis. Porém, nem todas as espécies são amigáveis. (...)


Fernanda Taveira
No trecho “A mão que toca o violão, se for preciso, vai à guerra.”, identifica-se a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q1891343 Português
O trecho abaixo é um fragmento de uma das entradas do diário de Carolina Maria de Jesus, importante escritora nacional. Na edição de seu livro, foi completamente respeitado o registro de linguagem por ela empregado ainda que, por vezes, contrariasse a tradição gramatical. Leia-o, com atenção, para responder à questão.

Texto I

  29 DE MAIO Até que enfim parou de chover. As nuvens deslisa-se para o poente. Apenas o frio nos fustiga. E varias pessoas da favela não tem agasalhos. Quando uns tem sapatos, não tem palitol. E eu fico condoida vendo as crianças pisar na lama. (...) Percebi que chegaram novas pessoas para a favela. Estão maltrapilhas e as faces desnutridas. Improvisaram um barracão. Condoí-me de ver tantas agruras reservadas aos proletarios. Fitei a nova companheira de infortunio. Ela olhava a favela, suas lamas e suas crianças pauperrimas. Foi o olhar mais triste que eu já presenciei. Talvez ela não mais tem ilusão. Entregou sua vida aos cuidados da vida.
   ... Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá... isto é mentira! Mas, as miserias são reais.
    ... O que eu revolto é contra a ganancia dos homens que espremem uns aos outros como se espremesse uma laranja.

(JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo, diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 1993, p.41)
O último parágrafo do texto ganha expressividade por meio do emprego da linguagem figurada, Nele, destaca-se a seguinte figura:
Alternativas
Q1883180 Português

Segundo Abaurre e Pontara, Figuras de Linguagem são recursos estilísticos utilizados no nível dos sons, das palavras, das estruturas sintáticas ou do significado para dar maior valor expressivo à linguagem. Baseado no que dizem as autoras, analise as assertivas que seguem sobre figuras de linguagem:


I. Onomatopeia, aliteração, assonância e paronomásia são figuras sonoras, em que os falantes, em diferentes contextos, sentem a necessidade de explorar sons para produzir efeitos de sentido.

II. Metonímia, antonomásia, e sinédoque são figuras de construção, observadas em textos, cujas frases têm sua estrutura alterada, ocorrendo frequentemente inversões, omissões, repetições.

III. Elipse, zeugma e anáfora são figuras de pensamento. Quando o sentido das palavras e expressões é manipulado intencionalmente, provocando alterações no plano do significado, ou seja, no plano semântico.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1880109 Português

FUGA

        Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

        — Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar.

       Com três anos, já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas: não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

        — Pois então para de empurrar a cadeira.

        — Eu vou embora — foi a resposta.

        Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

        A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

       — Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra, do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

       — Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele.

      Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa prevenido — uma moeda de um cruzeiro. Chamou-o, mas ele apertou o passinho e abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do ônibus que surgia à distância.

         — Meu filho, cuidado!

      O ônibus deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como um animalzinho:

          — Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito comovido.

         — Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.

         Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

          — Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai.

        — Me larga. Eu quero ir embora. Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

          — Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

          — Fico, mas vou empurrar esta cadeira.

           E o barulho recomeçou.

Fonte: SABINO, Fernando. Fuga. In: Os melhores contos. Rio de Janeiro: Record, 1986. p.122-123. 

Em “A calma que então baixou na sala era vagamente inquietante”, há uma figura de linguagem chamada: 
Alternativas
Q1878184 Português

TEXTO 10

TRECHO DA LETRA DO BAIÃO PARAÍBA (LANÇADO EM 1950)


Imagem associada para resolução da questão


HUMBERTO TEIXEIRA | nasceu em Iguatu, Ceará, em 5 de janeiro de 1915, e morreu no Rio de Janeiro, em 3 de outubro de 1979. Advogado, deputado federal, autor e compositor. É nacionalmente conhecido como parceiro de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Um grande sucesso da dupla é a composição Asa Branca, lançada em 1947.



Quando a lama virou pedra e mandacaru secou

Quando o ribaçã, de sede, bateu asa e voou

Foi aí que eu vim-me embora carregando a minha dor

Hoje eu mando um abraço pra ti, pequenina



Paraíba masculina, muié macho, sim sinhô

Paraíba masculina, muié macho, sim sinhô



(...)



TEXTO 11

TRECHO DA LETRA DE TERRA (LANÇADA EM 1993)



CAETANO VELOSO | Caetano Emanuel Vianna Teles Veloso nasceu em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, no dia 07 de agosto de 1942

Ninguém supõe a morena Dentro da estrela azulada Na vertigem do cinema Mando um abraço pra ti Pequenina como se eu fosse O saudoso poeta E fosses a Paraíba... 

Terra! Terra! Por mais distante O errante navegante Quem jamais te esqueceria?... (...)

Do cotejamento dos textos 10 e 11 pode-se inferir que: 

Alternativas
Ano: 2021 Banca: AMEOSC Órgão: CRESIM - SC Prova: AMEOSC - 2021 - CRESIM - SC - Psicólogo |
Q1876110 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A lição da borboleta 


Um homem estava observando, horas a fio, uma borboleta esforçando-se para sair do casulo. Ela conseguiu fazer um pequeno buraco, mas seu corpo era grande demais para passar por ali. Depois de muito tempo, ela pareceu ter perdido as forças e ficou imóvel.


O homem, então, decidiu ajudar a borboleta; com uma tesoura, abriu o restante do casulo, e libertando-a imediatamente. Mas, seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.


O homem continuou a observá-la, esperando que as asas dela se abrissem e a qualquer momento ela levantasse voo. Contudo, nada disso aconteceu; na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas, incapaz de voar.


O que o homem - em sua gentileza e vontade de ajudar - não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura, foi o modo escolhido pela natureza para exercitá-la e fortalecer suas asas.


Algumas vezes, um esforço extra é justamente o que nos prepara para o próximo obstáculo a ser enfrentado. Quem se recusa a fazer este esforço no começo, ou quem tem uma ajuda errada, no término acaba sem condições de vencer a batalha seguinte, e jamais consegue voar até o seu destino.


https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html - Adaptado 

A partir das palavras em destaque, qual a figura de linguagem está presente no período, "Quem se recusa a fazer este esforço no COMEÇO, ou quem tem uma ajuda errada, no TÉRMINO acaba sem condições de vencer a batalha seguinte, e jamais consegue voar até o seu destino"? 
Alternativas
Respostas
1501: C
1502: A
1503: A
1504: D
1505: C
1506: C
1507: B
1508: D
1509: D
1510: B
1511: A
1512: A
1513: B
1514: C
1515: C
1516: D
1517: A
1518: D
1519: A
1520: B