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Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia
A cidade de Turim, no norte da Itália, ganhou no último mês de junho um museu dedicado ao chocolate e à gianduia. O Choco Story Turim ocupa a antiga oficina da loja Pfatisch, uma das mais famosas do país e que ajudou a difundir e a elevar o chocolate pela região.
A loja continua em funcionamento e oferece barras, pastas, bombons e chocolates como o gianduiotto, típico de Turim. Já o museu possui mais de 700 objetos, entre ferramentas de processamento de açúcar, xícaras e embalagens de chocolateiros piemonteses.
O tour foca nas origens do cultivo do cacau e nas primeiras receitas dos maias e dos astecas, assim como explora a importação para a Europa e o nascimento da tradição chocolateira em Turim e na região do Piemonte.
Os visitantes são levados primeiramente a uma sala dedicada à descoberta e ao desenvolvimento do cultivo de cacau. A jornada do ingrediente até a Europa também está documentada, assim como um globo interativo conta a evolução do mercado global de chocolate, as variedades existentes de cacau e seus países de origem.
A ligação do chocolate com Turim também é destaque em uma sala que remete à família Savoy, que o estimulou na região já no século 16. Outra sala é dedicada ao gianduiotto, um dos primeiros chocolates embrulhados que se tem notícia e típico de Turim.
Um antigo maquinário para a produção de chocolate usado desde 1921 também pode ser visto e funciona até hoje. Por fim, visitantes podem acompanhar o trabalho de mestres chocolateiros por trás de janelas de vidro. Instalações, jogos multimídia educativos e filmes que contam a história do chocolate na região completam os atrativos.
A entrada para o museu sai por 12 € (cerca de R$ 70) para adultos. Pessoas com mais de 65 anos pagam 10 € (R$ 60) e crianças entre 3 e 11 anos pagam 7 € (R$ 40). Esta é a primeira unidade da Choco Story na Itália. A rede de museus focados em chocolate tem 12 filiais espalhadas pela Bélgica, França, República Tcheca, Líbano e México.
Fonte: Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia | CNN Brasil V&G 01)
I.Ele se dirigiu àquela senhora com muito respeito, pois a admirava.
II.A reunião ocorrerá das 14h às 18h, conforme o cronograma.
III.O autor fez referência a uma obra clássica, mas não a citou diretamente.
Estão corretas quanto ao uso da crase as sentenças:
Leia o texto a seguir para responder às questões abaixo.
Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?
O Prêmio Nobel de Economia de 2025 voltou a iluminar um velho tema da fé moderna: a crença de que a inovação é o motor do progresso. Ao reconhecer os economistas que explicaram, com refinamento teórico e dados sofisticados, como o avanço tecnológico impulsiona a produtividade e o crescimento, o prêmio parece reafirmar uma convicção que sobreviveu a todas as crises: se há problemas, a inovação os resolverá.
Vale indagar se essa confiança ainda se sustenta, tal como a concebemos, no mundo de hoje. Não porque a inovação tenha perdido relevância; ao contrário, nunca foi tão necessária. Mas porque o contexto mudou. A economia global de 2025 vive sob a sombra dos limites ecológicos, das mudanças climáticas e de uma sensação difusa de que o planeta não aguenta mais o tipo de crescimento que associamos ao bem-estar.
Diante disso, quem sou eu para rejeitar as ideias dos laureados? Elas são sólidas, fecundas e belas na sua lógica interna. A questão é outra: será que elas respondem às perguntas do nosso tempo? Ou continuamos aplicando um modelo de raciocínio forjado em um contexto de expansão, num planeta que parecia infinito, a um mundo que agora descobre seus contornos finitos?
A inovação, sozinha, não garante sustentabilidade. Porque toda inovação é ambígua — cria soluções, mas também novas pressões. Os carros elétricos reduzem emissões, mas ampliam a demanda por lítio e cobalto. A inteligência artificial otimiza sistemas, mas consome energia em escala crescente. As biotecnologias prometem reduzir impactos agrícolas, mas podem concentrar ainda mais o poder sobre as sementes e os recursos genéticos.
Isso não significa que devamos abandonar a inovação ou o crescimento, mas talvez reposicioná-los: em vez de fins em si mesmos, transformá-los em instrumentos de uma prosperidade dentro dos limites do planeta. E, para isso, é preciso revisar o que entendemos por sucesso econômico — e o que esperamos da própria inovação.
Não penso que precisemos desacelerar o motor da inovação, mas que é preciso trocar o combustível, substituir a lógica da extração pela da regeneração, o incentivo da escassez pelo da cooperação, e a promessa de crescimento ilimitado por uma prosperidade compartilhada e sustentável.
