Questões de Concurso
Comentadas sobre figuras de linguagem em português
Foram encontradas 3.118 questões
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da letra da canção Índios, interpretada pela banda Legião Urbana, julgue o próximo item.
A repetição da expressão “Quem me dera, ao menos uma vez” em versos da letra da canção caracteriza a figura de linguagem denominada anáfora.
Em relação à linguagem, aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, que apresenta um trecho da obra dramatúrgica Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, julgue os seguintes itens.
Na primeira fala de João Grilo, identifica-se a figura de linguagem denominada metonímia no verso “Já fui barco, fui navio”, por meio da qual o eu lírico estabelece, em relação ao verso “Já fui menino, fui homem”, correspondência entre “barco” e “menino” e “navio” e “homem”.
Considerando o texto anterior e aspectos da linguagem nele empregada, julgue o item seguinte.
Identifica-se uma hipérbole no primeiro período do segundo parágrafo.
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto 9A1, julgue o item seguinte.
No último período do quarto parágrafo, o termo “antropofagia” é empregado com sentido metafórico, como resultado de uma comparação implícita.
___________ é a figura de linguagem que substitui um termo por outro, desde que haja uma relação entre eles, como o nome do autor pela obra, enquanto ____________ é a figura associada ao uso de sentimentos humanos e palavras por seres inanimados ou animais.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Não espalha
Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.
Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.
Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.
Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.
Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.
Ou seja, é preferível proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência a gritar votos aos quatro ventos.
O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.
E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.
Temos que observar mais o exemplo do que as declarações: se a pessoa admira você, se a pessoa incentiva você, se a pessoa elogia você, se a pessoa ampara você, se a pessoa escuta você.
Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.
Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.
Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.
− O que houve?
− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.
Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso?
Há dias em que parece que você ama mais.Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.
Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.
Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:
− Amar é só gostar de ficar junto, filha.
Ela, inesperadamente, respondeu:
− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.
Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado
https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha
"Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos."
Analise o uso das figuras de linguagem nesse trecho e assinale a alternativa correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Novas regras dificultam imigração para o Reino Unido
A partir de março, entrarão em vigor novas regras de imigração no Reino Unido.
O governo britânico tem como meta reduzir a migração legal, após estatísticas oficiais terem mostrado que o saldo migratório — a diferença entre o número de imigrantes e emigrantes — atingiu 745.000 em 2022, um recorde. Ou seja, o país "ganhou" 745.000 estrangeiros no ano passado.
Isso acendeu o alerta vermelho no governo, que tem prometido, a cada eleição, reduzir a imigração — legal e irregular — para o país.
Em artigo ao tabloide inglês The Sun, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, escreveu "Se você não pode contribuir com o Reino Unido, você não virá para o Reino Unido".
O número de brasileiros que imigra legalmente para lá é baixo, em comparação a outras nacionalidades. Mas os brasileiros estão entre os afetados pelas novas regras.
De janeiro a setembro deste ano, segundo dados do Ministério do Interior britânico, quatro mil vistos foram concedidos a cidadãos brasileiros. Esse número inclui todo o tipo de visto, como o de trabalho, de estudante e de família.
Brasileiros não necessitam de visto em viagens de turismo ou negócios para o Reino Unido em estadias de até cento e oitenta dias.
As regras também impactam aqueles que já vivem legalmente no país e pretendem, por exemplo, trazer cônjuges ou parentes para morar com eles.
Segundo o Itamaraty, duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido.
A principal mudança é o aumento do salário mínimo exigido, tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 240 mil, na cotação atual).
Esse patamar é "irreal" na opinião da advogada de imigração brasileira Vitoria Nabas, que assessora empresas de pequeno e médio porte no processo de tramitação de vistos de trabalho.
"Estou estarrecida com tudo e extremamente frustrada como advogada atuante nesta área há mais de vinte anos. Não há dúvida de que o governo tenta fechar as portas cada vez mais para a imigração", diz ela.
Muitos especialistas concordam com Nabas e criticaram o anúncio do governo. Eles demonstraram preocupação sobretudo com o impacto na economia do Reino Unido, que deve crescer apenas 0,4% neste ano.
Para se ter uma ideia, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o salário anual bruto médio para quem trabalha em tempo integral no Reino Unido era de 34.963 libras em abril deste ano.
No caso específico dos brasileiros, Nabas diz acreditar que os mais afetados serão aqueles que já vivem no Reino Unido e querem trazer cônjuges e outros membros da família para morar com eles.
"Imagine, por exemplo, um entregador de delivery que viva legalmente no Reino Unido e queira trazer a esposa e os filhos para viver com ele aqui. Ou o restante de sua família. A maioria deles não ganha um salário de 38,7 mil libras por ano", diz.
Nabas lembra, ainda, que muitos trabalhadores autônomos tampouco declaram o rendimento real ao fisco, o que é contra a lei, para evitar pagar mais imposto.
A especialista também destaca que, em sua visão, esse nível salarial é superior ao que a maioria das empresas a quem presta assessoria oferece.
Segundo ela, as ofertas de emprego que pagam salários na casa das quarenta mil libras por ano são raras, mesmo para trabalhadores qualificados.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cyj23y
4nr12o. Adaptado.
.
O Itamaraty afirma que duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido.
A figura de linguagem predominante na frase
Supremo Senhor e Governador do universo , que às sagradas quinas de Portugal, e às armas e chagas de Cristo, sucedam as heréticas listas de Holanda, rebeldes a seu rei e a Deus?
Qual é a figura de linguagem evidenciada pelos termos destacados?
Leia com atenção as colunas a seguir:
Coluna 01
(__) A literatura brasileira é um vasto oceano, onde cada obra é uma pérola a ser descoberta.
(__) Os escritores são arquitetos das palavras, construindo mundos inteiros em cada página.
(__) Assim como Machado de Assis foi um mestre da ironia, Clarice Lispector foi uma poetisa da alma.
(__) O modernismo na literatura brasileira foi como uma explosão de cores em uma tela em branco.
(__) A poesia brasileira é um jardim de flores exuberantes, cada verso é uma pétala de beleza única.
(__) Se Jorge Amado retratou a diversidade cultural do Brasil em seus romances, Guimarães Rosa explorou as profundezas do sertão como um explorador destemido.
Coluna 02
I. Comparação.
II. Metáfora.
Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de figura de linguagem empregada. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
COMIDAS DO FIM DO MUNDO
Os kits de alimentos para bunkers apresentados pela indústria como soluções para o caos se baseiam no medo, mas em um suposto planeta pós-apocalíptico as saídas não seriam pelo individualismo, e sim pelo compartilhamento e cooperação. Denise Mirás
Para um planeta retratado em filmes e discursos fanáticos como à beira do caos, destruído por extremos climáticos, pandemias e guerras, os kits de comidas para o pós-apocalipse andam florescendo entre consumidores, principalmente dos EUA. Não apenas alimentos muitas vezes ultraprocessados — o oposto dos frescos e saudáveis — mas também latas e vidros para conservas e até construção de bunkers em casas fazem parte dos negócios. Ofertas desses kits para o fim do mundo se espalham em sites, muitos deles ligados a extremistas, com cardápios e preços variados, por ordem de validade para armazenamento, e que vão de manteiga de amendoim a atum enlatado, de feijões a leite em pó. A Technavio, agência de análise de mercados, prevê aumento de US$ 3,20 bilhões nesse setor até 2028, com potencial de retorno calculado em 7,35%. A questão é: além dos investidores que apostam no medo do caos, os consumidores desses kits têm algum ganho no mundo real?
A resposta é negativa para a nutricionista Karine Durães, especialista em comportamento alimentar, e para o psiquiatra Filipe Doutel. As saídas para um suposto planeta pós-apocalíptico não estariam no individualismo, e sim no compartilhamento. Ninguém, ou nenhuma família, sobreviveria apenas com a própria comida em meio a cidades em ruínas se não houvesse um trabalho de reconstrução com a cooperação de todos.
"Na verdade, já estamos destruindo o planeta, por escolhas do dia a dia. Não acredito em estocar alimentos e se manter distante da realidade da fome: quem não come nem hoje, não tem tempo de guardar comida", diz Karine, lembrando que "esperar o pior tira a pessoa do presente; ela se prepara para o abstrato, deixando de lado o agora". Essas neuroses inclusive induzem à ansiedade e à compulsão por comer, como explica a nutricionista. Para ela, ao contrário do individualismo, alimentação tem a ver com troca, inclusive no preparo. "E ninguém sobrevive só de comida em um bunker. Precisa de gente ao redor."
Filipe observa que já vivemos em condições ambientais mais extremadas e pandemias mais frequentes. "Não é ficção científica, é realidade. E se fechar, estocando comida em um bunker, não serve de nada", afirma. Essa sensação de Apocalipse, segundo o psiquiatra, é alimentada pelo medo e pelo ódio, sentimentos primitivos, instintivos, ao contrário de amor e tristeza, que são mais elaborados. "É preciso sair dessas estruturas toscas, preto ou branco, comprando armas ou 'se armando' de comida", assinala. "Para dificuldades coletivas, as soluções têm de ser coletivas."
(ISTOÉ,abril2024)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Momentos fora de série
Há algo inegavelmente mágico em mergulhar nas profundezas do universo da adolescência. É uma espécie de caldeirão efervescente onde se misturam hormônios, sonhos, e aquela sensação inebriante de que tudo é possível — e ao mesmo tempo, absolutamente terrível. E é nesse turbilhão de emoções que a diretora Olivia Wilde (Não se Preocupe, Querida; Wake Up) decide nos lançar em seu filme Fora de Série (2019) - disponível no Prime. Uma obra que não é apenas comédia, mas sim um espelho perspicaz da juventude contemporânea.
A trama nos guia através da vida de duas melhores amigas, Molly (Beanie Feldstein) e Amy (Kaitlyn Dever), que estão prestes a se formar no Ensino Médio - e determinadas a provar que não são apenas nerds - e, então, decidem extravasar em uma noite de festa antes da formatura. Elas subitamente se dão conta de que passaram os últimos anos tão focadas nos estudos, que perderam todas as experiências típicas da adolescência, e assim, embarcam numa jornada hilariante e tocante, repleta de reviravoltas e autoconhecimento.
Olivia Wilde captura com maestria a essência da juventude, com todas as suas contradições e complexidades, sem jamais perder de vista o humor e as emoções que tornam essa fase da vida tão única e inesquecível. Os típicos estereótipos desse gênero de filme são questionados e quebrados — uma refrescante surpresa.
Os ritos de passagem do amadurecimento são explorados sem subestimar a inteligência do público nem cair nos clichês habituais. Sexo e drogas estão presentes, mas não de forma glamorizada; ao contrário, são tratados com naturalidade, e é essa abordagem autêntica e despretensiosa que torna a obra cativante. Os adultos também têm o seu espaço na película, mas não como meros antagonistas unidimensionais - eles são retratados de maneira realista, com todas as suas falhas e inseguranças, mas também com amor e compreensão. É um lembrete para os adolescentes que criticam os mais velhos, como se não fossem envelhecer também. Todos nós enfrentamos desafios similares nessa fase da vida.
Cada personagem é como um fragmento de uma memória, uma lembrança dos momentos "que contando ninguém acredita" pelos quais todos já passamos ao deixar os livros de lado e sair para nos divertir. E se você não se identificar com pelo menos um desses personagens, então talvez não tenha realmente aproveitado sua adolescência.
O longa-metragem nos convida a relembrar nossos próprios dias de escola, repletos de sonhos e desafios e - é claro - muita diversão. Então, se você está pronto para uma dose de nostalgia e diversão sagaz, não deixe de assistir Fora de Série. E, lembre-se, que nunca é tarde para vivenciarmos momentos fora de série.
Laira Vieira (Revista Isto É. 05/04/2024)
O Itamaraty afirma que duzentos e vinte mil brasileiros vivem no Reino Unido.
A figura de linguagem predominante na frase é:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes
Imperceptíveis, mas onipresentes, os gases nobres permeiam silenciosamente nosso cotidiano. Estão contidos no ar que respiramos, dão luz aos letreiros de néon que adornam nossas ruas e até mesmo preenchem os balões de festa que decoram ocasiões especiais. Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'. Hoje em dia, compreendemos as condições nas quais gases nobres formam compostos moleculares e conhecemos diversos de seus derivados, tanto em ambientes terrestres quanto extraterrestres.
Na Grécia Antiga, uma visão proeminente afirmava que toda a existência derivava de quatro elementos fundamentais: água, terra, fogo e ar. Em contraste com essa visão, a compreensão moderna da matéria se baseia em uma lista muito mais ampla de elementos.
Atualmente, reconhecemos os átomos como as unidades básicas de matéria conhecida e identificamos ao menos 118 tipos distintos deles. Cada um corresponde a um elemento − seja o hidrogênio (H), cuja fusão ocorre no coração do Sol e de todas as estrelas, ou o carbono (C), presente em todas as formas de vida que conhecemos.
Tudo o que vemos, tocamos e experimentamos é resultado da combinação desses 118 elementos, classificados e meticulosamente organizados segundo suas propriedades químicas e físicas na célebre Tabela Periódica.
Essa estrutura organizacional − indiscutivelmente, uma das maiores conquistas da humanidade − fornece um mapa valioso para navegar pela vasta diversidade e complexidade da matéria no universo.
Os gases nobres, encontrados no grupo 18 da Tabela Periódica, são tradicionalmente chamados 'inertes' ou 'raros', por causa da percepção inicial de suas incapacidades em formar compostos químicos. Ou seja, gases nobres pareciam não reagir com outros elementos.
Essa família de elementos inclui o hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e radônio (Rn). Suas propriedades físicas notáveis incluem não só uma densidade baixa, mas também uma emissão luminosa bem característica como resposta à absorção de energia de uma fonte.
Cada um dos 118 tipos de átomos, ao absorverem energia e passarem a um estado denominado 'excitado', emite luz em 'cores' (frequências) muito específicas. O conjunto dessas emissões − caracterizado por linhas finas, coloridas e descontínuas entre si − é chamado espectro luminoso (ou eletrônico).
Essas linhas espectrais atuam como uma 'impressão digital', o que possibilita a identificação precisa do elemento que a está emitindo. A origem dessas linhas espectrais está baseada no fato de os elétrons de cada elemento químico responderem de modo muito particular à energia que eles absorvem.
modo geral, os elétrons, ao ganharem energia extra, 'saltam' para níveis de energia mais elevados, ou seja, mais distantes do núcleo atômico. Em seguida, retornam ao seu estado original, liberando a energia absorvida na forma de luz. Esse processo é realizado de forma única por cada tipo de elemento.
No cotidiano, a emissão luminosa intensa dos gases nobres é observada nos letreiros de 'luz néon' − no caso, a energia extra vem de uma fonte elétrica. Encontramos também, no dia a dia, aplicações da baixa densidade desses gases: os balões de hélio, que flutuam, por serem mais 'leves' que o ar.
Retirado e adaptado de: ARAUJO, Lucas. FANTUZZI, Felipe.; CARDOZO, Thiago Messias. Gases nobres: a química oculta dos elementos inertes. Ciência Hoje. https://cienciahoje.org.br/artigo/gases-nobres-a-quimica-oculta-dos-ele mentos-inertes/ 14 mar., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado do texto:
Devido à sua relutância em reagir com outros elementos químicos, ganharam fama de 'inertes'.
Podemos afirmar que há, no trecho, uma figura de linguagem conhecida como: