Questões de Concurso
Comentadas sobre figuras de linguagem em português
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Quando oiei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu preguntei a Deus do céu, uai
Por que tamanha judiação?
Nos versos de Luiz Gonzaga, o eu poético narra, em primeira pessoa, suas impressões sobre um determinado assunto.
Para isso, ele utiliza construções linguísticas próprias, constatadas pelo uso
Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'.
Podemos afirmar que há, no trecho, uma figura de linguagem conhecida como:
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/esperando-leitor/. Acesso em: 15 mar. 2024.
Os trechos destacados no texto apresentam construções metafóricas que têm por função
Peça da campanha publicitária do Carnaval de Belo Horizonte 2024 - Foto: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo/Divulgação
Considerando o anúncio publicitário que promove o Carnaval de Belo Horizonte, é correto afirmar que a figura de linguagem utilizada no slogan, além da metáfora, é a(o)
Qual é a figura de linguagem predominante na frase a seguir?
“O tempo é um rio que leva nossas vidas como folhas ao vento”.
Observa-se na frase acima o uso de uma figura de linguagem que evidencia a:
Coluna 1 Figuras de linguagem
1. catacrese 2. comparação 3. metáfora 4. metonímia
Coluna 2 Frases
( ) Ela era esbelta tal qual sua mãe. ( ) O atleta teve cãibra na batata da perna. ( ) Ele é a melhor tesoura deste salão. ( ) Minha tia é um anjo para todos nós!
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise a imagem abaixo:

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/figuras-de-
linguagem/. Acesso em: Acesso em: 10 out. de 2024.
Assinale a alternativa correta referente à figura de linguagem usada na imagem.
Texto 3
Quem é Katalin Karikó, a bioquímica que
ganhou o Nobel de Medicina
Gabriela Guido

Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-
mulher/2023/10/quem-e-katalin-kariko-a-bioquimica-que-
ganhou-o-nobel-de-medicina/ Acesso em: 16 out 2023.
Fragmento.
Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.
Professores de melancolia
É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.
O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.
Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.
Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.
(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
I. Isto, meu querido, é o ciclo vital da vida.
II. Estou morrendo de sono.
III. Quanta educação! Foi embora e não se despediu de ninguém!