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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.699 questões

Q3027242 Português
Analise as frases abaixo:

Imagem associada para resolução da questão .........gratidão é como um músculo que precisa ser exercitado através do nosso olhar. É preciso começar..........perceber..........pequenas coisas que nos fazem felizes.
Imagem associada para resolução da questão ..........gratidão está ligada..........maior liberação de oxitocina, o hormônio do bem-estar,.......... melhora na qualidade de sono e..........aprimoramento das capacidades cognitivas.


Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Alternativas
Q3026726 Português
Texto CB4A1-I

        Existem desde previsões de que a inteligência artificial (IA) substituirá os seres humanos e eliminará uma lista de profissões até alegações de que ela contribuirá para “o uso humano dos seres humanos” (parafraseando-se o subtítulo do livro de 1954 do matemático considerado fundador da cibernética, Norbert Wiener), liberando-os para usarem melhor o tempo enquanto assume as tarefas repetitivas.
         Um grupo de pesquisadores de diversos países produziu a publicação Inteligência Liberada — um argumento para a IA na educação, para demonstrar os benefícios da IA para a educação.
         É importante, nesse ponto, definir o que é a IA aplicada na educação — algo que vem sendo estudado no meio acadêmico há mais de três décadas. Para os autores da publicação mencionada, IA corresponde a “sistemas de computador que foram projetados para interagir com o mundo por meio de capacidades (por exemplo, percepção visual e reconhecimento de fala) e comportamentos inteligentes (por exemplo, avaliar as informações disponíveis e, em seguida, tomar a ação mais sensata para atingir um objetivo declarado) que seriam considerados essencialmente humanos”.
         Um dos objetivos do uso da IA na educação é abrir a chamada “caixa-preta do aprendizado”, ou, em outras palavras, contribuir para uma compreensão mais profunda e detalhada de como o aprendizado realmente acontece (por exemplo, como é influenciado pelo contexto socioeconômico e físico dos alunos ou por tecnologia).
         Nesse contexto, a IA na educação oferece a possibilidade de uma aprendizagem mais personalizada, flexível, inclusiva e envolvente. Além disso, as ferramentas fornecem informações não apenas sobre o que está sendo aprendido, mas também como está sendo aprendido e como os alunos estão se sentindo. Ainda, a IA pode ajudar os professores a criar ambientes de aprendizagem colaborativa e a atender as necessidades de seus alunos por meio de técnicas de mineração de dados educacionais para “rastrear” o comportamento dos alunos.

Internet:<observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br>  (com adaptações).

Julgue o item seguinte, relativo a aspectos linguísticos do texto CB4A1-I.


Seria correto o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” em “a atender” (último período do texto).

Alternativas
Q3025422 Português
Assinale a alternativa em que a utilização do acento grave é obrigatória:
Alternativas
Q3024030 Português
Sobre o uso correto da crase, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3023957 Português
Fazer nada
Como a visita de um pássaro nos fez pensar no tempo.