(Antônio Márcio Buainain, “Vamos conversar sobre o Nobel de Economia e os limites do planeta?”, Jornal da Unicamp. Adaptado)
A iniciativa está vinculada à Estratégia de Governo Digital da Administração Pública Federal. Ao aderirem, os entes assumem compromissos com diretrizes federais voltadas à digitalização dos serviços públicos e à simplificação do atendimento ao cidadão."
(https://www.gov.br/governodigital/pt-br/noticias/rede-gov -br-acelera-a-transformacao-digital-no-setor-publico-brasi leiro)
O uso da crase nos termos destacados 'à Estratégia', 'à digitalização', 'à simplificação' ocorre, respectivamente, devido a:
MEMORANDO INTERNO
De: Coordenadoria de Apoio
Para: Coordenadoria de Compras
Assunto: Entrega de materiais
Comunicamos que o caminhão de transporte foi direcionado ___ unidade responsável pela conferência dos materiais, conforme o cronograma enviado ___ direção.
Assinale a alternativa em que o uso da crase está adequado à norma-padrão e contribui para a clareza e formalidade do texto administrativo.
Analise o emprego da crase em "à nova escola" e identifique a justificativa correta.
Leia o texto a seguir para responder a questão:
Pode confessar: você também já se pegou falando “obrigado” para a inteligência artificial (IA). Pode parecer um gesto trivial, talvez até um pouco tolo. Afinal, estamos falando com um algoritmo, não com um ser senciente (ainda).
Longe de ser apenas uma afetação, agradecer à IA toca em aspectos profundos da nossa biologia humana. Quando somos gentis, algo fascinante acontece no cérebro.
Expressar gratidão ativa circuitos cerebrais ligados à recompensa e à satisfação de necessidades do corpo e do espírito, liberando dopamina e outras substâncias que geram sensação de prazer. Estudos científicos têm confirmado que pessoas mais gratas apresentam níveis mais altos de saúde mental e resiliência emocional. Tamanha é sua força que a gentileza pode se tornar um hábito, reforçada pela liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que reduz tensões e estreita vínculos sociais.
Dizer “obrigado” a um assistente virtual pode não parecer grande coisa, mas funciona como um pequeno exercício que fortalece padrões positivos. Além disso, o custo ambiental dessa gentileza é praticamente nulo. Embora IAs operem em centrais de processamento que consomem energia e água, uma interação individual como essa consome menos do que assistir a um vídeo curto numa rede social.
Estabelecer normas de interação positivas, agora, pode ser importante para futuros relacionamentos humano-IA, especialmente se a IA se tornar significativamente mais inteligente. Estabelecer uma base de interação respeitosa e cortês pode ser importante para navegar nosso futuro com sistemas avançados de IA, garantindo uma coexistência mais harmoniosa e benéfica.
(Alexandre Chiavegatto Filho. A ciência da gentileza: por que você deve continuar dizendo “obrigado” ao ChatGPT. www.estadao.com.br, 30.04.2025. Adaptado)
As lacunas do texto são preenchidas, correta e respectivamente, por:
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto 2
Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.
Eu quisera viver
como os passarinhos:
cantando a beira dos caminhos,
cantando ao sol, cantando aos luares,
cantando de tristeza e de prazer,
sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.
Eu quisera viver em plenos ares,
numa elevada trajetória,
numa existência quase incorpórea.
viver sem rumo, procurar guarida
a noite para, em sono, o corpo descansar,
viver em voos, de corrida
roçar apenas pela vida!
Eu quisera viver sem leis e sem senhor,
tão somente sujeita as leis da natureza,
tão somente sujeita aos caprichos do amor…
viver na selva acesa
pelo fulgor solar,
o convívio feliz das mais aves gozando,
viver em bando,
a voar, a voar.
Eu quisera viver cantando como as aves
em vez de fazer versos,
sem poderem assim os humanos perversos
interpretar perfidamente
meu cantar.
Eu quisera viver dentro da natureza,
sufoca-me a estreiteza
desta vida social a que me sinto presa.
Diante
de uma paisagem verdejante,
diante do céu, diante do mar,
esta minha tristeza
por momentos se finda
e desejo sofrer a vida ainda
e fico a meditar:
como os homens são maus e como a terra é linda!
Certo não fora assim tão triste a vida
se, das aves seguindo o exemplo encantador,
a humanidade livremente unida,
gozasse a natureza, a liberdade e o amor.
[…]
MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.
Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC
Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor.
As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.
Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.
A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.
Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.
Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.
Ele comparou a situação "à exuberância irracional da bolha das empresas", afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais.
Em relação ao sinal indicativo de crase na expressão destacada, é correto afirmar que ela ocorre de maneira:
Foi _____ mais de uma década que, numa assembleia de professores, propôs-se elaborar _____ cartilha educativa.
_____ cinco horas da tarde, todos estavam _____ espera de uma decisão favorável.
Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Leia o texto para responder à questão.
A reprodução da desigualdade
De tão persistentes, nossos dilemas sociais, econômicos e políticos não mais enternecem parte dos brasileiros, conformada com situações que, embora anormais, passou a considerar naturais. Mas certas questões deveriam nos comover.
Coautor, com Fillipi Nascimento, do livro A Loteria do Nascimento, o economista e pesquisador do Insper Michael França concluiu que, ao contrário da ideia predominante de que as desigualdades resultam basicamente de um sistema educacional de baixa qualidade, as condições de nascimento afetam mais a vida das pessoas.
Educação de qualidade é essencial para melhorar a vida das pessoas e para o avanço de uma sociedade. E sua carência estimula a perpetuação de graves problemas. Mas a desigualdade social (e sua reprodução ao longo do tempo) decorre também de fatores como o apontado no estudo do pesquisador do Insper. Estrutura familiar, herança, rede de contatos e formação em instituições renomadas favorecem a carreira profissional de uma parte das pessoas. Já os filhos de famílias mais pobres enfrentam desvantagens na carreira, como falta de condições financeiras para recusar emprego ruim, escassez de contatos e referências no mercado de trabalho ou impossibilidade de investir em educação e treinamento adicionais.
Tão acostumados nos tornamos com a histórica concentração de renda que nem percebemos como esse processo se estendeu e se consolidou. Quanto mais rico, mais cresce a riqueza. Num país que detém alguns dos piores índices mundiais de distribuição de renda, talvez soe como irônica perversidade o fato de que também na exclusiva faixa do 1% mais rico a riqueza se concentra.
Há uma característica da renda dos mais ricos que a torna menos sujeita à tributação que incide sobre o rendimento dos demais brasileiros, o que remete à injustiça tributária. A renda da maioria dos contribuintes é fruto do trabalho e tributada no momento do pagamento. Nas faixas de rendimento mais altas, há muitos profissionais liberais que recorrem à criação de empresas sobre as quais a tributação é menor. E boa parte dos rendimentos é decorrente de lucros e dividendos, igualmente sujeitos à tributação menos onerosa.
Estatísticas recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) deixam uma advertência para os brasileiros: com a lenta evolução de sua renda per capita, o País está se aproximando da metade mais pobre do mundo. Estamos empobrecendo em relação ao resto do mundo e tendo a renda mais concentrada. É uma combinação inquietante.
(Jorge J. Okubaro. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 26.08.2025. Adaptado)
Considere as frases:
• Há uma ideia predominante de que as desigualdades existem basicamente devido ____sistema educacional de baixa qualidade.
• Educação de qualidade é essencial para proporcionar melhores condições de vida _____ pessoas e para o avanço de uma sociedade.
• Tão habituados nos tornamos______histórica concentração de renda que nem percebemos como esse processo se estendeu e se consolidou
. • Estatísticas recentes do Fundo Monetário Internacional deixam um aviso ______população: com a lenta evolução de sua renda per capita, o País está se aproximando da metade mais pobre do mundo.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Leia o texto para responder à questão.
O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do “Lar” lhe tinham roubado um rádio.
O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.
Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer do que para o roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na região, que envolvesse os nossos rapazes.
Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti-chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava aí a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!
Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.
Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse, e dei a aula por terminada, no silêncio construído.
(Dina Salústio, “Ele queria tão pouco”. Mornas eram as noites. 2002. Adaptado)
Considere as passagens:
• O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por o abandonar, passado algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas. (2o parágrafo)
• ... como se estivessem a assistir a um jogo de pingue--pongue. (4o parágrafo)
• ... e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas falas finais. (4o parágrafo)
• Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja. (5o parágrafo)
• Prometi-lhe procurar o rádio... (6o parágrafo)
Em conformidade com a norma-padrão, as passagens destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
Analise as afirmativas abaixo, que abordam situações distintas do uso da crase, e identifique em quais há emprego adequado conforme a norma culta da língua portuguesa:
I. Voltarei à França no próximo outono.
II. Assistiremos à filme indicado pelo professor.
III. O secretário compareceu à reunião às 15h.
IV. Agradecemos à todos os alunos que participaram da palestra.
Em quais afirmativas o emprego da crase está correto?