Questões de Concurso
Comentadas sobre encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato em português
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Para responder à questão, leia o texto abaixo
Ministério da Saúde inicia projeto-piloto para tratar obesidade com semaglutida no SUS
O Ministério da Saúde (MS) iniciou um projeto piloto para avaliar o uso da semaglutida no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa será desenvolvida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e integra uma estratégia para produzir evidências sobre a efetividade da medicação em um modelo de cuidado multidisciplinar. A proposta é gerar informações que possam orientar futuras políticas públicas voltadas ao tratamento da doença crônica.
O projeto será realizado com pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição e prevê o acompanhamento por equipes multiprofissionais, reunindo diferentes estratégias para o cuidado da obesidade. Além da semaglutida, os participantes receberão assistência voltada à alimentação, à atividade física e aos demais aspectos relacionados ao tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é avaliar como esse modelo funciona na prática dentro do SUS, reunindo dados sobre os resultados clínicos e a implementação da estratégia.
De acordo com a pasta, os dados produzidos pelo projeto poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre o tratamento da obesidade e subsidiar futuras discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema.
O ministro da Saúde, Alexandre padilha, afirmou que a pasta federal pretende fortalecer a produção de evidências para qualificar o cuidado oferecido aos pacientes.
"O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela [semaglutida] é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e ate mesmo para tratamento de cânceres", afirmou o ministro, em nota oficial do Ministério da Saúde.
Além de avaliar o uso da semaglutida, o projeto piloto pretende analisar os resultados de um modelo de atendi mento integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde no acompanhamento dos pacientes. A expectativa do Ministério da Saúde e que a iniciativa forneça informações capazes de apoiar o planejamento de futuras ações voltadas ao enfrentamento da obesidade no SUS.
Fonte: https.//www.metropoles.com/saude/ministerio-da saudesemaglutida (adaptado)
() A palavra público recebe acento por ser proparoxítona.
() O termo país é acentuado por conter um hiato em que o i tônico está isolado na sílaba.
() Rondônia é acentuada pela mesma regra que determina o acento em monossílabos tônicos.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I – A palavra “golpe” apresenta uma vogal e uma semivogal.
II – Na palavra “fraudador”, há semivogal.
III – A palavra “narrativas” apresenta dígrafo vocálico.
Das afirmativas acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
( ) Não se acentuam “i” e “u” quando formam hiato com um ditongo anterior. Exceção: as vogais tônicas “i” e “u”, em posição final, das palavras oxítonas precedidas de ditongo levam acento.
( ) Os paroxítonos terminados em ditongo levam acento.
( ) Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
( ) Ter, vir e derivados na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, levam acento: eles têm, eles vêm.
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Desconstruções. (Martha Medeiros).
Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.
Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam ideias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.
Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé.
Leia o texto para responder à questão.
A perca. (Martha Medeiros).
Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”
A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.
Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.
Dei uma risada e segui meu rumo também.
Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir?
Tantos confundem. São coagidos a tal.
E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.
A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.
Já a perda é sinfonia de Beethoven.
A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.
As perdas acontecem no inverno.
A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando.
A perda é para sempre.
As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.
As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.
A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.
A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.
Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:
“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”
“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.
Texto para responder à questão.
Políticas de troca e a prevenção de conflitos nas relações de consumo
As relações de consumo não se encerram no momento da venda. Em muitos casos, é justamente no pós-venda que a qualidade da relação entre consumidor e fornecedor é efetivamente testada.
Trocas, devoluções, reclamações sobre vícios, solicitações de cancelamento e pedidos de reembolso são situações comuns na rotina empresarial. Apesar disso, muitas empresas ainda tratam esses temas de forma improvisada, sem política clara, sem padronização interna e sem adequado registro dos atendimentos.
Esse cenário aumenta o risco de conflito. Não necessariamente porque o fornecedor tenha agido de má-fé, mas porque a ausência de clareza gera insegurança, frustração e ruído comunicacional.
Nesse contexto, a política de troca deve ser compreendida não apenas como uma regra comercial, mas como um instrumento de governança, transparência e prevenção de riscos nas relações de consumo.
A transparência é um dos pilares das relações de consumo. O consumidor precisa compreender, antes ou no momento da contratação, quais são as condições aplicáveis à aquisição do produto ou serviço.
No caso das trocas, essa transparência é especialmente relevante porque muitas divergências decorrem da confusão entre situações juridicamente distintas.
Há diferença entre troca por liberalidade comercial, troca decorrente de vício do produto e direito de arrependimento em compras realizadas fora do estabelecimento comercial.
A troca por liberalidade é aquela oferecida pelo fornecedor como política interna, em situações nas quais não há, necessariamente, defeito ou vício. É comum em lojas físicas que permitem a troca de roupas, calçados ou presentes por tamanho, cor ou modelo, desde que respeitadas determinadas condições.
Já a reclamação por vício do produto ou serviço envolve hipótese diversa, relacionada à inadequação, defeito de funcionamento, problema de qualidade ou desconformidade com a oferta.
O direito de arrependimento, por sua vez, possui aplicação própria nas contratações realizadas fora do estabelecimento comercial, especialmente em compras pela internet, telefone ou aplicativos.
Quando a empresa não comunica essas diferenças, o consumidor pode acreditar que toda solicitação de troca segue a mesma lógica. Do outro lado, o fornecedor pode negar pedidos de forma genérica, sem explicar adequadamente a razão da negativa.
A transparência, portanto, não apenas informa. Ela reduz expectativas desalinhadas.
(Por: Victor Hugo Souza Tosta. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)
Considerando os termos destacados do texto apresentado, sobre os aspectos fonológicos da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir.
I. No vocábulo “ainda”, a divisão silábica correta evidencia um hiato.
II. Na palavra “encerram”, ocorre dígrafo consonantal e dígrafo vocálico.
III. No termo “justamente”, o número de letras é diferente do número de fonemas.
IV. A forma “própia” é aceita pela norma-padrão como variante prosódica de “própria”.
Está correto o que se afirma em
"Ao cair da tarde, o pássaro pousou sobre a árvore, enquanto o herói da história observava a paisagem com tranquilidade."
As palavras destacadas recebem acento gráfico por regras diferentes. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa CORRETA para a acentuação da palavra herói.
"A educação é um fenômeno essencial para a construção da cidadania. Por meio dela, indivíduos desenvolvem competências necessárias para atuar de maneira autônoma e crítica na sociedade." A respeito da acentuação gráfica das palavras destacadas, analise as afirmativas:
I - A palavra fenômeno é acentuada porque todas as proparoxítonas são acentuadas.
II - A palavra autônoma segue a mesma regra de acentuação da palavra fenômeno.
III - A palavra cidadania recebe acento gráfico por apresentar hiato.
IV - A retirada do acento da palavra crítica não alteraria sua classificação quanto à posição da sílaba tônica.
Assinale a alternativa CORRETA.