Questões de Concurso
Comentadas sobre estrutura das palavras: radical, desinência, prefixo e sufixo em português
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I.Os sufixos 'aria' e 'eria' são acrescentados aos vocábulos podendo indicar lugar, como nos exemplos: tesouraria e sorveteria.
II.O sufixo "anzil" é utilizado para formar diminutivos, como no exemplo "corpanzil".
III.O prefixo do vocábulo 'eufonia' tem significado de 'bom'.
IV.Os vocábulos 'enriquecer', 'histórico' e 'pessoa' são formados por , respectivamente, derivação parassintética, derivação por sufixação e derivação por sufixação.
V.Os vocábulos 'infeliz' e 'contrassenso' são formadas por derivação prefixal.
Estão corretas:
Os vocábulos destacados são formados pelos processos de, respectivamente:
"[...] o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados "
Os afixos formadores das palavras destacadas indicam respectivamente
A palavra marciana é derivada de Marte. Logo, a alteração do radical se dá, pois ocorre um processo denominado de
Condições pós-covid ainda têm diagnóstico e tratamento difícil no Brasil


I. “Incorporação” é uma palavra formada pelo processo denominado derivação parassintética.
II. O vocábulo “éticos” é formado por raiz, vogal temática e desinência de número.
III. Em “infância”, não temos a presença da vogal temática.
IV. “Incorporação” sofreu um processo de formação conhecido como derivação pré-sufixal.
V. Ocorreu uma derivação prefixal na palavra “infância”.
Com base nos itens acima, assinale a alternativa correta.
Uma Festa
Uma alegria contagiante no ar As luzes coloridas a brilhar Uma música da moda a tocar Todos animados a dançar Pelo jeito ninguém quer parar Esse momento mágico, querem aproveitar Ruim é saber que isso uma hora vai acabar A magia vai cessar A música vai se calar A luz vai desligar O sol vai raiar Um dia normal vai começar!
Clarice Pacheco. Disponível em: https://www.pensador.com/alegria_contagiante/. Acesso em 14 de nov. de 2024.
A análise morfológica do poema leva à identificação de diferentes processos de formação de palavras. Com relação à formação do adjetivo "contagiante", assinale a alternativa CORRETA.
Ainda em relação ao texto III, julgue (C ou E) o item a seguir.
Os prefixos presentes nas palavras que designam as correntes “monogenista” e “poligenista” remetem às distintas hipóteses sobre a gênese da humanidade, que contrapõem a unidade da espécie à diversidade racial.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Seu Afredo
Seu Afredo (ele sempre subtraía o “l” do nome, ao se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afredo Paiva, um seu criado...”) tornou-se inesquecível à minha infância porque tratava-se muito mais de um linguista que de um encerador. Como encerador, não ia muito lá das pernas. Lembro-me que, sempre depois de seu trabalho, minha mãe ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro. Mas, como linguista, cultor do vernáculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho.
Tratava-se de um mulato quarentão, ultrarrespeitador, mas em quem a preocupação linguística perturbava às vezes a colocação pronominal. Um dia, numa fila de ônibus, minha mãe ficou ligeiramente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe à queima-roupa, na segunda do singular:
– Onde vais assim tão elegante?
Nós lhe dávamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que já me foi dado ouvir. Uma vez, minha mãe, em meio à lide caseira, queixou-se do fatigante ramerrão do trabalho doméstico. Seu Afredo virou-se para ela e disse:
– Dona Lídia, o que a senhora precisa fazer é ir a um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bão.
De outra feita, minha tia Graziela, recémchegada de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afredo, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe:
– Cantas?
Minha tia, meio surpresa, respondeu com um riso amarelo:
– É, canto às vezes, de brincadeira…
Mas, um tanto formalizada, foi queixar-se a minha mãe, que lhe explicou o temperamento do nosso encerador:
– Não, ele é assim mesmo. Isso não é falta de respeito, não. É excesso de... gramática.
Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfarçado e falou:
– Olhe aqui, dona Lídia, não leve a mal, mas essa menina, sua irmã, se ela pensa que pode cantar no rádio com essa voz, tá redondamente enganada. Nem em programa de calouro!
E, a seguir, ponderou:
– Agora, piano é diferente. Pianista ela é! E acrescentou:
– Eximinista pianista!
MORAES, V. Seu Afredo. In: Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 65-66.