Questões de Concurso
Comentadas sobre divisão silábica em português
Foram encontradas 656 questões
Etólogo(a)!
Quem tem um cachorro ou um gato adoraria descobrir o que passa na cabeça desses bichinhos. É ou não é? E quem nunca desejou saber por que outros animais, como macacos ou golfinhos, se comportam de determinada forma, ou quis entender o que eles sentem e do que gostam? Pois existem pessoas que usam métodos de pesquisa muito criativos e eficientes para poder responder a essas perguntas! São os(as) etólogos(as), profissionais que se dedicam a estudar o comportamento, a inteligência e as emoções animais.
Observação dos animais
A palavra etologia vem do grego e quer dizer "estudo do hábito ou do costume", que já diz muito sobre a profissão: "Cada vez mais a ciência reconhece a importância de entendermos o comportamento dos animais. A partir desses estudos, conseguimos entender a evolução, o desenvolvimento, a função e o funcionamento de várias capacidades dos bichos, além de sugerir melhores formas de lidar com eles", explica a bióloga e etóloga Natalia de Souza Albuquerque, doutora, pela Universidade de São Paulo (USP), em comportamento animal.
Natalia já trabalhou com cachorros, gatos, cabras, tartarugas marinhas, macacos-prego e até golfinhos selvagens! Cada projeto traz sua experiência e aprendizado. Mas, em comum, o que define os(as) etólogos(as) é a observação dos outros animais. "Seja com binóculos ou com câmeras de vídeo, observamos o que os bichos estão fazendo em situações como alimentação, reprodução, interação com outro animal etc., e depois analisamos esses registros", conta.
Com programas cada vez mais avançados de computador, os(as) etólogos(as) verificam, segundo a segundo, as imagens gravadas. Foi assim no projeto mais recente da Natalia, que pesquisava a expressão de emoções em cães domésticos. "Passamos alguns meses codificando os vídeos, quer dizer, utilizamos programas específicos que nos ajudam a olhar em detalhes tudo o que o indivíduo fez durante nosso teste. Depois, analisamos os resultados das nossas observações", explica.
(https://chc.org.br/artigo/etologoa/)
Em relação à separação silábica dos vocábulos retirados do texto, analise as afirmativas:
I. São trissílabas 'programas', 'nossas' e 'imagens'.
II. 'Observações' = o-bser- va-ções = polissílaba.
III. 'cães' = cã-es = dissílaba.
IV. 'tudo' é dissílaba, assim como 'meio'.
V. 'interação', 'alimentação' e ' emoções' são polissílabas.
Estão corretas:
I.As palavras 'ouro', 'ator' e 'istmo' são dissílabas.
II.As palavras 'pneu', 'reis' e 'breu' são monossílabas.
III.As palavras 'revista', 'cirurgião' e 'escrivão' são trissílabas.
IV.'Subscrito' é uma palavra trissílaba.
Estão corretas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cuidado com o Pé de Garrafa
Nem bem entraram na mata, os homens foram surpreendidos por um assovio muito alto, tão alto que doeu os ouvidos: fiiiuuú!!! Todos que estavam agachados, deixando suas ferramentas no chão, ficaram de pé, em alerta, assustados. "O que foi isso?", disse um deles, e os outros deram de ombros. Os olhos de todos estavam arregalados, e os corpos quentes, em alerta, estavam prontos para correr. Mas, por que esse pânico todo? Primeiro, porque sabiam que o que iriam fazer na floresta não era certo. Afinal, eles tinham uma fileira de árvores para derrubar e um monte de bichos para caçar. Segundo, porque se lembraram de uma história horripilante contada pelos habitantes locais, a história do Pé de Garrafa!
Quem é esse? Nem queira saber! Mas quem mora lá pelas bandas do Mato Grosso do Sul sabe bem quem é. O Pé de Garrafa é um monstro que não se parece com nada que conhecemos. Não é gente, nem é bicho. Na cabeça, no lugar de cabelo, traz uns trapos de pano podre. Tem uma perna só, com o pé com um casco que deixa um rastro redondo por onde passa, como o fundo de uma garrafa. Por isso, claro, é conhecido como Pé de Garrafa.
