Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

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Q3357684 Português
Em relação à crase, observe os enunciados:

1. Um policial à paisana fiscalizou minha prova;
2. Comi um macarrão à espanhola anteontem;
3. Tenho devoção à Santa Maria dos Concursos;
4. À quem vocês se reportaram no dia da prova?

Marque a alternativa que possui o emprego da crase corretamente. 
Alternativas
Q3357181 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




O acento grave, em: “(...) à pesquisa ou ao resgate (...)” (parágrafo 1), deve-se:
Alternativas
Q3356429 Português
Estabelecendo a regra da norma-padrão, identifique a alternativa que preenche os espaços abaixo, respectivamente.

"Por isso, é imprescindível o custeio da assistência social continuada em regime de acolhimento institucional de adulto, ...... de salvaguardar sua saúde."
"....... de segunda-feira, um trecho da Avenida Brasil será interditado."
" Amanhã, temos um compromisso marcado...... 10h." 
Alternativas
Q3355931 Português
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase a seguir: O professor dirigiu-se ___ sala de aula e pôs-se ___ falar ___ todas as pessoas convidadas, das 17 horas ___ 18 horas. 
Alternativas
Q3355560 Português
Texto 01:


Sinais de consentimento forçado


O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.

Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.

Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre  a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.

A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.

Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.

O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.

Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento
-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.





Texto 02:



Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012


[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES


A presente Resolução adota as seguintes definições:


II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];


II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];


II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];


II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];


II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];


II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;


II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.


II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.


Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.


Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.

Texto 01:


Sinais de consentimento forçado


O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.

Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.

Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre  a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.

A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.

Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.

O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.

Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento
-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.





Texto 02:



Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012


[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES


A presente Resolução adota as seguintes definições:


II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];


II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];


II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];


II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];


II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];


II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;


II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.


II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.


Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.


Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.
As sentenças a seguir foram retiradas do Texto 01 e alteradas. Assinale a alternativa na qual está correto o emprego do acento grave (crase):
Alternativas
Q3355134 Português
O emprego do acento indicativo de crase é facultativo apenas em:
Alternativas
Q3354798 Português
Qual alternativa não apresenta erro em relação ao emprego da crase?
Alternativas
Q3354241 Português
Em observância às regras acerca do emprego da crase, destaque a alternativa correta.
Alternativas
Q3354207 Português
Leia: Ele fica ..... de 150 km de Belém e se localiza nas proximidades da costa nordeste do Estado
O local é banhado pelos rios Cajutuba e Camará, que pouco mais....frente desembocam no mar.
Esse encontro é influenciado diretamente pela força das marés:...... uma diferença que supera os 4 metros no volume de águas entre os períodos das cheias e das baixas
Toda essa área costeira, que se estende não apenas pelo Pará, mas também pelo Maranhão...... direita e pelo Amapá.....esquerda — e chega até......Guiana Francesa e o Suriname — possui uma grande extensão de manguezais.

Os elementos que completam corretamente as lacunas acima estão na alternativa:
Alternativas
Q3353856 Português
As informações contextualizam a questão. Leia-o atentamente.

        Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.

        O aspecto que se destaca nos PCNs diz respeito ao fato de o ensino de Língua Portuguesa passar a conceder primazia aos eixos/níveis de ensino de língua portuguesa (leitura, produção de texto, oralidade e análise linguística). Partindo desse pressuposto, é atribuído ao texto o papel de unidade/objeto de ensino (BRASIL, 1997; CARDOSO, 2003; CEREJA, 2002; SANTOS et al, 2006; SANTOS, 2007). Essa postura surge em contraposição à prática de ensino que priorizava uma perspectiva aditiva (BRASIL, 1997), focando na adição/junção de letras, sílabas e frases com o propósito de chegar ao texto.

        No que diz respeito à leitura, os PCNs de Língua Portuguesa preconizam a formação de leitores competentes, que consigam construir significados a partir de diferentes gêneros textuais. Para isso, os PCNs preconizam uma abordagem que articula a leitura e a escrita, dando a essas o papel de atividades articuladas e complementares. Com base nos PCNs, é atribuído à leitura o papel de atividade de construção e elaboração de sentido (KOCH, 2002; KOCH; ELIAS, 2006). Essa posição surge com a pretensão de se opor à prática da leitura como decodificação. Nessa nova perspectiva, o documento oficial orienta vários tipos de leitura (silenciosa, em voz alta, individual, em conjunto etc.) e o desenvolvimento de diversas atividades relacionadas a essa competência linguística, tais como: projetos de leitura, atividades sequenciadas etc.

        Quanto à produção de texto, os PCNs orientam a articulação entre a leitura e a escrita para a promoção de atividades didáticas. A leitura, com base nos PCNs (1997), fornece subsídios para a linguagem escrita. Ora fornecendo argumentos (isto é, o que escrever (BRASIL, 1997)), ora modelos de referência, ou seja, como escrever (BRASIL, 1997), remetendo, assim, à intertextualidade. Com isso, os PCNs têm como objetivo formar escritores competentes. 

        No que se refere à oralidade, os PCNs primam pela formação de falantes competentes, que saibam utilizar as mais diversas modalidades da linguagem oral – formal e informal. Isso, de acordo com a situação comunicativa. Para tanto, o documento propõe a abordagem de atividades, que foquem na fala, na escuta e na reflexão linguística. Destaca-se, sobretudo, o fato de os PCN trazerem consigo uma concepção de oralidade de cunho sociointeracionista, opondo-se veementemente à concepção dicotômica em face da escrita. Os PCNs assumem, então, uma postura de equidade nos espaços e tratamentos dados a essas competências linguísticas.

        No tocante à análise linguística, os PCNs preconizam a utilização do texto como unidade de sentido, a fim de levar os discentes a refletir acerca da língua e dos mais diversos recursos linguísticos. Destaca-se, sobretudo, a utilização dos gêneros textuais como suporte didático na prática pedagógica, focando suas particularidades e especificidades. Isso possibilita que o aluno compreenda o funcionamento desses gêneros de texto presentes nas práticas corriqueiras do dia a dia.

        Nesse sentido, percebe-se que os PCNs, no tocante à prática docente do ensino de Língua Portuguesa, trazem consigo as marcas e os traços dos mais recentes estudos das Ciências da Educação (Pedagogia), Ciências da Linguagem (Linguística) e das Ciências Psicológicas (Psicologia), rompendo com as práticas tradicionais de escolarização, que preconizavam a ênfase dada às nomenclaturas da gramática normativa. Esses estudos, no dizer de Albuquerque (2006) e Albuquerque et al (2008), emergem nos anos 80, trazendo à tona uma gama de teorias que almejam promulgar mudanças substanciais nas práticas pedagógicas presentes no processo de escolarização brasileiro.

(SILVA, Silvio Profirio da. Didática e Prática de Ensino: o que dizem os PCN sobre a Prática Docente de Língua Portuguesa? Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos. Acesso em: 02/07/2024. Fragmento.)
Os PCNs sugerem que o ensino de língua portuguesa passe a focar nos elementos ensino (alçado à perspectiva de atividade sociointeracionista que ocorre por meio da mediação), língua (alçada à perspectiva de diversidade, multiplicidade e plasticidade) e aluno (sujeito do processo de ensino e de aprendizagem). O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente, que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua.” Com base no texto apresentado, analise as afirmativas a seguir.
I. A crase em “alçado à perspectiva” está corretamente aplicada, indicando a fusão da preposição “a” com o artigo “a”, seguindo a regra de crase antes de palavras femininas.
II. A ocorrência de crase em “alçado à perspectiva” também respeita a regra de regência verbal.
III. Em “Os PCNs sugerem que o ensino de Língua Portuguesa [...]” e “[...] que consiga utilizar as mais diversas modalidades da língua”, o conectivo “que” exerce a mesma função sintática.
IV. Em “O ensino de língua passa a primar pela perspectiva de formar um falante competente [...]”, o verbo “primar”, quanto à transitividade, é transitivo indireto.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3353210 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas

A tragédia climática no Rio Grande do Sul ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência

Por Dione O. Moura — UnB/ABEJ/Rede Biota Cerrado
Marlise Brenol — UnB/SBPJor/Rede Biota Cerrado
Liziane Guazina — UnB/Compolítica

    Não fosse suficiente a1 enchente que assola o Rio Grande do Sul (RS), também surge outra enxurrada: oceanos de desinformações que visam desestabilizar forças políticas e institucionais, provocar caos desmesurado e aumentar a dor. Contudo, nada surge da noite para o dia. Há fatores historicamente construídos para que a2 desinformação trafegue em indevida liberdade.

    Vamos lá, no caso da inundação no RS, partimos de uma agenda histórica de descuido ambiental. Para o Brasil se tornar o "celeiro do mundo", devastou biomas, ao custo de uma estrutura de vigilância e de controle ambiental crescentemente desmantelada por atores sociais que consideram que ecologia é balela, e de uma economia que gera hábitos de consumismo desenfreado, degradação ambiental, enorme produção de lixo, assoreamento de rios, poluição e devastação de biomas.

    E tem mais: em nosso país, há anos, inexiste solidez das normas de comunicação de risco que deveriam ser aplicadas do micro (bairro, município) ao macro (áreas metropolitanas, estado, regiões). Quais as3 áreas de risco? Quais populações podem ser atingidas? Quando e por quais mecanismos serão alertadas? Quais as rotas de evacuação? Escolas, igrejas, coletivos, Defesa Civil, quem atuará nos abrigos? Como proteger os mais vulneráveis? São perguntas que planos de comunicação de risco e de evacuação preventiva conseguem responder, desde que façamos as perguntas certas, na hora certa — antes que o risco (possibilidade) se materialize em dano (o risco concretizado). 

    Esse processo é fortalecido diante da desregulamentação das redes sociais e resulta em um pacote letal. Acreditamos, como sociedade, que vai ficar tudo bem enquanto destruímos o planeta. Achamos fofos os documentários de crianças de outros países sendo preparadas para possíveis terremotos, mas aqui no Brasil não precisamos disso… não? E as crianças desaparecidas na atual inundação no RS? E os idosos, os hospitais, as creches, as faculdades, as empresas, as comunidades inteiras submersas na água lamacenta?

    Não somente a inundação, mas todo esse conjunto ceifa vidas. Em síntese, falta prevenção há décadas e também nos dias anteriores as4 inundações. Se conseguimos fechar o comércio e as escolas quando é feriado, [________] não conseguimos fazê-lo antes de uma inundação dessas? Óbvio que conseguimos, desde que haja decisão política. Desde que não deixemos multiplicar o número de desabrigados até que a única saída esteja em orçamentos astronômicos emergenciais. Esse cenário histórico é perfeito para pavimentar a estrada da indevida liberdade de desinformar e proliferar o negacionismo climático. A lógica das plataformas de mídias sociais segue e amplifica o modelo da comunicação do grotesco de que nos falou Muniz Sodré.

    O grotesco, agora ampliado na internet, estimula os relatos mentirosos e sensacionalistas. Influenciadores digitais e as BigTechs nadam de braçada em plataformas de mídias sociais sem regulação. Desinformam em troca de alcance e engajamento, a atual moeda digital. Como consequência, levam veículos de imprensa — que, de forma irresponsável, __________(PUBLICA/PUBLICAM) sem a devida verificação — e muitos políticos — que assumem mentiras em discursos e postagens amplificadoras do círculo vicioso. É __________(PRECISO/PRECISA) prudência, em especial, na cobertura de catástrofes. Antes de pegar uma rodovia, você não passa no posto para calibragem, água e óleo para viajar com segurança? Pois, então, antes de acelerar fundo e repassar uma desinformação, cheque, nas agências de verificação e em sites jornalísticos, como a Agência Lupa, a Aos Fatos e o Estadão Verifica.

    A tragédia climática no RS ceifou vidas, gerou mais de 200 mil refugiados climáticos e apontou o dedo para a falta de planejamento no combate a tragédias climáticas previstas pela ciência. Enquanto as figuras públicas, em especial, deputados e senadores brasileiros, deputados estaduais/distritais, vereadores, prefeitos e governadores estiverem mais preocupados em criar narrativas para suas bases eleitorais nas redes sociais do que em gerenciar as crises, serão corresponsáveis por essa e por outras tragédias que possam vir. E se a pauta da biodiversidade, da conservação e da economia sustentável não se __________(TORNAR/TORNAREM) prioridade, catástrofes se multiplicarão. Se a dor das vítimas das enchentes no RS não __________(DOER/DOEREM) nos Três Poderes (nos níveis municipal, estadual e federal), a desesperança reinará em um país cujas faces não mais distinguiremos lama de lágrimas. Ainda podemos fazer algo. Façamos.

MOURA, Dione O.; BRENOL, Marlise; GUAZINA, Liziane. Descuido ambiental e desinformação ceifam vidas. Correio Braziliense, 12 de maio de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6855238 -descuido-ambiental-e-desinformacao-ceifam-vidas.html. Acesso em: 13 mai. 2024. Adaptado.
Qual das ocorrências da vogal A destacadas com números sobrescritos no texto deve vir acompanhada do acento grave?
Alternativas
Q3351236 Português
Assinale a alternativa em que a ocorrência de crase é obrigatória:
Alternativas
Q3351108 Português

Campeão olímpico de vôlei, Tande revela que sofreu um infarto. "Papai do Céu me deu uma chance" 


Ex-jogador da seleção, o medalhista de ouro nas Olimpíadas de Barcelona 1992 contou que teve 98% de entupimento em uma artéria, 78% numa segunda e 73% em uma terceira: "Fiquem atentos aos sinais" 


Por Redação do ge — Rio de Janeiro

15/04/2024 14h26 Atualizado há 4 horas 


O campeão olímpico de vôlei Alexandre Samuel, o Tande, contou em um story de sua página pessoal do Instagram que sofreu um infarto na última sexta-feira (12/4), quando uma de suas artérias do coração chegou a estar com 98% de entupimento e outras duas, com 78% e 73%.

- Tudo bem, pessoal? Passando aqui para falar do meu sumiço. Eu, sexta-feira agora, acabei infartando, acreditam? 54 anos, atleta, comida um pouco errada, fazia exercícios... Mas comecei a descuidar um pouco da minha saúde, estava há uns quatro anos sem me cuidar. Eu tive 98% de entupimento de uma veia (artéria) principal do coração e mais duas com 78% e 73%.


O ex-atleta descreveu então alguns sinais que seu coração deu, mas ele não deu a atenção necessária.


- Fiquem atentos às sinalizações do corpo. Ele meu deu, volta e meia, vários sinais: falta de ar, palpitação, subindo aqui na mandíbula e dor de ouvido. Se cuidem sempre. Papai do céu me deu uma chance e eu tô voltando. Semana que vem eu tô voltando direto. Fiquem com Deus - disse Tande na rede social.


Na imagem dos stories, em que ele parece estar deitado em uma cama de hospital, Tande colocou um avatar seu com as mãos juntas, como em oração e agradecimento, e escreveu: "Obrigado meu Deus!!"


Tande também foi campeão da Liga Mundial de Vôlei em 1993 e jogou vôlei de praia. Depois de se aposentar como atleta, se tornou comentarista e apresentador de programas esportivos da Globo, além de palestrante motivacional. Em 2019, ele lançou um livro em que conta sua trajetória profissional, "A vida é um jogo".


Texto adaptado 


https://ge.globo.com/volei/noticia/2024/04/15/campeao-olimpico-de-vole i-tande-conta-que-sofreu-um-infarto.ghtml 

Indique a alternativa que demonstre a justificativa correta para o uso da crase no trecho a seguir:


"- Fiquem atentos às sinalizações do corpo." 

Alternativas
Q3345750 Português

Empregos nas gigantes de tecnologia perderam o encanto


Um dia, consideradas o ápice da carreira na área, as vagas nas chamadas Big Techs, gigantes da tecnologia, perderam o brilho. Demissões em massa e cortes de gastos levaram funcionários dessas gigantes a repensar seus próximos passos.


Michael conta que começou na empresa em que trabalhava na primavera de 2021 ao lado dos melhores engenheiros de software do mundo. "Eles fazem alguns projetos muito complexos. Quando você se junta a eles, junta-se aos melhores. Você sente que trabalha em um lugar que aumenta o valor da sua marca como pessoa", diz.


Inicialmente, tudo correu bem. Michael diz que trabalhava em projetos de alto impacto, mostrando seu valor para desenvolvedores seniores. Os benefícios também ajudavam. "Era uma big tech típica, que oferecia enormes benefícios, um ótimo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal", diz ele.


"Em comparação aos meus empregadores anteriores, era uma maravilha: tinha comida gratuita, verba de bem-estar e seguro de saúde. E as pessoas eram incríveis; um ambiente de trabalho agradável, embora, às vezes, parecesse uma seita."


Mas o primeiro sinal de que algo mudou veio em março de 2022. Em meio à desaceleração econômica, o serviço de lavanderia gratuito foi retirado. Logo vieram mais cortes: o horário dos jantares para os trabalhadores que estavam no turno final mudou e passou a conflitar com o último transporte gratuito saindo do campus de Nova York.


Assim, os funcionários passaram a ter que escolher entre jantar ou conseguir uma carona para casa. "As pessoas reclamaram, especialmente os mais jovens. Era um ambiente de muito mimo." Meses depois, cortes nos benefícios foram seguidos por cortes de funcionários. Michael foi um dos onze mil funcionários demitidos em novembro daquele ano, em meio a uma desaceleração mais ampla do setor de tecnologia.


Seu passo seguinte foi deixar o universo das gigantes da tecnologia completamente. Ele agora trabalha em finanças, em um grande banco de investimento. É um trabalho que ainda oferece projetos interessantes, diz Michael, e ele sente que tem uma segurança maior no emprego.


 "Se você me perguntasse antes, eu diria que trabalharia para outra empresa das cinco gigantes em seguida, no entanto, há todo um mundo fora das big techs."


Até pouco tempo, vagas em tecnologia — especialmente entre os principais nomes como Meta, dona do Facebook e Whatsapp, Alphabet, grupos de empresas do Google e Amazon — estavam entre os empregos mais desejáveis disponíveis, oferecendo aos candidatos salários altos, benefícios luxuosos e a perspectiva de estar na vanguarda da inovação.


Mas desde o verão de 2022, o setor está repleto de cortes, demissões e incertezas. Em alguns casos, as empresas também restringiram o trabalho remoto, obrigando o retorno dos funcionários ao escritório.


Uma recuperação parece distante. De acordo com o site Layoffs.fyi, que analisa o setor, mais de vinte e três mil trabalhadores foram demitidos em oitenta e cinco empresas de tecnologia apenas em janeiro de 2024, incluindo Microsoft, Amazon, eBay e Google.


E alguns trabalhadores procuram empregos fora do setor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cy0mjj3p89zo.adaptado. https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy0mjj3p89zo.adaptado.

Demissões em massa e cortes de gastos levaram funcionários dessas gigantes 'a repensar' seus próximos passos.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, no termo destacado, nesta frase específica:

Alternativas
Q3345681 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


    O que é mais importante em sua vida: ser feliz ou ser rico? Foi baseado nessa ideia que o Butão instituiu a Felicidade Interna Bruta (FIB). Em 1972, seu novo rei, Jigme Singye, declarou durante sua posse que a FIB é mais importante que o Produto Interno Bruto (PIB). A partir daí, baseou todo seu governo em quatro premissas: desenvolvimento econômico sustentável e equitativo, preservação da cultura, conservação do meio ambiente e boa governança. Essa política virou realidade, e o Butão hoje mostra ao mundo que o nosso conceito de avaliação de países está errado. Veja-se o exemplo dos Estados Unidos, onde o PIB é considerado alto e ao mesmo tempo aumentam os índices de criminalidade, os casos de divórcios, as guerras, as neuroses e toda sorte de infelicidade. O problema é que o PIB só se preocupa com o crescimento material e não leva em conta se a riqueza foi gerada a partir de destruição de lares ou do meio ambiente.

    Os “especialistas” impuseram ao mundo o conceito de que o crescimento econômico é a base e o objetivo das sociedades, e isso está nos levando ao desastre. Uma nova empresa que se instala em uma região traz, sem dúvida, um aumento do PIB dessa região, mas, se for acompanhado de uma degradação ambiental, da saúde e do bem-estar da comunidade, o resultado final será uma perda de qualidade de vida, mesmo com crescimento econômico. O primeiro-ministro do Butão explicou que é responsabilidade do Estado criar um ambiente que permita ao cidadão aumentar sua felicidade, e é enfático ao afirmar que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua qualidade de vida e felicidade de seu povo, e não pela sua habilidade de produzir e consumir. 

    O modelo econômico atual tem que ser modificado, _______ exemplo do que fez o Butão e _______ medida que enxergamos os seus problemas, e devemos nos dispor _______ buscar e concretizar outros modelos mais favoráveis ________ felicidade no planeta Terra.


(Célio Pezza. Felicidade Interna Bruta (FIB) versus PIB.

Disponível em: https://congressoemfoco.uol.com.br.

Acesso em 21.01.2011. Adaptado)

As lacunas do texto devem ser, correta e respectivamente, preenchidas por:
Alternativas
Q3344994 Português

Demissões em massa e cortes de gastos levaram funcionários dessas gigantes 'a repensar' seus próximos passos.


Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, no termo destacado, nesta frase específica

Alternativas
Q3344927 Português
Assinale a alternativa em que a norma-padrão de regência verbal e do emprego do sinal indicativo de crase foi respeitada.
Alternativas
Q3344402 Português

Leia o texto para responder à questão.


Praticar exercícios na meia-idade pode “reverter” anos de sedentarismo


    Um estudo de larga escala realizado por pesquisadores australianos trouxe boas notícias para aqueles que engrenaram nos exercícios físicos apenas na meia-idade.


    De acordo com o trabalho publicado na revista Plos Medicine (02/05/2024), mesmo que o engajamento nas atividades esportivas ocorra durante uma etapa mais tardia da vida, é possível reverter os efeitos do sedentarismo e obter ganhos para a saúde física e mental, garantindo um envelhecimento com mais qualidade de vida.


    O trabalho acompanhou, por mais de duas décadas, a saúde de 11 mil mulheres na faixa etária entre os 47 e os 52 anos. A linha de corte entre as sedentárias e as que praticavam atividades físicas foram os 150 minutos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o período no qual o estudo foi realizado, as voluntárias passavam por exames e entrevistas periódicas.


    Os pesquisadores concluíram que as mulheres que começaram a se exercitar regularmente na meia-idade conseguiram resultados comparáveis aos das voluntárias que tinham esse hábito de saúde consolidado antes – em média, os dois grupos tinham três pontos percentuais à frente das que nunca ou raramente se exercitavam.


    “Nossas descobertas sugerem que, para manter uma boa qualidade de vida relacionada à saúde física por volta dos 70 anos, é possível ‘compensar’ o fato de não ter sido regular mais cedo, tornando-se ativo por volta dos 50 anos”, escreveram os cientistas da Universidade de Sydney, no texto de divulgação dos resultados.


    Os pesquisadores afirmam que estudos específicos precisam ser feitos analisando dados de voluntários homens, mas eles afirmam que há motivos para acreditar que os resultados serão parecidos.


    Entre os benefícios da atividade física regular, estão a diminuição do risco de mortalidade por doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2. O exercício também atua positivamente na manutenção da saúde mental, cognitiva, melhora o sono e a memória.



(Érica Montenegro. https://www.metropoles.com/saude, 05.05.2024. Adaptado)

Um estudo de larga escala realizado por pesquisadores australianos trouxe boas notícias ________ que chegaram __________ meia-idade e resolveram dedicar-se _________ atividades físicas.


Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com:

Alternativas
Q3344364 Português

Leia o texto a seguir.



A Lei Maria da Penha, de 2006, e a lei do feminicídio, de 2015, são instrumentos fundamentais para o enfrentamento da violência doméstica e de outras formas de agressão __________ mulheres motivadas pela discriminação de gênero e pela misoginia, o ódio ao feminino. Esses instrumentos ajudaram _________ reconhecer melhor o problema, aumentando a conscientização social. Ofereceram também meios de coibir o agressor e proteger _________ vítima em situação de vulnerabilidade.


(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/2024/05/05/a-importancia-do-controle-de-armaspela-vida-das-mulheres. Acesso em 12.07.2024. Adaptado)



As lacunas são preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q3343894 Português
Quanto à ocorrência do acento indicativo de crase, está em conformidade com a norma-padrão a frase:
Alternativas
Respostas
1761: B
1762: D
1763: B
1764: A
1765: C
1766: D
1767: D
1768: E
1769: C
1770: C
1771: D
1772: B
1773: C
1774: A
1775: B
1776: B
1777: B
1778: C
1779: B
1780: C