🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 3.180 questões

Ano: 2013 Banca: IV - UFG Órgão: IF-GO Prova: CS-UFG - 2013 - IF-GO - Engenheiro Civil |
Q849767 Português

Texto 1


Bom conflito de indicadores


Tem gente se perguntando: como é que o Brasil conseguiu registrar um de seus maiores índices de desemprego em décadas (4,6% em janeiro) e, ao mesmo tempo, lamentar o “pibinho” de 2012? Não seriam fatos excludentes? Este debate tem se dado nos últimos meses sem que se chegue a uma conclusão.

Entretanto, há quem justifique o fenômeno por meio de dois fatores: a proporção de pessoas dispostas a trabalhar vem diminuindo por causa da queda da taxa de natalidade; e os jovens estão entrando mais tarde no mercado. Esses dois movimentos estariam sustentando os bons índices de emprego. Delfim Neto, ex-ministro e renomado economista é um dos que pensam assim. Agora, se essa mecânica irá se manter, e por quanto tempo, são outros quinhentos.

Já o crescimento estaria baixo pois, por um lado, os investimentos em infraestrutura ainda não aceleraram, e, por outro, a indústria brasileira vem perdendo competitividade, apesar dos esforços do governo. A boa notícia é que o fraco crescimento industrial está sendo compensado pela força do comércio e dos serviços. Ambos vão bem, graças ao aumento da massa salarial, que leva muitas pessoas a consumir.

A média do desemprego do ano passado, medido pelo IBGE em 5,5%, colocou o Brasil entre os melhores países da América Latina, inclusive entre países que cresceram mais do que o nosso em 2012. Exemplo? O México teve 5,8% de desemprego e cresceu 4%, quatro vezes mais que o Brasil. O Peru, por sua vez, registrou 7% de desemprego e continuou na marcha dos últimos anos, aumentando o PIB em 6%. Somente tiveram taxas menores de desemprego no ano passado, em comparação com o Brasil, a Guatemala (2,7%), o Panamá (4,8%) e o Equador (4,8%).

E nos Estados Unidos? Apesar da retomada da economia, o desemprego está na casa dos 7,8%. Na Espanha, o índice gira em torno de absurdos 26%. Quem diria, o Brasil tão bem nessa foto.

                    RACY, Sônia. Tam nas nuvens. São Paulo: New Content, mar. de 2013, p. 42.

Ao dizer “Quem diria, o Brasil tão bem nessa foto”, a autora recorre a uma expressão metafórica para
Alternativas
Q793456 Português

Texto III

                                       Fim de Policarpo

Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora, que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara - todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. [...]

(Lima Barreto em Triste Fim de Policarpo Quaresma) 

Os vocábulos “tudo” e “nada”, que aparecem, no texto, como resposta a algumas das perguntas feitas, caracterizam a seguinte figura de linguagem.
Alternativas
Q793440 Português

Texto I

                                          Pela Televisão

(Ruy Castro)

RIO DE JANEIRO - Há apenas 70 dias, o treinador Mano Menezes pediu demissão do Flamengo. Ao sair, com um B.O. de nove vitórias - jamais duas seguidas -, seis empates e sete derrotas, deixou o clube às portas do rebaixamento no Brasileiro e sem moral para seguir na luta pela Copa do Brasil. Devido ao adiantado da hora, o Flamengo substituiu-o pelo auxiliar técnico Jayme de Almeida, funcionário fixo de seus quadros.

Para justificar a saída, Mano Menezes alegou que não conseguira transmitir aos jogadores “aquilo que pensava de futebol”. Para todos os efeitos, entre dar zero a si próprio por não saber ensinar ou a cada um de seus pupilos por eles não conseguirem aprender, optou pela segunda hipótese. Reprovou a classe inteira, pegou sua beca e seu capelo, e se mandou. Na seqüência, seu substituto deu um novo caráter ao Flamengo, livrou-o do fantasma do rebaixamento e levou-o à conquista da Copa do Brasil - e, em conseqüência, à disputa da Libertadores em 2014.

O Flamengo não foi o primeiro fiasco de Mano Menezes que outro treinador precisou retificar. Há um ano, depois de um currículo pífio à frente da seleção brasileira, Mano Menezes já tinha sido substituído por Luiz Felipe Scolari - que não apenas tem levado a seleção a vencer como devolveu-lhe uma alegria de jogar que contamina até seus torcedores mais recalcitrantes, entre os quais eu.

Cada vez mais me convenço de que a humanidade se divide em duas categorias: as pessoas que fingem que se levam a sério e as que fingem que não se levam a sério. Mano Menezes está, decididamente, no primeiro grupo. Prova disso é a notícia recente, de que, ao pedir demissão em setembro, já tinha um novo emprego garantido.

Foi melhor para todo mundo. Boa sorte para Mano Menezes, e que lhe sobre tempo em 2014 para assistir à Libertadores pela televisão.

(Ruy Castro)

Disponível em: http://arquivoetc.bloaspot.com.br/2013/11/ pela-televisao-ruv-castro.html 

O uso expressivo da linguagem cumpre papel relevante na construção de sentidos em um texto. Desse modo, no excerto “livrou-o do fantasma do rebaixamento” percebe-se a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q757009 Português
Dada a oração: “Eu vi aquela tragédia com meus próprios olhos”. Esta oração é uma figura de linguagem definida como:
Alternativas
Q748261 Português

Analise, sistematicamente, o enunciado abaixo e responda:

Leccapiatti – No coração da cidade


A expressão supracitada corresponde a um slogan de um restaurante da capital Aracaju. Nela é possível identificar:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UFMG Órgão: UFMG Prova: UFMG - 2013 - UFMG - Assistente de Laboratorio |
Q730254 Português

TEXTO 1

Autoviolência

A palavra automóvel, uma viatura com mobilidade própria, pode ser enganosa. Tem autonomia de potência, mas não tem, pelo menos até hoje, autonomia de condução. 

Quem conduz um automóvel é uma consciência. O que talvez seja mais reflexivo nesse prefixo (auto) seja justamente a característica maior da consciência: tudo que por ela é gerido regressa a ela mesma, num efeito bumerangue, impactando e determinando quem ela é.

O carro engana fazendo parecer que é uma entidade independente, detentora de uma placa própria, quando sua identidade sou eu e meu nome. Descobrimos isso quando a multa vem personalizada, momento de susto e de breve recusa em assumir-se a autoria.

O carro faz parecer que existia outro personagem que não o próprio condutor. Porém a lataria não pode ocultar o personagem e o Renavam não pode esconder a habilitação. O insulfilm não tem como mascarar o rosto e o deslocamento não tem como deixar para trás o que foi feito.

Porque fechar outro carro é como empurrar alguém no meio da rua. Porque buzinar é como chegar e gritar no ouvido do outro. Porque acelerar em direção a um pedestre é como levantar a mão em ameaça ao próximo. Porque estacionar trancando o outro é produzir um cárcere privado. Porque ultrapassar perigosamente é como sair armado.

 conhece as nossas imprudências, é sempre doloso, sempre com a intenção de matar. O auto de automóvel nos engana a todos e a maioria é pior como motorista do que como cidadão. Tem mais pecados registrados nas fiscalizações eletrônicas, e mais ainda quando elas não estão por perto, do que na vida de pedestre.

Sinal de que no carro somos outra pessoa, mais perigosa. Sinal de que nossa consciência assume que tem menos responsabilidade dentro do que fora dessa entidade.

O condutor é uma consciência e uma consciência é um bicho vestido. As sensações de anonimato e de que o pequeno espaço de nossa carroceria é privado fazem o bicho se despir como ele não faz do lado de fora. E o que vemos pela cidade são respeitáveis senhores e senhoras como bichos atrelados a um volante.

Dão vazão a violências que fora, vestidos, não dariam. Além das agressões e abusos que produzem, saem dos seus carros piores pessoas diante de suas próprias consciências. Seguem a rotina como se nada tivesse acontecido, mas trouxeram para dentro de sua casa, de sua alma, marcas de pneus.

Certa vez, um rabino estava numa carroça quando começou a subida de uma ladeira. Ele não hesitou em saltar da carroça e se pôs a andar ao lado do cavalo. O cocheiro questionou sua atitude, ao que ele explicou que na subida ficava difícil para o animal. O cocheiro reagiu: “Mas é apenas um animal... Então o senhor, um ser humano, é quem tem que fazer força e ficar cansado?”. O rabino respondeu: “Justamente por isso, como sou um ser humano, não quero me ver no futuro num litígio com um cavalo!”.

