Questões de Concurso
Comentadas sobre crase em português
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A fita métrica do amor
Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que _____ de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será que ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: ____ pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Fonte: Martha Medeiros. Adaptado.
Considerando o emprego da crase no enunciado acima, identifique a alternativa CORRETA.
A crase está corretamente empregada no trecho acima e nas orações a seguir, EXCETO:
Descobertas em uma flanada pela maior festa literária do Brasil
Por Gilberto Porcidonio

(Disponível em: www.piaui.folha.uol.com.br/valter-hugo-mae-inventou-o-paratynder/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. No trecho “Cheguei à cidade histórica ainda se aprumando para o evento”, a crase ocorre porque há a fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “chegar” quando indica destino) com o artigo definido feminino singular “a” que determina o substantivo “cidade”.
II. Em “A maré encheu e, ilhado, precisei molhar o pé à corrente d’água”, o emprego da crase ocorre porque o substantivo “corrente” está determinado pelo artigo definido feminino “a” e o verbo “molhar” é regido por “a”, que, no contexto, indica movimento em direção a um local.
III. Na frase “A poesia resiste a todas as intempéries”, o uso da crase é facultativo, pois o pronome indefinido “todas” admite ou dispensa a presença do artigo definido.
Quais estão corretas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Progep realiza ações para a melhoria da saúde do servidor
Cada vez mais as instituições têm preocupação com a promoção da saúde do trabalhador, tanto a física quanto a mental. A segunda reportagem do UFPA em série Saúde Mental fala sobre as atividades exercidas pela Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal (Progep), por meio da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), da Universidade Federal do Pará, as quais buscam a melhoria da saúde do servidor.
Coordenadorias - A DSQV desenvolve ações que objetivam promover a saúde integral e a segurança do servidor, sendo subdividida em três coordenadorias. A Assistência Psicossocial ao Servidor (CAPS) trata do atendimento psicológico ao servidor, podendo ser acionada tanto por iniciativa pessoal quanto por indicação de um supervisor. A CAPS realiza o acolhimento e a abordagem inicial. Após esse primeiro contato, caso seja necessário, o servidor passa por um acompanhamento que pode incluir seus familiares. A equipe conta com assistentes sociais, psicólogos e psiquiatras.
A Coordenadoria de Qualidade de Vida e Responsabilidade Social (CQVRS) promove atividades voltadas para o lúdico, a fim de proporcionar o bem-estar e a integração entre os colegas de trabalho, oportunizando a melhoria das relações no ambiente de trabalho. Entre as principais ações desenvolvidas pela CQVRS estão: Dança de Salão, Música no Trabalho, Coral Flor de Lótus, Feira de Talento dos Servidores Artesãos, Ginástica Laboral Interativa, Inclusão do Saber Digital, Alimentação Saudável e preparação para a aposentadoria.
Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho, como a insalubridade e a ergonomia, e atua diretamente com o Sistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS), responsável pelo fornecimento de licenças e a realização dos exames periódicos.
Para conseguir acolher os servidores da UFPA, a DSQV conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, odontólogos, engenheiros de segurança do trabalho, enfermeiros do trabalho, nutricionista, fonoaudiologista, assistentes sociais e psicólogos.
Melhorias − Segundo a diretora da DSQV, Bárbara Troeira, a saúde mental e física do servidor é fundamental para o bom desempenho no trabalho. "Passamos boa parte do nosso dia no trabalho, então é importante que este seja um ambiente salutar que nos proporcione satisfação, valorização e reconhecimento, que são fatores que, além de proporcionar motivação, colaboram para o equilíbrio e saúde mental", afirma.
Bárbara conta que essas ações de atenção, prevenção e promoção da saúde são indispensáveis, pois colaboram com a redução do número de adoecimentos dos servidores, afastamentos e rotatividade, o que é muito positivo para a produtividade da Instituição. Por isso, ela reafirma a importância das atividades desenvolvidas pela DSQV, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida e saúde dos servidores públicos da Universidade.
https://progep.ufpa.br/progep/noticias-em-destaque-progep/progep-realiza-acoes-para-a-melhoria-da-saude-do-servidor
"Já a Coordenadoria de Vigilância à Saúde do Servidor (CVSS) cuida de questões relativas à qualidade do ambiente de trabalho."
Os vocábulos 'Vigilância' e 'relativas', no trecho, exigiram preposição, o que justifica o emprego do sinal indicativo de crase.
Com base nisso, analise a crase empregada nos enunciados a seguir e identifique aquele em que houve falha do seu emprego.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Gestão Pública para Todos: Um olhar sobre a juventude
Ao planejar políticas públicas direcionadas à juventude, é preciso considerar as diferentes realidades da população jovem, principalmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade como classes sociais mais baixas, mulheres, LGBTQIA+, imigrantes, pessoas com deficiência, entre outros. Investir na população jovem tem um retorno socioeconômico alto para a sociedade, contribuindo para redução de desigualdades e podendo resultar nos seguintes efeitos:
- • Descobertas e inovação científica;
- • Aumento da qualidade de vida e poder aquisitivo da população;
- • Aumento da mão de obra qualificada;
- • Diminuição dos índices de violência e de pobreza;
- • Desenvolvimento econômico local.
São diversas as ações que podem ser tomadas pelo poder público com a finalidade de impactar a juventude, abrangendo desde ações no setor de educação até o setor de saúde, lazer e bem-estar.
Educação e capacitação técnica
Quando observamos os dados atuais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), percebemos facilmente que a pandemia agravou a evasão escolar, que passou de 2,3% em 2020 para 5% em 2021. Além disso, menos de 20% dos jovens de 18 a 24 anos estão matriculados no ensino superior − dados divulgados pelo Instituto Semesp. Duas importantes causas desses números são a dificuldade de acesso ao ensino remoto e a necessidade de contribuir para a situação financeira familiar em tempos de crise.
https://redejuntos.org.br/gestao-publica-para-juventude/
A crase empregada no trecho ocorre porque o adjetivo 'direcionadas' exige a preposição 'a', e ela se combina com o artigo definido, formando a crase. Agora, considere as lacunas nas frases a seguir:
I. Ficamos na reunião desde..... 12h.
II. Escreveu..... lápis.
III...... medida que o tempo passa as amizades aumentam.
IV. Vou..... lugar hoje.
A alternativa que preenche corretamente as lacuna:
“Sentei-me ____ janela e pus-me ____ olhar para o jardim, cujas árvores agitavam-se com o vento da manhã. Ao cabo de alguns minutos, ergui-me e fui ____ sala, onde encontrei ____ minha mãe”.
Em relação à regência verbal e nominal e à necessidade do uso de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
I. O uso da crase em “à frente” justifica-se pela fusão da preposição “a” (exigida pelo verbo “ir” e pelo advérbio de lugar “frente”) com o artigo definido feminino “a”.
II. A expressão “à frente” é uma locução adverbial de lugar formada por núcleo feminino, o que torna obrigatório o uso da crase.
III. Se o substantivo “frente” fosse masculino, a forma correta seria “ao”, preservando o uso da crase para marcar a fusão da preposição com o artigo definido masculino.
Quais estão corretas?
I. A substituição de “segundo” (quarto parágrafo) por “conforme” manteria o sentido e a correção gramatical do trecho.
II. A substituição de “habitavam” (terceiro parágrafo) por “ocupavam” levaria à necessidade de emprego do acento indicativo da crase de modo obrigatório no “a” seguinte.
III. A substituição de “após” (sétimo parágrafo) por “passados” manteria o sentido e a correção gramatical do excerto.
Está CORRETO o que se afirma:


O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências
Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.
A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.
"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.
O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?
É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.
Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.
O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.
Como funciona na prática?
O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU.
O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.
Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.
Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2
"É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.
Nova cultura
Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice
https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias
"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos."
A crase empregada no enunciado acima é obrigatória, pois o adjetivo 'alinhado' exige preposição. A seguir, analise o emprego da crase nos enunciados:
I.Quando questiono problemas sobre escola, refiro-me à Luísa.
II.Era bonito o entardecer à beira do lago.
III.Vou àquele lugar hoje.
IV.Estávamos observando tudo à distância de cinco metros.
O emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório em:
Texto para responder a questão.
A relação entre gêneros discursivos e complexidade textual é intrínseca, pois cada género, ao se adaptar as convenções que lhe são impostas, apresenta níveis de complexidade específicos. Assim, quando pensamos em produção automatizada de textos por LLM (large language models), a questão que se coloca é saber não apenas o nível de proficiência dessas ferramentas em produzir conteúdo que seja coerente e adequado as normas linguísticas, mas também a capacidade de se adaptar ao nível de complexidade textual exigida pelo gênero do discurso a ser gerado.
ANTONELLL André Luis. Desafios de grandes modelos de linguagem generativa na reprodução de complexidade textual: um estudo com editoriais jomalisticos. Texto Livre, Belo Horizonte - MG, v. 18, p. e58530, 2025 Disponível em: <https://periodicos.ufmg.br/index.php/textolivre/article/view/58530/48333>
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Silêncio digital
Acordamos e pegamos o celular logo de cara. Passamos pelas novidades no feed, nos emocionamos com uma postagem, damos risada com um vídeo de 15 segundos, mandamos um “olha isso” no grupo de amigos. Curtimos, salvamos para ver depois e às vezes compartilhamos no privado com alguém. Mas sem postar nada, nem um stories ou foto na linha do tempo. Esse comportamento tem nome: silêncio digital. É quando consumimos conteúdo nas redes sociais sem produzir, comentar ou nos expor. Uma espécie de presença invisível, que não é ausência, mas uma escolha que vai de cada um.
Na lógica das redes, quem não se expõe parece não existir. Só que, para muitas pessoas, o silêncio é uma forma de cuidado. “Vivemos numa cultura em que compartilhar é quase compulsório. Existe uma expectativa de que todos exponham algo como uma conquista, uma dor, uma opinião. Mas há quem simplesmente não se sinta à vontade com isso, e está tudo bem”, explica a psicanalista Tássia Borges. Segundo ela, esse comportamento não é necessariamente um problema. “Existem pessoas que preferem observar. Elas estão presentes, mas de uma forma mais discreta e reflexiva. Isso pode ser uma forma de preservar a própria intimidade ou mesmo de evitar a angústia de algum tipo de julgamento. Em vez de se silenciar por medo, algumas pessoas escolhem o silêncio como um gesto de liberdade. É uma maneira de se proteger do ruído constante que as redes nos impõem”, complementa.
Nos últimos anos, esse movimento ganhou contornos mais visíveis e até nome: o chamado low profile. É uma estética da contenção, marcada por poucas publicações, poucos seguidores, ausência de selfies e legendas mínimas ou quase inexistentes. “Muitos se decepcionam com o excesso de exposição. Quando um perfil vira um canal de publicidade, isso frustra. O low profile surge como contraponto: um desejo de autenticidade”, analisa Tássia. [...] Ela observa que o silêncio pode ter diferentes origens. “Pode vir de uma exaustão emocional, de um momento de recolhimento, ou até de uma fase de transformação interna. [...] “Quando nos afastamos das expectativas externas, ganhamos espaço para entender o que realmente importa para nós”, reflete. As redes sociais criaram uma lógica onde o extraordinário parece regra. “Todo mundo está vencendo, sendo feliz, produtivo. E quando você não está bem, isso machuca”. A comparação constante alimenta a angústia, e muitos buscam no silêncio uma pausa necessária, uma espécie de detox digital.
Entre os fatores emocionais mais comuns estão o excesso de comparação, o medo de não corresponder a padrões idealizados e a sobrecarga mental provocada por tanta informação. “Muitas pessoas chegam à terapia se sentindo exaustas e sem saber exatamente por quê. Quando investigamos, percebemos que a fadiga vem do excesso de estímulo. É uma mente que nunca descansa”, diz Tássia.
Por isso, o silêncio digital às vezes também é uma tentativa de se proteger da “infodemia” (excesso de informações, muitas vezes contraditórias, que confunde mais do que orienta) e também do chamado “doomscrolling”, o hábito de consumir compulsivamente notícias negativas, que alimenta a ansiedade e o medo. “A pessoa desliza o dedo sem parar, achando que está se informando, mas no fundo só se afunda mais num estado de alerta e preocupação constante”, observa. O silêncio digital pode, sim, ser uma escolha saudável, mas também pode ser um sinal de esgotamento emocional. O que diferencia essas duas situações, segundo Tássia, é o estado emocional que leva à decisão. “Quando a pessoa percebe que algo não está fazendo bem e decide se afastar das redes para cuidar da própria saúde mental, isso é uma escolha consciente e saudável. Mas quando esse afastamento acontece de forma impulsiva e sem reflexão, pode indicar uma tentativa de fuga.” Ela ressalta que muitas vezes o discurso vem disfarçado: “Ah, estou perdendo tempo aqui, podia fazer algo mais produtivo.” Mas por trás desse argumento pode existir algo mais profundo e ainda não elaborado. “O sinal de esgotamento aparece quando a decisão é tomada com pressa, sem consciência e movida por irritação ou culpa”.
As redes nos ensinam a performar o tempo todo. O silêncio, por outro lado, nos convida a ser. Talvez quem está quieto esteja apenas vivendo e isso, por si só, já é muito”. Se recolher das redes não significa desaparecer do mundo. Manter os vínculos afetivos e sociais sem estar o tempo todo presente virtualmente, é possível. [...]
SUZUKI, Mariana. Silêncio digital. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/silencio-digital /. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado.
Considere a passagem “‘Muitas pessoas chegam à terapia se sentindo exaustas e sem saber exatamente por quê.’”
Analise as afirmativas tendo em vista a estrutura de composição dessa passagem.
I- Se antes de “por quê” fosse empregado o artigo definido “o”, a grafia desse termo passaria a ser “porquê”.
II- O uso do sinal indicativo de crase se justifica pela presença da preposição “a” contraída com o artigo “a”.
III- O uso de “à”, de acordo com a norma, poderia ser substituído por “na”, resultando em “chegam na terapia”.
IV- A próclise do pronome “se” é obrigatória, pois de acordo com a norma, a expressão “à terapia” é atrativa.
V- Os sujeitos dos verbos “chegam” e “sentindo” foram indeterminados pela partícula de indeterminação “se”.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas