Questões de Concurso
Sobre dia-a-dia - dia a dia em português
Foram encontradas 98 questões
Leia o poema e responda às próximas duas questões.
FOGO NA MATA, MATA!
Fogo na mata, mata! A mata, a vida...
Fogo na mata, abre,
no coração da mata,
Profundas feridas.
Fogo na mata corrói,
dentro de nós, os sonhos.
Fogo na mata, deixa, no seio da mata,
Tumores tamanhos!
[...]
(Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/letras/505252. Acesso em 14/05/2016)
Com a Nova Reforma Ortográfica, foi mantido o acento nas oxítonas terminadas em -ei e -oi, como é o caso de corrói em Fogo na mata corrói. No entanto, de acordo ainda com a Nova Reforma, os acentos foram retirados de quais duas palavras?
De acordo com o acordo ortográfico vigente, assinale a alternativa em que NÃO há inadequação ortográfica.
Países subdesenvolvidos e os problemas sociais
Os problemas sociais, assim como a pobreza, têm sofrido um aumento significativo decorrente de vários fatores, no entanto, o principal deles é o crescente processo de globalização que o mundo vem atravessando recentemente.
As questões relacionadas às desigualdades sociais e os problemas derivados desse processo podem ser identificados em todos os países do mundo, mesmo naqueles inseridos no grupo de grandes nações. Todavia, nos países que figuram como subdesenvolvidos, essas questões são mais acentuadas e de fácil percepção. A grande maioria dessas nações é subdesenvolvida devido a fatores históricos decorrentes da colonização europeia a qual, ao longo de séculos, causou a exploração efetiva de tais países. [...]
(Adaptado. Disponível em : http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/paises-su bdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm)
Com base no texto 'Países subdesenvolvidos e os problemas sociais', marque a opção CORRETA
Leia as afirmativas a seguir e marque a opção INCORRETA:
Assinale a opção em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a reforma ortográfica.
Assinale a alternativa em que o uso do hífen NÃO está correto, conforme o Acordo Ortográfico (2009).
Com base na norma ortográfica atualmente em vigor, assinalar a alternativa em que ambas as palavras estão escritas CORRETAMENTE:
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e responda às questões de 01 a 06.
2030: a fusão entre homem e máquina
1 ___ Por volta de 2030, poderemos ter o que o engenheiro do Google, autor e futurista Raymond
Kurzweil chama de “pensamento híbrido”. Significa pensarmos em parte de forma orgânica, de acordo
com a biologia de nosso cérebro, e em parte de forma artificial – uma possibilidade do avanço
exponencial da tecnologia. Um nanorrobô se instalaria em nosso neocórtex (no cérebro) possibilitando
5 acesso direto à “nuvem”, ao conjunto de informações acessíveis via internet. Essa tecnologia também
permitirá transmissões ao vivo da visão de alguém, entre outras possibilidades.
___ Seríamos fundidos à máquina, ou melhor, a traríamos para dentro do corpo humano. Parece ser o
desenho de um futuro mais provável para a inteligência artificial do que essa dicotomia pintada na
maioria dos filmes de ficção científica, de homem versus máquina, de robôs dominando a humanidade ou
10 os usando para benefício próprio. Acho que não será uma questão de um ou outro, mas um e outro
formando um outro ser, um novo conceito de humanidade. Apesar dessa imagem me dar arrepios.
___ A nanorrobótica ainda é uma tecnologia emergente, mas promete revolucionar a medicina num
futuro próximo. Nanorrobôs são robôs do tamanho de uma célula sanguínea que poderão circular em
nosso corpo fazendo diagnósticos, levando nutrientes e realizando microcirurgias.
15 ___ É estranho pensar que em poucos anos um novo tipo de ser humano possa surgir. Mas refletindo
sobre o avanço que tivemos nos últimos 30 anos, não é de forma alguma impossível. Em palestra no
TED, Kurzweil explica o desenvolvimento de seu raciocínio.
___ Matéria de capa da revista “Time” “2045: The Year Man Becomes Immortal” explora a
possibilidade de fazermos downloads de nossas mentes em outros recipientes, como robôs, e questiona
20 quais implicações isso traria. 2045 seria o ano da singularidade, ainda impossível de ser compreendida,
por não conseguirmos pensar fora de nosso linear e químico cérebro animal.
___ O termo singularidade é usado para representar uma corrente de pensamento, muitas vezes tida
como um movimento. Indica que a humanidade passará por enorme avanço tecnológico em um curto
espaço de tempo, no qual a inteligência artificial predominará sobre a humana. O termo é creditado ao
25 cientista Vernor Vinge. Kurzweil, que profetizou o surgimento da internet, é um dos fundadores
da Singularity University, que tem a missão de “educar, inspirar e empoderar líderes para aplicarem
tecnologias exponenciais no tratamento dos grandes desafios da humanidade”.
___ Outro relevante membro dessa filosofia é o gerontologista Aubrey De Grey. Ele afirma que o
primeiro ser humano a viver 1000 anos já nasceu. De Grey vê o envelhecimento como uma doença a ser
30 curada e explica como isso poderia ocorrer em uma palestra. Ele é autor do livro: “Ending Aging”. [...]
___ Albert Einstein teria dito: “A humanidade precisará de uma substancial nova forma de pensar se
quiser sobreviver”. Essa frase normalmente é atribuída ao homem ter que mudar seu comportamento em
relação a recursos naturais, ao meio ambiente e a questões sociais e éticas. Pensar em prol de um bem
comum e não mais em benefício próprio. Transformar uma mentalidade imediatista para uma visão a
35 longo prazo. Quem sabe, Einstein também estaria profetizando sobre o pensamento híbrido de Kurzweil.
___ Os avanços tecnológicos podem trazer benefícios, mas costumam ser atrelados a efeitos
colaterais, que nos prejudicam e precisam ser discutidos. Como o vício da internet, a alienação do celular
e a solidão das redes sociais. Esse homem-máquina teria um novo desafio a sua frente: como lidar com a
liberdade de escolha em um cenário de acesso instantâneo e ilimitado a informações? Teorias filosóficas
40 seriam reformuladas e outras apareceriam. Existencialistas se debruçariam sobre a nova responsabilidade
do homem diante um livre arbítrio tecnológico e a angústia existencial gerada pelo processo de tomada
de decisões com tantas opções e informações disponíveis. Sartre não ia querer perder a oportunidade de
refletir sobre um outro tipo de ser humano e iria implorar para nascer de novo.
(Disponível em: http://mortesemtabu.blogfolha.uol.com.br/. Acesso em: 09/2016.)
Pertencem à mesma regra de acentuação de palavras, conforme o Novo Acordo Ortográfico:
Releia o trecho abaixo para responder às questões 14 e 15.
Medidas simples garantem mais segurança no trânsito
Em um clássico desenho da Disney, ao assumir a direção de um carro, o pacato e humilde senhor Andante se transforma
no terrível senhor Volante, modelo de arrogância e violência. Essa cena ilustra uma situação comum até hoje no trânsito, onde
os motoristas descarregam toda sorte de frustração.
Não por acaso, o fator humano é responsável pela maioria dos acidentes. Dirigir defensivamente é essencial para prevenir os
5 desastres ou pelo menos minimizar suas consequências. De acordo com o professor Adilson Lombardo, especialista em segurança
no trânsito, na direção defensiva “é preciso avaliar riscos, reduzir a velocidade perto de escolas, não fazer ultrapassagens
perigosas”. Na prática, são medidas simples, que podem ser resumidas em duas: respeito às normas e bom senso.
Lombardo frisa que não se deve confundir direção defensiva com técnicas de pilotagem, que também podem ajudar a
prevenir acidentes. “Os cursos de pilotagem ensinam a sair da aquaplanagem, a fazer uma frenagem segura e a desviar de
10 obstáculos”, explica. “As autoescolas não dão essa formação, que é essencial, por exemplo, para funcionários de empresas.”
Ele destaca ainda a função educativa da multa: “Todos sabemos que a cultura da impunidade é perigosa.”
Ari Silveira
Adaptado de gazetadopovo.com.br, 22/08/2009
a cultura da impunidade é perigosa. (l. 11)
Ao passar esse trecho para o tempo futuro, o verbo “ser” poderá ser escrito assim:
Responda as questões 1 e 2 de acordo com a nova ortografia:
Está correto apenas:
Assinale a alternativa gramaticalmente CORRETA.
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária
Jaques Haber
01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a
02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de
03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um
04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.
05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o
06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de
07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para
08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui
09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências
10 diversificadas.
11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de
12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a
13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o
14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,
15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas
16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o
17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes
18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.
19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria
20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está
21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da
22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa
23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma
24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.
25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue
26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta
27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria
28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não
29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de
30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino
31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.
32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é
33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e
34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito
35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir
36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos
37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero
38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta
39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com
40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não
41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.
(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)
O vocábulo “interpessoais” (l. 33) é formado por prefixação e segue as regras de ortografia vigentes. Assinale a alternativa em que tais regras NÃO são cumpridas.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo
Por Felipe Germano Bruno Garattoni
01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De
02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves
03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em
04 momentos importantes.
05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa
06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de
07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as
08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas
09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse
10 freio vai ficando mais fraco.
11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles
12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em
13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha
14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a
15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa
16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a
17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando
18 ao ato de mentir.
19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do
20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a
21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras
22 maiores”, acredita.
23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica
24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o
25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter
26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.
(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)
De acordo com as regras de ortografia e contexto de ocorrência, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 15 e 19 ficam, correta e respectivamente, preenchidas por:
Marque a alternativa CORRETA conforme o Novo Acordo Ortográfico da língua Portuguesa:
Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.
LÍNGUA ANCESTRAL DO PORTUGUÊS SE ORIGINOU NA TURQUIA
Pesquisa mostra que todas as línguas da família indo-europeia, incluindo as latinas, tiveram origem na mesma região
Por Guilherme Rosa 23 ago 2012, 19h44 - Atualizado em 6 maio 2016, 16h28 Adaptado de: http://veja.abril.com.br/ciencia/lingua-ancestral-do-portugues-se-originouna-turquia/ Acesso em 02 dez 2016.
[...] Os idiomas que fazem parte da mesma família linguística têm uma origem comum. Por isso, acabam herdando algumas características dessa língua original, como palavras cognatas e construções linguísticas. A família com mais línguas é a Niger-Congolesa, que tem mais de 1.510 idiomas registrados, e 382 milhões de falantes. Já a família indo-europeia tem 426 idiomas catalogados, mas é falada por quase três bilhões de pessoas. [...]
A família linguística indo-europeia reúne alguns dos idiomas mais falados em todo o planeta. Até o século 16, eles se restringiam à Europa e ao leste asiático, mas se espalharam pela América, África e Oceania. Hoje em dia, é falada por quase três bilhões de pessoas em todo o mundo. A segunda maior família de línguas é a sino-tibetana, que inclui o chinês, o tibetano e o birmanês, e é falada por 1,3 bilhão de pessoas.
Até agora, os cientistas haviam desenvolvido duas teorias para explicar a origem da família indo-europeia. Uma delas propunha que ela era descendente de um idioma falado por um povo seminômade que habitava estepes ao norte do Mar Cáspio, na Rússia, há 6.000 anos. A outra hipótese previa que a língua havia surgido na região da Anatólia, no extremo oeste asiático, onde hoje se encontra a Turquia. Segundo essa teoria, ela teria se espalhado pelo mundo entre 9.500 ou 8.000 anos atrás, com a expansão da agricultura.
Os pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram testar qual desses cenários era mais provável. Para isso, resolveram adaptar um método estatístico utilizado por biólogos evolutivos para estudar a evolução de algumas espécies. Esses cientistas costumam usar semelhanças e diferenças no DNA para traçar as origens dessas espécies e montar uma árvore genealógica com seus ancestrais.
Os pesquisadores usaram a mesma abordagem para montar a árvore genealógica dos idiomas indoeuropeus. Em vez de procurar por semelhanças no DNA, buscaram por palavras cognatas em 103 idiomas da família, desde os mais modernos aos já extintos.