      Conseguimos uns dias de folga e fomos passar um tempo cuidando um do outro. No hotel, em Itatiba, deram-nos o quarto 37, que se abre para um mar de morros verdes, com plantações, pastos, florestas. Fica no piso superior, tem pé-direito alto e uma varanda abraçada por árvores repletas de pássaros. À noite, entrou pela janela um passarinho. Minúsculo, branco no peito e na parte inferior da face, preto no dorso e na metade de cima da cabeça. Entrou pelo quarto, acelerado. Voava junto ao teto e não conseguia baixar até a altura da porta por onde havia entrado. Temíamos que se machucasse. Apagamos as luzes. Ele se acalmou e parou para descansar no toucador. Pulou em pé, no chão. Caminhou um pouco, ofegante. Usamos um chapéu para levá-lo à varanda, onde ficou ainda um tempo, refazendo-se.
      Depois, vimos que deixou de lembrança um cocozinho na nossa cama. De onde teria vindo essa ave? Qual o significado do carimbo de passarinho sobre o lençol? Resisti à ideia de lembrar que excremento de pássaro é sinal de boa fortuna em antigas tradições. Augúrio? Sinal? Ali não havia mistério. Era apenas um bichinho assustado, acelerado demais. Talvez apenas apavorado por haver entrado em um lugar de onde parecia impossível sair. Mais do que um significado oculto, sua visita pode é nos inspirar, quem sabe, uma analogia. Quantas vezes o homem não se debate, na ilusão de que está acuado? Quantas vezes sofre sem perceber que está saturado por estímulos que ele próprio foi buscar? A sensação de que seu tempo é estrangulado, sem se dar conta de que é ele quem cultiva desassossego para si. Um amigo, sobrinho de um sábio do interior, costuma usar a imagem da trajetória errática e vã das formigas para ilustrar a ilusão que acomete o homem em movimentos inócuos e sem sentido, o esforço inútil. Não é à toa que se fale tanto na necessidade de ir com mais calma.
      Afinal, nós nunca aceleramos tanto. Na ilusão de anteciparmos o futuro, roubamos o momento seguinte e deixamos de vivê-lo. Convivemos sem prestar atenção no outro, respiramos com sofreguidão, comemos sem sentir o sabor. Fugimos do presente, o único tempo que existe e sobre o qual criamos a referência para um passado reconstruído na memória e um futuro sonhado. Como parar e fazer nada? Como apenas ser, sem se debater por ter entrado em uma porta estranha? Há quem não consiga relaxar e, simplesmente, fazer nada. Alguém já disse que fazer nada não é a completa falta de ação, mas a ação feita com desapego, sem visar resultado para si mesmo. Há algo de bom em atingir esse momento em que só se é parte da paisagem e não um observador separado. Se ainda quiséssemos procurar um significado para a visita da pequena ave, poderíamos dizer que ela veio trazer o tema para estas linhas que você lê agora. Como se nos dissesse: que bom que vocês conseguiram uns dias de folga e vieram aqui, cuidar um do outro. Sejam bem-vindos a este momento e esqueçam o resto. Fui.

(NOGUEIRA, Paulo. Vida Simples, ed. 37. São Paulo: Abril, 2006.) 
Segundo Evanildo Bechara, crase é a fusão de vogais idênticas; e não o nome do acento. Trata-se de uso obrigatório de crase devido a uma locução adverbial de tempo: 
Alternativas
Q3023810 Português
Leia o texto e responda à questão.

Internos resgatados de comunidade terapêutica na Paraíba relatam abusos: 'me pegaram pelo pescoço e pelos pés'

Um dos 38 internos que foram resgatados nessa quinta-feira (14) de uma comunidade terapêutica de Lagoa Seca, no interior da Paraíba, confirmou que eles eram vítimas de violências físicas enquanto permaneceram no local. E que, no caso dele, a transferência para o imóvel foi feita de forma coercitiva, contra a sua vontade. Uma situação que, segundo o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil da Paraíba, se configurava em tortura e cárcere privado.

O homem, que pediu para não ser identificado, disse que na época três funcionários da comunidade chegaram de repente e o abordaram sem nenhum tipo de diálogo prévio.

"Quando eu dei por mim, três pessoas grandonas me pegaram pelo pescoço e pelos pés, me botaram dentro do carro e não falaram mais nada. Machucaram o meu pescoço. Eu pedindo para soltarem o meu pescoço e aí é que eles arrochavam mais", relata.

O resgate aconteceu durante uma fiscalização de rotina realizada pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com outros órgãos públicos ligados à saúde mental. Foi nessa fiscalização que as irregularidades teriam sido constatadas, o que ocasionou no fechamento da comunidade terapêutica e na prisão em flagrante de sete pessoas entre proprietários e funcionários. Depois, uma dessas pessoas foi liberada.

A defesa da comunidade terapêutica, contudo nega as denúncias. E se diz tranquila com o desenrolar das investigações.

"A gente não teve acesso ainda a essas ditas irregularidades, mas eles estão muito tranquilos. Eles já prestam serviços há algum tempo, já tiveram outras fiscalizações anteriores, sem nenhum problema. A atuação deles é completamente regular", declarou o advogado Felipe Torres.

De toda forma, o delegado Elias Rodrigues, da Polícia Civil da Paraíba em Lagoa Seca, classificou como graves as irregularidades identificadas. De acordo com ele, um único interno resolveu falar a princípio. E, a partir daí, quebrou-se a sensação de medo que rondava o local.

"Quando um deles disse que estava ali sem querer, que estava interno compulsoriamente, outros se encorajaram. E disseram que também estavam lá sem querer, muitos sem o conhecimento da família. E a clínica não tem a autorização para funcionar com esse tipo de internamento", denunciou o delegado.

A promotora de Justiça Fabiana Lobo, que estava à frente da fiscalização, fala em "cárcere privado, sequestro e tortura praticada contra internos". Ela disse que foram encontradas manchas de sangue nas paredes e pacientes sedados de forma irregular.

Todos os internos foram levados para a Central de Polícia de Campina Grande e prestaram depoimentos sobre o caso.

https://g1.globo.com/pb, 15/08/2024.
“O resgate aconteceu durante uma fiscalização de rotina realizada pelo Ministério Público da Paraíba em parceria com outros órgãos públicos ligados à saúde mental.”
Assinale a opção que contém a explicação ADEQUADA para o emprego da crase.
Alternativas
Q3023543 Português

Leia o texto e responda a questão.


UM TEXTO A CAVALO

Marina Colasanti


       Crônica, vamos dizer assim, é um texto a cavalo. Mantém um pé no estribo da literatura. E outro no do jornalismo. Bem estribada desse jeito, tem conseguido vencer belas provas mesmo correndo em pista pesada.

       Você sabe o que é pista pesada? É quando a pista de areia - ou seria saibro? - está molhada, tornando mais difícil e cansativa a corrida. Pois bem, a crônica corre em pista pesada porque lida ao mesmo tempo com as coisas mais ásperas, como economia e política, as mais dramáticas, como guerras, violência e tragédia, e as mais poéticas, como um momento de beleza ou uma reflexão sobre a vida. E o bom cronista é aquele que consegue o melhor equilíbrio entre esses elementos tão diferentes, entrelaçando-os e alternando-os com harmonia.

       Pode parecer que o cronista faz biscoitos, ou seja, coisinhas pequenas com algum açúcar por cima. Mas, na verdade, a crônica é uma tessitura complexa.

       Pois o cronista sabe que não está escrevendo só naquele momento, naquele dia, para aquela rápida publicação no jornal ou revista, mas está falando para um leitor que, na maioria das vezes, voltará a ele, que o acompanhará, somando dentro de si as crônicas lidas e vivendo-as, no seu todo, como uma obra maior.

       O leitor tem expectativas em relação ao “seu” cronista. Espera que diga aquilo que ele quer ouvir, e que, ao mesmo tempo, o surpreenda. Mas o cronista desconhece essas expectativas e, ao contrário do publicitário que trabalha voltado para o perfil do cliente potencial, trabalha às cegas.

       Às cegas em relação ao leitor, bem entendido. Como preencher então as expectativas? Eu, pessoalmente, acho que a melhor maneira é não pensando nelas. O leitor escolhe o cronista porque gosta do seu jeito de pensar e de escrever, e o cronista justifica mais plenamente essa escolha continuando a ser quem ele é.

       Eu comecei a fazer crônicas quando muito jovem, logo no início da minha carreira de jornalista. Mudei bastante ao longo do percurso. Antes era movida à emoção, escrevia de um jato, qualquer assunto me servia. Hoje sou mais reflexiva, afinei o olhar, preocupo-me muito com a qualidade das ideias. Mas aquela paixão que eu tinha no princípio continua igual. Hoje como ontem, toda vez que me sento para escrever uma crônica é com alegria.


COLASANTI, Marina. A casa das palavras e outras crônicas.

São Paulo: Ática, 2006. p. 5-6. (Para gostar de ler, 32). 

A cronista inicia o sétimo parágrafo com a frase “Às cegas em relação ao leitor, bem entendido”. Como poderíamos justificar a utilização do acento grave na expressão em destaque? 
Alternativas
Q3023098 Português

Cocaína em tubarões é só a ponta do iceberg

Por Bernardo Esteves e Allan de Abreu

(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/cocaina-em-tubaroes-e-so-a-ponta-do-iceberg/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 16, 24 e 30.
Alternativas
Q3022939 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à regência verbal e ao acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas 10, 27 e 30.
Alternativas
Q3021006 Português
Assinale a alternativa em que o sinal indicativo de crase está correto.
Alternativas
Q3020882 Português
Quando há a união da preposição “a” com o artigo definido feminino, deve haver a presença de crase. Qual das alternativas tem o acento indicativo de crase CORRETO?
Alternativas
Q3020759 Português

        O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população.


        Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos, definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades especificadas pelos usuários.


        As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões.


Internet: <www.realp.unb.br> (com adaptações).



Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se segue. 


O emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” presente no primeiro período do texto prejudicaria a sua correção gramatical. 

Alternativas
Q3020614 Português
Em qual dos casos a seguir o emprego do acento grave está de acordo com a norma padrão da língua?
Alternativas
Q3020499 Português


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/ – texto adaptado especialmente para esta prova).


Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 07, 22 e 36.
Alternativas
Q3020468 Português
Assinale o trecho em que o sinal indicativo de crase foi erroneamente aplicado, pois não houve fusão do artigo feminino com a preposição:
Alternativas
Q3020344 Português

        A ideia de que a mente pertence a um domínio separado, distinto do corpo, foi teorizada bem cedo, em grandes textos como o Fédon, de Platão (IV a.C.) e a Suma teológica, de Tomás de Aquino (1265-1274), um texto fundador da concepção cristã da alma. Mas foi o filósofo francês René Descartes (1596-1650) quem estabeleceu aquilo que é hoje conhecido como dualismo: a tese de que a mente dotada de consciência é feita de uma substância imaterial que não está sujeita às leis da física.


        Ridicularizar Descartes tornou-se moda em neurociência. Depois da publicação, em 1994, de O erro de Descartes, o best-seller de Antonio Damasio, muitos manuais contemporâneos que tratam de consciência passaram a criticar Descartes, alegando que ele teria atrasado a pesquisa em neurociência. A verdade, porém, é que Descartes foi um cientista pioneiro, fundamentalmente um reducionista, cuja análise mecânica da mente humana, muito à frente de seu tempo, foi o primeiro exercício de biologia sintética e de modelagem teórica. O dualismo de Descartes não foi um capricho de momento — fundamentava-se em um argumento lógico que afirmava a impossibilidade, para qualquer máquina, de imitar a liberdade da mente consciente.


Stanislas Dehaene. É assim que pensamos: como o cérebro trabalha para tomarmos consciência do mundo. Trad.: Rodolfo Ilari. São Paulo: Editora Contexto, 2024, p. 12 (com adaptações).

Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue. 


A supressão do acento indicativo de crase em “às leis da física” (segundo período do primeiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto. 

Alternativas
Q3019921 Português
Marque a opção em que o acento grave, indicativo da crase, foi empregado em desacordo com a norma culta (textos adaptados da obra: Schwarcz, Lilia Moritz; Starling, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia: Com novo pós-escrito (Portuguese Edition). Companhia das Letras. Edição do Kindle):
Alternativas
Q3018446 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Pellets de hidrogel removem água do biodiesel


No início dos anos 2010, pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ-Unicamp) perceberam que, como a proporção de biodiesel misturada ao diesel de origem fóssil iria crescer, seria exigida a adoção de tecnologias para controle do teor de água no combustível, já que o biodiesel tem grande afinidade com a água. Naquela época, a mistura era de 5% de biodiesel e o aumento gradual nos anos seguintes dessa proporção era previsto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O diesel tradicional é usado como combustível em caminhões, ônibus e alguns automóveis. Ocorre que, para os motores funcionarem a contento com a mistura de diesel e biodiesel, seria necessário remover a água presente no biocombustível, fabricado no Brasil principalmente a partir de soja ou gordura animal. Altos teores de água, entre outros problemas, podem causar corrosão em tanques e tubulações, além do entupimento de bicos de injeção, ocasionando problemas nos veículos.


"O primeiro passo foi entender a afinidade de cada um dos combustíveis com a água", conta o engenheiro químico Leonardo Fregolente, um dos membros da equipe e desde 2017 professor da FEQ-Unicamp. Um dos trabalhos iniciais do grupo, composto também pelas pesquisadoras Maria Regina Wolf Maciel e Patrícia Fregolente, foi publicado em 2012 na Journal of Chemical and Engineering Data . O estudo mostrou que o biodiesel tem capacidade de carregar de 1.500 a 1.980 miligramas (mg) de água por quilograma (kg) de combustível, cerca de 10 a 15 vezes mais do que o diesel fóssil, dependendo da sua temperatura − quanto mais quente, maior a absorção. Além disso, o biodiesel tem alta capacidade de absorver umidade do ar, 6,5 vezes mais do que o diesel.


Segundo o trabalho divulgado na Journal of Chemical and Engineering Data , em 10 dias o combustível fica saturado com a água que tira do ar. No entanto, se durante o processo ou depois a temperatura cair, a capacidade de reter a água diminuirá e parte dela se separará do combustível, acumulando-se no fundo de tanques e outros equipamentos.


No início de junho deste ano, o professor Fregolente não escondeu a satisfação ao mostrar à Revista Pesquisa FAPESP o resultado de mais de uma década de trabalho: tubinhos ou pellets transparentes vazados, com cerca de 5 milímetros (mm) de comprimento, mergulhados em um líquido, um tipo de biodiesel. Tecnicamente conhecidos como recheios, os tubinhos de hidrogel podem ser feitos com um polímero sintético, a poliacrilamida, pertencente a um grupo de compostos químicos que têm como característica a capacidade de atrair as moléculas de água.


Em laboratório, o material passou por uma reação química chamada hidrólise: foi tratado com hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, e sua capacidade de absorver água livre aumentou quase 27 vezes — de 37 gramas (g) de água para cada g de hidrogel para 987 g de água —, como detalhado em artigo de 2023 na Chemical Engineering Science.


Os recheios de hidrogel poderiam em princípio ser usados para reduzir a umidade durante a produção, no transporte, nos postos de combustível ou diretamente nos tanques dos veículos. "Controlando o teor de água, é possível manter a qualidade da mistura do biodiesel com o diesel por mais tempo", diz Fregolente, acrescentando que o material pode ser utilizado várias vezes.


A engenheira química Letícia Arthus, que trabalha com o pesquisador, explica que o tipo de hidrogel que conseguem fazer pode ser modulado dependendo da aplicação e da necessidade de remoção de água. "A acrilamida, principal matéria-prima do hidrogel de poliacrilamida, custa R$ 5 por kg, e 1 g de hidrogel absorve até 35 g de água", diz ela. "Se o hidrogel for produzido a partir do acrilato de sódio, que custa em torno de R$ 400 por kg, sua capacidade de reter água sobe para quase 1 kg de água por grama de hidrogel." Estudos de custos da inovação, que chegou ao estágio de protótipo, estão em andamento e serão importantes para revelar o impacto de sua adoção sobre o custo final do combustível. O grupo já solicitou o registro de cinco patentes.


Retirado e adaptado de: FLORESTI, Felipe.; FIORAVANTI, Carlos. Pellets de hidrogel removem água do biodiesel. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/pellets-de-hidrogel-remo vem-agua-do-biodiesel/ Acesso em: 09 jul., 2024. 

Analise atentamente o trecho a seguir:
O contexto é favorável __ inovações desse tipo. O Brasil consome cerca de 700 milhões de litros (L) de biodiesel por mês. __ proporção obrigatória de biodiesel no diesel chegou __ 14% em março de 2024 e poderá ir __ 15% em 2025. O CNPE estima que essa medida deverá evitar __ emissão de 5 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) na atmosfera e a importação de R$ 7,2 bilhões em diesel.
Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas do excerto:
Alternativas
Q3017993 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


“Se você não se alimentasse bem em Paris, tinha sempre uma fome mortal, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas, e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda parte se via comida ou se sentia o seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não se via nem se cheirava comida [...]
Depois de ter saído do Luxembourg, você poderia andar pela estreita Rue Férou até a Place Sainte-Sulpice sem ver restaurante algum, somente a praça silenciosa, com seus bancos e suas árvores. [...]
Para além da praça é que não poderia prosseguir em direção ao rio sem passar por lojas que vendiam frutas, legumes, vinhos ou por padarias e pastelarias. Mas, escolhendo cuidadosamente o caminho, conseguiria avançar pela direita, [...] e virar de novo à direita em direção à livraria de Sylvia Beach, sem encontrar muitos lugares onde se vendessem coisas de comer. A Rue d l’Odeón era desprovida de restaurantes até chegar à praça, onde havia três.
[...]
- Você está magro demais, Hemingway – diria Sylvia. – Tem comido o suficiente?
- Claro que sim! - O que é que comeu no almoço?
Apesar das cólicas, eu diria: Ainda não almocei. Agora é que estou indo para casa.
[...]
- Hemingway, não se preocupe com o que [a venda dos contos] lhe rendem agora. O essencial é você poder escrevê-los.
 - Posso escrever. Mas ninguém os comprará. [...] Desculpeme Sylvia. Perdoe-me por falar nos meus problemas. [...]
- Desculpá-lo de quê? [...] Prometa-me que não se preocupará demais e que comerá o bastante.” 

HEMINGWAY, Ernest. Paris é uma festa. 26. ed. Rio de Janeiro: Bertand Brasil, 2019. [Adaptado].

Nos trechos “se é obrigado a mentir em casa” e “o melhor que tem a fazer”, a ausência do sinal grave indicativo de crase é justificada gramaticalmente em decorrência de os termos seguintes ao vocábulo “a” serem
Alternativas
Q3017867 Português

TEXTO 6


Would you mind if? [Você se incomodaria se?]



“Você se incomodaria se eu recuasse o encosto da minha poltrona?”, pergunta um passageiro japonês, sentado ____ minha frente, logo após ____ descolagem. O voo era de Tóquio para Pequim. O sotaque carregado truncou ____ mensagem. Fiz cara de incompreensão. Ele repetiu. Agora com pausas e articulando melhor.


Não havia mais dúvida. O jovem japonês queria mesmo saber quanto recuar o assento da poltrona me molestaria. E permaneceu virado para ____. Esperando minha reação. Condicionou sua manobra ___ minha resposta. Só recuaria se eu ____ garantisse que tava de boa. Inquiria se o deslocamento pretendido, bem como ____ ocupação de espaço decorrente, não determinaria em mim algum tipo de tristeza ou queda de potência.


Meio no reflexo balbuciei um “that’s ok”. [Tudo bem...]


“Are you sure?”, insistiu. [Você tem certeza?] 


“Sure”. [Claro]


Sorriu e virou-se. Angulou ligeiramente o encosto. Menos do que poderia.


Em poucos segundos, tinha vivido experiência de grande valor. Sou daqueles que se encantam mais por pessoas e suas atitudes do que por outras atrações do mundo. Adepto de um turismo de convivência. Ali, no interior daquela aeronave, alguém tinha considerado meus afetos na hora de agir. Inquiriu sobre minhas alegrias e tristezas para colocá-las em posição de força – perante o próprio conforto – na sua equação deliberativa.


Não se contentou com o sentido mais imediato da resposta. Duvidou da sinceridade. Aquele “that’s ok” foi significado segundo o complexo Japanese way of meaning [o jeito japonês de significar as coisas]. E traduzido por “vai ficar mais apertado do que já está”. E a vida durante o voo pior do que já seria se você não reclinasse”. Por isso recuou só um tiquinho. Para não me ofender com sua incredulidade. E assegurar o conforto de que eu falsamente abdicara.


Experiência de grande valor, sim senhor. Também pelo aprendizado, que poderá se traduzir em práticas futuras. Diferentes e melhores. Em convivência aperfeiçoada. Do ontem para o amanhã.


Anos de vida viajante, palestrando sobre ética cada dia num canto de meu país-continente. Avião todo dia. Milhagens a mil. Deixando-me cair nos assentos marcados e recuando encostos com a rudeza de quem percebe o mundo com princípio e fim em si mesmo, no próprio prazer, conforto e ganho.


Com a alimentação exagerada de todos os dias, excessos estocados em gordura abdominal, instalar-me no 2C, deixando a gravidade fazer seu papel, reclinar a poltrona com a violência que a massa corporal permite, abrir o cinto, dar às células de gordura um lugar no mundo, onde possam ocupar posição sem constrangimentos, é procedimento automático. Um hábito aeronáutico.


Quanto ao ocupante do 3C… bem, esse nunca foi levado em conta. Após a aterrissagem, na hora de recuperar a bagagem nos compartimentos superiores, quem sabe um olhar de relance. De indiferença.


Aquele passageiro japonês, nihonjin como eles dizem, tinha me ensinado coisa preciosa. O que minha mãe, dona Nilza, chamaria de “bons modos”. Um jeito melhor de se portar. De agir. De interagir. De conviver. De viver com o outro. Segue minha mãe: “As outras pessoas estarão sempre por perto. A vida é com elas. Não tem felicidade sem elas. Tratar mal os outros machuca a alma”. E concluía profetizando: “O que você não aprender aqui em casa vai acabar aprendendo na rua”.


O tom de ameaça indicava que dona Nilza não se referia ao gentil oriental e seus sorrisos. Mas a profecia materna, ali na aeronave, mais uma vez se convertera em corpo, em matéria, em energia, em afeto, em sabedoria. Afinal, a minha presença fora considerada relevante por alguém que, embora não me conhecendo, condicionou sua vida daquele instante à minha. E,

ao fazê-lo, perdeu pleno controle sobre todo o seu devir imediato. Ficou, por decisão sua, na minha mão.


Daquele dia em adiante, nos últimos dois anos, nunca mais reclinei o encosto de meu assento sem consulta prévia ao ocupante de trás. Alguns aproveitaram para conversar sobre qualquer coisa. Outros me ignoraram. Mas houve quem tenha tomado minha iniciativa por zombaria, chacota, tiração de sarro. Ou até uma afronta.


Como toda mensagem, a ação em shinsetsu [cultura japonesa da gentileza] é enunciada e recebida. Nada garante que o receptor destinatário de nossa ação a interprete a partir das mesmas premissas que usamos para deliberar. Por vezes vale o dito popular: cada cabeça, uma sentença.


Fonte: Barros, Cloves de. Shinsetsu – o poder da gentileza. São Paulo: Planeta, 2018, p. 29-33

Marque a opção que preenche CORRETAMENTE as lacunas do Texto 6: 
Alternativas
Respostas
1861: E
1862: E
1863: A
1864: C
1865: A
1866: E
1867: C
1868: E
1869: B
1870: B
1871: B
1872: C
1873: A
1874: B
1875: C
1876: C
1877: B
1878: E
1879: A
1880: C