Às sextas-feiras, por volta da meia-noite, é o momento preferido do monstro aparecer. Mas, se ele sente que a mata vai ser invadida, ele aparece a qualquer hora. Primeiro, dá o seu assobio, que é ouvido somente por caçadores ou pessoas mal-intencionadas. Quem escuta se confunde, pois o som ecoa para todos os lados. É aí que armadilha começa. A pessoa se perde na floresta, fica desorientada com o assobio e se embrenha na mata.
Quem voltou para contar diz que sentiu um vento nas costas enquanto corria sem parar, parecia um bater de asas muito pesadas ou encharcadas de água. Dizem que o Pé de Garrafa voa e parece ter asas de ema. Do alto, ele grita, e grita forte, por umas duas horas sem parar. É para todo mundo ouvir, da mata ou da cidade.
*O Pé de Garrafa é uma lenda brasileira, contada por moradores do Mato Grosso do Sul, mas que também é conhecida em outros estados brasileiros. Em algumas versões, ele ganha o nome de Troá, além de pernas de aves, pelos e espinhos. Esta versão foi livremente adaptada pela CHC.
(https://chc.org.br/artigo/cuidado-com-o-pe-de-garrafa/)
Canção para os fonemas da alegria
Thiago de Mello
Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.
Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.
Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas
são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.
Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:
porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,
e acaba por unir
a própria vida no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão
que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas um modo de amar — e de ajudar
o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:
ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte,
contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.
Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:
canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.
Thiago de Mello. Faz escuro mas eu canto. São Paulo: Global Editora, 2017.
No terceiro verso da terceira estrofe, “ti-jo-lo” apresenta-se separado em suas unidades mínimas significativas, denominadas sílabas.
I.Associados = as-so-ci-a-dos. II.Transmitirem = trans-mi-ti-rem. III.Apenas = ape-nas. IV.Exceto = ex-ce-to. V.Exemplo = exem-plo.
A separação silábica está correta nas alternativas:
Assinale a alternativa correta quanto à divisão silábica dos vocábulos.
Assinale a opção correta quanto à divisão silábica dos vocábulos mencionados.
Com sua oferta variada de alimentos frescos e de cores vibrantes, a dieta mediterrânea é considerada há anos um dos padrões alimentares mais saudáveis que existem.
Ela é caracterizada pelo consumo de frutas, verduras, peixes, mariscos, cereais e legumes − tudo regado com generosas porções de azeite de oliva.
Esta dieta foi associada a menor risco de doenças cardiovasculares e outras enfermidades (incluindo o câncer), aumento da qualidade do sono e melhor saúde intestinal.
Mas, recentemente, outra dieta regional vem dando o que falar, desde que um estudo concluiu que as pessoas que seguem essa alimentação apresentam menos risco de sofrer de doenças crônicas.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxwzky 18m0go trecho) Analise as afirmativas abaixo:
I.Os vocábulos 'frescos' e 'vibrantes' são adjetivos que estão concordando com 'alimentos'.
II.'frutas', 'verduras' e 'cereais' são substantivos femininos no plural.
III.'generosas' é um substantivo no grau aumentativo.
IV.'saudáveis' é um adjetivo no plural.
V.'dieta', 'concluiu' e 'estudo' são trissílabas.
Estão corretas:
A minha única salvação é a alegria. Uma alegria atonal dentro do it essencial. Não faz sentido? Pois tem que fazer. Porque é cruel demais saber que a vida é única e que não temos como garantia senão a fé em trevas − porque é cruel demais, então respondo com a pureza de uma alegria indomável. Recuso-me a ficar triste. Sejamos alegres. Quem não tiver medo de ficar alegre e experimentar uma só vez sequer a alegria doida e profunda terá o melhor de nossa verdade.
LISPECTOR, Clarice. Água viva. 1. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1973, p.