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Questões de Concurso Comentadas sobre crase em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 6.702 questões

Q3121611 Português
Leia a frase abaixo:

Posso te buscar ..... 18 h?
.................. festa começará ............ 19 h.

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas da frase. 
Alternativas
Q3121400 Português
A PEC trata dos chamados terrenos de marinha, áreas na costa marítima em uma faixa de 33 metros......partir de uma linha média traçada em 1831. Hoje, esses terrenos pertencem......União, mas muitos na prática são ocupados — e são esses que teriam sua propriedade transferida.
No entanto, a base governista fez um pedido de vistas, e a votação na comissão foi adiada. A proposta tem previsão de voltar......pauta do colegiado na próxima quarta-feira. Mas é possível que a votação não ocorra este ano devido......outras pautas já previstas na comissão.

Identifique a alternativa que possui os vocábulos que preenchem corretamente os espaços do trecho extraído da BBC News Brasil:
Alternativas
Q3120897 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O cotidiano da grosseria urbana


Perto de minha casa, há uma área reservada para veículos de idosos, com espaço para três carros. A medida é útil, sobretudo pela proximidade de um supermercado. Contudo, o desrespeito por regras básicas é comum. Alguns idosos (e outros nem tanto) utilizam a área, descarregam suas compras e abandonam os carrinhos na calçada, ignorando o simples ato de devolvê-los à loja, a poucos metros de distância. 


Certa manhã, vi uma senhora estacionar seu SUV nessa área. Apesar do direito ao espaço, ela ocupou mais de uma vaga, restringindo o uso a outros veículos. Ao sugerir educadamente que reposicionasse o carro, fui surpreendido por uma resposta arrogante e uma atitude hostil. Sua reação pareceu fruto de alguma frustração pessoal, mas não deixou de refletir a crescente grosseria no convívio urbano.


Casos como esse se repetem. Outro exemplo ocorreu com uma motorista em um SUV que, parada em local proibido e atrapalhando o trânsito, ignorou os pedidos para liberar a passagem e respondeu com desdém: "Vá cuidar da sua vida!". 


Supermercados, aliás, são um palco constante de falta de educação. Pessoas ignoram filas, empurram carrinhos nos calcanhares alheios e sequer pedem licença para pegar algo na prateleira. Em uma ocasião, crianças corriam pelos corredores soprando cornetas, enquanto o pai, alheio ao caos, analisava vinhos importados.


Esses episódios mostram como o egoísmo e a falta de empatia se manifestam em situações cotidianas. As grosserias urbanas, cada vez mais frequentes, evidenciam uma necessidade urgente de reflexão sobre respeito e convivência.


Autor: Fernando Fabbrini - Texto adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/10/17/gross erias

No trecho "Alguns idosos (e outros nem tanto) utilizam a área, descarregam suas compras e abandonam os carrinhos na calçada, ignorando o simples ato de devolvê-los à loja, a poucos metros de distância.", o uso da crase está correto no segmento "à loja", porque:

Alternativas
Q3120576 Português
“Terra ___ vista, disse o marinheiro! Ao atracar, ___ comitiva foi entregue uma medalha em homenagem ao ato heroico de resgatar vidas animais em risco. O comandante agradeceu ___ prefeitura do Rio pela homenagem e se colocou ___ disposição para resgates futuros”.

O acento grave indicativo do fenômeno sintático “crase” é empregado em diversos contextos na escrita do Português, sendo responsável pela clareza e pela desambiguização das informações. Tendo isso em mente, assinale a alternativa que preenche adequadamente este enunciado.  
Alternativas
Q3120563 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


O amor que acaba


Felizmente, a dor de cotovelo inspirou centenas de músicas, poemas e versos, oferecendo consolo a quem sobrevive ao desamor. Também existem viagens ao Caribe, à Patagônia ou, no pior dos casos, amigos e uísque para amenizar o sofrimento. Afinal, o término de um amor traz uma tristeza cruel, especialmente quando a paixão esfria e desaparece.


As razões para o fim do amor são variadas. Pode ser o tédio, a rotina, ou até a faísca que se acende por outra pessoa. Recentemente, deparei-me com dois casos tristes. O primeiro é o término de um casamento centenário entre Bibi e Poldi, tartarugas de 300 kg do zoológico de Viena. Unidos desde 1897, o casal vivia em harmonia até que, inesperadamente, Bibi atacou Poldi, cansada da relação. Ele, ferido, escondeu-se em sua carapaça enquanto ela ignorava sua presença. Assim, terminou um relacionamento de 115 anos.


O segundo caso, ainda mais triste, aconteceu na Itália. Em Recoaro Terme, um bêbado matou um cisne macho, deixando sua parceira devastada. Fiéis por natureza, os cisnes formam laços profundos. Após a morte do parceiro, a fêmea isolou-se, recusou comida e morreu três dias depois. O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos.


Fosse apenas uma fantasia, eu diria que ambos, tartarugas e cisnes, agora aparecem serenamente sob a lua, deixando rastros luminosos para casais apaixonados.


Chega; parem de chorar, seus românticos molengas.


Fernando Fabbrini - Texto Adaptado


https://www.otempo.com.br/opiniao/fernando-fabbrini/2024/9/26/o-amor -que-acaba


Leia o trecho abaixo e responda à questão:


"O caso comoveu a Itália, levando à prisão do culpado e ao sepultamento das aves ao som de violinos."


O uso da crase em "à prisão" está correto porque:

Alternativas
Q3119788 Português

Q8.png (447×265)

Disponível em: https://blog.damasio.com.br/a-primeira-licao-de-crase. Acesso em: 30 out. 2024.



Considerando-se as ocorrências de alguns fatos linguísticos presentes na placa, dadas as afirmativas,


I. Em razão de o termo “à jato” ser uma locução adverbial, embora grafado no masculino, ele admite o acento indicador de crase.


II. Os pressupostos teóricos relacionados à ortografia apresentam substantivos derivados dos verbos deprimir, oprimir, suceder, omitir. E essa norma ortográfica também justifica o fato de os substantivos “conversação” e “tradução”, presentes na placa, serem grafados com “ç”, porque são deverbais.


III. Na linguagem apresentada na placa, detecta-se possível desvio quanto à ocorrência do sinal indicador de crase, já que não se usa crase diante de palavras masculinas.


verifica-se que está/ão correta/s apenas



Alternativas
Q3119786 Português
Considere a tirinha sobre o uso do acento grave, que tem a função de indicar a ocorrência da crase na Língua Portuguesa na modalidade escrita.

Q6.png (418×397)

Disponível em: https://www.maisbolsas.com.br/enem/lingua-portuguesa/crase.Acesso em: 19 nov. 2024. (Adaptado).

Assinale a alternativa cujo uso da crase se justifique pelo mesmo motivo que se usou na tirinha de Alexandre Beck.
Alternativas
Q3119185 Português
No tocante ao correto uso da crase, marque a alternativa indevida. 
Alternativas
Q3118968 Português
No excerto abaixo, identifique a ocorrência da vogal A que necessita do acompanhamento do acento indicativo de crase.

    "A1 onça-parda (Puma concolor) é um símbolo do estado da Califórnia, nos EUA. Embora sejam animais tipicamente diurnos, um estudo recente publicado na última sexta-feira (15) na revista Biological Conservation revelou que os felinos que vivem em áreas mais populosas adaptaram seus padrões de atividade para o período noturno, como uma resposta as2 atividades humanas.
    O estudo revelou que as3 onças pardas que habitam áreas com maior presença de ciclistas, pedestres e corredores tendem a4 ser mais ativos durante a noite, enquanto os que vivem em regiões mais isoladas mostram maior atividade ao amanhecer e ao entardecer. No entanto, os pesquisadores destacam que essa adaptação não é, necessariamente, algo negativo. [...]"

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/um-so-planeta/noticia/2024/11/oncas-pardas-passaram-a-ter-habitos-noturnos-para-evitar-contato-com-humanos.ghtml. Acesso em: 20 nov. 2024.
Alternativas
Q3118960 Português
Leia o excerto a seguir, observando as ocorrências da vogal A sublinhadas.

  "Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada as mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19.    Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África. A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário.    A maioria dos que foram enviados a força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique.     No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas. Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras. [...]" 
Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2024/11/20/cacula-baba-cafune-como-mulheres-negras-escravizadas-ajudaram-a-criar-o-portuguesbrasileiro.ghtml. Acesso em: 20 nov. 2024. Adaptado.

Quantas das ocorrências sinalizadas nesse excerto necessitam de vir acompanhadas do acento grave?
Alternativas
Q3117455 Português
No trecho:
"Essa submissão à mediocridade resulta na simplificação da linguagem e no empobrecimento da comunicação, tornando-a rasteira e fácil de manipular."
O uso do acento indicativo de crase na expressão "à mediocridade" justifica-se porque:
Alternativas
Q3117070 Português
Café: mocinho ou vilão?


A cafeína é a droga psicoativa mais popular do mundo.

Os seres humanos tomam café − uma fonte natural de cafeína − há séculos, mas, nas últimas décadas, têm surgido orientações contraditórias sobre os seus efeitos para a saúde humana.

"Tradicionalmente, o café é considerado algo ruim", segundo o professor de epidemiologia do câncer Marc Gunter, do Imperial College de Londres. Ele já chefiou o departamento de nutrição e metabolismo da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês).

"Pesquisas dos anos 1980 e 1990 concluíram que as pessoas que tomam café apresentam maior risco de doenças cardiovasculares", explica o professor, "mas os estudos evoluíram desde então."

Na última década, foram realizados novos estudos de base populacional, em escala maior. Com isso, Gunter afirma que os cientistas dispõem, agora, de dados de centenas de milhares de consumidores de café. 

O que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios à saúde? 

O café é associado ao aumento do risco de câncer por conter acrilamida, uma substância carcinogênica encontrada em alimentos como torradas, bolos e batatas fritas. Mas a IARC concluiu, em 2016, que o café não é carcinogênico (que causa câncer), a menos que seja bebido muito quente − acima de 65 °C.

Em um estudo de 2023, pesquisadores defenderam que, embora o café seja uma das principais fontes de acrilamida na nossa alimentação, ainda não existe uma base forte e conclusiva de evidências demonstrando sua relação com o risco de desenvolvimento de câncer. 

Outras pesquisas também concluíram que o café, na verdade, tem efeito protetor. Estudos demonstraram, por exemplo, associação entre o consumo de café e menor risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer entre os pacientes.

Em 2017, Gunter publicou os resultados de um estudo que analisou os hábitos de consumo de café de meio milhão de pessoas em toda a Europa, por um período de 16 anos. As pessoas que bebiam mais café apresentaram menor risco de morrer de doenças cardíacas, AVC e câncer.

Estas conclusões são coerentes com pesquisas realizadas em outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, e as pesquisas mais recentes conduzidas no Reino Unido.

Gunter explica que existe consenso suficiente entre os estudos observacionais para confirmar que as pessoas que tomam até quatro xícaras de café por dia sofrem de menos doenças que aquelas que não consomem a bebida.

E os possíveis benefícios do café podem ser ainda maiores.

No estudo de Gunter, as pessoas que tomavam café apresentaram maior propensão a fumar e manter alimentação menos saudável do que as demais.

Esta é uma indicação de que, se o café realmente reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer, talvez ele seja mais poderoso do que pensamos. Afinal, seus efeitos compensariam os hábitos não saudáveis dos seus consumidores.

Estes mesmos benefícios são observados com o café descafeinado, que contém quantidades de oxidantes similares ao café normal, segundo as pesquisas.

Gunter não encontrou, nos seus estudos, nenhuma diferença entre a saúde das pessoas que consomem café tradicional e descafeinado. Isso o levou a concluir que os benefícios associados ao café se devem a outra substância, não à cafeína.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5ype30g24ro.adaptado.

O que nos contam essas pesquisas? O consumo de café oferece riscos ou benefícios "à saúde"?

Assinale a alternativa correta em relação ao uso da crase na expressão destacada.
Alternativas
Q3116773 Português
Crase é palavra de origem grega e significa "mistura", "fusão". Nos estudos de língua portuguesa, e o nome que se dá à fusão de duas vogais idênticas. Tem particular importância a crase da preposição a com o artigo feminino a(s), com o pronome demonstrativo a(s), com o a inicial dos pronomes aquele(s), aquela(s), aquilo e com o ado relativo a qual (as quais). Em todos esses casos, a fusão das vogais idênticas é assinalada na escrita por um acento grave. Sobre o assunto, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) as que estiverem corretas, ou falsas (F) as que estiverem incorretas:

(__) Tenho um fogão à gás.
(__) Refiro-me à minha velha amiga.
(__) Fui à pé.

Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
Alternativas
Q3114690 Português
Destaque a alternativa incorreta (emprego da crase). 
Alternativas
Q3114575 Português
Leia a frase abaixo:

O pior que uma pessoa pode fazer em relação à verdade é conhecê-la e virar-lhe as costas.

Assinale a afirmativa adequada em relação à sua estruturação ou significado.
Alternativas
Q3114045 Português
Visitante noturno

        O inseto apareceu sobre a mesa como todos os insetos: sem se fazer anunciar. E sem que se atinasse por que motivo escolhera aquele pouso. Não parecia bicho da noite, desses que não podem ver lâmpada acesa, e logo se aproximam, fascinados. Era uma coisinha insignificante, encolhida sobre o papel e ali disposta, aparentemente, a passar o resto de sua vida mínima, sem explicação, sem sentido para ninguém.
        Ninguém? O homem, que tem o hábito de ficar altas horas entre papéis e livros, sentiu-lhe a presença e pensou imediatamente em esmagar o intruso. Chegou a mover a mão. Não o mataria com os dedos, mas com outra folha de papel.
        Deteve-se. Não seria humano liquidar aquele bichinho só porque estava em lugar indevido, sem fazer mal algum. Inseto nocivo? Talvez. Mas sua ignorância em entomologia não lhe dava chance de decidir entre a segurança e a injustiça. E na dúvida, era melhor deixar viver aquilo, que nem nome tinha para ele. Com que direito aplicaria pena de morte a um desconhecido infinitamente desprovido de meios sequer para reagir, quanto mais para explicar-se?
        O inseto parecia pouco ligar para ele, juiz autonomeado e algoz em perspectiva. Dormia ou modorrava, sobre a mesa literária, indiferente, simplesmente. Chegara por acaso, sumiria daí a pouco; deixá-lo viver a seu modo, que era um viver anônimo, desligado de inquietações humanas, invariável dentro da natureza; curto e pobre.
        Uma ternura imprevista brotou no homem pelo animáculo que momentos antes pensara em destruir. Como se alguém viesse de longe para vê-lo, fazer-lhe companhia, em sua noite de trabalho. Não conversava, não incomodava, era uma questão apenas de estar à sua frente, imóvel, em secreta comunhão. Ele fora o escolhido de um inseto, que poderia ter voado para outro apartamento, onde houvesse outra vigília de escrevedor de coisas, mas fora aquela a casa de sua preferência.
        A menos que o acaso determinasse aquele encontro? Era possível. O inseto voara a esmo. O homem quis aferrar-se a essa hipótese, bem plausível. Já se envergonhava de ter envolvido o estranho numa aura de sensibilidade, e talvez voltasse ao impulso inicial de eliminação. A essa altura, espantou-se com a mobilidade de suas reações. Passava de verdugo a sentimentalão, depois a observador cético e crítico, finalmente perdia-se na confusão das várias atitudes que podemos assumir diante de um inseto instalado na mesa de um escritório, a uma hora que ainda não é madrugada, mas já é noite alta e de sono profundo.
        Aquietou-se, afinal, na contemplação do “bicho da terra tão pequeno”. Era alguma coisa parecida com um botão marrom rombudo, que tivesse olhos e um projeto de asas – o suficiente para deslocar-se no espaço em aventuras breves. Aquela não era uma aventura simples: a altura do edifício exigia esforço grande para chegar da árvore até o décimo primeiro andar. Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.
        O homem não pensou em recorrer às enciclopédias para identificar o visitante. Ainda que chegasse a identificá-lo como espécie, não avançaria muito no conhecimento do indivíduo, que era único por ser entre todos o que o visitava. E na multidão de insetos, imagináveis e inimagináveis, só lhe interessava aquele, companheiro noturno vindo de não se sabe onde, a caminho de ignorado rumo.
        Já não escrevia. Olhava. Mirava. Sentia-se também olhado e mirado, quando o inseto fez ligeiro movimento que o colocou diretamente sob o foco de luz. Seria exagero encontrar expressão naqueles dois pontinhos negros e reluzentes, mas o fato é que deles parecia vir para os olhos do homem um sinal de atenção ou curiosidade. E os dois, homem e inseto, assim ficaram longo tempo, na muda inspeção, ou conversa, que não conduzia a nada.
        A nada? Muitas conversas entre homens também não levam a resultado algum, mas há sempre a esperança de um entendimento que pode vir das palavras ou de uma troca desprevenida de olhares. E o olhar pode penetrar mais fundo que as palavras. O homem sabia disso. Mas aí notou que, sabendo falar alguma coisa, não era perito em ver diretamente o real. A figura do inseto dizia-lhe pouco. Dos dois, talvez fosse ele, homem, o que menos habilitado se achava para uma forma de comunicação, aquém – ou além – dos códigos tradicionais.
        Distraiu-se avaliando essas limitações e, ao voltar à observação do visitante, este havia desaparecido, decepcionado talvez com a incomunicabilidade dos gigantes. Não é todas as noites que um inseto nos visita. E, se consegue insinuar-nos alguma coisa, nunca jamais foi captada para os homens que merecem crédito; só os ficcionistas é que costumam registrá-la, mas quem leva a sério ficcionistas?

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Boca de luar. Brasil, Editora Record, 1984.) 
Considere a expressão sublinhada em “Entretanto, o botão vivo o fizera, e ali estava, tranquilo ou cansado, à mercê do gigante indeciso, que procurava entender, não propriamente sua presença, mas a turbação íntima que essa presença despertava no gigante.” (7º§). É correto afirmar que o uso do acento grave se deu para demonstrar: 
Alternativas
Q3113074 Português

Analise as frases abaixo em relação ao uso da crase e marque a alternativa correta:

I. Dirigiu-se a escola para resolver o problema.

II. Ele sempre se referiu àquela questão com cuidado.

III. José prefere beber leite a tomar água. 

Alternativas
Q3111321 Português
Amor com cabeça de oito

   Seu Manéu era o carroceiro da nossa rua e também o único carroceiro que eu conhecia. Quando eu tinha oito, não entendia que quando um pai de família é carroceiro isso quer dizer que ele não tem muita escolha de sustento. Na minha cabeça de oito, ser carroceiro era algo incrível, uma profissão de controle, um ser dono de uma carruagem própria, mas é claro que eu também não pensava na malvadeza que era pro coitado do jumento, que puxava no espinhaço um monte de tijolo, de mudança, de terra, de qualquer coisa empilhada que obrigassem o jumento a puxar.

   Feito um pai de família sem opção de sustento, o jumento era condenado a sustentar um peso que não era seu. Mas eu, com minha cabeça de oito, achava a carroça maravilhosa, rangendo rua acima e rua abaixo, contando histórias de onde vinha. [...]

(ARRAES, Jarid. Redemoinho em dia quente. 1ª ed. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2019)
No fragmento “o jumento era condenado a sustentar um peso” (2º§), a preposição “a” não recebe o acento grave. Assinale a alternativa em que a reescritura dessa passagem torna a crase obrigatória. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Prefeitura de Bombinhas - SC Órgão: Prefeitura de Bombinhas - SC Provas: Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Coordenador Pedagógico - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Agente de Educação Inclusiva - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II (Artes) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental I e II (Espanhol) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II (Ciências) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II (História) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II (Matemática) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II (Português) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Fundamental II (Informática) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Infantil (Não Habilitado) - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Professor de Ensino Infantil - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Psicopedagogo - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Tradutor e Intérprete de Libras - Edital Nº 009 | Prefeitura de Bombinhas - SC - 2024 - Prefeitura de Bombinhas - SC - Fonoaudiólogo - Edital Nº 009 |
Q3110356 Português
Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das orações abaixo:

“Escreve ______ Machado de Assis. Suzana tem um carro ______ álcool. Isto foi feito ______ pressas.” 
Alternativas
Respostas
1721: D
1722: C
1723: C
1724: B
1725: D
1726: C
1727: B
1728: D
1729: D
1730: A
1731: A
1732: D
1733: A
1734: B
1735: C
1736: A
1737: C
1738: D
1739: B
1740: A