Depois de montar a árvore genealógica e de traçar como cada língua se espalhou pela Europa e Ásia, eles estimaram onde cada uma delas havia surgido, chegando até o idioma original.
Como resultado, confirmaram que a família indoeuropeia surgiu na Turquia entre 8.000 e 9.500 anos atrás. Segundo os pesquisadores, o desenvolvimento da agricultura levou essa “língua-mãe” ao resto da Europa e oeste da Ásia.
Com a evolução do idioma e a relação com outras culturas, acabaram surgindo diversas subfamílias no decorrer do tempo. As cinco principais, que são faladas ainda hoje – o céltico, germânico, itálico, balto-eslavo e indo-iraniano – começaram a se diferenciar entre 4.000 e 6.000 anos atrás
Sabe-se que há substantivos que são derivados de verbo. Marque a alternativa em que houve ERRO na grafia do substantivo:
Leia o texto para responder às questões de 01 a 10:
Para criar filhos mais saudáveis e felizes
Na tentativa de serem “bons pais”, muitos erram apesar das boas intenções: investem em uma rotina cheia de compromissos escolares e extracurriculares para a criança, envolvem-se nas dificuldades dos filhos a ponto de querer resolvê-las ou, ainda, deixam de cuidar de si com a justificativa de que é preciso cuidar do outro. Especialistas apontam atitudes que podem prejudicar o desenvolvimento de habilidades necessárias para uma vida adulta mais feliz e autônoma
1. Permitir momentos de ócio e tédio.
Escola, esporte, cursos extracurriculares. Muitas crianças têm agendas dignas de adultos muito atarefados, com poucas horas livres ao longo do dia. Até mesmo nos fins de semana e férias, que não raro são pré-programados com passeios e viagens. Efeito da nossa cultura, que não vê com bons olhos “não ter o que fazer”. No entanto, estudos sugerem que seguir rotina cheia de compromissos desde cedo pode prejudicar a criança. Um deles, publicado na Frontiers of Psychology em 2014, relaciona a quantidade de atividades estruturadas, como aulas de futebol ou dança, no dia a dia de crianças de 6 anos ao menor desenvolvimento de uma “função executiva autodirigida”. Basicamente, esse processo mental ajuda os pequenos a regular emoções e definir e atingir metas por conta própria, além de ser associado a maior estabilidade emocional e profissional na vida adulta. O que os pais podem fazer então? “Deixe que seus filhos caiam na monotonia e descubram algo para fazer por conta própria”, sugere o psicólogo Michael Ungar, codiretor do Centro de Pesquisa de Resiliência da Universidade Dalhousie, em Nova Escócia. “O tédio num contexto hiperestimulado pode permitir exercer a criatividade e desenvolver a iniciativa, a persistência e a sensação de que podem influenciar o mundo”, explica.
2. Deixar que resolvam problemas.
Não são poucos os pais excessivamente protetores, que se envolvem nas dificuldades cotidianas dos filhos além da conta. A superproteção não favorece o desenvolvimento de habilidades que serão necessárias na vida adulta, como autonomia e resiliência. Pesquisas no campo da autodeterminação relacionam a superproteção a níveis mais elevados de ansiedade e depressão, notas mais baixas na escola e menor satisfação com a vida quando adultos. “Pouco comprometimento dos pais não é positivo. Mas o envolvimento em demasia também não”, afirma a psicóloga do desenvolvimento Holly H. Schiffrin, professora associada da Universidade de Mary Washington, na Virginia. “Percebo esse comportamento em sala de aula. Há pais que me procuram para ajustar o horário de aula dos filhos ou ligam para conversar sobre as notas deles. Costumo responder que os próprios alunos podem marcar uma reunião comigo para discutir o assunto”, diz.
3. “Colocar a máscara de oxigênio primeiro”.
