Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
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Deficiência de ferro e anemia
A anemia surge quando uma pessoa não produz glóbulos vermelhos ou hemoglobina, a substância que transporta o oxigênio pelo corpo através do sangue, em quantidade suficiente.
Ela ocorre por diversos motivos, mas cerca da metade de todos os casos de anemia tem como causa a deficiência de ferro.
Adultos com anemia causada por deficiência de ferro apresentam fraqueza, fadiga extrema ou respiração curta, entre outros sintomas.
Os sintomas em bebês e crianças pequenas são parecidos, mas eles também apresentam problemas do sono, principalmente acordar à noite com frequência, agitação durante o sono e dificuldades para adormecer.
A falta de ferro é a deficiência de micronutriente mais comum no mundo hoje em dia. Ela atinge cerca de uma a cada três pessoas, principalmente crianças e mulheres em idade reprodutiva, incluindo mulheres grávidas. E pode causar diversas consequências.
A falta de estoque de ferro adequado em mulheres grávidas, por exemplo, afeta o desenvolvimento do cérebro do bebê e aumenta o risco de baixo peso ao nascer, parto prematuro, aborto espontâneo e parto de natimorto.
Para bebês e crianças menores, a falta de ferro prejudica o desenvolvimento a longo prazo.
"É um problema global importante", afirma o professor de nutrição humana Michael Zimmermann, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Ele pesquisa há muito tempo as deficiências de micronutrientes.
"É muito comum, não irá desaparecer com grande rapidez e está associada a muitas incapacidades."
A maioria dos cientistas concorda que a deficiência de ferro é uma condição comum. Mas persistem outras condições, como qual a definição exata da deficiência de ferro ou qual a sua probabilidade de aumentar o risco de problemas de saúde, na ausência de outros sintomas. E quando nós deveríamos ou não suplementar o ferro?
Um dos pontos que sabemos ao certo é que alguns grupos de pessoas são mais suscetíveis à deficiência de ferro do que outros.
Entre as mulheres, por exemplo, uma das principais causas de incapacidade é a anemia causada por deficiência de ferro, que ocorre quando o estoque de ferro do corpo não é suficiente para produzir glóbulos vermelhos do sangue na quantidade necessária.
Um estudo realizado entre pessoas que doaram sangue pela primeira vez nos Estados Unidos concluiu que 12% das mulheres apresentaram baixos níveis de ferro, contra menos de 3% dos homens. Este resultado reflete as consequências da perda regular de sangue durante a menstruação.
Existe também o impacto da gravidez, que retira nutrientes da alimentação para o bebê e faz com que as mulheres deste grupo fiquem particularmente em risco.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2kg2n8v3n1o.adaptado.
[...] principalmente acordar "à noite" com frequência, agitação durante o sono e dificuldades para adormecer.
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que:
Independentemente da alteração de sentido, assinale a alternativa que, ao substituir o trecho em destaque, produz falha gramatical.
Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase, o:
Relacione adequadamente o motivo do uso da crase ao trecho correspondente.
1. Pronome possessivo.
2. Locução conjuntiva.
3. Palavra feminina.
4. Verbo que indica destino.
( ) “Então algum dos vizinhos batia à porta [...]” (9º§) ( ) “Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal.” (9º§) ( ) “[...] ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos [...]” (5º§) ( ) “A ansiedade era tanta que eu enfeava, à medida que os dias passavam.” (7º§)
A sequência está correta em
Com base no texto, julgue o item a seguir.
Em “De acordo com eles, a dupla havia entrado num terreno vizinho à casa de Leandro e o veículo tinha se envolvido num acidente numa rua próxima.”, no trecho “à casa de Leandro”, o acento indicativo de crase indica a fusão da preposição “a” (regida por “vizinho”) com o artigo “a” (determinando “casa”).
O acento indicador de crase no fragmento acima ocorre devido à
Texto CB1A1
Podemos atribuir a origem do dinheiro às transações que eram feitas há milhares de anos com cereais, gramas de prata, objetos de argila, conchas do mar ou grãos de cacau, até serem criadas as moedas metálicas cunhadas oficialmente pelos reis do antigo Iraque. Mas quando as cédulas de papel apareceram oficialmente?
Durante muito tempo, a unidade monetária básica na China foram as moedas de cobre ou bronze com um orifício quadrado no centro, que permitia pendurá-las em um fio para formar uma corrente.
No entanto, à medida que as viagens e o comércio se expandiam, também aumentava a demanda por moedas para realizar transações. Houve uma época em que o cobre se tornou escasso, e os governantes perceberam que era essencial manter o controle das divisas.
Como não queriam que suas valiosas moedas escapassem para terras estrangeiras, eles estabeleceram uma regra: apenas moedas feitas de ferro poderiam ser usadas, só que as moedas de ferro eram tão pesadas que nem as mulas nem as carroças com bois resistiam a tanta carga quando era preciso fazer grandes transações. Imagine que, por um punhado de prata, dessem a você um saco gigante de moedas de ferro, do tamanho do corpo de uma pessoa.
Teriam sido os comerciantes as pessoas que começaram a experimentar instrumentos financeiros de papel para evitar o transporte de grandes quantidades de moedas. Foi durante a dinastia Song, por volta do ano 1.000 da nossa era, na província chinesa de Sichuan, que o império emitiu oficialmente o primeiro papel-moeda do mundo, o jiaozi, feito a partir da casca da amoreira.
Desde então, os comerciantes deixaram de usar suas próprias notas promissórias, e os governantes assumiram o controle do sistema, tornando o jiaozi uma nota oficial.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Leia o texto para responder à questão.
A Rússia na contramão da História
No atual século, praticamente não há países que não sejam – com ou sem competência – governados por suas próprias gentes. E, após as guerras, é esperado que se retirem os exércitos invasores. Foi o caso do Japão e da Alemanha. Encerrou-se o ciclo, com cerca de 200 nações independentes. O que restou foram as travessuras imperialistas, mas sem ocupação territorial permanente.
Porém há um país que anda na contramão da História. Como o resto da Europa, a Rússia expandiu as suas fronteiras. Iam do Alasca até o Báltico e o Mar Negro. Após a Segunda Guerra, foram anexados os países do Leste Europeu. Depois que os europeus voltaram para casa, a Rússia continuou tomando a casa dos outros, ignorando o espírito dos novos tempos.
Diante desse quadro, podemos ver a invasão da Ucrânia como uma manifestação tardia de um estilo de colonialismo que, por completo, o Ocidente já abandonou. Quando pensamos em tribos isoladas que ainda praticariam a escravidão, caberia um relativismo nos nossos julgamentos? Podemos condená-las? Não deveríamos também aceitar a Rússia, com seus valores, apesar de desalinhados com o presente?
Não! Vivemos sob princípios disseminados em todas as sociedades modernas. Somos herdeiros do iluminismo, incluindo a concepção de formas de governança, de direitos e de valores cívicos. Queremos acreditar que essa foi uma conquista irreversível.
Sendo assim, não há espaço para quaisquer transigências. A Rússia é um país que brilhou na literatura, na música, nas artes visuais, nas ciências e nas tecnologias militares. Teve ampla exposição às tradições da civilização ocidental. Não há por que perdoá-la pelo atraso na sua cultura política. É inaceitável que as suas lideranças ignorem essa herança e proclamem uma visão obsoleta de dominação colonial.
(Cláudio de Moura Castro. https://www.estadao.com.br/opiniao, 06.04.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ocaso do transporte público em São Paulo
A população da Região Metropolitana de São Paulo está se deslocando menos, revelou a pesquisa Origem e Destino (OD), o mais detalhado levantamento sobre mobilidade urbana do Brasil, que o Metrô paulista realiza desde 1967.
Em 2023, segundo a OD, o volume de viagens diárias recuou 15,1% em relação a 2017, para 35,661 milhões. Isoladamente, esta queda no número de deslocamentos não é um problema. Uma série de mudanças tecnológicas e comportamentais permite que, na atualidade, não seja preciso sair de casa para ir ao banco, à escola ou fazer compras, por exemplo.
Mas, enquanto a queda geral nas locomoções por si só não é negativa, o fato de a pesquisa ter captado, pela primeira vez em mais de duas décadas, que os deslocamentos por transporte individual (51,2%) superaram os realizados por meio de transporte coletivo (48,8%) deveria tirar o sono dos gestores públicos.
Era questão de tempo, que a pandemia acabou por acelerar. Levantamentos anteriores já detectavam que a utilização do transporte público vinha em declínio. Agora a curva finalmente se inverteu. Percentualmente, o uso do transporte coletivo recuou 19,8% entre 2017 e 2023; foram 3 milhões de viagens/dia a menos via modais públicos.
Mundo afora, metrópoles populosas e ricas privilegiam o transporte coletivo, o que só traz benefícios tanto para os residentes quanto para os gestores públicos: a população economiza e perde menos tempo em engarrafamentos, enquanto os administradores contribuem com a redução da poluição, o que é cada vez mais necessário em tempos de extremos climáticos, e gastam menos com ações de socorro no trânsito, haja vista a queda no número de acidentes.
Insuficiente e ineficiente, o transporte público seguirá perdendo usuários e, consequentemente, receitas, tornando a complexa gestão financeira do sistema de transporte público ainda mais desafiadora. Já os mais necessitados seguirão comprometendo a própria renda para conseguir o básico: se deslocar.
(Opinião. https://www.estadao.com.br, 15.02.2025. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do trecho devem ser preenchidas, respectivamente, com: