Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Foram encontradas 7.104 questões

Q3989811 Português

Assinale a alternativa cujas palavras preenchem corretamente, na mesma ordem, as lacunas dos enunciados abaixo:



- Ficamos ___ espera de que os anfitriões nos chamassem ___ mesa.


- Tudo foi apresentado ___ claras, e houve ___ manifestação maciça de concordância.


- Quero dirigir-me ___ vocês na tentativa de solucionar ___ problemática que tanto aflige.

Alternativas
Q3988723 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise o emprego do sinal indicativo de crase nos seguintes trechos do texto:
I. “[...] 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável [...]” (1º§).
II. “Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, [...]” (2º§).
Quanto ao uso do acento grave nos trechos anteriores, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3988574 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


MEC reprova 1/3 dos cursos de Medicina avaliados; 99 terão sanções


Entre as instituições mal avaliadas, MEC só pode tomar medidas em relação às federais e privadas; entre as sanções estão suspensão de vestibular e do Fies

   Cerca de um terço dos cursos de Medicina do país não alcançaram desempenho proficiente no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os resultados da prova foram divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC).

   Anota do exame varia de 1 a 5, sendo 1 e 2 consideradas não proficientes. Anota é utilizada para compor o conceito Enade, que avalia a qualidade das graduações. Segundo o MEC, 351 cursos de todo o país participaram do exame, incluindo universidades públicas (federais, estaduais e municipais), privadas com e sem fins lucrativos e especiais (criadas pelo poder público, mas não gratuitas). Conforme os resultados, 7,1% ficaram no conceito 1; 23,6%, no 2; 22,7%, no 3; 33%, no 4; e 13,6%, no 5.

   Das 351 universidades avaliadas, 304 estão sob o crivo do MEC – as federais e privadas com e sem fins lucrativos. A pasta não pode supervisionar estaduais e municipais.

   Entre os cursos avaliados, 99 sofrerão sanções. Desses, 8 terão vestibular suspenso; 13, redução de 50% das vagas; e 33, redução de 25% das vagas. Além disso, eles terão o Fies suspenso e será avaliada a continuidade de outros programas federais. Os demais 45 cursos serão proibidos de ampliar vagas. As sanções são definidas a partir do porcentual de proficiência dos estudantes verificado em cada curso que ficou com nota geral 1 e 2. Dos 39.258 alunos que estão se formando e foram avaliados, 67% têm desempenho desejável.

  A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC vai instaurar processo administrativo de supervisão dessas instituições, que poderão recorrer sobre os resultados e apresentar justificativas à pasta. O MEC avaliará os argumentos. Caso não os aceite, as sanções devem valer até a obtenção de novo conceito no Enamed no ano seguinte.

  Sobre a possibilidade de que instituições privadas contestem os resultados na Justiça, o ministro Camilo Santana disse ser um direito recorrer à via judicial, mas destacou a transparência do processo. Disse ainda que as instituições poderão dialogar com o MEC. “Todas terão o direito de se defender e apresentar suas justificativas. Queremos que corrijam o que tem de ser corrigido.”

   Considerando o tipo de instituição, o pior desempenho no Enamed foi o de universidades municipais, que não estão sob regulação do MEC. Em seguida, vêm instituições privadas com fins lucrativos, que serão sancionadas pela pasta. Entre as municipais, 87,5% tiveram notas 1 e 2. Das privadas com fins lucrativos, foram 58,4%. As notas mais baixas também apareceram entre as especiais (54,6%), privadas sem fins lucrativos (33,3%), comunitárias/confessionais (5,6%), federais (5,1%), e estaduais (2,6%).

   Santana disse que o governo enviará proposta ao Congresso para que o MEC tenha atribuição para supervisionar também as instituições municipais. Segundo ele, há ainda preocupação com o desempenho das privadas com fins lucrativos, que reúnem a maior parte das matrículas na área.

  A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) tentou barrar a divulgação dos resultados na Justiça, mas o pedido foi negado. Para a entidade, a divulgação dos resultados causaria dano reputacional e material às instituições.

Fonte: FERREIRA, Paula. MEC reprova 1/3 dos cursos de Medicina avaliados; 99 terão sanções. O Estado de S. Paulo, São Paulo, seção Metrópole, p. A15, 20 Jan. 2026
Observe o emprego da crase nos fragmentos abaixo apresentados e assinale a alternativa CORRETA:

I- Em “o ministro Camilo Santana disse ser um direito recorrer à via judicial” (6º parágrafo), o sinal indicativo de crase é facultativo, considerando a dupla regência do verbo “recorrer”.
II- Em “Para a entidade, a divulgação dos resultados causaria dano reputacional e material às instituições” (9º parágrafo), a crase resulta da contração da preposição exigida pelo verbo “causar” com o artigo que antecede o termo “instituições”.
III- Em “[...] MEC vai instaurar processo administrativo de supervisão dessas instituições, que poderão recorrer sobre os resultados e apresentar justificativas à pasta” (5º parágrafo), o acento indicativo de crase foi empregado adequadamente para marcar a junção de uma preposição com um artigo feminino.
IV- Em “As sanções são definidas a partir do porcentual de proficiência dos estudantes verificado em cada curso” (5º parágrafo), deveria haver, obrigatoriamente, o emprego do acento indicativo de crase em “a partir”, pois ocorre a fusão da preposição a com o artigo feminino a.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3984748 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

O combinado que nunca fizemos

 

No restaurante, da mesa ao lado, eu via o pai no celular, os dois filhos no celular e a mãe ali, presente, comendo sozinha no meio da própria família. Não consegui me desligar da cena. Ela já desistiu de competir com as telas? Está com raiva? Está acostumada? Nem percebe mais?

Eu não a conheço, mas reconheço o que vi. Você, provavelmente, também.

Aquela mesa é um retrato silencioso de algo que aconteceu sem que ninguém tenha decidido que deveria acontecer. O celular não está na vida das famílias brasileiras por decisão pedagógica, recomendação médica ou escolha consciente. Está por conveniência, por cansaço, porque a criança está entediada, porque a refeição fica mais tranquila, porque os pais precisavam de dez minutos de paz... E o celular entrega isso de graça, na hora, sem esforço.

Nunca combinamos nada. E quando não se combina nada, o padrão vence. O padrão, hoje, é tela.

E o Brasil já tem números para provar que essa não é uma impressão de quem almoça ao lado de uma família fora da regra. Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Cetic.br, 93% das crianças e adolescentes de nove a 17 anos usam a internet. São 24,5 milhões de pessoas. Dessas, 98% acessam pelo celular. Aos nove anos, 60% têm perfil em rede social. Aos 15, são 99%.

Mas o dado que mais me assusta não é esse.

É que 72% das crianças e adolescentes têm permissão dos pais para usar redes sociais quando estão sozinhos. E apenas um quarto dos responsáveis usa alguma ferramenta para limitar o tempo de uso.

A maioria das famílias brasileiras não tem um combinado claro. E, sem combinado, o padrão vence.

Para piorar: quando os próprios jovens tentam reagir, não conseguem. A mesma pesquisa mostra que 24% dos adolescentes de 11 a 17 anos tentaram passar menos tempo na internet e falharam. Cerca de um em cada cinco admite ter passado menos tempo com família, amigos ou lição de casa por causa do uso excessivo. Uma parcela semelhante relata ter deixado de comer ou dormir.

Esses não são adultos com anos de hábito acumulado. São crianças e adolescentes que já se percebem presos em um vício, que não conseguem sair sozinhos.

A situação começa antes do que a maioria imagina. Uma pesquisa da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal com o Datafolha, publicada em 2025, revelou que 78% das crianças de zero a três anos já estão expostas a telas todos os dias. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, para essa faixa etária, zero. Não é uma hora, nem meia. É zero.

Estamos tão longe da recomendação que ela virou ficção.

E aqui preciso fazer uma pausa para falar de algo que os dados brasileiros deixam claro e que poucos comentam: a solidão das mães nessa luta. Em praticamente todas as perguntas da TIC Kids Online sobre quem orienta, quem conversa, quem supervisiona o uso de internet dos filhos, as mães aparecem em maioria. São elas que mais checam o celular dos filhos, que mais estabelecem regras, que mais tentam acompanhar o que acontece nas telas. A mãe daquele restaurante, comendo sozinha enquanto o marido e os filhos estão presos em seus aparelhos, não é uma exceção. É um padrão.

Em janeiro de 2025, a Lei 15.100 restringiu o uso de celulares por estudantes nas escolas brasileiras. Foi um passo importante: a escola fez o combinado que podia fazer. Mas a lei termina no portão da escola. Quando a criança chega em casa, quem decide?

Não estou aqui para culpar os pais. Eu consigo me colocar no lugar de um pai. Sei o que é o fim de um dia longo, o cansaço que transforma qualquer tela num salva-vidas. Sei que muitas vezes o celular é a única ferramenta disponível para entreter enquanto se cozinha, se trabalha, se sobrevive. Não é justo fingir que a realidade é simples.

Mas também não podemos fingir que não há consequências.

O combinado que falta não precisa seguir manual. Precisa existir. Uma conversa entre os adultos da casa sobre quanto tempo é razoável. Uma conversa com os filhos, adequada ____ idade, sobre o que é permitido e o que não é. Zonas da casa e momentos do dia em que o celular deve ficar guardado. Durante refeições, por exemplo. Na hora de dormir. No trajeto até ____ escola.

São coisas pequenas, mas são decisões fundamentais. E decisão é o oposto do que temos hoje, que é rendição.

 

Autor: Rafael Parente - GZH (adaptado).

Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas do penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q3983563 Português
Selecione a alternativa em que o acento grave, indicativo de crase, está empregado incorretamente.  
Alternativas
Q3983420 Português
        Fabiano estava de bom humor. Dias antes a enchente havia coberto as marcas postas no fim da terra de aluvião, alcançava as catingueiras, que deviam estar submersas. Certamente só apareciam as folhas, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.

        Dentro em pouco o despotismo de água ia acabar, mas Fabiano não pensava no futuro. Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, ocupava grotas e várzeas. Tudo muito bem. E Fabiano esfregava as mãos. Não havia o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses. A catinga amarelecera, avermelhara-se, o gado principiara a emagrecer e horríveis visões de pesadelo tinham agitado o sono das pessoas. De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o trovão roncara perto, na escuridão da meia-noite rolaram nuvens cor de sangue. A ventania arrancara sucupiras e imburanas, houvera relâmpagos em demasia – e Sinha Vitória se escondera na camarinha com os filhos, tapando as orelhas, enrolando-se nas cobertas. Mas aquela brutalidade findara de chofre, a chuva caíra, a cabeça da cheia aparecera arrastando troncos e animais mortos. A água tinha subido, alcançado a ladeira, estava com vontade de chegar aos juazeiros do fim do pátio. Sinha Vitória andava amedrontada. Seria possível que a água topasse os juazeiros? Se isto acontecesse, a casa seria invadida, os moradores teriam de subir o morro, viver uns dias no morro, como preás.

        Suspirava atiçando o fogo com o cabo da quenga de coco. Deus não permitiria que sucedesse tal desgraça.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas, 1998)
 Considere as frases:
• _______________ só as folhas que certamente apareciam, a espuma subia, lambendo ribanceiras que se desmoronavam.
•  Por enquanto a inundação crescia, matava bichos, chegava ________________ grotas e várzeas.
•  Não ___________________ o perigo da seca imediata, que aterrorizara a família durante meses.
•  Para Sinha Vitória, Deus não permitiria tal desgraça ________________ pessoas.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3976406 Português

Texto para a questão



Observe o trecho:


Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram. “Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões!”, gritou a voz, e lincharam-na até o sangue jorrar.



Conto "Maria", Conceição Evaristo. Disponível em scribd.com/document/349757324/Conto-Maria-Conceicao-Evaristo

Na sequência "Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram", é correto analisar que
Alternativas
Q3976405 Português

Texto para a questão



Observe o trecho:


Maria encontrou a sacola no chão — palma da mão doía do corte —, esperava o ônibus após o trabalho à patroa, quando surgiu-lhe a lembrança de que assistira, na véspera, àquele filme de que tanto lhe falaram. “Aquela puta, aquela negra safada estava com os ladrões!”, gritou a voz, e lincharam-na até o sangue jorrar.



Conto "Maria", Conceição Evaristo. Disponível em scribd.com/document/349757324/Conto-Maria-Conceicao-Evaristo

Sobre pronomes e coesão no texto, analise as assertivas:

I. “À patroa” exige crase por fusão de preposição “a” (após “trabalho”) com artigo “a” (“patroa”, palavra feminina).
II. O pronome “a” em “lincharam-na” retoma “Maria”, garantindo coesão anafórica e evitando repetição.
III. “Aquela” em “aquela puta” é demonstrativo de reforço depreciativo, coeso com o contexto de ódio originado na multidão.
IV. “A voz” é sujeito indeterminado; sem pronome oblíquo, quebra a coesão referencial.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3975360 Português
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?

Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.

"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "nãoleitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil. O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/06/leituratemqueda-dramatica-e-preocupante-pelomundo.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-barmobile&utm_campaign=materias)
Assinale a alternativa que completa corretamente as orações abaixo:
“Dei o livro ____ menina da minha turma. Fui ____ pé para o mercado. Comecei ___ estudar hoje.”
Alternativas
Q3974388 Português

Leia o trecho da crônica de José de Alencar a seguir para responder à questão.

 

Desculpai-me!

 

Vou contar-vos uma coisa que me sucedeu ontem: é um dos episódios mais interessantes de minha vida de escritor.

Aposto que nunca vistes escrever sem tinta!

Pois lede estas primeiras páginas, compreendereis como aquele milagre é possível no século atual, no século do progresso.

Eis o caso.

Foi ontem, por volta das dez horas. Estava em casa de um amigo, e aí mesmo dispunha-me a escrever a minha revista.

Sentei-me à mesa, e, com todo o desplante1 de um homem, que não sabe o que tem a dizer, ia dar começo ao meu folhetim, quando...

Talvez não acrediteis.

Tomei a pena e levei-a ao tinteiro; mas ela estremeceu toda, coitadinha, e saiu intata2 e pura. Não trazia nem uma niilidade3 de tinta. Fiz nova experiência, e foi debalde4.

O caso tornava-se grave, e já ia saindo do meu sério, quando a pena deu um passo, creio que temperou a garganta, e pediu a palavra.

Estava perdido!

Tinha uma pena oradora, tinha discussões parlamentares, discurso de cinco e seis horas. Que elementos para não trabalhar!

Nada; era preciso pôr um termo a semelhante abuso, e tomar uma resolução pronta e imediata.

Comecei por bater o pé, e passar uma repreensão severa nos meus dois empregados, que assim se esqueciam dos seus deveres.

O meio era bom, e surtiu o desejado efeito como sempre.

Entramos em explicações; e no fim de contas soube a causa dessa dissidência.

A pena se tinha declarado em oposição aberta; o tinteiro era ministerial de fato. E ambos tão decididos nas suas opiniões, que não havia meio de fazê-los voltar atrás.

 

(José de Alencar, Ao correr da pena. Disponível em: https://www. dominiopublico.gov.br/. Adaptado)

 

1Desplante: atrevimento, ousadia.

2Intata: intacta.

3Niilidade: nada.

4Debalde: inutilmente.

Considere as frases a seguir, reescritas a partir de informações do texto:



•  Era preciso pôr um termo______________situação abusiva, e tomar uma resolução pronta e imediata.


•  Comecei por bater o pé, e repreendi severamente________________meus dois empregados.


•  Entramos em explicações; e no fim de contas disseram_______________mim a causa dessa dissidência.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, na ordem em que aparecem, com:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Motorista |
Q3972834 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estresse, privação de sono e alterações climáticas podem desencadear crises de enxaqueca

Muitos fatores podem desencadear uma crise de enxaqueca. Questão hormonal, pouco sono, estresse, determinados alimentos e alterações climáticas são alguns desses gatilhos. A crise de enxaqueca costuma ter um início súbito, com uma dor pulsante e latejante só de um lado da cabeça. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, essa crise pode durar de 4 _________ 72 horas. Entre os impactos para a vida de quem sofre com crises de enxaqueca estão: sensibilidade __________ ruídos, perda de concentração, danos __________ relações sociais e má qualidade do sono.

(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2021/12/30/estresse-pr ivacao-de-sono-e-alteracoes-climaticas-podem-desencadear-crises-deenxaqueca.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
No texto, há três lacunas. Elas devem ser preenchidas observando o uso do acento grave (crase). Leia o texto com atenção, analise cada contexto e complete as lacunas com a(s) ou à(s) , conforme a situação. Em seguida, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas no texto:
Alternativas
Q3972814 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estresse, privação de sono e alterações climáticas podem desencadear crises de enxaqueca

Muitos fatores podem desencadear uma crise de enxaqueca. Questão hormonal, pouco sono, estresse, determinados alimentos e alterações climáticas são alguns desses gatilhos. A crise de enxaqueca costuma ter um início súbito, com uma dor pulsante e latejante só de um lado da cabeça. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, essa crise pode durar de 4 _________ 72 horas. Entre os impactos para a vida de quem sofre com crises de enxaqueca estão: sensibilidade __________ ruídos, perda de concentração, danos __________ relações sociais e má qualidade do sono.

(Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/viva-voce/noticia/2021/12/30/estresse-pr ivacao-de-sono-e-alteracoes-climaticas-podem-desencadear-crises-deenxaqueca.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
No texto, há três lacunas. Elas devem ser preenchidas observando o uso do acento grave (crase). Leia o texto com atenção, analise cada contexto e complete as lacunas com a(s) ou à(s), conforme a situação. Em seguida, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas no texto: 
Alternativas
Q3972308 Português
Identifique a alternativa que possui erro na colocação do acento grave: 
Alternativas
Q3972274 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
O uso do sinal indicativo de crase, assim como no excerto que segue, está correto em:
“Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer.” 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UNESP Órgão: UNESP Prova: UNESP - 2026 - UNESP - Pedagogo |
Q3970498 Português
Considere as seguintes frases:

________ consequência da violência sofrida por Maria da Penha, o Brasil atribuiu a criação de legislação específica.
As instituições produziram discursos adequados ________ luta contra a violência de gênero.
O feminicídio exige prioridade política real______ todas proteções possíveis das vítimas.
A Lei Maria da Penha trouxe avanços imprescindíveis ______ esta nação.

Atendendo à norma-padrão de emprego do sinal indicativo de crase, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Alternativas
Q3970340 Português

Texto para responder à questão.


Para que a existência valha a pena



    Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos – para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.


    Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.


    Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.


    Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui.


    Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!”.


    O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador.


    Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. Sem ter programado, a gente para pra pensar.


    Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas.


    Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.


    Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.


    Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas.


    Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.


    Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.


    Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.


    Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.


    Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.


    Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada.


    Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.


    Parece fácil: “escrever a respeito das coisas é fácil”, já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.


    Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.


    Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.


    Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. 


    E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.


 (LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004.)

Analise o trecho a seguir, adaptado do texto: “Para que a existência valha a pena, não podemos ceder ____ pressões da superficialidade nem renunciar ____ busca por uma vida autêntica, aspirando ____ plenitude.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
Alternativas
Q3967686 Português
Frase de base: "Batiam precocemente à porta os ansiosos candidatos do concurso."

Analise as afirmações abaixo sobre o uso do acento grave(crase) na frase e assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3967682 Português
Texto de base: "A natureza não responde a porcentagens de redução de danos, mas ao peso absoluto da pegada humana sobre a biosfera."

Considere as seguintes propostas de alteração do trecho acima e assinale a alternativa que mantém a correção gramatical e a norma culta:
Alternativas
Q3967033 Português
Leia o texto e responda à questão.

O mito do “multitarefa”: a mente em 15 abas e a sensação de não concluir nada

Eu descobri que minha mente não é um cérebro. É um navegador. E eu sou o tipo de pessoa que abre abas como quem coleciona possibilidades: com entusiasmo, sem critério e com a esperança ingênua de que “depois eu volto”.

Começa sempre com uma intenção nobre. Vou responder um e-mail. Abro o computador, encaro a caixa de entrada e penso: “Agora vai”. Aí vejo uma mensagem pedindo um arquivo. Preciso achar o arquivo. Abro a pasta. Não lembro onde salvei. Pesquiso pelo nome. Aparecem três versões: “final”, “final mesmo” e “final agora vai”. Abro as três, para comparar. Três abas mentais.

No meio disso, lembro que tenho que pagar uma conta. Abro o app do banco. Ele pede senha, biometria, confirmação por SMS e, se pudesse, pediria uma redação sobre responsabilidade financeira. Enquanto espero o código, olho uma notificação: “Você tem 24 mensagens não lidas”. Eu não tenho 24 mensagens. Eu tenho 24 pequenas urgências em formato de balão.

Eu volto para o e-mail. Escrevo “Olá, tudo bem?”. Pauso. Porque aparece a dúvida existencial do multitarefa: eu ponho vírgula depois do “Olá”? Eu estou sendo formal demais? Releio. De repente, estou revisando o tom, a pontuação e o sentido da vida.

Aí eu lembro do café. Vou até a cozinha. No caminho, vejo a pia. A pia olha para mim como um lembrete de que eu tenho um lar e um passado. Eu lavo uma xícara “rapidinho”. Só que “rapidinho” é uma palavra mentirosa. Quando vejo, estou lavando mais três coisas, organizando a esponja e pensando que talvez eu devesse comprar uma plantinha, porque adultos compram plantinhas para se sentirem equilibrados.

Volto para o computador com o café. Sento. Abro a aba errada. Estou lendo sobre plantas. Como cheguei aqui? Ah, sim: a plantinha. O algoritmo, sempre gentil, me oferece “10 plantas que sobrevivem a quem esquece de regar”. Eu me sinto visto.

Fecho. Ou tento fechar. Porque surge um pop-up: “Você tem certeza que deseja sair?”. O computador tem mais cuidado comigo do que eu mesmo. Abro o documento do arquivo “final”. Percebo um erro. Vou corrigir. Mas antes, preciso confirmar um dado.

Abro uma busca rápida. A busca rápida vira um buraco. Em dois cliques, estou lendo uma discussão de 2017 entre desconhecidos com opiniões fortes e pouca pontuação. Eu nem concordo com ninguém, mas sigo lendo, como se fosse importante para a minha carreira.

Meu celular vibra. Mensagem. Eu respondo. Enquanto respondo, alguém manda áudio. Eu ouço no 1,5x, porque eu sou multitarefa e moderno. O áudio fala de um assunto que exige resposta cuidadosa. Eu penso “vou responder depois”. Só que “depois” é a prateleira onde eu guardo tudo o que eu não quero lidar agora. Essa prateleira está lotada.

Em algum momento, eu olho para o alto da tela: 15 abas abertas. Quinze. Algumas são úteis. Outras são lembranças de decisões interrompidas. Uma delas é uma música que eu nem dei play. Ela está ali apenas para me julgar em silêncio.

O mito do multitarefa é que ele parece eficiência. Na prática, ele é uma forma elegante de fragmentar a atenção. Você faz um pouco de tudo e termina com a sensação de não ter feito nada. É como cozinhar 15 pratos ao mesmo tempo e, no fim, comer biscoito em pé.

No final do dia, eu fecho o notebook e sinto uma vitória estranha: não resolvi tudo, mas sobrevivi ao meu próprio navegador mental. E penso que talvez a solução não seja fazer mais coisas. Talvez seja fechar abas. Uma de cada vez. E, principalmente, aceitar que foco não é uma virtude mística. É só uma escolha repetida. Com teimosia. E com menos “rapidinhos”.

Fonte: Banca Examinadora
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego da crase, conforme a norma-padrão:
Alternativas
Q3965726 Português
Assinale a alternativa cuja lacuna só pode ser preenchida corretamente com “às”.
Alternativas
Respostas
161: B
162: C
163: B
164: C
165: B
166: D
167: C
168: D
169: A
170: A
171: E
172: C
173: A
174: D
175: E
176: A
177: B
178: A
179: C
180: B