Questões de Concurso Comentadas sobre figuras de linguagem em português

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Q1628288 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A catacrese refere-se às metáforas que já se tornaram habituais, como "pé da mesa", "cabeça de alho" e "céu da boca". II. Pronomes são palavras que expressam qualidades ou características dos seres.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1628285 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. A hipérbole é o exagero explícito de uma ideia. II. O verbo é a palavra que exprime quantidade, número (cardinal), ordem numérica (ordinal), múltiplo (multiplicativo) ou fração (fracionário).
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1628283 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. Ocorre sinestesia no seguinte trecho de Carlos Drummond de Andrade: "Vem da sala de linotipos a doce música mecânica". II. O eufemismo é o emprego de uma palavra para amenizar algo penoso, desagradável etc.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1628280 Português
Leia as afirmativas a seguir:
I. Ocorre prosopopeia no seguinte trecho de Carlos Drummond de Andrade: As casas espiam os homens / Que correm atrás das mulheres. II. A musicalidade, o misticismo e o uso de figuras de linguagem, como sinestesia e aliteração, são características do Simbolismo no Brasil.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1627866 Português
Você sabe o que são Fontes Históricas?

Para saber o que são fontes históricas, precisamos primeiramente entender que, ao desempenhar seu trabalho, o historiador faz um trabalho minucioso de pesquisa, esperando encontrar vestígios do passado que possam ajudá-lo a decifrar e entender a história. Esses vestígios são o que chamamos de fontes históricas. Em outras palavras, as fontes históricas são documentos que, através de seus sinais e interpretação, permitem que o historiador possa reconstruir e recontar a história.

Fontes como mapas, pergaminhos, jornais, cartas, diários, objetos, pinturas, utensílios, ferramentas, armas, esculturas, ossos humanos e de animais, e ainda fontes advindas de lendas e contos antigos trazidos pela tradição oral foram deixadas pelo mundo todo e encontrá-las faz parte de um processo grandioso, no qual outras áreas acabam envolvidas – como as da Antropologia, Paleontologia, Psicologia, Arqueologia, Paleografia, Heráldica, Numismática e outras tantas ciências capazes de auxiliar nesses estudos. É válido ressaltar, portanto, que as relações entre diversas fontes falam muito mais que uma fonte histórica isolada e que elas podem ter mais de uma interpretação.

(Disponível em: Editora Contexto - https://goo.gl/Mkgs2a, com adaptações)
Com base no texto 'Você sabe o que são Fontes Históricas?', leia as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo “permitem” é uma forma verbal rizotônica. II. Mapas, pergaminhos, jornais, cartas, diários, objetos, pinturas, utensílios, ferramentas, armas, esculturas, ossos humanos e de animais, e fontes advindas de lendas e contos antigos trazidos pela tradição oral são vocábulos e sintagmas incluídos no grupo semântico da expressão “fontes históricas”, no contexto. Enquanto esta é mais geral, aqueles apresentam sentido mais específico. III. No texto, o autor utiliza diversas figuras de linguagem para apresentar os riscos ambientais do descarte de embalagens plásticas na natureza.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q1398961 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma figura de linguagem denominada de: Metáfora.
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Q1398958 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma figura de linguagem denominada de: Aliteração.
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Q1368629 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma figura de linguagem denominada de Pleonasmo.
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Q1349405 Português
TEXTO II     "Tenerá era alto, de uma gordura desajeitada de distrofia glandular, e tinha uma cara enorme de índio tapuia, uma cara vincada e terrosa, de jenipapo maduro. Vestia-se com extravagância de apalache, andava sério e lento, apregoando o Correio do Sul ou algum avulso de propaganda de casa comercial. Afora isso pegava alguns cobres amestrando cães: ensinava um pobre vira-lata a sentar, deitar, carregar coisas, seguir as ordens do dono e até a dançar sobre as patas traseiras." (BRAGA, Rubem. Lembrança de Tenerá. IN: Casa dos Braga. Rio de Janeiro: Record,1997.p.83.) 
Nos fragmentos: ...“tinha uma cara enorme de índio tapuia, uma cara vincada e terrosa, de jenipapo maduro” e “Afora isso pegava alguns cobres amestrando cães...” estão presentes, respectivamente, as figuras de linguagem: 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IF-MA Órgão: IF-MA Prova: IF-MA - 2018 - IF-MA - Nível Médio |
Q1318760 Português
Nos versos da canção imortalizada na voz de Alcione, “Meu vício é você/ meu cigarro é você” é utilizada a figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q1313980 Português
Em “Toda gente homenageia Januária na janela” (Chico Buarque), temos a figura de linguagem:
Alternativas
Q1313154 Português
Quanto à figura de linguagem, assinale a única alternativa incorreta.
Alternativas
Q1313149 Português
A letra da música seguinte refere-se à próxima questão. Recado falado (Metrô da Saudades) – “Alceu Valença”
Haverá sempre entre nós Esse digo não digo Esse T de tensão Esse A de amor ressentido Qualquer coisa no ar Esse desassossego Um recado falado Um bilhete guardado, um segredo Um carinho no lábio Um desejo travado, um azedo Qualquer coisa no ar Esse desassossego No Metrô da Saudade Seremos fiéis passageiros Um agosto molhado Um dezembro passado em janeiro Qualquer coisa no ar Esse desassossego Cessará finalmente entre nós Esse minto não minto Esse I de ilusão Esse T de tensão infinito Qualquer coisa no ar Esse desassossego.
De acordo com a letra de Recado falado, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q1306237 Português
Leia o texto e responda a questão.