O condutor é aquele que enxerga as interações e cuida não só para fazer o seu percurso, mas também para não se ver no futuro em litígios com animais, seja na vida real ou em sua própria consciência.

                                                                   BONDER, Nilton. Autoviolência. Folha de S. Paulo, 14 abr. 2013, A3. Opinião

A alternativa em que o autor utiliza linguagem figurada é
Alternativas
Q728112 Português
Dada a frase: “Cada qual busca salvar-se a si próprio”. Constata-se nesse exemplo uma Figura de Linguagem chamada:
Alternativas
Q728103 Português
Dada a oração: “Toda profissão tem seus espinhos”. O termo sublinhado constitui uma Figura de Linguagem chamada:
Alternativas
Q728098 Português

Dada a oração: “Todos os filhos de Adão padecemos nossas mutilações e fealdades”. Trata-se de um exemplo de Silépse de:

Alternativas
Q710188 Português
BRASIL NÃO TEM UMA “NOVA CLASSE MÉDIA”, DIZEM ESPECIALISTAS
EM LIVRO, CIENTISTAS SOCIAIS QUESTIONAM PAPEL DO ESTADO AO AUMENTAR PODER AQUISITIVO DA PARCELA MAIS POBRE DA POPULAÇÃO SEM PROJETO POLÍTICO
    A emancipação de uma parcela da população e o consequente aumento de seu poder aquisitivo soam como boas notícias para o Brasil, historicamente marcado por um abismo social e a sistemática desigualdade na distribuição de renda. No entanto, alguns estudiosos veem o processo como atropelado e transformador apenas em parte.
    A criação da chamada “nova classe média” é contestada por cientistas sociais no livro A ‘nova classe média’ no Brasil como conceito e projeto político. A obra, que reúne artigos de especialistas como Cândido Grzybowski, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e Marcio Pochmann, da Unicamp, questiona se o Estado brasileiro é, de fato, um agente transformador ou se acaba eximindo-se de responsabilidades fundamentais como gestor e garantidor de direitos sociais e civis.
    Para Dawid Bartelt, diretor da Fundação Heinrich Böll e organizador do livro, fornecer maior poder de compra para as classes pobres não deve ser um fi m em si mesmo. É preciso haver um projeto mais amplo. “Precisamos de um plano, não apenas no consumo. Esse conceito de “nova classe média” nos leva para um caminho errado. Quando o Estado diz: ‘Vai, classe média, pague uma escola particular e um plano de saúde para seu fi lho’ acaba se eximindo das obrigações de garantir direitos previstos na Constituição”, observa sobre pilares como educação e saúde.
    Segundo o livro, apesar de a queda da desigualdade ter contribuído para as pessoas saírem de uma condição de pobreza absoluta, definir a classe média apenas pelo critério de renda é errôneo. Faltaria a essa parcela da população emancipada capital social e cultural, alerta Jessé Souza, professor de sociologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretor do Centro de Estudos Sobre Desigualdade (Cepedes), que assina um dos artigos no livro. “A ‘verdadeira’ classe média é constituída pelo acesso privilegiado a um recurso de extrema importância: o capital cultural. É apenas a classe média ‘verdadeira’ que pode ‘comprar’ o tempo livre de estudo de seus fi lhos e assim reproduzir seus privilégios de classe. É esse fundamento social ‘invisível’ que explica não só a renda diferencial, mas também o reconhecimento social atrelado a isso”, explica.
    A chamada “nova classe média” - faixa da população brasileira com renda mensal familiar entre 1.315 reais e 5.672 reais -, no entanto, tem uma vida completamente diferente da explicitada por Souza. Vive um cotidiano marcado pela ausência dos “privilégios de nascimento” que caracterizam as classes médias e altas, pelo extraordinário esforço pessoal, pela dupla jornada de trabalho e pela “super exploração da mão de obra”. “É a classe mais explorada, que mais trabalha e menos garantias tem. Nas profissões autônomas, inclusive, chegam a ser inundados pela ideologia de que são livres e empresários de si mesmos”, observa Souza.
    Outro ponto de crítica do livro se dá em relação às condições de vida da maioria dos cidadãos que compõe a chamada nova classe média. Segundo as pesquisadoras da Universidade Federal Fluminense Celia Lessa Kerstenetzky e Christiane Uchôa, os domicílios localizados no intervalo de renda relativo à nova classe média correspondem a 31,5 milhões, no quais vivem 38 milhões de crianças e jovens. Destes, 75% possuem apenas um banheiro, enquanto 390 mil não dispõem de nenhum.
    Vale lembrar ainda, alerta Bartelt, que a maioria gasta de duas a três horas por dia no trajeto entre casa e trabalho, possui pouca qualificação e continua trabalhando na economia informal. “Qual o projeto político do governo? Vamos só comprar mais ou pensar em questões essenciais como a formação dessas pessoas?”, questiona. “Se queremos que a criação de uma nova classe média seja sustentável, teremos de entrar na questão profissional. Sem uma educação de qualidade, essa classe não conseguirá sustentar essa ascensão social. Em um momento de crise, os primeiros a perder o emprego serão esses trabalhadores pouco qualificados. E isso, sim, seria um risco de retrocesso.”
Marsílea Gombata
(http://www.cartacapital.com.br)
A elipse é mecanismo de coesão textual que permite recuperar facilmente no texto um elemento omitido. A concordância verbal permite recuperar o sujeito expresso em outro período no seguinte trecho:
Alternativas
Q706275 Português
Assinale a alternativa que apresenta a mesma figura de linguagem expressa no verso abaixo. “Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios.” (Vinícius de Moraes)
Alternativas
Q705732 Português
Assinale a alternativa cuja frase apresenta a mesma figura de linguagem encontrada no período abaixo. Assim que a criança nasceu, o pai ofereceu um havana para os presentes.
Alternativas
Q640171 Português
Na frase “Tinha um mundo de planos na cabeça” identificamos a presença da seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Q623773 Português
Texto I

                            Rápida e acessível

      A justiça imaginada pelos antigos era representada por uma estátua fria, embora endeusada. Os egípcios viam‐na com uma espada nas mãos, que significava obrigatoriedade de cumprimento de suas decisões. Era a deusa Maat, de cujo nome se originou o vocábulo magistrado. A mitologia grega nos legou a figura de Themis, deusa do Olimpo, casada com Júpiter, de cuja união foram gerados a Equidade, a Lei e a Paz. Tinha em sua mão direita a balança, simbolizando o equilíbrio e a ponderação. Os romanos acresceram a Themis e a Maat a venda nos olhos, simbolizando a imparcialidade. Era a figura da Iustitia.

      A Justiça ainda carece de todos esses atributos. Suas decisões devem ter a força da obrigatoriedade, gerar equidade e paz, de acordo com a lei, e ser imparciais. Mas só isso não basta. Em uma linguagem mitológica, talvez devêssemos acrescentar a tais figuras o atributo de Hermes, o Deus da Velocidade. A Justiça de hoje tem de ser de fácil acesso e célere.

      Em nosso sistema constitucional integram o Poder Judiciário o Ministério Público e a advocacia, que, ao lado da magistratura, são os alicerces que lhe dão suporte.

      Como passageiros de um só barco, devemos remar na mesma direção, impedindo que nos desviemos da rota a que está obrigada a percorrer a nave para proporcionar à sociedade uma Justiça rápida, eficaz, transparente e acessível. Para tanto, é imprescindível que todos respeitem os direitos, os atributos e as prerrogativas dos demais.

   (Carmen Fontenele foi vice‐presidente da OAB‐RJ. O Globo. 14/12/2012)
Ao dizer que “Somos passageiros de um só barco...",   a autora do texto quer indicar a necessidade de
Alternativas
Q617999 Português
OBS: Não serão exigidas as alterações introduzidas pelo Decreto Federal 6.583/2008 - Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, alterado pelo Decreto nº 7.875/2012 que prevê que a implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1° de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.".  

                                              A fragilidade da vida  

      A ideia de que a vida é frágil demais nos assusta .......... cada instante!

      Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do homem contemporâneo. Este homem que trabalha, trabalha e trabalha e que nunca se encontra realizado profissionalmente, vivendo em uma busca constante, em sua __________ profissional e pessoal. Cada vez mais vivemos numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em que tudo parece previsível, passível de transformação numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o exato, que o inesperado faz sua intromissão devastadora, deixando marcas na história da humanidade. Na forma brutal, de um acidente fatal, onde a morte aproxima-se no recôndito do corpo de pessoas que estavam em um avião, que se abate sobre um edifício, causando-nos tamanha perplexidade e um sentimento enorme de impotência.  

      O desenvolvimento científico dos últimos anos, em progressão geométrica, __________ criado condições para uma vida saudável e uma idade avançada, um prolongamento da expectativa de vida que não conhecíamos .......... alguns poucos decênios passados. Somos com isso induzidos a uma segurança absoluta. O __________ torna-se permanente até que o inesperado acontece e leva-nos .......... ter uma nova concepção de vida. O tempo tem nova dimensão na velocidade dos acontecimentos que passam por nós numa sucessão ininterrupta, tudo reduzindo ao instante presente como se fosse eterno. Os dias não __________ fim com o por do sol, prolongando-se pelas noites que se estendem até o raiar do sol. 

      No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a vida humana é muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se as doenças e .......... morte. Portanto, devemos viver nossos dias com sabedoria, pois, a vida é uma só, uma única e poderosa oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores nos outros e principalmente em nós mesmos. Para isso, olhe ao seu redor, perceba o reflexo que causa nos demais, perceba como se sente perante os mesmos e todos os dias perante você próprio. Faça uma autoanálise de como está vivendo.  

      O que me fez ficar pensando hoje foi o fato de a vida ser tão frágil. Em um momento estamos aqui bem, e em outro, em um piscar de olhos, não estamos mais. Tal fato contribuiu e muito para que eu refletisse e decidisse a viver cada momento, aproveitar cada oportunidade, ficar junto de quem gosto o máximo de tempo possível. Sei que é difícil, mas acho que tenho que parar de esperar que as coisas melhorem, que o trabalho diminua, que eu tenha mais dinheiro, que eu encontre um grande amor para aproveitar o que a vida está me oferecendo agora.

      Não sei se estarei aqui daqui a um dia, daqui a um mês, daqui a um ano. Estarei aqui o tempo que me for permitido e quero que esse seja o melhor tempo de todos.  

      (Marizete Furbino – disponível em www.portaldafamilia.org/artigos - adaptado) 
Em “Sei que é difícil, mas acho que tenho..." a autora usou uma figura de linguagem, a:
Alternativas
Q614063 Português

Considere novamente o trecho: “Aceitam suas vidas e trabalho com satisfação e alegria. Vivem a vida como, nas palavras de Otto Rank, um ‘artista’...” (Linhas 32-33)

Todos os recursos de expressão abaixo foram usados pelo autor na construção do trecho acima referido, EXCETO

Alternativas
Q610478 Português
                             Imagem associada para resolução da questão


A charge acima se estrutura sobre uma figura de linguagem denominada 


Alternativas
Q608693 Português
Instrução - A questão refere-se ao texto abaixo.

                                                                    Tsunami como metáfora

 

                            (Adaptado de MEDEIROS. Marlha. Tsunami como metáfora Zero Hora. 2 de janeiro de 2013.)

Em relação ao uso da palavra tsunami pela autora do texto, analise as afirmações abaixo.
I - Conforme a autora, seu conhecimento inicial da palavra veio através de sua experiência específica no campo culinário.
II - A partir da tragédia lailandesa. a autora generalizou o uso da palavra para abranger abalos emocionais e infortúnios em geral.
III - A partir da assistência ao filme O impossível, a autora enuncia o propósito de restringir o uso metafórico da palavra.
Quais estão de acordo com o texto?
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IDECAN Órgão: COREN-MA Prova: IDECAN - 2013 - COREN-MA - Enfermeiro Fiscal |
Q604476 Português
Texto I para responder à questão.

A revolução digital 

    Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro.
    Disse "pareciam", assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação.
    Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose.
    Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons.
    A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita.
    E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma.
    Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de ideias que gera novos textos.
    A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios.
    Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: "Mando-te uma carta qualquer dia desses".
    Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico.
    O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla "enter".
(Souza, Josias de. A revolução digital. Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.) 
O autor utiliza-se de uma linguagem figurada na construção das ideias do texto. Assinale o trecho em que tal recurso NÃO é utilizado.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: AOCP Órgão: INES Prova: AOCP - 2013 - INES - Assistente de Alunos |
Q600062 Português

                                            Monteiro Lobato?

                                     Não com o nosso dinheiro

                                                                                                        Leando Narloch

    1.§    O movimento negro me odeia. Desde que mostrei, com o livro Guia do Politicamente Incorreto da História do Brasil, que Zumbi mantinha escravos no Quilombo de Palmares, os ativistas das cotas não estão contentes comigo. Do lado de cá, eu também me irrito com boa parte do que eles defendem. Mas, existe um ponto em que eu preciso concordar com eles: a polêmica dos livros do Monteiro Lobato.

    2.§    Se você acaba de despertar de um coma, o que aconteceu foi que, em 2010, o Conselho Nacional de Educação decidiu impedir a distribuição do livro Caçadas de Pedrinho em bibliotecas públicas. Disseram que esse clássico da literatura infantil era racista por causa de frases como “Tia Anastácia trepou que nem uma macaca de carvão” ou “Não vai escapar ninguém, nem Tia Anastácia, que tem carne preta”. Muita gente esperneou contra a decisão, afirmando que se tratava de um exagero, uma patrulha ideológica e um ato de censura contra um dos maiores autores brasileiros.

    3.§    É verdade que é preciso entender a época de Monteiro Lobato, quando o racismo era regra não só entre brancos, mas mesmo entre africanos. Até Gandhi, o líder mundial do bom-mocismo, escreveu e repetiu frases igualmente racistas nos 20 e poucos anos que viveu na África do Sul.

    4.§    A questão, porém, é outra: o governo deve investir em obras que parecem preconceituosas a parte da população? O Conselho Nacional de Educação não defendeu a proibição dos livros de Monteiro Lobato: foi contra apenas a distribuição bancada pelo governo. Pois bem: o Ministério da Educação deve gastar seu disputado dinheiro com esses livros? Eu acredito que não.

    5.§    Os negros que pagam impostos e os outros contribuintes que consideram Monteiro Lobato racista não devem ser obrigados a bancar edições do escritor. É mais ou menos essa a posição do economista Walter Williams, um dos principais intelectuais libertários dos EUA. Defensor da ideia de que o Estado deve se meter o mínimo possível na vida, nas escolhas e no bolso das pessoas, esse economista negro prega a liberdade de se fazer o que quiser desde que isso não implique violência a terceiros. Se um grupo quiser, por exemplo, criar um clube de tênis só para brancos, ou só para negros, tudo bem – desde que não use verba pública e não tente proibir manifestações de repúdio. Se tiver verba pública, não pode discriminar.

    6.§    Para libertários como Williams, ninguém, nem o governo, tem o direito de ameaçar ou praticar violência contra indivíduos pacíficos. Não é correto ameaçar um indivíduo de prisão por sonegação fiscal se ele não topar contribuir com essa ou aquela prática do governo. Um grupo de políticos que defende uma guerra com o Iraque não deve obrigar os cidadãos a contribuir para essa guerra. Do mesmo modo, se uma turma acredita ter uma boa ideia ao criar uma universidade, um estádio de futebol ou um festival de curtas-metragens, essa ideia deixa de ser boa quando implica a ameaça contra aqueles que não querem contribuir.

    7.§    Nada impede, é claro, que os autores dessas ideias tentem convencer as pessoas de que seus projetos merecem contribuições. É o que fazem há séculos as melhores universidades americanas, as instituições de caridade, alguns tipos de fundos de investimento e, há poucos anos, os sites de crowdfunding, o “financiamento coletivo”. Nada impede, também, que os admiradores de Monteiro Lobato se organizem, reúnam doações e publiquem quantas edições quiserem das ótimas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

                         Revista Superinteressante, edição 312, de dezembro de 2012.

Assinale a expressão que NÃO foi empregada para retomar uma expressão anteriormente mencionada no texto.
Alternativas
Respostas
2961: A
2962: E
2963: C
2964: C
2965: E
2966: B
2967: D
2968: A
2969: D
2970: D
2971: C
2972: C
2973: D
2974: D
2975: A
2976: D
2977: E
2978: D
2979: B
2980: D