Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Ano: 2024 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Pinhalzinho - SC
Q3181888 Português

Texto 1


A Kombi, se o leitor não sabe devo adverti-lo, pertence à história pessoal de cada jornalista esportivo. dois tipos de jornalistas: os que viajam e os que não viajam. Os esportivos pertencem ao primeiro tipo. A Kombi já define a viagem: ela será lenta, intestinal, suada, poeirenta e muito sonora. Imaginei que não haveria mais Kombi na minha vida. A última eu mesmo a aluguei e saí a dirigi-la como um rolador de tonel. Mas Campos fica a quatro horas do rio e o Almir é um excelente motorista de Kombi: acomodamos tudo atrás, sentamos um ao lado do outro, bem-humorados, dispostos e ressequidos por uma cerveja que tardava. E viajamos 30 minutos.


A Kombi andou de um lado para o outro, fomos para o acostamento. Fazia quarenta graus, o sol estava em cima, o pó embaixo do pneu furado. No borracheiro, dois quilômetros adiante, se podia ver a câmara enrugada, com duas bolas, saindo de dentro do pneu novo. Bebemos a cerveja, mas foi preciso afastar com a palma da mão o lençol de moscas que recobria o balcão. O próximo pneu seria à noite, num lançante da serra: desciam caminhões em banguela (em ponto morto), lá estávamos nós, estômago na mão, no acostamento da contramão que era o único existente. Campos apareceu aos poucos, já de madrugada escondida entre canaviais e o cheiro forte da cana cortada e deixada no chão apodrecendo. É um cheiro doce por vezes, mas dolorosamente azedo quase sempre.


Ruy Carlos Ostermann, Correio do Povo, 08/11/1977

Observe as alterações propostas nos trechos retirados do texto 1.



1. Em “(…) pertence à história pessoal de cada jornalista esportivo”, se substituíssemos o verbo pertencer pelo verbo abrigar, estariam igualmente postas as condições para a manutenção do sinal indicativo de crase.


2. Na seguinte construção: “(…) se podia ver a câmara enrugada”, se substituíssemos a palavra câmara por câmaras, o verbo poder, obrigatoriamente, deveria ser flexionado na terceira pessoa do plural.


3. Na construção a seguir, o sinal indicativo de crase ocorre por ser expressão adverbial feminina: “O próximo pneu seria à noite (…)”.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3181521 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O gigantesco experimento com árvores antigas que renova esperança no combate às mudanças climáticas


O gigantesco experimento com árvores antigas que renova esperança no combate às mudanças climáticas Cientistas da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, concluíram que árvores mais antigas se adapitam e respondem ao ambiente. Em um estudo com carvalhos ingleses de 180 anos expostos a altos níveis de dióxido de carbono por sete anos, os pesquisadores observaram que os carvalhos aumentaram a produção de madeira em quase 10%, contribuindo para a retenção de gases de efeito estufa e ajudando a combater o aquecimento global. O estudo, publicado na revista científica Nature Climate Change, destaca a importância de proteger e preservar florestas maduras para enfrentar as mudanças climáticas. Atualmente, o mundo perde o equivalente a um campo de futebol de floresta primária a cada seis segundos. "É uma prova de que a gestão cuidadosa das florestas existentes é crucial. As florestas antigas estão fazendo um grande trabalho para nós. O que não devemos fazer é derrubá-las." Os resultados são parte do experimento FACE (Free-Air Carbon Enrichment), conduzido pela Universidade de Birmingham desde 2016 em um bosque de 21 hectares em Staffordshire. O objetivo do FACE é entender em tempo real o impacto das mudanças climáticas sobre as florestas. No experimento, tubulações foram instaladas entre os carvalhos para liberar dióxido de carbono (CO2),simulando as condições que o planeta pode enfrentar se não reduzirmos as emissões de gases. Após sete anos, a equipe de pesquisadores descobriu que os carvalhos aumentaram sua produção de madeira, retendo CO2 por mais tempo e evitando seu efeito de aquecimento na atmosfera. Os carvalhos usaram o CO2 para produzir novas folhas, raízes e biomassa lenhosa. Embora novas folhas e raízes sejam depósitos temporários de CO2, a maior parte do gás foi convertida em formas que podem ser armazenadas por várias décadas. Estudos anteriores mostraram que árvores mais jovens podem aumentar a absorção de CO2, mas acreditava-se que as florestas maduras não eram tão adapitáveis. "É crucial entender o comportamento das árvores mais velhas, pois elas compõem a maior parte da cobertura florestal mundial", disse MacKenzie à BBC. Apesar dos resultados promissores, ele alertou que isso não é uma solução para o problema das emissões de combustíveis fósseis. "Não podemos simplesmente criar florestas suficientes para continuar queimando combustíveis fósseis como fazemos agora", afirmou. O experimento foi estendido até 2031 para continuar monitorando os carvalhos e verificar se o aumento na produção de madeira persiste. Richard Norby, professor da Universidade de Tennessee e autor do estudo, destacou a importância de manter o experimento por mais tempo para obter um registro mais longo e confiável. Os pesquisadores também esperam observar como os níveis elevados de CO2 afetam a longevidade das árvores e a biodiversidade local, como os insetos. Durante o estudo, notaram um aumento em algumas espécies de insetos, possivelmente devido às mudanças nas condições do ar.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd6yn6970pzo#:~:text=Ap%C 3%B3s%20sete%20anos adaptado)

"Durante o estudo, notaram um aumento em algumas espécies de insetos, possivelmente devido às mudanças nas condições do ar."

O sinal indicativo de crase foi empregado corretamente no trecho acima, assim como nos enunciados abaixo, EXCETO:
Alternativas
Q3181117 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão de 1 a 10.


Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à

ebulição interior


Julián Fuks


Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.


Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".


"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."


Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.


Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?


Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."


Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.


Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as -emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.

A respeito do uso da crase, analise os trechos que seguem e marque a alternativa em que seu uso é facultativo: 
Alternativas
Q3179970 Português
Leia o trecho a seguir e indique a alternativa que apresenta a justificativa correta para o uso da crase:
"O monitor deve orientar os alunos à medida que realizam a atividade."
Alternativas
Q3176756 Português
O uso da crase é um assunto que costuma causar dúvidas. Há casos em que o acento indicativo de crase é obrigatório, outros em que ele é facultativo e outros em que ele não pode aparecer. Para sua correta compreensão, é necessário que entendamos tanto a regência nominal quanto a verbal. Sabendo disso, assinale a seguir a única alternativa em que o uso da crase é facultativo.
Alternativas
Q3174030 Português
Leia o texto para responder à questão.

Liberdade adiada

    Sentia-se cansada. A barriga, as pernas, a cabeça, o corpo todo era um enorme peso que lhe caía irremediavelmente em cima. Esperava que a qualquer momento o coração lhe perfurasse o peito, lhe rasgasse a blusa.
    Como seria o coração?
    Teria mesmo aquela forma bonita dos postais coloridos?
    … Será que as dores deformam os corações?
  Pensou em atirar a lata de água ao chão, esparramar-se no líquido, encharcar-se, fazer-se lama, confundir-se com aqueles caminhos que durante anos e mais anos lhe comiam as solas dos pés, lhe queimavam as veias, lhe roubavam as forças.
Imaginou os filhos que aguardavam e já deviam estar acordados. Os filhos que ela odiava!
    Não. Não voltaria para casa.
    O barranco olhava-a, boca aberta, num sorriso irresistível, convidando-a para o encontro final.
   Conhecia aquele tipo de sorriso e não tinha boas recordações dos tempos que vinham depois. Mas um dia havia de o eternizar. E se fosse agora, no instante que madrugava? A lata e ela, para sempre, juntas no sorriso do barranco.
   Gostava de sua lata de carregar água. Tratava bem a lata. Às vezes, em momentos de raiva ou simplesmente indefinidos, areava uma, dez, mil vezes, até que sua lata ficava a luzir e a cólera, ou a indefinição se perdiam no brilho prateado. Com o fundo de madeira que tivera que mandar colocar, ficou mais pesada, mas não eram daí os seus tormentos.
    À borda do barranco, com a lata de água à cabeça e a saia batida pelo vento, pensou nos filhos e levou as mãos ao peito.
    O que tinha a ver os filhos com o coração? Os filhos… Como ela os amava, Nossenhor!
    Apressou-se a ir ao encontro deles. O mais novito devia estar a chamar por ela.
    Correu deixando o barranco e o sonho de liberdade para trás.