A instrução dada antes das viagens de avião é uma boa metáfora da parentalidade – é preciso cuidar de si mesmo para poder cuidar bem de outra pessoa. Mães com diagnóstico de depressão, por exemplo, são mais propensas a ignorar ou a exagerar comportamentos inadequados dos filhos, segundo um estudo longitudinal de dois anos publicado na Psychological Science. Pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia constataram que adultos com TDAH também se tornam pais atenciosos depois de receber tratamento para o distúrbio. Todas as outras atividades cotidianas relacionadas com a saúde também importam. Um estudo de 2015 sobre os dados nacionais de saúde do Reino Unido sugere que o modo de vida dos pais pode ser tão decisivo como a genética na “transmissão” da obesidade. Outra evidência: crianças que participaram de uma pesquisa de 2014 da Escola de Economia e Ciências Políticas de Londres e com pais biológicos com excesso de peso tinham probabilidade 27% maior do que outras de apresentar sobrepeso. Filhos adotados também demonstraram susceptibilidade similar, de 21%. Seguindo essa linha de raciocínio, adotar uma dieta mais saudável e colocar atividades físicas na rotina vai além do autocuidado: é um gesto de amor por aqueles que dependem de nós. Um bom motivo para começar, não?
Esta matéria foi publicada originalmente na edição de abril de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/1WusOOZ. Coletada no site:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/par a_criar_filhos_mais_saudaveis_e_felizes.htmlacesso 28 de abril de 2016
Analise:
Seguindo essa linha de raciocínio, adotar uma dieta mais saudável e colocar atividades físicas na rotina vai além do autocuidado[...] |
A palavra marcada está grafada, adequadamente, de acordo com o Acordo ortográfico vigente nos países que adotam a Língua portuguesa. Também estão grafados, adequadamente, no que respeita ao uso do hífen, os dois pares de vocábulos que se encontram selecionados na alternativa
O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que passou a vigorar a partir de janeiro de 2016, prevê que “prescinde-se do acento agudo nas vogais tônicas grafadas i e u das palavras paroxítonas, quando elas estão precedidas de ditongo”. Assinale a alternativa cuja palavra se enquadra nessa norma.
Aposentados que são voluntários sofrem menos de depressão
Um quinto da população de idosos do planeta sofre de depressão, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença costuma se manifestar, na maioria dos casos, pouco depois da aposentadoria, quando as pessoas passam a acreditar que já não são mais úteis à sociedade, mesmo que isso não seja verdade. No Brasil, este índice é um pouco inferior - 15% dos idosos - , porém, de qualquer forma, é uma triste realidade para muitas pessoas. Embora sejam os fatores biológicos, sociais e psicológicos os maiores responsáveis pelo desencadeamento dos casos de depressão, dizem os médicos, a propensão aumenta nesta faixa etária porque, ao parar de trabalhar, muitas vezes os aposentados deixam de fazer qualquer outra atividade e acabam perdendo o interesse pela vida.
Repassar conhecimentos, doar este tempo que está sobrando e descobrir novas potencialidades podem ser grandes e surpreendentes experiências para quem está na terceira idade. Os problemas relacionados à solidão, tristeza, decepção e até a própria depressão, tão comuns nessa fase da vida, têm grandes chances de serem solucionadas (ou pelo menos minimizados) se o tempo livre for utilizado, por exemplo, para a realização de trabalhos voluntários. É muito comum recém-aposentados queixarem-se da falta do que fazer, e para quem trabalhou a vida toda isso não é muito fácil de lidar. Os médicos normalmente recomendam a prática de atividades ocupacionais, como artesanato, exercícios, aulas de dança e informática, dentre outras coisas que os agrade. Mesmo assim, às vezes estas atividades ainda não são suficientes, pois o que prevalece é o sentimento de não serem mais úteis à sociedade.
Dentro deste contexto, a psicóloga Danielle Sá, da Sociedade Brasileira de Arte, Cultura e Cidadania, aconselha aos aposentados realizarem algum tipo de trabalho voluntário, uma prática que só traz benefícios - tanto para quem atua quanto para aquele que recebe a atenção. Para os idosos, o primeiro benefício é quase instantâneo: a recuperação da autoestima e a satisfação de sentir-se importante para o outro, o que diminui muito os índices de ansiedade e estresse. O voluntariado é, sem dúvida, uma excelente oportunidade para o aposentado demonstrar suas habilidades, conhecer novas pessoas, dedicar-se a uma causa nobre e ainda exercitar novas competências, diz a especialista. Enfim, uma grande motivação para não entregar-se ao pijama e ao sofá pelo resto da vida.
Viviane Bevilacqua, Diário Catarinense, 15/02/2016- 21h46min, atualizada em 15/02/2016- 21h48min
Assinale a alternativa que apresenta palavra extraída do texto que sofreu alteração com o Novo Acordo ortográfico:
O que nosso cérebro faz de nós
01 O que você faria se tivesse que responder a dezenas de milhares de comandos e
02 comunicar-se com mais de mil pessoas ao mesmo tempo, sendo que essa troca de informações
03 pode mudar o tempo todo? Se você fosse um neurônio, não teria problema algum. Agora imagine
04 toda essa atividade sendo exercida por cerca de 86 bilhões de células neurais. É na intimidade
05 desses circuitos de múltiplos contatos entre os neurônios, auxiliados por células, que transitam
06 nossos instintos, afetos, pensamentos, subjetividade, nossa lógica, atitudes e estratégias,
07 _______, quem somos.
08 Se o que somos é o resultado de nossas funções cerebrais, é importante esclarecer que as
09 pessoas não são pré-determinadas, mas se constituem ao longo de sua vida. Somos todos
10 diferentes não apenas porque resultamos de uma constituição genética diferente, mas porque
11 vivemos diferentes experiências. No final das contas, ambos os fatores, a genética e a
12 experiência, _____ sobre os circuitos neurais, sobre as conexões entre os neurônios, as sinapses.
13 Cada comportamento é o resultado das atividades cerebrais. É graças a essa plasticidade que
14 experiências traumáticas podem ser superadas, que nosso humor é adaptável ao contexto, que
15 nossas atitudes podem melhorar com nossos erros. Inventamos, planejamos a longo prazo,
16 dimensionamos as consequências de nossos atos. No entanto, muitas dessas capacidades não
17 são exclusividade humana. O cérebro vem evoluindo há milhões de anos. Responder a certos
18 estímulos, regular nossas vísceras, corrigir a postura corporal e a locomoção, formar memórias,
19 manifestar nosso medo e raiva fazem parte de nossos kits neurais básicos de sobrevivência.
20 Muito já se conhece sobre localizações de funções no cérebro, mas os neurocientistas
21 seguem mesmo interessados em decifrar a área mais desenvolvida que os humanos possuem: o
22 pré-frontal.
23 Sobre o cérebro, do ponto de vista molecular ao emocional e comportamental, muito vem
24 sendo compreendido. Só que ao conhecê-lo melhor, deparamos com a realidade nua e crua dos
25 mecanismos neurais, que pode, à primeira vista, ir contra preceitos até então soberanos. É o caso
26 do livre-arbítrio. Ao ver como o cérebro processa e avalia decisões, encaramos o fato de que
27 muita atividade neuronal já aconteceu antes de nos darmos conta de nossas vontades e intenções.
28 Outras áreas mais desenvolvidas no nosso cérebro são as da linguagem. Diz-se que a
29 linguagem verbal é um dom da espécie humana. Ainda não há um veredicto final da ciência sobre
30 isso, mas sim, é bem provável. A aprendizagem da linguagem pelas regiões cerebrais
31 responsáveis floresce em conexões sinápticas e, com poucos meses de vida, independente da
32 formação cultural de um povo, o cérebro aprende a reconhecer os fonemas da língua falada a sua
33 volta, associando-os à mímica facial típica de cada som, seguindo um padrão universal. Mas, de
34 novo, descobriu-se que não somente as crianças, mas outros mamíferos também são capazes de
35 perceber categorias fonéticas.
36 Por isso, se quisermos entender _______ somos como somos, precisamos também
37 conhecer o cérebro dos outros animais. As pesquisas do grupo de Suzana Herculano-Houzel
38 reconhecem que o encéfalo humano não possui um número excepcionalmente maior de neurônios
39 cerebrais que explique as nossas habilidades cognitivas superiores. Talvez o que possa justificar
40 essa diferença cognitiva seja a incrível ideia que nossos ancestrais tiveram de, um dia, cozinharem
41 a comida que consumiam. Daí pra diante, nosso cérebro que arduamente orquestrava
42 comportamentos e trabalhosas funções digestórias e metabólicas para obter energia de alimentos
43 ____ pôde, então, se dedicar a outras atividades, como falar, filosofar, criar. E a história humana
44 tomou um rumo diferente da de outras espécies.
Fonte: Caderno PrOA - http://www.clicrbs.com.br – acesso em 29-9-2015 – texto adaptado
Considerando a grafia das palavras, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 07, 12, 36 e 43.
Leia o texto a seguir para responder as próximas 7 (sete) questões.
A IMPORTÂNCIA DO CACOETE NA EVOLUÇÃO LINGUÍSTICA
Por Aldo Bizzochi. Adaptado de:
http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-abizzocchi/a-importancia-docacoete-na-evolucao-linguistica-337681-1.asp Acesso em 30 mar 2015.
A maior parte das inovações linguísticas surge da fala informal e não da fala ou da escrita formais. Exceto por neologismos técnicos, que em geral nascem em textos acadêmicos impressos, é sempre a fala popular que institui novas pronúncias (e, no limite, conduz à mutação fonética), novas construções sintáticas (por exemplo, a tendência à próclise é uma criação da fala brasileira) e novas palavras.
Por isso mesmo, é nos períodos costumeiramente chamados "de barbárie", em que não há ensino formal da língua, e quase todos os falantes são ágrafos, que as mudanças linguísticas ocorrem mais depressa. Não foi por outra razão que a língua da Lusitânia passou, durante a Alta Idade Média (séculos 5 a 11 d.C.), isto é, em apenas seis séculos, do latim vulgar ao ibero-romance e deste ao galego-português, ou português arcaico. Em compensação, a partir do estabelecimento do Estado português e da institucionalização da educação, sobretudo a partir do século 16, a língua mudou relativamente pouco. Isso significa que o português de Camões está mais próximo do atual que daquele das cantigas trovadorescas.
Um dos muitos fatores que contribuem para a mudança linguística é, por incrível que pareça, o cacoete. Na fala cotidiana, em que temos de pensar e falar ao mesmo tempo, tendemos a truncar palavras e frases, a repetir elementos, seja por redundância (a fala é, por natureza, muito mais redundante que a escrita, já que o ruído na comunicação também é muito maior) ou por insegurança, e a gaguejar bastante. Também são comuns as "muletas do discurso", certas expressões-chavão que utilizamos a todo momento (como "sei lá", "tipo assim", etc.) para preencher o vazio comunicativo enquanto pensamos ou para nos aliviar do peso de termos de ser criativos o tempo todo.
Muitas características definidoras de certos idiomas, como a negação dupla em francês (jene sais pas), resultam de cacoetes que, de tão disseminados na fala popular, acabaram sendo integrados à norma e hoje fazem parte da gramática da língua. [...].
O que são esses anacolutos que transformam uma oração do tipo sujeito-predicado em uma do tipo tópico-comentário senão cacoetes de fala que se espalham por contágio? Basta assistir no YouTube a entrevistas de 30 ou 40 anos atrás e compará-las com a fala atual das pessoas na TV para observar como a frequência desse tipo de construção aumentou nos últimos anos, mesmo entre pessoas escolarizadas, como repórteres, atores e cantores de MPB.
Redundâncias como as do espanhol (Le di una manzana a la maestra, "Dei uma maçã à professora"), do italiano (Questa mela la mangio io, "Esta maçã quem vai comer sou eu") ou do inglês (At what time do you do your homework?, "A que horas você faz a lição de casa?") nada mais são do que a cristalização e subsequente oficialização de antigos cacoetes que, por terem sido introduzidos, ou pelo menos disseminados, por falantes de uma certa influência social, contaminaram a maioria dos falantes há séculos e, de tão arraigados na fala coloquial, ascenderam à categoria de leis gramaticais, tornando-se, portanto, de uso obrigatório.
“A escrita foi alterada pelas pessoas que falam o idioma.” Transpondo esse trecho para a voz ativa, a forma verbal resultante foi escrita corretamente em qual das alternativas? Assinale-a: