Questões de Concurso
Comentadas sobre figuras de linguagem em português
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“Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa. O senhor concedendo, eu digo: para pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma ideia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém!”
Nessa passagem, o protagonista, ao se identificar com um “cão mestre”, recorre a uma __________________, ou seja, pela substituição de um termo por outro, a partir de uma relação de __________________ entre os elementos que esses termos designam. É uma espécie de ___________________ subentendida.
sequência, as palavras que completam CORRETAMENTE essas lacunas são:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A acrossemia é o processo de formação de vocábulos por meio da combinação de sílabas extraídas de compostos ou expressões. É um recurso que não possui aplicabilidade à formação de siglas.
II. A metáfora é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados. Na frase seguinte, por exemplo, ocorre metáfora: A formiga disse para a cigarra: "Cantou…agora dança!".
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A consciência, a intencionalidade e a participação são os fundamentos mais marcantes do planejamento participativo. Nele, os grupos de educadores buscam desenvolver alternativas de educação e planos. Ocorre uma descentralização do saber e a valorização da construção, da participação, do diálogo, do poder coletivo, da consciência crítica e da reflexão sobre como fazer mudanças.
II. A antítese é o emprego de termos com sentidos opostos, ou seja, consiste na oposição de duas ideias, lado a lado, em uma frase. Pode-se observar um exemplo de antítese na frase: "Ela se preocupa tanto com o passado que esquece o presente".
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O eufemismo consiste em dizer algo desagradável por meio de palavras que abrandem o impacto causado por essa situação. Na frase seguinte, é possível observar um exemplo de eufemismo: Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro.
II. A catacrese consiste em dar um novo sentido a uma palavra, fazendo com que ela passe a dar nome a outro ser semelhante. Por exemplo: Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
Marque a alternativa CORRETA:
“Você já leu Eça de Queirós ou Camões?”
Nessa frase está presente a seguinte figura
de linguagem:
"Alguma cousa segredavam-se àquela hora o cais e o transatlântico recém-chegado. Estavam atracados”.
“Quase deserta, a praça inunda-se de um sol tal que debaixo dele, guardando o molde dos pés transeuntes, o asfalto se faz dócil.”
A figura de linguagem predominante no trecho é:
As figuras de linguagem procuram oferecer maior expressividade às construções textuais. Sobre o assunto, analise a frase abaixo.
“O amor rejuvenesceu ao ser bafejado pelo Cupido”.
Na frase acima é empregada uma
Mais uma vez nossa amada mamãe foi presa e agora ela e o papai estão na cadeia. Meu coração sangra quando penso nela em alguma cela policial longe de casa, talvez sozinha e sem ninguém com quem conversar, e sem nada para ler. Vinte e quatro horas por dia sentindo falta de suas pequenas. Pode ser que se passem meses e até anos até que vocês a vejam de novo. Por muito tempo talvez vocês vivam como órfãs, sem seu lar e seus pais, sem o amor natural, o afeto e a proteção que a mamãe costumava lhes dar. Agora vocês não vão ter festas de aniversário nem de Natal, nem presentes, nem vestidos novos, nem brinquedos. Ela não estará aí; não terá condições de lhes dar a ajuda e a orientação de que precisam à medida que vão crescendo e novos problemas vão surgindo.
Não é a primeira vez que a mamãe vai para a cadeia. Em outubro de 1958, apenas quatro meses antes do nosso casamento, ela foi presa com 2000 outras mulheres quando protestavam em Johanesburgo contra os passes de locomoção e ficou duas semanas na prisão. No ano passado ela cumpriu quatro dias, mas agora ela voltou para a cadeia e não sei dizer quanto tempo ficará detida desta vez. Tudo o que desejo que vocês sempre tenham em mente é que temos uma mamãe valente e determinada que ama sua gente com todo o seu coração. Ela abriu mão de prazeres e confortos por uma vida cheia de sacrifício e penúria por causa do profundo amor que ela tem por seu povo e seu país. Quando vocês forem adultas e pensarem detidamente nas experiências desagradáveis que a mamãe atravessou e na obstinação com que ela se aferrou a suas convicções, começarão a compreender a importância da contribuição dela à batalha pela verdade e pela justiça e quanto ela sacrificou de seus interesses pessoais e de sua felicidade.
(Carta de Nelson Mandela a suas filhas Zenani e Zindzi, em 23 de junho de 1969. Veja, 11 de julho de 2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada está empregada em sentido figurado.
Era uma aldeia de pescadores de onde a alegria fugira, e os dias e as noites se sucediam numa monotonia sem fim, das mesmas coisas que aconteciam, das mesmas coisas que se diziam, dos mesmos gestos que se faziam, e os olhares eram tristes, baços peixes que já nada procuravam, por saberem inútil procurar qualquer coisa, os rostos vazios de sorrisos e de surpresas, a morte prematura morando no enfado, só as intermináveis rotinas do dia a dia, prisão daqueles que se haviam condenado a si mesmos, sem esperanças, nenhuma outra praia pra onde navegar... Até que o mar, quebrando um mundo, anunciou de longe que trazia nas suas ondas coisa nova, desconhecida, forma disforme que flutuava, e todos vieram à praia, na espera... E ali ficaram, até que o mar, sem se apressar, trouxe a coisa e a depositou na areia, surpresa triste, um homem morto…
ALVES, Rubem. A aldeia que nunca mais foi a mesma. Folha de S. Paulo 19/05/1984
"E ali ficaram, até que o mar, sem se apressar, trouxe a coisa e a depositou na areia, surpresa triste, um homem morto..." O autor faz uso de várias figuras de linguagem em seu texto. No trecho acima a figura de linguagem presente é:
Considere o seguinte poema:
Lua de Março
A lua está despida
O vento despiu a lua
O vento arrancou ao corpo da lua
As suas vestes de nuvens,
E agora ela está nua,
Inteiramente nua.
Mas já não coras,
Ó lua impudica?
Pois tu não sabes
Que não é bonito estar nua?
Bandeira, Manuel. Meus poemas preferidos. Rio
de Janeiro: Ediouro, 1998.
Assinale a alternativa em que as figuras de linguagem presentes nos versos destacados estão, pela ordem, corretamente identificadas.
Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria. Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito. A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição. Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar. (Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
Assinale a alternativa em que há palavra empregada em sentido figurado.