(Dina Salústio. Mornas eram as noites. Adaptado)
Considere as reescritas de informações do texto.
•  Esperava que _____ qualquer hora o coração lhe perfurasse o peito, lhe rasgasse a blusa. •  O coração corresponderia mesmo _____  forma bonita dos postais coloridos? •  Pensou em jogar _____  lata de água ao chão, esparramar-se no líquido, fazer-se lama. •  O barranco dirigia _____  ela um sorriso irresistível, convidando-a para o encontro final.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3171286 Português

Considere o texto seguinte para responder a questão.


Texto


    Tem uma porção de maneiras estúpidas de uma criança morrer. Por exemplo descer uma escada segurando um pote de vidro em cada mão e escorregar e cortar os dois pulsos. De todo jeito a morte sempre foi uma coisa barulhenta, a criança com os pulsos rasgados vai gritar caída na escada e esse grito vai ficar ali meio vibrando até a mãe entrar dez minutos tarde demais, e a mãe vai viver pra sempre imaginando aquele grito que ela não ouviu. A morte é uma coisa que avisa, que arma um escândalo na rua, no bar, que apita no hospital, que telefona na casa de todos os parentes, e eles saem correndo como se agora adiantasse, a morte para mim era assim.

    Mas daí esse ano eu descobri que a morte pode ser silenciosa, muito mesmo. E tóxica. É possível morrer velho e quieto dentro da própria casa deitado na cama sem tempo de gritar, e dessa morte não sai um aviso, um apito imediato, não, as coisas fora da morte continuam iguais, e essa morte quieta pode ficar três, quatro dias tomando liberdade, contaminando as coisas que vão morrendo junto, o colchão, a cama, o piso de madeira, começa a vazar um sangue que não é mais necessário, e vai crescendo um cheiro que nenhum humano vivo consegue suportar, só os mortos.

    E quando enfim a família descobre eles fogem batendo a porta do apartamento e gritam o grito que o morto não deu, e tudo é muito pior porque elas descobrem que deixaram o morto sozinho três ou quatro dias, tão sozinho que não tinha nem ele mesmo. Uma solidão morta, tão horrorosa que vai tomando conta da casa inteira e quando finalmente alguém descobre você já está metade consumido de solidão.

    [...]

    Daí que de tempos em tempos eu me lembro disso, de que eu posso morrer a qualquer tempo e tudo acabar, então eu presto muita atenção na minha respiração, puxo o ar bem devagar e fundo, depois seguro um tempo, e observo o ar sair, e se isso está ocorrendo direito e dentro dos meus comandos, é porque a morte não está aqui, se ela estivesse eu puxaria o ar e ele não viria, ou sairia depressa antes que eu mandasse, ou não encheria direito o meu pulmão, ou não subiria até minha cabeça.


(CARRARA, Mariana Salomão. Se Deus me chamar não vou. São Paulo:

Editora Nós, 2019, p.71-73) 

Na construção destacada em “eu posso morrer a qualquer tempo” (4º§), nota-se a presença da preposição “a”, mas não ocorre crase. Assinale a alternativa em que o acento grave foi empregado corretamente.
Alternativas
Q3168054 Português
A seguir, foram apresentadas algumas declarações sobre diferentes aspectos da Língua Portuguesa. Identifique a alternativa que contenha uma afirmação ERRADA
Alternativas
Q3164617 Português
O tempo passa mais devagar para crianças?
Teresa McCormack pesquisa há muito tempo se existe algo essencialmente distinto no processamento do tempo das crianças, como um relógio interno que funciona em uma velocidade em relação à dos adultos. "É estranho que não saibamos realmente as respostas para perguntas como quando as crianças passam a fazer uma distinção adequada entre o passado e o futuro, já que isso estrutura toda a maneira como pensamos sobre nossas vidas como adultos".
Ela explica que, embora não tenhamos uma compreensão clara de quando as crianças entendem o sentido de tempo linear, sabemos que, desde cedo no desenvolvimento, as crianças são sensíveis a eventos rotineiros, como a hora das refeições e de dormir. Ela enfatiza que isso não é o mesmo que ter um senso adulto de tempo linear.
Diferente das crianças, os adultos têm a capacidade de pensar em pontos no tempo, independentemente de quando um evento acontece, devido ao seu conhecimento do sistema convencional de horário e calendário. A semântica também desempenha um papel importante nesse sistema. "Leva tempo para que as crianças se tornem usuárias competentes da linguagem temporal, usando termos como antes, depois, amanhã e ontem".
Ela acrescenta que nossa compreensão das passagens de tempo também se baseia no momento em que as pessoas são solicitadas a fazer essas avaliações em relação ao tempo. "Você faz a pergunta enquanto o evento acontece ou após ele ter acontecido?", ela questiona, dando um exemplo com o qual muita gente se identificará.
"O tempo entre o nascimento do meu filho e quando ele saiu de casa, agora parece ter passado em um piscar de olhos. Mas, durante o período em que você está realmente envolvido na tarefa de criar filhos, um único dia dura uma eternidade."
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg1jld22gzo.adaptado.
[...] algo essencialmente distinto no processamento do tempo das crianças, como um relógio interno que funciona em uma velocidade em relação 'à' dos adultos.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3164122 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta


O TDAH é um transtorno crônico do neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa é de que afete cerca de três por cento dos adultos.



Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.



É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.



O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que incluem rótulos inadequados que acompanham os estereótipos.



"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.



Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.



Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida adulta.



Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.



Björk trabalhou com pacientes que só foram diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos.Ela afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um diagnóstico de TDAH.



A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.

'Às vezes', os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno.
Assinale a opção correta em relação ao sinal indicativo de crase.
Alternativas
Q3153557 Português
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão da prova.

“Foi então que o Leonardo resolveu ir buscar as cartas de jogo, e logo foi dado o grito: „Eu quero ir, eu quero ir!‟ Então todos se levantaram, correram para a porta e começaram a brigar.”.

(Memórias de um Sargento de Milícias, Manuel Antônio de Almeida).
Analise as frases a seguir e marque a alternativa que apresenta corretamente o uso da crase com o pronome demonstrativo:
I- Conheço à dos olhos azuis; II- Comprei à que você recomendou; III- Entreguei à do guichê todos os papéis solicitados; IV- Confiei à que sorriu para mim o meu amor eterno.
Alternativas
Q3149359 Português
Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796 
Analise a frase:
"Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais."
Assinale a alternativa que justifica corretamente o uso da crase em "às reações". 
Alternativas
Q3149355 Português
Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796 
Com base nas regras da ortografia oficial da Língua Portuguesa, analise as alternativas abaixo e assinale a opção correta quanto ao uso do termo "à toa" em "É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite", considerando sua classificação e emprego do acento indicativo de crase.
Alternativas
Q3149052 Português
O sinal indicativo de crase foi empregado INCORRETAMENTE em:
Alternativas
Q3148176 Português
As alternativas abaixo não aceitam o sinal da crase. No entanto, há uma alternativa que o uso da crase é facultativo, ou seja, tanto pode ser usada a crase ou não, em ambas as formas a frase ficaria correta, assinale-a:
Alternativas
Q3147721 Português
Assinale a alternativa em que o uso da crase está correto.
Alternativas
Q3147619 Português
Analise todas as alternativas abaixo. O uso da crase está correto apenas na alternativa: 
Alternativas
Q3146117 Português

Não se usa crase em qual das alternativas abaixo?

Alternativas
Q3145456 Português
Destaque a única alternativa correta, ou seja, que a crase realmente é empregada. 
Alternativas
Respostas
1861: D
1862: D
1863: A
1864: A
1865: C
1866: A
1867: A
1868: B
1869: B
1870: D
1871: B
1872: B
1873: B
1874: D
1875: D
1876: A
1877: D
1878: E
1879: A
1880: E