A MÁQUINA DO MUNDO - CARLOS DRUMMOND DE
ANDRADE

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo."

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar,
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que todos
monumentos erguidos à verdade:

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

Referência Bibliográfica:
ANDRADE, Carlos Drummond. Claro Enigma. 13ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.

A respeito da poesia de Carlos Drummond de Andrade, assinale a alternativa CORRETA.

“E como eu palmilhasse vagamente

uma estrada de Minas, pedregosa,

e no fecho da tarde um sino rouco


se misturasse ao som de meus sapatos

que era pausado e seco; e aves pairassem

no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo

na escuridão maior, vinda dos montes

e de meu próprio ser desenganado,


a máquina do mundo se entreabriu

para quem de a romper já se esquivava

e só de o ter pensado se carpia.”

I - A palavra “palmilhar”, expressa na 1º estrofe do poema de Drummond, está colocada dar ênfase à uma caminhada muito lenta. II - Os termos “pausado e seco”, presente na segunda estrofe do poema, faz referência ao sino rouco. III - O termo “Carpia”, presente na 4º estrofe do poema, é uma metáfora utilizada para expressão sumir. IV - O “desenganado” expresso pelo poeta no final do terceiro estrofe está relacionado à “máquina do mundo”.
Alternativas
Q1305426 Português

Nos versos a seguir, há uma figura de linguagem que marca o conflito de duas visões antagônicas. Aponte essa figura:


“Saio do hotel com quatro olhos,

- Dois do presente,

- Dois do passado.”

Alternativas
Q1305385 Português

Desencanto

Manuel Bandeira


  Eu faço versos como quem chora      

De desalento... de desencanto...      

Fecha o meu livro, se por agora      

Não tens motivo nenhum de pranto.

     Meu verso é sangue. Volúpia ardente...

Tristeza esparsa... remorso vão...    

  Dói-me nas veias. Amargo e quente,

Cai, gota a gota, do coração.          

E nestes versos de angústia rouca,

Assim dos lábios a vida corre,        

Deixando um acre sabor na boca. 

Eu faço versos como quem morre.

De acordo com o contexto, o poeta afirma que o verso, as suas escritas, dão vida a ele. Para o autor, é preciso de sangue correndo nas veias para sobreviver. Em “Meu verso é sangue.” A figura de linguagem é a:
Alternativas
Q1294346 Português
Sobre Figuras de Linguagem, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A repetição de fonemas consonantais com a intenção de criar um efeito sensorial é chamada de assonância.
( ) Metonímia ocorre quando uma palavra é utilizada em lugar de outra para designar algo que mantém uma relação de ‘proximidade’ (contiguidade) com o referente da palavra substituída, como, por exemplo, utilizar-se a parte pelo todo.
( ) A sinestesia ocorre pela associação, em uma mesma expressão, de sensações percebidas por diferentes órgãos de sentido.
( ) A perífrase consiste na quebra ou interrupção do fio da frase, ficando termos sintaticamente desligados do resto do período, sem função.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1292692 Português

Leia o poema.


Madrigal

Meu amor é simples, Dora.

Como a água e o pão.

Como o céu refletido

Nas pupilas de um cão.

José Paulo Paes


Considere as afirmativas abaixo em relação ao poema.

1. Se no poema, o autor dissesse: “meu amor é água e pão”, usaria uma metáfora e o sentido permaneceria o mesmo.

2. Em ”meu amor é simples como a água e o pão são simples”, a expressão sublinhada é o termo omitido na comparação feita por conectivo entre o amor, a água e o pão.

3. Na segunda estrofe já não acontece omissão de termos, então a comparação passa a ser implícita.

4. No provérbio “Depois da tempestade, a bonança”, ocorre a figura de linguagem chamada elipse.

5. Em “Bebi um litro de leite” há um recurso estilístico que troca o continente (litro) pelo conteúdo (leite). Um recurso muito comum na linguagem coloquial, chamado catacrese. Usa-se o recurso, independente de seu nome!


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q1290687 Português

Analise o contexto a seguir.

A casa era grande e ostentosa. Os quartos, pomposos.

Considerando a figura de estilo utilizada acima, indique a alternativa correta.

Alternativas
Q1288716 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

Como agricultores que fugiram dos vikings criaram a culinária tradicional da Islândia
Bert Archer da BBC Cultura

Quando os primeiros escandinavos desembarcaram na costa da Islândia, por volta de 871, encontraram uma terra densamente arborizada que parecia pronta para ser cultivada.
Porém, por volta do ano 1000, eles perceberam que todas aquelas florestas de bétulas que estavam derrubando para construir e aquecer suas casas não cresceriam novamente - especialmente porque suas ovelhas também pastavam na região, comendo folhas e sementes.
Sem as árvores, a camada superficial do solo começou a entrar em erosão, tornando difícil, e muitas vezes impossível, cultivar ou utilizar a terra para o pasto.
Como estava longe do continente europeu para importar alimentos, a sociedade islandesa evoluiu para um estado de fome quase constante, tendo que se contentar com o que encontrasse pela frente para comer - e a usar esterco na ausência de madeira para se aquecer e cozinhar.
“Agora digamos que haja uma tempestade em meio a esse cenário”, diz Byock.
“Uma baleia morre, explode devido aos gases que carrega, flutua até a costa e você se depara com toneladas e toneladas de carne. O que você faz? Bom, primeiro, vocês se matam para ver quem vai ficar com a carne; depois você separa alguns barris de soro de leite e joga os pedaços de baleia dentro”,acrescenta.
Os ancestrais dos islandeses eram fortes, mas não eram vikings. Eles eram agricultores famintos que lutavam de todas as maneiras para sobreviver. Embora os islandeses não comam mais baleias encalhadas (hvalreki), esse conceito de alimentação deu origem ao hákarl, uma versão mais leve da arraia que eu comi em Akureyri.
A carne do tubarão da Groenlândia, por exemplo, é tóxica para o consumo humano. A alta concentração de ureia pode ter efeitos nocivos na pele, nos olhos e no sistema respiratório. Mas quando a carne é deixada apodrecendo por um tempo - seja em um buraco na areia ou em recipientes plásticos (como é feito hoje em dia) - se torna uma valiosa fonte de proteína.
As arraias e outras espécies de tubarões também são tóxicas, mas igualmente comestíveis quando fermentadas ou apodrecidas. E, como já estão podres, ficam muito bem conservadas.
Assim, durante séculos, essa comida de sabor desagradável foi a diferença entre a vida e a morte na região. A capacidade dos islandeses de lidar com esse gosto horrível foi vital para a existência e eventual sucesso do país, assim como a habilidade dos vikings para lutar e enfrentar obstáculos relacionados às expedições, principalmente na parte continental da Escandinávia.
Com uma média de dois milhões de turistas por ano, o país viu sua alimentação mudar nas últimas três décadas. Hambúrgueres, pizzas e outras massas passaram a ganhar mais espaço nos cardápios locais.
No entanto, a Islândia ainda é uma nação pequena - tem aproximadamente 330 mil habitantes - e suas tradições não são apenas atrações turísticas: simbolizam a forma como os islandeses se conectam entre si e com o passado escandinavo.

(Trecho. Disponível em: https://www.bbc.com/ portuguese/vert-tra-44034959)
“A capacidade dos islandeses de lidar com esse gosto horrível foi vital para a existência e eventual sucesso do país, assim como a habilidade dos vikings para lutar e enfrentar obstáculos relacionados às expedições, principalmente na parte continental da Escandinávia.”
No trecho acima, há uma figura de linguagem de:
Alternativas
Respostas
2081: B
2082: B
2083: A
2084: A
2085: C
2086: B
2087: D
2088: B
2089: B
2090: B
2091: C
2092: C
2093: B
2094: D
2095: D
2096: B
2097: A
2098: C
2099: B
2100: B